PROMOVENDO APOIO MÚTUO: UM ESTUDO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DE GRUPOS DE AJUDA PARA MÃES DE CRIANÇAS AUTISTAS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
PROMOVENDO APOIO MÚTUO: UM ESTUDO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DE GRUPOS DE AJUDA PARA MÃES DE CRIANÇAS AUTISTAS
Autores
  • Simone Pastorelli
  • Diane Portugueis
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Psicologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1236287-promovendo-apoio-mutuo--um-estudo-sobre-a-contribuicao-de-grupos-de-ajuda-para-maes-de-criancas-autistas
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
: crianças autistas, mãe de crianças autistas, grupos de apoio, ajuda mútua.
Resumo
Simone de Oliveira Santos Pastorelli1; Diane Portugueis2. 1Mestranda em Psicologia da Saúde na Universidade Metodista de São Paulo em São Bernardo do Campo – São Paulo, contato: simone.pastorelli.neuropsi@gmail.com; 2 Pós-Doutoranda, Doutora e Mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Especialista em Saúde Pública e Prevenção pela University of Applied Sciences Magdeburg-Stendal(FH) Alemanha, Especialista em Psicologia Hospitalar pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Psicóloga pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2004). Atuação nas áreas de Psicologia Social, Identidade, Migração e Vulnerabilidades, Processos de Subjetivação, Interculturalidade, Relações Transnacionais e Redes. Contato: diane.portugueis@metodista.br A presente pesquisa teve como objetivo avaliar a contribuição de um grupo de ajuda mútua para mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando tanto aspectos qualitativos da experiência. Participaram do estudo duas mães no grupo experimental (intervenção) e duas mães no grupo controle (sem intervenção), totalizando quatro participantes. A metodologia adotada foi qualitativa, com aplicação dos Inventários de Beck (BDI, BAI e BHS) e entrevistas semiestruturadas que foram categorizadas com base na análise de conteúdo de Bardin, buscando captar os efeitos da intervenção na saúde mental e no bem-estar das participantes. A análise dos inventários demonstrou melhora significativa nos níveis de depressão, ansiedade e desesperança entre as mães do grupo experimental após a intervenção, enquanto as participantes do grupo controle apresentaram melhoras e ou mantiveram os mesmos níveis de sofrimento psíquico ao longo do estudo. A análise qualitativa revelou que as mães do grupo experimental vivenciavam, antes da intervenção, sentimentos de sobrecarga, isolamento, tristeza e culpa. Muitas estavam atravessando o luto pelo filho idealizado, sofrendo com a ausência de rede de apoio e enfrentando dificuldades para lidar com as exigências do cotidiano. Com o avanço da intervenção, foi possível observar mudanças importantes no modo como essas mulheres passaram a perceber a si mesmas e suas vivências, passando a se demonstrarem pertencentes ao processo. As participantes relataram que o grupo se tornou um espaço seguro de escuta e acolhimento, permitindo que compartilhassem suas histórias e se reconhecessem nas experiências umas das outras. A troca de vivências favoreceu o resgate da autoestima, a reconstrução do senso de pertencimento, o reconhecimento de suas próprias necessidades e a valorização do autocuidado. Além disso, a participação no grupo possibilitou que essas mães desenvolvessem maior autonomia, confiança e clareza sobre seus próprios limites. Elas passaram a compreender a importância de também cuidarem de si mesmas, e não apenas dos filhos, promovendo um reposicionamento subjetivo frente à maternidade atípica. Três meses após o fim da intervenção, as mães do grupo experimental ainda relatavam impactos positivos decorrentes da experiência, o que indica que os efeitos do grupo ultrapassaram o tempo de duração formal do projeto. Já as mães do grupo controle, que não participaram do grupo, evidenciaram com o discurso a ausência de um espaço de troca e o desejo de participar da vivência em grupo. Os dados encontrados demonstram que os grupos de ajuda mútua podem ser espaços fundamentais para o fortalecimento emocional, a construção de vínculos e o enfrentamento das dificuldades vivenciadas pelas mães de crianças autistas. Tais grupos oferecem suporte emocional, social e psíquico, além de atuarem na promoção de saúde e prevenção de adoecimento mental. A experiência também reafirma a importância de considerar as mães como sujeitos de direito, que precisam ser ouvidas, acolhidas e apoiadas em suas especificidades, especialmente no contexto da maternidade atípica. Com base nos resultados, conclui-se que a criação e manutenção de grupos de apoio voltados para essas mulheres é uma estratégia potente de cuidado e transformação, que deve ser incentivada em instituições de saúde, educação e assistência social.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PASTORELLI, Simone; PORTUGUEIS, Diane. PROMOVENDO APOIO MÚTUO: UM ESTUDO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DE GRUPOS DE AJUDA PARA MÃES DE CRIANÇAS AUTISTAS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1236287-PROMOVENDO-APOIO-MUTUO--UM-ESTUDO-SOBRE-A-CONTRIBUICAO-DE-GRUPOS-DE-AJUDA-PARA-MAES-DE-CRIANCAS-AUTISTAS. Acesso em: 13/03/2026

Trabalho

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