XV Semana de Filosofia - UFPR

presencial Reitoria UFPR, Rua Dr. Faivre, 405, Centro. - Curitiba - Paraná - Brasil

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crise. Pode-se compreender por crise um momento de instabilidade, caos, ou incerteza. Se a história da filosofia diz algo sobre a filosofia, é que há uma multiplicidade de perspectivas – não raramente incompossíveis – sobre um mesmo problema. E se a própria noção de ‘problema’ é essencial para o filosofar, como não reconhecer na crise uma condição inexorável da filosofia? Não obstante, uma crise pode também despertar os sentidos, engendrar pensamentos, expandir possibilidades, abrir-nos para a eterna novidade do Mundo. Se for para cair, que seja com paraquedas coloridos.  Pensando nisso, propomos nesta XV Semana de Filosofia explorar aspectos da relação entre Crise e Filosofia, situada sobretudo nos tempos atuais, mas não restrita a eles.


mapeamento. A crise da filosofia é geográfica? Quando começamos nossos estudos sobre Filosofia e Brasil no ano passado, percebemos algumas dificuldades na nossa discussão como: existe filosofia no Brasil? Ou melhor, existe uma filosofia brasileira? Se sim, quais são as características que a definem?Qual a etiqueta da filosofia brasileira? Apenas o fato do filósofo brasileiro ter um documento que o considere brasileiro? Como poderíamos colocar toda uma miríade de autores que habitam nosso país de proporções continentais num mesmo grupo só por uma linha desenhada no mapa, sendo que temos culturas tão ricas em cada região que possibilitam a formação de pensadores tão diferentes entre si? Mas com essa discussão descobrimos que a crise geográfica vem antes da questão de se existe filosofia brasileira ou não, como podemos ver no artigo Modernidade e suas sombras de Rodrigo Marco de Jesus, que nos ilustra como escolhemos filósofos modernos de regiões muito específicas da Europa, ignorando a Península Ibérica e as Américas, que na época tinham grande importância na política mundial, ou como podemos ver em Hegel e o Haiti em que Susan Buck-Morss que comenta de uma cegueira intelectual para estudar este mesmo período como subterfúgio para omitir as práticas escravistas da época. Por que não lemos pensadores americanos e latinos-americanos da época? Por que não lemos sobre o Haiti, como leu Hegel, para entender a sobre o senhor e o escravo? A crise geográfica se fez presente em nossas discussões e agora convidamos a todos para um mapeamento coletivo da filosofia para pensar que histórias contamos e com quem contamos essas histórias.


revolução. A crise da filosofia é política? Eis que presenciamos um crescimento, em velocidades assustadoras, da influência de movimentos de extrema-direita por todo o mundo. Eis que acabamos de sair de uma pandemia que só escancarou mais ainda questões sociais e de classe que já estavam em estado de emergência. Eis que acompanhamos o processo de formulação do Novo Ensino Médio e a saída da filosofia do currículo obrigatório, e agora acompanhamos o processo de revogação dessa reforma ou até mesmo uma reforma da reforma, na esperança de não obrigar aqueles que dedicaram suas vidas para a formação na área terem de fazer um desvio de função em matérias que não foram concebidas por alguém que vive da educação. Diante de tantas situações nacionais e internacionais que o passado e a contemporaneidade nos expõe, nasce essa sensação de crise política e começamos a pensar: é possível acreditar em alguma instituição? Convidamos então nossos comunicadores e ouvintes para esta reflexão de resistência, quem confiar e quem se unir em momentos de crise?


reflexão. A crise da filosofia é de identidade? A crise é da Filosofia ou é do filósofo? Quem é o filósofo? Acadêmico, professor, pensador, coach, blogueiro? Nos restringimos aos corredores dos departamentos e escolas de Filosofia? Quem somos nós enquanto filósofos? Quem é “nós” que se situa na Filosofia? Como posso demarcar esse “nós” se não consigo determinar quem sou “eu”? Quem sou eu? “Eu” dito em cada boca não sou eu, mas outro “eu”. Se toranja é uma enxertia de laranja com pomelo, é possível fazer enxertia de uvas e cerejas num pé de jabuticaba? Nós [?] convidamos a todos a participar de nossa terapia coletiva para entender quem sou eu, não… não você! Eu!


Com nossas crises expostas, convidamos a todos os interessados a participar como comunicadores e ouvintes. Acompanhem nosso edital e nosso evento no começo de novembro para dividirmos a sensação de vertigem que a queda nos traz enquanto discutimos sobre as crises que nos assolam enquanto comunidade interessada pela filosofia.

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