XIV Encontro da Sociedade de Arqueologia Brasileira – Núcleo Regional Sul (SAB Sul) e das VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani (JAAG)

XIV Encontro da Sociedade de Arqueologia Brasileira – Núcleo Regional Sul (SAB Sul) e das VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani (JAAG)

presencial Universidade Estadual de Maringá - Maringá - Paraná - Brasil

XIV SAB SUL e VI JAAG

O XIV Encontro da Sociedade de Arqueologia Brasileira – Núcleo Regional Sul (SAB Sul) e das VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani (JAAG), sob o tema “Entre Emergências e Reconstruções – Qual será o futuro de nosso passado?”, será realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre os dias 9 e 13 de novembro de 2026.

O evento tem como propósitos contribuir para a promoção da ciência aberta e a democratização do conhecimento, ampliar e qualificar o espaço regional e internacional de interlocução científica, fortalecer vínculos e parcerias institucionais e valorizar as práticas arqueológicas desenvolvidas na região Sul do Brasil e nos demais países do Cone Sul.

Neste primeiro momento, estarão abertas apenas as inscrições para a submissão de propostas de simpósios temáticos, no período de 25 de março a 30 de abril de 2026. Em momento posterior, serão abertas as inscrições no evento e as submissões para comunicações orais, pôsteres e ouvintes.

Para as VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani (JAAG), as orientações para submissão de propostas de comunicações orais serão divulgadas oportunamente.

Inscrições

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Submissões

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Simpósios Temáticos do Evento

ST 1 - VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani
Tempo de Novas Sínteses: Perspectivas Atuais sobre a Arqueologia Guarani

Daniel Loponte - Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET); Instituto Nacional de Antropologia e Pensamento Latinoamericano (INAPL)

Aline Bertoncello - Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó); Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM)

A VI Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani propõe-se como um espaço de encontro e renovação dos debates sobre as pesquisas dedicadas ao universo Guarani. Inserida em uma sequência de reuniões iniciada em 2009, a Jornada consolida uma rede de diálogo entre pesquisadores de diferentes países, articulando resultados recentes, revisões críticas e novas perspectivas de análise.

Neste ano, o tema “Tempo de novas sínteses: perspectivas atuais sobre a arqueologia Guarani” orienta a proposta do evento como um momento de integração e atualização das discussões na área.

Ao reunir pesquisas desenvolvidas em distintos territórios e campos de investigação, o evento busca aproximar dados, métodos e interpretações muitas vezes dispersos, promovendo o diálogo entre cronologias, materialidades, coleções, contextos históricos, abordagens etnográficas e perspectivas interdisciplinares.

A Jornada contempla a diversidade temática que caracteriza atualmente os estudos sobre arqueologia Guarani, incluindo investigações de campo, arqueologia preventiva, reconhecimento de sítios, uso de sistemas de informação geográfica e análises de diferentes materiais arqueológicos.

Também se destacam os estudos de coleções preservadas em instituições acadêmicas e privadas, cuja documentação e interpretação contribuem para ampliar o conhecimento e fortalecer ações de preservação e divulgação.

Além disso, o evento valoriza abordagens que extrapolam o registro material estrito, incorporando discussões metodológicas, relatos de viagem, observações etnográficas e reflexões sobre sociedades tradicionais associadas aos povos e à cosmovisão Guarani.

Nesse contexto, aportes da arqueologia histórica, dos estudos coloniais e jesuíticos, bem como da linguística, biologia, antropologia e etnobotânica, ampliam as possibilidades de interpretação das expressões arqueológicas Guarani.

Palavras-chave: Arqueologia Guarani; Novas sínteses; Patrimônio Arqueológico; Interdisciplinaridade.
ST 2 - Entre Dados e Territórios
Aplicações metodológicas para SIG, Bancos de Dados e tecnologias na Arqueologia

Glauco Constantino Perez - Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Maurício Hepp - Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Este simpósio temático tem como objetivo discutir pesquisas em Arqueologia que incorporem o uso de ferramentas de geoprocessamento e de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), bem como estratégias de estruturação de pesquisas que envolvam o gerenciamento de bancos de dados, resultando em Sistemas de Gerenciamento de Bancos de Dados (SGBD) aplicados à região Sul do Brasil.

