XV CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES (CONINTER)

XV CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES (CONINTER)

presencial UFBA - Campus Federação/Ondina - Portaria Principal - Salvador - Bahia - Brasil

XV Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades - XV CONINTER

Ativismos, democracia e cultura: desafios do campo interdisciplinar.

O XV CONINTER - Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades - evento da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (ANINTER-SH), terá como tema:  Ativismos, democracia e cultura: desafios do campo interdisciplinar.

O atual contexto histórico é marcado por desafios de múltiplas naturezas — sociais, políticos, econômicos e culturais — que atravessam nossa sociedade e produzem impactos profundos na vida coletiva. Os desafios se apresentam como processos complexos e persistentes, que alimentam dinâmicas de desigualdade, exclusão e tensões no campo democrático. Diante desse cenário, torna-se fundamental fortalecer espaços de reflexão crítica e de diálogo capazes de problematizar essas questões, compreender suas origens e dinâmicas, e, ao mesmo tempo, apontar possibilidades de transformação social.

É nesse horizonte que se insere o XV CONINTER – Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades, cujo tema será “Ativismos, democracia e cultura: desafios do campo interdisciplinar”. O evento propõe-se como um espaço de encontro e interlocução entre acadêmicos, pesquisadores, estudantes, profissionais e agentes sociais de diferentes áreas do conhecimento, vinculados ou não ao campo interdisciplinar. Ao promover esse diálogo, busca-se compartilhar pesquisas, experiências e perspectivas que contribuam para ampliar a compreensão sobre os desafios contemporâneos e para fortalecer práticas voltadas à construção de sociedades mais justas, diversas e democráticas.

Nesse sentido, o XV CONINTER, realizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (ANINTER-SH) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PósCult/IHAC/UFBA), convida a comunidade acadêmica e os diferentes atores sociais a participarem dos debates e atividades do evento, contribuindo para a produção e circulação de conhecimentos comprometidos com os desafios do nosso tempo.

Modelo de Resumo Expandido

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Submissões

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GTs: Ementas e coordenadore(a)s

Acesse o PDF com os coordenadores e ementas dos GTs no link abaixo

GTs - EMENTAS E COORDENADORES


Coordenação:

Rafael Soares Duarte de Moura - Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Ciências Policiaise Tecnologias Inovadoras

Richardson Xavier Brant - Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social

Geélison Ferreira da Silva - Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) / Programa de Pós-Graduação em Ciências Policiais e Tecnologias Inovadoras

Heitor de Carvalho Pagliaro– Universidade Federal de Goiás (UFG) / Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos

Ementa: O Grupo de Trabalho propõe uma análise crítica e interdisciplinar das relações entre racismo ambiental e conflitos agrários, compreendidos como expressões estruturais de desigualdades historicamente produzidas e reproduzidas nos territórios. Parte-se da premissa de que tais conflitos atingem de forma desproporcional povos tradicionais, comunidades rurais, populações periféricas e grupos vulnerabilizados, evidenciando a articulação entre injustiças ambientais, exclusão social e negação de direitos fundamentais. O GT busca problematizar o papel das instituições jurídicas e das políticas públicas na manutenção ou superação dessas desigualdades, examinando os limites dos modelos tradicionais de tratamento de conflitos, frequentemente centrados na adjudicação estatal. Nesse contexto, as tecnologias sociais são mobilizadas como instrumentos de mediação, participação e construção coletiva de soluções, capazes de promover reconhecimento, inclusão e transformação social. A proposta articula contribuições do Direito, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Psicologia e estudos ambientais, valorizando abordagens empíricas e experiências comunitárias. Pretende-se fomentar reflexões sobre práticas inovadoras voltadas à promoção da justiça e dos direitos humanos, especialmente em contextos de disputa territorial, violência institucional e vulnerabilidade socioambiental, contribuindo para a construção de respostas mais democráticas, participativas e sensíveis às pluralidades sociais.

Coordenação:

Silvio Roberto Stéfani - Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário.

Rubio José Ferreira – Universidade Federal do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais (PPGCHS) .

Renata Abrantes Baracho Porto - Universidade Federal Minas Gerais (UFMG) / Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável.

Carlos Alberto Marçal Gonzaga - - Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário.

Cláudio Luiz Chiusoli - - Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário.

Flávio Marcelo Rodrigues Bruno - Universidade Federal do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais (PPGCHS) .

Haniel Saulo Matos Araújo Israel - Instituto Federal da Bahia (IFBA) / Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) / Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (UPM).

 Ementa: O Grupo de Trabalho reúne pesquisas e reflexões interdisciplinares sobre cidades contemporâneas, compreendidas como espaços de desafios socioambientais, desigualdades territoriais, disputas políticas e transformações tecnológicas. O GT acolhe estudos voltados às interfaces entre cidades sustentáveis e inteligentes, direito à cidade, políticas públicas, governança urbana, planejamento territorial e justiça socioambiental, considerando perspectivas críticas e aplicadas sobre o ambiente urbano. Serão aceitos trabalhos relacionados à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente a ODS 11, bem como indicadores municipais, pesquisas sobre gestão urbana, planos diretores, mobilidade, morfologia urbana, segregação socioespacial, justiça climática, vulnerabilidade socioambiental, conflitos territoriais, participação cidadã, inovação institucional, tecnologias sociais e soluções tecnológicas aplicadas às cidades. O GT busca estimular o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, favorecendo abordagens teóricas, empíricas, técnicas e comparadas sobre sustentabilidade urbana, governança democrática e transformação das cidades.


Coordenação

Renata de Almeida Oliveira - Afya Universidade UNIGRANRIO Programa de Pós-Graduação / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes.

Regina Maria do Rego Monteiro de Abreu - UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de Pós-Graduação em Memória Social.

Bianca Rihan Pinheiro Amorim - UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de Pós-Graduação em Memória Social.

Sabrina Dinola Gama Silva - UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Programa de Pós-Graduação em Memória Social.

Juliane Conceição Primon Serres – UFPEL / Programa de Pós-graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural.

Renata Ovenhausen Albernaz - UFPEL / Programa de Pós-graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural.

Claudia Moraes de Souza - Universidade Federal de São Paulo / Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional – PROFIAP.

Ementa: O GT Memórias, Patrimônios e Territórios têm por objetivo colocar em diálogo pesquisas que abordem as distintas e alargadas configurações dos patrimônios e das dinâmicas patrimoniais no Brasil e no mundo. Abarcando debates em torno das políticas públicas e dos processos de patrimonialização institucionais, o GT se interessa, igualmente, pelos chamados patrimônios contra hegemônicos, tecidos e mobilizados por fora das chancelas e para além das categorias de Estado, ou como resultantes de conflitos entre grupos sociais e/ou entre grupos e instâncias de poder - públicas ou privadas - em "territórios patrimoniais". Nesse sentido, são muito bem-vindas as experiências de pesquisas individuais ou em rede que contribuam na construção de conhecimentos e inovações no campo do patrimônio cultural, destacando-se as construções colaborativas de conhecimento entre pesquisadores e os chamados “detentores”, em ações compartilhadas de engajamento e luta política. Em suma, pretende-se reunir trabalhos e experiências de pesquisa permeados por "políticas patrimoniais", "processos de patrimonialização e salvaguarda", “memórias de resistência”, “territórios instáveis”, “museus sociais e participativos”, “processos de patrimonialização em tempos extremos” e construção de “territórios de memoração”.


