HISTORICO - Ciência em Cena XIX de conhecimento científico e artístico
O Ciência em Cena é um encontro anual de teatro e divulgação científica iniciado em 2007 pelo Teatro Ouroboros, vinculado à UFSCar. O evento reúne grupos teatrais de universidades, centros de pesquisa, museus, escolas e companhias profissionais e amadoras de diversas regiões do Brasil, além de convidados internacionais.
A programação inclui espetáculos teatrais gratuitos, bate-papos com o público, oficinas de formação com artistas, cientistas e pesquisadores de diferentes áreas, promovendo o diálogo entre artes cênicas, ciência, educação e sociedade. Ao longo de 18 edições, o festival já circulou por 12 cidades brasileiras, incluindo versões on-line em 2020 e 2021, e contou com 60 a 220 participantes por edição, somando mais de 220 peças apresentadas.
Os espetáculos abordam temas relacionados às ciências, à história da ciência, biografias de pesquisadores, experimentos em cena, método científico, tecnologias, sociedade e meio ambiente. O evento também já recebeu grupos de Portugal, Espanha, México e Uruguai, consolidando-se como um espaço de referência para pesquisa, criação e formação de artistas, estudantes e educadores.
Um destaque é a participação do Grupo Olhares, formado por atores com deficiência visual e integrante do Núcleo Teatral Ouroboros desde 2012, que reforça o compromisso do festival com a inclusão, acessibilidade e aprendizagem conjunta.
Em 2025, a 18ª edição foi realizada em São Carlos/SP, com 13 espetáculos entre estreias e releituras. Em 2026, o projeto propõe a 19ª edição no estado do Amapá, na região Norte do Brasil, ampliando o alcance territorial do encontro e intensificando o diálogo com a realidade amazônica.
Elementos gráficos que são a cara da região

Os grafismos Wajãpi, conhecidos como Arte Kusiwa, são uma linguagem gráfica tradicional do povo indígena Wajãpi, localizado no estado do Amapá. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a técnica utiliza urucum, jenipapo.O que é a Arte Kusiwa.
A Arte Kusiwa reúne a pintura corporal e a arte gráfica dos povos Wajãpi, indígenas que habitam dezenas de aldeias do Amapá. Com padrões gráficos ensinados pelos espíritos (que são considerados os verdadeiros donos dos desenhos), eles criam códigos para representar os seres e suas histórias e os compartilham através do tempo. Essa verdadeira linguagem é criada com tintas e resinas naturais, que estampam seus objetos e corpos e comunicam sua cultura, organização social e relação com o mundo. Símbolo tão importante da riqueza e diversidade cultural dos povos indígenas, essa forma de expressão foi uma das primeiras a ser registrada como Patrimônio Cultural do Brasil, ainda em 2002. No ano seguinte, a Unesco também declarou a Arte Gráfica Wajãpi como Patrimônio da Humanidade.

Como uma espécie de relógio do sol, o Monumento Marco Zero do Equador, é um dos principais atrativos de Macapá. O obelisco com 30 metros de altura, marca a passagem da linha imaginária do Equador, que divide a capital em hemisférios Norte e Sul.
O Monumento Marco Zero do Equador está localizado na rotatória da Rodovia Josmar Pinto (antiga JK), na Zona Sul de Macapá. Ao lado dele, tem ainda o Estádio Milton de Souza Corrêa, o estádio Zerão.




A Fortaleza de São José, maior fortificação do Brasil, completa 242 anos de existência na terça-feira, 19. Localizado às margens do Rio Amazonas, o monumento histórico é um dos cartões postais mais importantes do Amapá. O historiador Amiraldo Silva dos Santos, de 58 anos, trabalha no local desde 1997, e avalia as mudanças da ocupação do espaço com o passar do tempo.
Construída para proteger as fronteiras do “Cabo Norte”, como era conhecido o Amapá no período colonial, a Fortaleza de São José é a única deste tipo no Brasil e a maior construída pelos portugueses na América do Sul. Junto com outras 18 fortificações deste período - 16 ao longo da costa e outras duas na fronteira continental -, ela ajuda a contar a história da formação territorial do país e da ocupação europeia na América.
Inaugurada no dia 19 de março de 1782, a Fortaleza de São José ocupa uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados, sendo um dos mais antigos pontos turísticos da capital amapaense. A fortificação foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) em 22 de março de 1950, em um ato de reconhecimento a sua importância histórica e arquitetônica.

