“DA IDEIA AO RECURSO: O USO DO CHAT GPT NA PRODUÇÃO DE MATERIAIS EDUCACIONAIS”

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
“DA IDEIA AO RECURSO: O USO DO CHAT GPT NA PRODUÇÃO DE MATERIAIS EDUCACIONAIS”
Autores
  • Luzia Cecilia da Costa Julidori
  • Tacila Pereira
  • LUCIANE DUARTE DA SILVA
  • LEANDRO CORREA BOLOGNA
  • Jessica Nascimento Novais
  • Andreia Ribeiro
  • Kleber Natal de Souza
  • Cida Souza
  • Sibele Aparecida Bucchi Pereira
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1267978-da-ideia-ao-recurso--o-uso-do-chat-gpt-na-producao-de-materiais-educacionais
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Inteligência Artificial na Educação, Prompt Engineering, Recursos Visuais, Ludicidade, Multiletramentos.
Resumo
O presente resumo expandido discute o uso do prompt engineering como estratégia de inovação pedagógica para criação de recursos educacionais visuais com apoio de inteligência artificial generativa (IAg), situando o tema no cotidiano brasileiro de sobrecarga docente, marcado por múltiplas demandas e escassez de tempo para planejar, avaliar e acompanhar os estudantes. Parte-se do problema de como reduzir o tempo despendido na busca, seleção e adaptação de imagens para avaliações e atividades, sem perder qualidade, autoria e alinhamento curricular. Objetiva-se demonstrar de que modo o domínio de prompts claros, específicos e criativos potencializa a produção autoral, lúdica e contextualizada — por exemplo, tirinhas, cartuns e ilustrações —, fortalecendo a intencionalidade pedagógica, o engajamento e a inclusão. Nesse horizonte, ferramentas como Chat GPT e DALL·E, quando acionadas por comandos bem estruturados, permitem gerar imagens originais em segundos, liberando o professor para atividades de maior impacto formativo. A relevância do estudo apoia-se na literatura e em documentos de política educacional. Dados internacionais, como o TALIS/OCDE, e nacionais, apontam o alto volume de horas extraclasse dedicadas à preparação de materiais, sendo a etapa de imagens particularmente custosa por envolver critérios estéticos, adequação etária e cuidado com direitos autorais. Ao possibilitar criações inéditas alinhadas ao contexto da turma, a IAg reduz etapas de busca e edição, favorecendo o equilíbrio entre demandas pedagógicas e bem-estar docente. Além de otimizar tempo, amplia a aderência a diretrizes de multiletramentos da BNCC, integrando leitura crítica de imagens, expressão criativa e análise contextual, o que torna avaliações e atividades mais relevantes e atrativas. Do ponto de vista teórico, o trabalho dialoga com a perspectiva da Sociedade do Conhecimento e com a apropriação crítica de tecnologias digitais na educação, entendendo o prompt engineering como competência docente central para orientar sistemas de IA à luz de objetivos de aprendizagem. O professor atua como mediador e curador, definindo parâmetros de estilo, conteúdo e linguagem, assegurando coerência com o currículo e com a realidade dos alunos. A literatura recente sustenta que a qualidade das respostas geradas está diretamente vinculada à precisão e à criatividade do comando. Em paralelo, a ludicidade — amparada por Brougère e Kishimoto — segue crucial para motivação e participação, e a IA amplia o repertório lúdico ao viabilizar produções personalizadas. O referencial também alerta para ética, verificação e mitigação de vieses, ressaltando que a tecnologia não substitui a docência, mas a expande quando acompanhada de formação continuada. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva, em duas etapas: (i) revisão bibliográfica sobre IA na educação, ludicidade, multiletramentos e prompt engineering, com foco em publicações de 2020 a 2025 e documentos normativos; (ii) produção e análise de recursos visuais a partir de cinco prompts tematicamente alinhados ao currículo (meio ambiente, ética, matemática, linguagem e cidadania), utilizando geradores de imagens. Os materiais foram avaliados por critérios de clareza e coerência temática, adequação etária e linguagem visual, e potencial de aplicação didática, em pareceres independentes da pesquisadora e de dois docentes colaboradores. Os resultados indicam ganhos expressivos de eficiência: tirinhas educativas puderam ser geradas em menos de dois minutos, em contraste com o tempo médio superior a uma hora exigido por busca, edição e adequação de direitos autorais em métodos tradicionais. A análise destacou quatro contribuições principais: (a) economia de tempo, que realoca esforço para planejamento, atendimento individualizado e formação; (b) fortalecimento da autoria e personalização, com inserção de referências culturais e linguísticas do contexto da turma; (c) integração a práticas de multiletramentos, promovendo leitura crítica de imagens e produção textual; e (d) potencial inclusivo, com rápidas adaptações visuais e descrições alternativas. Por outro lado, emergem cautelas: risco de dependência tecnológica, reprodução de estereótipos e vieses oriundos de dados de treinamento, além da necessidade de revisão humana criteriosa. Em síntese, a IAg deve operar como ferramenta complementar à intencionalidade docente. Exemplos práticos — como a elaboração de tirinhas críticas sobre reciclagem ou sobre o uso de celulares em sala de aula — ilustram o alinhamento entre comando, objetivo pedagógico e estética, suscitando interpretação e argumentação pelos estudantes. As considerações finais reforçam que o domínio de prompt engineering, aliado a princípios éticos e sensibilidade pedagógica, favorece práticas inclusivas, significativas e alinhadas às demandas contemporâneas, com ganhos simultâneos de agilidade, personalização e ludicidade. Reconhecem-se limitações do estudo — escopo temático restrito, ausência de aplicação em turmas para mensurar impacto e dependência de infraestrutura — e sinalizam-se encaminhamentos: ampliar temas e ferramentas, realizar estudos de campo, investigar efeitos em competências socioemocionais (criatividade e colaboração) e promover formação docente específica sobre a técnica. Tais passos consolidam a IA como instrumento a serviço da inovação pedagógica e da valorização do tempo de ensino, desde que ancorada em mediação crítica e autoria docente. Referências (ABNT NBR 6023): AGRAWAL, S.; GUPTA, R.; SINGH, A. AI Feedback in Education: The Impact of Prompt Design and Human Expertise on LLM Performance. 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A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991. ZHU, Z. et al. A Taxonomy of Prompt Modifiers for Text-To-Image Generation. arXiv, 2022.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JULIDORI, Luzia Cecilia da Costa et al.. “DA IDEIA AO RECURSO: O USO DO CHAT GPT NA PRODUÇÃO DE MATERIAIS EDUCACIONAIS”.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1267978-DA-IDEIA-AO-RECURSO--O-USO-DO-CHAT-GPT-NA-PRODUCAO-DE-MATERIAIS-EDUCACIONAIS. Acesso em: 05/03/2026

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