Coordenação:

Vanda Aparecida da Silva - UFSCar-Sorocaba / Programa de Pós-Graduação / Estudos da Condição Humana (PPGECH).
Dalton Martins - Universidade de Brasília (UNB) / Ciência da Informação (UNB) e Estudos da Condição Humana (PPGECH).
Tarcísio Torres Silva - PUC-Campinas.

Ementa: Este Grupo de Trabalho reúne pesquisas interdisciplinares sobre as desigualdades que as tecnologias contemporâneas produzem, aprofundam ou, eventualmente, contribuem para reduzir no cotidiano de diferentes grupos sociais. Algoritmos, plataformas e infraestruturas tecnológicas replicam e intensificam hierarquias de raça, gênero, classe, deficiência e território, tornando a desigualdade digital uma dimensão estrutural da vida social. O GT acolhe trabalhos que analisem criticamente como populações historicamente marginalizadas — mulheres, comunidades periféricas, povos indígenas, pessoas com deficiência, populações negras e LGBTQIA+ — vivenciam cotidianamente os efeitos da exclusão digital, dos vieses algorítmicos e da concentração tecnológica. São igualmente bem-vindas investigações sobre políticas públicas, iniciativas educacionais, práticas culturais e projetos comunitários que mobilizem tecnologias digitais como instrumentos de transformação social. Temas de interesse incluem ainda: impactos sociais da inteligência artificial; inclusão digital em territórios periféricos; saberes tradicionais e tecnologias digitais; letramento digital crítico; feminismos e resistências digitais; acessibilidade; e narrativas digitais de grupos subalternizados.



Coordenação:

Carlos Magno Spricigo - Universidade Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação Justiça Administrativa (PPGJA).

Rogerio Dultra dos Santos - Universidade Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação Justiça Administrativa (PPGJA).

Edson Marcos Leal Soares Ramos - Universidade Federal do Pará / Programa de Pós-graduação em Segurança Pública.

Ementa: O grupo propõe-se a reunir pesquisas e projetos de extensão interdisciplinares voltados à análise crítica das relações entre formulação, implementação e avaliação de políticas públicas e os diversos sentidos de justiça que orientam e são produzidos por tais processos. Parte-se do pressuposto de que o direito, as instituições e as práticas estatais não apenas regulam, mas também constroem expectativas sociais, distribuindo bens, oportunidades e reconhecimentos de maneira desigual. O GT acolhe contribuições oriundas de diferentes campos do saber, como Direito, Ciência Política, Sociologia, Administração Pública, Economia e áreas afins. Serão especialmente bem-vindos trabalhos que examinem o papel do Poder Judiciário na conformação de políticas públicas, os fenômenos de judicialização e hipertrofia judicial, bem como suas implicações democráticas. Também interessam investigações sobre desenho institucional, governança, participação social, controle e accountability. Além disso, o GT incentiva debates sobre justiça distributiva, justiça social e justiça institucional, considerando marcadores de desigualdade como classe, raça, gênero e território. Serão valorizadas análises que explorem políticas públicas em áreas como saúde, educação, segurança, assistência social e meio ambiente, especialmente em contextos de vulnerabilidade e exclusão.

Coordenação:

Carlos Henrique Medeiros de Souza - Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) / Programa de Pós-graduação em Cognição e Linguagem.

Cleonice Puggian - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) / Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC).

Cristiana Barcelos da Silva - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-graduação em Cognição e Linguagem.

Fábio Machado de Oliveira - Universidade Vila Velha – UVV / Programa de Pós-graduação em Segurança Pública (PPSP).

Ementa: O GT tem como objetivo promover um espaço interdisciplinar de interlocução acadêmica para pesquisadores das seguintes temáticas: epistemologias emergentes, tecnologias e educação; ciberespaço, cibercultura e sociedade em rede; linguagens tecnológicas e redes sociais digitais; educação, tecnologias e processos de formação humana; hipertextualidade, leitura e escrita; docência, discência e cibercultura; tecnologias, saberes e métodos; acesso à informação, igualdade e diferença; políticas públicas, educação e informação; Inteligência Artificial (IA) e suas conexões com a Educação. Busca agregar conhecimentos e articular o diálogo entre as diversas áreas à luz das transformações tecnológicas, sociais e culturais. Examina a complexa interface entre as diversas esferas da ação humana, observando os impactos das tecnologias digitais na educação, informação e ciência. 

Coordenação:

Haydéa Maria Marino de Sant’Anna Reis - Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes.

Ediclea Mascarenhas Fernandes - UERJ e UFF / Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas da FEBF/UERJ. Programa de Pós-Graduação - Mestrado em Diversidade e Inclusão e Doutorado em Ciências, Tecnologia e Inclusão da UFF.

Edna Maria de Jesus - Centro Universitário Alves Faria - UNIALFA PPG: Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional (MDR).

Márcia Regina Castro Barroso - Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes.

Ementa: Estudos sobre Acessibilidade e Inclusão Escolar e Social para promoção da democracia em cenário marcado por ativismo, pluralidade cultural, prática de ações diretas individuais ou coletivas de natureza laboral e/ou social de pessoas com necessidades específicas (pessoas com  deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação), com vistas a um mundo socialmente justo, diverso e democrático, no qual demandam ações de rupturas hegemônicas numa perspectiva decolonial e anti-capacitista que abordam temas como: metodologias de ensino em espaços formais e informais; uso de recursos de tecnologias assistivas; acesso a direitos e cidadania; saúde e bem-estar; formação de recursos humanos e intervenção social; valorização da preservação da memória cultural, redes, movimentos sociais e políticas públicas. Experiências/vivências como respostas necessárias a um contexto social complexo e dinâmico, em um cenário mundial marcado por desafios do campo interdisciplinar.

Coordenação:

Tamara de Souza Campos - UNIGRANRIO / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes.

Diana de Souza Pinto - UNIRIO / Programa de Pós-Graduação em Memória Social.

Ricardo Alvarenga - Universidade Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Comunicação.

Ementa: Discursos e narrativas no processo de construção de memória. Práticas discursivas institucionais no contexto da interdisciplinaridade. As narrativas como significações engendradas pela ação conjunta de atores sociais no processo de construção de memória. A produção de narrativas e o enquadramento de experiências na dinâmica social da memória e do esquecimento. Abordagens de análise do discurso e de narrativas: perspectivas teórico-metodológicas para o estudo do campo da memória social. As noções de micro e macro contextos nos discursos que compõem a memória. Memória, esquecimento e narrativas como atividades sociais. Vozes institucionais e sistemas de representação na construção de narrativas e memória: identidades situadas engendradas nos discursos concebidos como resultado de negociações locais de sentido entre os participantes. A relação discurso, poder, memória e instituições. Vínculos entre as relações de poder, narrativas e emoções nas práticas cotidianas de dominação, exclusão e formas de resistência social. Narrativas de memórias traumáticas.


Coordenação:

Cristiane Brandão - Universidade Federal Fluminense / Programa de Pós-Graduação (PPG): Justiça Administrativa (PPGJA).

Vanessa Cavalcanti - Universidade Federal da Bahia / Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo.

