XV Encontro de História da ANPUH-MS: História em Combate: ciência e ensino, ética e engajamento

XV Encontro de História da ANPUH-MS: História em Combate: ciência e ensino, ética e engajamento

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ANAIS - PRORROGAÇÃO DE ENVIO

PRORROGAMOS A DATA PARA ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA 15/05/2021!



Inscrições

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Caderno de Resumos e Programação

Caderno de Resumos

Sobre o evento

O Encontro de História de Mato Grosso do Sul, organizado pela Seção de Mato Grosso do Sul da Associação Nacional de História (ANPUH), realiza-se a cada dois anos, desde 1992. Até 2014 o evento foi sediado, alternadamente, nos campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em Aquidauana (1992, 1998 e 2014), Dourados (1994, 2002 e 2018), Corumbá (1996 e 2008), Três Lagoas (2000 e 2010); da Universidade Federal da Grande Dourados (2006) e da Universidade Católica Dom Bosco (2004 e 2012). No ano de 2016 pela primeira vez ele foi realizado no campus de Coxim da UFMS e, em 2018, a UFGD o sediou. Ao longo desses 28 anos, o Encontro se consolidou como o principal evento da área de História de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes do centro oeste. Sua abrangência ultrapassou as fronteiras do estado e mesmo do Brasil, haja vista que em inúmeras de suas edições contou com a participação de pesquisadores de praticamente todas as regiões do país, em particular do Centro Oeste, do Sudeste e do Sul, bem como de países fronteiriços como Paraguai, Bolívia e Argentina.

Em 2020 o evento retornou à UFMS, no Curso de História de Três Lagoas, para integrar as diversas ações de comemoração ao jubileu do campus e do curso de História do CPTL, o segundo curso de História mais antigo do Estado. Em função da pandemia de Covid -19, ele foi protelado ao máximo, visando a manutenção da sua tradição presencial, mas diante das incertezas em relação à vacina e levando em consideração as normas de biossegurança, a atual diretoria optou pela sua realização on-line. 

Neste ano de 2021, pela primeira vez neste formato, a proposição de STs, minicursos, a submissão para apresentação de trabalhos nos STs aprovados, bem como a participação como ouvinte nos minicursos serão feitas através do e-mail.: eventoanpuhms2021@gmail.com, seguindo o cronograma e normas definidos pela comissão organizadora listada abaixo.

 

MODALIDADE DE INSCRIÇÃO

VALOR

Coordenador/a de Simpósio Temático e/ou Ministrante de Minicurso

Isento 

Sócio/a apresentador/a de trabalho em simpósio temático (com anuidades em dia)

Isento

Não-sócio/a apresentador/a de trabalho em simpósio temático

R$ 60,00

Graduando/a apresentador/a de trabalho de PIBIC, PIBID e TCC

R$ 15,00

Professor/a da rede pública, privada ou confessional de ensino
apresentador/a de trabalho

R$ 15,00

Ouvinte

R$ 20,00

Inscrição em minicurso

R$ 15,00

 

Os respectivos prazos estão listados a baixo:

Data para submissão de minicursos: 20/12/2020 a 05/02/2021

Data para submissão de ST: 20/12/2020 a 05/02/2021

Data para inscrição de trabalhos nos ST: 20/02 a 25/03/2021

Data para inscrições em minicursos: 10/02/2021 ao esgotamento de vagas/evento

Data para inscrições de ouvintes: 10/02/2021 até o evento

Data para inscrição de lançamentos de livros: 01/03/2021 até 20/03/2021

A inscrição para cada uma das modalidades deve ser encaminhada para o e-mail supracitado com o comprovante em anexo (depósito ou transferência) do respectivo valor, para a conta:  Associação Nacional de História Seção MS. Banco do Brasil. Agência 4351- 6, Conta corrente 28841-1

O caderno de Resumos e os Anais com os textos completos serão postados no site e toda e qualquer comunicação com os organizadores deve ser feita a partir do e-mail supracitado e pelo site. Conclamamos os sócios que estão com anuidades atrasadas, ou com a anuidade de 2020 pendente, que regularizem a situação perante a associação. Estar com a situação regularizada junto a Associação será critério para proposição de STs e Minicursos.



SIMPÓSIOS TEMÁTICOS:

 

1. Apenas filiados/as à Associação Nacional de História, quites com a anuidade de 2020, poderão enviar propostas de simpósios temáticos.

2. Cada simpósio poderá ter, no máximo, três proponentes.

3. Pelo menos um/uma  dos/as  proponentes deverá ter o título de doutor/a;  neste caso, o/a  outro/a  proponente deverá ter pelo menos o título de mestre.

4. Cada proponente poderá estar presente em apenas uma proposta.

5. As propostas de simpósio temático deverão ser enviadas por meio do e-mail eventoanpuhms2021@gmail.com. / 20/12/2020 a 05/02/2021

6. Os simpósios temáticos aprovados somente ocorrerão se receberem pelo menos 8 (oito) comunicações.

7. O número máximo de trabalhos por ST será de 24 (vinte e quatro).

8. Poderão propor comunicações de pesquisa todos/as os/as graduados/as, pós-graduados/as  e pós-graduandos(as) em História e áreas afins. Os(As) graduandos/as também poderão enviar proposta de comunicação, desde que acompanhada de carta de recomendação do/a  orientador/a.

9. A proposta deve conter: Titulo, resumo, autoria, titulação, vinculo institucional, referencias bibliográficas.


 

MINICURSOS:

 

1. Apenas filiados/as à Associação Nacional de História, quites com a anuidade de 2020, poderão enviar propostas de minicursos.

2. Cada minicurso poderá ter, no máximo, dois/duas proponentes.

3. Os/As proponentes de minicursos deverão ter a titulação mínima de mestre.

4. As propostas de minicursos deverão conter as seguintes partes: Título, Ementa, Justificativa, Conteúdo Programático, Recurso e Bibliografia.

5. A carga horária máxima de um minicurso deverá ser de 6 horas.

6. As propostas de minicurso deverão ser enviadas pelo e:mail eventoanpuhms2021@gmail.com  / 20/12/2020 a 05/02/2021 

7. As inscrições nos minicursos aprovados devem ser feitas pelo e-mail a partir de 10/02/2021


ORIENTAÇÕES PARA O ENVIO DE APRESENTAÇÃO ORAL EM SIMPÓSIO TEMÁTICO

 

1.    O trabalho poderá ser individual ou em coautoria (no máximo 3 coautores).

2.    A proposta deverá estar adequada ao simpósio temático indicado.

3.    O resumo deverá ter até 2.800 caracteres com espaço.

4.Todas as inscrições somente serão realizadas pelo e:mail eventoanpuhms2021@gmail.com. 10/02 a 20/03/2021.

