O PASSEIO PEDAGÓGICO COMO SIGNO DE APRENDIZAGEM

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
O PASSEIO PEDAGÓGICO COMO SIGNO DE APRENDIZAGEM
Autores
  • FABIANA WANRHATH JACOPUCCI
  • Prof.Dr. Roberto Chiachiri
  • Luis Mario da Conceição
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264479-o-passeio-pedagogico-como-signo-de-aprendizagem
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
edussemiótica; educação emancipadora; protagonismo infantojuvenil; semiótica
Resumo
O Passeio Pedagógico foi utilizado como uma metodologia de aprendizagem no processo de execução do Projeto Jovens Escritores e Escritoras em Parceria com o Projeto Fábrica de Livros na Tarsila que visa a produção de livros autorais coletivos por adolescentes periféricos e periféricas. Esta proposta caracteriza-se pela organização de uma oficina que possibilita à pessoa participante o desenvolvimento de habilidades para a confecção de livros que engloba desde a criação de conteúdo até a encadernação. O teor desse produto midiático pode ser escrito em forma de poesias, contos, crônicas, romances, entre outros gêneros literários; bem como, constituído de desenhos, ilustrações, fotografias, enfim, a partir da criatividade dos autores e autoras. É necessário motivar os e as adolescentes periféricos e periféricas a produzirem o conteúdo do livro autoral coletivo através de uma metodologia de aprendizagem ativa, que valorize o contexto sociocultural no qual estão inseridos, que traga a experiência cotidiana e “... desperte o desejo de experimentar e conhecer mais sobre tudo e todo(a)s.” (ROSSI; GIORDANI, 2024, p. 39). O passeio pedagógico é conhecido como aula-passeio conforme a proposta educacional de Célestin Freinet, um pedagogo francês que é referência nos estudos sobre a interface entre comunicação e educação. A Pedagogia Freinetiana é uma referência aos estudos educomunicativos que valoriza a escola democrática que deve estimular a criatividade e autoria. As pessoas aprendem através da comunicação, porque conhecer é comunicar e está pautado em agir, procurar e criar. É uma coaprendizagem, ou seja, ela é coletiva e valoriza a autoexpressão. Um dos pilares dessa teoria é o desenvolvimento de uma comunicação que visa a transformação social e compreende o aluno como emissor ativo do processo comunicativo e que a partir da apropriação dos conhecimentos torna-se um receptor crítico.(KAPLÚN, 2014). Nesse sentido, os objetivos de uma educação comunicativa coadunam com os intuitos do projeto na medida em que o livro autoral coletivo torna-se um veículo de comunicação para expressar os sentimentos, pensamentos e experiências dos e das adolescentes periféricos e periféricas que em muitos momentos são invisibilizados e subestimados através de julgamentos que o consideram imaturos, impulsivos e com uma postura de afronta aos valores morais estabelecidos pela sociedade. O estímulo é da produção de um texto livre, não pedagógico que traz à tona o próprio viver, o ardor e o entusiasmo em expressar-se e a ressonância provoca o sentimento de pertencimento, na medida em que a produção é lida. (FREINET, 1975; KAPLÚN, 2014; SAMPAIO, 1996). Sendo assim, o objetivo deste artigo é compreender como o recurso metodológico passeio pedagógico torna-se um signo de aprendizagem na prática educomunicativa do Projeto Jovens Escritores e Escritoras em Parceria com o Projeto Fábrica de Livros na Tarsila que visa a produção de livros autorais coletivos por adolescentes periféricos e periféricas. No intuito de atingir esse propósito é necessário tanto descrever a experiência dos pesquisadores no processo de planejamento e execução do passeio pedagógico como forma de colher as narrativas do estudo de e no campo, quanto interpretar os significados oriundos da aplicação dessa técnica que contribuiu com o processo de aprendizagem. A abordagem do fenômeno é qualitativa, pois visa compreender os significados de um fenômeno social no processo de construção do conhecimento científico. Ela é uma pesquisa-ação pois há uma intervenção de quem pesquisa no campo de ação com uma proposta de emancipação do ser humano utilizando a palavra como instrumento de libertação. (DEMO, 2000; THIOLLENT, 2022). A Pesquisa Narrativa fundamentada por Clandinin e Connelly (2015) também é um recurso metodológico adotado, na medida em que valoriza a trajetória de vida e formação dos personagens