Ementa: O Grupo de Trabalho propõe-se a reunir pesquisas e reflexões interdisciplinares que investiguem as múltiplas dimensões das desigualdades de gênero, bem como as estratégias de enfrentamento construídas no âmbito das políticas públicas e das ações coletivas. O GT acolhe trabalhos que analisem a formulação, implementação e avaliação de políticas voltadas às mulheres, considerando recortes de raça, classe, sexualidade, território, geração, entre outros. Busca-se, igualmente, fomentar o debate sobre o papel dos movimentos feministas e de mulheres na incidência política, na produção de conhecimento e na transformação social, destacando suas formas de organização, resistência e articulação em diferentes contextos históricos e contemporâneos. Serão bem-vindas contribuições que abordem temas como violência de gênero, feminicídio, direitos sexuais e reprodutivos, participação política, trabalho e autonomia econômica, valorizando abordagens críticas e metodologias diversas, com vistas ao fortalecimento de agendas comprometidas com a equidade de gênero e a justiça social.


Coordenação:

Franco Dani Araújo e Pinto - Universidade Vale do Rio Doce (Univale) / Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do Território.

Eunice Sueli Nodari - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH-UFSC).

Edmarcius Carvalho Novaes - Universidade Vale do Rio Doce (Univale) / Programa de Pós-Graduação em Gestão Integrada do Território.

Ementa: Este GT propõe discutir o papel das mídias e das práticas comunicacionais nas dinâmicas contemporâneas de ativismo, na defesa de direitos humanos e na construção da cultura democrática. Parte-se da compreensão de que as mídias não apenas operam como ferramentas, mas como arenas de disputa simbólica, política e cultural, nas quais se articulam diferentes projetos de sociedade. O GT acolherá trabalhos interdisciplinares que abordem o uso de mídias digitais, redes sociais, mídias comunitárias e iniciativas de comunicação como estratégias de mobilização, engajamento e produção de visibilidade para pautas sociais. Serão especialmente valorizadas pesquisas que analisem práticas de ativismo digital, coletivos de comunicação, campanhas sociais, ciência cidadã e processos de resistência e organização de grupos historicamente vulnerabilizados. Também serão bem-vindas reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos à democracia, incluindo desinformação, discursos de ódio, moderação de conteúdo, censura e disputas em torno da liberdade de expressão. O GT busca reunir contribuições que problematizem as relações entre mídia, poder e direitos, evidenciando tanto os limites quanto as potencialidades das práticas comunicacionais na promoção de sociedades mais justas, plurais e democráticas.


Coordenação:

Rosalee Santos Crespo Istoe – UENF / Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem.

Valtair A. Miranda - UENF / Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem.

Fabrício Moraes de Almeida - Universidade Federal de Rondônia (UFRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (PGDRA).

Ementa: Este Grupo de Trabalho tem como objetivo promover discussões interdisciplinares sobre a longevidade e o envelhecimento humano, considerando os desafios impostos pela contemporaneidade e as transformações sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e institucionais que atravessam a experiência de envelhecer. Parte-se da compreensão de que o envelhecimento não deve ser analisado apenas sob a perspectiva biológica, mas também como fenômeno social complexo, marcado por desigualdades, novas demandas de cuidado, mudanças nos vínculos intergeracionais e necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas à população idosa. O GT propõe-se a acolher pesquisas e relatos de experiência que discutam o envelhecimento humano em suas múltiplas interfaces, tais como saúde física e mental, qualidade de vida, inclusão social, direitos da pessoa idosa, educação ao longo da vida, tecnologias no cuidado, acessibilidade, participação social, intergeracionalidade, proteção social, trabalho, aposentadoria, etarismo e desafios contemporâneos relacionados à longevidade. Busca-se, assim, fomentar o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, reunindo contribuições das ciências humanas, sociais, da saúde, da educação, do direito e de campos correlatos, a fim de ampliar a compreensão sobre o envelhecimento e fortalecer redes de pesquisa, reflexão e intervenção social comprometidas com a dignidade, a autonomia e a valorização da pessoa idosa.



Coordenação:

Jeronimo Silva e Silva - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia.

Rodrigo da Costa Caetano - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF / Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais.

Norma Cristina Vieira - Universidade Federal do Pará / Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia (PPLSA).

Laila Mayara Drebes - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia (PDTSA).

Ementa: A constituição cultural e territorial da sociedade brasileira é caracterizada por contradições estruturais vinculadas aos processos de espoliação econômica e desigualdades sociais, que não apenas remetem à colonização, mas se perpetuam na colonialidade do poder por um conjunto de práticas “modernas” que renovam as formas de exploração. Se por um lado, o conceito de território baliza a dominação de segmentos das classes dirigentes, instrumentalizando a esfera do poder estatal, por outro, as práticas de resistência têm emergido ressignificando a noção de território, inoculando concepções críticas que fortalecem as lutas sociais. Neste GT pretende-se acolher pesquisas que reflitam acerca: das inúmeras possibilidades de luta e resistência no campo e na cidade, dos impactos socioambientais, das variadas concepções de políticas sociais, dos tensionamentos de saberes e suas linguagens em comunidades tradicionais (ribeirinhos, quilombolas, indígenas, comunidades extrativistas e campesinato) e das mudanças nas dinâmicas sociais que perpassam os estudos de gênero, raça e classe. Nesse sentido, os desdobramentos do conceito de território se integram às políticas sociais à luz dos processos contemporâneos para o desenvolvimento de pesquisas sobre as seguintes temáticas: interseccionalidade de desigualdades socioespaciais; dinâmicas rurais e avanços das fronteiras do agronegócio; mobilidades e migrações; reconfigurações do trabalho diante da digitalização; mudanças e injustiças climáticas, entre outras.


Coordenação:

Verônica Teixeira Marques - Afya Centro Universitário UNIMA / Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas.

Djalma Thürler - Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos (UFT/ESMAT).

Claudiene Santos - Universidade Federal de Uberlândia / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cinema e Narrativas Sociais (PPGCINE/UFS).

Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe o desafio de desnaturalizar a cultura da violência de gênero, entendendo-a como um fenômeno estruturante das relações sociais, históricas e institucionais. O objetivo é promover reflexões críticas que articulem a noção de discriminação interseccional à (não) efetivação dos direitos humanos na contemporaneidade, a partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas com enfoque interdisciplinar e transversal. Serão acolhidos trabalhos científicos que partam da relação entre gênero, violências, cultura e direitos humanos, considerando os múltiplos marcadores sociais da diferença – tais como raça, classe, sexualidade, territorialidade, deficiência, entre outros – e suas interseções nas experiências de grupos historicamente marginalizados. Interessa-nos a análise de como essas camadas de opressão se manifestam em práticas sociais, discursos, instituições, políticas públicas e representações culturais. a) As intersecções entre raça/etnia, classe social e gênero, com foco em desigualdades estruturais e reprodução de hierarquias sociais; b) Discursos e práticas sobre masculinidades, suas implicações sociais e os mecanismos de poder que operam na manutenção de violências de gênero; c) A vivência e resistência de corpos dissidentes, LGBTQIAPN+, pessoas trans, não- binárias e intersexo, frente a normas de gênero e sexualidade; d) Violências contra mulheres em suas diversas formas – doméstica, sexual, obstétrica, tráfico de mulheres, feminicídio, exploração sexual e laboral; e) As representações midiáticas e artísticas da violência de gênero e das resistências culturais: cinema, audiovisual, literatura, artes visuais, mídias sociais e pedagógicas; f) Educação em direitos humanos, abordando práticas educativas formais e não-formais que enfrentem o sexismo, o racismo e a LGBTfobia, e promovam culturas de paz e justiça social. 