 

NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHOS COMPLETOS, A SEREM PUBLICADOS NOS ANAIS ELETRÔNICOS DO EVENTO



1- O trabalho deverá ser enviado exclusivamente pelo e-mail do supracitado.

2- O envio do texto implica a cessão dos direitos autorais para sua publicação nos Anais Eletrônicos do XV Encontro de História da ANPUH-MS: História em Combate: ciência e ensino, ética e engajamento

3- O prazo máximo para o envio do texto completo é 08/05/2021. (PRORROGADO PARA 15/05/21)!!

4- Deverá ser observada a seguinte formatação: 

a. O texto deve conter de 8 a 15 páginas, inclusas as referências bibliográficas.

b. Os arquivos deverão ser salvos na extensão "doc", “docx” ou "rtf", digitados em programa editor de texto no padrão do Microsoft Word;

c. O corpo do texto deve ser normalizado utilizando Fonte Times New Roman 12 e espaçamento 1,5, justificado.

d. Margens: superior 2 cm, inferior 2 cm, esquerda 3 cm e direita 2 cm.

e. O título deverá vir em caixa alta, negrito, centralizado e no topo da página.

f. A autoria (nome/s completo/s) deverá vir abaixo do título, à direita e em caixa alta. Em nota de rodapé (asterisco) deve ser colocada a instituição de origem, a titulação e a agência financiadora, quando .

g. O tamanho máximo de arquivo aceito é de 3 MB.

h. Caso o trabalho contenha imagens, estas deverão estar em resolução de 300 dpi, no formato TIFF ou JPG, e gravadas no próprio documento;

i. As citações de até três linhas devem constar entre aspas, no corpo do texto, com o mesmo tipo e tamanho de fonte do texto normal. As referências devem ser indicadas entre parênteses, seguindo o padrão: nome do autor em letras  maiúsculas, ano de publicação e páginas (ex.: SILVA, 1993, p. 11-14).

j. As citações a partir de quatro linhas devem ser em Times New Roman 10, espaço simples e com recuo esquerdo de 4  cm, justificadas. As referências devem ser indicadas entre parênteses, seguindo o padrão: nome do autor em letras  maiúsculas, ano de publicação e páginas (ex.: SILVA, 1993, p. 17).

k. Todas as notas de rodapé devem ter apenas o caráter explicativo/complementar e deverão ser numeradas em algarismos  arábicos sequenciais seguindo o mesmo padrão no arquivo.

l. As notas de rodapé devem ser digitadas em fonte 10.

m. As referências bibliográficas deverão ser colocadas no final do texto e de acordo com as normas da ABNT, dispostas  em ordem alfabética. 

 

 

Atividades

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Calendar

Palestrantes

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Comissão Organizadora

Leandro Hecko (Coordenador)

Mariana Esteves de Oliveira (Organizadora)

Maria Celma Borges (Organizadora)

Luiz Carlos Bento (Vice-coordenador)

Nathalia Monseff Junqueira (Organizadora)

Fábio da Silva Sousa (Organizador)

Comissão Científica

Aline Locastre (UEMS)

Carlos Eduardo da Costa Campos (UFMS)

Dolores Puga (UFMS)

Estevão Chaves de Rezende Martins (UnB)

Eudes Fernando Leite (UFGD)

Fabiano Coelho (UFGD)

Francisco Marshall (UFRGS)

Henry Marcelo Martins Silva (UFMS)

Leandro Mendonça Barbosa (SEMED)

Leandro Hecko (UFMS)

Luis Fernando Cerri (UEPG)

Luiz Carlos Bento (UFMS)

Manuela Areias (UEMS)

Maria Celma Borges (UFMS)

Márcia Maria Menendes Motta (UFF)

Natalia Monseff Junqueira (UFMS)

Ney Iarede Reynaldo (UFR)

Paulo Roberto Cimó Queiroz (UFGD)

Silvana Aparecida da Silva Zanchett (UFMS)

Talitta Tatiane Martins Freitas (UFR)

Vitor Wagner Neto de Oliveira (UFMS)


SIMPÓSIOS TEMÁTICOS APROVADOS NO XV ENCONTRO DE HISTÓRIA - ANPUH-MS

História em Combate: ciência e ensino, ética e engajamento

ST 01 - PIBID E RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS NO CAMINHO DA DOCÊNCIA

Profº. Drº. João Batista Gonçalves Bueno (UFPB/UEPB)

Profª. Drª. Patrícia Cristina de Aragão Araújo  (UEPB)

Profº. Ms. Silvano Fidelis de Lira (UFPB)

RESUMO DA PROPOSTA: Este Simpósio Temático pretende reunir pesquisadores de graduação e pós-graduação interessados em debater temas relativos à formação docente a partir das experiências e das aprendizagens vindos do PIBID e da Residência Pedagógica, bem como dos desdobramentos que estes programas têm proporcionando dentro e fora da universidade. Compreendemos a partir da leitura de autores como CALDERANO (2012); GIGLIO (2010) e BALL (2011), que a formação de professores passa por um conjunto de ações que são políticas e subjetivas, assim os programas, a exemplo do PIBID e do Programa de Residência Pedagógica, fazem parte dessas ações, contudo, pretendemos aqui, abrir espaços para que as experiências pessoais, para aquilo que os estudantes colocam em prática no chão da escola, aonde os desafios e as realizações são concretas fogem, muitas vezes aos determinismos nas normas acadêmicas.

