ST 1 - O PODER SIMBÓLICO DO PATRIMÔNIO IMATERIAL: ENTRE AUTORITARISMOS E RESISTÊNCIAS
Valtuir Moreira da Silva (UEG) - valtuir.silva@ueg.br
Lucas Pires Ribeiro (UEG) - lucas.ribeiro@ueg.br
Comunicações – Sala 12 – Piso I – 19 h - 27/11/2025
Festa de Nossa Senhora Aparecida: patrimônio, tradições, narrativas de fé e cultura em Areias-Go
Valdemiro José Marçal (UEG)
Entre representatividade e identidade: o Lyceu de Goyaz como patrimônio cultural e expressão da memória coletiva da cidade de Goiás”
Rejane Cássia Alves de Souza Lucas (UEG)
Eleusa Maria e o patrimônio cultural/imaterial: entre os saberes e os sabores nas feiras de Itapuranga-GO
Lucas Pires Ribeiro (UEG)
Festa Centenária em Louvor a São João Batista de Bom Jardim de Goiás: tradição, religiosidade e poder simbólico do patrimônio imaterial
Gisley Alves de Faria (UEG/PROMEP)
Educação em Afroperspectividade
Dhyovana da Silva Cardoso (UEG)
Dom Geraldo Sigaud e suas articulações políticas no combate a modernidade e a busca por uma Neocristandade no Norte Paranaense.
Eric Simon (INIFIO)
A Teologia da Libertação como instrumento de organização comunitária e resistência
Samuel Ferreira Coelho (UFG)
Patrimônio imaterial da luta social camponesa em Itapuranga: resistência e enfrentamento
Valtuir Moreira da Silva (UEG)
O FIO INVISÍVEL DA AJUDA: o Patrimônio Imaterial das Práticas Anarquistas no Cotidiano como Resistência ao Autoritarismo
Saulo Azevedo Miranda (UEG)
ST 2 - ARTE QUE VIRA PATRIMÔNIO: POÉTICAS E DISPUTAS NAS ARTES Fernando
Martins dos Santos (UEG) - fernandosantos@ueg.br
Guilherme Antônio de Siqueira (UEG) - professorguilhermesiqueira@gmail.com
Comunicações – Sala 13 – Piso I – 19 h - 27/11/2025
“Cultura, Gastronomia e Pertencimento: Um Estudo Sobre a Salvaguarda do Patrimônio no Festival Italiano de Nova Veneza (GO)”
Divina Helena Tolentino (UEG/PROMEP)
Da invisibilização ao patrimônio, rituais cemiteriais
Juliana Luiz Carioca Fonseca (UEG)
Entre memórias e representações: a história e a cultura indígena nos livros didáticos de História sob a perspectiva da Lei 11.645/08
Mary Jones Rocha da Silva (PUC/GO)
Entre Colonização, Memória e Apagamento: A Invisibilização do Povo Xavante nas Visualidades de Barra do Garças, MT
Irineu Galego Dias Junior (UEG)
Ricardo Oliveira Rotondano (UEG)
Arquivo em disputa: Preservação, identidade e poder no acervo do MECA e do Teatro Vianinha (Ituiutaba-MG)
Sara Aline Gomes de Azevedo (UEG)
Raquel Miranda Barbosa (UEG)
ST3 - PATRIMÔNIO CULTURAL E SEUS DEBATES CONTEMPORÂNEOS: DISPUTAS E “LUGARES DE MEMÓRIAS” INVISIBILIZADOS
Keley Cristina Carneiro (UEG) - keley.carneiro@ueg.br
Patrícia da Silva Santos Marques (UEG) - patty.marques215@gmail.com Suelen Maísa Estevão Parente (UEG) - suelenmaisa123@gmail.com
Comunicações – Sala 14 – Piso I – 19 h - 27/11/2025-
Entre o Esquecimento e a Fé: o Sanatório Espírita Antônio Batista Gordeuch como Lugar de Memória Invisibilizado em Itapirapuã-GO
Fernanda Ferreira dos Santos (UEG)
Hospital São Pedro de Alcântara: lugar de memória silenciado
Suelen Maísa Estevão Parente (UEG/PROMEP)
Keley Cristina Carneiro (UEG/PROMEP)
A Piçarra: a culaça dos lugares de memória balizense
Henrique Guimarães Silva (UEG)
Césio-137 em Goiânia: quando o brilho vira cicatriz - entre o trauma e o patrimônio sensível
Lucas Silva de Araujo Castro (IFG)
Entre a Poesia e o Patrimônio: A materialidade dos becos de Cora Coralina
Thays Taynara de Sousa (UEG)
Keley Cristina Carneiro (UEG)
A trama do saber ancestral: a memória dos(as) raizeiros(as) da Avenida Goiás, Goiânia/GO
Isadora Silva Mota (UEG)
A Igreja Matriz de Trindade-GO: memórias e histórias além do visível
Blenda Suelen Bento (UEG)
Keley Cristina Carneiro (UEG)
Memória e (De) colonialidade – Notas de campo sobre o trabalho das lavadeiras da Cidade de Goiás
Gleidson de Oliveira Moreira (PUC/GO)
Vila Lyons e os Patrimônios negros invisibilizados e os lugares de memória na Cidade de Goiás Patrícia da Silva Santos Marques (UEG)
Keley Cristina Carneiro (UEG)
ST4 - MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E HUMANIDADES DIGITAIS
Alison Carlos Filgueiras (UEG) - alison.filgueiras@ueg.br
Lara Lins (UEG) - alaralins@gmail.com
Nayrhainne Souza Duarte Araujo (UEG) - nayrhainne.duarte@seduc.go.gov.br
Comunicações – Sala 15 – Piso I – 19 h - 27/11/2025
O Potencial do Jogo Digital Educacional na Aprendizagem e Preservação do Patrimônio Cultural de Forma Lúdica
Marcos César Lopes (UEG)
Eco museu fonte da carioca: proposta de um museu virtual 3D como ferramenta para a educação patrimonial
Alessandra Rita de Almeida (UEG)
Cibercultura e o inventário a partir do memorial Bernado Sayão: visualidades do patrimônio cultural
Valdimar Manoel da Silva (UEG)
O QUE EU VEJO AO MEU REDOR? O ensino de história e o patrimônio cultural pela metodologia dos mapas mentais
Marlon Teixeira de Faria (UEG)
ST5 - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO: FONTES, PESQUISAS E ABORDAGENS
Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br
Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br
Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br
27/11/2025 – 16:00 às 18:30 – CEPEDOM
A Estação Ferroviária Prefeito José Fernandes Valente em Anápolis - GO: patrimonialização, usos sociais e preservação
Luciano Belina (PROMEP/UEG)
Quando a literatura inventa o Império: Kipling, Mogli e a exaltação do europeu no mundo periférico.
Lara Fabia Vidal dos Anjos (IFG)
Fontes orais e o inventário decolonial: a construção do conhecimento no Afoxé Pilão de Prata da Cidade de Goiás
Norberto Ferreira Pinto (PROMEP/UEG)
Santo Antônio: uma imagem e muitas faces
Ruth Barbosa (PROMEP/UEG)
Fontes orais e documentais na investigação do Patrimônio Cultural Rio-Verdense
Janiel de Souza Paraguai (PROMEP/UEG)
Patrimônios sensíveis: memória e identidade na ressignificação de espaços de opressão em expressão cultural (Centro Cultural Martim Cererê)
Kaliagna de Azevedo d Rocha de Carvalho (IFG)
História e Patrimônio em Disputa: Fontes Orais e a Construção da Identidade da Festa Biker na Cidade de Goiás (1996-2025)
Sheila Cristina Ferreira Lima Oliveira (PROMEP/UEG)
ST5 - OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO: FONTES, PESQUISAS E ABORDAGENS
Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br
Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br
Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br
27/11/2025 – 19:00 às 21:30 – CEPEDOM
Gestão e preservação: um estudo do acervo de Bernardo Élis Fleury de Campos Curado no Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis Para os Povos do Cerrado – ICEBE
Kálita Torres de Moura (PROMEP/UEG)
“História que se conta, Patrimônio que se faz: fontes orais e o modo de fazer o pastelinho”
Marília Silva e Cruz (PROMEP/UEG)
O cenário sanitário da Cidade de Goiás no século XIX: enfermidades e práticas de cura no Hospital São Pedro De Alcântara
Victor Gouveia Javarini (UEG)
A pandemia da gripe espanhola na Cidade de Goiás: representações na Imprensa Vilaboense (1918-1919)
Maria Eduarda Tavares Batista (UEG)
Saberes médicos e alimentação no Regimento de Preservação da Pestilência de Jacme d’Agramont (século XIV)
Grazielly Kathleen Oliveira Souza (UEG)
Literatura fantástica na pesquisa e no ensino de História: potencial para a consciência crítica.
Ádylla de Jesus Rodrigues (UEG)
O acervo egípcio do Museu Nacional após setembro de 2018: reflexões sobre Memória, Ressignificação e Resistência
Bruna de Oliveira Santos (PROMEP/UEG)
Simpósios Temáticos aprovados
ST
1 - O poder simbólico do patrimônio imaterial: entre autoritarismos e
resistências
Valtuir Moreira da Silva (UEG) - valtuir.silva@ueg.br
Lucas
Pires Ribeiro (UEG) - lucas.ribeiro@ueg.br
Resumo
O
Simpósio Temático em tela procura reunir pesquisadores e pesquisadoras das
diversas "áreas" do conhecimento, que estejam envoltos com pesquisas
sobre o poder simbólico do patrimônio imaterial, reconhecendo nessa categoria
elementos tanto de segregação/invisibilidade quanto um meio de enfrentamento e
resistência das camadas subalternas às diversificadas formas de
opressão/violência. Simbologia que se afirma como uma estrutura de poder
inserida no decorrer do processo histórico e com forte inserção no tempo
presente. No entanto, entendemos que também o poder simbólico do patrimônio
imaterial, nas diferentes situações, foi e continua sendo um espaço de luta e
resistência, que pode ser representado nas manifestações artísticas/culturais,
religiosas, nos saberes e nos fazeres elaborados por indivíduos ou coletivos,
que, por meio do patrimônio imaterial, elaboram sentidos e significados à
realidade social. Destarte, convidamos pesquisadores e pesquisadoras para
submeterem suas propostas de comunicação. O Simpósio Temático será um espaço
para pesquisas e reflexões que versam sobre as estratégias de resistência e
enfrentamento dos humanos enquanto fazedores de cultura. Homens, mulheres,
pessoas não binárias e coletivos que se utilizam da arte, das manifestações
culturais - patrimônio imaterial - enquanto um poder simbólico de posicionamento
e enfrentamento às diferentes formas de autoritarismo.
Palavras-chave:
cultura, patrimônio e poder
ST
2 - Arte que vira patrimônio: poéticas e disputas nas artes
Fernando Martins dos Santos (UEG) - fernandosantos@ueg.br
Guilherme Antônio de
Siqueira (UEG) - professorguilhermesiqueira@gmail.com
Resumo
O simpósio propõe discutir as artes
plásticas como chave para entender como a criação se torna patrimônio: do gesto
que desenha e pinta ao corpo que performa visualmente, da escultura e da
gravura à cerâmica, fotografia, vídeo, grafite e instalações no espaço urbano.
A ênfase recai nos processos — materiais, técnicas, cadernos de artista,
colaborações, circulação e recepção — que fazem a obra ganhar vida pública, ser
ensinada, apropriada e disputada. Examina-se o que foi inventado como tradição
e o que foi esquecido ao longo do caminho, as linguagens priorizadas
historicamente (monumento, pintura, escultura sacro-erudita) e as práticas
silenciadas (artesanias, cerâmicas populares, grafite e muralismo periférico,
poéticas afro-indígenas, trabalhos de mulheres e mestres(as) de ofício).
Buscam-se relatos de processo, ensaios visuais e demonstrações de procedimentos
que iluminem mecanismos de consagração e apagamento, a repetição e
transformação do gesto, e as respostas entre obra, corpo e território e as experiências
que tensionem hierarquias entre “arte” e “ofício” e exploram passagens entre o
efêmero e o transmissível.
Palavras-chave:
Arte, História e Cultura
ST3
- Patrimônio Cultural e seus debates contemporâneos: disputas e “Lugares de
Memórias” invisibilizados
Keley Cristina Carneiro (UEG) - keley.carneiro@ueg.br
Patrícia da Silva Santos Marques (UEG) - patty.marques215@gmail.com
Suelen Maísa Estevão Parente (UEG) - suelenmaisa123@gmail.com
Resumo
No Brasil, a colonização foi
fundamentada em uma ideologia eurocêntrica, consolidando estruturas de exclusão
que determinaram quem teria acesso aos bens e serviços públicos e quem seria
deixado à margem da sociedade. Essa desigualdade também se reflete nos
processos de patrimonialização, que, historicamente, privilegiaram bens
associados à cultura dominante em detrimento das manifestações e dos espaços
pertencentes às populações subalternizadas, frequentemente rotuladas como
“miseráveis”. Este Simpósio Temático (ST) propõe discutir criticamente o
patrimônio cultural sob a ótica das disputas contemporâneas em torno da memória
e da representatividade social. A partir da Constituição Federal de 1988, o
conceito de patrimônio expandiu-se para além dos bens materiais, incorporando
práticas, saberes, tradições e modos de vida de diferentes grupos sociais. Essa
ampliação, entretanto, evidenciou tensões profundas entre as narrativas
oficiais e as memórias marginalizadas. A proposta convida à discussão das
disputas que envolvem os “lugares de memória” e as relações de poder que
atravessam o campo do patrimônio cultural no Brasil, problematizando os limites
entre o que é considerado “esplêndido”, digno de preservação, legitimado pela
história dos “heróis”, e aquilo que é relegado ao esquecimento, permanecendo
invisibilizado. Busca-se refletir sobre as formas pelas quais comunidades
periféricas, negras, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outros sujeitos
historicamente marginalizados têm tensionado o campo patrimonial, reivindicando
o reconhecimento de seus territórios, saberes e práticas como parte legítima do
patrimônio cultural brasileiro. Assim, pretende-se analisar os mecanismos que
produzem tais invisibilizações e, simultaneamente, dar visibilidade às formas
de resistência e ressignificação da memória promovidas por esses grupos. Pretende-se,
portanto, ampliar o debate sobre os desafios éticos e políticos da preservação
patrimonial em contextos marcados por desigualdades históricas, buscando uma
compreensão crítica do patrimônio como campo de disputa simbólica no qual se
entrelaçam lembranças, silenciamentos e resistências. O reconhecimento dos
“lugares de memória” invisibilizados constitui-se, assim, como condição
fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Desse
modo, o simpósio configura-se como um espaço de troca entre pesquisadores,
estudantes, gestores culturais, detentores de saberes e representantes de
comunidades, incentivando o compartilhamento de experiências que desafiam as
narrativas dominantes e reivindicam novos lugares de fala e escuta.
Palavras-chave: Patrimônio
Cultural; Memória; Invisibilização; Disputas simbólicas;
ST4 - Memória, patrimônio e humanidades
digitais.
Alison
Carlos Filgueiras (UEG) - alison.filgueiras@ueg.br
Lara
Lins (UEG) - alaralins@gmail.com
Nayrhainne
Souza Duarte Araujo (UEG) - nayrhainne.duarte@seduc.go.gov.br
Resumo
As Humanidades Digitais se
apresentam como campo interdisciplinar que integram as ciências humanas e as
tecnologias digitais. No contexto do patrimônio cultural, essas práticas
desafiam dicotomias entre local e o global, o material e o imaterial, e o
analógico e o digital, suscitando questões relevantes para a investigação
científica para uma compreensão mais ampla das relações entre tecnologia,
cultura e sociedade. Este simpósio propõe um espaço de diálogo sobre
metodologias, práticas e políticas que redefinem o fazer historiográfico e a
gestão do patrimônio frente à transformação digital. Ao abordar as fronteiras e
interseções entre memória, patrimônio cultural e as humanidades digitais,
espera-se absorver práticas e desafios na transformação do preservar,
representar e difundir o patrimônio na era digital, trazendo à reflexão
implicações epistemológicas, metodológicas, políticas e sociais da
digitalização, bem como sobre os novos modos de curadoria, acesso e
participação pública em ambientes digitais. Pretende-se reunir pesquisadores,
professores, estudantes e profissionais que atuam na interface entre cultura,
tecnologia e história, para compartilhar experiências e investigações sobre
arquivos, acervos e repositórios digitais, museus virtuais, visualizações de
dados culturais, práticas de preservação digital, educação patrimonial, jogos
virtuais, experiências imersivas, destinos turísticos inteligentes, cidades
inteligentes, inteligência artificial e outros tópicos emergentes.
Palavras-chave: Patrimônio
digital; humanidades digitais; memória
ST5 - Os desafios da
produção do conhecimento histórico: fontes, pesquisas e abordagens
Dianina Raquel Silva Rabelo (IFG) - dianina.rabelo@ifg.edu.br
Maria Dailza da Conceição Fagundes (UEG) - maria.fagundes@ueg.br
Neemias Oliveira da Silva (UEG) - neemias.oliveira@ueg.br
Resumo
A proposta deste Simpósio Temático
é congregar pesquisas, concluídas ou em andamento, que busquem refletir sobre
as fontes históricas e a produção do conhecimento histórico. Assim, pretende
reunir investigações e experiências no campo da História e do Patrimônio
Cultural com trabalhos que estabelecem diálogos com as mais variadas abordagens
historiográficas acerca da pesquisa histórica, incluindo a História Cultural, a
História Global, a História Comparada, a História Pública e as epistemologias
do sul. Nesta perspectiva, serão aceitos trabalhos que abordem diferentes
campos do saber científico, a partir de temporalidades e recortes temáticos
diversos e considerando as discussões no âmbito dos estudos históricos com
ênfase no debate sobre como vem procedendo a análise de diferentes tipologias
de fontes na produção do conhecimento histórico. A temática proposta visa
agregar pesquisas que dialoguem com diversas áreas de estudo, tais como o
corpo, a saúde e as doenças, a alimentação, a literatura, o cinema, as festas,
os arquivos, etc. Serão igualmente acolhidas propostas no campo do Patrimônio
Cultural que articulem a reflexão sobre o uso de diferentes documentos
históricos, sobretudo as fontes orais nas atividades de campo mediante
entrevistas com detentores de saberes. Nesse âmbito, o simpósio também acolherá
pesquisas sobre patrimônios sensíveis, os quais, sob a perspectiva do dever de
memória, investigam memórias traumáticas, silenciadas ou ressignificadas, refletindo
sobre as responsabilidades éticas e políticas da História e do Patrimônio
frente a experiências de dor e resistência.
Palavras-chave: Pesquisa
histórica; Fontes; Patrimônio cultural; Oralidades.
ST6 - Narrativas silenciadas, memórias em disputas: patrimônio, resistência
e educação em tempos de autoritarismo
Mary Jones Rocha da Silva
(PUC-GO) - maryjonesrv@gmail.com
Deraçueide
Alves de Sousa dos Santos (PUC-GO) - deracueide@gmail.com
Resumo
Este simpósio propõe refletir sobre
os embates contemporâneos em torno da memória, da produção historiográfica e da
construção do patrimônio, especialmente em contextos marcados por avanços
autoritários, negacionismos históricos e retrocessos democráticos. A partir de
uma perspectiva crítica e decolonial, o simpósio busca reunir trabalhos que
problematizem os silenciamentos de vozes historicamente marginalizadas, os usos
políticos da memória e os processos de patrimonialização excludente. A proposta
dialoga diretamente com o tema central do evento “História e Patrimônio em
Disputa: memória, democracia e autoritarismos” ao considerar que memória e
patrimônio não são categorias neutras, mas campos de disputa política e
simbólica. No atual cenário brasileiro, o crescimento de discursos
revisionistas e autoritários ameaça a diversidade de narrativas históricas e
compromete o direito à memória democrática. Em contraposição, movimentos
sociais, educadores, coletivos culturais e pesquisadores vêm atuando na
preservação de patrimônios alternativos, na valorização de memórias dissidentes
e na construção de práticas pedagógicas emancipadoras. Serão bem-vindas
abordagens interdisciplinares que envolvam experiências de resistência
cultural, histórias locais, educação pública, pedagogias críticas e lutas por
reconhecimento de patrimônios materiais e imateriais, sobretudo de grupos
indígenas, quilombolas, ribeirinhos, periféricos, LGBTQIA+ e demais populações
subalternizadas. O simpósio visa, portanto, contribuir para a consolidação de
uma perspectiva plural, inclusiva e democrática da história e do patrimônio,
reforçando o papel da educação pública e da produção acadêmica crítica na
resistência aos retrocessos sociais e políticos. Ao reunir diferentes vozes e
experiências, a proposta se insere no esforço coletivo do evento de pensar
alternativas frente aos desafios que comprometem a consolidação de um Estado
democrático de direito no Brasil.
Palavras-chave: Memória,
Patrimônio, Democracia, Autoritarismo, Resistência Cultural