GT I - PESQUISAS EM HISTORIOGRAFIA LINGUÍSTICA
NO BRASIL: ABORDAGENS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS
Coordenadores
(as):
Profa. Dra. Meryane Sousa Oliveira
(UEMA)
RESUMO: A Historiografia
Linguística (doravante, HL) é uma área de pesquisa que começou a se
institucionalizar, na Europa, a partir da década de 1970, e, no Brasil, a
partir da década de 1990. Um de seus objetivos centrais é estudar como
determinado conhecimento linguístico foi produzido e como se deu o seu
desenvolvimento ao longo do tempo (Altman, 1998). Diante disso, o GT “Pesquisas
em Historiografia Linguística no Brasil: abordagens, desafios e perspectivas
contemporâneas” busca reunir trabalhos que se voltem para a divulgação de
estudos recentes produzidos sobre a linguagem, que investigam fontes primárias,
agentes e contextos do pensamento linguístico nacional. Intenta-se, ainda,
promover reflexões sobre objetos que, tradicionalmente, interessam à
investigação historiográfica, evidenciando, com isso, movimentos de avanço,
revisão e reformulação do conhecimento que estabelecem.
Palavras-chave: Historiografia
Linguística. Conhecimento linguístico. Brasil.
_______________________________________________________________________________
GT II - ESPAÇO, MEMÓRIA E CIDADE NA LITERATURA DE
AUTORIA FEMININA: DESDOBRAMENTOS DO PASSADO SOCIAL E CULTURAL
Coordenadores (as):
Profa.
Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA)
Profa. Ma. Nátali Conceição Lima
Rocha (UEMA)
RESUMO: A
literatura de autoria feminina tem se destacado de forma profícua na
contemporaneidade e sido relevante para problematizar diferentes questões,
sobretudo a subjetividade feminina a partir da relação da mulher com o corpo
social e consigo mesma. Trata-se de uma literatura que elabora, preserva e
ressignifica experiências femininas em suas vivências históricas e culturais em
diferentes contextos sociais. Cixous (2022, p. 27) afirma: “É preciso que a
mulher se escreva: que a mulher escreva sobre a mulher e traga às mulheres a
escrita [...]”. Nesse sentido, este GT propõe o diálogo com pesquisadoras e
pesquisadores que investigam a literatura de autoria feminina (prosa e poesia)
com ênfase nos lugares de pertencimento (ou não) e o modo como são
representados e transformados em territórios de lembrança, identidade. Trata-se
de uma produção em que a memória individual se desdobra em coletiva ao
reverberar no coletivo feminino, possibilitando a ressignificação de
experiências silenciadas. O corpo é um espaço de marcas simbólicas no qual se
inscrevem valores sociais, políticos e culturais, mas que também é capaz de se
contrapor a eles. Por sua vez, o corpo feminino se configura como um lugar de
resistência em que se entrecruzam deslocamentos, conflitos e empoderamentos. O
viés memorialístico é, nesse sentido, crucial para se pensar os desdobramentos
do passado social e cultural, a partir do olhar feminino, assim como as
conexões da mulher com a sociedade, uma forma de reconhecimento do lugar
reivindicado por ela no meio em que se insere.
Palavras-chave: Memória.
Espaço. Literatura de autoria feminina.
_______________________________________________________________________________
GT III - LINGUAGENS E (MULTI)LETRAMENTOS NA
INTERFACE COM A FORMAÇÃO: OS SABERES DOCENTES AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Coordenadores (as):
Prof. Me. Francisco Renato
Lima (UEMA)
Profa. Dra. Soraya de Melo Barbosa Sousa (UEMA/UESPI)
RESUMO: Este Grupo Temático (GT) assume um caráter
multidisciplinar, pela interface entre os estudos no campo da Educação
(Pedagogia), de Letras (Linguística e Literatura) e da Linguística Aplicada,
constituindo-se como espaço para discutir aspectos relativos às múltiplas
manifestações de linguagens no meio social, com foco nos saberes e nos fazeres
construídos na formação docente. Desse modo, constitui um espaço de diálogo e
socialização de pesquisas teóricas e aplicadas (oriundas de pesquisas de
campo), concluídas ou em andamento, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e
a construção coletiva de reflexões teórico-metodológicas, que discutam as
múltiplas dimensões da linguagem no contexto educacional. Face às
transformações sociais, culturais e tecnológicas que impactam os processos de
ensino e aprendizagem, torna-se imprescindível refletir sobre os letramentos e
os multiletramentos como práticas que ampliam as possibilidades de formação
crítica, inclusiva e significativa de professores e estudantes. Objetiva-se
reunir investigações que problematizem as relações entre linguagens, leitura,
escrita, oralidade, multimodalidade, cultura digital, formação inicial e
continuada de professores, saberes docentes e práticas pedagógicas em
diferentes contextos educativos. Justifica-se pela necessidade de fortalecer o
debate acadêmico acerca dos desafios contemporâneos da educação linguística e
da formação docente, favorecendo a interlocução entre pesquisadores,
professores da educação básica e superior, estudantes e demais profissionais da
educação. O resultado previsto desse diálogo é o fomento e o fortalecimento de
redes de apoio, colaboração e parceria entre pesquisadores e instituições,
ampliando a produção e a divulgação de conhecimentos sobre linguagens, em
sentido plural, contribuindo para o aprimoramento das práticas pedagógicas e
para o fortalecimento da formação docente comprometida com uma educação
crítica, democrática, inclusiva e socialmente referenciada.
