
Coordenação: Rafael Soares Duarte de Moura -
Universidade Estadual de Montes Claros
(UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Ciências Policiaise Tecnologias Inovadoras Richardson Xavier Brant - Universidade Estadual
de Montes Claros
(UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento
Social Geélison Ferreira da Silva - Universidade Estadual
de Montes Claros
(UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Ciências Policiais e Tecnologias Inovadoras Heitor de Carvalho Pagliaro– Universidade
Federal de Goiás (UFG) / Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe uma
análise crítica e interdisciplinar das relações entre racismo ambiental e
conflitos agrários, compreendidos como expressões estruturais de desigualdades
historicamente produzidas e reproduzidas nos territórios. Parte-se da premissa
de que tais conflitos atingem de forma desproporcional povos tradicionais,
comunidades rurais, populações periféricas e grupos vulnerabilizados,
evidenciando a articulação entre injustiças ambientais, exclusão social e
negação de direitos fundamentais. O GT busca problematizar o papel das
instituições jurídicas e das políticas públicas na manutenção ou superação
dessas desigualdades, examinando os limites dos modelos tradicionais de
tratamento de conflitos, frequentemente centrados na adjudicação estatal. Nesse
contexto, as tecnologias sociais são mobilizadas como instrumentos de mediação,
participação e construção coletiva de soluções, capazes de promover
reconhecimento, inclusão e transformação social. A proposta articula
contribuições do Direito, Sociologia, Ciência Política, Antropologia,
Psicologia e estudos ambientais, valorizando abordagens empíricas e
experiências comunitárias. Pretende-se fomentar reflexões sobre práticas
inovadoras voltadas à promoção da justiça e dos direitos humanos, especialmente
em contextos de disputa territorial, violência institucional e vulnerabilidade
socioambiental, contribuindo para a construção de respostas mais democráticas,
participativas e sensíveis às pluralidades sociais. |

Coordenação: Silvio Roberto Stéfani - Universidade
Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento Comunitário. Rubio José Ferreira – Universidade Federal
do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais
(PPGCHS) . Renata Abrantes Baracho Porto -
Universidade Federal Minas Gerais (UFMG) / Programa de Pós-Graduação em
Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável. Carlos Alberto Marçal Gonzaga - -
Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação
em Desenvolvimento Comunitário. Cláudio Luiz Chiusoli - - Universidade
Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em
Desenvolvimento Comunitário. Flávio Marcelo Rodrigues Bruno -
Universidade Federal do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências
Humanas e Sociais (PPGCHS) . Haniel Saulo Matos Araújo Israel -
Instituto Federal da Bahia (IFBA) / Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)
/ Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (UPM).
Ementa: O Grupo de Trabalho reúne
pesquisas e reflexões interdisciplinares sobre cidades contemporâneas,
compreendidas como espaços de desafios socioambientais, desigualdades
territoriais, disputas políticas e transformações tecnológicas. O GT acolhe
estudos voltados às interfaces entre cidades sustentáveis e inteligentes,
direito à cidade, políticas públicas, governança urbana, planejamento
territorial e justiça socioambiental, considerando perspectivas críticas e
aplicadas sobre o ambiente urbano. Serão aceitos trabalhos relacionados à
Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente
a ODS 11, bem como indicadores municipais, pesquisas sobre gestão urbana,
planos diretores, mobilidade, morfologia urbana, segregação socioespacial,
justiça climática, vulnerabilidade socioambiental, conflitos territoriais,
participação cidadã, inovação institucional, tecnologias sociais e soluções
tecnológicas aplicadas às cidades. O GT busca estimular o diálogo entre
diferentes áreas do conhecimento, favorecendo abordagens teóricas, empíricas,
técnicas e comparadas sobre sustentabilidade urbana, governança democrática e
transformação das cidades.
|

Coordenação Renata de Almeida
Oliveira - Afya Universidade UNIGRANRIO Programa de Pós-Graduação / Programa de
Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes. Regina Maria do Rego Monteiro de Abreu -
UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de
Pós-Graduação em Memória Social. Bianca Rihan Pinheiro Amorim - UNIRIO –
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de Pós-Graduação em
Memória Social. Sabrina Dinola Gama Silva - UNIRIO –
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de Pós-Graduação em
Memória Social. Juliane Conceição Primon Serres – UFPEL /
Programa de Pós-graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural. Renata Ovenhausen Albernaz - UFPEL /
Programa de Pós-graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural. Claudia Moraes de Souza - Universidade
Federal de São Paulo / Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede
Nacional – PROFIAP.
Ementa: O GT Memórias, Patrimônios e
Territórios têm por objetivo colocar em diálogo pesquisas que abordem as
distintas e alargadas configurações dos patrimônios e das dinâmicas
patrimoniais no Brasil e no mundo. Abarcando debates em torno das políticas
públicas e dos processos de patrimonialização institucionais, o GT se
interessa, igualmente, pelos chamados patrimônios contra hegemônicos, tecidos e
mobilizados por fora das chancelas e para além das categorias de Estado, ou
como resultantes de conflitos entre grupos sociais e/ou entre grupos e
instâncias de poder - públicas ou privadas - em "territórios
patrimoniais". Nesse sentido, são muito bem-vindas as experiências de
pesquisas individuais ou em rede que contribuam na construção de conhecimentos
e inovações no campo do patrimônio cultural, destacando-se as construções
colaborativas de conhecimento entre pesquisadores e os chamados “detentores”,
em ações compartilhadas de engajamento e luta política. Em suma, pretende-se
reunir trabalhos e experiências de pesquisa permeados por "políticas
patrimoniais", "processos de patrimonialização e salvaguarda",
“memórias de resistência”, “territórios instáveis”, “museus sociais e
participativos”, “processos de patrimonialização em tempos extremos” e
construção de “territórios de memoração”. |
Coordenação:
Vanda
Aparecida da Silva - UFSCar-Sorocaba / Programa de Pós-Graduação / Estudos da
Condição Humana (PPGECH). Dalton
Martins - Universidade de Brasília (UNB) / Ciência da Informação (UNB) e
Estudos da Condição Humana (PPGECH). Tarcísio Torres Silva - PUC-Campinas.
Ementa: Este Grupo de Trabalho reúne
pesquisas interdisciplinares sobre as desigualdades que as tecnologias
contemporâneas produzem, aprofundam ou, eventualmente, contribuem para reduzir
no cotidiano de diferentes grupos sociais. Algoritmos, plataformas e infraestruturas
tecnológicas replicam e intensificam hierarquias de raça, gênero, classe,
deficiência e território, tornando a desigualdade digital uma dimensão
estrutural da vida social. O GT acolhe trabalhos que analisem criticamente como
populações historicamente marginalizadas — mulheres, comunidades periféricas,
povos indígenas, pessoas com deficiência, populações negras e LGBTQIA+ —
vivenciam cotidianamente os efeitos da exclusão digital, dos vieses
algorítmicos e da concentração tecnológica. São igualmente bem-vindas
investigações sobre políticas públicas, iniciativas educacionais, práticas
culturais e projetos comunitários que mobilizem tecnologias digitais como
instrumentos de transformação social. Temas de interesse incluem ainda:
impactos sociais da inteligência artificial; inclusão digital em territórios
periféricos; saberes tradicionais e tecnologias digitais; letramento digital
crítico; feminismos e resistências digitais; acessibilidade; e narrativas
digitais de grupos subalternizados. |
Coordenação: Carlos Magno Spricigo - Universidade
Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação Justiça Administrativa (PPGJA). Rogerio Dultra dos Santos - Universidade
Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação Justiça Administrativa (PPGJA). Edson Marcos Leal Soares Ramos -
Universidade Federal do Pará / Programa de Pós-graduação em Segurança
Pública.
Ementa: O grupo propõe-se a reunir
pesquisas e projetos de extensão interdisciplinares voltados à análise crítica
das relações entre formulação, implementação e avaliação de políticas públicas e
os diversos sentidos de justiça que orientam e são produzidos por tais
processos. Parte-se do pressuposto de que o direito, as instituições e as
práticas estatais não apenas regulam, mas também constroem expectativas
sociais, distribuindo bens, oportunidades e reconhecimentos de maneira
desigual. O GT acolhe contribuições oriundas de diferentes campos do saber,
como Direito, Ciência Política, Sociologia, Administração Pública, Economia e
áreas afins. Serão especialmente bem-vindos trabalhos que examinem o papel do
Poder Judiciário na conformação de políticas públicas, os fenômenos de
judicialização e hipertrofia judicial, bem como suas implicações democráticas.
Também interessam investigações sobre desenho institucional, governança, participação
social, controle e accountability. Além disso, o GT incentiva debates sobre
justiça distributiva, justiça social e justiça institucional, considerando
marcadores de desigualdade como classe, raça, gênero e território. Serão
valorizadas análises que explorem políticas públicas em áreas como saúde, educação,
segurança, assistência social e meio ambiente, especialmente em contextos de vulnerabilidade
e exclusão. |

