XVIII Semana de Letras: Escritoras do Futuro Vozes Femininas na Ciência Entre a Linguística e a Literatura

XVIII Semana de Letras: Escritoras do Futuro Vozes Femininas na Ciência Entre a Linguística e a Literatura

online Universidade Estadual do Maranhão (Campus Timon) - Timon - Maranhão - Brasil
presencial Com transmissão online

Sobre o evento

XVIII Semana de Letras: Escritoras do Futuro Vozes Femininas na Ciência Entre a Linguística e a Literatura


A XVII Semana de Letras, promovida pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por meio do Departamento do Curso de Letras (Campus Timon), constitui-se como um espaço de diálogo, reflexão e socialização de conhecimentos no campo dos estudos linguísticos e literários, reunindo docentes, discentes, pesquisadores e demais participantes interessados nas diferentes perspectivas que atravessam a linguagem e a literatura.

Nesta edição, com o tema “Escritoras do Futuro: Vozes Femininas na Ciência entre a Linguística e a Literatura”, o evento propõe destacar a presença e a contribuição das mulheres na produção científica e acadêmica, especialmente nos campos da Linguística e da Literatura. A proposta busca ampliar espaços de escuta, debate e valorização das vozes femininas, considerando sua atuação na pesquisa, no ensino e na produção do conhecimento.

A programação contará com palestras, mesas-redondas, minicursos e apresentações de trabalhos científicos, proporcionando o intercâmbio de pesquisas, experiências e perspectivas entre estudantes, professores e pesquisadores. As atividades contemplarão diferentes abordagens da Linguística e da Literatura, favorecendo discussões sobre questões contemporâneas e o fortalecimento da formação acadêmica.

Para além de um espaço de divulgação científica, a Semana de Letras 2026 busca fortalecer o intercâmbio entre estudantes, professores e pesquisadores, promovendo discussões sobre a atuação e as contribuições das mulheres nos estudos linguísticos e literários. Assim, buscando reafirma, a importância das vozes femininas na pesquisa e na construção de novos caminhos para a Linguística e a Literatura.

Inscrições

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Atividades

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Grupos Temáticos

GT I - PESQUISAS EM HISTORIOGRAFIA LINGUÍSTICA NO BRASIL: ABORDAGENS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS 


Coordenadores (as): 

Profa. Dra. Meryane Sousa Oliveira (UEMA)


RESUMO: A Historiografia Linguística (doravante, HL) é uma área de pesquisa que começou a se institucionalizar, na Europa, a partir da década de 1970, e, no Brasil, a partir da década de 1990. Um de seus objetivos centrais é estudar como determinado conhecimento linguístico foi produzido e como se deu o seu desenvolvimento ao longo do tempo (Altman, 1998). Diante disso, o GT “Pesquisas em Historiografia Linguística no Brasil: abordagens, desafios e perspectivas contemporâneas” busca reunir trabalhos que se voltem para a divulgação de estudos recentes produzidos sobre a linguagem, que investigam fontes primárias, agentes e contextos do pensamento linguístico nacional. Intenta-se, ainda, promover reflexões sobre objetos que, tradicionalmente, interessam à investigação historiográfica, evidenciando, com isso, movimentos de avanço, revisão e reformulação do conhecimento que estabelecem.


Palavras-chave: Historiografia Linguística. Conhecimento linguístico. Brasil.


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GT II - ESPAÇO, MEMÓRIA E CIDADE NA LITERATURA DE AUTORIA FEMININA: DESDOBRAMENTOS DO PASSADO SOCIAL E CULTURAL


Coordenadores (as): 

Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA)

Profa. Ma. Nátali Conceição Lima Rocha (UEMA)

 

RESUMO: A literatura de autoria feminina tem se destacado de forma profícua na contemporaneidade e sido relevante para problematizar diferentes questões, sobretudo a subjetividade feminina a partir da relação da mulher com o corpo social e consigo mesma. Trata-se de uma literatura que elabora, preserva e ressignifica experiências femininas em suas vivências históricas e culturais em diferentes contextos sociais. Cixous (2022, p. 27) afirma: “É preciso que a mulher se escreva: que a mulher escreva sobre a mulher e traga às mulheres a escrita [...]”. Nesse sentido, este GT propõe o diálogo com pesquisadoras e pesquisadores que investigam a literatura de autoria feminina (prosa e poesia) com ênfase nos lugares de pertencimento (ou não) e o modo como são representados e transformados em territórios de lembrança, identidade. Trata-se de uma produção em que a memória individual se desdobra em coletiva ao reverberar no coletivo feminino, possibilitando a ressignificação de experiências silenciadas. O corpo é um espaço de marcas simbólicas no qual se inscrevem valores sociais, políticos e culturais, mas que também é capaz de se contrapor a eles. Por sua vez, o corpo feminino se configura como um lugar de resistência em que se entrecruzam deslocamentos, conflitos e empoderamentos. O viés memorialístico é, nesse sentido, crucial para se pensar os desdobramentos do passado social e cultural, a partir do olhar feminino, assim como as conexões da mulher com a sociedade, uma forma de reconhecimento do lugar reivindicado por ela no meio em que se insere.


