XXIV ENCONTRO DE HISTÓRIA E III SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS CULTURAIS, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO (PROMEP)

XXIV ENCONTRO DE HISTÓRIA E III SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS CULTURAIS, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO (PROMEP)

presencial UEG - Campus Cora Coralina - Goiás - Goiás - Brasil

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O Evento

O XXIV Encontro de História e III Simpósio de Pós-graduação em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio (PROMEP) representa uma experiência acadêmica, científica e cultural inserida no decorrer do processo histórico. O encontro demonstra o compromisso do Curso de História da Universidade Estadual de Goiás, Câmpus Cora Coralina, com o direito a uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade. No decorrer de mais três décadas, o curso em tela tem organizado inúmeras atividades – Congressos, Seminários, Encontros, Conferências ‒ procurando contribuir tanto com a formação acadêmica quanto com a formação humana/social de estudantes, professoras/es e a sociedade de uma maneira em geral. Nesse ano de 2025, entre os dias 24 e 28 de novembro, atento às temáticas/ameaças do passado e do tempo presente, estamos organizando o XXIV Encontro de História e III Simpósio de Pós-graduação em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio (PROMEP), com o tema História e Patrimônio em disputa: memória, democracia e autoritarismos. A temática do encontro demonstra o esforço da comunidade acadêmica, no intuito de refletir sobre alguns dos desafios que comprometeram e continuam comprometendo a consolidação de um estado democrático de direito no Brasil. No decorrer das últimas décadas, com o avanço dos projetos autoritários, uma imagem de um passado permeado por violência tem encontrado enorme aceitação em uma parcela significativa da sociedade, comprometendo o direito à educação, ao patrimônio inclusivo e decolonial e às garantias mais essenciais do povo brasileiro. Para contornar o desolador estado da arte, acreditamos que a maneira mais adequada encontre sustentação nas análises cuidadosas e criteriosas do fenômeno, especialmente quando diferentes vozes e pesquisas se inserem em um mesmo espaço, procurando entender, refletir e apresentar possibilidades para a consolidação de uma outra realidade social, educacional e patrimonial. Partindo desse horizonte de expectativa, convidamos a comunidade de historiadores/as e a comunidade acadêmica de uma forma geral para participar do Encontro promovido pelo Curso de História do Câmpus Cora Coralina e pelo Programa de Pós-graduação em História, Memória e Patrimônio (PROMEP).

Programação

XXIV ENCONTRO DE HISTÓRIA E III SIMPÓSIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM

ESTUDOS CULTURAIS, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO (PROMEP)

História e Patrimônio em Disputa: Memória, Democracia e Autoritarismos

Programação

DATA

EVENTO/ATIVIDADE

horário

24/11

segunda

Banca de Defesa de TCs – graduação em História

 

 

19 h

25/11

terça

Banca de Defesa de TCs – graduação em História

 

 

19 h

26/11

quarta

Apresentação Cultural

 

 

Conferência de abertura:

Tema: O Voo do Condor: conexões internacionais da extrema direita durante as ditaduras de segurança nacional nas Américas.

 

 

 

19 h

Prof. Dr. Marcos Vinicius Ribeiro (UEG)

 

27/11

quinta

Os desafios da atuação do Escritório Técnico de Goiás/Iphan-GO, na contemporaneidade

 

15 h

Renata Silva de Oliveira Galvão

Coordenadora IPHAN Goiás

Simpósios Temáticos (STs)

 

Discentes e egressos

19 h

28/11

sexta

Mesa redonda – Patrimônio em disputas

Dhyovana da Silva Cardoso

Laylla Nayanne Dias Lopes Vilarinho

Sinara Carvalho de Sá

 

Egressos do PROMEP (UEG)

15 h

 

Encerramento

 

Conferência: 'Já está feito, já pegou fogo, quer que faça o quê?': uma revisão integrativa sobre museus, coleções e patrimônios nos discursos da extrema direita no Brasil (2019-2022)

 

19 h

 

Prof. Dr. Clovis Carvalho Britto (UNB)

 

 

Comissão Organizadora

Prof. Dr. Valtuir Moreira da Silva (UEG – PROMEP)

Profa. Dra. Keley Cristina Carneiro (UEG – PROMEP)