Coordenação: Carlos Henrique Medeiros de Souza -
Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) / Programa de Pós-graduação em
Cognição e Linguagem. Cleonice Puggian - Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ) / Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e
Comunicação (PPGECC). Cristiana Barcelos da Silva - Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-graduação em Cognição e
Linguagem. Fábio Machado de Oliveira - Universidade
Vila Velha – UVV / Programa de Pós-graduação em Segurança Pública (PPSP).
Ementa: O GT tem como objetivo promover um
espaço interdisciplinar de interlocução acadêmica para pesquisadores das
seguintes temáticas: epistemologias emergentes, tecnologias e educação;
ciberespaço, cibercultura e sociedade em rede; linguagens tecnológicas e redes
sociais digitais; educação, tecnologias e processos de formação humana;
hipertextualidade, leitura e escrita; docência, discência e cibercultura;
tecnologias, saberes e métodos; acesso à informação, igualdade e diferença;
políticas públicas, educação e informação; Inteligência Artificial (IA) e suas
conexões com a Educação. Busca agregar conhecimentos e articular o diálogo
entre as diversas áreas à luz das transformações tecnológicas, sociais e
culturais. Examina a complexa interface entre as diversas esferas da ação
humana, observando os impactos das tecnologias digitais na educação, informação
e ciência. |

Coordenação: Haydéa Maria Marino de Sant’Anna Reis -
Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades,
Culturas e Artes. Ediclea Mascarenhas Fernandes - UERJ e UFF
/ Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias
Urbanas da FEBF/UERJ. Programa de Pós-Graduação - Mestrado em Diversidade e
Inclusão e Doutorado em Ciências, Tecnologia e Inclusão da UFF. Edna Maria de Jesus - Centro Universitário
Alves Faria - UNIALFA PPG: Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional
(MDR). Márcia Regina Castro Barroso - Afya
Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e
Artes.
Ementa: Estudos sobre Acessibilidade e
Inclusão Escolar e Social para promoção da democracia em cenário marcado por
ativismo, pluralidade cultural, prática de ações diretas individuais ou coletivas
de natureza laboral e/ou social de pessoas com necessidades específicas
(pessoas com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação), com vistas a
um mundo socialmente justo, diverso e democrático, no qual demandam ações de
rupturas hegemônicas numa perspectiva decolonial e anti-capacitista que abordam
temas como: metodologias de ensino em espaços formais e informais; uso de recursos
de tecnologias assistivas; acesso a direitos e cidadania; saúde e bem-estar;
formação de recursos humanos e intervenção social; valorização da preservação
da memória cultural, redes, movimentos sociais e políticas públicas.
Experiências/vivências como respostas necessárias a um contexto social complexo
e dinâmico, em um cenário mundial marcado por desafios do campo
interdisciplinar. |

Coordenação: Tamara de Souza Campos - UNIGRANRIO /
Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes. Diana de Souza Pinto - UNIRIO / Programa
de Pós-Graduação em Memória Social. Ricardo Alvarenga - Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Comunicação.
Ementa: Discursos e narrativas no processo
de construção de memória. Práticas discursivas institucionais no contexto da
interdisciplinaridade. As narrativas como significações engendradas pela ação
conjunta de atores sociais no processo de construção de memória. A produção de
narrativas e o enquadramento de experiências na dinâmica social da memória e do
esquecimento. Abordagens de análise do discurso e de narrativas: perspectivas teórico-metodológicas
para o estudo do campo da memória social. As noções de micro e macro contextos
nos discursos que compõem a memória. Memória, esquecimento e narrativas como atividades
sociais. Vozes institucionais e sistemas de representação na construção de
narrativas e memória: identidades situadas engendradas nos discursos concebidos
como resultado de negociações locais de sentido entre os participantes. A
relação discurso, poder, memória e instituições. Vínculos entre as relações de
poder, narrativas e emoções nas práticas cotidianas de dominação, exclusão e
formas de resistência social. Narrativas de memórias traumáticas. |

Coordenação: Cristiane Brandão - Universidade Federal Fluminense / Programa de
Pós-Graduação (PPG): Justiça Administrativa (PPGJA). Vanessa Cavalcanti - Universidade Federal da Bahia / Estudos
Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo.
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe-se a
reunir pesquisas e reflexões interdisciplinares que investiguem as múltiplas
dimensões das desigualdades de gênero, bem como as estratégias de enfrentamento
construídas no âmbito das políticas públicas e das ações coletivas. O GT acolhe
trabalhos que analisem a formulação, implementação e avaliação de políticas
voltadas às mulheres, considerando recortes de raça, classe, sexualidade,
território, geração, entre outros. Busca-se, igualmente, fomentar o debate
sobre o papel dos movimentos feministas e de mulheres na incidência política,
na produção de conhecimento e na transformação social, destacando suas formas
de organização, resistência e articulação em diferentes contextos históricos e
contemporâneos. Serão bem-vindas contribuições que abordem temas como violência
de gênero, feminicídio, direitos sexuais e reprodutivos, participação política,
trabalho e autonomia econômica, valorizando abordagens críticas e metodologias
diversas, com vistas ao fortalecimento de agendas comprometidas com a equidade
de gênero e a justiça social. |

Coordenação:
Franco Dani Araújo e Pinto - Universidade
Vale do Rio Doce (Univale) / Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do
Território.
Eunice Sueli Nodari - Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em
Ciências Humanas (PPGICH-UFSC).
Edmarcius Carvalho Novaes - Universidade
Vale do Rio Doce (Univale) / Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do
Território.
Ementa: Este GT propõe discutir o papel das
mídias e das práticas comunicacionais nas dinâmicas contemporâneas de ativismo,
na defesa de direitos humanos e na construção da cultura democrática. Parte-se
da compreensão de que as mídias não apenas operam como ferramentas, mas como
arenas de disputa simbólica, política e cultural, nas quais se articulam
diferentes projetos de sociedade. O GT acolherá trabalhos interdisciplinares
que abordem o uso de mídias digitais, redes sociais, mídias comunitárias e
iniciativas de comunicação como estratégias de mobilização, engajamento e
produção de visibilidade para pautas sociais. Serão especialmente valorizadas
pesquisas que analisem práticas de ativismo digital, coletivos de comunicação,
campanhas sociais, ciência cidadã e processos de resistência e organização de
grupos historicamente vulnerabilizados. Também serão bem-vindas reflexões
críticas sobre os desafios contemporâneos à democracia, incluindo
desinformação, discursos de ódio, moderação de conteúdo, censura e disputas em
torno da liberdade de expressão. O GT busca reunir contribuições que
problematizem as relações entre mídia, poder e direitos, evidenciando tanto os
limites quanto as potencialidades das práticas comunicacionais na promoção de
sociedades mais justas, plurais e democráticas. |