Palavras-chave:
Educação linguística. Linguagens. Formação de
professores. Saberes docentes. Práticas pedagógicas.
_______________________________________________________________________________
GT IV - LETRAMENTO, TECNOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS:
REFLEXÕES SOBRE POSSIBILIDADES DE INTEGRAR RECURSOS DIGITAIS NAS AULAS DE UMA
MANEIRA CRÍTICA
Coordenadores (as):
Prof. Dr. Bruno
Diego de Resende Castro (UEMA)
RESUMO: No
final da década de 90, o professor Luíz Antônio Marcuschi já demonstrava
preocupação com o letramento e a utilização do computador na escola, segundo
ele “não está claro ainda como desenvolver uma política de letramento acoplada
a uma nova tecnologia de modo culturalmente sensível” (Marcuschi, 2001, p. 80).
Nessa mesma perspectiva, mas 2 décadas depois, destacamos a fala da professora
Ana Elisa Ribeiro (2020, p.116) que diz “há pelo menos trinta anos,
especialistas em educação e tecnologias mostram a nós que é preciso integrar,
que é importante aprender, que é interessante saber usar, que é preciso tempo
para adaptar, (...)”. Diante dessas reflexões produzidas em épocas distintas,
percebemos que na atualidade (2026), ainda não tempos uma política clara para a
abordagem do letramento e desenvolvimento/ disseminação do uso de tecnologias
na escola. Mesmo que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aborde uma lista
de objetivos a serem alcançados para a competência da cultura digital, dentre
eles estão: “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (...)”. No entanto, o que percebemos é que esses objetivos de
aprendizagem descritos estão distantes de serem alcançados, como se ainda
estivéssemos na época da reflexão de Marcuschi (2001), já que na maioria das
escolas públicas, por exemplo, a infraestrutura é insuficiente para atender
alunos e professores, os professores possuem pouco conhecimento sobre como
integrar as práticas digitais em suas aulas, há pouco ou nenhum incentivo para
o desenvolvimento desse conhecimento na prática docente etc. Por isso, propomos
este GT para discutir, difundir, promover práticas de letramento e uso da
tecnologia nesse contexto educacional brasileiro que nos impõe inúmeros
obstáculos, convidamos pesquisadores que possuam pesquisas que abordem o uso e
a reflexão crítica sobre tecnologias na escola e na universidade.
Palavras-chave:
Letramento. Tecnologia, Gêneros Textuais. Ensino.
_______________________________________________________________________________
GT V - A ENGENHARIA DA RUPTURA: ESTILÍSTICA DECOLONIAL, TRAUMA E
POÉTICAS DIASPÓRICAS DO ATLÂNTICO NEGRO
Coordenadores (as):
Prof. Me. Nilson Macêdo Mendes Junior
(IFPI/NEPA/UESPI)
Profa. Ma. Wilany Barros do Carmo (SEMEC – TERESINA/ NEPA –
UESPI)
RESUMO: Este resumo tem como objetivo
primordial estruturar os alicerces estruturais do Grupo de Trabalho (GT) intitulado "Epistemologias
de Ruptura: Estilística Decolonial, Trauma e Poéticas Diaspóricas do Atlântico
Negro", o segundo é propor um espaço de convergência
crítica para investigar as produções da Diáspora do Atlântico Negro e analisar
o artefato literário além do mero documentarismo sociológico de denúncia,
investigando-o como uma força política da insubmissão dos povos diaspóricos a
partir de sua microestrutura sintática, deítica e lexical. A proposta metodológica
assenta-se na fricção ativa entre duas tensões epistemológicas fundamentais observadas por nós
durante a nossa trajetória de formação na área das pesquisas de estudos
culturais negros. A primeira é o universalismo cognitivo e a
particularidade histórico-racial do trauma; enquanto a estilística cognitiva
clássica e a teoria dos mundos textuais postulam mecanismos de processamento
universais, além disto, defendemos nesta proposição a perspectiva decolonial,
pois, a linguagem e a mente não operam em um vácuo asséptico, sendo fraturadas
pelas assimetrias do poder geopolítico. A segunda é que essa divergência
conceitual revela os limites de abordagens cognitivas que negligenciam a
colonialidade permitindo compreender como a escrevivência mobiliza estoques de
memória inacessíveis ao leitor hegemônico. Assim, problematizamos o rigor
formalista frente ao direito à opacidade reivindicado pelas poéticas diaspóricas