Coordenação:

Júlio César Valente Ferreira - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) Programa de Pós-Graduação / Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico Raciais (PPRER).

Edson Silva de Farias - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) PPG: Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS).

Ementa: Este Grupo de Trabalho visa estabelecer um espaço de debate sobre a produção da indústria criativa do Leste e do Sudeste Asiático, destacando suas características e complexidades. A crescente globalização tem transformado o mercado cultural mundial, tornando-o um polo de inovação e consumo, especialmente a partir dos anos 1990, com destaque para a participação de países como Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. A proposta é reunir artigos que abordem diversas facetas dessa produção cultural, como as dinâmicas de criação e consumo de produtos desta seara (música, televisão, cinema, moda e games, dentre outros), as formas de resistência e adaptação de diferentes culturas dentro desse contexto e o impacto das políticas governamentais sobre a indústria criativa regional e global. Busca-se também debater como os valores culturais e sociais do Leste e do Sudeste Asiático são projetados e consumidos no mundo ocidental. O Grupo de Trabalho pretende conceber um ambiente interdisciplinar, integrando abordagens diversas para analisar este fenômeno cultural, o qual se consubstancia a partir da configuração de um ecossistema produtivo complexo, discutindo desde a produção de conteúdos até sua recepção, e as relações entre esta indústria criativa e a estruturação de identidades locais e globais. Espera-se que a troca de conhecimentos e experiências contribua para a ampliação do debate sobre a indústria criativa do Leste e do Sudeste Asiático, fomentando novas perspectivas de análise sobre seu papel na formação de culturas transnacionais.



Coordenação:

Bruno de Oliveira Rodrigues - Universidade Federal do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA/UFAM) e Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS/UFAM).

Sidnei Clemente Peres - Universidade Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA/UFF) e Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA/UFAM).

Lúcia Puga - Universidade Estadual do Amazonas (UEA) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/UEA).

Ementa: A proposta deste GT é reunir o conjunto de estudos e pesquisas sobre os cenários de conflito e mudança social, na América Latina, que implicam mobilizações coletivas, dinâmicas territoriais e demandas de reconhecimento étnico que confrontam grupos indígenas e comunidades negras com agências estatais, atores econômicos e empreendimentos capitalistas. O enfoque incidirá sobre contextos de antagonismo entre modalidades distintas de uso dos recursos naturais, estratégias de reprodução social e processos de reorganização econômica e política. Serão privilegiados trabalhos oriundos de etnografias e/ou reflexões teóricas sobre os contextos contemporâneos dos conflitos étnicos, das dinâmicas territoriais e de suas formas de organização econômica e expressão política. Os regimes de dominação social, de expropriação e controle fundiário e de (i)mobilização da força de trabalho são diversos e constituem um campo consolidado de estudos antropológicos, com etnografias e um rico arsenal conceitual e analítico, que permitem uma base sólida para reflexões comparativas sobre as múltiplas situações de reorganização social, econômica e política nas quais povos indígenas e comunidades tradicionais negras lutam pela manutenção de suas identidades, territórios e modos de vida.


Coordenação:
Crisóstomo Lima do Nascimento – UENF / Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem.
Adriano Furtado Holanda - Universidade Federal do Paraná / Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Educação.
Renato Faria da Gama – UFF / / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Neurologia e Neurociências da UFF).

Ementa: Este Grupo de Trabalho se propõe a acolher pesquisas interdisciplinares que investiguem as relações entre ativismos, democracia e cultura, considerando suas ambivalências, potencialidades e limites. Busca-se reunir estudos que analisem experiências, discursos e práticas que, inseridos em contextos marcados por desigualdades e disputas, possam oferecer subsídios teóricos e práticos para o fortalecimento de sociedades mais justas, inclusivas e democraticamente orientadas.



Coordenação:

Maria Eugênia Totti – UENF / Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem

Marcelo Vianna – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-Graduação em Ecologia

Gabriel Barros –UFBA / Programa de Pós-Graduação em Ecologia: Teoria, Aplicação e Valores

Ementa: Os saberes ancestrais de comunidades tradicionais como quilombolas, indígenas, caiçaras e pescadores artesanais têm sido historicamente marginalizados por perspectivas acadêmicas hegemônicas. No entanto, esses conhecimentos, construídos ao longo de gerações, constituem repertórios fundamentais para a compreensão das dinâmicas sociais, econômicas e políticas desses grupos. Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que abordem, de forma articulada, a participação social, as formas de incidência política e as relações socioeconômicas que estruturam a vida dessas comunidades. Busca-se contemplar tanto as estratégias de organização e representação política quanto os modos de produção, circulação e reprodução da vida material, considerando as especificidades territoriais e culturais dos diferentes grupos. Interessa-nos compreender como se configuram os processos organizativos, as práticas econômicas e os mecanismos de participação, evidenciando como esses elementos se entrelaçam na construção de formas próprias de governança e resistência. Ao valorizar esses saberes e experiências, o GT pretende fomentar o diálogo entre diferentes formas de conhecimento, contribuindo para o fortalecimento da justiça socioambiental, da diversidade epistemológica e da formulação de políticas públicas mais inclusivas.



Coordenação:

Ana Paula Fracalanza – Universidade de São Paulo / Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política (PROMUSPP) e Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM).

Silvia Helena Zanirato - Universidade de São Paulo / Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política (PROMUSPP) e Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM).

Suyá Quintslr – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PPGUR).

Ementa: Este grupo de trabalho objetiva receber contribuições que contenham reflexões a respeito da relação entre políticas ambientais e a promoção de direitos humanos (à saúde, à moradia, à água, à biodiversidade, ao saneamento, à cidade, à herança cultural etc.). Em contextos de aumento da poluição ambiental e de mudanças climáticas, de iniquidades e vulnerabilidades socioambientais que caracterizam as sociedades contemporâneas, a proposição e implementação de políticas ambientais associadas a direitos humanos se fazem prementes. Assim, a atuação do Estado na conservação ambiental, bem como na normatização, regulação e fiscalização das atividades potencialmente causadoras de degradação da natureza deve ser pautada não apenas pela garantia de um ambiente saudável, mas, igualmente, pela promoção de outros direitos que objetivem a dignidade da vida, com ampla participação social e dentro de uma estrutura de efetiva sustentabilidade. Nessa direção, quais os desafios para que a proteção ambiental seja tratada como uma questão de direitos humanos? Quais as mudanças sociais e interesses envolvidos na proposição das políticas ambientais associadas ao direito de uso de bens ambientais, ao uso do território e aos direitos humanos básicos? Há mecanismos participativos previstos na formulação e implementação dessas políticas? Esperamos que o GT favoreça uma reflexão interdisciplinar aprofundada sobre os direitos humanos e as políticas ambientais, sendo bem-vindos trabalhos de diferentes campos do conhecimento que debatam criticamente essa relação.



