A ESCUTA DOCENTE COMO CAMINHO PARA A INCLUSÃO: REFLEXÕES A PARTIR DAS RODAS DE CONVERSA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Publicado em 27/11/2025 - ISSN: 2764-2836

Título do Trabalho
A ESCUTA DOCENTE COMO CAMINHO PARA A INCLUSÃO: REFLEXÕES A PARTIR DAS RODAS DE CONVERSA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Autores
  • Shirlei Holanda Nery Cruz
  • Solange Martins Guerra Santos
  • Marlene Rodrigues
Modalidade
Resumo
Área temática
Educação
Data de Publicação
27/11/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/vcoloquionacionaldeeducacaoescolarunir/1278847-a-escuta-docente-como-caminho-para-a-inclusao--reflexoes-a-partir-das-rodas-de-conversa-na-educacao-fisica-escol
ISSN
2764-2836
Palavras-Chave
Palavras-Chave: Inclusão escolar; Educação Física; Transtorno do Espectro Autista; Formação docente; Escola pública.
Resumo
A inclusão escolar constitui-se como um dos maiores desafios da educação pública contemporânea, especialmente em tempos marcados pela defesa da equidade, da diversidade e da justiça social como princípios fundamentais da escola democrática. A Educação Física, por trabalhar com o corpo, o movimento e a interação social, ocupa lugar estratégico nesse debate, mas também enfrenta barreiras relacionadas à ausência de formação específica para lidar com estudantes com deficiência, em particular aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesse sentido, é necessário compreender a escola como espaço que acolhe a diferença e reconhece a pluralidade, em consonância com a concepção de educação inclusiva defendida por Mantoan (2006). Este estudo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar (PPGEEProf/UNIR), tem como objetivo analisar como a escuta docente, desenvolvida por meio de rodas de conversa, pode se configurar em estratégia formativa e inclusiva para professores da rede pública. A pesquisa, de natureza qualitativa e fundamentada na pesquisa-ação, está sendo realizada em uma escola municipal de Porto Velho-RO, envolvendo docentes de Educação Física em encontros que privilegiaram a troca de experiências, o diálogo horizontal e a reflexão crítica sobre a prática pedagógica, em consonância com a perspectiva freireana de formação pautada na escuta e na problematização da realidade (Freire, 1996). As rodas de conversa foram registradas em diário de campo e organizadas em categorias temáticas a partir da análise de conteúdo (Bardin, 2011), buscando identificar os sentidos atribuídos pelos professores ao processo de inclusão. Os resultados preliminares evidenciam que muitos docentes expressam sentimento de insegurança diante da tarefa de incluir estudantes com TEA, relatando a ausência de apoio institucional e de políticas de formação continuada consistentes. Contudo, emergiram relatos de descobertas significativas e práticas inovadoras quando os professores puderam compartilhar experiências, como o uso de recursos visuais e táteis, a adaptação de atividades, a flexibilização de regras e a valorização da participação gradativa dos estudantes nas aulas coletivas. Observou-se que a escuta qualificada não apenas fortaleceu o protagonismo docente, mas também funcionou como espaço de acolhimento emocional, permitindo que os professores ressignificassem suas práticas e percebessem a inclusão não como obrigação isolada, mas como responsabilidade coletiva da escola, em sintonia com a defesa de Mendes (2017) sobre o papel colaborativo da comunidade escolar. Destaca-se ainda que, no campo da Educação Física, a compreensão do movimento como linguagem e como possibilidade de expressão da autonomia, como defende Chicon (2012), amplia as estratégias pedagógicas inclusivas e contribui para a valorização das capacidades dos estudantes. Nesse processo, a adoção de princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem, conforme delineado pelo Cast (2011), mostrou-se coerente com as práticas emergentes, ao propor múltiplos meios de engajamento, representação e ação/expressão, favorecendo não apenas os estudantes com TEA, mas todos os participantes da escola pública. Conclui-se que as rodas de conversa, ao potencializar a escuta e o diálogo, contribuem para consolidar a Educação Física como espaço de formação humana, crítica e inclusiva, reafirmando a escola pública como lugar de pertencimento e desenvolvimento integral dos sujeitos.
Título do Evento
V Colóquio Nacional de Educação Escolar (COLEE) e a 39ª Semana de Pedagogia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Cidade do Evento
Porto Velho
Título dos Anais do Evento
Colóquio Nacional de Educação Escolar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CRUZ, Shirlei Holanda Nery; SANTOS, Solange Martins Guerra; RODRIGUES, Marlene. A ESCUTA DOCENTE COMO CAMINHO PARA A INCLUSÃO: REFLEXÕES A PARTIR DAS RODAS DE CONVERSA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.. In: Colóquio Nacional de Educação Escolar. Anais...Porto Velho(RO) UNIR, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/vcoloquionacionaldeeducacaoescolarunir/1278847-A-ESCUTA-DOCENTE-COMO-CAMINHO-PARA-A-INCLUSAO--REFLEXOES-A-PARTIR-DAS-RODAS-DE-CONVERSA-NA-EDUCACAO-FISICA-ESCOL. Acesso em: 18/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes