COMO A COMPAIXÃO SE RELACIONA COM A JUSTIÇA NO BUDISMO GELUK DO DALAI LAMA E NO CRISTIANISMO

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
COMO A COMPAIXÃO SE RELACIONA COM A JUSTIÇA NO BUDISMO GELUK DO DALAI LAMA E NO CRISTIANISMO
Autores
  • Jonathan Jesse Raichart
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Ciência da Religião
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1260021-como-a-compaixao-se-relaciona-com-a-justica-no-budismo-geluk-do-dalai-lama-e-no-cristianismo
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Compaixão, Justiça, Cristianismo, Budismo Geluk, Princípio Pluralista
Resumo
Neste trabalho, a complexa relação entre compaixão e justiça é aproximada entre o cristianismo, uma tradição religiosa monoteísta, e o budismo, uma tradição religiosa holística. A metodologia utilizada é hermenêutico-bibliográfica, apoiando-se no arcabouço teórico do Princípio Pluralista proposto por Claudio Ribeiro (2017a; 2017b) na tentativa de evitar as deficiências da religião comparada, dando amplo respeito a cada tradição, estudando suas sutis distinções e colocando ambas como iguais à mesa de discussão. A ideia é ajudar o campo dos estudos religiosos a se expandir para além dos limites do cristianismo, dialogando com uma tradição religiosa holística com 2,5 milênios de história. A originalidade deste trabalho advém de seu tratamento particular da compaixão e da justiça, aproximando o cristianismo do budismo Geluk, utilizando a interpretação do Dalai Lama. Dessa forma, os estudos religiosos brasileiros recebem uma contribuição na forma de um novo modelo para o diálogo inter-religioso. Além de oferecer amplo material acadêmico para exploração e reflexão aplicável à vida real para ambas as tradições, há também o potencial para o avanço da causa da paz e do entendimento mútuo no Brasil e no mundo. Inicialmente, em Isaías, a justiça imbuída de compaixão apresenta semelhanças notáveis com a justiça fundamentada na compaixão encontrada no Dalai Lama. Ambas possuem elementos de libertação do sofrimento. No segundo testamento, a compaixão evolui para um imperativo fundamental da justiça, abrangendo todos os seres vivos, apresentando paralelos significativos com a compaixão como espinha dorsal da justiça, que é gradualmente aumentada até incluir todos os seres vivos, conforme discutido pelo Dalai Lama. A compaixão vai além da justiça, segundo Tomás de Aquino, aperfeiçoando-a e cumprindo-a, compartilhando características com os combatentes da injustiça que o Dalai Lama observa que eram motivados pela compaixão. Em ambos, há uma necessidade expressa de agir com compaixão. Obras magistrais contemporâneas consideram a compaixão mais forte do que a justiça, aquela sendo servida por esta, o que se torna semelhante à salvação. Isso lembra a compaixão moldando a justiça, servindo como uma âncora fundamental para a última, conforme delineado pelo Dalai Lama. Ambos os sistemas incentivam o engajamento em virtudes como a compaixão, o perdão aos outros e o serviço de caridade. Por outro lado, diferenças sutis também são analisadas, proporcionando maior riqueza. Palavras distintas, por exemplo, são encontradas em Isaías, com a compaixão permeando a justiça, em contraste com a justiça enraizada na compaixão encontrada no Dalai Lama. Há uma aparente evolução da justiça na Bíblia: de infundida com compaixão em Isaías, para se transformar em uma forma de aplicar a compaixão por meio do amor aos inimigos em Mateus, seguindo os passos dos exemplos de compaixão e perdão dados por Deus. Com o tempo, a compaixão pelos outros emerge como o principal mandato da justiça e se estende a todos. A compaixão assume o papel de guiar a justiça, enquanto o perdão é moldado por precedentes divinos. Para o Dalai Lama, a compaixão torna-se a pedra angular que sustenta a justiça, ao mesmo tempo em que resiste vigorosamente à injustiça. O crime é dissuadido pela punição, necessitando da implementação da justiça por meio da compaixão e do perdão, sem raiva ou vingança. Dessa forma, a compaixão torna-se a motivação para a prática da justiça, enquanto o perdão exige esforço do indivíduo, funcionando como um antídoto para a raiva. Em Tomás de Aquino e no Dalai Lama, é possível testemunhar essas diferenças sutis entre a compaixão divina e a compaixão humana em ação, respectivamente. Enquanto um olhar sobre obras magistrais específicas revela que a justiça praticada pela compaixão torna-se salvação, a justiça plenificada com compaixão incorpora a maior expressão da verdade divina. Isso explica o que é correto e incorreto em termos de comportamento e confronta a noção equivocada de que existe conflito entre o princípio da justiça e a prática da compaixão. Neste caso, são citados aqueles que lutam ativamente contra a injustiça, destacando seu uso corajoso da não violência compassiva para atingir seus objetivos. Bibliografia: RIBEIRO, Claudio O. O princípio pluralista: bases teóricas, conceituais e possibilidades de aplicação. Revista de Cultura Teológica, São Paulo, Ano XXV, No 90, p. 234-257, Jul/Dez, 2017a. RIBEIRO, Claudio O. O princípio pluralista. Cadernos de Teologia Pública – IHU. v. 14, n. 128, 2017b.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RAICHART, Jonathan Jesse. COMO A COMPAIXÃO SE RELACIONA COM A JUSTIÇA NO BUDISMO GELUK DO DALAI LAMA E NO CRISTIANISMO.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1260021-COMO-A-COMPAIXAO-SE-RELACIONA-COM-A-JUSTICA-NO-BUDISMO-GELUK-DO-DALAI-LAMA-E-NO-CRISTIANISMO. Acesso em: 14/03/2026

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