Coordenação: Rosalee Santos Crespo Istoe – UENF /
Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem. Valtair A. Miranda - UENF / Programa de
Pós-Graduação em Cognição e Linguagem. Fabrício Moraes de Almeida - Universidade
Federal de Rondônia (UFRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento
Regional e Meio Ambiente (PGDRA).
Ementa: Este Grupo de Trabalho tem como
objetivo promover discussões interdisciplinares sobre a longevidade e o
envelhecimento humano, considerando os desafios impostos pela contemporaneidade
e as transformações sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e institucionais
que atravessam a experiência de envelhecer. Parte-se da compreensão de que o
envelhecimento não deve ser analisado apenas sob a perspectiva biológica, mas
também como fenômeno social complexo, marcado por desigualdades, novas demandas
de cuidado, mudanças nos vínculos intergeracionais e necessidade de ampliação
das políticas públicas voltadas à população idosa. O GT propõe-se a acolher
pesquisas e relatos de experiência que discutam o envelhecimento humano em suas
múltiplas interfaces, tais como saúde física e mental, qualidade de vida,
inclusão social, direitos da pessoa idosa, educação ao longo da vida,
tecnologias no cuidado, acessibilidade, participação social,
intergeracionalidade, proteção social, trabalho, aposentadoria, etarismo e desafios
contemporâneos relacionados à longevidade. Busca-se, assim, fomentar o diálogo
entre diferentes áreas do conhecimento, reunindo contribuições das ciências
humanas, sociais, da saúde, da educação, do direito e de campos correlatos, a
fim de ampliar a compreensão sobre o envelhecimento e fortalecer redes de
pesquisa, reflexão e intervenção social comprometidas com a dignidade, a
autonomia e a valorização da pessoa idosa. |
Coordenação: Jeronimo Silva e Silva - Universidade
Federal do Sul e Sudeste do Pará / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas
Territoriais e Sociedade na Amazônia. Rodrigo da Costa Caetano - Universidade
Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF / Programa de Pós-Graduação
em Políticas Sociais. Norma Cristina Vieira - Universidade
Federal do Pará / Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia
(PPLSA). Laila Mayara Drebes - Universidade Federal
do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas
Territoriais e Sociedade na Amazônia (PDTSA).
Ementa: A constituição cultural e
territorial da sociedade brasileira é caracterizada por contradições
estruturais vinculadas aos processos de espoliação econômica e desigualdades
sociais, que não apenas remetem à colonização, mas se perpetuam na
colonialidade do poder por um conjunto de práticas “modernas” que renovam as
formas de exploração. Se por um lado, o conceito de território baliza a
dominação de segmentos das classes dirigentes, instrumentalizando a esfera do
poder estatal, por outro, as práticas de resistência têm emergido
ressignificando a noção de território, inoculando concepções críticas que
fortalecem as lutas sociais. Neste GT pretende-se acolher pesquisas que
reflitam acerca: das inúmeras possibilidades de luta e resistência no campo e
na cidade, dos impactos socioambientais, das variadas concepções de políticas
sociais, dos tensionamentos de saberes e suas linguagens em comunidades
tradicionais (ribeirinhos, quilombolas, indígenas, comunidades extrativistas e
campesinato) e das mudanças nas dinâmicas sociais que perpassam os estudos de
gênero, raça e classe. Nesse sentido, os desdobramentos do conceito de
território se integram às políticas sociais à luz dos processos contemporâneos
para o desenvolvimento de pesquisas sobre as seguintes temáticas:
interseccionalidade de desigualdades socioespaciais; dinâmicas rurais e avanços
das fronteiras do agronegócio; mobilidades e migrações; reconfigurações do
trabalho diante da digitalização; mudanças e injustiças climáticas, entre
outras. |

Coordenação: Verônica Teixeira Marques - Afya Centro
Universitário UNIMA / Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e
Políticas Públicas. Djalma Thürler - Universidade Federal da
Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Prestação Jurisdicional e Direitos
Humanos (UFT/ESMAT). Claudiene Santos - Universidade Federal de
Uberlândia / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cinema e Narrativas
Sociais (PPGCINE/UFS).
Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe o
desafio de desnaturalizar a cultura da violência de gênero, entendendo-a como
um fenômeno estruturante das relações sociais, históricas e institucionais. O
objetivo é promover reflexões críticas que articulem a noção de discriminação
interseccional à (não) efetivação dos direitos humanos na contemporaneidade, a
partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas com enfoque
interdisciplinar e transversal. Serão acolhidos trabalhos científicos que
partam da relação entre gênero, violências, cultura e direitos humanos,
considerando os múltiplos marcadores sociais da diferença – tais como raça,
classe, sexualidade, territorialidade, deficiência, entre outros – e suas
interseções nas experiências de grupos historicamente marginalizados.
Interessa-nos a análise de como essas camadas de opressão se manifestam em
práticas sociais, discursos, instituições, políticas públicas e representações
culturais. a) As intersecções entre raça/etnia, classe social e gênero, com
foco em desigualdades estruturais e reprodução de hierarquias sociais; b)
Discursos e práticas sobre masculinidades, suas implicações sociais e os
mecanismos de poder que operam na manutenção de violências de gênero; c) A
vivência e resistência de corpos dissidentes, LGBTQIAPN+, pessoas trans, não- binárias
e intersexo, frente a normas de gênero e sexualidade; d) Violências contra
mulheres em suas diversas formas – doméstica, sexual, obstétrica, tráfico de
mulheres, feminicídio, exploração sexual e laboral; e) As representações
midiáticas e artísticas da violência de gênero e das resistências culturais:
cinema, audiovisual, literatura, artes visuais, mídias sociais e pedagógicas; f)
Educação em direitos humanos, abordando práticas educativas formais e
não-formais que enfrentem o sexismo, o racismo e a LGBTfobia, e promovam
culturas de paz e justiça social. |
Coordenação:
Júlio César Valente Ferreira - Centro
Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) Programa de
Pós-Graduação / Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico Raciais (PPRER).
Edson Silva de Farias - Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) PPG: Programa de Pós-Graduação em Memória:
Linguagem e Sociedade (PPGMLS).
Ementa: Este Grupo de Trabalho visa
estabelecer um espaço de debate sobre a produção da indústria criativa do Leste
e do Sudeste Asiático, destacando suas características e complexidades. A crescente
globalização tem transformado o mercado cultural mundial, tornando-o um polo de
inovação e consumo, especialmente a partir dos anos 1990, com destaque para a participação
de países como Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. A proposta é
reunir artigos que abordem diversas facetas dessa produção cultural, como as dinâmicas
de criação e consumo de produtos desta seara (música, televisão, cinema, moda e
games, dentre outros), as formas de resistência e adaptação de diferentes
culturas dentro desse contexto e o impacto das políticas governamentais sobre a
indústria criativa regional e global. Busca-se também debater como os valores
culturais e sociais do Leste e do Sudeste Asiático são projetados e consumidos
no mundo ocidental. O Grupo de Trabalho pretende conceber um ambiente
interdisciplinar, integrando abordagens diversas para analisar este fenômeno
cultural, o qual se consubstancia a partir da configuração de um ecossistema
produtivo complexo, discutindo desde a produção de conteúdos até sua recepção,
e as relações entre esta indústria criativa e a estruturação de identidades
locais e globais. Espera-se que a troca de conhecimentos e experiências contribua
para a ampliação do debate sobre a indústria criativa do Leste e do Sudeste Asiático,
fomentando novas perspectivas de análise sobre seu papel na formação de
culturas transnacionais. |