do enredo educativo através de um circuito narrativo constituído pelas experiências autobiográficas, memórias e os aportes teóricos reconhecidos pela comunidade acadêmica que culminam na produção dos textos de campo e de pesquisa. Esta perspectiva centra sua atenção às experiências vividas pelos personagens do enredo narrativo considerando as estruturas fundamentais da pesquisa narrativa que são o sujeito, a relação com a tridimensionalidade que considera os acontecimentos passados, presentes e a prospecção futura. Há uma tecitura entre a experiência narrativa e os aportes teórico-científicos que promovem a elaboração do pensamento narrativo e denotam o lugar do pesquisador narrativo que é a fronteira, a região de interseccionalidade. (CLANDININ; CONNELLY, 2015; GOMES VILELA; LOPES BORREGO; BARROSO DE AZEVEDO, 2022). A Semiótica contribui com a interpretação das experiências revelando os significados que o signo passeio pedagógico adquire no processo de aprendizagem, reconhecendo como fundante as características fenomenológicas de Charles Sander Peirce que descrevem o processo perceptivo do signo, a apreensão do fenômeno que neste estudo é a experiência humana. E o desvelamento de seu significado ocorre através da semiose, ou seja, o processo pelo qual o signo age. Sendo assim, o signo é entendido como algo que representa um objeto desde que encontre uma mente interpretadora. Ele é um veículo do significado na medida em que cria um interpretante. A ação em compreender o potencial semiótico comunicativo que o signo passeio pedagógico adquire na experiência de aprendizagem no processo de implementação do projeto é analisar as diversas camadas que este signo adquire para este público. É legitimar a experiência de aprendizagem na escuta das vozes dos autores e autoras participantes através da narrativa dos pesquisadores e da pesquisadora em articulação com os aportes científicos já estabelecidos. E traz intrinsicamente o exercício da autonomia e a emancipação humana através do desenvolvimento de um pensamento crítico. O local de realização é um Centro Social, localizado na zona rural da cidade de São Bernardo do Campo pertencente ao estado de São Paulo, que tem como missão o desenvolvimento das habilidades socioemocionais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social que moram na comunidade circundante da instituição. O foco é fortalecer os vínculos familiares e sociais sem a pretensão de um trabalho pedagógico formal, conteudista. As atividades são realizadas no contraturno da escola, com um planejamento constante pela equipe da instituição que conta com a participação ativa dos educadores e educadoras sociais. O estímulo é da produção de um texto livre, não pedagógico que traz à tona o próprio viver, o ardor e o entusiasmo em expressar-se e a ressonância provoca o sentimento de pertencimento, na medida em que a produção é lida. (FREINET, 1975; KAPLÚN, 2014; SAMPAIO, 1996). Sendo assim, o Passeio Pedagógico possibilitou o desenvolvimento de um novo ecossistema comunicativo, valorizou a autoexpressão e a aprendizagem coletiva; estimulou o sentimento de pertencimento social; fortaleceu o vínculo socioafetivo entre as pessoas, instituição e comunidade; evidenciou o saber enquanto produto social que valoriza a democracia e utiliza a palavra como instrumento de liberdade produzindo diversas linguagens e ampliando a potencialidade comunicativa. Ele apresentou-se como um recurso metodológico ativo que alarga o repertório existencial, promove relações socioemocionais mais autênticas ampliando os fluxos comunicacionais e fortalecendo o sentimento de pertencimento social que são estruturas constituintes do processo de aprendizagem. A interface Educação e Semiótica proporciona uma aprendizagem significativa, experiencial, na medida em que a Edusemiótica estimula a imaginação, criatividade e amplia o repertório interpretativo; contribui com a alfabetização cultural por meio das linguagens artísticas que funcionam como signos em diferentes culturas.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

JACOPUCCI, FABIANA WANRHATH; CHIACHIRI, Prof.Dr. Roberto; CONCEIÇÃO, Luis Mario da. O PASSEIO PEDAGÓGICO COMO SIGNO DE APRENDIZAGEM.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264479-O-PASSEIO-PEDAGOGICO-COMO-SIGNO-DE-APRENDIZAGEM. Acesso em: 05/03/2026

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