Prof. Dr. Ricardo Oliveira Rotondano (UEG – PROMEP)

Prof. Dr. Lucas Pires Ribeiro (UEG)

Inscrições

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Atividades

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Calendar

STs e Comunicações

ST 1 - O PODER SIMBÓLICO DO PATRIMÔNIO IMATERIAL: ENTRE AUTORITARISMOS E RESISTÊNCIAS

Valtuir Moreira da Silva (UEG) - valtuir.silva@ueg.br 

Lucas Pires Ribeiro (UEG) - lucas.ribeiro@ueg.br

Comunicações – Sala 12 – Piso I – 19 h - 27/11/2025

Festa de Nossa Senhora Aparecida: patrimônio, tradições, narrativas de fé e cultura em Areias-Go

Valdemiro José Marçal (UEG)

Entre representatividade e identidade: o Lyceu de Goyaz como patrimônio cultural e expressão da memória coletiva da cidade de Goiás”

Rejane Cássia Alves de Souza Lucas (UEG)

Eleusa Maria e o patrimônio cultural/imaterial: entre os saberes e os sabores nas feiras de Itapuranga-GO

Lucas Pires Ribeiro (UEG)

Festa Centenária em Louvor a São João Batista de Bom Jardim de Goiás: tradição, religiosidade e poder simbólico do patrimônio imaterial

Gisley Alves de Faria (UEG/PROMEP)

Educação em Afroperspectividade

Dhyovana da Silva Cardoso (UEG)

Dom Geraldo Sigaud e suas articulações políticas no combate a modernidade e a busca por uma Neocristandade no Norte Paranaense.

Eric Simon (INIFIO)

A Teologia da Libertação como instrumento de organização comunitária e resistência

Samuel Ferreira Coelho (UFG)

Patrimônio imaterial da luta social camponesa em Itapuranga: resistência e enfrentamento

Valtuir Moreira da Silva (UEG)

O FIO INVISÍVEL DA AJUDA: o Patrimônio Imaterial das Práticas Anarquistas no Cotidiano como Resistência ao Autoritarismo

Saulo Azevedo Miranda (UEG)

ST 2 - ARTE QUE VIRA PATRIMÔNIO: POÉTICAS E DISPUTAS NAS ARTES Fernando 

Martins dos Santos (UEG) - fernandosantos@ueg.br 

Guilherme Antônio de Siqueira (UEG) - professorguilhermesiqueira@gmail.com

Comunicações – Sala 13 – Piso I – 19 h - 27/11/2025

“Cultura, Gastronomia e Pertencimento: Um Estudo Sobre a Salvaguarda do Patrimônio no Festival Italiano de Nova Veneza (GO)”

Divina Helena Tolentino (UEG/PROMEP)

Da invisibilização ao patrimônio, rituais cemiteriais

Juliana Luiz Carioca Fonseca (UEG)

Entre memórias e representações: a história e a cultura indígena nos livros didáticos de História sob a perspectiva da Lei 11.645/08

Mary Jones Rocha da Silva (PUC/GO)

Entre Colonização, Memória e Apagamento: A Invisibilização do Povo Xavante nas Visualidades de Barra do Garças, MT

Irineu Galego Dias Junior (UEG)

Ricardo Oliveira Rotondano (UEG)

Arquivo em disputa: Preservação, identidade e poder no acervo do MECA e do Teatro Vianinha (Ituiutaba-MG)

Sara Aline Gomes de Azevedo (UEG)

Raquel Miranda Barbosa (UEG)

ST3 - PATRIMÔNIO CULTURAL E SEUS DEBATES CONTEMPORÂNEOS: DISPUTAS E “LUGARES DE MEMÓRIAS” INVISIBILIZADOS 

Keley Cristina Carneiro (UEG) - keley.carneiro@ueg.br 

Patrícia da Silva Santos Marques (UEG) - patty.marques215@gmail.com Suelen Maísa Estevão Parente (UEG) - suelenmaisa123@gmail.com

Comunicações – Sala 14 – Piso I – 19 h - 27/11/2025-

Entre o Esquecimento e a Fé: o Sanatório Espírita Antônio Batista Gordeuch como Lugar de Memória Invisibilizado em Itapirapuã-GO

Fernanda Ferreira dos Santos (UEG)