estabelecendo que o desvio linguístico decolonial resiste à captura estatística
e protege o núcleo sensório da experiência subalternizada. Serão acolhidas
comunicações organizadas em três eixos: estilística e opacidade, investigando a
subversão gramatical e o quilombismo linguístico (Édouard Glissant, Jan
Mukařovský, Geoffrey Leech); sócio-estilística do trauma, analisando a
modelagem da ausência e do desterro (Catherine Emmott, Frantz Fanon); e
poéticas diaspóricas e zonas de contato, explorando as fricções transculturais
entre poéticas de resistência física e os novos espaços de tradução (Mary
Louise Pratt, Lawrence Venuti, entre outros). Afirmamos, assim, a potência
decolonial da literatura diaspórica na arquitetura textual, que atua como fenda
ontológica na língua do colonizador. Alertamos ainda para a necessidade de
descolonizar categorias analíticas do Norte Global, tensionando suas premissas
diante do trauma localizado, visando combater o epistemicídio, através de uma
pedagogia decolonial da forma aplicada aos contextos de ensino e pesquisa do
Atlântico Negro.
Palavras-chave: Estilística Decolonial. Teoria dos Mundos Textuais. Atlântico Negro.
Trauma. Opacidade.
_______________________________________________________________________________
GT VI - ENTRE MARGENS E CENTROS: NARRATIVAS QUEER
NA LITERATURA MODERNA
Coordenadores (as):
Prof. Dr.
Abílio Neiva Monteiro (UEMA/COLINAS)
Prof. Me. Wesley Wiliam Alves de Oliveira
(UEMA/TIMON)
RESUMO: A literatura tem se constituído
como um espaço de urgência e necessidade de representação, questionamento e
ressignificação das identidades, dos afetos e das experiências dissidentes.
Nesse sentido, o presente grupo temático propõe reunir pesquisas que discutam
as relações entre literatura, diversidade sexual e de gênero, homossexualidade,
erotismo e resistência, considerando as múltiplas formas pelas quais os textos
literários problematizam normas sociais, culturais e políticas. O objetivo
geral é promover um espaço de diálogo crítico acerca das produções literárias
que abordam subjetividades queer, corpos dissidentes e narrativas de
resistência frente aos discursos hegemônicos de gênero e sexualidade. O GT
acolhe trabalhos que analisem obras, autores(as) e manifestações literárias em
diferentes contextos históricos e culturais, contemplando perspectivas
interdisciplinares que articulem literatura, estudos culturais, teoria queer,
feminismos e estudos decoloniais. As discussões poderão ser fundamentadas em contribuições
teóricas de autores como Foucault, Butler, Sedgwick, Preciado, Louro,
Zolin, Miskolci, entre outros estudiosos
que refletem sobre as dinâmicas do poder, da identidade, do desejo e da
resistência. Busca-se, assim, fomentar reflexões sobre a literatura como
território de criação, transgressão, memória e afirmação das múltiplas
existências queer.
Palavras-chave: Literatura
Queer; Diversidade; Erotismo; Resistência.
_______________________________________________________________________________
GT VII - ESTUDOS GRAMATICAIS E PRÁTICAS DE
LINGUAGEM: CAMINHOS PARA UM ENSINO REFLEXIVO
Coordenadores
(as):
Profa. Dra. Layana Kelly Pereira de Holanda
Profa. Ma.
Andreana Carvalho de Barros Araújo
Profa. Dra. Leonildes Pessoa
Facundes (UEMA TIMON)
RESUMO:
Este Grupo Temático centra-se na articulação
entre o funcionamento das unidades linguísticas e as dinâmicas de uso da língua
em sala de aula. O objetivo é debater propostas e reflexões que superem o
ensino mecânico e meramente classificatório de gramática, abrindo caminhos para
uma abordagem de caráter essencialmente produtivo. A relevância deste espaço
justifica-se pela necessidade premente de alinhar a descrição gramatical ao
desenvolvimento da competência comunicativa e interacional dos estudantes. Diante
disso, o GT acolhe investigações de natureza teórica, aplicada ou relatos de
experiência que tomem as práticas de linguagem como eixo central. Enquadram-se
nesta proposta trabalhos voltados para o desenvolvimento das habilidades de
leitura, escrita e oralidade, análises críticas de materiais didáticos, bem
como o planejamento de sequências didáticas que estimulem o aluno a investigar,
de forma consciente, as regularidades e os efeitos de sentido produzidos pelas
escolhas gramaticais em enunciados reais.