Coordenação:

Duda Woyda – Universidade Federal da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade

Rosana Maria Pires Barbato Schwartz - Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) / Programa de Pós-Graduação em Educação, Artes e História da Cultura

Sílvia Lúcia Pereira Duarte - - Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) / Programa de Pós-Graduação em Educação, Artes e História da Cultura

Ementa: Este GT reúne pesquisas e criações que investiguem como corpos dissidentes (LGBTQIAPN+, trans, não bináries, intersexo, racializados, pessoas com deficiência e outras dissidências) negociam visibilidade, cuidado, desejo, prazer, risco e pertencimento em ecossistemas tecnológicos contemporâneos. Interessa-nos compreender tecnologias não apenas como ferramentas, mas como dispositivos filosófico-políticos, culturais e históricos que produzem normas, afetos (plataformas, IA, biometria, vigilância, games, apps, redes e arquivos digitais). Este GT articula gênero e sexualidades às disputas por democracia, cultura e cidadania, incluindo conflitos de moderação, censura, desinformação moral, assédio e economias da atenção. Enfatiza a dimensão estética: performance, audiovisual, literatura, artes visuais, música, corpo e cena, bem como práticas de artivismo, pesquisa-criação, análises sobre algoritmos e desigualdades, datafication do corpo, colonialidade tecnológica, tecnociências do sexo/gênero, e políticas do cuidado em rede. Acolhemos reflexões filosóficas (ética, fenomenologia, epistemologias feministas/queer, decoloniais) sobre agência, autonomia, vulnerabilidade e liberdade. Incentivam-se metodologias plurais: etnografias digitais, cartografias do sensível, análise de discurso/imagem, estudos de recepção, pesquisa artística e relatos de experiência. O objetivo é construir um espaço interdisciplinar para cartografar estratégias de reexistência e imaginações de futuros democráticos.



Coordenação:

Tiago da Silva Jacaúna - Universidade Federal do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura no Amazonas (PPGSCA).

Valéria Regina Cavalcante dos Santos - Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA) / Programa de Pós-Graduação Gestão e Saúde na Amazônia (PPGGSA).

Rodolfo Bezerra de Menezes Lobato da Costa - Universidade Federal do Paraná (UFPR) / Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe refletir criticamente sobre a produção do conhecimento científico e o papel da interdisciplinaridade como campo de disputas simbólicas, epistemológicas e políticas na compreensão das desigualdades regionais. Parte-se do pressuposto de que o fazer científico é atravessado por relações que influenciam saberes legitimados, financiados e difundidos. Nesse sentido, a interdisciplinaridade emerge como estratégia de tensionamento entre campos do saber, ampliando a visibilidade de epistemologias plurais, especialmente aquelas oriundas de contextos historicamente marginalizados, como a Amazônia, Nordeste e outras regiões periféricas. O GT busca acolher trabalhos que foquem e demonstrem como cruzamentos interdisciplinares produzem situações analíticas exclusivas, que fogem dos limites dos olhares disciplinares. Os trabalhos devem demonstrar como transcorre o intercruzamento interdisciplinar na pesquisa e quais suas potências. Em contextos de desigualdade extremada, as explicações unidimensionais e disciplinares nos parecem limitantes e limitadas, pois incapazes de captar as complexidades da realidade. Os temas são livres, podendo incluir saúde, ciências sociais, educação, políticas públicas, meio ambiente, tecnologia, território, cultura, ciência, sociedade e outros. Serão valorizadas abordagens que discutam a produção científica situada, a circulação desigual do conhecimento, os desafios da pesquisa interdisciplinar e as estratégias de enfrentamento das assimetrias regionais. Assim, pretende-se fomentar um espaço de debate crítico e propositivo, contribuindo para a construção de práticas científicas mais inclusivas, equitativas e socialmente comprometidas. Serão priorizadas as contribuições que evidenciem práticas inovadoras, experiências interdisciplinares e estratégias de enfrentamento das desigualdades regionais, reforçando o compromisso com uma ciência socialmente referenciada, inclusiva e orientada à transformação.



Coordenação:

Andréa Hentz de Mello - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia em Inovação (Profnit).

Diamantino Pereira - Universidade de São Paulo / Programa de Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).

Gabriel Moraes de Outeiro - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) / Programa de Pós-Graduação Profissional em Direitos Humanos e Socioambientais na Amazônia (PDHSA) e Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia (PDTSA).

Rosana Quaresma Maneschy - Universidade Federal do Pará (UFPA) / Programa de Pós-graduação Profissional em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia.

Marcos Bernardino de Carvalho – Universidade de São Paulo / Programa de Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).

André Felipe Simões - Universidade de São Paulo / Programa de Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).

Ementa:

A emergência ambiental e climática tem raízes na dinâmica socioeconômica hegemônica, sendo uma crise civilizacional. Os biomas brasileiros, especialmente a Amazônia, são palco de conflitos decorrentes de grandes projetos, mineração, commodities e agropecuária, que tensionam a dimensão socioambiental, a conservação da natureza e os direitos territoriais. Emergem resistências de povos indígenas, comunidades tradicionais e movimentos sociais por justiça socioambiental. Este GT discute sistemas alimentares, dinâmica urbana, transição energética e conservação da natureza. Busca estratégias de enfrentamento às crises ambientais que combinem medidas econômicas, sociais e culturais, visando superar sociedades do crescimento e do consumo. Acolhe contribuições teóricas e empíricas sobre governança ambiental, políticas públicas, agroecologia, direitos da natureza e sistemas produtivos alternativos nos biomas brasileiros.


Coordenação:
Paulo Cavalcante Apratto Junior - Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes (PPGHCA).Katy Conceição Cataldo Muniz Domingues - Afya Universidade Unigranrio / Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Saúde (PPGECS).
Eliane Godberg Rabin - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) / Mestrado Profissional em Enfermagem

Ementa: O Grupo de Trabalho propõe um espaço interdisciplinar de debate e reflexão crítica no âmbito do CONINTER. O GT busca reunir pesquisas, experiências e práticas que articulem ensino, educação e saúde a partir de perspectivas sociais, políticas e culturais, enfatizando o papel dos ativismos contemporâneos na produção de saberes e na defesa da democracia. Interessa-nos discutir como processos educativos formais e não formais em saúde dialogam com movimentos sociais, territórios e populações diversas, especialmente em contextos de desigualdade e vulnerabilidade. Serão acolhidos trabalhos que problematizem políticas públicas, racionalidades médicas, formação profissional, práticas pedagógicas críticas, educação popular em saúde e iniciativas comunitárias que tensionem modelos tradicionais de ensino. O GT também se propõe a analisar os impactos das transformações sociopolíticas recentes sobre os sistemas de saúde e educação, destacando resistências, estratégias coletivas e inovações no campo interdisciplinar. Ao valorizar múltiplos saberes e epistemologias, o grupo pretende fomentar diálogos entre academia, serviços e sociedade civil, contribuindo para o fortalecimento de práticas democráticas, inclusivas e socialmente comprometidas no ensino em saúde.


Coordenação:

Eduardo Oliveira Miranda – Universidade Estadual de Feira de Santana / Programa de Pós-Graduação Mestrado em Desenho, Cultura e Interatividade.

Edmarcius Carvalho Novaes – Universidade do Vale do Rio Doce / Mestrado Interdisciplinar em Gestão Integrada do Território e Mestrado Interdisciplinar em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades.

 Bernardo Gomes Barbosa Nogueira - Universidade do Vale do Rio Doce / Mestrado Interdisciplinar em Gestão Integrada do Território e Mestrado Interdisciplinar em Gestão de Conflitos, Direitos e Humanidades.

Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe uma reflexão interdisciplinar sobre as intersecções entre o Território, a corporeidade, os conflitos e os processos educativos, compreendendo que o território não e- apenas um suporte físico, mas uma construção social indissociável dos sujeitos que o habitam. A proposta fundamenta-se na premissa de que o corpo e o Território primário de existência, re-existências, disputas e aprendizagem, buscando acolher investigações que analisem como marcadores de raça, gênero, sexualidade, deficie3ncia, dentre outros, tencionam e ressignificam os espaços de educação escolar e não escolar. O debate estende-se a utilização de distintas metodologias como tecnologia social e ferramenta pedagógica capaz de dar visibilidade a identidades e territorialidades historicamente invisibilizadas, promovendo uma leitura crítica do mundo a partir do lugar. Ao articular contribuições da Geografia Humana, dos Estudos Territoriais, do pensamento decolonial, da filosofia popular brasileira, da Pedagogia, da Sociologia e das Políticas Sociais, o GT privilegia pesquisas e relatos de experie3ncia que discutam o papel dos saberes populares, das memórias ancestrais e das práticas de resiste3ncia de comunidades tradicionais e periféricas frente às hegemonias curriculares. Espera-se fomentar um diálogo plural sobre a construção de territórios educativos mais inclusivos, em que a acessibilidade, o cuidado e a diversidade sejam compreendidos como dimensões fundamentais da justiça social e do direito a educação na contemporaneidade. 



Coordenação:

Carlos Alberto Lima de Almeida - Universidade de Vassouras / Programa de Pós-Graduação em Economia Ecológica e Desenvolvimento.

José Gil Vicente - Universidade Federal do Amazonas / Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia.

Thiago Ribeiro Rafagnin - Universidade Federal do Oeste da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais / Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais.

Ementa: O Grupo de Trabalho propõe um espaço interdisciplinar de reflexão e debate sobre os processos de governança e gestão territorial sustentável, articulando os campos da economia ecológica, das ciências humanas e sociais, dos direitos humanos e das políticas públicas. Parte-se da compreensão do território como espaço dinâmico de disputas, produção de sentidos e construção de alternativas ao desenvolvimento, considerando suas dimensões sociais, ambientais, culturais, políticas e econômicas. Reconhece-se, nesse sentido, que a racionalidade neoliberal tem operado como vetor de intensificação das disputas territoriais, ao subordinar o território à lógica da acumulação e da mercantilização da natureza. O GT busca reunir pesquisas que abordem as relações entre Estado, sociedade e natureza. Serão privilegiadas abordagens que incorporem perspectivas interseccionais, especialmente no que se refere às relações étnico-raciais, de gênero, sexualidades dissidentes e desigualdades territoriais, bem como estudos voltados aos povos e comunidades tradicionais, seus modos de vida, saberes e práticas, com destaque para a proteção de seus territórios e a garantia de seus direitos. Isso implica examinar como o neoliberalismo incide diretamente sobre esses territórios e sobre a vida dessas comunidades. O grupo também acolhe investigações sobre processos formativos e práticas de educação crítica voltadas à diversidade, equidade e inclusão. Espera-se, assim, contribuir para a construção de análises e propostas capazes de enfrentar os desafios contemporâneos relacionados às desigualdades socioambientais, aos conflitos territoriais e à promoção de modelos sustentáveis de desenvolvimento em diferentes escalas. 



Coordenação:

Maria de Fátima Rodrigues Makiuchi - Universidade de Brasília / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional.

José Roberto Severino - Universidade Federal da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade.

Antônio Albino Canelas Rubim - Universidade Federal da Bahia / Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade.

Ementa: O GT trata das conexões entre culturas e democracias, em especial na atualidade. Ele é um espaço para reflexões acerca de temas cruciais, que conformam a contemporaneidade, plena de ameaças, alternativas e tensões. O GT acolhe estudos e pesquisas teórico-conceituais e/ou analíticas que contribuam para a compreensão dos desafios e dilemas que afetam culturas e democracias. Ele abarca temas como: democratizações das culturas, culturalizações das democracias, políticas culturais, direitos culturais, diversidades culturais, culturas políticas, gestão cultural, culturas e desenvolvimentos, financiamento das culturas, cooperação cultural, diplomacia cultural, patrimônio cultural, participação político-cultural, democracia cultural, territorialização das políticas culturais, cultura e política, memória social e cultural, dentre outras temáticas afins. O GT visa fortalecer e colocar em cena o campo de estudos das culturas e democracias. Do ponto teórico-metodológico, o GT pretende contemplar uma pluralidade de abordagens, através de: ensaios, artigos, estudos de casos, investigações comparativas, análises de discursos, procedimentos mistos etc. 



Coordenação:

Fernando José Martins - Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) / Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras.

Max André de Araújo Ferreira - Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) / Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras.

Mônica Maria Teixeira Amorim - Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social .

Ementa: Os condicionantes do contexto econômico, social e político dos movimentos sociais na América Latina, na sua formação histórica, quanto embasamento teórico que se pauta em uma análise materialista, histórica e dialética do pensamento latino-americano. Teorias dos e sobre os movimentos sociais latino-americanos, com ênfase nos autores do próprio espaço da América Latina. Características e práticas dos movimentos sociais da América Latina e também referências aos movimentos localizados em tal espaço social, visto que há, aqui, movimentos emblemáticos como os Zapatistas no México, movimentos dos povos originários no Peru, Equador e Bolívia, bem como na América Central, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil, os Piqueteiros na Argentina, Movimento Estudantil no Chile, entre outros processos de vulto internacional. As propostas de formação humana e identidade coletiva contidas nas práticas dos movimentos sociais. O caráter educativo dos movimentos sociais. Mobilizações sociais, protestos, ações coletivas e projetos societários emancipatórios.


Coordenação:

Luiza Alves Chaves - UFF / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito.

Córa Hisae Monteiro da Silva Hagino – UFF / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito.

Hugo Belarmino de Morais - UFF / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (Doutorando).

Emmanuel Oguri – Universidade Estadual de Feira de Santana / Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial / Programa de Pós-Graduação em Gestão, Organizações e Sociedade.

Ementa: Serão tratadas pesquisas que dialoguem com a justiça socioambiental, diante das mudanças climáticas, buscando compreender como (e quais) narrativas públicas e construções sociopolíticas são fundamentais na manutenção de estruturas que reforcem os abismos de riscos e danos socioambientais. O controle corporativo da produção científica e as práticas de “ciência de aluguel” moldam narrativas públicas, influenciam políticas e restringem alternativas de enfrentamento à crise climática e a dinâmica de conflitos territoriais. Paralelamente, observa-se a captura da agenda ambiental por interesses do agronegócio e das indústrias fósseis, que se valem de estratégias de obstrução e desinformação para manter privilégios. Ao articular soberania epistêmica e crítica às desigualdades socioambientais, este grupo de trabalho visa construir debates e agregar produções que discutam tanto como grupos vulnerabilizados humanos e não-humanos são vistos e vivenciam os impactos desses processos.