Hospital São Pedro de Alcântara: lugar de memória silenciado

Suelen Maísa Estevão Parente (UEG/PROMEP)

Keley Cristina Carneiro (UEG/PROMEP)

A Piçarra: a culaça dos lugares de memória balizense

Henrique Guimarães Silva (UEG)

Césio-137 em Goiânia: quando o brilho vira cicatriz - entre o trauma e o patrimônio sensível

Lucas Silva de Araujo Castro (IFG)

Entre a Poesia e o Patrimônio: A materialidade dos becos de Cora Coralina

Thays Taynara de Sousa (UEG)

Keley Cristina Carneiro (UEG)

A trama do saber ancestral: a memória dos(as) raizeiros(as) da Avenida Goiás, Goiânia/GO

Isadora Silva Mota (UEG)

A Igreja Matriz de Trindade-GO: memórias e histórias além do visível

Blenda Suelen Bento (UEG)

Keley Cristina Carneiro (UEG)

Memória e (De) colonialidade – Notas de campo sobre o trabalho das lavadeiras da Cidade de Goiás

Gleidson de Oliveira Moreira (PUC/GO)

Vila Lyons e os Patrimônios negros invisibilizados e os lugares de memória na Cidade de Goiás Patrícia da Silva Santos Marques (UEG)

Keley Cristina Carneiro (UEG)

ST4 - MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E HUMANIDADES DIGITAIS 

Alison Carlos Filgueiras (UEG) - alison.filgueiras@ueg.br 

Lara Lins (UEG) - alaralins@gmail.com 

Nayrhainne Souza Duarte Araujo (UEG) - nayrhainne.duarte@seduc.go.gov.br

Comunicações – Sala 15 – Piso I – 19 h - 27/11/2025

O Potencial do Jogo Digital Educacional na Aprendizagem e Preservação do Patrimônio Cultural de Forma Lúdica

Marcos César Lopes (UEG)

Eco museu fonte da carioca: proposta de um museu virtual 3D como ferramenta para a educação patrimonial

Alessandra Rita de Almeida (UEG)

Cibercultura e o inventário a partir do memorial Bernado Sayão: visualidades do patrimônio cultural

Valdimar Manoel da Silva (UEG)

O QUE EU VEJO AO MEU REDOR? O ensino de história e o patrimônio cultural pela metodologia dos mapas mentais

Marlon Teixeira de Faria (UEG)

ST5 - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO: FONTES, PESQUISAS E ABORDAGENS

Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br

Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br

Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br

27/11/2025 – 16:00 às 18:30 – CEPEDOM

A Estação Ferroviária Prefeito José Fernandes Valente em Anápolis - GO: patrimonialização, usos sociais e preservação

Luciano Belina (PROMEP/UEG)

Quando a literatura inventa o Império: Kipling, Mogli e a exaltação do europeu no mundo periférico.

Lara Fabia Vidal dos Anjos (IFG)

Fontes orais e o inventário decolonial: a construção do conhecimento no Afoxé Pilão de Prata da Cidade de Goiás

Norberto Ferreira Pinto (PROMEP/UEG)

Santo Antônio: uma imagem e muitas faces

Ruth Barbosa (PROMEP/UEG)

Fontes orais e documentais na investigação do Patrimônio Cultural Rio-Verdense

Janiel de Souza Paraguai (PROMEP/UEG)

Patrimônios sensíveis: memória e identidade na ressignificação de espaços de opressão em expressão cultural (Centro Cultural Martim Cererê)

Kaliagna de Azevedo d Rocha de Carvalho (IFG)

História e Patrimônio em Disputa: Fontes Orais e a Construção da Identidade da Festa Biker na Cidade de Goiás (1996-2025)

Sheila Cristina Ferreira Lima Oliveira (PROMEP/UEG)

ST5 - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO: FONTES, PESQUISAS E ABORDAGENS

Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br

Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br

Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br

27/11/2025 – 19:00 às 21:30 – CEPEDOM

Gestão e preservação: um estudo do acervo de Bernardo Élis Fleury de Campos Curado no Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis Para os Povos do Cerrado – ICEBE

Kálita Torres de Moura (PROMEP/UEG)

“História que se conta, Patrimônio que se faz: fontes orais e o modo de fazer o pastelinho”

Marília Silva e Cruz (PROMEP/UEG)

O cenário sanitário da Cidade de Goiás no século XIX: enfermidades e práticas de cura no Hospital São Pedro De Alcântara

Victor Gouveia Javarini (UEG)

A pandemia da gripe espanhola na Cidade de Goiás: representações na Imprensa Vilaboense (1918-1919)

Maria Eduarda Tavares Batista (UEG)

Saberes médicos e alimentação no Regimento de Preservação da Pestilência de Jacme d’Agramont (século XIV)

Grazielly Kathleen Oliveira Souza (UEG)

Literatura fantástica na pesquisa e no ensino de História: potencial para a consciência crítica.

