USO DE FIBRINOLÍTICOS APÓS EPISÓDIO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR COM ESTABILIDADE HEMODINÂMICA, MAS COM HIPERTENSÃO PULMONAR E SINTOMAS LIMITANTES

Publicado em 12/02/2025 - ISBN: 978-65-272-1187-7

Título do Trabalho
USO DE FIBRINOLÍTICOS APÓS EPISÓDIO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR COM ESTABILIDADE HEMODINÂMICA, MAS COM HIPERTENSÃO PULMONAR E SINTOMAS LIMITANTES
Autores
  • Maria Luiza Afonso Borges
  • JOÃO LUCAS O'CONNELL
  • Paula Andrade De Souza
  • Vinicius Dias Simoes
  • Adalberto Teixeira Da Matta Flora Neto
  • Alexandre Scuiçate Guerta
  • Camily Christine Da Silva Souza
  • Joao Paulo Ferreira Campos
Modalidade
Temas Livres
Área temática
Clínica Médica - Cardiologia
Data de Publicação
12/02/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-clinico-cirugico-454475/934312-uso-de-fibrinoliticos-apos-episodio-de-tromboembolismo-pulmonar-com-estabilidade-hemodinamica-mas-com-hipertensa
ISBN
978-65-272-1187-7
Palavras-Chave
Tromboembolismo Pulmonar; Fibrinolíticos; Hipertensão Pulmonar.
Resumo
Introdução O tromboembolismo pulmonar (TEP) apresenta condições clínicas variáveis, que podem ser completamente assintomáticas ou resultar em embolias maciças que levam o paciente à morte, sendo o diagnóstico realizado apenas por necropsia. O tratamento fibrinolítico é indicado para pacientes com instabilidade clínica. No entanto, o uso desta terapia em pacientes hemodinamicamente estáveis com hipertensão pulmonar e/ou disfunção ventricular direita ainda é um tema controverso (KASPER et al., 2019). Objetivos O objetivo deste trabalho é relatar um caso de uso tardio de fibrinolíticos em um paciente hemodinamicamente estável com tromboembolismo pulmonar, que evoluiu com hipertensão arterial pulmonar significativa e sintomas limitantes. Métodos Este estudo configura-se como um relato de caso, descrevendo um evento clínico específico em uma paciente diagnosticada com tromboembolismo pulmonar. Resultados Paciente do sexo feminino, 34 anos, com obesidade e sem histórico clínico relevante, que fazia uso de anticoncepcional oral. Relatou episódio de dor torácica intensa irradiada para a região dorsal, acompanhado de pré-síncope e mal-estar, ocorrido 12 dias antes do atendimento. Desde então, a paciente apresentou dispneia e fadiga aos mínimos esforços. O exame físico revelou taquicardia e taquipneia, embora estivesse hemodinamicamente estável, com ausculta pulmonar e cardíaca normais. O eletrocardiograma mostrou taquicardia sinusal (120 bpm) e padrão S1Q3T3. A radiografia de tórax não revelou alterações, e a gasometria arterial mostrou-se sem sinais de hipoxemia. Os níveis de D-dímero, Troponina T e BNP estavam elevados. O ecocardiograma transtorácico demonstrou dilatação do ventrículo direito (VD), disfunção significativa do VD, com boa função do ventrículo esquerdo (VE), e pressão sistólica da artéria pulmonar de 68 mmHg. O Doppler venoso dos membros inferiores foi normal. A angiotomografia de tórax revelou tromboembolismo submaciço bilateral. No 12º dia, foi iniciada enoxaparina em dose terapêutica e, no 14º dia, foi realizada trombólise química com 100 mg de ativador de plasminogênio tecidual humano recombinante (rTPA) em 2 horas. Após o procedimento, a paciente apresentou melhora dos sintomas e recebeu alta hospitalar com prescrição de Rivaroxabana. Um ecocardiograma transtorácico realizado três dias após a alta mostrou normalização das câmaras direitas, função sistólica do VD e pressão na artéria pulmonar. Conclusões A administração de fibrinolíticos, mesmo 14 dias após o início dos sintomas de tromboembolismo pulmonar, demonstrou-se eficaz na melhora da função ventricular direita e na redução da hipertensão pulmonar, culminando em alívio sintomático e recuperação clínica significativa. Este caso sublinha a importância de considerar a terapia fibrinolítica em pacientes hemodinamicamente estáveis que apresentem hipertensão pulmonar relevante. Referências KASPER, W. et al. Management Strategies and Determinants of Outcome in Acute Major Pulmonary Embolism: Results of a Multicenter Registry. Journal of the American College of Cardiology, v. 30, n. 5, p. 1165-1171, 2019. KONSTANTINIDES, S. et al. ESC Guidelines on the diagnosis and management of acute pulmonary embolism. European Heart Journal, v. 41, n. 4, p. 543-603, 2020. RIBEIRO, D. D. M. et al. Fibrinolytic therapy in hemodynamically stable patients with pulmonary embolism: a systematic review and meta-analysis. Thrombosis Research, v. 140, p. 26-34, 2020. GOLDHABER, S. Z. et al. Pulmonary embolism and deep vein thrombosis. Lancet, v. 379, n. 9828, p. 1835-1846, 2020. KIM, H. et al. Risk factors for chronic thromboembolic pulmonary hypertension after acute pulmonary embolism. Chest, v. 154, n. 2, p. 299-310, 2018.
Título do Evento
I Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro
Cidade do Evento
Uberlândia
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BORGES, Maria Luiza Afonso et al.. USO DE FIBRINOLÍTICOS APÓS EPISÓDIO DE TROMBOEMBOLISMO PULMONAR COM ESTABILIDADE HEMODINÂMICA, MAS COM HIPERTENSÃO PULMONAR E SINTOMAS LIMITANTES.. In: Anais do Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro. Anais...Uberlândia(MG) UFU, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-clinico-cirugico-454475/934312-USO-DE-FIBRINOLITICOS-APOS-EPISODIO-DE-TROMBOEMBOLISMO-PULMONAR-COM-ESTABILIDADE-HEMODINAMICA-MAS-COM-HIPERTENSA. Acesso em: 31/08/2025

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