Considerando a crescente digitalização dos dados arqueológicos, a criação e a disponibilização de bancos de informação sobre sítios e datações, bem como a ampliação de sua escala de análise, a demanda por abordagens metodológicas integradas e replicáveis, capazes de articular diferentes dimensões espaciais, temporais e culturais, torna-se uma prerrogativa cada vez mais frequente na Arqueologia.

Assim, o simpósio pretende acolher trabalhos que explorem tanto aplicações com resultados consolidados quanto propostas de inovação nesse escopo metodológico, incluindo estudos voltados ao recadastramento de sítios arqueológicos em consonância com as demandas e normativas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Também se incluem nessa proposta iniciativas que envolvam modelagem espacial, análise preditiva, uso de tecnologias LiDAR, construção de bases de dados georreferenciadas e integração de múltiplas fontes de informação, tendo como área de aplicação a região Sul do Brasil.

Devido à reduzida acessibilidade a esse tipo de bancos de dados regionais, bem como à perspectiva de revisão das bases de informações oriundas de pesquisas das décadas de consolidação da Arqueologia, a disponibilização de dados em larga escala e a aplicação de novas tecnologias contribuem para a ampliação de abordagens regionais e de macroescala, visando a um debate metodológico e novas contribuições para a interpretação de contextos amplos.

Para tanto, serão aceitas contribuições que dialoguem com abordagens relacionadas a Big Data, ciência de dados e estudos com aplicações digitais, que reflitam sobre os desafios e o potencial dessas ferramentas na organização, análise e difusão do conhecimento arqueológico.

Dessa forma, este simpósio pretende fomentar um espaço interdisciplinar de troca e fortalecimento de práticas analíticas, contribuindo para a gestão, preservação e socialização do patrimônio arqueológico na região Sul do Brasil.

Palavras-chave: Arqueologia regional, Arqueologia Digital, Sistema de Informação Geográfica, Banco de Dados para Arqueologia, Geoprocessamento.
ST 3 – Arqueologia de sítios construídos

Juliano Bitencourt Campos - Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Rafael Guedes Milheira - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Dione da Rocha Bandeira - Universidade da Região de Joinville – Univille - Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ)

A arqueologia dos sítios construídos, que envolve linhas de pesquisa em cerritos, sambaquis e estruturas subterrâneas, além de outros tipos de sítios, engloba pesquisas nos diferentes biomas do sul do Brasil, Uruguai e Argentina, desde as matas de Araucária, o bioma Pampa, até a Mata Atlântica e a transição com o Pantanal.

Nestes ambientes, sociedades indígenas pré-coloniais desenvolveram distintos modos de vida em sistemas de fluxos cultural, desde o holoceno médio até a atualidade.

Esses sítios guardam diferenças composicionais e culturais evidentes, mas também semelhanças físicas, que nos permitem acessar elementos da vida cultural dos povos indígenas, cujas observações arqueológicas lançam luz sobre a história indígena de longa duração, cujos resultados de pesquisas convidamos todos e todas a compartilharem no presente simpósio.

Palavras-chave: Sítios construídos, Arqueologia indígena, Arqueologia pré-colonial.
ST 4 - Contribuições da Arqueometria para a arqueologia brasileira

Renato Akio Ikeoka - Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Carlos Roberto Appoloni - Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Nestas últimas três décadas, a aplicação da Arqueometria vem se expandindo consideravelmente nos trabalhos arqueológicos no Brasil.

Esta área interdisciplinar de pesquisa estuda o patrimônio arqueológico a partir das aplicações de métodos analíticos e de imageamento atômicos, moleculares e nucleares, seja na datação de objetos, seja na caracterização de materiais, de fragmentos cerâmicos a pinturas rupestres.

Este simpósio pretende reunir trabalhos que adotem metodologias arqueométricas de pesquisa, buscando relacionar as aplicações de técnicas analíticas e de imageamentos para responder a diferentes questões arqueológicas.