Palavras-chave: Gramática. Práticas de linguagem. Ensino
reflexivo.
_______________________________________________________________________________
GT VIII - LITERATURA, HISTÓRIA E MEMÓRIA NA
AFRODIÁSPORA: NARRATIVAS NEGRAS NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Coordenadores
(as):
Prof (a). Ma. Rute Lages Gonçalves
Prof (a). Ma. Jaqueline da Silva Oliveira
Prof (a) Dra. Nághila Cristina Amada da Silva
RESUMO: O presente Grupo temático intitulado
Literatura, história e memória na afrodiáspora: narrativas negras nos países de
Língua Portuguesa visa oferecer um espaço de debate sobre as escritas
literárias produzidas por escritores e
escritoras negras nos países de língua portuguesa e território da afrodiáspora/
PALOPS e Brasil. Justifica-se pela necessidade de dar visibilidade aos estudos que se debruçam ás investigações
da Literatura negra produzida em
contextos políticos identitários hostis e transatlânticos , como resquício do
período colonial e de escravização da população negra no mundo. Sabendo que Literatura e memória estão
imbricadas a partir dos discursos de resistência e de reescrita da história
feita sob perspectiva dos sujeitos silenciados pela violência e trauma do
colonial Adichie(2020). Para ancorar a proposta deste Grupo temático foram
consideradas reflexões a partir da ideia de Atlântico negro, proposta por Paul
Gilroy (2013) de que a partir da dispersão dos negros nos territórios do
atlântico e das trocas culturais surge um território político e cultural fértil
e que impacta na produção de arte como instrumento de resistência e ação
política e identitárias, sobretudo na literatura. Essas atividades artísticas
reivindicam territórios, identidade a partir da memória Coletiva Halbwachs
(2010) e da Pós memória Hirsch (2012) lançando luz às narrativas/
contranarrativas negras que reivindicam direitos de fala Ribeiro (2020),
reconstrução identitária e preservação da ancestralidade, reconhecimento e pertencimento
nos territórios do atlântico com Literaturas de viés político e revolucionário.
Pensando assim, os trabalhos cujos corpus são voltados para estas perspectivas
teóricas da escrita e narrativas negras serão aceitos e expostos para
comunicação oral e discussão neste grupo temático afim de potencializar as
trocas de conhecimento nas pesquisas apresentadas e ampliar a divulgação das
obras produzidas pelos escritores estudados nas pesquisas comunicadas.
Palavras-chave: Literatura, história, memória, afrodiáspora,
narrativas negras.
_______________________________________________________________________________
GT IX - RAÇA E GÊNERO: INVISIBILIDADE E SILENCIAMENTO NA LINGUÍSTICA E NA
LITERATURA
Coordenadores
(as):
Prof. Me. Leonardo Bruno Vieira Santos (IFMA)
Profa Dra Silvana Ribeiro
Santos (UESPI)
RESUMO:
As
discussões sobre raça e gênero na linguística e na literatura revelam um
paradoxo persistente: embora esses marcadores identitários atravessem
profundamente as práticas discursivas e os cânones literários, sua presença é
sistematicamente apagada ou marginalizada nos estudos dessas áreas. Tem-se como
objetivo, então, investigar os mecanismos de invisibilização e silenciamento de
sujeitos racializados e generificados nos discursos literário e linguístico.
Adota-se uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, articulando perspectivas
como a semiótica, os estudos de letramento racial e os estudos literários
pós-coloniais, dentre outros, para examinar um corpus composto por obras
canônicas da literatura, das gramáticas normativas e produções de autoras negras
contemporâneas, cotejando esses materiais com referenciais teóricos como Bell Hooks,
Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Angela Davis e Conceição Evaristo dentre outros.
Os resultados apontam que as estruturas linguísticas dominantes operam por meio
de mecanismos de generalização universalizante que tomam o sujeito branco
masculino como norma, relegando corpos femininos negros à condição de desvio ou
ausência, ao mesmo tempo, a produção literária de mulheres negras subverte essa
lógica ao forjar novas enunciações, instaurando presenças que desafiam o
silêncio imposto a elas e reescrevem os sentidos possíveis de pertencimento, da
agência e da identidade no campo da linguagem e da cultura.
Palavras-chave:
Raça. Gênero. Linguística. Literatura.
