A REINVENÇÃO DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ENTRE ALGORITMOS, ESTÉTICA E AUTORIA, UM ESTUDO SOBRE A POÉTICA DAS IMAGENS SINTÉTICAS E SEUS EFEITOS CULTURAIS.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
A REINVENÇÃO DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ENTRE ALGORITMOS, ESTÉTICA E AUTORIA, UM ESTUDO SOBRE A POÉTICA DAS IMAGENS SINTÉTICAS E SEUS EFEITOS CULTURAIS.
Autores
  • Guilherme Oliveira
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1267548-a-reinvencao-da-linguagem-cinematografica-na-era-da-inteligencia-artificial---entre-algoritmos-estetica-e-autor
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
*Inteligência Artificial Generativa *Linguagem Audiovisual *Autoria e Narrativa *Estética Algorítmica *Semiótica Peirceana *Cultura Digital *Machine Learning e Deep Learning *Imagens Sintéticas *Mediação Tecnológica
Resumo
Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas um conceito técnico ou uma ferramenta restrita a especialistas para tornar-se parte integrante da cultura popular e do cotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo. A difusão das inteligências artificiais generativas, capazes de produzir textos, imagens, músicas, vídeos e outros conteúdos a partir de comandos simples, inaugurou um novo horizonte criativo, ao mesmo tempo em que levantou discussões intensas sobre autoria, estética, ética e o papel humano nos processos de criação. Se antes o chamado “ócio criativo”, conceito tão valorizado por pensadores contemporâneos, dependia de tempo e de uma lenta absorção de referências culturais e artísticas, hoje a lógica da aceleração tecnológica permite que um único comando seja suficiente para gerar cenas completas, narrativas complexas e atmosferas visuais surpreendentemente sofisticadas. Essas transformações estão ancoradas em tecnologias de machine learning e deep learning, que reconfiguram a maneira como a cultura é produzida, distribuída e consumida. Redes neurais artificiais, inspiradas no funcionamento do cérebro humano, processam volumes massivos de dados, identificam padrões e produzem resultados refinados, muitas vezes sem a intervenção direta de um criador humano. Essa aparente autonomia técnica levanta questões críticas sobre o próprio sentido da criação artística: até que ponto uma produção pode ser considerada arte se sua elaboração se dá de forma algorítmica? E, sobretudo, o que significa ser autor quando a obra é fruto de uma interação entre humano e máquina? No campo cinematográfico, essas mudanças se evidenciam de forma ainda mais radical. Diversas produções recentes passaram a utilizar inteligência artificial não apenas em efeitos visuais, mas também na elaboração integral de roteiros, cenários e enquadramentos. A câmera deixa de registrar a realidade para simular; a montagem, antes física, torna-se parametrizada e calculada. Assim, surge uma linguagem cinematográfica programada, na qual enquadramentos, movimentos de câmera e cortes narrativos são definidos por operações algorítmicas. Esse deslocamento altera a lógica narrativa, o ritmo temporal e a espacialidade das obras, exigindo novas formas de análise crítica e um reposicionamento da teoria cinematográfica diante da cultura digital. É nesse cenário que se insere o presente projeto de pesquisa. O objetivo é investigar como a inteligência artificial generativa está redesenhando a linguagem cultural contemporânea e, de modo mais específico, o cinema, considerando as implicações estéticas, políticas e simbólicas dessa transição. A proposta é compreender de que maneira tais recursos impactam dimensões centrais como narrativa, montagem, visualidade, autoria e mediação. Para tanto, será adotada uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, articulando semiótica peirceana, filosofia da linguagem, estudos de tecnologia e estética audiovisual. O corpus da investigação reunirá produções audiovisuais realizadas parcial ou totalmente com ferramentas de IA generativa entre os anos de 2024 e 2025. Serão analisados tanto curtas experimentais quanto vídeos virais difundidos nas redes sociais, frequentemente nomeados como “memes”. Entre os casos a serem estudados está a personagem Marisa Maiô, que alcançou grande popularidade em plataformas como TikTok, Instagram, Facebook e YouTube Shorts, principalmente por explorar uma estética do humor que dialoga diretamente com o cotidiano dos usuários. Além disso, serão examinados projetos independentes desenvolvidos com softwares como Sora, Pika Labs, Veo 3, Runway e Kling AI. Cada produção será observada quanto à sua forma, linguagem e efeitos de sentido na cultura digital, com especial atenção à maneira como tais obras reorganizam narrativas e imaginários. Ao refletir sobre o cinema na era dos algoritmos, esta pesquisa pretende ir além da simples descrição de tendências tecnológicas. Busca-se pensar criticamente sobre o que permanece humano em meio a esse processo de automação criativa e sobre o que se transforma na relação entre sujeitos, imagens e linguagens. Se “filmar com texto” tornou-se possível, também se faz necessário questionar como essa forma emergente de produção altera nossos modos de pensar, narrar e imaginar o mundo.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Guilherme. A REINVENÇÃO DA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ENTRE ALGORITMOS, ESTÉTICA E AUTORIA, UM ESTUDO SOBRE A POÉTICA DAS IMAGENS SINTÉTICAS E SEUS EFEITOS CULTURAIS... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1267548-A-REINVENCAO-DA-LINGUAGEM-CINEMATOGRAFICA-NA-ERA-DA-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL---ENTRE-ALGORITMOS-ESTETICA-E-AUTOR. Acesso em: 05/03/2026

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