PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ACERCA DA AVALIAÇÃO DA DOR EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS

Publicado em 08/05/2018 - ISSN: 2595-3834

Título do Trabalho
PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ACERCA DA AVALIAÇÃO DA DOR EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS
Autores
  • Melânia dos Santos Queiroz
  • Jonathas Azevedo PInheiro
  • Janaina De Almeida Soares
  • Gléssia Carneiro Guimarães
Modalidade
Comunicação Coordenada
Área temática
Avanços no processo de formação e produção científica da Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Data de Publicação
08/05/2018
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/cobeon/62775-percepcao-da-equipe-de-enfermagem-acerca-da-avaliacao-da-dor-em-recem-nascidos-prematuros
ISSN
2595-3834
Palavras-Chave
Dor, Recém-Nascido Prematuro, Enfermeiros
Resumo
Introdução: A prematuridade é um fator que coopera para altas taxas de morte no período neonatal, originando agravos de difícil mensuração aos recém-nascidos (RN), dessa forma, os que evoluem com um bom prognóstico, conseguem superar esse momento inicial da vida. Para a efetiva avaliação da dor, são necessários instrumentos capazes de garantir a compreensão das manifestações desencadeadas pelo recém-nascido. Quando se aborda o período neonatal, essa avaliação pode ser classificada entre dois tipos de parâmetros, os comportamentais e os fisiológicos. O primeiro grupo engloba as expressões faciais, a movimentação corporal e o choro, e para os fisiológicos, temos as mudanças no ritmo cardíaco e respiratório, pressão arterial e saturação de oxigênio. Dessa forma, são utilizadas escalas, que se caracterizam pela obtenção de parâmetros, expressados em mudanças fisiológicas e comportamentais, baseadas em determinadas expressões apresentadas após um estímulo doloroso. Objetivos: compreender de que forma os Enfermeiros identificam a dor em recém-nascidos prematuros internados em uma Maternidade Pública de Feira de Santana; avaliar os procedimentos da enfermagem para minimizar a ocorrência da dor em recém-nascidos prematuros; verificar a conduta dos Enfermeiros diante das manifestações da dor no recém-nascido prematuro. Método: trata-se de uma pesquisa de campo, do tipo exploratória, de abordagem qualitativa, realizada na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Inácia Pinto dos Santos, de Feira de Santana – BA no período de maio a junho de 2017. Os participantes selecionados nessa pesquisa foram 10 Enfermeiros da unidade de terapia intensiva neonatal da maternidade. O instrumento de coleta de dados constituiu de uma entrevista semiestruturada. As análises das informações coletadas durante foram interpretadas através do método de análise de conteúdo, na modalidade temática, descrito por Minayo. Resultados: 07 Enfermeiras participaram do estudo, onde, em sua maioria, afirmaram ter conhecimento sobre a percepção da dor, porém, nota-se que a identificação e avaliação da dor ocorriam de forma fragmentada e superficial. Os Enfermeiros participantes da pesquisa que possuem especialização na área e maior tempo de formação acadêmica associado à vivência profissional, demonstraram nível de conhecimento mais elevado ao desenvolver as respostas, trazendo relatos da sua vivência profissional. Enquanto, que alguns Enfermeiros mostraram limitações nas respostas durante os questionamentos realizados. Características como formação acadêmica suplementar e maior tempo de atuação no campo da neonatologia tem sido ligadas diretamente ao grau de conhecimento do profissional de saúde. Nota-se um olhar diferenciado nos Enfermeiros que possuem especialização ou estão atuando há mais tempo na área neonatal. Mesmo possuindo a especialização na área, a ação do cuidado efetivo no alívio da dor pode ser reduzida frente a falta de prática. Em relação ao processo de avaliação da dor, o choro e a expressão facial foram os sinais mais presentes nas falas dos Enfermeiros da UTIN, associados a outros parâmetros como os fisiológicos. Porém, nota-se que a avaliação dos sinais fisiológicos foi pouco abordada durante a pesquisa, onde a maioria das entrevistadas utilizam a avaliação comportamental como a mais priorizada para a