TORÉ POTIGUARA: COSMOPOLÍTICA, ENCANTADOS E MODOS INDÍGENAS DE HABITAR O MUNDO

Publicado em 05/10/2025 - ISBN: 978-65-272-1729-9

Título do Trabalho
TORÉ POTIGUARA: COSMOPOLÍTICA, ENCANTADOS E MODOS INDÍGENAS DE HABITAR O MUNDO
Autores
  • José Glebson Vieira
Modalidade
Painel Temático 06 - Cosmopolíticas indígenas e relações multiespécies
Área temática
Cosmologias e naturezas
Data de Publicação
05/10/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ciclo-etnologia-indigena/1254346-tore-potiguara--cosmopolitica-encantados-e-modos-indigenas-de-habitar-o-mundo
ISBN
978-65-272-1729-9
Palavras-Chave
Seres-terra, Jurema, Maestria, Terra-Território, Paisagem.
Resumo
Entre os Potiguara da Paraíba, o toré é um ritual, uma “brincadeira” e um modo de estabelecer relações que conecta múltiplos seres e paisagens, como os encantados, as matas, os rios, as plantas, os animais, os ancestrais e as pessoas em campos relacionais e de ação. Esta comunicação examina como cantos, danças, maracás, rapé e bebidas como a jurema articulam-se para sustentar uma (cosmo)política que transborda os limites do humano. Nos terreiros sagrados do toré existentes no Território Potiguara, mestres e mestras atuam como mediadores e especialistas na efetivação de pactos de cuidado e reciprocidade. A circularidade da dança, a fumaça dos cachimbos, a centralidade da jurema, os sons dos maracás e os corpos em movimento configuram uma gramática de relações que envolve o ambiente e outros mundos. Os terreiros constituem espaços-tempos atravessados por memórias ancestrais e presenças não humanas, sendo um lugar em que os "outros-que-vivem-na-mata" são evocados, cuidados e escutados. Como nós cosmopolíticos, são pontos de encontro entre aldeias, pessoas, alianças e são lugares de encantados. O toré opera prática cosmopolítica que mobiliza presenças visíveis e invisíveis, reinventa continuamente as noções de território e parentesco. Os encantados, entendidos como “entidades sencientes” ou seres-terra, como sugere De la Cadena (2010), habitam as furnas, as matas e os próprios terreiros que são espaços sagrados e de “força” que marcam a paisagem e constituem mundos atravessados por afetos, famílias e personalidades. Ao reconhecer a agência dos outros-que-humanos, o toré reafirma modos indígenas de habitar e cuidar do mundo, fortalecendo resistências diante da devastação ambiental e respondendo à provocação de Ailton Krenak de que “podemos construir mundos melhores do que este em que estamos”.
Título do Evento
VII Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena | UFRN
Cidade do Evento
Natal
Título dos Anais do Evento
Anais do VII Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena da UFRN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, José Glebson. TORÉ POTIGUARA: COSMOPOLÍTICA, ENCANTADOS E MODOS INDÍGENAS DE HABITAR O MUNDO.. In: Anais do VII Ciclo de Estudos e Debates em Etnologia Indígena da UFRN. Anais...Natal(RN) UFRN, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ciclo-etnologia-indigena/1254346-TORE-POTIGUARA--COSMOPOLITICA-ENCANTADOS-E-MODOS-INDIGENAS-DE-HABITAR-O-MUNDO. Acesso em: 12/05/2026

Trabalho

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