Em reuniões anteriores tanto da SAB Nacional como da Regional SUL, este tipo de simpósio proporcionou a apresentação de ótimos trabalhos, estimulantes discussões e o início de novas colaborações científicas.

Neste contexto e no do tema do congresso “Entre Emergências e Reconstruções – Qual será o futuro de nosso passado?”, pretende-se criar um espaço de troca de experiências entre pesquisadores, buscando discutir e refletir sobre o estado da arte das técnicas analíticas e de imageamentos e as contribuições da Arqueometria para a arqueologia brasileira.

Palavras-chave: Arqueometria; objetos arqueológicos; pinturas rupestres; métodos analíticos; métodos de imageamento.
ST 5 - Arqueologia Pública em Perspectiva
Práticas, contextos e interlocuções sociais

Leilane Patricia de Lima - Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Adrieli Carla Coproski Wenning Rodrigeri - Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó)

O campo da Arqueologia tem vivenciado um momento de ampliação de seus interlocutores e de um crescente interesse social pelos vestígios do passado, impulsionando reflexões sobre sua dimensão pública e papel social.

Nesse cenário, a Arqueologia Pública consolida-se como um espaço de debate e prática voltado à construção compartilhada do conhecimento arqueológico, envolvendo diferentes atores sociais, contextos institucionais e formas de atuação.

Este simpósio temático propõe reunir pesquisas e experiências que abordem a dimensão social e pública da Arqueologia em distintos contextos, com destaque para museus, laboratórios universitários e ações vinculadas ao licenciamento ambiental.

Parte-se do entendimento de que tais espaços são fundamentais para a produção, mediação e a circulação do conhecimento arqueológico, configurando-se como arenas privilegiadas de interação entre especialistas e públicos diversos.

Serão acolhidas contribuições que discutam estratégias de comunicação e divulgação do conhecimento arqueológico, iniciativas de educação patrimonial em contextos formais e não formais, bem como práticas colaborativas que envolvam comunidades na interpretação, valorização e gestão do patrimônio arqueológico.

Também se busca contemplar reflexões sobre os desafios e as potencialidades da atuação em Arqueologia no âmbito do licenciamento ambiental, considerando suas especificidades, limitações e impactos na relação com diferentes públicos.

No âmbito museal, o simpósio pretende fomentar discussões sobre a comunicação da Arqueologia, sobretudo, a partir de exposições e de ações educativas.

Interessa, ainda, explorar as interfaces entre Arqueologia e Museologia, especialmente no que diz respeito às práticas que promovem o acesso, a participação social e a construção de narrativas mais plurais sobre o passado.

Ao reunir trabalhos que transitam entre diferentes contextos e abordagens, o simpósio busca evidenciar a diversidade de práticas e perspectivas que constituem a Arqueologia Pública na contemporaneidade.

Pretende-se, assim, contribuir para o fortalecimento de diálogos interdisciplinares, a reflexão crítica sobre as formas de produção e circulação do conhecimento arqueológico e a ampliação do seu papel social.

Palavras-chave: Arqueologia Pública, Patrimônio Arqueológico, Dimensão Social, Comunicação, Educação.
ST 6 - Missões Jesuítico-Indígenas na América do Sul
Discutindo Memórias, Diversidade Cultural, Territorialidades e Tempos

Claudia Inês Parellada - Museu Paranaense e PPGAA (UFPR)

Neli Galarce Machado - Museu de Ciências; PPGAD, PPGEnsino da Universidade do Vale do Taquari (Univates)

Eduardo Roberto Pavinato - Museu Histórico de Cambé e PPGHIS UFPR

Na América do Sul, desde o século XVI, ocorreram conflitos e/alianças entre povos originários, conquistadores de diferentes continentes e religiosos de várias ordens.

Os jesuítas, juntamente com as Coroas espanhola e portuguesa, implantaram uma série de estruturas coloniais em territorialidades indígenas, algumas foram denominadas missões, parte fixas e outras móveis.

