MODELOS EXPERIMENTAIS DE PSICOPATOLOGIA: LEVANTAMENTO DE PUBLICAÇÕES RELACIONADAS À ANÁLISE DO COMPORTAMENTO, SEGUNDO O MÉTODO PRISMA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
MODELOS EXPERIMENTAIS DE PSICOPATOLOGIA: LEVANTAMENTO DE PUBLICAÇÕES RELACIONADAS À ANÁLISE DO COMPORTAMENTO, SEGUNDO O MÉTODO PRISMA
Autores
  • Angélica Capelari
  • Eliana Isabel De Moraes Hamasaki
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Psicologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270198-modelos-experimentais-de-psicopatologia--levantamento-de-publicacoes-relacionadas-a-analise-do-comportamento-se
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Modelos experimentais; Psicopatologia; Método prisma. Análise do Comportamento.
Resumo
Os modelos experimentais em psicopatologia são reconhecidos como uma importante ferramenta de investigação porque envolvem o estabelecimento de condições controladas em laboratório, muitas vezes utilizando animais, para isolar e analisar potenciais variáveis que produzem e/ou mantêm comportamentos qualificados como “problemáticos” em humanos. Ao isolar essas variáveis, torna-se possível além da investigação da etiologia de determinados quadros psicopatológicos, o seu tratamento e, ainda, o planejamento da prevenção desses quadros. A análise do comportamento, por sua tradição essencialmente experimental, emprega essa ferramenta porque, por meio do método experimental, é possível isolar determinadas variáveis críticas para observar o impacto delas sobre um comportamento ou processo psicológico específicos. A proposta deste trabalho é apresentar, portanto, um levantamento circunscrito a experimentos realizados segundo a perspectiva da análise do comportamento, uma vez que essa área, há décadas, vem se dedicando à investigação de quadros psicopatológicos, a partir de modelos animais porque estes viabilizam a manipulação de variáveis na tentativa de buscar as relações destas sobre o comportamento em investigação. Isto é, ao manipular determinadas variáveis (aqui nomeadas de independentes), é possível medir os efeitos sobre os comportamentos (aqui nomeados de variáveis dependentes) dos organismos investigados, na busca das relações de causa e efeito que seriam muito difíceis e/ou inviáveis de se identificar no ambiente natural. Especialmente das chamadas psicopatologias, como depressão, ansiedade, esquizofrenia e outras. A literatura descreve que, no caso [1] da depressão, os modelos mais utilizados têm sido o do desamparo aprendido e o do chronic mild stress (CMS), ou estresse crônico moderado; [2] da ansiedade, os modelos mais frequentemente empregados têm sido o do campo aberto e o do labirinto em cruz; e [3] no caso da esquizofrenia, o modelo da inibição latente (IL). Para uma revisão sistemática atualizada sobre o emprego de modelos animais na investigação de quadros psicopatológicos, foi utilizado o método Prisma (2020) das produções publicadas nos últimos 10 anos (2015-2025), empregando os seguintes termos: modelos experimentais; modelos animais; e modelos animais de psicopatologia. A revisão foi realizada nos seguintes periódicos: RBTCC; Perspectivas; ReBAC; Behavior and Philosophy; Acta Comportamentalia; e Behavior and Social Issues Os resultados a partir da revisão empreendida, indicaram baixa produção de experimentos e uma das principais hipóteses levantada para isso foi a atual restrição na utilização de animais em experimentos. Vale destacar que tal restrição passou a se evidenciar com o aumento de regras e exigências na criação, na manutenção, na manipulação e na utilização de animais em experimentos, além do maior custo financeiro que essa prática envolve. Além dessa hipótese, é pertinente considerar a própria diminuição de investigações a partir de modelos experimentais, especialmente porque parte destas investigações tendem a empregar estimulação aversiva e, não raro, este é um processo que pode repercutir em incômodo tanto para os sujeitos experimentais como para os pesquisadores. Entretanto, é importante ressaltar que o uso de estimulação aversiva visa justamente mimetizar as relações nos meios nos quais os seres humanos vivem, sob os quais a utilização de estimulação aversiva é muito frequente e, de certa forma, valorizada. A despeito disso, contudo, também é relevante enfatizar que o estudo de psicopatologias por meio de modelos experimentais representa uma importante construção da ponte entre laboratório e clínica, principalmente pelas lacunas enfrentadas por esta última. Reconhece-se a dificuldade no que se refere ao tipo de estimulação aversiva utilizada nos experimentos (choque elétrico, na maioria deles) e a transposição dos resultados dos experimentos para o trabalho com psicopatologias no contexto clínico. Mas, independentemente do tipo de estimulação aversiva utilizado e da necessidade de parcimônia e de cautela quanto à transposição voltada à prática clínica de metodologias, a partir dos dados obtidos em investigações experimentais, estas representam maior entendimento das eventuais causas e da manutenção de transtornos mentais, contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos farmacológicos e psicoterápicos considerados mais eficazes.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CAPELARI, Angélica; HAMASAKI, Eliana Isabel De Moraes. MODELOS EXPERIMENTAIS DE PSICOPATOLOGIA: LEVANTAMENTO DE PUBLICAÇÕES RELACIONADAS À ANÁLISE DO COMPORTAMENTO, SEGUNDO O MÉTODO PRISMA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270198-MODELOS-EXPERIMENTAIS-DE-PSICOPATOLOGIA--LEVANTAMENTO-DE-PUBLICACOES-RELACIONADAS-A-ANALISE-DO-COMPORTAMENTO-SE. Acesso em: 05/03/2026

Trabalho

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