Coordenação:
Karliane Macedo Nunes – Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas Sociais.Maria Beatriz Colucci - Universidade Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas Sociais.
Luiz Carlos Martins – Universidade Federal do Amazonas (UFAM) / Programa de Pós-Graduação em Educomunicação e Linguagens

Ementa: O GT abrange reflexões interessadas nas articulações entre cinema (documentário, ficção, híbridos, audiovisual e obras expandidas) com as diferentes áreas do conhecimento (Educação, História, Antropologia, Artes). Interessa-nos, de modo especial, debates mediados pelo cinema brasileiro a partir de investigações que considerem os deslocamentos das estruturas moderno-coloniais de poder/saber, revisões críticas de abordagens hegemônicas e as reconfigurações de sensibilidades elaboradas por projetos e obras audiovisuais propostas a partir dos marcadores sociais da diferença (classe, raça, gênero, sexualidade, território, etc.). Considerando o cinema, em suas múltiplas manifestações, como uma ferramenta estético-político-pedagógica de enfrentamento aos discursos dominantes instituídos, um lugar de produção de memória e de afirmação da multiplicidade de corpos e subjetividades, o GT acolhe propostas dedicadas à análise de obras audiovisuais, práticas pedagógicas, ações cineclubistas e relatos de experiência, especialmente àquelas realizadas em contextos coletivos, comunitários e periféricos por e com pessoas indígenas, afrodiaspóricas, LGBTQIA+, PCD, estudantes, mulheres, de modo a valorizar o potencial crítico e o papel transformador das narrativas audiovisuais na sociedade contemporânea.


Coordenação:

Marcelo Vilela de Almeida - Universidade de São Paulo (USP) / Programa de Pós- em Mudança Social e Participação Política (ProMuSPP).

Patrícia Zaczuk Bassinello - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) / Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais (PPGCult).

Dyego de Oliveira Arruda - Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) / Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais (PPRER).

Ementa: Fenômeno sociocultural apropriado pelo capitalismo, o turismo passou a merecer atenção da academia sob diversos prismas teórico-analíticos. As complexidades que permeiam tal fenômeno na contemporaneidade têm suscitado a busca por recursos analíticos – de viés contra-hegemônico, pós-colonial e emancipatório – que possibilitem outros olhares sobre as práticas turísticas, (re)significando as inter-relações entre visitantes, meio ambiente e culturas locais. Espera-se que este grupo de trabalho (GT) contribua, como em edições anteriores do CONINTER, para trazer à tona a diversidade de vozes de atores de diferentes representatividades. Outro propósito deste GT é o de compreender as vivências e movimentos de resistências de sujeitos subalternizados, bem como possibilitar a ressignificação de saberes e fazeres representativos das práticas turísticas, de modo a permitir a abertura de uma construção diversa e humana no turismo. De forma mais objetiva, esperamos, no âmbito deste GT, acolher trabalhos que versem sobre as seguintes perspectivas: (a) manifestações contra hegemônicas no âmbito do turismo; (b) perspectivas críticas e pós-coloniais de “leitura” e análise do fenômeno do turismo; (c) sujeitos subalternizados e as dinâmicas a partir das quais tais indivíduos “produzem” práticas turísticas; (d) os marcadores sociais da diferença (raça, gênero, sexualidade e afins) no âmbito da organização do fenômeno do turismo, a partir de um viés contra hegemônico; (e) territórios de resistência e práticas de turismo contra hegemônico.


Coordenação:

Napoleão Miranda – Universidade Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito.

Wilson Madeira Filho - Universidade Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito.

May Waddington Telles Ribeiro - Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) / Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade.

Alba Simon – Universidade Federal Fluminense (UFF) / Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito.

Luiza Antunes Dantas de Oliveira - Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) / UFRRJ.

Annelise Caetano Fraga Fernandez – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) / Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Ementa
Os conflitos socioambientais permeiam os usos e os processos de decisão — planejamento, legislação e gestão — relativos aos territórios urbanos e rurais. Em sociedades marcadas por profundas desigualdades econômicas, as instituições e os mecanismos jurídico-políticos operam simultaneamente como arenas democráticas de gestão e solução de conflitos e como instrumentos de reprodução das desigualdades. O GT enfoca disputas envolvendo uso, posse, propriedade, planejamento e gestão dos territórios, bem como suas implicações sobre a qualidade e os modos de vida das populações afetadas. Considera-se, ainda, o modo como políticas de desenvolvimento econômico no Brasil têm concentrado danos sociais, econômicos e ambientais sobre grupos sociais vulneráveis frequentemente resultando em deslocamentos forçados, além de danos ambientais sistêmicos que permanecem sem adequada previsão ou reparação. A partir de uma abordagem interdisciplinar e orientada a estudos de caso, o GT busca analisar a contribuição de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas para a compreensão dos conflitos socioambientais no país. O GT busca também discutir os conflitos socioambientais associados às Áreas Protegidas e Unidades de Conservação existentes e à sobreposição de territórios de povos e comunidades tradicionais, incluindo disputas fundiárias, restrições ao uso de recursos naturais e processos de criminalização de práticas culturais e produtivas, bem como as transformações nas dinâmicas rurais e urbanas nos limites e zonas de amortecimento destas UCs. Outro eixo central envolve a análise dos instrumentos de gestão e controle, como licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento, considerando seus efeitos sobre as populações locais e os desafios de compatibilização entre conservação da biodiversidade e garantia de direitos. Serão bem-vindas reflexões sobre governança, participação social, mediação de conflitos, políticas públicas e arranjos institucionais que busquem integrar diferentes formas de conhecimento — científico, técnico e tradicional.


Coordenação:

Anna Paula Soares Lemos – Afya UNIGRANRIO / Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Culturas e Artes (PPGHCA).

Fernando de Mendonça - Universidade Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas Sociais (PPGCINE).

Mario Seve Wanderley Lopes – UNIRIO / Programa de Pós-Graduação em Música.

Ementa: Grupo de Trabalho Arte, Cultura e sua Tridimensionalidade convida pesquisadoras e pesquisadores, artistas, agentes culturais e demais interessados a submeterem trabalhos que dialoguem com as mu1ltiplas dimensões da cultura, conforme estabelecido pelo conceito de tridimensionalidade formulado pelo Ministe1rio da Cultura do Brasil — simbólica, cidadã e econômica. Compreendendo a cultura como um campo transversal e dinâmico, este GT busca refletir sobre as interfaces entre a produção artística, as políticas públicas e os contextos sociais nos quais se inserem. Nesse sentido, são bem-vindas investigações e relatos de experie4ncia que problematizem as relações entre arte, políticas culturais e direitos culturais, bem como produções e reflexões que envolvam teatro, cinema, literatura, música e outras linguagens, sobretudo em perspectivas interdisciplinares. Interessa-nos fomentar o debate sobre como essas expressões e práticas culturais contribuem para a construção de sentidos, pertencimentos e transformações sociais, ao mesmo tempo em que dialogam com os desafios contempora4neos no campo das humanidades. O GT também acolhe propostas que explorem metodologias inovadoras e abordagens crí1ticas voltadas para a complexidade das pra1ticas culturais em seus mu1ltiplos territórios e contextos.


Coordenação:

Carolina Pereira Lins Mesquita - IES: Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD/UFF).

Joaquim Leonel de Rezende Alvim - IES: Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD/UFF).

Carla Appollinario de Castro - IES: Universidade Federal Fluminense (UFF) PPG: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD/UFF).

Alberto Correia de Oliveira Filho - Universidade Estadual de Roraima (UERR) /Mestrado profissional em Direitos Humanos e Cidadania.