ST 02 - HISTÓRIA INDÍGENA E DO INDIGENISMO

Profº. Drº. Éder da Silva Novak (UFGD)

Profº. Drº.Thiago Leandro Vieira Cavalcante (UFGD)

RESUMO DA PROPOSTA: O simpósio temático congregará trabalhos que se situem nos campos da História Indígena e História do Indigenismo, que tematizam ações e representações de grupos indígenas e de instituições indigenistas, concernentes às relações interétnicas, às lutas pelos territórios, ao patrimônio simbólico/cultural, ao ensino escolar (em escolas indígenas e não indígenas) e às transformações socioculturais inerentes ao processo histórico. A História Indígena tem se desenvolvido enquanto saber historiográfico no Brasil desde o final dos anos de 1980. Os trabalhos abordam a história com enfoque especial no olhar do indígena, nesse sentido, o protagonismo do indígena enquanto agente histórico é elemento fundamental, contribuindo para reformular ideias e pensamentos sobre os conhecimentos e presença da grande diversidade étnica, cultural e linguística desses povos, bem como para desconstruir estereótipos e preconceitos que perduram após 500 anos de contato. Junto à História Indígena caminham os estudos sobre a História do Indigenismo, ou seja, a análise das relações e políticas desenvolvidas pela sociedade não indígena com alvo nos povos indígenas. Nesse bojo estão as políticas públicas, tais como: saúde, educação, previdência social, ações afirmativas, demarcação de terras, entre outras, e iniciativas de organizações não governamentais. O ensino de História Indígena para não indígenas é outro aspecto relevante enquanto política de ação afirmativa que tem suscitado diversas iniciativas de pesquisa e extensão que poderão ser discutidas nesse simpósio. Os campos são vastos e complexos, isso faz como que a interdisciplinaridade e a diversidade de metodologias sejam exigências, mais do que opções. O simpósio tem como objetivo principal o debate entorno da produção historiográfica que tenha os povos indígenas como elemento agregador.

ST 03 - RESISTÊNCIAS À DITADURA MILITAR NO BRASIL: DAS POSSIBILIDADES DE PESQUISA AOS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

Profª. Drª.  Ana Maria Colling  (UFGD)

Profº. Drº. Ary Albuquerque Cavalcanti Junior  (UFMS/CPCX)

RESUMO DA PROPOSTA: Passados quase 60 anos do golpe que retirou o então presidente João Goulart do poder, ainda há muito a ser pesquisado e escrito sobre a Ditadura militar no Brasil (1964-1985), período recente de nossa história. Os acontecimentos recentes na política brasileira demonstram a necessidade e a urgência deste debate. Contudo, apesar de nos últimos anos historiadoras/es terem refletido sobre este período histórico entende-se que ainda há muito a ser aprofundado sobre as narrativas históricas e sua permanência por longos 21 anos. Dessa forma, a proposta deste simpósio é reunir trabalhos e pesquisas voltados à luta política e a diferentes resistências durante a ditadura incorporando  sujeitos e temáticas mais amplas  como as relações de gênero,  a influência do movimento feminista, as homossexualidades, a imprensa, o cinema, a música, o teatro,   a oposição da Igreja aos militares,  a questão racial, o ensino  de história etc. Pretendemos registrar informações e reflexões de como se deram estes processos de resistências, a construção de memórias e o papel da educação em seus variados artefatos pedagógicos.

ST 04 - ENSINO DE HISTÓRIA E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E DE GÊNERO

Profa. Dra. Manuela Areias (UEMS/ProfHistória)

Profa. Dra. Monalisa Oliveira (UFRR/ProfHistória)

RESUMO DA PROPOSTA: Este simpósio temático tem o objetivo de oferecer um espaço de reflexão e discussão sobre as temáticas das relações étnico-raciais e de gênero no âmbito do Ensino de História. Os novos paradigmas teórico-historiográficos, as reivindicações apresentadas pelos movimentos sociais – como os movimentos negro, indígena e feminista – e as atuais demandas históricas impostas pelas leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, provocaram um adensamento das reflexões sobre o que significa ensinar História a partir da temática das relações étnico-raciais e de gênero. Dessa forma, as mudanças ocorridas no cenário educacional nos últimos anos, sobretudo em relação ao ensino de história, têm lançado novos desafios a serem enfrentados pelos cursos de formação de professores e pela prática pedagógica dos docentes em atuação no ensino básico, exigindo conhecimentos, pesquisas e abordagens diferenciadas na área do ensino de História das relações étnico-raciais e de gênero. Essa nova realidade trouxe à tona a necessidade de discussão e revisão de temas, apontando para a urgência de estudos e abordagens historiográficas e pedagógicas que revejam o silenciamento e a exclusão a que foram submetidas as mulheres, os negros e os índios. Urge, portanto, a necessidade de promover na História ensinada (na academia e nas escolas), a descolonização do saber, rompendo com a lógica eurocêntrica e falocêntrica dos cursos, currículos e práticas escolares. Visa-se, neste simpósio temático, congregar trabalhos que versem sobre: ensino de história e diversidade étnico-racial, ensino e história social das expressões culturais protagonizadas por afrodescendentes, indígenas e mulheres, trajetórias individuais e coletivas de mulheres, negros e indígenas, saberes e práticas no ensino de História que visem combater o racismo e a discriminação étnica, entre outros temas afins.


ST 05 - O ANTIGO MATO GROSSO: TRANSFORMAÇÕES SOCIOECONÔMICAS, POLÍTICAS E AMBIENTAIS (SÉCULOS XVIII-XX)

Profº. Drº. Jocimar Lomba Albanez (UEMS)

Profº. Drº. Paulo Roberto Cimó Queiroz (UFGD)

RESUMO DA PROPOSTA: Serão aceitos neste simpósio trabalhos dedicados ao estudo das transformações verificadas no espaço correspondente aos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, desde o século XVIII até o XX, envolvendo temas como: 1) vias e meios de transporte e comunicação; 2) atividades e estruturas produtivas e respectivas relações de trabalho e fluxos comerciais; 3) movimentos migratórios, correntes de povoamento, políticas de terra e processos de colonização; 4) relações entre grupos humanos e o meio ambiente, em seus aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. Serão também aceitos trabalhos que, tendo em conta o fato de se tratar aqui de uma área fronteiriça, busquem estudá-la como local de encontro de alteridades e palco de relações tanto pacíficas como conflituosas – enfocando, por exemplo, iniciativas locais, projetos estatais, conflitos políticos ou bélicos e suas peculiaridades e implicações regionais, nacionais e transfronteiriças.

ST 06 - POLÍTICA, CULTURA E SOCIEDADE NAS AMÉRICAS (SÉCULOS XV – XXI)

Profº. Drº. Fábio da Silva Sousa (UFMS)

RESUMO DA PROPOSTA: A História das Américas já é um campo consolidado na academia brasileira, com a crescente difusão de pesquisas, com a publicação de livros, artigos acadêmicos, com a organização de encontros, eventos, entre outros. Indo ao encontro dessa demanda, a presente mesa de trabalho tem como objetivo colocar em discussão pesquisas (em desenvolvimento ou finalizadas) que coloquem em discussão os enredos da História das Américas, que compreendem as regiões da América do Sul, Caribe e América do Norte. Serão privilegiadas comunicações que abordem desde o Século XV até os tempos atuais, com temáticas que debatam o processo da Conquista, a cultura e política da Sociedade Colonial, o processo de Independência, o desenvolvimento dos Estados Nacionais latino-americanos, as Revoluções e o Populismo Político do Século XX, os Meios de Comunicações, Literatura, Arte, Cinema, entre outros. Trabalhos comparativos com o Brasil e de perspectivas interdisciplinares também serão bem-vindos.  

