AVALIAÇÕES DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE FORMATIVA A PARTIR DOS DADOS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
AVALIAÇÕES DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE FORMATIVA A PARTIR DOS DADOS
Autores
  • Fernanda de Oliveira Santos
  • César Augusto do Prado Moraes
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1254821-avaliacoes-do-processo-de-alfabetizacao-nos-anos-iniciais-do-ensino-fundamental--uma-analise-formativa-a-partir-
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Avaliação Formativa- Alfabetização- Anos Iniciais - Formação Continuada - Prática Pedagógic
Resumo
A avaliação no processo de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental é um elemento estruturante para assegurar aprendizagens significativas e consistentes, bem como para consolidar as bases cognitivas, linguísticas e socioemocionais que sustentam todo o percurso escolar da criança. Nessa etapa, a avaliação cumpre um papel que ultrapassa a mera medição de resultados ou a atribuição de notas: ela se configura como um instrumento pedagógico de diagnóstico, acompanhamento e intervenção, capaz de identificar as necessidades e potencialidades individuais, orientar a prática docente e garantir que cada aluno avance em seu próprio ritmo. Quando concebida dessa forma, a avaliação contribui para o desenvolvimento integral dos estudantes, fortalecendo não apenas o domínio de conteúdos, mas também a autonomia, a autoconfiança e a motivação para aprender. Apesar dessa perspectiva, a realidade educacional brasileira ainda evidencia desafios expressivos, e é comum observar práticas avaliativas centradas em provas padronizadas, listas de exercícios e resultados numéricos, que acabam por limitar o potencial pedagógico da avaliação. Em muitos casos, esse modelo assume um caráter classificatório e excludente, comprometendo a autoestima dos alunos e gerando efeitos negativos, especialmente nas séries iniciais, quando o vínculo com a escola e a percepção sobre a própria capacidade de aprender estão em formação. Esse cenário se agrava quando a avaliação é conduzida sem considerar a diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem, desconsiderando que cada criança vivencia de forma singular o processo de construção da leitura e da escrita. No campo das políticas educacionais, documentos como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) estabelecem diretrizes claras para que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, ou seja, até os oito anos de idade. Essa meta, além de representar um compromisso social, demanda que a avaliação seja utilizada como recurso formativo e inclusivo, capaz de orientar intervenções pedagógicas e de assegurar que nenhum estudante fique para trás. Nesse contexto, o papel do professor torna-se central: é ele quem interpreta os dados coletados, planeja estratégias de ensino e interage com as famílias para apoiar o desenvolvimento dos alunos. A literatura especializada oferece aportes teóricos fundamentais para compreender a avaliação nessa perspectiva. A concepção freiriana entende a avaliação como um ato dialógico e emancipador, que deve favorecer a autonomia do estudante e romper com práticas autoritárias e excludentes, reforçando a dimensão ética e social do ensino. A abordagem sociocultural de Vygotsky contribui ao destacar que a aprendizagem é construída nas interações sociais e mediada pelo contexto cultural, sendo o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) essencial para orientar a avaliação não apenas ao que o aluno já domina, mas também ao que pode aprender com apoio adequado. A perspectiva da avaliação formativa aponta para a necessidade de instrumentos diversificados, aplicados de maneira contínua e capazes de oferecer feedback para ajustar o ensino às necessidades detectadas, promovendo um acompanhamento real do percurso de aprendizagem. Ainda nesse sentido, autores que discutem a prática docente e a formação continuada ressaltam que o preparo dos professores deve incluir competências para elaborar, aplicar e interpretar avaliações contextualizadas, sensíveis às singularidades dos alunos e integradas ao planejamento pedagógico. Compreendendo essa complexidade, o objetivo geral desta pesquisa é analisar o impacto das práticas avaliativas no desenvolvimento do processo de alfabetização dos alunos nos anos iniciais do Ensino Fundamental, investigando até que ponto essas avaliações favorecem o processo de aprendizagem e enfatizando a importância da formação de professores para o processo avaliativo na alfabetização. A questão orienta a investigação e reforça a importância de refletir sobre como os docentes são preparados para utilizar a avaliação como instrumento de aprendizagem, e não apenas como mecanismo de mensuração. O estudo parte do entendimento de que a formação continuada é essencial para que os professores adquiram segurança e competência na aplicação de diferentes métodos avaliativos, bem como na análise crítica dos dados gerados. A metodologia adotada privilegia a abordagem qualitativa, com foco narrativo, por permitir o aprofundamento nas experiências, percepções e práticas avaliativas dos professores que atuam até o 2º ano do Ensino Fundamental, estando estruturada para coletar dados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas de forma síncrona com dez docentes formados em Pedagogia e com experiência direta no processo de alfabetização. As entrevistas combinam questões previamente elaboradas com abertura para explorar temas emergentes, favorecendo o registro de narrativas autênticas e ricas em detalhes sobre o cotidiano escolar. Além das entrevistas, os participantes serão convidados a elaborar um desenho que represente um momento de avaliação no processo de alfabetização, permitindo captar de maneira simbólica e visual como percebem e conduzem essa etapa do trabalho pedagógico, revelando aspectos que muitas vezes não são verbalizados. O estudo encontra-se em andamento, com um capítulo já estruturado e a etapa de entrevistas iniciada, e pretende, na fase de coleta de dados, construir um retrato detalhado das práticas avaliativas, compreendendo como elas se articulam ao planejamento docente e ao acompanhamento do desenvolvimento dos alunos. A expectativa é que os resultados revelem um panorama heterogêneo, com coexistência de práticas inovadoras e abordagens mais tradicionais, apontando para a necessidade de formação específica sobre avaliação, especialmente no contexto da alfabetização. A análise dos dados levará em consideração conceitos como o de ZDP e a mediação docente, além da importância da articulação entre escola e família para a consolidação das aprendizagens, reconhecendo que o envolvimento das famílias pode reforçar o apoio aos alunos e tornar o processo de alfabetização mais efetivo. Ao final, espera-se que a pesquisa aponte caminhos para transformar a avaliação em um processo contínuo, reflexivo e inclusivo, que valorize tanto os avanços quanto as dificuldades dos alunos, sem se restringir à lógica de acertos e erros. A formação continuada desponta como eixo central para alcançar esse objetivo, pois é ela que fornece aos docentes o repertório teórico e prático necessário para conduzir avaliações mais diversificadas, interpretá-las com criticidade e transformá-las em base para o planejamento pedagógico. Assim, a pesquisa pretende oferecer subsídios para que a avaliação deixe de ser um momento isolado e se torne parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para reduzir desigualdades, ampliar oportunidades e garantir que todos os estudantes estejam alfabetizados na idade certa. O processo de avaliação, quando articulado a uma prática pedagógica reflexiva, contextualizada e aberta ao diálogo com a comunidade escolar, torna-se um instrumento de promoção da equidade educacional e da qualidade do ensino, sustentando-se em estratégias variadas, no olhar atento às singularidades e em uma formação docente sólida e contínua como pilares para uma alfabetização plena e para a construção de trajetórias escolares mais bem-sucedidas, reafirmando o compromisso com uma educação inclusiva, democrática e alinhada às demandas concretas da sala de aula.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Fernanda de Oliveira; MORAES, César Augusto do Prado. AVALIAÇÕES DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE FORMATIVA A PARTIR DOS DADOS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1254821-AVALIACOES-DO-PROCESSO-DE-ALFABETIZACAO-NOS-ANOS-INICIAIS-DO-ENSINO-FUNDAMENTAL--UMA-ANALISE-FORMATIVA-A-PARTIR-. Acesso em: 19/03/2026

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