Ádylla de Jesus Rodrigues (UEG)

O acervo egípcio do Museu Nacional após setembro de 2018: reflexões sobre Memória, Ressignificação e Resistência

Bruna de Oliveira Santos (PROMEP/UEG)

Bancas de TC




Simpósios Temáticos aprovados

ST 1 - O poder simbólico do patrimônio imaterial: entre autoritarismos e resistências

 

Valtuir Moreira da Silva (UEG) - valtuir.silva@ueg.br

Lucas Pires Ribeiro (UEG) - lucas.ribeiro@ueg.br


Resumo

O Simpósio Temático em tela procura reunir pesquisadores e pesquisadoras das diversas "áreas" do conhecimento, que estejam envoltos com pesquisas sobre o poder simbólico do patrimônio imaterial, reconhecendo nessa categoria elementos tanto de segregação/invisibilidade quanto um meio de enfrentamento e resistência das camadas subalternas às diversificadas formas de opressão/violência. Simbologia que se afirma como uma estrutura de poder inserida no decorrer do processo histórico e com forte inserção no tempo presente. No entanto, entendemos que também o poder simbólico do patrimônio imaterial, nas diferentes situações, foi e continua sendo um espaço de luta e resistência, que pode ser representado nas manifestações artísticas/culturais, religiosas, nos saberes e nos fazeres elaborados por indivíduos ou coletivos, que, por meio do patrimônio imaterial, elaboram sentidos e significados à realidade social. Destarte, convidamos pesquisadores e pesquisadoras para submeterem suas propostas de comunicação. O Simpósio Temático será um espaço para pesquisas e reflexões que versam sobre as estratégias de resistência e enfrentamento dos humanos enquanto fazedores de cultura. Homens, mulheres, pessoas não binárias e coletivos que se utilizam da arte, das manifestações culturais - patrimônio imaterial - enquanto um poder simbólico de posicionamento e enfrentamento às diferentes formas de autoritarismo.

Palavras-chave: cultura, patrimônio e poder

 

ST 2 - Arte que vira patrimônio: poéticas e disputas nas artes

 

Fernando Martins dos Santos (UEG) - fernandosantos@ueg.br

Guilherme Antônio de Siqueira (UEG) - professorguilhermesiqueira@gmail.com


Resumo

O simpósio propõe discutir as artes plásticas como chave para entender como a criação se torna patrimônio: do gesto que desenha e pinta ao corpo que performa visualmente, da escultura e da gravura à cerâmica, fotografia, vídeo, grafite e instalações no espaço urbano. A ênfase recai nos processos — materiais, técnicas, cadernos de artista, colaborações, circulação e recepção — que fazem a obra ganhar vida pública, ser ensinada, apropriada e disputada. Examina-se o que foi inventado como tradição e o que foi esquecido ao longo do caminho, as linguagens priorizadas historicamente (monumento, pintura, escultura sacro-erudita) e as práticas silenciadas (artesanias, cerâmicas populares, grafite e muralismo periférico, poéticas afro-indígenas, trabalhos de mulheres e mestres(as) de ofício). Buscam-se relatos de processo, ensaios visuais e demonstrações de procedimentos que iluminem mecanismos de consagração e apagamento, a repetição e transformação do gesto, e as respostas entre obra, corpo e território e as experiências que tensionem hierarquias entre “arte” e “ofício” e exploram passagens entre o efêmero e o transmissível.