ST 07 - ENSINO E PESQUISA SOBRE ANTIGUIDADE: RELAÇÕES DE PODER, RESISTÊNCIAS E USOS POLÍTICO-CULTURAIS

Prof. Dr. Carlos Eduardo da Costa Campos (UFMS/FACH – PROFHIST/UEMS)

Prof. Dr. Leandro Hecko (CPTL/UFMS)

RESUMO DA PROPOSTA: Pensar o Ensino e a Pesquisa sobre Antiguidade é um ato reflexivo que exige sensibilidade para o alcance de resultados no campo científico-escolar do Brasil. Assim, urge uma postura docente e social que valorize o saber histórico e os seus profissionais na atualidade. Cabe mencionar que as representações produzidas sobre a Antiguidade intrigam, instigam e impactam ações em nosso mundo, justamente por sua dinâmica e capacidade de ressignificação pelos grupos sociais. Dessa maneira, o estudo sobre o pensamento político e cultural da Antiguidade figura como um poderoso instrumento de reflexão para os professores e discentes contemporâneos, por possibilitar o alargamento de visões acerca de aspectos antropológicos de nosso mundo. Logo, as pesquisas sobre estas diversas Antiguidades, bem como os seus usos e abusos, nos permitem tecer uma pluralidade de perspectivas no que tange ao próprio papel humano no meio social, tanto do (no) passado quanto da (na) atualidade, mediante os usos do passado e as práticas de ensino.

ST 08 - HISTÓRIA E CIDADES: MEMÓRIAS, PATRIMÔNIO E PERTENCIMENTO

Profº. Drº. Renato Jales Silva Junior (UFMS/FACH)

Profº. Drº. Henry Marcelo Martins da Silva (UFMS/CPTL)

RESUMO DA PROPOSTA: O simpósio pretende reunir pesquisadores que possuem trabalhos destinados à reflexão sobre a constituição dos espaços urbanos e o papel dos sujeitos sociais nestes processos. Para compreendermos as transformações vividas nas cidades estabelecemos ricos diálogos com diferentes áreas como a Antropologia Urbana, a Geografia, a Sociologia e incorporamos a análise de diferentes fontes como as narrativas orais, a fotografia, os mapas, a imprensa sem abandonar outras tradicionais evidências como dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Neste debate sobre os processos de produção das cidades entendemos que estas se fazem na luta pela manutenção de projetos hegemônicos que instituem memórias patrimonializadas sobre o viver urbano. Dialeticamente emergem valores e sentidos sobre as cidades oriundos de modos de viver que subvertem aqueles dominantes. Nossa função é compreender como são travadas estas lutas, as memórias que delas surgem e por em evidência os projetos silenciados para ajudarmos na construção de lugares mais democráticos. O simpósio tem a expectativa de ser um espaço para conversar sobre as cidades e socializar projetos que fazem emergir as ações de homens e mulheres na busca por ver transformadas suas necessidades em direitos.

ST 09 - HISTÓRIA DO PARAGUAI EM DEBATE: SUJEITOS, LINGUAGENS E NARRATIVAS

Profª. Drª.  Ana Paula Squinelo (UFMS, Brasil)

Profº. Drº. Herib Caballero Campos (Universidad Nacional de Canindeyu, Paraguay)

Profª. Drª.  Marcela Cristina Quinteros (Ñande – Rede de pesquisadoras e pesquisadores sobre o Paraguay, Brasil).

RESUMO DA PROPOSTA: Presenciamos na história rio-platense do tempo presente duas efemérides, a saber: as comemorações em torno dos 150 anos da Guerra da Tríplice Aliança/Guerra Guasu (2014-2020) que marcaram inúmeras ações na região platina e, ainda, os 30 anos da queda do regime ditatorial de Alfredo Stroessner (2019); tais (re)memorações alavancaram um profícuo debate em relação a diversos e diferenciados temas pertinentes aos países platinos: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. No Paraguai, a queda do regime de Alfredo Stroessner, ocorrida no ano de 1989, e a consequente descoberta do “Arquivo do Terror” no ano de 1992 por Martin Almada, trouxeram à baila um conjunto de documentos até então inacessíveis ao/a investigador/a. Tal fato, aliado a profissionalização, em especial, do ofício do/a historiador/a vivenciado no Paraguai nas últimas décadas levou pesquisadores/as de distintas áreas, como a Sociologia, Antropologia e História, por exemplo, a se debruçarem sobre o passado recente latino-americano, trazendo à tona novas perspectivas de análise a temas tidos como consolidados, assim como novas abordagens, novas fontes e novos objetos passaram a ser explorados. Nesse cenário, foi criado no Paraguai, no ano de 2015, o CPCH - Comitê Paraguaio de Ciências Históricas e, no Brasil, no ano de 2017, foi estabelecida a Ñande – Rede de Pesquisadoras e Pesquisadores sobre o Paraguay, que reúne investigadores/as do Prata; tal ação derivou-se do crescente interesse pelos estudos concernentes à região platina, assim como a necessidade de se estabelecer uma rede que congregasse investigadores/as da região do Prata com o intuito de promover e difundir debates e investigações de temas que venham lançar luz à história numa perspectiva transnacional. Nesse sentido, apontamos que inúmeros temas passaram a se configurar foco de investigação, como exemplo, citamos: gênero, fronteira, narrativas didáticas, imagens em movimento, literatura, música, intelectuais, as “escritas de si”, teatro, pintura, censura, imprensa, o debate historiográfico, os estudos comparativos, entre outros; tais perspectivas rompem com a tradicional constituição de uma narrativa oficial, monumental e heroicizada, abrindo horizontes para uma narrativa que busca dar visibilidade a distintos sujeitos e diferenciadas vozes. Sendo assim, este Simpósio Temático objetiva reunir pesquisadores/as imbrincados na região platina e que tomam o Paraguai, em seus diferentes contextos e periodizações, como objeto de investigações, permitindo compreender especificidades de problemáticas socioculturais, políticas, educacionais e econômicas. Tendo isso em vista, objetiva-se que o espaço desse Simpósio Temático agregue contribuições, sobretudo, de pesquisadores/as rio-platenses que se dedicam a pesquisas das mais variadas abordagens e fontes sobre a História do Paraguai.