Coordenação:
Bruno de Oliveira Rodrigues - Universidade
Federal do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na
Amazônia (PPGSCA/UFAM) e Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS/UFAM).
Sidnei Clemente Peres - Universidade
Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA/UFF)
e Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA/UFAM).
Lúcia Puga - Universidade Estadual do
Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas
(PPGICH/UEA).
Ementa: A proposta deste GT é reunir o
conjunto de estudos e pesquisas sobre os cenários de conflito e mudança social,
na América Latina, que implicam mobilizações coletivas, dinâmicas territoriais
e demandas de reconhecimento étnico que confrontam grupos indígenas e
comunidades negras com agências estatais, atores econômicos e empreendimentos
capitalistas. O enfoque incidirá sobre contextos de antagonismo entre
modalidades distintas de uso dos recursos naturais, estratégias de reprodução
social e processos de reorganização econômica e política. Serão privilegiados
trabalhos oriundos de etnografias e/ou reflexões teóricas sobre os contextos
contemporâneos dos conflitos étnicos, das dinâmicas territoriais e de suas
formas de organização econômica e expressão política. Os regimes de dominação
social, de expropriação e controle fundiário e de (i)mobilização da força de
trabalho são diversos e constituem um campo consolidado de estudos
antropológicos, com etnografias e um rico arsenal conceitual e analítico, que
permitem uma base sólida para reflexões comparativas sobre as múltiplas
situações de reorganização social, econômica e política nas quais povos
indígenas e comunidades tradicionais negras lutam pela manutenção de suas
identidades, territórios e modos de vida. |

Coordenação: Crisóstomo Lima do Nascimento – UENF /
Programa de Pós-Graduação em Cognição
e Linguagem. Adriano Furtado Holanda - Universidade
Federal do Paraná / Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Educação. Renato Faria da Gama – UFF / / Programa de
Pós-Graduação Interdisciplinar em Neurologia e Neurociências da UFF).
Ementa: Este Grupo de Trabalho se propõe a
acolher pesquisas interdisciplinares que investiguem as relações entre
ativismos, democracia e cultura, considerando suas ambivalências,
potencialidades e limites. Busca-se reunir estudos que analisem experiências,
discursos e práticas que, inseridos em contextos marcados por desigualdades e
disputas, possam oferecer subsídios teóricos e práticos para o fortalecimento
de sociedades mais justas, inclusivas e democraticamente orientadas. |
Coordenação: Maria Eugênia Totti – UENF / Programa de
Pós-Graduação em Cognição e Linguagem Marcelo Vianna – Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-Graduação em Ecologia Gabriel Barros –UFBA / Programa de
Pós-Graduação em Ecologia: Teoria, Aplicação e Valores
Ementa: Os saberes ancestrais de
comunidades tradicionais como quilombolas, indígenas, caiçaras e pescadores
artesanais têm sido historicamente marginalizados por perspectivas acadêmicas
hegemônicas. No entanto, esses conhecimentos, construídos ao longo de gerações,
constituem repertórios fundamentais para a compreensão das dinâmicas sociais, econômicas
e políticas desses grupos. Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que
abordem, de forma articulada, a participação social, as formas de incidência política
e as relações socioeconômicas que estruturam a vida dessas comunidades.
Busca-se contemplar tanto as estratégias de organização e representação
política quanto os modos de produção, circulação e reprodução da vida material,
considerando as especificidades territoriais e culturais dos diferentes grupos.
Interessa-nos compreender como se configuram os processos organizativos, as
práticas econômicas e os mecanismos de participação, evidenciando como esses
elementos se entrelaçam na construção de formas próprias de governança e
resistência. Ao valorizar esses saberes e experiências, o GT pretende fomentar
o diálogo entre diferentes formas de conhecimento, contribuindo para o
fortalecimento da justiça socioambiental, da diversidade epistemológica e da formulação
de políticas públicas mais inclusivas. |
Coordenação:
Ana Paula Fracalanza – Universidade de São
Paulo / Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política
(PROMUSPP) e Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM).
Silvia Helena Zanirato - Universidade de
São Paulo / Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política
(PROMUSPP) e Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM).
Suyá Quintslr – Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e
Regional (PPGUR).
Ementa: Este grupo de trabalho objetiva
receber contribuições que contenham reflexões a respeito da relação entre
políticas ambientais e a promoção de direitos humanos (à saúde, à moradia, à água,
à biodiversidade, ao saneamento, à cidade, à herança cultural etc.). Em
contextos de aumento da poluição ambiental e de mudanças climáticas, de
iniquidades e vulnerabilidades socioambientais que caracterizam as sociedades
contemporâneas, a proposição e implementação de políticas ambientais associadas
a direitos humanos se fazem prementes. Assim, a atuação do Estado na
conservação ambiental, bem como na normatização, regulação e fiscalização das
atividades potencialmente causadoras de degradação da natureza deve ser pautada
não apenas pela garantia de um ambiente saudável, mas, igualmente, pela
promoção de outros direitos que objetivem a dignidade da vida, com ampla
participação social e dentro de uma estrutura de efetiva sustentabilidade.
Nessa direção, quais os desafios para que a proteção ambiental seja tratada como
uma questão de direitos humanos? Quais as mudanças sociais e interesses
envolvidos na proposição das políticas ambientais associadas ao direito de uso
de bens ambientais, ao uso do território e aos direitos humanos básicos? Há
mecanismos participativos previstos na formulação e implementação dessas
políticas? Esperamos que o GT favoreça uma reflexão interdisciplinar
aprofundada sobre os direitos humanos e as políticas ambientais, sendo
bem-vindos trabalhos de diferentes campos do conhecimento que debatam
criticamente essa relação. |
Coordenação: Duda Woyda – Universidade Federal da Bahia
/ Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade Rosana Maria Pires Barbato Schwartz -
Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) / Programa de Pós-Graduação em
Educação, Artes e História da Cultura Sílvia Lúcia Pereira Duarte - -
Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) / Programa de Pós-Graduação em
Educação, Artes e História da Cultura
Ementa: Este GT reúne pesquisas e criações
que investiguem como corpos dissidentes (LGBTQIAPN+, trans, não bináries,
intersexo, racializados, pessoas com deficiência e outras dissidências)
negociam visibilidade, cuidado, desejo, prazer, risco e pertencimento em
ecossistemas tecnológicos contemporâneos. Interessa-nos compreender tecnologias
não apenas como ferramentas, mas como dispositivos filosófico-políticos, culturais
e históricos que produzem normas, afetos (plataformas, IA, biometria,
vigilância, games, apps, redes e arquivos digitais). Este GT articula gênero e
sexualidades às disputas por democracia, cultura e cidadania, incluindo
conflitos de moderação, censura, desinformação moral, assédio e economias da
atenção. Enfatiza a dimensão estética: performance, audiovisual, literatura,
artes visuais, música, corpo e cena, bem como práticas de artivismo,
pesquisa-criação, análises sobre algoritmos e desigualdades, datafication do corpo,
colonialidade tecnológica, tecnociências do sexo/gênero, e políticas do cuidado
em rede. Acolhemos reflexões filosóficas (ética, fenomenologia, epistemologias
feministas/queer, decoloniais) sobre agência, autonomia, vulnerabilidade e
liberdade. Incentivam-se metodologias plurais: etnografias digitais,
cartografias do sensível, análise de discurso/imagem, estudos de recepção,
pesquisa artística e relatos de experiência. O objetivo é construir um espaço
interdisciplinar para cartografar estratégias de reexistência e imaginações de
futuros democráticos. |
Coordenação: Tiago da Silva Jacaúna - Universidade
Federal do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura
no Amazonas (PPGSCA). Valéria Regina Cavalcante dos Santos - Fundação
Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA) / Programa de Pós-Graduação Gestão
e Saúde na Amazônia (PPGGSA). Rodolfo Bezerra de Menezes Lobato da Costa
- Universidade Federal do Paraná (UFPR) / Programa de Pós-Graduação em Meio
Ambiente e Desenvolvimento.
Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe
refletir criticamente sobre a produção do conhecimento científico e o papel da
interdisciplinaridade como campo de disputas simbólicas, epistemológicas e
políticas na compreensão das desigualdades regionais. Parte-se do pressuposto
de que o fazer científico é atravessado por relações que influenciam saberes legitimados,
financiados e difundidos. Nesse sentido, a interdisciplinaridade emerge como
estratégia de tensionamento entre campos do saber, ampliando a visibilidade de epistemologias
plurais, especialmente aquelas oriundas de contextos historicamente marginalizados,
como a Amazônia, Nordeste e outras regiões periféricas. O GT busca acolher
trabalhos que foquem e demonstrem como cruzamentos interdisciplinares produzem
situações analíticas exclusivas, que fogem dos limites dos olhares disciplinares.
Os trabalhos devem demonstrar como transcorre o intercruzamento interdisciplinar
na pesquisa e quais suas potências. Em contextos de desigualdade extremada, as
explicações unidimensionais e disciplinares nos parecem limitantes e limitadas,
pois incapazes de captar as complexidades da realidade. Os temas são livres, podendo
incluir saúde, ciências sociais, educação, políticas públicas, meio ambiente, tecnologia,
território, cultura, ciência, sociedade e outros. Serão valorizadas abordagens que
discutam a produção científica situada, a circulação desigual do conhecimento,
os desafios da pesquisa interdisciplinar e as estratégias de enfrentamento das
assimetrias regionais. Assim, pretende-se fomentar um espaço de debate crítico
e propositivo, contribuindo para a construção de práticas científicas mais
inclusivas, equitativas e socialmente comprometidas. Serão priorizadas as
contribuições que evidenciem práticas inovadoras, experiências
interdisciplinares e estratégias de enfrentamento das desigualdades regionais,
reforçando o compromisso com uma ciência socialmente referenciada, inclusiva e
orientada à transformação. |
Coordenação:
Andréa Hentz de Mello - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).
Programa de Pós-Graduação Mestrado
Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia em
Inovação (Profnit).
Diamantino Pereira - Universidade de São
Paulo / Programa de Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).
Gabriel Moraes de Outeiro - Universidade
Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) / Programa de Pós-Graduação
Profissional em Direitos Humanos e Socioambientais na Amazônia (PDHSA) e
Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia
(PDTSA).
Rosana Quaresma Maneschy - Universidade
Federal do Pará (UFPA) / Programa de Pós-graduação Profissional em Gestão de
Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia.
Marcos
Bernardino de Carvalho – Universidade de São Paulo / Programa de Mudança Social
e Participação Política (ProMuSPP).
André Felipe Simões - Universidade de São
Paulo / Programa de Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).
Ementa:
A emergência ambiental e climática tem raízes na
dinâmica socioeconômica hegemônica, sendo uma crise civilizacional. Os biomas
brasileiros, especialmente a Amazônia, são palco de conflitos decorrentes de
grandes projetos, mineração, commodities e agropecuária, que tensionam a
dimensão socioambiental, a conservação da natureza e os direitos territoriais.
Emergem resistências de povos indígenas, comunidades tradicionais e movimentos
sociais por justiça socioambiental. Este GT discute sistemas alimentares, dinâmica
urbana, transição energética e conservação da natureza. Busca estratégias de
enfrentamento às crises ambientais que combinem medidas econômicas, sociais e
culturais, visando superar sociedades do crescimento e do consumo. Acolhe
contribuições teóricas e empíricas sobre governança ambiental, políticas
públicas, agroecologia, direitos da natureza e sistemas produtivos alternativos
nos biomas brasileiros. |