_______________________________________________________________________________
GT X - SERTÃOCANTOS:
TRAVESSIAS DA VOZ FEMININA ENTRE LITERATURA, MÚSICA E OUTRAS ARTES
Coordenadores (as):
Profa. Ma. Cristianne Silva
Araújo (SEDUC-MA)
Profa. Dra. Raimunda Maria dos Santos (UFPI)
RESUMO: Propõe-se, neste Simpósio Temático, um espaço
interdisciplinar de debate e reflexão voltado às produções literárias, musicais
e artísticas que problematizam as relações entre voz, gênero, espaço e criação
estética, em consonância com a temática da XVIII Semana de Letras da UEMA. O
simpósio acolherá pesquisas que discutam a presença e o protagonismo das
mulheres nas ciências, na literatura, na música e em outras manifestações
culturais, considerando diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Organiza-se
em dois eixos complementares: (1) estudos sobre literatura, regionalismos,
autoria feminina e releituras críticas da obra de João Guimarães Rosa; e (2)
pesquisas sobre música, canção, oralidade, performance, poesia cantada e demais
expressões sonoras que evidenciem a experiência e a representação da voz
feminina. Justifica-se a proposta pela necessidade de ampliar os estudos sobre
as produções femininas e sobre as múltiplas formas de construção do espaço, da
memória e da identidade nas artes e na literatura, reconhecendo a
multitextualidade como elemento constitutivo das práticas culturais
contemporâneas. Serão bem-vindos trabalhos que abordem literatura brasileira,
literatura comparada, literatura regional, música popular, cantorias, tradições
orais, poesia musicada, estudos de gênero, estudos culturais, ecopoéticas,
linguística aplicada, ensino de literatura e de línguas, bem como pesquisas
interdisciplinares que estabeleçam diálogos entre essas áreas.
Palavras-chave: Multitextualidade. Voz
feminina. Literatura. Música. Regionalismo.
_______________________________________________________________________________
GT XI - A
SOCIOLINGUÍSTICA E O ENSINO: PERSPECTIVAS NA ERA DA IA
Coordenadores
(as):
Profa.
Dra. Lucirene da Silva Carvalho (UESPI)
Ailma do Nascimento Silva (UESPI)
RESUMO: A sociolinguística é uma área do conhecimento
que tem se movimentado rumo às novas realidades do mundo moderno e tecnológico,
incluindo a Inteligência Artificial (IA) como uma ferramenta de ensino,
sobretudo, com foco na inclusão e na diversidade linguística, tendo em vista
ser imperativo na contemporaneidade discutir as transformações que as
tecnologias digitais vêm promovendo e seu respectivo uso ético no âmbito da
educação. Desse modo, passam a ser imprescindíveis estudos que visem a
interface entre a Sociolinguística e a IA com o foco no desenvolvimento de
ferramentas e metodologias que valorizem a diversidade linguística e social,
promovendo um ensino mais inclusivo e ético. Portanto, o objetivo desse grupo
temático (GT), é contribuir para a divulgação e socialização de trabalhos que
abordem experiências com ferramentas de IA na coleta e análise de dados
sociolinguísticos, bem como de trabalhos que discutam os impactos
sociolinguísticos do uso de IA. Do ponto de vista metodológico, os trabalhos
acolhidos, neste simpósio temático, são os que abordam o uso de ferramentas
automatizadas na prática de pesquisa, em tarefas como transcrição de
entrevistas, etiquetagem linguística, classificação de variantes e análise de
dados; além da aplicação dos fundamentos da teoria sociolinguística na
construção e avaliação de sistemas de IA contribuindo, assim, para respostas
mais inclusivas, precisas e éticas. Outrossim, a justificativa para esse GT, é
a necessidade de se fazer uma importante reflexão sobre como os saberes
acumulados pela sociolinguística, com a atenção para a variação, a
heterogeneidade e os contextos de uso da língua, podem contribuir para o
aprimoramento técnico e ético dentro da IA tendo como resultado a promoção e a
construção de tecnologias mais sensíveis à diversidade linguística e social,
refutando, dessa feita, a ideia de que essa ferramenta é prejudicial ao
processo ensino-aprendizagem. Desse modo, a IA passa a ser um recurso didático
ao alcance do professor e do aluno com grandes possibilidades de ser útil e
eficaz ao ensino, especialmente, para ensino de língua materna.
Palavras-chave: Sociolinguística e
Ensino. Inteligência Artificial. Reflexão e Ética.
_______________________________________________________________________________
GT XII – ABORDAGENS SOBRE O INSÓLITO E O HORROR
FICCIONAL: A ESCRITA DE AUTORIA FEMININA NARRANDO VIOLÊNCIAS E RESISTÊNCIAS
Coordenadores
(as):
Profa. Ma. Geisiane Dias Queiroz (UFPI)
Profa. Ma. Joana Tainá Batista Costa (UFPI)
RESUMO: O presente simpósio temático (GT) propõe
reunir pesquisas dedicadas às narrativas contemporâneas de autoria feminina
pertencentes ao campo do fantástico, do insólito, do horror ficcional e da
ficção científica, abrangendo estudos que investiguem como essas narrativas
problematizam e ressignificam temas voltados para os múltiplos tipos de
violências, opressões e resistências. Parte-se do entendimento de que tais
modos e gêneros narrativos constituem espaços privilegiados para a elaboração
simbólica de discussões centradas em conflitos individuais e coletivos,
permitindo que elementos sobrenaturais, monstruosos ou especulativos expressem
tensões históricas, sociais, políticas e subjetivas que atravessam,
principalmente, os corpos e as vivências femininas. Serão bem-vindas pesquisas
que discutam aspectos estéticos e temáticos que abordem, de forma direta ou
indireta, questões relacionadas às múltiplas formas de violência, às relações
de poder desiguais, à memória, ao trauma e às práticas de resistência, além de estudos
comparativos entre autoras, obras e tradições literárias. O GT terá como foco
escritoras contemporâneas latino-americanas, como Mariana Enriquez, Samanta
Schweblin, María Fernanda Ampuero, Mónica Ojeda, Verena Cavalcante, Ana Paula,
Maia, Emília Freitas, Maria Alice Barroso, Ruth Bueno, Lu Ain-Zaila, Kinaya
Black, assim como autoras de outras tradições e nacionalidades, como Octavia E.
Butler, Margaret Atwood, Ursula K. Le Guin, entre outras, bem como pesquisas
que estabeleçam diálogos entre essas narrativas e outras formas de arte, como o
cinema, os quadrinhos, as séries televisivas, os jogos digitais, o teatro e as
artes visuais. Dessa maneira, esperamos promover um espaço de diálogo crítico
acerca das possibilidades de leitura e interpretação das narrativas de autoria
feminina que mobilizam o insólito, o horror e a ficção científica como formas
de refletir sobre temáticas pertinentes na contemporaneidade. Como pressupostos
teóricos, espera-se diálogo com autores como Xavier Aldana Reyes, Noel Carroll,
Júlio França, Felipe Furtado, Tzvetan Todorov, H.P Lovecraft, Oscar Nestarez,
Jaime Ginzburg, Gregory Claeys, Roberto de Sousa Causo, dentre outros.
Palavras-chave: Autoria feminina.
Insólito. Horror. Violência.
Resistência.
_______________________________________________________________________________
GT XIII – A LITERATURA, OUTRAS ARTES E DEMAIS ÁREAS DO SABER:
DIALOGISMOS ATEMPORAIS
Coordenadores
(as):
Profa. Dra. Meire Oliveira (UEMA)
RESUMO: A literatura mantém, historicamente, relações
constitutivas com outras manifestações artísticas, configurando se como um
campo privilegiado para as pesquisas acerca de circulação estética,
transcriação intersemiótica e reelaboração de sentidos entre os distintos
sistemas de representação. Ao longo da história cultural, as obras literárias
sempre dialogaram intensamente com o cinema, o teatro, as artes visuais, a
música, a fotografia e as artes digitais, contribuindo para a constituição de
um espaço ampliado de produção simbólica em que palavras, imagens, sons e
performances se relacionam na construção de experiências estéticas elaboradas.
Nesse contexto, este Grupo de Trabalho espera reunir estudos que se voltem a
essas aproximações, considerando tanto os processos de hiperletramento,
adaptação, recriação e tradução intersemiótica etc., quanto as modalidades mais
amplas de diálogo estético e sociocultural. Esta proposta justifica se pela
consolidação, nas últimas décadas, de pesquisas dedicadas ao campo das interartes
e da intermidialidade, as quais têm ampliado o debate sobre a compreensão das
obras literárias ao situá las em redes multifacetadas de produção, circulação e
recepção cultural. São bem-vindas, portanto, pesquisas sobre adaptação,
recriação, tradução intersemiótica, comparatismo e fenômenos de
intermidialidade, intertextualidade e hibridização estética em contextos
culturais diversos, problematizando transformações contemporâneas das práticas
artísticas em ambientes marcados pela convergência midiática. A partir das
reflexões de autores como Mikhail Bakhtin (1992; 2010), Walter Benjamin (2012),
Roman Jakobson (1959), Claus Clüver (2007), Irina Rajewsky (2005), Linda
Hutcheon (2006), Flora Süssekind (1987), Robert Stam (2005), entre outros
teóricos, busca se promover uma discussão crítica acerca das relações
interartes e de seu caráter transdisciplinar, contribuindo para ampliar
perspectivas teóricas e analíticas no campo literário, artístico e pedagógico
contemporâneo.
Palavras chave: Estudos interartes;
Literatura Comparada; Estudos literários; Outras artes; Teoria da literatura.
_______________________________________________________________________________
GT XIV - RAÍZES QUE
ESCREVEM: MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE NA LITERATURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA
Coordenadores
(as):
Profa. Ma. Ana Cléia Silva Pereira
(UEMA)
Cinthia Andréa Teixeira dos Santos (UEMA)
RESUMO: Este
GT propõe um espaço de debate sobre as produções literárias africanas e
afro-brasileiras, investigando como a memória e a ancestralidade atuam como
mecanismos de resistência e reconstrução de identidades. Historicamente
silenciadas pelos cânones hegemônicos, as vozes dessas literaturas resgatam o
passado para ressignificar o presente. Como aponta Conceição Evaristo (2007), a
"escrevivência" se institui como um ato de escrita que "não é
para adormecer os da casa-grande, mas sim para incomodá-los em seus sonos
injustos", evidenciando que a literatura escrita por corpos marcados pela
diáspora carrega a vivência coletiva e a herança ancestral em cada linha. O
objetivo deste GT é reunir e analisar trabalhos que discutam essas
representações literárias a partir de perspectivas críticas pós-coloniais,
decoloniais e de gênero. A relevância desta proposta justifica-se pela
necessidade de consolidar os estudos das relações étnico-raciais na academia,
alinhando-se à Lei 10.639/03 e ao fortalecimento de epistemologias negras e de
autoria feminina. Espera-se, como resultado, fomentar discussões sobre o papel
da literatura na preservação da memória cultural, incentivar novas abordagens
de ensino e fortalecer redes de pesquisa focadas nas poéticas da
ancestralidade. O GT acolhe propostas de trabalhos resultantes de pesquisas
concluídas ou em andamento de graduação e pós-graduação que abordem análises de
obras literárias, estudos comparados entre literaturas africanas de língua
portuguesa e a literatura afro-brasileira, crítica literária feminista negra,
bem como relatos de experiências pedagógicas voltadas para a recepção dessas obras
em sala de aula.
Palavras-chave: Ancestralidade.
Memória. Literatura Afro-brasileira. Escritoras Negras. Escrevivência.
_______________________________________________________________________________
GT XV -NARRATIVA, IDENTIDADES E IMAGINÁRIOS AMAZÔNICOS
Coordenadores(as):
Professor
Dr. Eullisson Nogueira de Sousa (UNIR);
Professora Dra.Sonia Maria Gomes
Sampaio (UNIR);
Professora Dra. Larissa Gotti Pissinatti (UNIR)
RESUMO: A proposta abrigará trabalhos que se proponham
realizar reflexões sobre narrativas, identidades, imaginários e suas
manifestações de encantarias e/ou de seres encantados no espaço da região
amazônica. Entendemos as encantarias como uma paisagem imaginária, expressas
nas narrativas orais e/ou escritas e também nos seres encantados que podem
desvelar-se por meio de ficções. O poeta e teórico João de Jesus Paes Loureiro
define as encantarias a partir do espaço mítico e poético constituído pela
mata, pelos rios e também pelo sfumato ou devaneio, “onde habitam os
encantados, os deuses da cultura amazônica” (Paes Loureiro, 2008, p. 7).
Configura-se também como encantaria a linguagem que poetiza e/ou narra
acontecimentos desse espaço encantado. Para Paes Loureiro, a conversão
semiótica faz a função prática da linguagem ceder lugar à função poética,
desautomatizando as palavras, reinventando-as. A imaginação e o devaneio tomam
conta dessa linguagem ressignificada. Para tratar do devaneio, Paes Loureiro
vale-se de uma noção da pintura, sfumato (esfumado), que é o efeito provocado
pelo uso da estopa em vez do pincel, fazendo com que o desenho fique com as
sombras esbatidas, esfumaçadas. O sfumato, na cultura amazônica, é o devaneio e
este é “uma atitude sem repouso, mas tranquila do imaginário” (Paes Loureiro,
2015, p. 60). O imaginário é, portanto, o elemento fundante de uma ou de muitas
realidades e ganha força e vida pelo coletivo; são “mundos possíveis” como
afirma Eco (2002). Não há lugares, fictícios ou não, nem enredos que não tenham
sido constituídos pelo irreal. Esse imaginário, por meio das narrativas é
incessantemente instigado a manifestar-se num espaço repleto de florestas de
árvores, águas e símbolos. No caso da Amazônia, trata-se da floresta aquosa,
penetrada por águas reais e simbólicas, misteriosas. Nesse contexto, as
narrativas ficcionais que trazem as identidades, os imaginários e as
encantarias em suas tramas desvelam um processo de transgressão, porque
desautomatizam o olhar sobre as normas, sobre as verdades absolutas; sobre os
discursos de dominação e de repressão.
Palavras-chave : Literatura; Narrativas
amazônicas; Identidades; Imaginários Amazônicos.
