EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS
Autores
  • Beatriz De Lourdes Da Silva Cabral
  • Viviane Rodrigues da Silva
  • Juliana Risso Pariz
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Biomedicina
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264214-efeito-do-uso-de-hipotaurina-como-suplemento-em-amostras-seminais
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
hipotaurina, qualidade seminal, espermatozóides, antioxidantes, fertilidade masculina.
Resumo
A hipotaurina (ácido 2-aminoetanossulfínico) é conhecida por ser um precursor da taurina (ácido 2-aminoetanossulfônico) e é o principal produto do metabolismo da cisteína (HUXTABLE, 1997). A hipotaurina e a taurina estão presentes nos tecidos reprodutivos de machos e fêmeas de espécies como gato (Felis catus) e hamster (Mesocricetus auratus) e desempenham o papel necessário na capacitação dos espermatozoides, na reação acrossômica e na fertilização (BUFF,2021) (DONNELLY,2020). Um número crescente de estudos destaca o papel benéfico da suplementação de hipotaurina na qualidade seminal, evidenciando efeitos positivos sobre a motilidade e a viabilidade dos espermatozoides em humanos (BANIHANI, 2012). Estudos em animais revelaram que a adição in vitro desses antioxidantes melhorou a qualidade dos espermatozoides (LISBOA, 2014). Assim, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do uso da hipotaurina como suplemento em amostras seminais. Para isso, este estudo utilizou 30 amostras seminais de participantes da pesquisa entre 18 e 35 anos (média = 24,7 anos; desvio padrão – DP± 4,70 anos). Esta pesquisa faz parte do Programa de Iniciação Científica da Universidade Metodista de São Paulo, com participação como bolsista PIBIC. O estudo foi realizado nos laboratórios da Universidade Metodista de São Paulo, entre setembro de 2023 e junho de 2025, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (CAAE: 84581124.9.0000.5508). As amostras foram classificadas como normozoospermas de acordo com a análise seminal inicial de acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2021). Os participantes da pesquisa preencheram um formulário contendo informações sobre hábitos e estilo de vida e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O convite aos participantes foi realizado por meio de campanhas de divulgação entre os alunos da Universidade Metodista de São Paulo, utilizando redes sociais institucionais. A doação foi previamente agendada, e a amostra seminal foi obtida por meio de masturbação em frasco estéril de polipropileno, após um período de 2 a 5 dias de abstinência ejaculatória. Após a coleta, as amostras foram mantidas a uma temperatura de 37 °C e analisadas em um período máximo de uma hora. Cada amostra foi dividida em duas alíquotas de igual volume e submetida à centrifugação por 15 minutos para remoção do plasma seminal. Em seguida, as alíquotas foram ressuspensas: uma delas foi suplementada com 50 mM de hipotaurina (grupo experimental – hTAU) e a outra com 50 μL de Fluido Tubário Humano (HTF) (grupo controle – CONT). Após a suplementação, ambas as amostras foram incubadas em banho-maria por 30 minutos. Foram avaliados os seguintes parâmetros: características seminais, atividade mitocondrial (método de diaminobenzidina), vitalidade (teste hiposmótico), níveis de peroxidação lipídica da membrana espermática (ácido tiobarbitúrico – TBARS) e atividade da glutationa peroxidase (GPx) pelo método quantitativo com espectrofotometria. Para a análise estatística, foi utilizado o software Jamovi, no qual foram calculados a média, o desvio padrão e a frequência. Os dados categóricos foram expressos como frequência e porcentagem, enquanto os dados numéricos foram apresentados como média ± desvio padrão. A comparação entre os grupos foi realizada por meio do teste t de Student, adotando-se um nível de significância de p < 0,05. As características gerais das amostras foram descritas considerando o consumo de bebidas cafeinadas e o uso de suplementos vitamínicos pelos participantes. Em relação ao consumo de cafeína, observou-se que 37,7% dos participantes consumiam café, 37,7% consumiam refrigerantes e 11,3% consumiam bebidas energéticas. Em relação ao uso de suplementos vitamínicos, 23,3% utilizavam taurina e 13,3% utilizavam creatinina. Os parâmetros espermáticos avaliados mostraram diferenças significativas entre os grupos tratados com hipotaurina (hTAU) e controle (CONT). A motilidade progressiva foi em média de 76,9% no grupo hTAU e 63,8% no CONT (p < 0,001). Os valores médios de GPx foram de 1,02 u/ml no grupo hTAU e 0,514 u/ml no CONT (p < 0,001). A vitalidade espermática foi significativamente maior no grupo hTAU (70,9%) em comparação com o grupo controle (53,6%) (p < 0,001). Para a avaliação da atividade mitocondrial (DAB), houve aumento na classe I (15,9% vs. 9,03%; (p < 0,001), enquanto as demais classes não apresentaram diferença significativa. Em relação à morfologia espermática, houve aumento significativo na porcentagem de espermatozóides com morfologia normal no grupo hTAU (8,23% vs. 5,87%; p < 0,001), além de pequenas variações nas deformidades da cauda, peça intermediária e cabeça. Não observamos resultados significativos nos parâmetros TBARS, demais classes de atividade mitocondrial e motilidade (p>0,05). Esses resultados sugerem que a suplementação de hipotaurina tem um efeito positivo sobre os parâmetros metabólicos e estruturais dos espermatozoides, especialmente sobre a motilidade progressiva, vitalidade dos espermatozoides vivos, atividade antioxidante e morfologia normal, sugerindo um potencial efeito protetor antioxidante, podendo ser um método adotado nos laboratórios de andrologia para melhorar os parâmetros seminais e, consequentemente, o potencial fértil espermático.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CABRAL, Beatriz De Lourdes Da Silva; SILVA, Viviane Rodrigues da; PARIZ, Juliana Risso. EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264214-EFEITO-DO-USO-DE-HIPOTAURINA-COMO-SUPLEMENTO-EM-AMOSTRAS-SEMINAIS. Acesso em: 05/03/2026

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