Buscando perspectivas decoloniais, este simpósio procura ampliar e apresentar discussões de pesquisas arqueológicas, antropológicas e históricas realizadas e em desenvolvimento, bem como as memórias e novas abordagens sobre sítios missioneiros, alguns presentes, inclusive, na história da ciência arqueológica na América do Sul.

Pretende-se debater pesquisas, com enfoques plurais, e tecnologias inovadoras na análise e documentação textual e imagética, que vem colaborando em na caracterização de mosaicos culturais e ambientais ricos em diversidade, em várias temporalidades.

Ainda serão desveladas estratégias na documentação e valorização de memórias locais e regionais, incluindo discussões de gênero, bem como o imaginário em relação aos bens arqueológicos e históricos, além da comunicação em diferentes plataformas, espaços museais, instituições acadêmicas e comunitários, entre outras possibilidades.

Deve ser destacado que o entrelaçamento de narrativas potentes de povos indígenas e comunidades tradicionais juntamente com abordagens plurais em pesquisas acadêmicas vem apresentando novos horizontes para os estudos missioneiros.

A valorização da diversidade cultural e a preservação de bens arqueológicos estão diretamente relacionadas a uma maior percepção da importância de ressignificar as heranças ancestrais, as estratégias de gestão e mapeamentos culturais, além de reconhecer as territorialidades em diferentes tempos.

Também o simpósio busca redes e intercâmbio de diálogos entre os vários atores sociais presentes em regiões missioneiras, potencializando discussões sobre identidade, fronteiras e diversidade.

Ainda, este simpósio também visa discutir a implementação de diferentes ações de educação patrimonial integradas com escolas, associações regionais, parques em áreas públicas e privadas, instituições culturais, empresas e guias de turismo, em conjunto a ampliação de estudos arqueológicos em áreas missioneiras.

Palavras-chave: Missões Jesuítico-Indígenas; América do Sul; Arqueologia.
ST 7 - Zooarqueologia e suas diferentes implicações no passado, presente e futuro

Diego Dias Pavei - Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense (PPGCA/UNESC)

Suliano Ferrasso - Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense (PPGCA/UNESC)

A zooarqueologia, ciência debruçada sobre os estudos dos animais em contextos arqueológicos, anseia compreender e reconstruir as estratégias de subsistência, seus usos simbólicos e artefatuais.

No Brasil, especialmente em sítios arqueológicos, a identificação de remanescentes faunísticos tem permitido reconstruir práticas alimentares, mobilidade sazonal, uso ritual e manejo do ambiente dessas populações pré-coloniais e históricas.

Nota-se também, nos estudos zooarqueológicos, uma crescente utilização dos estudos tafonômicos, possibilitando aprimorar as interpretações desses vestígios nos contextos arqueológicos.

Além da tafonomia, as interpretações simbólicas dos vestígios animais (especialmente em sepultamentos e contextos funerários) e da articulação entre ecologia histórica, zooarqueologia e cosmologias indígenas vem sendo levemente incorporada nos estudos arqueofanísticos.

Diante das crises ecológicas atuais, das extinções em massa e das transformações climáticas, este trabalho propõe que os estudo arqueofaunísticos não sejam apenas ferramentas para reconstruir o passado, mas instrumentos críticos para possibilitar futuros, baseados em relações de cuidado, interdependência e reciprocidade entre espécies.

Ao compreender os modos de vida multiespécie do passado, podemos contribuir com arcabouços teóricos e éticos para enfrentar os desafios do Holoceno recente.

Palavras-chave: Zooarqueologia, Tafonomia, Arqueofauna.
ST 8 - Museus, Acervos e Curadorias
Desafios contemporâneos e caminhos para a salvaguarda do patrimônio

Lúcio Tadeu Mota - LAEE - Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Cleiton Silva da Silveira - Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul)

Mirian Carbonera - CEOM - Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó)

Em um contexto marcado por emergências climáticas, precarização institucional, disputas de memória e desafios relacionados à preservação do patrimônio cultural, os museus e instituições de guarda têm sido constantemente convocados a repensar suas práticas de gestão e curadoria de acervos.

