O CANGACEIRO - ARTE E HISTÓRIA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
O CANGACEIRO - ARTE E HISTÓRIA
Autores
  • José Julieno Flores Vasconcellos
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1263864-o-cangaceiro---arte-e-historia
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
cangaceiro, cinema, lima barreto, vera cruz
Resumo
O Cangaceiro - Arte e História Formado em Comunicação Social - Jornalismo (2022), José Julieno Flores Vasconcellos construiu uma trajetória acadêmica e profissional marcada pela valorização das artes e da comunicação enquanto práticas sociais, culturais e políticas. Desde cedo, buscou unir diferentes linguagens artísticas, transitando entre teatro, fotografia, cinema, literatura e jornalismo. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso, produziu um documentário em curta-metragem, no qual explorou a estética expressionista alemã e a narrativa do New Journalism, inspirado por Hunter S. Thompson. A experiência consolidou sua perspectiva de que comunicar é, sobretudo, um ato estético e ético, fundamental em tempos de desinformação e disputas de narrativas. A proposta apresentada para o mestrado em Comunicação (POSCOM-UMESP) consiste em desenvolver uma pesquisa sobre o filme O Cangaceiro (1953), dirigido por Lima Barreto e produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Considerado um marco do cinema brasileiro, o longa-metragem foi o primeiro a conquistar um prêmio internacional de grande relevância, no Festival de Cannes de 1953, projetando a produção nacional para além das fronteiras do país. Para além da consagração midiática, a obra constitui referência estética, narrativa e simbólica do chamado “Cine Cangaço”, termo utilizado por pesquisadores para designar filmes que tematizam o universo do banditismo nordestino. O estudo parte de três frentes centrais: (i) análise da Companhia Vera Cruz, sua trajetória, conquistas, contradições e falência precoce após o lançamento de O Cangaceiro; (ii) investigação da vida e da obra de Lima Barreto, um cineasta que, apesar de ter revolucionado o cinema nacional, terminou seus dias em anonimato e pobreza; (iii) exame das representações do cangaço no cinema, compreendendo como a figura do cangaceiro foi construída, difundida e resignificada nas telas. O cangaço, fenômeno social surgido no final do século XIX e início do XX, esteve diretamente ligado às desigualdades do Nordeste brasileiro após a abolição da escravidão. Muitos retirantes migravam para o Sul e Sudeste em busca de trabalho, enquanto outros se submetiam à exploração dos coronéis ou encontravam alternativas no beato religioso ou no cangaço armado. Nesse cenário, personagens como Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, ganharam centralidade como símbolos de resistência e violência. O cinema nacional se apropriou dessa temática desde a década de 1920, mas O Cangaceiro foi a primeira obra a oferecer grande visibilidade internacional, retratando a dureza da vida nordestina, a seca e a marginalização do migrante. A pesquisa justifica-se pela necessidade de revisitar criticamente essa obra, que, apesar de seu impacto histórico, encontra-se hoje relegada a análises pontuais. O Cangaceiro apresentou uma representação inovadora dos nordestinos, distanciando-se de caricaturas negativas e trazendo personagens mais complexos e humanizados. O projeto também pretende investigar a recepção do filme na imprensa brasileira da época, especialmente nos jornais impressos, buscando compreender se a crítica cinematográfica reforçou ou questionou estereótipos sobre a população nordestina. O plano de trabalho prevê quatro etapas, a serem desenvolvidas ao longo de dois anos: no primeiro semestre, estudo sobre a Companhia Vera Cruz, suas origens, acervo e relação com a Columbia Pictures; no segundo, análise da vida e da trajetória artística de Lima Barreto; no terceiro, investigação aprofundada da narrativa, linguagem, estética e semiótica de O Cangaceiro; e, por fim, no quarto semestre, a elaboração e defesa da dissertação. A orientação sugerida é da Profa. Dra. Maristela Sanches Bizarro, com quem o candidato já manteve vínculo acadêmico durante o período em que cursou Publicidade e Propaganda e, posteriormente, Jornalismo. Como aluno em disciplinas de redação, discurso e semiótica, além de participante do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade (NUGE), pôde conhecer a relevância de sua atuação docente. Sua experiência em comunicação, cinema e literatura a torna referência adequada para o acompanhamento do projeto. Conclui-se que estudar O Cangaceiro é não apenas revisitar um marco do cinema nacional, mas também compreender como a produção cultural dialoga com questões sociais, identitárias e regionais. A pesquisa busca reafirmar a importância da obra de Lima Barreto, resgatando sua contribuição para a formação de uma identidade cinematográfica brasileira. Ao analisar sua origem, circulação e recepção, pretende-se contribuir para os debates sobre memória, representações sociais e a construção da imagem do Nordeste no imaginário nacional e internacional.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VASCONCELLOS, José Julieno Flores. O CANGACEIRO - ARTE E HISTÓRIA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1263864-O-CANGACEIRO---ARTE-E-HISTORIA. Acesso em: 12/03/2026

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