ST 10 - SOCIEDADE, ADMINISTRAÇÃO E PRÁTICAS ECONÔMICAS NO BRASIL (SÉCULOS XVIII E XIX)


Profª. Drª.  Nauk Maria de Jesus (UFGD)

 

Profª. Drª.  Vanda da Silva (Arquivo Público de Mato Grosso).

 

RESUMO DA PROPOSTA: Este Simpósio Temático pretende discutir os elementos constitutivos da sociedade, da administração e das práticas econômicas no Brasil setecentista e oitocentista, com ênfase na História de Mato Grosso nos séculos XVIII e XIX. Muitos trabalhos, com base em diferentes referenciais teóricos- metodológicos, tem se dedicado aos estudos sobre esses períodos e analisado a escravidão, a história indígena, a administração e seus agentes, os conflitos e as negociações, a sociedade e os aspectos culturais, permitindo diferentes leituras sobre a História do Brasil e o conhecimento de fontes até então inéditas guardados em diferentes acervos do Brasil e do exterior. No caso da História de Mato Grosso, destacamos que em boa parte dos trabalhos, a noção de fronteira (s) tem sido adotada como chave explicativa da conquista e colonização nos séculos XVIII e XIX. Neste sentido, a proposta deste Simpósio pelo grupo de pesquisa “Dinâmica e dimensão de uma região fronteira-mineira: Mato Grosso (1719-1822) é discutir e contribuir com a divulgação de trabalhos sobre o setecentos e oitocentos com o intuito de ampliar o diálogo e a interlocução com estudiosos desses períodos.

 

ST 11 - HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA EM DEBATE: ESCRITA, TEORIA E COMPROMISSOS COM O TEMPO PRESENTE

Profº. Drº Luiz Carlos Bento (UFMS/CPTL)

Profº. Ms. Erasmo Peixoto de Lacerda (doutorando UFGD) SED/MS

 

RESUMO DA PROPOSTA: Este simpósio temático tem por objetivo reunir pesquisadores em diversos níveis de pesquisa e instituições que queiram discutir e debater aspectos da produção do conhecimento histórico e seu papel enquanto produtor de sentido e orientador temporal dos sujeitos. Neste sentido, buscamos agrupar pesquisadores preocupados em pensar a historicidade da escrita da História no Brasil e no mundo, assim como discutir as regras, conceitos, abordagens e práticas próprias do fazer historiográfico. Desta forma, ao congregarmos tais pesquisadores e refletirmos sobre os estatutos do saber histórico, este simpósio acomoda preocupações ligadas à elementos constituidores deste debate, tais como identidade nacional e regional, práticas e representações culturais, multiplicidades étnico-raciais, relações de gênero, limites e aproximações epistemológicas no processo de constituição das ciências humanas no Brasil, bem como os múltiplos sentidos atribuídos à pesquisa e escrita da história, aproximando-se dos compromissos éticos inerentes à escrita e teoria da História que se fazem imperativos no tempo presente, entre eles as identidades, as relações de poder, as construções discursivas, as lutas simbólicas, o ensino do conhecimento histórico e suas intersecções e intervenções no espaço público.

 

ST 12 - NARRAR, ESCREVER, APREENDER E DIVULGAR HISTÓRIA: QUAIS OS LIMITES DA HISTÓRIA PÚBLICA?

Profª. Drª. Claudia Patrícia de Oliveira Costa (SED- RJ)

Profª. Ms. Andréa Camila Faria de Fernandes (Doutoranda do PPGH-Uerj)

Profª. Ms. Luiza Rafaela Sarraff (Doutoranda do PPGHS-Uerj)

 

RESUMO DA PROPOSTA: De acordo com a historiadora britânica Jill Liddington, “podemos considerar a prática da história pública como sendo a apresentação popular do passado para um leque de audiências – por meio de museus e patrimônios históricos, filme e ficção histórica” (LIDDINGTON, 2011, p. 33-4). Para o norte-americano, Robert Kelley, a História Pública “se refere ao trabalho de historiadores e ao emprego de métodos historiográficos fora da academia: no governo, em empresas privadas, nas mídias, em sociedades históricas e museus” (KELLEY, 1992, p. 111). As definições propostas por esses autores buscam oferecer um balizamento para o conceito de História Pública, que começa a ser debatido, a despeito de seu caráter profundamente polissêmico, a partir de eventos realizados no meio acadêmico anglo-saxônico na década de 1970. Desde então, abordagens ancoradas na perspectiva da História Pública têm encontrado repercussões positivas entre os países anglófonos, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e África do Sul. Também são significativos os avanços, nesse campo, na Itália. No Brasil, destacamos a formação da Rede Brasileira de História Pública (RBHP), criada em meio aos debates que tiveram lugar na Universidade de São Paulo (USP), a partir da última década.

Consideramos que a emergência dessas problematizações, no que diz respeito às múltiplas formas de narrar e divulgar a história, se inscreve em um corte temporal que não é aleatório: as discussões sobre a História Pública estão em estreito diálogo com a retomada de interesse pelas narrativas e pelas subjetividades no âmbito da historiografia. Desde então, os estudos e pesquisas no campo da História Pública têm ganhado cada vez mais espaço nos debates que buscam alternativas que proponham o estreitamento de laços entre o conhecimento histórico, produzido em centros de pesquisa e universidades e o público mais amplo, fenômeno que perpassa um contexto marcado, entre outros aspectos, pela aceleração do tempo e a expansão massiva de meios de comunicação.

Estimuladas por esse cenário, convidamos e somos convidadas a repensar a escrita da história, enfatizando suas conexões com o tempo presente, com as disputas e tensões cotidianas e buscando romper com o caráter de “relíquias de antiquário”, assumido durante muito tempo pela própria história enquanto disciplina. Dessa forma, trabalhos que apresentem reflexões sobre as diversas formas de produção historiográfica e seus públicos, bem como as imbricações entre a História Pública e o Ensino de História, serão muito bem vindos a esse simpósio.