_______________________________________________________________________________
GT XVI - NARRATIVAS DA PRECARIEDADE NA ERA DIGITAL: LITERATURA
CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA, NECROPOLÍTICA E OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
Coordenadores
(as):
Dra. Andressa Mayara Bezerra
de Oliveira Lima (UEMA)
Dr. Ricardo
Bezerra de Oliveira (IFMA)
RESUMO: O
GT “Narrativas da precariedade na era digital: literatura contemporânea
brasileira, necropolítica e os objetivos de desenvolvimento sustentável” propõe
um espaço interdisciplinar de reflexão sobre as representações da precariedade
da vida na literatura brasileira contemporânea, considerando as transformações
sociais, culturais e tecnológicas produzidas pela era digital e seus impactos
na produção literária. O objetivo consiste em reunir pesquisas que investiguem
como as narrativas contemporâneas problematizam questões relacionadas à
desigualdade social, à violência, ao racismo estrutural, à exclusão, à crise
ambiental, à migração, à vulnerabilidade e à invisibilização de sujeitos
historicamente marginalizados, estabelecendo interfaces com a Agenda 2030 da
Organização das Nações Unidas e seus objetivos de desenvolvimento sustentável.
Justifica-se a proposta pela necessidade de ampliar os debates acerca do papel
da literatura como instrumento de denúncia, de memória, de resistência e de
construção de novos imaginários sociais diante das múltiplas formas de
precarização da existência intensificadas pelo capitalismo contemporâneo e
pelas tecnologias digitais. O aporte teórico fundamenta-se principalmente nas
contribuições de Achille Mbembe, com o conceito de necropolítica; Judith
Butler, acerca da precariedade e da vulnerabilidade da vida; Giorgio Agamben,
sobre estado de exceção e vida nua; Byung-Chul Han, em suas reflexões sobre a
sociedade do desempenho e o capitalismo digital; Zygmunt Bauman, acerca da
modernidade líquida e da exclusão social; e, no campo dos estudos literários,
Antonio Candido, Regina Dalcastagnè, Karl Erik Schøllhammer, Jaime Ginzburg,
Beatriz Resende e Silviano Santiago, cujas obras oferecem importantes subsídios
para a compreensão da literatura brasileira contemporânea e suas relações com
violência, memória, identidade e direitos humanos. A metodologia prevê a
apresentação e discussão de pesquisas concluídas ou em andamento, privilegiando
abordagens interdisciplinares que articulem literatura, teoria crítica, estudos
culturais, estudos decoloniais, direitos humanos e sustentabilidade. Como
resultados esperados, pretende-se fomentar o intercâmbio entre pesquisadores,
fortalecer redes de investigação e ampliar as contribuições dos estudos
literários para a compreensão crítica dos desafios sociais contemporâneos,
evidenciando o potencial da literatura como prática ética, política e
transformadora na promoção da justiça social e do desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Literatura
contemporânea brasileira. Necropolítica. Precariedade. Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável. Direitos Humanos.
_______________________________________________________________________________
GT XVII - AS REPRESENTAÇÕES DA HEROÍNA NAS LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA, INGLESA,
ESPANHOLA E AFRICANAS
Coordenadores
(as):
Profa. Me. Vilma Rodrigues Mascarenhas (UEMA/Timon)
Profa. Me. Cleanne
Nayara Galiza Colaço (UEMA/Timon)
RESUMO: Este
grupo temático visa reunir pesquisas dedicadas à investigação das múltiplas
representações da heroína na literatura, a partir de abordagens comparativas e
interdisciplinares voltadas à construção de personagens femininas em diferentes
contextos históricos, culturais e linguísticos. Pretende-se discutir as
trajetórias de heroínas em narrativas clássicas ou contemporâneas, considerando
as transformações das figuras femininas, a desconstrução de estereótipos, a
ressignificação dos modelos heroicos e as novas formas de protagonismo,
resistência e emancipação feminina. Nessa perspectiva, serão bem-vindas
pesquisas que analisem obras de autoras das literaturas de língua portuguesa,
inglesa e espanhola, bem como das literaturas africanas, contemplando as diversas
representações da heroína e suas interfaces com a literatura, o cinema, a
mitologia, a música e outras manifestações artísticas. Para tanto, as
discussões poderão fundamentar-se em diferentes perspectivas teóricas, entre as
quais se destacam a crítica literária feminista, os estudos de gênero, a
literatura comparada, os estudos da adaptação e as teorias pós-coloniais e
decoloniais. Dessa forma, busca-se promover o diálogo entre pesquisadores,
ampliando as reflexões sobre as representações do feminino, os processos de
construção das heroínas e suas ressignificações nas obras literárias.
Palavras-Chave:
Heroína. Literatura. Protagonismo. Representação.