Em diálogo com o tema geral do evento — “Entre emergências e reconstruções: qual será o futuro de nosso passado?” — este simpósio propõe reunir pesquisadores, gestores culturais, profissionais de museus, conservadores, arqueólogos e historiadores para refletir sobre os desafios contemporâneos e os possíveis caminhos para o fortalecimento das práticas curatoriais voltadas aos acervos musealizados, especialmente os arqueológicos e históricos.

Diante das múltiplas crises enfrentadas pelas instituições museológicas brasileiras torna-se urgente pensar coletivamente alternativas para a valorização, preservação e gestão dos acervos sob sua guarda.

Nesse sentido, o simpósio busca constituir um espaço de diálogo interdisciplinar e troca de experiências entre diferentes instituições e agentes envolvidos com a salvaguarda do patrimônio arqueológico e histórico.

A proposta é debater as interfaces entre Arqueologia, Museologia, História e Conservação, enfatizando políticas institucionais e práticas técnico-científicas relacionadas à curadoria, à pesquisa e à salvaguarda do patrimônio.

Serão privilegiadas discussões sobre gestão de acervos, documentação museológica, conservação preventiva, restauração, processos de musealização, pesquisa em coleções arqueológicas e históricas, políticas públicas de preservação, formação profissional e estratégias de democratização do acesso ao patrimônio cultural.

Ao destacar a gestão e a curadoria como eixos centrais da discussão, a proposta visa contribuir para o fortalecimento das práticas de salvaguarda e para a construção de reflexões críticas sobre os desafios do presente e os caminhos possíveis para o futuro dos museus e de seus acervos.

Palavras-chave: Museus; Patrimônio Cultural; Gestão; Curadoria; Salvaguarda.
ST 9 - Arqueologia no Licenciamento Ambiental

Ana Lucia Herberts - Scientia Consultoria Científica

Luciana Ribeiro - Engie Brasil Energia

As etapas de pesquisa do componente arqueológico mudaram desde os primeiros estudos pela Resolução CONAMA de 1986, assim como o fazer arqueológico, quando a maior preocupação era, a destruição do patrimônio arqueológico frente as grandes obras de engenharia.

40 anos depois, falar em destruição do patrimônio arqueológico, se tornou algo inconcebível, dentro dos novos preceitos de ESG, pois o licenciamento ambiental segue uma normativa legal consolidada e a arqueologia tem novos desafios, assim como a profissão, diante da celeridade dos processos e da responsabilidade com as comunidades.

Este simpósio pretende discutir e compartilhar experiências tendo como eixo norteador os seguintes temas, dentro do contexto atual do licenciamento arqueológico, valorizando as práticas arqueológicas desenvolvidas na região Sul do Brasil:

• A gestão do patrimônio arqueológico;
• A preservação dos bens arqueológicos in loco, boas práticas e desafios no planejamento, implantação e operação de ativos;
• Os estudos arqueológicos frente a nova Lei de Licenciamento;
• Novas tecnologias aplicadas ao licenciamento, geoprocessamento, análise espacial, Webgis;
• Boas práticas no fazer arqueológico;
• Questões de saúde e segurança no licenciamento;
• Planejamento de Ações Mandatórias e Não mandatórias na implantação e operação de ativos;
• Atendimento às comunidades, reunindo atores nas ações de forma colaborativa;
• Integração de Critérios ESG.

Palavras-chave: licenciamento arqueológico, preservação dos bens arqueológicos, arqueologia preventiva, planejamento e gestão.
ST 10 - Arqueologia e Etno-História
territorialidades e paisagens indígenas no Sul do Brasil

Aluizio Alfredo Carsten - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Brendha Luana Spricigo - Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

A Arqueologia tem demonstrado que as paisagens do Sul do Brasil guardam importantes aspectos da história das populações indígenas que habitaram e habitam esses espaços.

A Etno-História, enquanto método interdisciplinar de análise, contribui para uma interpretação ampliada das evidências da interação entre os sujeitos históricos e o ambiente.

Desta forma, diálogos que aproximam estas perspectivas são fundamentais para compreender as territorialidades como resultado de processos históricos agenciados por essas populações, nos quais dimensões materiais, simbólicas, sociais e ambientais se articulam na produção e transformação do espaço.