Coordenação: Paulo Cavalcante Apratto Junior - Afya
Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e
Artes (PPGHCA).Katy Conceição Cataldo Muniz Domingues -
Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências
e Saúde (PPGECS). Eliane Godberg Rabin - Universidade
Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) / Mestrado Profissional
em Enfermagem
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe um
espaço interdisciplinar de debate e reflexão crítica no âmbito do CONINTER. O
GT busca reunir pesquisas, experiências e práticas que articulem ensino, educação
e saúde a partir de perspectivas sociais, políticas e culturais, enfatizando o
papel dos ativismos contemporâneos na produção de saberes e na defesa da
democracia. Interessa-nos discutir como processos educativos formais e não
formais em saúde dialogam com movimentos sociais, territórios e populações
diversas, especialmente em contextos de desigualdade e vulnerabilidade. Serão
acolhidos trabalhos que problematizem políticas públicas, racionalidades
médicas, formação profissional, práticas pedagógicas críticas, educação popular
em saúde e iniciativas comunitárias que tensionem modelos tradicionais de
ensino. O GT também se propõe a analisar os impactos das transformações
sociopolíticas recentes sobre os sistemas de saúde e educação, destacando
resistências, estratégias coletivas e inovações no campo interdisciplinar. Ao
valorizar múltiplos saberes e epistemologias, o grupo pretende fomentar
diálogos entre academia, serviços e sociedade civil, contribuindo para o fortalecimento
de práticas democráticas, inclusivas e socialmente comprometidas no ensino em
saúde. |
Coordenação: Eduardo Oliveira Miranda – Universidade
Estadual de Feira de Santana / Programa de Pós-Graduação Mestrado em Desenho,
Cultura e Interatividade. Edmarcius Carvalho Novaes – Universidade do
Vale do Rio Doce / Mestrado Interdisciplinar em Gestão Integrada do Território
e Mestrado Interdisciplinar em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades. Bernardo Gomes Barbosa Nogueira - Universidade
do Vale do Rio Doce / Mestrado Interdisciplinar em Gestão Integrada do
Território e Mestrado Interdisciplinar em Gestão de Conflitos, Direitos e
Humanidades.
Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe uma
reflexão interdisciplinar sobre as intersecções entre o Território, a
corporeidade, os conflitos e os processos educativos, compreendendo que o
território não e- apenas um suporte físico, mas uma construção social
indissociável dos sujeitos que o habitam. A proposta fundamenta-se na premissa
de que o corpo e o Território primário de existência, re-existências, disputas
e aprendizagem, buscando acolher investigações que analisem como marcadores de
raça, gênero, sexualidade, deficie3ncia, dentre outros, tencionam e
ressignificam os espaços de educação escolar e não escolar. O debate estende-se
a utilização de distintas metodologias como tecnologia social e ferramenta
pedagógica capaz de dar visibilidade a identidades e territorialidades
historicamente invisibilizadas, promovendo uma leitura crítica do mundo a
partir do lugar. Ao articular contribuições da Geografia Humana, dos Estudos
Territoriais, do pensamento decolonial, da filosofia popular brasileira, da
Pedagogia, da Sociologia e das Políticas Sociais, o GT privilegia pesquisas e
relatos de experie3ncia que discutam o papel dos saberes populares, das
memórias ancestrais e das práticas de resiste3ncia de comunidades tradicionais
e periféricas frente às hegemonias curriculares. Espera-se fomentar um diálogo plural
sobre a construção de territórios educativos mais inclusivos, em que a
acessibilidade, o cuidado e a diversidade sejam compreendidos como dimensões
fundamentais da justiça social e do direito a educação na contemporaneidade. |
Coordenação: Carlos Alberto Lima de Almeida -
Universidade de Vassouras / Programa de Pós-Graduação em Economia Ecológica e
Desenvolvimento. José Gil Vicente - Universidade Federal do
Amazonas / Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia
(PPGSCA) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Thiago Ribeiro Rafagnin - Universidade
Federal do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e
Sociais / Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais.
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe um
espaço interdisciplinar de reflexão e debate sobre os processos de governança e
gestão territorial sustentável, articulando os campos da economia ecológica,
das ciências humanas e sociais, dos direitos humanos e das políticas públicas.
Parte-se da compreensão do território como espaço dinâmico de disputas,
produção de sentidos e construção de alternativas ao desenvolvimento,
considerando suas dimensões sociais, ambientais, culturais, políticas e
econômicas. Reconhece-se, nesse sentido, que a racionalidade neoliberal tem
operado como vetor de intensificação das disputas territoriais, ao subordinar o
território à lógica da acumulação e da mercantilização da natureza. O GT busca
reunir pesquisas que abordem as relações entre Estado, sociedade e natureza.
Serão privilegiadas abordagens que incorporem perspectivas interseccionais,
especialmente no que se refere às relações étnico-raciais, de gênero,
sexualidades dissidentes e desigualdades territoriais, bem como estudos voltados
aos povos e comunidades tradicionais, seus modos de vida, saberes e práticas,
com destaque para a proteção de seus territórios e a garantia de seus direitos.
Isso implica examinar como o neoliberalismo incide diretamente sobre esses
territórios e sobre a vida dessas comunidades. O grupo também acolhe
investigações sobre processos formativos e práticas de educação crítica
voltadas à diversidade, equidade e inclusão. Espera-se, assim, contribuir para
a construção de análises e propostas capazes de enfrentar os desafios
contemporâneos relacionados às desigualdades socioambientais, aos conflitos
territoriais e à promoção de modelos sustentáveis de desenvolvimento em
diferentes escalas. |
Coordenação:
Maria de Fátima Rodrigues Makiuchi -
Universidade de Brasília / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento,
Sociedade e Cooperação Internacional.
José Roberto Severino - Universidade
Federal da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade.
Antônio Albino Canelas Rubim -
Universidade Federal da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Cultura e
Sociedade.
Ementa: O GT trata das conexões entre
culturas e democracias, em especial na atualidade. Ele é um espaço para
reflexões acerca de temas cruciais, que conformam a contemporaneidade, plena de
ameaças, alternativas e tensões. O GT acolhe estudos e pesquisas
teórico-conceituais e/ou analíticas que contribuam para a compreensão dos
desafios e dilemas que afetam culturas e democracias. Ele abarca temas como:
democratizações das culturas, culturalizações das democracias, políticas
culturais, direitos culturais, diversidades culturais, culturas políticas, gestão
cultural, culturas e desenvolvimentos, financiamento das culturas, cooperação
cultural, diplomacia cultural, patrimônio cultural, participação
político-cultural, democracia cultural, territorialização das políticas
culturais, cultura e política, memória social e cultural, dentre outras
temáticas afins. O GT visa fortalecer e colocar em cena o campo de estudos das
culturas e democracias. Do ponto teórico-metodológico, o GT pretende contemplar
uma pluralidade de abordagens, através de: ensaios, artigos, estudos de casos,
investigações comparativas, análises de discursos, procedimentos mistos etc. |
Coordenação: Fernando José Martins - Universidade
Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) / Programa de Pós-Graduação em
Sociedade, Cultura e Fronteiras. Max André de Araújo Ferreira -
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) / Programa de Pós-Graduação
em Sociedade, Cultura e Fronteiras. Mônica Maria Teixeira Amorim -
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) / Programa de Pós-Graduação
em Desenvolvimento Social .
Ementa: Os condicionantes do contexto
econômico, social e político dos movimentos sociais na América Latina, na sua
formação histórica, quanto embasamento teórico que se pauta em uma análise
materialista, histórica e dialética do pensamento latino-americano. Teorias dos
e sobre os movimentos sociais latino-americanos, com ênfase nos autores do
próprio espaço da América Latina. Características e práticas dos movimentos
sociais da América Latina e também referências aos movimentos localizados em
tal espaço social, visto que há, aqui, movimentos emblemáticos como os
Zapatistas no México, movimentos dos povos originários no Peru, Equador e
Bolívia, bem como na América Central, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra no Brasil, os Piqueteiros na Argentina, Movimento Estudantil no Chile,
entre outros processos de vulto internacional. As propostas de formação humana
e identidade coletiva contidas nas práticas dos movimentos sociais. O caráter
educativo dos movimentos sociais. Mobilizações sociais, protestos, ações
coletivas e projetos societários emancipatórios. |