Palavras-chave: Memória. Espaço. Literatura de autoria feminina.

 

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GT III - LINGUAGENS E (MULTI)LETRAMENTOS NA INTERFACE COM A FORMAÇÃO: OS SABERES DOCENTES AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS 


Coordenadores (as): 

Prof. Me. Francisco Renato Lima (UEMA)

Profa. Dra. Soraya de Melo Barbosa Sousa (UEMA/UESPI)

 

RESUMO: Este Grupo Temático (GT) assume um caráter multidisciplinar, pela interface entre os estudos no campo da Educação (Pedagogia), de Letras (Linguística e Literatura) e da Linguística Aplicada, constituindo-se como espaço para discutir aspectos relativos às múltiplas manifestações de linguagens no meio social, com foco nos saberes e nos fazeres construídos na formação docente. Desse modo, constitui um espaço de diálogo e socialização de pesquisas teóricas e aplicadas (oriundas de pesquisas de campo), concluídas ou em andamento, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a construção coletiva de reflexões teórico-metodológicas, que discutam as múltiplas dimensões da linguagem no contexto educacional. Face às transformações sociais, culturais e tecnológicas que impactam os processos de ensino e aprendizagem, torna-se imprescindível refletir sobre os letramentos e os multiletramentos como práticas que ampliam as possibilidades de formação crítica, inclusiva e significativa de professores e estudantes. Objetiva-se reunir investigações que problematizem as relações entre linguagens, leitura, escrita, oralidade, multimodalidade, cultura digital, formação inicial e continuada de professores, saberes docentes e práticas pedagógicas em diferentes contextos educativos. Justifica-se pela necessidade de fortalecer o debate acadêmico acerca dos desafios contemporâneos da educação linguística e da formação docente, favorecendo a interlocução entre pesquisadores, professores da educação básica e superior, estudantes e demais profissionais da educação. O resultado previsto desse diálogo é o fomento e o fortalecimento de redes de apoio, colaboração e parceria entre pesquisadores e instituições, ampliando a produção e a divulgação de conhecimentos sobre linguagens, em sentido plural, contribuindo para o aprimoramento das práticas pedagógicas e para o fortalecimento da formação docente comprometida com uma educação crítica, democrática, inclusiva e socialmente referenciada.


Palavras-chave: Educação linguística. Linguagens. Formação de professores. Saberes docentes. Práticas pedagógicas.

 

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GT IV - LETRAMENTO, TECNOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS: REFLEXÕES SOBRE POSSIBILIDADES DE INTEGRAR RECURSOS DIGITAIS NAS AULAS DE UMA MANEIRA CRÍTICA


Coordenadores (as): 

Prof. Dr. Bruno Diego de Resende Castro  (UEMA)

 

RESUMO: No final da década de 90, o professor Luíz Antônio Marcuschi já demonstrava preocupação com o letramento e a utilização do computador na escola, segundo ele “não está claro ainda como desenvolver uma política de letramento acoplada a uma nova tecnologia de modo culturalmente sensível” (Marcuschi, 2001, p. 80). Nessa mesma perspectiva, mas 2 décadas depois, destacamos a fala da professora Ana Elisa Ribeiro (2020, p.116) que diz “há pelo menos trinta anos, especialistas em educação e tecnologias mostram a nós que é preciso integrar, que é importante aprender, que é interessante saber usar, que é preciso tempo para adaptar, (...)”. Diante dessas reflexões produzidas em épocas distintas, percebemos que na atualidade (2026), ainda não tempos uma política clara para a abordagem do letramento e desenvolvimento/ disseminação do uso de tecnologias na escola. Mesmo que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aborde uma lista de objetivos a serem alcançados para a competência da cultura digital, dentre eles estão: “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (...)”. No entanto, o que percebemos é que esses objetivos de aprendizagem descritos estão distantes de serem alcançados, como se ainda estivéssemos na época da reflexão de Marcuschi (2001), já que na maioria das escolas públicas, por exemplo, a infraestrutura é insuficiente para atender alunos e professores, os professores possuem pouco conhecimento sobre como integrar as práticas digitais em suas aulas, há pouco ou nenhum incentivo para o desenvolvimento desse conhecimento na prática docente etc. Por isso, propomos este GT para discutir, difundir, promover práticas de letramento e uso da tecnologia nesse contexto educacional brasileiro que nos impõe inúmeros obstáculos, convidamos pesquisadores que possuam pesquisas que abordem o uso e a reflexão crítica sobre tecnologias na escola e na universidade.


Palavras-chave: Letramento. Tecnologia, Gêneros Textuais. Ensino.


