Estamos vivendo um momento simbólico na Geografia, nas universidades brasileiras, nas ruas, na politica. É tempo de luta, de estudantes que não aceitam o silêncio, que reivindicam, que resistem, que constroem. E em meio a tudo isso, retorna a Semana da Geografia - UFU, que depois de anos, ela volta mais que um evento, um gesto coletivo, um movimento dos estudantes que a constroem todos os dias, e acima de tudo: uma reivindicação de futuros geógrafos para um momento de discussão, dialogo e divulgação de pesquisas.
Este momento carrega também um marco histórico: o centenário de Milton Santos. Aquele que nos ensinou a ler o mundo para além das aparências, a enxergar as contradições do espaço e a compreender que a Geografia é, antes de tudo, uma ferramenta de transformação.
A SEMAGEO renasce, então, como resistência.
Resistência que se faz encontro.
Resistência que se faz palavra.
Resistência que se faz esperança.
Sob o lema “fé na vida, fé no homem, fé no que virá”, seguimos, porque a esperança é aquilo que não pode morrer.
Esperança na redução das desigualdades.
Esperança por uma educação pública, gratuita e de qualidade.
Esperança por universidades mais vivas, mais estruturadas, mais acessíveis.
Esperança por mais investimentos, diante das precarizações.
Esperança por um futuro onde permanecer na universidade não seja um privilégio, mas um direito.
A SEMAGEO é um convite a construção coletiva, porque, mesmo diante das incertezas, seguimos acreditando: no espaço que transformamos, nas relações que construímos, e no futuro que, juntos, ainda vamos fazer nascer.