PRINCIPAIS DIFICULDADES NA OPERAÇÃO DE BIODIGESTORES EM COMUNIDADES AGRÍCOLAS NOS ESTADOS DE PERNAMBUCO, GOIAS E BAHIA

Publicado em 17/03/2025 - ISBN: 978-65-272-1256-0

Título do Trabalho
PRINCIPAIS DIFICULDADES NA OPERAÇÃO DE BIODIGESTORES EM COMUNIDADES AGRÍCOLAS NOS ESTADOS DE PERNAMBUCO, GOIAS E BAHIA
Autores
  • Helayne dos Santos Melo
  • Marília Regina Costa Castro
  • Rogéria Mendes do Nascimento
  • Claudio Almeida Ribeiro
  • REGINALDO ALVES DE SOUZA
  • Maria Clara da Silva Marques
  • Maria Luiza Ferreira Torquato
  • José Antônio Aleixo da Silva
Modalidade
Relato de Experiências - Resumo Expandido
Área temática
Tecnologia Social
Data de Publicação
17/03/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/2o-sepets/994601-principais-dificuldades-na-operacao-de-biodigestores-em-comunidades-agricolas-nos-estados-de-pernambuco-goias-e-
ISBN
978-65-272-1256-0
Palavras-Chave
Tecnologia Social; redução de uso de lenha; agricultura familiar
Resumo
A cada dia aumentam as nossas preocupações com as mudanças climáticas e seus efeitos, e alternativas sustentáveis têm ganhado espaço, como é o exemplo dos biodigestores, equipamento que processa resíduos orgânicos, a exemplo do esterco animal, resultando na geração de biogás e biofertilizante. Esses dois subprodutos do processo de biodigestão podem contribuir na redução da retirada ilegal de plantas nativas que seriam transformadas em lenha, que dessa queima é gerado o carbono negro, um dos componentes do material particulado, prejudicial ao nosso sistema respiratório e sanguíneo. Também pode reduzir os gastos das famílias com a compra de carvão vegetal ou gás de cozinha, o GLP. O biodigestor é considerado uma solução sustentável para o tratamento de resíduos sólidos, usado como tecnologia social para melhorar as condições de vida de famílias em diversos estados do país, usando como matéria prima o esterco animal que antes era deixado ao ar livre. Esse esterco é processado por bactérias que vivem sem a presença de ar, que geram o biogás e biofertilizante, buscando reduzir os gastos das famílias com a compra de carvão vegetal ou gás de cozinha, o GLP, como também reduzir o desmatamento para o uso de lenha. O Biodigestor pode ser construído em alvenaria com reservatório bem vedado e impermeabilizado, esse é preenchido com matéria prima (esterco animal) com a fermentação anaeróbia (processo feito por organismos que sobrevivem sem a presença de oxigênio), geram o (biofertilizante) um fertilizante agrícola, e biogás (gás metano), que ocorre de forma interna com ação dos microrganismos (MORAES, 2017). O uso dessa tecnologia social chega como uma alternativa para a redução do Efeito Estufa, mais precisamente aos efeitos dos poluentes climáticos de vida curta conhecidos também por PCVC ou em inglês SLCP. São poluentes atmosféricos de curta duração, que podem permanecer na atmosfera por dias e até mesmo algumas décadas. Além de serem nocivos à saúde e ao meio ambiente. Os principais PCVC são o gás metano, carbono negro, o ozônio troposférico e os hidrofluorocarbonetos (HFC). As principais fontes de carbono negro são provinientes da queima de biomassa, carvão e madeira e combustiveis sólidos como o metano antropogênicas, sistemas de gás e óleo, criação de animais, agricultura, aterros sanitários e tratamentos de esgotos. Já os hidrofluorcarbonetos são provenientes do uso de aerossóis, solventes, supressores de queima, ar condicionado e refrigeração (Ministério do Meio Ambiente, 2024). O estudo visou comparar a contribuição dos biodigestores de uso familiar em comunidades dos estados da Bahia, Goiás e Pernambuco, como também mensurar a redução do uso de lenha e carvão quando substituído por biogás, e identificar prováveis melhorias diante as respostas dos beneficiados nestas regiões pelos biodigestores instalados pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa (FSC), realizados pela ONG Diaconia. Essa é uma pesquisa bibliográfica de continuidade, usou como principal instrumento de análise os formulários das entrevistas semiestruturadas realizadas por Souza em 2020 e por Nunes (2023), artigos científicos, curso e cartilhas também colaboram no entendimento. Os principais desafios identificados foram a necessidade de manutenção adequada do biodigestor, que evitaria problemas como mau cheiro e falhas no equipamento, citados como uns dos motivos do abandono da tecnologia, a seca e a falta de rebanho, causaram falta de matéria-prima e até casos que as famílias beneficiadas não estavam no perfil ideal para receber a tecnologia. Entretanto, nas famílias em que o biodigestor está em funcionamento e uso, os benefícios citados são de melhora na saúde, nas economias da casa, nas plantações que crescem mais rápido e com menos pragas. A pesquisa sugere que sejam adotadas práticas regulares de verificação e cuidados com o biodigestor, resultando em subsídios para futura elaboração de um manual com um passo a passo de dicas e com as dúvidas mais frequentes no uso, suas causas e como solucioná-las. Agradecimentos: financiamento edital 36/2018 do CNPq; Programa PIBIC CNPq Selecione a região/grupo em que pretende depositar/apresentar seu trabalho INCLUA ESSA INFORMAÇÃO NO SISTEMA DE SUBMISSÃO E NO TEXTO: ( )Norte ( X )Nordeste ( )Sudestes ( ) Sul ( )Centro-Oeste ( ) Não se aplica
Título do Evento
2º Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social
Cidade do Evento
Brasília
Título dos Anais do Evento
Anais do 2º Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Helayne dos Santos et al.. PRINCIPAIS DIFICULDADES NA OPERAÇÃO DE BIODIGESTORES EM COMUNIDADES AGRÍCOLAS NOS ESTADOS DE PERNAMBUCO, GOIAS E BAHIA.. In: Anais do 2º Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social. Anais...Brasília(DF) Embrapa - Sede Brasília, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/2o-Sepets/994601-PRINCIPAIS-DIFICULDADES-NA-OPERACAO-DE-BIODIGESTORES-EM-COMUNIDADES-AGRICOLAS-NOS-ESTADOS-DE-PERNAMBUCO-GOIAS-E-. Acesso em: 31/08/2025

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