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GT V - A ENGENHARIA DA RUPTURA: ESTILÍSTICA DECOLONIAL, TRAUMA E POÉTICAS DIASPÓRICAS DO ATLÂNTICO NEGRO


Coordenadores (as): 

Prof. Me. Nilson Macêdo Mendes Junior (IFPI/NEPA/UESPI)

Profa. Ma. Wilany Barros do Carmo (SEMEC – TERESINA/ NEPA – UESPI)

 

RESUMO: Este resumo tem como objetivo primordial estruturar os alicerces estruturais do Grupo de Trabalho (GT) intitulado "Epistemologias de Ruptura: Estilística Decolonial, Trauma e Poéticas Diaspóricas do Atlântico Negro", o segundo é propor um espaço de convergência crítica para investigar as produções da Diáspora do Atlântico Negro e analisar o artefato literário além do mero documentarismo sociológico de denúncia, investigando-o como uma força política da insubmissão dos povos diaspóricos a partir de sua microestrutura sintática, deítica e lexical. A proposta metodológica assenta-se na fricção ativa entre duas tensões epistemológicas fundamentais observadas por nós durante a nossa trajetória de formação na área das pesquisas de estudos culturais negros. A primeira é o universalismo cognitivo e a particularidade histórico-racial do trauma; enquanto a estilística cognitiva clássica e a teoria dos mundos textuais postulam mecanismos de processamento universais, além disto, defendemos nesta proposição a perspectiva decolonial, pois, a linguagem e a mente não operam em um vácuo asséptico, sendo fraturadas pelas assimetrias do poder geopolítico. A segunda é que essa divergência conceitual revela os limites de abordagens cognitivas que negligenciam a colonialidade permitindo compreender como a escrevivência mobiliza estoques de memória inacessíveis ao leitor hegemônico. Assim, problematizamos o rigor formalista frente ao direito à opacidade reivindicado pelas poéticas diaspóricas estabelecendo que o desvio linguístico decolonial resiste à captura estatística e protege o núcleo sensório da experiência subalternizada. Serão acolhidas comunicações organizadas em três eixos: estilística e opacidade, investigando a subversão gramatical e o quilombismo linguístico (Édouard Glissant, Jan Mukařovský, Geoffrey Leech); sócio-estilística do trauma, analisando a modelagem da ausência e do desterro (Catherine Emmott, Frantz Fanon); e poéticas diaspóricas e zonas de contato, explorando as fricções transculturais entre poéticas de resistência física e os novos espaços de tradução (Mary Louise Pratt, Lawrence Venuti, entre outros). Afirmamos, assim, a potência decolonial da literatura diaspórica na arquitetura textual, que atua como fenda ontológica na língua do colonizador. Alertamos ainda para a necessidade de descolonizar categorias analíticas do Norte Global, tensionando suas premissas diante do trauma localizado, visando combater o epistemicídio, através de uma pedagogia decolonial da forma aplicada aos contextos de ensino e pesquisa do Atlântico Negro.

 

Palavras-chave: Estilística Decolonial. Teoria dos Mundos Textuais. Atlântico Negro. Trauma. Opacidade.

 

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GT VI - ENTRE MARGENS E CENTROS: NARRATIVAS QUEER NA LITERATURA MODERNA


Coordenadores (as): 

Prof. Dr. Abílio Neiva Monteiro (UEMA/COLINAS)

Prof. Me. Wesley Wiliam Alves de Oliveira (UEMA/TIMON)

 

RESUMO: A literatura tem se constituído como um espaço de urgência e necessidade de representação, questionamento e ressignificação das identidades, dos afetos e das experiências dissidentes. Nesse sentido, o presente grupo temático propõe reunir pesquisas que discutam as relações entre literatura, diversidade sexual e de gênero, homossexualidade, erotismo e resistência, considerando as múltiplas formas pelas quais os textos literários problematizam normas sociais, culturais e políticas. O objetivo geral é promover um espaço de diálogo crítico acerca das produções literárias que abordam subjetividades queer, corpos dissidentes e narrativas de resistência frente aos discursos hegemônicos de gênero e sexualidade. O GT acolhe trabalhos que analisem obras, autores(as) e manifestações literárias em diferentes contextos históricos e culturais, contemplando perspectivas interdisciplinares que articulem literatura, estudos culturais, teoria queer, feminismos e estudos decoloniais. As discussões poderão ser fundamentadas em contribuições teóricas de autores como Foucault, Butler, Sedgwick, Preciado, Louro, Zolin, Miskolci, entre outros estudiosos que refletem sobre as dinâmicas do poder, da identidade, do desejo e da resistência. Busca-se, assim, fomentar reflexões sobre a literatura como território de criação, transgressão, memória e afirmação das múltiplas existências queer.

 

Palavras-chave: Literatura Queer; Diversidade; Erotismo; Resistência.


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GT VII - ESTUDOS GRAMATICAIS E PRÁTICAS DE LINGUAGEM: CAMINHOS PARA UM ENSINO REFLEXIVO 


Coordenadores (as): 

Profa. Dra. Layana Kelly Pereira de Holanda

Profa.  Ma.  Andreana Carvalho de Barros Araújo

Profa. Dra. Leonildes Pessoa Facundes (UEMA TIMON)

 

RESUMO: Este Grupo Temático centra-se na articulação entre o funcionamento das unidades linguísticas e as dinâmicas de uso da língua em sala de aula. O objetivo é debater propostas e reflexões que superem o ensino mecânico e meramente classificatório de gramática, abrindo caminhos para uma abordagem de caráter essencialmente produtivo. A relevância deste espaço justifica-se pela necessidade premente de alinhar a descrição gramatical ao desenvolvimento da competência comunicativa e interacional dos estudantes. Diante disso, o GT acolhe investigações de natureza teórica, aplicada ou relatos de experiência que tomem as práticas de linguagem como eixo central. Enquadram-se nesta proposta trabalhos voltados para o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e oralidade, análises críticas de materiais didáticos, bem como o planejamento de sequências didáticas que estimulem o aluno a investigar, de forma consciente, as regularidades e os efeitos de sentido produzidos pelas escolhas gramaticais em enunciados reais.

