BRINQUEDOS NÃO ESTRUTURADOS COMO FACILITADORES DE INTERAÇÃO SOCIAL

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
BRINQUEDOS NÃO ESTRUTURADOS COMO FACILITADORES DE INTERAÇÃO SOCIAL
Autores
  • VIVIANE CRISTINA DA SILVA FERNANDES
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269238-brinquedos-nao-estruturados-como-facilitadores-de-interacao-social
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedos não estruturados; Educação Infantil; Interação social; Brincadeira livre.
Resumo
Este projeto de pesquisa procura investigar como os brinquedos não estruturados influenciam e facilitam as interações sociais entre crianças de 2 a 4 anos em contextos de educação infantil. O brincar constitui-se como um dos principais meios de aprendizagem e desenvolvimento na infância, sendo reconhecido por pesquisadores e pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como direito fundamental das crianças. No contexto da Educação Infantil, observa-se que, embora os brinquedos estruturados estejam amplamente presentes, são os brinquedos não estruturados, materiais sem função definida, como caixas, tecidos, carreteis, embalagens, pedras e elementos naturais, que apresentam maior potencial para estimular a criatividade, a imaginação e a socialização. Este trabalho tem como problema a seguinte questão: qual a natureza e a qualidade da interação social infantil durante o brincar com brinquedos não estruturados? Partindo dessa inquietação, o objetivo geral é investigar como esses materiais podem favorecer interações sociais na primeiríssima infância, especialmente na faixa etária de 2 a 4 anos, etapa em que a ludicidade assume papel central para o desenvolvimento integral. O referencial teórico fundamenta-se em autores clássicos e contemporâneos do campo da Educação e da Psicologia do desenvolvimento. Para Piaget, o brincar é um espaço de assimilação e acomodação que possibilita à criança reconstruir simbolicamente o mundo, Vygotsky por sua vez, destaca a dimensão social do brincar, entendendo-o como prática cultural mediada pela linguagem e pela interação com os pares. Complementarmente, estudos mais recentes, como os de Kishimoto (2010), evidenciam que o brincar livre possibilita à criança explorar objetos, pessoas e a cultura por meio de múltiplas linguagens, tais perspectivas indicam que os brinquedos não estruturados não apenas ampliam possibilidades de exploração simbólica, mas também estimulam a cooperação, a negociação e a interação entre crianças. Metodologicamente, o trabalho será desenvolvido como um estudo de caso em algumas turmas de Educação Infantil, no qual as situações de brincadeira livre com brinquedos não estruturados, serão utilizados instrumentos como observação participante, registros em diário de campo e análise qualitativa das interações sociais. O foco recairá sobre como as crianças utilizam os objetos disponíveis para interagir, quais tipos de interações emergem e de que forma a ausência de função pré-determinada nos brinquedos favorece a colaboração entre os pares. A expectativa é que os resultados mostrem uma maior qualidade e diversidade das interações sociais nas brincadeiras com materiais não estruturados, a hipótese é que a liberdade de criação proporcionada por esses objetos favorece a tomada de decisões conjuntas, a construção de narrativas coletivas e o fortalecimento dos vínculos entre as crianças. Além disso, prevê-se que tais materiais ampliem a autonomia infantil, uma vez que não limitam o uso a uma única finalidade, mas possibilitam múltiplas formas de apropriação. Em contrapartida, os brinquedos estruturados tendem a restringir a imaginação e a reduzir o espaço para negociações sociais, por já trazerem regras e funções definidas. Conclui-se, portanto, que o estudo poderá oferecer contribuições relevantes tanto para o campo teórico quanto para as práticas pedagógicas da Educação Infantil, teoricamente, reforça a importância de compreender o brincar não apenas como entretenimento, mas como prática social e cultural que sustenta o desenvolvimento integral da criança. No âmbito pedagógico, evidencia-se a necessidade de que professores e instituições ampliem a oferta de brinquedos não estruturados, valorizando materiais acessíveis, sustentáveis e próximos do cotidiano das crianças, assim, ao investir nesse tipo de recurso, a escola não apenas enriquece a experiência lúdica, mas também promove um ambiente de maior interação, cooperação e criatividade, aspectos essenciais para a formação integral na primeira infância.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERNANDES, VIVIANE CRISTINA DA SILVA. BRINQUEDOS NÃO ESTRUTURADOS COMO FACILITADORES DE INTERAÇÃO SOCIAL.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269238-BRINQUEDOS-NAO-ESTRUTURADOS-COMO-FACILITADORES-DE-INTERACAO-SOCIAL. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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