Ementa: Atribuindo um sentido de continuidade aos Grupos de Trabalho que coordenamos em edições anteriores do CONINTER, nosso objetivo geral é refletir sobre o mundo do trabalho, as instituições correlatas, as condições de acesso à justiça e, em última análise, ao trabalho digno. Pesquisas empíricas, contextualizadas, com viés interdisciplinar e crítico serão privilegiadas, especialmente, aquelas que produzam dados primários sobre a categoria trabalho (e.g., formal, informal, ilegal, produtivo, reprodutivo, religioso e profissional). Também consistem em temáticas de interesse dinâmicas de precarização das relações individuais e coletivas de trabalho, resistências e ativismos, bem como medidas de flexibilização e desregulamentação trabalhista implementadas no âmbito da sociedade civil, por intermédio de tecnologias e/ou pelo Estado (poderes Legislativo, Executivo e Judiciário).


Coordenação:

Josenildo Campos Brussio – Universidade Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Sociais, Conexões Artísticas e Saberes Locais.

Mateus de Sá Barreto Barros - Universidade Federal do Maranhão (UFMA) / Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Sociais, Conexões Artísticas e Saberes Locais.

Núbia Dias dos Santos – Universidade Federal de Sergipe (UFS) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Ementa: O Grupo de Trabalho propõe a análise crítica dos processos de produção de conhecimento a partir dos saberes locais, das epistemologias do Sul e das interações entre sociedade, cultura e meio ambiente. Fundamentado nas linhas de pesquisa que articulam dinâmicas sociais, conexões artísticas e saberes locais e nas discussões sobre desenvolvimento sustentável, comunidades tradicionais e meio ambiente, o GT busca problematizar as hierarquias epistêmicas que historicamente invisibilizam estes conhecimentos e suas práticas socioculturais territorializadas. Serão privilegiadas abordagens que enfatizem a relação entre cultura, natureza e sociedade, destacando experiências de comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas e populações rurais. O GT acolhe reflexões sobre sustentabilidade, territorialidade, identidade, memória e práticas culturais, articulando tais dimensões com perspectivas decoloniais e interdisciplinares. Pretende-se, ainda, fomentar o debate sobre alternativas de desenvolvimento baseadas em saberes locais e práticas ecológicas, considerando os desafios socioambientais contemporâneos, em diálogos com os ODS da ONU. Assim, o espaço visa contribuir para a valorização da diversidade epistemológica e para a construção de conhecimentos comprometidos com a justiça social, ambiental e cognitiva.


Coordenação:

Cristiana Magni – Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO) / Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Comunitário.

Marcelo Naputano – Universidade Federal de Roraima (UFRR) / Programa de Pós-Graduação em Saúde e Biodiversidade (PPGSBio).

Melissa Catrini – Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Reabilitação.

Ementa: O reconhecimento do Estado e da sociedade quanto às diferentes formas de viver e de morrer como direitos fundamentais traz a prerrogativa de entender que a saúde de uma democracia pode ser medida pela capacidade de sua cultura em sustentar e proteger a vida em todas as suas fases. A valorização do saber popular, amparado na micropolítica do cuidado, é como bússola para a constituição de encontros em cenários de práticas que não curam apenas o corpo, mas reparam o tecido social com a perspectiva de poder devolver humanidade onde existe vulnerabilidade. Este GT propõe um espaço de compartilhamento do vivido nas experiências de pesquisadores(as), considerando não apenas a dimensão discursiva, mas também os acontecimentos, as múltiplas perspectivas territoriais e a pluralidade de interpretações. Fundamenta-se em uma ecologia de saberes, na qual a democracia constitui o solo, a cultura a semente e o ativismo a força que sustenta e irriga os processos de cuidado. Traz a proposta de explorar dimensões variadas, como: a humanização do envelhecer, a fragilidade do adoecer e do morrer, a dimensão existencial da finitude, a tecnologia leve do vínculo, a desmedicalização da existência e o fortalecimento da compassividade comunitária. Acolherá trabalhos teóricos, empíricos e relatos de experiência, fomentando o diálogo interdisciplinar entre as áreas de saúde, ciências sociais e humanas, educação, e outras, no sentido de fomentar a formação de redes de pesquisa e intervenção que mobilizem diferentes olhares e conhecimentos, apostando na diversidade de existências e no fortalecimento do desenvolvimento comunitário.


Coordenação:

Meire Aparecida Lóde Nunes - Universidade Estadual do Paraná (Unespar) / Programa de Pós-Graduação Sociedade e Desenvolvimento (PPGSeD).

Alexandre Paulo Loro - Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) / Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas.

Ana Paula Colavite - Universidade Estadual do Paraná (Unespar) /Programa de Pós-Graduação Sociedade e Desenvolvimento (PPGSeD).

Ementa: Sob a denominação imagem, é possível reunir muitas produções que se materializam em distintos suportes — pintura, fotografia, cinema, mídias digitais —, bem como imagens mentais, fundamentais para o próprio pensar. As imagens sempre estiveram presentes nas diferentes sociedades, sendo expressões de demandas, saberes e sensibilidades próprias de cada temporalidade. No campo científico, as imagens assumem múltiplas funções. Quando oriundas do passado, podem atuar como fontes históricas; no presente, podem refletir valores, afetos, tensões presentes na sociedade atual e apontar possibilidades futuras, especialmente, no campo das tecnologias digitais e da produção de imagens por inteligência artificial. Diante do exposto, este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que abordem as imagens em suas múltiplas dimensões — enquanto registro, objeto de consumo, ferramenta metodológica e prática de criação —, com o objetivo de refletir criticamente sobre o contexto imagético que caracteriza a formação humana e o desenvolvimento da sociedade contemporânea. 


Coordenação:
Francisco Ramos de Farias - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) / Programa de Pós-Graduação em Memória Social (PPGMS).

Rafael Andrés Patino Orozco - Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) / Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade.

Gabriela Lamengo / Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre a Universidade.

Ementa: O objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir estudos que abordem os seguintes temas: memória mítica da violência considerando a transmissão de relatos e as consequências na constituição dos laços sociais; violência direta, estrutural e cultural; figuras da violência no âmbito das práticas de segregação e exclusão social, genocídio, feminicídio, extermínio e massacre; vidas matáveis não passiveis de luto; poder e violência com relação às diferentes configurações da violência nos corpos; efeitos estruturantes da violência: crise, reação, resistência e posicionamentos subjetivos; golpe de Estado ou reversão do poder; o exercício do poder sem violência; a atitude consensual como ação de não violência; autorização, interdição e obrigação; monopolização do poder; conformismo e totalitarismo; respostas ao mal-estar na contemporaneidade: suspeição, necropolítica; vítimas, sobreviventes e resistentes; práticas políticas estatais com exclusão dos legados institucionais; a sofisticação das tecnologias de liquidação de corpos; cartografia das catástrofes: eventos da natureza, desregramentos, rupturas e traumas sociais; fenomenologia subjetiva, violência e emoções sociais; elaboração de experiências traumáticas; estéticas de ruinas: a escritura dos escombros e restos; o culto aos monumentos: vozes das ruinas; antimonumentos e sentidos; a exceção e a norma: o crime como afirmação ou dissidência?, e tragédia e sintoma social. Serão bem-vindos também neste GT trabalhos que incluam perspectivas analíticas que considerem os marcadores sociais das desigualdades de gênero, raça/etnia, classe social, território entre outros nos temas abordados

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