Palavras-chave: Arte, História e Cultura

 

 ST3 - Patrimônio Cultural e seus debates contemporâneos: disputas e “Lugares de Memórias” invisibilizados

 

Keley Cristina Carneiro (UEG) - keley.carneiro@ueg.br

Patrícia da Silva Santos Marques (UEG) - patty.marques215@gmail.com

Suelen Maísa Estevão Parente (UEG) - suelenmaisa123@gmail.com 


Resumo

No Brasil, a colonização foi fundamentada em uma ideologia eurocêntrica, consolidando estruturas de exclusão que determinaram quem teria acesso aos bens e serviços públicos e quem seria deixado à margem da sociedade. Essa desigualdade também se reflete nos processos de patrimonialização, que, historicamente, privilegiaram bens associados à cultura dominante em detrimento das manifestações e dos espaços pertencentes às populações subalternizadas, frequentemente rotuladas como “miseráveis”. Este Simpósio Temático (ST) propõe discutir criticamente o patrimônio cultural sob a ótica das disputas contemporâneas em torno da memória e da representatividade social. A partir da Constituição Federal de 1988, o conceito de patrimônio expandiu-se para além dos bens materiais, incorporando práticas, saberes, tradições e modos de vida de diferentes grupos sociais. Essa ampliação, entretanto, evidenciou tensões profundas entre as narrativas oficiais e as memórias marginalizadas. A proposta convida à discussão das disputas que envolvem os “lugares de memória” e as relações de poder que atravessam o campo do patrimônio cultural no Brasil, problematizando os limites entre o que é considerado “esplêndido”, digno de preservação, legitimado pela história dos “heróis”, e aquilo que é relegado ao esquecimento, permanecendo invisibilizado. Busca-se refletir sobre as formas pelas quais comunidades periféricas, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outros sujeitos historicamente marginalizados têm tensionado o campo patrimonial, reivindicando o reconhecimento de seus territórios, saberes e práticas como parte legítima do patrimônio cultural brasileiro. Assim, pretende-se analisar os mecanismos que produzem tais invisibilizações e, simultaneamente, dar visibilidade às formas de resistência e ressignificação da memória promovidas por esses grupos. Pretende-se, portanto, ampliar o debate sobre os desafios éticos e políticos da preservação patrimonial em contextos marcados por desigualdades históricas, buscando uma compreensão crítica do patrimônio como campo de disputa simbólica no qual se entrelaçam lembranças, silenciamentos e resistências. O reconhecimento dos “lugares de memória” invisibilizados constitui-se, assim, como condição fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Desse modo, o simpósio configura-se como um espaço de troca entre pesquisadores, estudantes, gestores culturais, detentores de saberes e representantes de comunidades, incentivando o compartilhamento de experiências que desafiam as narrativas dominantes e reivindicam novos lugares de fala e escuta.

Palavras-chave: Patrimônio Cultural; Memória; Invisibilização; Disputas simbólicas;

 

 ST4 - Memória, patrimônio e humanidades digitais.

Alison Carlos Filgueiras (UEG) - alison.filgueiras@ueg.br

Lara Lins (UEG) - alaralins@gmail.com

Nayrhainne Souza Duarte Araujo (UEG) - nayrhainne.duarte@seduc.go.gov.br


Resumo

As Humanidades Digitais se apresentam como campo interdisciplinar que integram as ciências humanas e as tecnologias digitais. No contexto do patrimônio cultural, essas práticas desafiam dicotomias entre local e o global, o material e o imaterial, e o analógico e o digital, suscitando questões relevantes para a investigação científica para uma compreensão mais ampla das relações entre tecnologia, cultura e sociedade. Este simpósio propõe um espaço de diálogo sobre metodologias, práticas e políticas que redefinem o fazer historiográfico e a gestão do patrimônio frente à transformação digital. Ao abordar as fronteiras e interseções entre memória, patrimônio cultural e as humanidades digitais, espera-se absorver práticas e desafios na transformação do preservar, representar e difundir o patrimônio na era digital, trazendo à reflexão implicações epistemológicas, metodológicas, políticas e sociais da digitalização, bem como sobre os novos modos de curadoria, acesso e participação pública em ambientes digitais. Pretende-se reunir pesquisadores, professores, estudantes e profissionais que atuam na interface entre cultura, tecnologia e história, para compartilhar experiências e investigações sobre arquivos, acervos e repositórios digitais, museus virtuais, visualizações de dados culturais, práticas de preservação digital, educação patrimonial, jogos virtuais, experiências imersivas, destinos turísticos inteligentes, cidades inteligentes, inteligência artificial e outros tópicos emergentes.