Coordenação: Luiza Alves Chaves - UFF / Programa de
Pós-Graduação em Sociologia e Direito. Córa Hisae Monteiro da Silva Hagino – UFF
/ Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito. Hugo Belarmino de Morais - UFF / Programa de
Pós-Graduação em Sociologia e Direito (Doutorando). Emmanuel Oguri – Universidade Estadual de
Feira de Santana / Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial /
Programa de Pós-Graduação em Gestão, Organizações e Sociedade.
Ementa: Serão tratadas pesquisas que dialoguem
com a justiça socioambiental, diante das mudanças climáticas, buscando
compreender como (e quais) narrativas públicas e construções sociopolíticas são
fundamentais na manutenção de estruturas que reforcem os abismos de riscos e
danos socioambientais. O controle corporativo da produção científica e as
práticas de “ciência de aluguel” moldam narrativas públicas, influenciam
políticas e restringem alternativas de enfrentamento à crise climática e a
dinâmica de conflitos territoriais. Paralelamente, observa-se a captura da
agenda ambiental por interesses do agronegócio e das indústrias fósseis, que se
valem de estratégias de obstrução e desinformação para manter privilégios. Ao
articular soberania epistêmica e crítica às desigualdades socioambientais, este
grupo de trabalho visa construir debates e agregar produções que discutam tanto
como grupos vulnerabilizados humanos e não-humanos são vistos e vivenciam os
impactos desses processos. |