 

ST 13 - INDÍGENAS, CAMPONESES E QUILOMBOLAS: CAMINHOS PARA OS (DES)ENCONTROS COM NOVAS E OUTRAS NARRATIVAS

 

Profº. Drº George Leonardo Seabra Coelho - (UFT-PPHispam)

 

RESUMO DA PROPOSTA: Neste Simpósio Temático pretendemos discutir questões epistemológicas e dar vozes às narrativas a grupos que apenas há pouco tempo vem sendo abordados como sujeitos históricos. Ao menos até a década de 1970, historiadores tenderam a analisar as relações do pós-contato colonial como o encontro no qual os colonizadores teriam imposto sua cultura, organização social aos “dominados”, sobretudo aos povos originários e aos negros escravizados, que tentavam manter, sem sucesso, o seu modo de viver. Portanto, era a história do choque entre mundos opostos, no qual seria enviesada a crônica da destruição, de submissão à “razão civilizatória”. Por muito tempo, parecia-lhe ainda muito arraigada na historiografia brasileira a afirmação, de meados do século XIX e grande parte do século XX, de que os índios, quilombolas e camponeses não tinham História. Contudo, a partir da década de 1980 houve uma reorientação de pressupostos teóricos e metodológicos relacionados à própria luta dos movimentos sociais no Brasil. Tal reorientação provocou reconfigurações decisivas na pesquisa histórica, principalmente com o surgimento de novos problemas e de novas possibilidades de novos arquivos e documentos. Com essas novas abordagens acerca do protagonismo dos “esquecidos da história”, enquanto sujeitos históricos, as temáticas sobre índios, escravizados e escravidão, quilombolas, comunidades camponesas, mulheres, pobres, dentre outras, vem deixando o lugar marginal que ocuparam na historiografia brasileira. Nesse sentido, o presente Simpósio Temático almeja ser um espaço de problematização de estudos que fomentem o debate sobre perspectivas conceituais, metodológicas e dialógicas que colaborem na compreensão do papel dessas comunidades na História do Brasil.

 

ST 14 - MÚLTIPLAS VOZES DO SUL GLOBAL: SABERES E FAZERES, ECOPOLITICA E MEMÓRIA

Profª. Drª.  Ilsyane do Rocio Kmitta (UEMS)

Profª. Drª.  Tânia Regina Zimmermann (UEMS)

RESUMO DA PROPOSTA: A proposta engloba estudos e pesquisas no que tange a visibilidade de experiências em relação as resistências, vivências alternativas, emancipações, opressões e desigualdades que constitui o escopo de múltiplas vozes advindas de contextos geo-históricos os mais variados possíveis. A linha de discussões desse simpósio temático reacende os debates sobre a necessidade de conjugarmos esforços nessas visibilidades para articular a justiça social com a de saberes. Entendemos que o espraiar de novas racionalidades na ciência através de múltiplas vozes e suas experiências com as ecologias, feminismos e epistemologias, aduz a outras práticas políticas, culturais e socioeconômicas as quais resistam ao pensamento único focado em valores mercadológicos do  neoliberalismo bem como pela expansão da ultra direita  colonial patriarcal.

ST 15 - HISTÓRIA ENSINADA, DIVERSIDADE CULTURAL E PATRIMÔNIOS: ENTRELAÇANDO SABERES E FUNDAMENTANDO DIÁLOGOS

Profª. Drª.  Jaqueline Ap. Martins Zarbato (UFMS)

Profª. Drª.  Maristela Carneiro (UFMT)

RESUMO DA PROPOSTA: A proposição em dialogar sobre ensino de história, diversidade cultural e patrimônios culturais contribui para os debates educacionais e para a formação de redes de saber. Nesse sentido, a complexidade das concepções teóricas e metodológicas, com suas confluências em valorizar as identidades, as alteridades, memórias, edificações, educação patrimonial, museus, é fundamental estabelecer ‘outros’ olhares para a educação e para a história. Dessa forma, buscamos envolver as ações e capacidade de leitura das fontes e de produção de aulas, capacidade de produzir informações inferenciais; capacidade de organizar as informações, sejam elas de tempo, espaço ou temáticas; capacidade de desenvolver um texto baseado nas informações primárias e, logicamente, e sobre aquelas fontes extras que são colocadas à prova e consolidadas. Mediante a pesquisa histórico-didática imaginada, os/as alunos/as conquistam também a consciência das passagens fundamentais do processo de construção do conhecimento histórico e os conceitos a esses ligados como as fontes, documentos, informações, textos. Baseamos as concepções teóricas e metodológicas na abordagem de Rusen(2012); de Barca (2001); Canclini (1999); Gonçalves (2009); Choay (2006); Bittencourt (2006). Esses aportes teóricos metodológicos consubstanciam as dimensões da consciência histórica como lugar da aprendizagem e, encaminham para novas dimensões da aprendizagem histórica. Dessa maneira, esse ST agrupará pesquisas, experiências de saber docente em diferentes níveis de ensino, projetos de ensino e extensão que versem sobre as abordagens de ensinar história e na educação, que envolvam temas e ações com o envolvimento da diversidade, cultura e interdisciplinaridade. E que tenham o enfoque didático em diferentes áreas de conhecimento como: usos de fontes educativas em museus e educação; concepções e práticas interdisciplinares com o Patrimônio Cultural; espaços culturais e história na perspectiva do patrimônio, cultura material e imaterial.

ST 16 - MUNDOS DO TRABALHO RURAL E URBANO: SUJEITOS, EXPERIÊNCIAS E CONFLITOS

Profa. Dra. Mariana Esteves de Oliveira (UFMS/CPTL)

Profa. Dra. Maria Celma Borges (UFMS/CPTL)

Prof. Dr. Vitor Wagner Neto de Oliveira (UFMS/CPTL)

RESUMO DA PROPOSTA: A proposta desta temática compreende a discussão do trabalho, seja compulsório (escravidão, escravidão por dívida, servidão etc.), assalariado (nas suas diversas formas de remuneração) e/ou livre (de produção, independente das relações capitalistas), desde a América portuguesa ao tempo presente, em âmbitos inter-relacionados com a economia, a política e a cultura no mundo rural, urbano e rururbano. Compreende, também, o estudo do protagonismo e resistência escrava, indígena e da classe trabalhadora contemporânea, considerando determinantes como classe, raça, etnicidade, gênero, sexualidade, vislumbrando suas interseccionalidades. O objetivo é proporcionar um espaço para discutir as (trans)formações destes mundos, a partir da análise das ações e experiências dos sujeitos. A proposição deste Simpósio Temático segue os princípios delineados nos Simpósios oferecidos nos Encontros da ANPUH-MS a partir de 2006 e busca aglutinar pesquisadores e iniciantes em pesquisa em torno de um tema caro para a historiografia brasileira e regional, qual seja: a análise da história a partir do estudo das relações de trabalho no campo e cidade, em vista das práticas, ações e representações, das classes subalternas.

ST 17 - HISTÓRIA, SAÚDE E DOENÇAS: RELAÇÕES E POSSIBILIDADES

 

Prof. Dr. Éder Mendes de Paula  (UFJ)

 

RESUMO DA PROPOSTA: Com a pandemia da Covid-19 o debate em torno da História da Saúde e das Doenças se tornou mais presente na academia, no entanto, já é um campo há muito explorado por historiadoras e historiadores. O presente Simpósio tem como objetivo agregar pesquisas que tenham como mote problematizador as possíveis relações entre a História a Saúde e as Doenças ao longo dos diferentes contextos. Neste sentido, pressupõem-se temáticas que abordem a interpretação social das doenças, das práticas de cura, as políticas de públicas de saúde, o discurso médico, a História das Ciências, entre outras possíveis abordagens da temática.

 

ST 18 - HISTÓRIA REGIONAL E LOCAL: OLHARES E PERSPECTIVAS  

Profa. Dra. Eliene Dias de Oliveira (UFMS/CPCX)

Prof. Dr.  Jiani Fernando Langaro (UFG)

Profa. Dra. Silvana Aparecida da Silva Zanchett (UFMS/CPCX)

RESUMO DA PROPOSTA: A proposta do Simpósio Temático consiste em reunir pesquisas cujos temas versam sobre os estudos regionais e locais, em diferentes espaços e temporalidades. A presente proposta, parte da necessidade de espaços de discussões que agreguem pesquisadores/as interessados/as em debates cujas análises versam sobre sujeitos numa perspectiva regional/local. Logo, visamos reunir pesquisas que evidenciam narrativas carregadas de sentidos e significados resultantes de distintos processos de regionalização. A proposta tem em vista, debater a pluralidade de temas com ênfase em diálogos que propõe visibilidade a narrativas de sujeitos diversos, sendo migrantes, trabalhadores/as, mulheres, enfim, vozes invisíveis em abordagens macro-analíticas. No interior do grande leque de possibilidades de pesquisa que o tema-objeto deste simpósio temático gera, preocupa-nos reunir pesquisadores que se interessem por entender – em uma perspectiva histórica – como os sujeitos históricos envolvidos em determinados processos os vivenciam, compreendem, recordam e narram suas histórias. Suas falas, impregnadas de “subjetividade” (PORTELLI, 1997), revelam identidades e representações, a partir das experiências locais e regionais adquiridas em suas vidas. Metodologicamente, a história Oral, se constituiu como uma fonte profícua para a escrita da História Regional e Local, bem como possibilita verticalizar discussões associados à subjetividade e ao cotidiano. Entretanto, não excluímos os trabalhos que tratem de outras fontes, uma vez que reconhecemos as contribuições destas para a construção de memórias e o estudo do viver humano, como os artefatos, as fotografias de álbuns de família ou mesmo a imprensa e a documentação oficial. Configura-se, portanto, uma oportunidade ímpar para fomentar o conhecimento e ainda, trocar experiências sobre diferentes temas, abordagens e suportes documentais, na construção da história regional/local.

 

ST 19 -  HISTÓRIA POLÍTICA E IMPRENSA

Prof. Dr. Leandro Mayer (SED-SC)

Profa. Pâmela Pongan (Doutoranda PPGH/UPF)

Profa. Taciane Neres Moro (Mestranda PPGH/UPF)

RESUMO DA PROPOSTA: A contribuição da imprensa na pesquisa histórica reflete uma maior percepção do seu valor documental e simbólico para os estudos históricos. Com a renovação do campo da História a partir da terceira geração dos Annales, da renovação marxista e da Nova História Política, houve uma dilatação do campo temático, provocando uma nova forma de olhar para os fatos e, com isto, ampliando consideravelmente os tipos de fontes aceitas para a construção histórica. Neste contexto, por muito tempo, a imprensa, antes vista como fonte pouco segura, devido a sua subjetividade, assume um novo papel para o trabalho do historiador. Ampliando-se os horizontes para novas reflexões e problemáticas nos conhecimentos sobre as sociedades do passado. O sentido fugaz da informação presente na imprensa, destaca o registro do momento em que aconteceu o fato, evidenciando a representação do cotidiano de uma época. Contudo, os discursos produzidos se inserem em meio às disputas e interesses de cada meio. Desta forma, cabe ao historiador estar atento aos cuidados e limites que a imprensa, como fonte, impõe, pois ela não pode ser estranha à vida real. Seria uma interpretação abstrata não levar em consideração as paixões, os impulsos, as motivações morais, até mesmo os desinteresses presentes. Assim, ao pesquisador, não apenas os elementos do momento histórico são importantes, mas buscar captar também quais são os elementos de interesse da própria imprensa, considerando que política está estritamente relacionada com a atuação dos meios de comunicação, já que estes podem ser percebidos como extensões das instituições políticas, sendo importantes meios de legitimação do poder, através de sua capacidade de influenciar e formar opiniões. Neste contexto, fazer uma análise de seu discurso é imprescindível e, por isso, surgem variadas metodologias de análise desta gama de diferentes meios de comunicação. Assim, o objetivo deste simpósio é promover o debate e ampliar as discussões da imprensa quanto fonte e objeto de pesquisa, e os métodos de análise desta como fonte histórica, no viés político, buscando congregar pesquisas que abordem de alguma maneira esta relação História e Imprensa, a esfera política e a atuação ideológica dos meios de comunicação, apontando os riscos e as precauções necessárias, refletindo sobre possíveis abordagens teóricas e metodológicas.


 ST 20 - POLÍTICA E PROJETOS AUTORITÁRIOS (SÉCULOS XX e XXI)

Prof . Dr. Rafael Athaides (UFMS)

Prof . Dr. Márcio José Pereira (UEM)

 

RESUMO DA PROPOSTA: Uma das marcas indeléveis do século XX é a ascensão de ideias, movimentos e regimes políticos classificáveis como autoritários, em sentido amplo. O leque tipológico do autoritarismo é abrangente, de forma a abarcar desde a mais pura reação secular do Ancien Régime até os Estados caraterizados mais ou menos precisamente como totalitários, fascistas ou stalinistas. Prova de que o devir histórico não capitula a linearidades, as inúmeras vitórias de concepções não democráticas num mundo em que, cria-se, caminhava para quaisquer variantes modernas da democracia, representaram e representam fenômenos políticos dos mais desafiadores às Ciências Humanas. Somente o caso da emergência dos fascismos, em sua vasta permutação fenomenológica, foi capaz de gerar uma imensidão de teorias e esforços explicativos, na tentativa de encontrar o sentido dos vários ‘regressos autoritários’, por assim dizer. Por outro lado, o estudo da história política do autoritarismo mantém seu caráter emergencial, se considerarmos que propostas desse viés político ainda recebem considerável respaldo em certas sociedades contemporâneas. Dessa forma, longe de se ater a um passado politicamente ‘irrelevante’, o ato de levantarmos questões sobre o autoritarismo no século passado representa uma tentativa permanente de compreendermos o que acontece na política atual. O presente simpósio pretende reunir trabalhos, cujo escopo envolva o eixo temático do autoritarismo, latu sensu, nos séculos XX e XXI, em suas mais variadas formas de elaboração política: ideias e intelectuais, grupos, movimentos, partidos, políticas estatais, regimes, etc.   