identificação da dor. Os profissionais de enfermagem mostraram capacidade de identificar a dor, todavia, nota-se que essa avaliação pode ser realizada de forma tardia, quando os sinais presuntivos de dor já estão bastante avançados e o RNPT apresente-se de maneira extremamente estressada. Foi possível compreender que a experiência adquirida ao longo dos anos pelos profissionais que atuam neste segmento, contribui de forma significativa para diferenciar o choro e o que ele expressa, assim, os Enfermeiros mais experientes tem a capacidade de saber se o choro ocorre em razão da fome, dor ou eliminações. Tanto os métodos farmacológicos, quanto os não farmacológicos estavam presentes na pesquisa. A variação na utilização de recursos tanto farmacológicos como não farmacológicos demonstra que os Enfermeiros do setor têm conhecimento das diversas intervenções que podem ser colocadas em prática para proporcionar ao recém-nascido uma melhor qualidade de vida durante a internação. Mas, existe um aspecto negativo, como a falta de padronização das atividades exercidas para o controle da dor, que pode ser realizada através das escalas, instrumento que possibilita ao profissional decodificar a linguagem das expressões e estabelecer estratégias adequadas para minimizar a dor e o desconforto. A variação apresentada nas técnicas empregadas para a avaliação e alívio do estimulo doloroso, deixou clara a necessidade de estabelecer uma sistemática para o cuidado na unidade. Sabe-se que o tratamento adequado da dor neonatal está associado a menores efeitos e diminuição da mortalidade. Diante disso, é importante a utilização de técnicas de prevenção e controle da dor na UTIN. A falta de reconhecimento da dor como 5º sinal vital a ser avaliado na prática clínica é preocupante, pois diante da importância de se avaliar a dor no período neonatal, nota-se que os profissionais poderão contribuir para a ocorrência de complicações no cuidado ao RNPT, com a realização de procedimentos invasivos e dolorosos sem as devidas intervenções para a prevenção e alívio. Conclusão: É necessária a reflexão sobre o conhecimento teórico-prático dos cuidados voltados ao recém-nascido prematuro com dor, incluindo a identificação de momentos causadores do distúrbio doloroso, sinais que demonstram que o recém-nascido apresenta um quadro de dor e intervenções adequadas para minimização do processo doloroso. Mesmo com os avanços tecnológicos que auxiliam no cuidado e tratamento dos recém-nascidos a enfermagem ainda não se encontra preparada para o total controle da dor do RNPT. Havendo, portanto, a necessidade de uma maior discussão, capacitação e treinamento para que estes profissionais possam introduzir na sua rotina, a avaliação da dor como um sinal vital importante no desenvolvimento da clínica do RNPT. O tema selecionado como fonte de discussão deste trabalho, teve uma progressão na relevância com o passar do tempo, por isso, hoje, a dor no RNPT tem sido abordada em mais publicações, e a busca por informações se torna mais acessível. Apesar disso, é evidente que alguns pontos precisam ser melhor discutidos como, a forma em que o aspecto comportamental anterior ao estimulo pode influenciar na intensidade da resposta dolorosa, a reação apresentada diante de estímulos prolongados ou repetitivos, o papel da família na redução da dor e a atuação multiprofissional. Visando uma assistência integral ao RNPT, este artigo busca contribuir na qualificação dos profissionais de enfermagem, que estão em contato direto no cuidado ao neonato, para desempenhas na rotina da unidade hospitalar a prevenção e minimização da dor.
Título do Evento
X COBEON - Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Cidade do Evento
Campo Grande
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUEIROZ, Melânia dos Santos et al.. PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ACERCA DA AVALIAÇÃO DA DOR EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Anais...Campo Grande(MS) CCARGC, 2018. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/cobeon/62775-PERCEPCAO-DA-EQUIPE-DE-ENFERMAGEM-ACERCA-DA-AVALIACAO-DA-DOR-EM-RECEM-NASCIDOS-PREMATUROS. Acesso em: 11/01/2026

Trabalho

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