Coordenação: Karliane Macedo Nunes – Universidade
Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Programa de
Pós-Graduação em Cinema e Narrativas Sociais.Maria Beatriz Colucci - Universidade
Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas
Sociais. Luiz Carlos Martins – Universidade Federal
do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação em Educomunicação e Linguagens
Ementa: O GT abrange reflexões interessadas
nas articulações entre cinema (documentário, ficção, híbridos, audiovisual e
obras expandidas) com as diferentes áreas do conhecimento (Educação, História,
Antropologia, Artes). Interessa-nos, de modo especial, debates mediados pelo
cinema brasileiro a partir de investigações que considerem os deslocamentos das
estruturas moderno-coloniais de poder/saber, revisões críticas de abordagens
hegemônicas e as reconfigurações de sensibilidades elaboradas por projetos e obras
audiovisuais propostas a partir dos marcadores sociais da diferença (classe,
raça, gênero, sexualidade, território, etc.). Considerando o cinema, em suas
múltiplas manifestações, como uma ferramenta estético-político-pedagógica de
enfrentamento aos discursos dominantes instituídos, um lugar de produção de
memória e de afirmação da multiplicidade de corpos e subjetividades, o GT
acolhe propostas dedicadas à análise de obras audiovisuais, práticas
pedagógicas, ações cineclubistas e relatos de experiência, especialmente
àquelas realizadas em contextos coletivos, comunitários e periféricos por e com
pessoas indígenas, afrodiaspóricas, LGBTQIA+, PCD, estudantes, mulheres, de
modo a valorizar o potencial crítico e o papel transformador das narrativas
audiovisuais na sociedade contemporânea. |
Coordenação: Marcelo Vilela de Almeida - Universidade
de São Paulo (USP) / Programa de Pós- em Mudança Social e Participação Política
(ProMuSPP). Patrícia Zaczuk Bassinello - Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) / Programa de Pós-Graduação em Estudos
Culturais (PPGCult). Dyego de Oliveira Arruda - Centro Federal
de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) / Programa de
Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais (PPRER).
Ementa: Fenômeno sociocultural apropriado
pelo capitalismo, o turismo passou a merecer atenção da academia sob diversos
prismas teórico-analíticos. As complexidades que permeiam tal fenômeno na
contemporaneidade têm suscitado a busca por recursos analíticos – de viés
contra-hegemônico, pós-colonial e emancipatório – que possibilitem outros
olhares sobre as práticas turísticas, (re)significando as inter-relações entre
visitantes, meio ambiente e culturas locais. Espera-se que este grupo de
trabalho (GT) contribua, como em edições anteriores do CONINTER, para trazer à
tona a diversidade de vozes de atores de diferentes representatividades. Outro
propósito deste GT é o de compreender as vivências e movimentos de resistências
de sujeitos subalternizados, bem como possibilitar a ressignificação de saberes
e fazeres representativos das práticas turísticas, de modo a permitir a
abertura de uma construção diversa e humana no turismo. De forma mais objetiva,
esperamos, no âmbito deste GT, acolher trabalhos que versem sobre as seguintes
perspectivas: (a) manifestações contra hegemônicas no âmbito do turismo; (b)
perspectivas críticas e pós-coloniais de “leitura” e análise do fenômeno do turismo;
(c) sujeitos subalternizados e as dinâmicas a partir das quais tais indivíduos “produzem”
práticas turísticas; (d) os marcadores sociais da diferença (raça, gênero, sexualidade
e afins) no âmbito da organização do fenômeno do turismo, a partir de um viés contra
hegemônico; (e) territórios de resistência e práticas de turismo contra
hegemônico. |

Coordenação: Napoleão Miranda – Universidade Federal
Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito. Wilson Madeira Filho - Universidade
Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito. May Waddington Telles Ribeiro -
Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) / Programa de Pós-Graduação em
Estado e Sociedade. Alba Simon – Universidade Federal
Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito. Luiza Antunes Dantas de Oliveira - Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) / UFRRJ. Annelise Caetano Fraga Fernandez –
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) / Programa de Pós-Graduação
em Ciências Sociais
Ementa Os conflitos socioambientais permeiam os
usos e os processos de decisão — planejamento, legislação e gestão — relativos
aos territórios urbanos e rurais. Em sociedades marcadas por profundas
desigualdades econômicas, as instituições e os mecanismos jurídico-políticos
operam simultaneamente como arenas democráticas de gestão e solução de
conflitos e como instrumentos de reprodução das desigualdades. O GT enfoca
disputas envolvendo uso, posse, propriedade, planejamento e gestão dos
territórios, bem como suas implicações sobre a qualidade e os modos de vida das
populações afetadas. Considera-se, ainda, o modo como políticas de
desenvolvimento econômico no Brasil têm concentrado danos sociais, econômicos e
ambientais sobre grupos sociais vulneráveis frequentemente resultando em
deslocamentos forçados, além de danos ambientais sistêmicos que permanecem sem
adequada previsão ou reparação. A partir de uma abordagem interdisciplinar e
orientada a estudos de caso, o GT busca analisar a contribuição de diferentes perspectivas
teóricas e metodológicas para a compreensão dos conflitos socioambientais no
país. O GT busca também discutir os conflitos socioambientais associados às
Áreas Protegidas e Unidades de Conservação existentes e à sobreposição de
territórios de povos e comunidades tradicionais, incluindo disputas fundiárias,
restrições ao uso de recursos naturais e processos de criminalização de
práticas culturais e produtivas, bem como as transformações nas dinâmicas
rurais e urbanas nos limites e zonas de amortecimento destas UCs. Outro eixo
central envolve a análise dos instrumentos de gestão e controle, como
licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento, considerando seus
efeitos sobre as populações locais e os desafios de compatibilização entre
conservação da biodiversidade e garantia de direitos. Serão bem-vindas
reflexões sobre governança, participação social, mediação de conflitos,
políticas públicas e arranjos institucionais que busquem integrar diferentes
formas de conhecimento — científico, técnico e tradicional. |
Coordenação: Anna Paula Soares Lemos – Afya UNIGRANRIO
/ Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes (PPGHCA). Fernando de Mendonça - Universidade
Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas
Sociais (PPGCINE). Mario Seve Wanderley Lopes – UNIRIO /
Programa de Pós-Graduação em Música.
Ementa: Grupo de Trabalho Arte, Cultura e
sua Tridimensionalidade convida pesquisadoras e pesquisadores, artistas,
agentes culturais e demais interessados a submeterem trabalhos que dialoguem
com as mu1ltiplas dimensões da cultura, conforme estabelecido pelo conceito de
tridimensionalidade formulado pelo Ministe1rio da Cultura do Brasil —
simbólica, cidadã e econômica. Compreendendo a cultura como um campo
transversal e dinâmico, este GT busca refletir sobre as interfaces entre a
produção artística, as políticas públicas e os contextos sociais nos quais se
inserem. Nesse sentido, são bem-vindas investigações e relatos de experie4ncia
que problematizem as relações entre arte, políticas culturais e direitos
culturais, bem como produções e reflexões que envolvam teatro, cinema,
literatura, música e outras linguagens, sobretudo em perspectivas
interdisciplinares. Interessa-nos fomentar o debate sobre como essas expressões
e práticas culturais contribuem para a construção de sentidos, pertencimentos e
transformações sociais, ao mesmo tempo em que dialogam com os desafios
contempora4neos no campo das humanidades. O GT também acolhe propostas que
explorem metodologias inovadoras e abordagens crí1ticas voltadas para a
complexidade das pra1ticas culturais em seus mu1ltiplos territórios e
contextos. |
Coordenação: Carolina Pereira Lins Mesquita - IES:
Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em
Sociologia e Direito (PPGSD/UFF). Joaquim Leonel de Rezende Alvim - IES:
Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em
Sociologia e Direito (PPGSD/UFF). Carla Appollinario de Castro - IES:
Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em
Sociologia e Direito (PPGSD/UFF). Alberto Correia de Oliveira Filho -
Universidade Estadual de Roraima (UERR) /Mestrado profissional em Direitos
Humanos e Cidadania.
Ementa: Atribuindo um sentido de
continuidade aos Grupos de Trabalho que coordenamos em edições anteriores do
CONINTER, nosso objetivo geral é refletir sobre o mundo do trabalho, as
instituições correlatas, as condições de acesso à justiça e, em última análise,
ao trabalho digno. Pesquisas empíricas, contextualizadas, com viés
interdisciplinar e crítico serão privilegiadas, especialmente, aquelas que
produzam dados primários sobre a categoria trabalho (e.g., formal, informal,
ilegal, produtivo, reprodutivo, religioso e profissional). Também consistem em
temáticas de interesse dinâmicas de precarização das relações individuais e
coletivas de trabalho, resistências e ativismos, bem como medidas de
flexibilização e desregulamentação trabalhista implementadas no âmbito da
sociedade civil, por intermédio de tecnologias e/ou pelo Estado (poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário). |