 

Palavras-chave: Gramática. Práticas de linguagem. Ensino reflexivo.

 

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GT VIII - LITERATURA, HISTÓRIA E MEMÓRIA NA AFRODIÁSPORA: NARRATIVAS NEGRAS NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA 


Coordenadores (as): 

Prof (a). Ma. Rute Lages Gonçalves

Prof (a). Ma. Jaqueline da Silva Oliveira

Prof (a) Dra. Nághila Cristina Amada da Silva

 

RESUMO: O presente Grupo temático intitulado Literatura, história e memória na afrodiáspora: narrativas negras nos países de Língua Portuguesa visa oferecer um espaço de debate sobre as escritas literárias  produzidas por escritores e escritoras negras nos países de língua portuguesa e território da afrodiáspora/ PALOPS e Brasil. Justifica-se pela necessidade de dar visibilidade  aos estudos que se debruçam ás investigações da Literatura negra produzida  em contextos políticos identitários hostis e transatlânticos , como resquício do período colonial e de escravização da população negra no mundo.  Sabendo que Literatura e memória estão imbricadas a partir dos discursos de resistência e de reescrita da história feita sob perspectiva dos sujeitos silenciados pela violência e trauma do colonial Adichie(2020). Para ancorar a proposta deste Grupo temático foram consideradas reflexões a partir da ideia de Atlântico negro, proposta por Paul Gilroy (2013) de que a partir da dispersão dos negros nos territórios do atlântico e das trocas culturais surge um território político e cultural fértil e que impacta na produção de arte como instrumento de resistência e ação política e identitárias, sobretudo na literatura. Essas atividades artísticas reivindicam territórios, identidade a partir da memória Coletiva Halbwachs (2010) e da Pós memória Hirsch (2012) lançando luz às narrativas/ contranarrativas negras que reivindicam direitos de fala Ribeiro (2020), reconstrução identitária e preservação da ancestralidade, reconhecimento e pertencimento nos territórios do atlântico com Literaturas de viés político e revolucionário. Pensando assim, os trabalhos cujos corpus são voltados para estas perspectivas teóricas da escrita e narrativas negras serão aceitos e expostos para comunicação oral e discussão neste grupo temático afim de potencializar as trocas de conhecimento nas pesquisas apresentadas e ampliar a divulgação das obras produzidas pelos escritores estudados nas pesquisas comunicadas.

 

Palavras-chave: Literatura, história, memória, afrodiáspora, narrativas negras.

 

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GT IX - RAÇA E GÊNERO: INVISIBILIDADE E SILENCIAMENTO NA LINGUÍSTICA E NA LITERATURA


Coordenadores (as): 

Prof. Me. Leonardo Bruno Vieira Santos (IFMA)

Profa Dra Silvana Ribeiro Santos (UESPI)

 

RESUMO: As discussões sobre raça e gênero na linguística e na literatura revelam um paradoxo persistente: embora esses marcadores identitários atravessem profundamente as práticas discursivas e os cânones literários, sua presença é sistematicamente apagada ou marginalizada nos estudos dessas áreas. Tem-se como objetivo, então, investigar os mecanismos de invisibilização e silenciamento de sujeitos racializados e generificados nos discursos literário e linguístico. Adota-se uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, articulando perspectivas como a semiótica, os estudos de letramento racial e os estudos literários pós-coloniais, dentre outros, para examinar um corpus composto por obras canônicas da literatura, das gramáticas normativas e produções de autoras negras contemporâneas, cotejando esses materiais com referenciais teóricos como Bell Hooks, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Angela Davis e Conceição Evaristo dentre outros. Os resultados apontam que as estruturas linguísticas dominantes operam por meio de mecanismos de generalização universalizante que tomam o sujeito branco masculino como norma, relegando corpos femininos negros à condição de desvio ou ausência, ao mesmo tempo, a produção literária de mulheres negras subverte essa lógica ao forjar novas enunciações, instaurando presenças que desafiam o silêncio imposto a elas e reescrevem os sentidos possíveis de pertencimento, da agência e da identidade no campo da linguagem e da cultura.

 

Palavras-chave: Raça. Gênero. Linguística. Literatura.