Partindo dessa perspectiva, o presente simpósio temático propõe reunir trabalhos que articulem Arqueologia, História e Etnologia na análise das territorialidades indígenas e na construção das paisagens no Sul do Brasil, considerando diferentes temporalidades, escalas de análise e abordagens teórico-metodológicas.

Assim, incluem-se diálogos com fontes documentais, orais, registros de memórias, etnografias, análises históricas e etnológicas, aliadas à valorização de perspectivas êmicas, permitindo-se a atribuição de novos significados aos espaços, rompendo com a dicotomia entre “Pré-História” e “História” e evidenciando continuidades entre os períodos pré-colonial, de conquista, colonial e pós-colonial.

O simpósio busca contemplar pesquisas que abordem as dinâmicas de ocupação, uso, circulação e transformação do ambiente, tanto em perspectivas de longa duração quanto em contextos específicos de contato, conflito, interação e alianças entre diferentes grupos indígenas, bem como suas relações com agentes coloniais e não indígenas.

Interessa, nesse sentido, compreender processos de permanência, adaptação, resistência e reconfiguração territorial ao longo do tempo.

Serão bem-vindos trabalhos que explorem a articulação entre diferentes campos do conhecimento, como Arqueologia, História, História Ambiental e Etnologia, incluindo análises sobre organização espacial, mobilidade, territorialidade, redes de interação, construção da paisagem, lugares de memória e centros cerimoniais.

Além disso, o simpósio está aberto para trabalhos que problematizem a Arqueologia e a História Indígena no ensino, tal como, análises de livros didáticos, materiais pedagógicos e diferentes formas de produção e circulação do conhecimento histórico e arqueológico.

Interessa-nos compreender de que maneira essas narrativas são construídas, disputadas e difundidas socialmente, bem como seus impactos na percepção sobre os povos indígenas e suas historicidades.

Ao considerar essas múltiplas dimensões, busca-se discutir as territorialidades indígenas em sua complexidade, vinculando espaços a formas de sociabilidade, práticas culturais e modos de viver.

Além disso, pretende-se fomentar discussões que compreendam a paisagem como resultado de sucessivas sobreposições de ocupações, usos e significados ao longo do tempo.

Essa abordagem permite evidenciar tanto a profundidade temporal das ocupações indígenas quanto a atuação de múltiplos agentes, humanos e não humanos, na configuração dos ambientes, contribuindo para uma leitura mais dinâmica e relacional do registro arqueológico e histórico.

Ao promover esse diálogo interdisciplinar, o simpósio visa contribuir para o aprofundamento das interpretações sobre as formas de habitar, significar, disputar e transformar o espaço no Sul do Brasil, ampliando as possibilidades de análise das experiências indígenas no passado, suas transformações e continuidades ao longo do tempo.

Busca-se, assim, constituir um espaço de interlocução entre pesquisas que, a partir de diferentes recortes empíricos e analíticos, convergem na problematização das relações entre território, paisagem e historicidade.

Palavras-chave: Arqueologia; Etno-História; História Ambiental; Territorialidades; Paisagem.
ST 11 – Arqueologia Digital: Sem Fronteiras

Carolina Machado Guedes – Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES)

Alex da Silva Martire – Universidade Federal do Rio Grande (UFRG)

A arqueologia digital participa de maneira direta na redefinição dos limites entre o campo e o laboratório, entre o objeto físico e sua representação em bits.

Este simpósio propõe explorar uma "Arqueologia Digital Sem Fronteiras", onde o fluxo de informação supera as barreiras geográficas e disciplinares para criar novas formas de conhecimento e preservação.

O conceito "sem fronteiras" invoca não apenas a transponibilidade das distâncias através da rede, mas a dissolução de dicotomias entre o real e o virtual.

Neste cenário, as "digitais" da arqueologia manifestam-se em múltiplas frentes: na modelagem 3D e fotogrametria, que permitem a reprodutibilidade técnica e o estudo detalhado de artefatos sem o desgaste do manuseio, na virtualização e musealização digital, que democratizam o acesso a sítios remotos ou destruídos e no archaeogaming, que investiga como o passado é (re)construído e experienciado em ambientes lúdicos digitais.

