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Amazônias: qual o lugar dos povos na pesquisa em educação?
Ao deslocarmos esse debate para a realidade brasileira, em particular para a região amazônica, como parte desse continente latino-americano, identificamos que esse processo de injustiça e desigualdade da produção e circulação do conhecimento é mais intenso e peculiar, posto que expressa tanto um colonialismo externo, quanto interno (CASANOVA, 2006) em relação ao sul e sudeste do país (CASTRO; PINTO, 2018; CASTRO, 2019).
Histórica e hegemonicamente, essa região amazônica é pensada de fora para dentro, desconsiderando seus povos e seus saberes complexos e diversos, produzindo, assim, um silenciamento e invisibilização com consequências até hoje de desperdício de diversas experiências sociais e conhecimentos tradicionais. Um dos grandes problemas estruturantes desse processo se expressa nos parcos investimentos nas instituições públicas de ensino superior em pesquisa, ciência e tecnologia na região, o que já obstaculiza o lugar dessas instituições e de sua produção do conhecimento no país e no mundo.
Outro grande problema é a matriz curricular dessas instituições, hegemonicamente, eurocentrada, que conforma um processo educativo e formativo e de pesquisa descontextualizado de sua realidade e, por consequência, um descompasso com seus reais temas e problemas a serem enfrentados. Isso implica um dos problemas mais graves que se põem para essas instituições de pesquisa dessa região (mas, não só), que é o fato desses povos amazônidas não se verem nessas pesquisas e, ademais, sofrerem com o processo histórico de extrativismo do conhecimento, além de outras formas de violência simbólica e material.
Se é importante reconhecer o valor da universidade pública como produtora de conhecimento e de formação, é, no entanto, também, relevante interpelar a universidade e seu modo hegemônico de fazer pesquisa e de formação, tendo em vista reinventar essa universidade num caminho descolonial de fazer pesquisa, de produzir e circular conhecimento num horizonte da diversidade e justiça epistêmica e da emancipação dos povos e de seus direitos de representar o mundo.
Isso não implica em defender a provincialização da produção do conhecimento, nem tão pouco continuar a reproduzir uma geopolítica desigual do conhecimento, dando destaque para a circulação dos centros como produtores únicos e verdadeiros do conhecimento “universal”. Mas, sim reconhecer e difundir a produção de conhecimento que se faz historicamente nas margens desse sistema, no caso na região amazônica brasileira com base nessas raízes e ancestralidades sem, contudo, perder a conexão e diálogo com outras formulações teóricas de outras realidades do mundo global de forma multicêntrica e intercultural.
É em face desses problemas e desafios que nos colocamos o tema-problema desse XVIII Seminário do PPGED-UEPA: “Amazônias: qual o lugar dos povos na pesquisa e educação?”. Com esse tema provocativo, temos como objetivos:
- Dialogar e ouvir esses povos das diversas amazônias sobre o fazer da pesquisa e da educação, tendo em vista construir com esses sujeitos caminhos outros e de pensar em uma educação numa perspectiva descolonial e de democratização na Amazônia;
- Contribuir com a visibilização e valorização dos saberes dos povos das florestas, das águas, dos campos e das cidades na região amazônica e a construção de uma relação democrática e renovadora com a universidade;
- Contribuir com a produção do conhecimento e com a formação de pesquisadores (as) sensíveis aos saberes e às experiências educativas outras dos povos da floresta, das águas, dos campos e das cidades na Amazônia;
- Propiciar uma revisão crítica da universidade e da formação, apontando suas limitações, potencialidades e desafios na busca de uma instituição e sociedade democráticas.
Esperamos contar com a sua presença neste evento, para que possamos está ampliando nossos horizontes e debates, que certamente permitirá ao coletivo aprimorar ainda mais as temáticas abordadas e novas que surgirão.
NORMAS PARA SUBMISSÃO DE COMUNICAÇÃO INDIVIDUAL E APRESENTAÇÃO
O trabalho a ser submetido aos seminários XVIII SEMINÁRIO
DO PPGED-UEPA, deve ter relação com os círculos dialógicos do evento, em forma de artigo, contendo no mínimo 5 e no máximo 8 laudas, excluindo as referências. Cada participante poderá inscrever dois
trabalhos, um como autor e outro como coautor. Cada trabalho pode ter até três
autores.
Ao submeter uma trabalho ao evento os autores já efetivam a
sua inscrição no mesmo.
O público alvo do evento são docentes da Educação Básica e
Superior, gestores educacionais, discentes de graduação de cursos relacionados
com a área da educação ou áreas afins, discentes de pós-graduação e demais
interessados no evento e sua temática.
O trabalho deve deve conter os seguintes elementos: titulo
, identificação, resumo em português, palavras-chave, introdução, referencial
teórico e metodológico, resultados e discussões, considerações finais e
referências.
Título do artigo: maiúsculo, negrito, centralizado, fonte
Times New Roman, tamanho 12
Identificação: nome dos autores à direita, informando
abaixo de cada nome, instituição onde atua ou estuda, e-mail.
Resumo: de 150 até 300 palavras, fonte Times New Roman,
tamanho 10, espaçamento simples,
paragrafo único e justificado. Palavras Chaves: de 3 a 5 palavras,
separadas por ponto.
Corpo do texto: Subtítulos (minúscula, negrito,
justificado)
Margens direita e inferior 3cm e esquerda e superior 2,5cm,
tamanho 12.
Alinhamento justificado e referências de acordo com as
normas da ABNT em vigor.
O trabalho deve ser submetido no site do evento até 20 novembro de 2023. O resultado dos trabalhos aprovados será
divulgado até o dia 30 de novembro de 2023.
A apresentação do trabalho no evento deve ser feita em
Power Point de acordo com o modelo disponível no site do evento. A apresentação terá a duração máxima de 15
minutos por trabalho.
Somente os autores podem apresentar a sua produção
ATIVIDADES
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EXECUTIVA
Sérgio Roberto Moraes Corrêa - Universidade do Estado do Pará (PPGED/UEPA)
Maria Do Perpetuo Socorro Gomes De Souza Avelino De Franca - Universidade do Estado do Pará (PPGED/UEPA)
ACESSIBILIDADE
Pamela do Socorro da Silva Matos
Elton Pantoja Coutinho
Marilucia Monteiro da Rosa
Waldinei Campos Avelar
SECRETARIA
Gilmara Natividade Damasceno
Jaqueline Araújo da Silva
Liciane de Souza e Souza
Michelly da Silva Fernandes
INFRAESTRUTURA:
Elizabeth Carvalho de Oliveira
Jesyan Wilysses Oliveira Guimarães
Luanna Lima
Marilidia Guimarães Alves
COMUNICAÇÃO (ARTES):
Beatriz Siqueira Nunes
Michelly da Silva Fernandes
Welison Alan Gonçalves Andrade
CREDENCIAMENTO:
Alcione Fiel
Carmem Regina Fernandes
Jaqueline Araújo da Silva
Roseane Lima
Zilene dos Reis Maciel
Wemerson Matos
CULTURA
Bianca Neves
Jonh Cleber Sarmento Santiago
Silvana Ferreira
DIVULGAÇÃO
Michelly da Silva Fernandes
CIENTÍFICA
Ana Daniele Mendes Carrera
Aline Silveira Machado
Angélica Bittencourt Galiza
Dannyel Teles de Castro
Darlene da Silva Monteiro dos Santos
Ely Carlos Silva Santos
Fernanda Nílvea Pompeu Varela
Fernanda Regina Silva de Aviz
Felipe Novaes Cantão
Huber Kline Guedes Lobato
Iêda Oliveira Mota
Igor Belo dos Santos
John Cleber Sarmento Santiago
João Carlos Bittencourt Damasceno
Keila de Jesus Morais Lobato
Lyandra Lareza da Silva Matos
Lucila Leal da Costa Araújo
Mayara Cristiny Souza Martins Rodrigues
Márcia da Silva Carvalho
Mario Allan da Silva Lopes
Miguel Costa Silva
Ronielson Santos das Mercês
Sonia Maria Reis Blanco
Talita Rodrigues de Sá
Vanessa Afonso da Silva
CERIMONIAL
Barbara Gaia
Karina Nayara Rego Porta
Liciane de Souza e Souza
Lucila Leal da Costa Araújo
ORGANIZAÇÃO DOS ANAIS
Fernanda Avis
Dannyel Castro
Talita Sá
ARTE FEITA POR: Michelly Fernandes
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