 

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GT X - SERTÃOCANTOS: TRAVESSIAS DA VOZ FEMININA ENTRE LITERATURA, MÚSICA E OUTRAS ARTES


Coordenadores (as):

Profa. Ma.  Cristianne Silva Araújo (SEDUC-MA)

Profa. Dra. Raimunda Maria dos Santos (UFPI)

 

RESUMO: Propõe-se, neste Simpósio Temático, um espaço interdisciplinar de debate e reflexão voltado às produções literárias, musicais e artísticas que problematizam as relações entre voz, gênero, espaço e criação estética, em consonância com a temática da XVIII Semana de Letras da UEMA. O simpósio acolherá pesquisas que discutam a presença e o protagonismo das mulheres nas ciências, na literatura, na música e em outras manifestações culturais, considerando diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Organiza-se em dois eixos complementares: (1) estudos sobre literatura, regionalismos, autoria feminina e releituras críticas da obra de João Guimarães Rosa; e (2) pesquisas sobre música, canção, oralidade, performance, poesia cantada e demais expressões sonoras que evidenciem a experiência e a representação da voz feminina. Justifica-se a proposta pela necessidade de ampliar os estudos sobre as produções femininas e sobre as múltiplas formas de construção do espaço, da memória e da identidade nas artes e na literatura, reconhecendo a multitextualidade como elemento constitutivo das práticas culturais contemporâneas. Serão bem-vindos trabalhos que abordem literatura brasileira, literatura comparada, literatura regional, música popular, cantorias, tradições orais, poesia musicada, estudos de gênero, estudos culturais, ecopoéticas, linguística aplicada, ensino de literatura e de línguas, bem como pesquisas interdisciplinares que estabeleçam diálogos entre essas áreas.

 

Palavras-chave: Multitextualidade. Voz feminina. Literatura. Música. Regionalismo.

 

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GT XI - A SOCIOLINGUÍSTICA E O ENSINO: PERSPECTIVAS NA ERA DA IA


Coordenadores (as):

Profa. Dra. Lucirene da Silva Carvalho  (UESPI)

Ailma do Nascimento Silva (UESPI)

 

RESUMO: A sociolinguística é uma área do conhecimento que tem se movimentado rumo às novas realidades do mundo moderno e tecnológico, incluindo a Inteligência Artificial (IA) como uma ferramenta de ensino, sobretudo, com foco na inclusão e na diversidade linguística, tendo em vista ser imperativo na contemporaneidade discutir as transformações que as tecnologias digitais vêm promovendo e seu respectivo uso ético no âmbito da educação. Desse modo, passam a ser imprescindíveis estudos que visem a interface entre a Sociolinguística e a IA com o foco no desenvolvimento de ferramentas e metodologias que valorizem a diversidade linguística e social, promovendo um ensino mais inclusivo e ético. Portanto, o objetivo desse grupo temático (GT), é contribuir para a divulgação e socialização de trabalhos que abordem experiências com ferramentas de IA na coleta e análise de dados sociolinguísticos, bem como de trabalhos que discutam os impactos sociolinguísticos do uso de IA. Do ponto de vista metodológico, os trabalhos acolhidos, neste simpósio temático, são os que abordam o uso de ferramentas automatizadas na prática de pesquisa, em tarefas como transcrição de entrevistas, etiquetagem linguística, classificação de variantes e análise de dados; além da aplicação dos fundamentos da teoria sociolinguística na construção e avaliação de sistemas de IA contribuindo, assim, para respostas mais inclusivas, precisas e éticas. Outrossim, a justificativa para esse GT, é a necessidade de se fazer uma importante reflexão sobre como os saberes acumulados pela sociolinguística, com a atenção para a variação, a heterogeneidade e os contextos de uso da língua, podem contribuir para o aprimoramento técnico e ético dentro da IA tendo como resultado a promoção e a construção de tecnologias mais sensíveis à diversidade linguística e social, refutando, dessa feita, a ideia de que essa ferramenta é prejudicial ao processo ensino-aprendizagem. Desse modo, a IA passa a ser um recurso didático ao alcance do professor e do aluno com grandes possibilidades de ser útil e eficaz ao ensino, especialmente, para ensino de língua materna.

 

Palavras-chave: Sociolinguística e Ensino. Inteligência Artificial. Reflexão e Ética.

 

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GT XII – ABORDAGENS SOBRE O INSÓLITO E O HORROR FICCIONAL: A ESCRITA DE AUTORIA FEMININA NARRANDO VIOLÊNCIAS E RESISTÊNCIAS


Coordenadores (as):

Profa. Ma. Geisiane Dias  Queiroz (UFPI)

Profa. Ma. Joana Tainá Batista Costa (UFPI)

 