 

ST 21 - HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA SAÚDE NO BRASIL: INTERFACES ENTRE RAÇA, INTELECTUAIS E PROJETOS DE NAÇÃO

 

Prof . Dr. Andrey Minin Martin (UFMS)

Prof . Dr. Leonardo Dallacqua de Carvalho (FAPEMA/PPGHIST-UEMA)

 

RESUMO DA PROPOSTA: O objetivo deste simpósio é proporcionar discussões relacionadas à História das Ciência e da Saúde no Brasil, com destaque às pesquisas que envolvem raça, intelectuais e projetos de nação gestados ao longo dos séculos XIX e XX. Uma vez que as ciências estão conectadas aos valores políticos da sociedade que a produz (Stepan, 2005), pensamos de que modo tais saberes foram centrais para o desenvolvimento de projetos de nação. Assim, passamos por propostas e projetos que dialogam desde o estabelecimento de técnicas e tecnologias, pela produção de ideias e ideais sobre raça, saúde e doenças, até a criação de instituições e atores históricos. Este amplo universo reflexivo proporciona novas possibilidades de análise que abordam distintas questões ligadas à vida cultural, econômica e política da sociedade brasileira. Deste modo, o simpósio busca promover a interlocução de trabalhos que abordem principalmente questões em torno dos seguintes eixos temáticos: História da Ciências em suas múltiplas práticas e saberes; Intelectuais e instituições; Teorias raciais e condição socioeconômica do negro no Brasil; Práticas de cura; Projetos de desenvolvimento nacional; Espaços e lugares de produção e comunicação do saber.  

MINICURSOS APROVADOS NO XV ENCONTRO DE HISTÓRIA - ANPUH-MS

História em Combate: ciência e ensino, ética e engajamento

MINICURSO - 01

Proponentes: Prof. Dr. Jean Paulo Pereira de Menezes (PNPD-CAPES/UEMS)

                        Prof. Dr. Vitor Wagner Neto de Oliveira (UFMS/CPTL).

Título: O MÉTODO EM MARX E A CRISE CAPITALISTA.

Carga horária: 6h.

Ementa: Introdução: por que esse curso? Apontamentos históricos sobre o capitalismo no século XIX, Revolução Industrial, exploração e lutas. A localização de Karl Marx historicamente. Apontamentos textuais sobre o método no Grundrisse. O capitalismo hoje e sua retumbante crise internacional.

MINICURSO - 02

Proponente: Profª. Ms. Paula Faustino Sampaio  (UFR)

Título: Povos Indígenas e Gêneros: histórias (de)colonais

Carga horária: 6h

Ementa: O debate emergente sobre povos indígenas e gêneros no âmbito teórico e metodológico da construção de uma história crítica à desigualdade social estruturada em bases racistas e sexistas.



MINICURSO - 03

Proponente: Prof. Dr. George Leonardo Seabra Coelho (UFT-PPHispam)


Título: TECNOLOGIAS DIGITAIS E EDUCAÇÃO HISTÓRICA: OS USOS DOS GAMES/JOGOS ELETRÔNICOS NO ENSINO DE HISTÓRIA

 

Carga horária: 6h

Ementa: Esse minicurso pretende discutir as Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação (TDIC) no Ensino de História. Para tanto, abordaremos as concepções de tecnologias digitais dentro do contexto social e cultural na contemporaneidade, assim como, suas apropriações no processo ensino-aprendizagem de História na Educação Básica. Para o encaminhamento das discussões, faremos um breve histórico sobre pesquisas e utilização de jogos eletrônicos e jogos pedagógicos no ensino e as perspectivas de sua utilização para a Educação Histórica. Essas questões estarão orientadas para as perspectivas educacionais que propõem a renovação do ensino de História e a utilização das TDIC na escola. Frente à apropriação das tecnologias digitais no ensino, debateremos a utilização dos games no ensino de História dentro de uma dicotomia: “games pedagógicos” e games oferecidos pelo mercado. Temos o intuito de debater as possibilidades da relação entre as tecnologias digitais e o ensino e, assim, problematizar a utilização dos games/videogame e suas relações com a Educação Histórica.



MINICURSO - 04

Proponentes: Profa. Dra. Liliane Cristina Coelho - Egiptóloga (Uniandrade )

Título: INTRODUÇÃO AOS HIERÓGLIFOS EGÍPCIOS

Carga horária: 6h

EmentaO curso objetiva o ensino do funcionamento da gramática do Médio Egípcio, isto é, a língua utilizada desde o Primeiro Período Intermediário até a XVIII dinastia (c. 2140-1360 a.C.), para que os discentes possam ler textos antigos a partir dos documentos originais. Serão abordados diversos tópicos gramaticais e também características dos textos, tanto as fórmulas mais usuais quanto a literatura antiga e suas subdivisões. A língua egípcia. A modificação linguística através dos séculos. Os tipos de escrita. História da filologia egípcia. A decifração dos hieróglifos. Introdução à gramática.

PROGRAMAÇÃO:

  • O Sistema Hieroglífico:

Uma introdução com alguns dados históricos sobre o surgimento da escrita e seu desenvolvimento até o século IV d.C.

 

  • Os Sinais:

Pictográficos; ideográficos; fonéticos (uniliterais, biliterais e triliterais); e determinativos.

 

  • Algumas características da língua:

Complementos fonéticos; transposição honorífica; abreviação; direção da leitura das frases.

 

  • Gênero e número:

Masculino e feminino; singular, dual e plural.

 

  • Genitivo e Pronomes Sufixos:

Direto e indireto; Usos dos sufixos.

 

  • Preposições:

Lista com preposições mais usuais.

 

  • Numerais cardinais:

Unidades, dezenas, centenas e milhares.

 

  • A titulatura Real:

Explicação dos títulos dos governantes e seu significado.

 

  • Fórmula de Oferendas:

Exemplo de inscrição e sua leitura

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