Coordenação: Josenildo Campos Brussio – Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Sociais,
Conexões Artísticas e Saberes Locais. Mateus de Sá Barreto Barros - Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Sociais,
Conexões Artísticas e Saberes Locais. Núbia Dias dos Santos – Universidade
Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio
Ambiente.
Ementa: O Grupo de Trabalho propõe a
análise crítica dos processos de produção de conhecimento a partir dos saberes
locais, das epistemologias do Sul e das interações entre sociedade, cultura e
meio ambiente. Fundamentado nas linhas de pesquisa que articulam dinâmicas
sociais, conexões artísticas e saberes locais e nas discussões sobre
desenvolvimento sustentável, comunidades tradicionais e meio ambiente, o GT
busca problematizar as hierarquias epistêmicas que historicamente invisibilizam
estes conhecimentos e suas práticas socioculturais territorializadas. Serão
privilegiadas abordagens que enfatizem a relação entre cultura, natureza e
sociedade, destacando experiências de comunidades tradicionais, povos
indígenas, quilombolas e populações rurais. O GT acolhe reflexões sobre sustentabilidade,
territorialidade, identidade, memória e práticas culturais, articulando tais dimensões
com perspectivas decoloniais e interdisciplinares. Pretende-se, ainda, fomentar
o debate sobre alternativas de desenvolvimento baseadas em saberes locais e
práticas ecológicas, considerando os desafios socioambientais contemporâneos,
em diálogos com os ODS da ONU. Assim, o espaço visa contribuir para a
valorização da diversidade epistemológica e para a construção de conhecimentos
comprometidos com a justiça social, ambiental e cognitiva. |
Coordenação: Cristiana Magni – Universidade Estadual do
Centro Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento
Comunitário. Marcelo Naputano – Universidade Federal de
Roraima (UFRR) / Programa de Pós-Graduação em Saúde e Biodiversidade (PPGSBio). Melissa Catrini – Universidade Federal da
Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Reabilitação.
Ementa: O reconhecimento do Estado e da
sociedade quanto às diferentes formas de viver e de morrer como direitos
fundamentais traz a prerrogativa de entender que a saúde de uma democracia pode
ser medida pela capacidade de sua cultura em sustentar e proteger a vida em
todas as suas fases. A valorização do saber popular, amparado na micropolítica
do cuidado, é como bússola para a constituição de encontros em cenários de
práticas que não curam apenas o corpo, mas reparam o tecido social com a
perspectiva de poder devolver humanidade onde existe vulnerabilidade. Este GT
propõe um espaço de compartilhamento do vivido nas experiências de
pesquisadores(as), considerando não apenas a dimensão discursiva, mas também os
acontecimentos, as múltiplas perspectivas territoriais e a pluralidade de
interpretações. Fundamenta-se em uma ecologia de saberes, na qual a democracia
constitui o solo, a cultura a semente e o ativismo a força que sustenta e
irriga os processos de cuidado. Traz a proposta de explorar dimensões variadas,
como: a humanização do envelhecer, a fragilidade do adoecer e do morrer, a
dimensão existencial da finitude, a tecnologia leve do vínculo, a
desmedicalização da existência e o fortalecimento da compassividade
comunitária. Acolherá trabalhos teóricos, empíricos e relatos de experiência,
fomentando o diálogo interdisciplinar entre as áreas de saúde, ciências sociais
e humanas, educação, e outras, no sentido de fomentar a formação de redes de
pesquisa e intervenção que mobilizem diferentes olhares e conhecimentos,
apostando na diversidade de existências e no fortalecimento do desenvolvimento
comunitário. |

Coordenação: Meire Aparecida Lóde Nunes -
Universidade Estadual do Paraná (Unespar) / Programa de Pós-Graduação Sociedade
e Desenvolvimento (PPGSeD). Alexandre Paulo Loro - Universidade
Federal da Fronteira Sul (UFFS) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em
Ciências Humanas. Ana Paula Colavite - Universidade
Estadual do Paraná (Unespar) /Programa de Pós-Graduação Sociedade e
Desenvolvimento (PPGSeD).
Ementa: Sob a denominação
imagem, é possível reunir muitas produções que se materializam em distintos
suportes — pintura, fotografia, cinema, mídias digitais —, bem como imagens
mentais, fundamentais para o próprio pensar. As imagens sempre estiveram
presentes nas diferentes sociedades, sendo expressões de demandas, saberes
e sensibilidades próprias de cada temporalidade. No campo científico, as
imagens assumem múltiplas funções. Quando oriundas do passado, podem atuar
como fontes históricas; no presente, podem refletir valores, afetos,
tensões presentes na sociedade atual e apontar possibilidades futuras,
especialmente, no campo das tecnologias digitais e da produção de imagens por
inteligência artificial. Diante do exposto, este Grupo de Trabalho propõe
reunir pesquisas que abordem as imagens em suas múltiplas dimensões — enquanto
registro, objeto de consumo, ferramenta metodológica e prática de criação —,
com o objetivo de refletir criticamente sobre o contexto imagético que
caracteriza a formação humana e o desenvolvimento da sociedade
contemporânea. |

Coordenação:
Francisco
Ramos de Farias - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) /
Programa de Pós-Graduação em Memória Social (PPGMS). Rafael Andrés Patino Orozco - Universidade
Federal do Sul da Bahia (UFSB) / Programa de Pós-Graduação em Estado e
Sociedade. Gabriela Lamengo / Universidade Federal da
Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre a
Universidade.
Ementa: O objetivo deste
Grupo de Trabalho é reunir estudos que abordem os seguintes temas: memória
mítica da violência considerando a transmissão de relatos e as consequências na
constituição dos laços sociais; violência direta, estrutural e cultural;
figuras da violência no âmbito das práticas de segregação e exclusão social,
genocídio, feminicídio, extermínio e massacre; vidas matáveis não passiveis de
luto; poder e violência com relação às diferentes configurações da violência
nos corpos; efeitos estruturantes da violência: crise, reação, resistência e
posicionamentos subjetivos; golpe de Estado ou reversão do poder; o exercício
do poder sem violência; a atitude consensual como ação de não violência;
autorização, interdição e obrigação; monopolização do poder; conformismo e
totalitarismo; respostas ao mal-estar na contemporaneidade: suspeição,
necropolítica; vítimas, sobreviventes e resistentes; práticas políticas
estatais com exclusão dos legados institucionais; a sofisticação das
tecnologias de liquidação de corpos; cartografia das catástrofes: eventos da
natureza, desregramentos, rupturas e traumas sociais; fenomenologia subjetiva,
violência e emoções sociais; elaboração de experiências traumáticas; estéticas
de ruinas: a escritura dos escombros e restos; o culto aos monumentos: vozes
das ruinas; antimonumentos e sentidos; a exceção e a norma: o crime como
afirmação ou dissidência?, e tragédia e sintoma social. Serão bem-vindos também
neste GT trabalhos que incluam perspectivas analíticas que considerem os
marcadores sociais das desigualdades de gênero, raça/etnia, classe social,
território entre outros nos temas abordados |