GLAUCOMA CONGÊNITO E INFECÇÃO OCULAR TARDIA: EVOLUÇÃO CLÍNICA E MANEJO DE BLEBITE E SEIDEL POSITIVO APÓS TRABECULECTOMIA

Publicado em 03/12/2025 - ISBN: 978-65-272-1941-5

DOI
10.29327/9786527219415.1255507  
Título do Trabalho
GLAUCOMA CONGÊNITO E INFECÇÃO OCULAR TARDIA: EVOLUÇÃO CLÍNICA E MANEJO DE BLEBITE E SEIDEL POSITIVO APÓS TRABECULECTOMIA
Autores
  • Miguel Otávio Bessa Silveira Filho
  • Lucas Gabriel de Oliveira Mendes
  • Marina Cabral De Lima
Modalidade
Relatos de Caso
Área temática
Oftalmologia
Data de Publicação
03/12/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1255507-glaucoma-congenito-e-infeccao-ocular-tardia--evolucao-clinica-e-manejo-de-blebite-e-seidel-positivo-apos-trabecu
ISBN
978-65-272-1941-5
Palavras-Chave
Glaucoma congênito; Blebite; Seidel positivo.
Resumo
Paciente G.A.L., 18 anos, masculino, portador de glaucoma congênito, apresentou-se em 29/11/2022 com hiperemia ocular há 5 dias no olho esquerdo (OE), associada a prurido, irritação e secreção amarelada. Referia início semelhante no olho direito (OD) há 1 dia. Histórico cirúrgico: goniotomia temporal bilateral aos 4 meses, trabeculotomia aos 6 meses, trabeculectomia no OE aos 1 ano e 3 meses (sem mitomicina C) e no OD aos 15 anos. Ao exame, acuidade visual corrigida de conta de dedos a 1 metro no OD e 0,15p no OE. Biomicroscopia: OD com conjuntiva calma, ampola fistulizante superior formada, córnea e cristalino sem alterações. OE com hiperemia conjuntival 4+/4+, ampola pouco formada com Seidel positivo, reação de câmara anterior 1+/4+, córnea e cristalino sem alterações. Fundoscopia: escavação total, disco óptico pálido e inclinado bilateralmente. PIO de 6 mmHg em ambos os olhos. Prescrita antibioticoterapia tópica (gatifloxacino 0,3% 6/6h) e lubrificante ocular sem conservantes 4/4h. Houve melhora progressiva com resolução completa no 8° dia. O caso foi classificado como blebite, infecção de baixo grau na ampola filtrante pós-trabeculectomia. Identificou-se teste de Seidel positivo, indicando vazamento de humor aquoso por falha cicatricial. Essa complicação pode causar hipotonia ocular, câmara anterior rasa e maior risco de infecção intraocular. A escavação total do nervo óptico sugere olho estrutural e funcionalmente comprometido. O manejo conservador e o seguimento precoce foram eficazes, sem progressão para endoftalmite. Conclusão: O caso ressalta os riscos de complicações tardias após trabeculectomia em pacientes com glaucoma congênito. A presença de blebite associada a Seidel positivo demanda vigilância intensiva, diante da fragilidade ocular, múltiplas cirurgias e risco elevado de perda visual.
Título do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
36° Congresso Cearense de Oftalmologia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

FILHO, Miguel Otávio Bessa Silveira; MENDES, Lucas Gabriel de Oliveira; LIMA, Marina Cabral De. GLAUCOMA CONGÊNITO E INFECÇÃO OCULAR TARDIA: EVOLUÇÃO CLÍNICA E MANEJO DE BLEBITE E SEIDEL POSITIVO APÓS TRABECULECTOMIA.. In: 36° Congresso Cearense de Oftalmologia. Anais...Fortaleza (CE) HOTEL ÓASIS ATLÂNTICO, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-cearense-de-oftalmologia/1255507-GLAUCOMA-CONGENITO-E-INFECCAO-OCULAR-TARDIA--EVOLUCAO-CLINICA-E-MANEJO-DE-BLEBITE-E-SEIDEL-POSITIVO-APOS-TRABECU. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

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