ESCRITA NORMATIVA, REDES SOCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
ESCRITA NORMATIVA, REDES SOCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Autores
  • Alexandre Jonathas De Souza
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1258501-escrita-normativa-redes-sociais-e-inteligencia-artificial--desafios-e-possibilidades-para-a-educacao-contempora
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Escrita normativa; Educação; Redes sociais; Inteligência artificial; Cultura digital.
Resumo
O presente resumo desta pesquisa intitulada Escrita normativa, redes sociais e inteligência artificial: desafios e possibilidades para a educação contemporânea, considerando o impacto das transformações sociais, culturais e tecnológicas que marcam o século XXI. Historicamente, a escola assumiu o papel de guardiã da norma culta, compreendida como padrão legítimo de comunicação escrita e oral. Tal centralidade, contudo, não se construiu de forma neutra, mas esteve vinculada a mecanismos de poder e exclusão, como demonstram os estudos de Michel Foucault sobre disciplina e normalização e de Pierre Bourdieu sobre capital cultural e reprodução social. A norma culta, portanto, funciona como um marcador de distinção simbólica e como instrumento de manutenção de hierarquias sociais. Entretanto, as práticas digitais e os letramentos múltiplos, intensificados pela difusão das redes sociais e das tecnologias digitais, vêm desafiando a hegemonia da escrita normativa. Os sujeitos contemporâneos produzem e compartilham sentidos em múltiplos registros, linguagens e formatos, construindo identidades fluidas e dinâmicas, conforme apontado por Stuart Hall. Nesse contexto, a linguagem não apenas comunica, mas também performa identidades, negocia pertencimentos e tensiona normas estabelecidas. A escola, nesse cenário, precisa repensar suas práticas pedagógicas para não se distanciar da realidade vivida pelos estudantes.Paulo Freire, Pierre Boudier e Michel Foucaut são três autores, articulados, oferecem um quadro teórico robusto para compreender as tensões entre escrita normativa, práticas digitais, identidade e poder. Enquanto Freire enfatiza a necessidade de valorização das linguagens dos educandos, Foucault problematiza os mecanismos de poder que legitimam a norma culta, e Bourdieu revela como essas dinâmicas contribuem para a reprodução de desigualdades sociais. A emergência da inteligência artificial acrescenta novas camadas a esse debate. Ferramentas baseadas em IA não apenas processam, mas também produzem textos, imagens e discursos, reconfigurando a autoria e o próprio conceito de escrita. Se, por um lado, essas tecnologias podem democratizar o acesso ao conhecimento e ampliar práticas de letramento, por outro, podem reforçar desigualdades ao favorecer aqueles que já dominam a norma culta e dispõem de maior capital cultural. Assim, os dilemas educacionais contemporâneos envolvem equilibrar tradição e inovação: ensinar a norma culta como ferramenta de mobilidade social, sem desvalorizar os repertórios linguísticos dos estudantes, e ao mesmo tempo desenvolver competências críticas para lidar com tecnologias digitais e algoritmos de produção textual. Inspirado pelas perspectivas de Paulo Freire, o artigo defende uma pedagogia crítica que valorize a linguagem dos estudantes como ponto de partida, mas que também garanta o acesso consciente e reflexivo à norma culta. Defende-se, ainda, que a escola deve atuar como mediadora entre diferentes culturas letradas, promovendo uma educação que não seja mera reprodução da ordem vigente, mas que possibilite emancipação e autonomia. O objetivo é formar sujeitos capazes de transitar criticamente entre múltiplos registros linguísticos e contextos comunicativos, articulando escrita normativa, práticas digitais e reflexão sobre o papel da tecnologia na sociedade. Conclui-se que os desafios impostos pela cultura digital e pela inteligência artificial à educação não podem ser enfrentados por meio de dicotomias simplistas entre norma culta e práticas digitais. Não quer dizer que a escrita normativa está morta e sim exige uma mudança no entendimento avaliativo dependendo do contexto cultural . É preciso uma abordagem dialógica, integradora e crítica, que compreenda a escrita como prática social situada e atravesse diferentes esferas culturais. Ao colocar em diálogo tradição e inovação, educação formal e práticas digitais, escrita normativa e novas linguagens a pesquisa aponta caminhos para uma educação comprometida com a inclusão, a criticidade e a construção de sujeitos autônomos, aptos a lidar com os desafios do presente e do futuro
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Alexandre Jonathas De. ESCRITA NORMATIVA, REDES SOCIAIS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1258501-ESCRITA-NORMATIVA-REDES-SOCIAIS-E-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL--DESAFIOS-E-POSSIBILIDADES-PARA-A-EDUCACAO-CONTEMPORA. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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