Palavras-chave: Patrimônio digital; humanidades digitais; memória

 

 ST5 - Os desafios da produção do conhecimento histórico: fontes, pesquisas e abordagens

Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br

Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br  

Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br


Resumo

A proposta deste Simpósio Temático é congregar pesquisas, concluídas ou em andamento, que busquem refletir sobre as fontes históricas e a produção do conhecimento histórico. Assim, pretende reunir investigações e experiências no campo da História e do Patrimônio Cultural com trabalhos que estabelecem diálogos com as mais variadas abordagens historiográficas acerca da pesquisa histórica, incluindo a História Cultural, a História Global, a História Comparada, a História Pública e as epistemologias do sul. Nesta perspectiva, serão aceitos trabalhos que abordem diferentes campos do saber científico, a partir de temporalidades e recortes temáticos diversos e considerando as discussões no âmbito dos estudos históricos com ênfase no debate sobre como vem procedendo a análise de diferentes tipologias de fontes na produção do conhecimento histórico. A temática proposta visa agregar pesquisas que dialoguem com diversas áreas de estudo, tais como o corpo, a saúde e as doenças, a alimentação, a literatura, o cinema, as festas, os arquivos, etc. Serão igualmente acolhidas propostas no campo do Patrimônio Cultural que articulem a reflexão sobre o uso de diferentes documentos históricos, sobretudo as fontes orais nas atividades de campo mediante entrevistas com detentores de saberes. Nesse âmbito, o simpósio também acolherá pesquisas sobre patrimônios sensíveis, os quais, sob a perspectiva do dever de memória, investigam memórias traumáticas, silenciadas ou ressignificadas, refletindo sobre as responsabilidades éticas e políticas da História e do Patrimônio frente a experiências de dor e resistência.

Palavras-chave: Pesquisa histórica; Fontes; Patrimônio cultural; Oralidades.

 

 ST6 - Narrativas silenciadas, memórias em disputas: patrimônio, resistência e educação em tempos de autoritarismo

Mary Jones Rocha da Silva (PUC-GO) - maryjonesrv@gmail.com

Deraçueide Alves de Sousa dos Santos (PUC-GO) - deracueide@gmail.com


Resumo

Este simpósio propõe refletir sobre os embates contemporâneos em torno da memória, da produção historiográfica e da construção do patrimônio, especialmente em contextos marcados por avanços autoritários, negacionismos históricos e retrocessos democráticos. A partir de uma perspectiva crítica e decolonial, o simpósio busca reunir trabalhos que problematizem os silenciamentos de vozes historicamente marginalizadas, os usos políticos da memória e os processos de patrimonialização excludente. A proposta dialoga diretamente com o tema central do evento “História e Patrimônio em Disputa: memória, democracia e autoritarismos” ao considerar que memória e patrimônio não são categorias neutras, mas campos de disputa política e simbólica. No atual cenário brasileiro, o crescimento de discursos revisionistas e autoritários ameaça a diversidade de narrativas históricas e compromete o direito à memória democrática. Em contraposição, movimentos sociais, educadores, coletivos culturais e pesquisadores vêm atuando na preservação de patrimônios alternativos, na valorização de memórias dissidentes e na construção de práticas pedagógicas emancipadoras. Serão bem-vindas abordagens interdisciplinares que envolvam experiências de resistência cultural, histórias locais, educação pública, pedagogias críticas e lutas por reconhecimento de patrimônios materiais e imateriais, sobretudo de grupos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, periféricos, LGBTQIA+ e demais populações subalternizadas. O simpósio visa, portanto, contribuir para a consolidação de uma perspectiva plural, inclusiva e democrática da história e do patrimônio, reforçando o papel da educação pública e da produção acadêmica crítica na resistência aos retrocessos sociais e políticos. Ao reunir diferentes vozes e experiências, a proposta se insere no esforço coletivo do evento de pensar alternativas frente aos desafios que comprometem a consolidação de um Estado democrático de direito no Brasil.

Palavras-chave: Memória, Patrimônio, Democracia, Autoritarismo, Resistência Cultural

Convidados

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Universidade Estadual de Goiás - Câmpus Cora Coralina

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