RESUMO: O presente simpósio temático (GT) propõe reunir pesquisas dedicadas às narrativas contemporâneas de autoria feminina pertencentes ao campo do fantástico, do insólito, do horror ficcional e da ficção científica, abrangendo estudos que investiguem como essas narrativas problematizam e ressignificam temas voltados para os múltiplos tipos de violências, opressões e resistências. Parte-se do entendimento de que tais modos e gêneros narrativos constituem espaços privilegiados para a elaboração simbólica de discussões centradas em conflitos individuais e coletivos, permitindo que elementos sobrenaturais, monstruosos ou especulativos expressem tensões históricas, sociais, políticas e subjetivas que atravessam, principalmente, os corpos e as vivências femininas. Serão bem-vindas pesquisas que discutam aspectos estéticos e temáticos que abordem, de forma direta ou indireta, questões relacionadas às múltiplas formas de violência, às relações de poder desiguais, à memória, ao trauma e às práticas de resistência, além de estudos comparativos entre autoras, obras e tradições literárias. O GT terá como foco escritoras contemporâneas latino-americanas, como Mariana Enriquez, Samanta Schweblin, María Fernanda Ampuero, Mónica Ojeda, Verena Cavalcante, Ana Paula, Maia, Emília Freitas, Maria Alice Barroso, Ruth Bueno, Lu Ain-Zaila, Kinaya Black, assim como autoras de outras tradições e nacionalidades, como Octavia E. Butler, Margaret Atwood, Ursula K. Le Guin, entre outras, bem como pesquisas que estabeleçam diálogos entre essas narrativas e outras formas de arte, como o cinema, os quadrinhos, as séries televisivas, os jogos digitais, o teatro e as artes visuais. Dessa maneira, esperamos promover um espaço de diálogo crítico acerca das possibilidades de leitura e interpretação das narrativas de autoria feminina que mobilizam o insólito, o horror e a ficção científica como formas de refletir sobre temáticas pertinentes na contemporaneidade. Como pressupostos teóricos, espera-se diálogo com autores como Xavier Aldana Reyes, Noel Carroll, Júlio França, Felipe Furtado, Tzvetan Todorov, H.P Lovecraft, Oscar Nestarez, Jaime Ginzburg, Gregory Claeys, Roberto de Sousa Causo, dentre outros.

 

Palavras-chave: Autoria feminina. Insólito.  Horror. Violência. Resistência.


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GT XIII – A LITERATURA, OUTRAS ARTES E DEMAIS ÁREAS DO SABER: DIALOGISMOS ATEMPORAIS


Coordenadores (as):

Profa. Dra. Meire Oliveira (UEMA)

 

RESUMO: A literatura mantém, historicamente, relações constitutivas com outras manifestações artísticas, configurando se como um campo privilegiado para as pesquisas acerca de circulação estética, transcriação intersemiótica e reelaboração de sentidos entre os distintos sistemas de representação. Ao longo da história cultural, as obras literárias sempre dialogaram intensamente com o cinema, o teatro, as artes visuais, a música, a fotografia e as artes digitais, contribuindo para a constituição de um espaço ampliado de produção simbólica em que palavras, imagens, sons e performances se relacionam na construção de experiências estéticas elaboradas. Nesse contexto, este Grupo de Trabalho espera reunir estudos que se voltem a essas aproximações, considerando tanto os processos de hiperletramento, adaptação, recriação e tradução intersemiótica etc., quanto as modalidades mais amplas de diálogo estético e sociocultural. Esta proposta justifica se pela consolidação, nas últimas décadas, de pesquisas dedicadas ao campo das interartes e da intermidialidade, as quais têm ampliado o debate sobre a compreensão das obras literárias ao situá las em redes multifacetadas de produção, circulação e recepção cultural. São bem-vindas, portanto, pesquisas sobre adaptação, recriação, tradução intersemiótica, comparatismo e fenômenos de intermidialidade, intertextualidade e hibridização estética em contextos culturais diversos, problematizando transformações contemporâneas das práticas artísticas em ambientes marcados pela convergência midiática. A partir das reflexões de autores como Mikhail Bakhtin (1992; 2010), Walter Benjamin (2012), Roman Jakobson (1959), Claus Clüver (2007), Irina Rajewsky (2005), Linda Hutcheon (2006), Flora Süssekind (1987), Robert Stam (2005), entre outros teóricos, busca se promover uma discussão crítica acerca das relações interartes e de seu caráter transdisciplinar, contribuindo para ampliar perspectivas teóricas e analíticas no campo literário, artístico e pedagógico contemporâneo.

 

Palavras chave: Estudos interartes; Literatura Comparada; Estudos literários; Outras artes; Teoria da literatura.


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GT XIV - RAÍZES QUE ESCREVEM: MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE NA LITERATURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA


Coordenadores (as):  

Profa. Ma. Ana Cléia Silva Pereira (UEMA)

Cinthia Andréa Teixeira dos Santos (UEMA)

 

RESUMO: Este GT propõe um espaço de debate sobre as produções literárias africanas e afro-brasileiras, investigando como a memória e a ancestralidade atuam como mecanismos de resistência e reconstrução de identidades. Historicamente silenciadas pelos cânones hegemônicos, as vozes dessas literaturas resgatam o passado para ressignificar o presente. Como aponta Conceição Evaristo (2007), a "escrevivência" se institui como um ato de escrita que "não é para adormecer os da casa-grande, mas sim para incomodá-los em seus sonos injustos", evidenciando que a literatura escrita por corpos marcados pela diáspora carrega a vivência coletiva e a herança ancestral em cada linha. O objetivo deste GT é reunir e analisar trabalhos que discutam essas representações literárias a partir de perspectivas críticas pós-coloniais, decoloniais e de gênero. A relevância desta proposta justifica-se pela necessidade de consolidar os estudos das relações étnico-raciais na academia, alinhando-se à Lei 10.639/03 e ao fortalecimento de epistemologias negras e de autoria feminina. Espera-se, como resultado, fomentar discussões sobre o papel da literatura na preservação da memória cultural, incentivar novas abordagens de ensino e fortalecer redes de pesquisa focadas nas poéticas da ancestralidade. O GT acolhe propostas de trabalhos resultantes de pesquisas concluídas ou em andamento de graduação e pós-graduação que abordem análises de obras literárias, estudos comparados entre literaturas africanas de língua portuguesa e a literatura afro-brasileira, crítica literária feminista negra, bem como relatos de experiências pedagógicas voltadas para a recepção dessas obras em sala de aula.

 

Palavras-chave: Ancestralidade. Memória. Literatura Afro-brasileira. Escritoras Negras. Escrevivência.

 

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GT XV -NARRATIVA, IDENTIDADES E IMAGINÁRIOS AMAZÔNICOS


Coordenadores(as): 

Professor Dr. Eullisson Nogueira de Sousa (UNIR); 

Professora Dra.Sonia Maria Gomes Sampaio (UNIR);

Professora Dra. Larissa Gotti Pissinatti (UNIR)

 

RESUMO: A proposta abrigará trabalhos que se proponham realizar reflexões sobre narrativas, identidades, imaginários e suas manifestações de encantarias e/ou de seres encantados no espaço da região amazônica. Entendemos as encantarias como uma paisagem imaginária, expressas nas narrativas orais e/ou escritas e também nos seres encantados que podem desvelar-se por meio de ficções. O poeta e teórico João de Jesus Paes Loureiro define as encantarias a partir do espaço mítico e poético constituído pela mata, pelos rios e também pelo sfumato ou devaneio, “onde habitam os encantados, os deuses da cultura amazônica” (Paes Loureiro, 2008, p. 7). Configura-se também como encantaria a linguagem que poetiza e/ou narra acontecimentos desse espaço encantado. Para Paes Loureiro, a conversão semiótica faz a função prática da linguagem ceder lugar à função poética, desautomatizando as palavras, reinventando-as. A imaginação e o devaneio tomam conta dessa linguagem ressignificada. Para tratar do devaneio, Paes Loureiro vale-se de uma noção da pintura, sfumato (esfumado), que é o efeito provocado pelo uso da estopa em vez do pincel, fazendo com que o desenho fique com as sombras esbatidas, esfumaçadas. O sfumato, na cultura amazônica, é o devaneio e este é “uma atitude sem repouso, mas tranquila do imaginário” (Paes Loureiro, 2015, p. 60). O imaginário é, portanto, o elemento fundante de uma ou de muitas realidades e ganha força e vida pelo coletivo; são “mundos possíveis” como afirma Eco (2002). Não há lugares, fictícios ou não, nem enredos que não tenham sido constituídos pelo irreal. Esse imaginário, por meio das narrativas é incessantemente instigado a manifestar-se num espaço repleto de florestas de árvores, águas e símbolos. No caso da Amazônia, trata-se da floresta aquosa, penetrada por águas reais e simbólicas, misteriosas. Nesse contexto, as narrativas ficcionais que trazem as identidades, os imaginários e as encantarias em suas tramas desvelam um processo de transgressão, porque desautomatizam o olhar sobre as normas, sobre as verdades absolutas; sobre os discursos de dominação e de repressão.

Palavras-chave : Literatura; Narrativas amazônicas; Identidades; Imaginários Amazônicos.


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 GT XVI - NARRATIVAS DA PRECARIEDADE NA ERA DIGITAL: LITERATURA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA, NECROPOLÍTICA E OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Coordenadores (as):  

Dra. Andressa Mayara Bezerra de Oliveira Lima (UEMA)

Dr. Ricardo Bezerra de Oliveira (IFMA)

 

RESUMO: O GT “Narrativas da precariedade na era digital: literatura contemporânea brasileira, necropolítica e os objetivos de desenvolvimento sustentável” propõe um espaço interdisciplinar de reflexão sobre as representações da precariedade da vida na literatura brasileira contemporânea, considerando as transformações sociais, culturais e tecnológicas produzidas pela era digital e seus impactos na produção literária. O objetivo consiste em reunir pesquisas que investiguem como as narrativas contemporâneas problematizam questões relacionadas à desigualdade social, à violência, ao racismo estrutural, à exclusão, à crise ambiental, à migração, à vulnerabilidade e à invisibilização de sujeitos historicamente marginalizados, estabelecendo interfaces com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e seus objetivos de desenvolvimento sustentável. Justifica-se a proposta pela necessidade de ampliar os debates acerca do papel da literatura como instrumento de denúncia, de memória, de resistência e de construção de novos imaginários sociais diante das múltiplas formas de precarização da existência intensificadas pelo capitalismo contemporâneo e pelas tecnologias digitais. O aporte teórico fundamenta-se principalmente nas contribuições de Achille Mbembe, com o conceito de necropolítica; Judith Butler, acerca da precariedade e da vulnerabilidade da vida; Giorgio Agamben, sobre estado de exceção e vida nua; Byung-Chul Han, em suas reflexões sobre a sociedade do desempenho e o capitalismo digital; Zygmunt Bauman, acerca da modernidade líquida e da exclusão social; e, no campo dos estudos literários, Antonio Candido, Regina Dalcastagnè, Karl Erik Schøllhammer, Jaime Ginzburg, Beatriz Resende e Silviano Santiago, cujas obras oferecem importantes subsídios para a compreensão da literatura brasileira contemporânea e suas relações com violência, memória, identidade e direitos humanos. A metodologia prevê a apresentação e discussão de pesquisas concluídas ou em andamento, privilegiando abordagens interdisciplinares que articulem literatura, teoria crítica, estudos culturais, estudos decoloniais, direitos humanos e sustentabilidade. Como resultados esperados, pretende-se fomentar o intercâmbio entre pesquisadores, fortalecer redes de investigação e ampliar as contribuições dos estudos literários para a compreensão crítica dos desafios sociais contemporâneos, evidenciando o potencial da literatura como prática ética, política e transformadora na promoção da justiça social e do desenvolvimento sustentável.

 

Palavras-chave: Literatura contemporânea brasileira. Necropolítica. Precariedade. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Direitos Humanos.


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GT XVII - AS REPRESENTAÇÕES DA HEROÍNA NAS LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA, INGLESA, ESPANHOLA E AFRICANAS


Coordenadores (as):   

Profa. Me. Vilma Rodrigues  Mascarenhas (UEMA/Timon)

Profa. Me. Cleanne Nayara Galiza Colaço (UEMA/Timon)

 

RESUMO: Este grupo temático visa reunir pesquisas dedicadas à investigação das múltiplas representações da heroína na literatura, a partir de abordagens comparativas e interdisciplinares voltadas à construção de personagens femininas em diferentes contextos históricos, culturais e linguísticos. Pretende-se discutir as trajetórias de heroínas em narrativas clássicas ou contemporâneas, considerando as transformações das figuras femininas, a desconstrução de estereótipos, a ressignificação dos modelos heroicos e as novas formas de protagonismo, resistência e emancipação feminina. Nessa perspectiva, serão bem-vindas pesquisas que analisem obras de autoras das literaturas de língua portuguesa, inglesa e espanhola, bem como das literaturas africanas, contemplando as diversas representações da heroína e suas interfaces com a literatura, o cinema, a mitologia, a música e outras manifestações artísticas. Para tanto, as discussões poderão fundamentar-se em diferentes perspectivas teóricas, entre as quais se destacam a crítica literária feminista, os estudos de gênero, a literatura comparada, os estudos da adaptação e as teorias pós-coloniais e decoloniais. Dessa forma, busca-se promover o diálogo entre pesquisadores, ampliando as reflexões sobre as representações do feminino, os processos de construção das heroínas e suas ressignificações nas obras literárias.

 

Palavras-Chave: Heroína. Literatura. Protagonismo. Representação.

Submissões

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Convidados

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Local do Evento

Comissões

Comissão Geral


Profa. Dra. Meryane Sousa Oliveira
Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos
Prof. Dr. Bruno Diego de Resende Castro
Profa. Dra. Leonildes Pessoa Facundes
Profa. Dra. Soraya de Melo Barbosa Sousa
Profa. Ma. Edite Sampaio Sotero Leal
Profa. Dra. Jurema da Silva Araújo
Profa. Dra. Samara Liz Silva Machado
Profa. Ma. Nátali Nátali Conceição Lima Rocha


Comissão de Monitoria


Profa. Dra. Soraya de Melo Barbosa Sousa
Samaritana Feitosa do Nascimento (egressa)


Comissão de Tecnologia e Transmissão 

Prof. Dr. Bruno Diego de Resende Castro
Profa. Dra. Jurema da Silva Araújo
Prof. Me. José Ivan Bernardo Andrade


Comissão de Comunicação/Divulgação


Profa. Dra. Samara Liz Silva Machado
Samaritana Feitosa do Nascimento (egressa)
Leonardo Soares do Nascimento Oliveira
Maria Denise Ferreira Sobrinho (egressa)
Profa. Ma. Rute Lages Gonçalves
Prof. Me. Wêsley William Alves de Oliveira


Comissão de Resumos


Prof. Dr. Bruno Diego de Resende Castro
Profa. Ma. Nátali Conceição Lima Rocha
Profa. Ma. Andreana Carvalho de Barros Araujo
Prof. Me. Francisco Renato Lima


Comissão de Cerimonial


Profa. Ma. Edite Sampaio Sotero Leal
Rebeca Gabriele Prado Gerônimo (discente)
Ingryde Cristina da Silva Costa (discente)


Comissão de Cultura


Profa. Dra. Jurema da Silva Araújo
Profa. Dra. Cleide Silva de Oliveira
Profa. Ma. Vilma Rodrigues Mascarenhas


Comissão Financeira


Profa. Dra. Meryane Sousa Oliveira
Profa. Dra. Layana Kelly Pereira de Holanda
Profa. Ma. Andreana Carvalho de Barros Araújo


Comissão de Material Gráfico


Profa. Dra. Meryane Sousa Oliveira
Profa. Dra. Layana Kelly Pereira de Holanda
Profa. Ma. Andreana Carvalho de Barros Araujo
Profa. Dra. Leonildes Pessoa Facundes


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