Além disso, o uso de SIG (Sistemas de Informação Geográfica) e sensoriamento remoto tem permitido a análise de paisagens em escalas antes inimagináveis, conectando territórios e temporalidades em um único plano de análise.

À luz das discussões sobre ética digital, soberania de dados e o papel das tecnologias na descolonização do saber, convocamos pesquisadoras e pesquisadores a submeterem trabalhos que utilizem o ferramental digital tanto como técnica, quanto como uma lente teórica crítica.

Este espaço busca refletir sobre como a arqueologia, ao habitar o ciberespaço e as nuvens de pontos, pode construir pontes mais sólidas entre a materialidade do passado e o futuro da gestão do patrimônio cultural.

Palavras-chave: Arqueologia Digital, Sem Fronteiras, Ética Digital, Ferramentas Digitais.
ST 12 - Geoarqueologia das zonas costeiras e áreas úmidas
processos formativos, mudanças ambientais e dinâmicas socioterritoriais em ambientes costeiros, flúvio-marinhos e paludiais

Laercio Loiola Brochier - Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas - CEPA UFPR, Programa de Pós-graduação em Antropologia e Arqueologia (PPGAA UFPR)

Vanderlise Machado Barão - Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas – (CEPA UFPR)

Matias do Nascimento Ritter - Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO/IGeo/UFRGS) e Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (CECLIMAR/UFRGS)

O simpósio propõe reunir pesquisadores interessados em estabelecer um diálogo multi e interdisciplinar entre a arqueologia, geoarqueologia, geociências, oceanologia e áreas afins, visando discutir a diversidade do registro arqueológico associado às zonas costeiras e áreas úmidas da costa sul e sudeste do Brasil.

A proposta busca fomentar debates acerca da formação do registro arqueológico, das transformações climáticas, eustáticas, ambientais e antrópicas ocorridas na curta e longa duração, bem como dos processos de ocupação, mobilidade e dinâmicas socioterritoriais historicamente construídas nesses ambientes.

O simpósio pretende contemplar pesquisas voltadas à compreensão das relações entre populações humanas e paisagens costeiras, flúvio-marinhas e/ou paludiais, considerando tanto aspectos paleoambientais quanto práticas de manejo, ocupação e transformação dos territórios.

Busca-se, ainda, enfatizar estudos sobre os processos e fatores culturais, geológicos e ecológicos que se interpenetram na constituição, transformação, manutenção e visibilidade do registro arqueológico.

Nesse sentido, também se propõe discutir fenômenos relacionados a oscilações marinhas, mudanças climáticas e hidrossedimentares, processos erosivos e deposicionais, bioturbação, retrabalhamento sedimentar e dinâmicas tafonômicas, ocorridos no passado e no presente e seus impactos em cenários futuros.

Serão valorizadas contribuições que abordem geoindicadores, análises estratigráficas e sedimentares, pesquisas paleogeográficas e paleoecológicas, uso de geotecnologias, estudos sobre conhecimentos tradicionais e geosaberes costeiros, bem como abordagens voltadas a ambientes úmidos e subaquáticos, com foco na compreensão das interações entre populações humanas, registro arqueológico, a exemplo dos sambaquis, e as dinâmicas ambientais.

Ao promover a interlocução entre diferentes abordagens teórico-metodológicas, espera-se consolidar um espaço de debate voltado à construção de perspectivas integradas entre arqueologia e geociências sobre a formação das paisagens costeiras e a compreensão do registro arqueológico em sua relação com processos ecológicos, adaptativos, socioambientais e socioterritoriais.

Palavras-chave: geoarqueologia costeira; paleoambiente; mudanças climáticas; sambaquis e paleoníveis marinhos; dinâmicas socioterritoriais.

Universidade Estadual de Maringá

Atividades

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Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAEE)

O Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAEE) integra o Programa Interdisciplinar de Estudos de Populações da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Criado em 1996 e instalado em 1997, o laboratório está localizado em um edifício histórico reconstruído no campus da universidade. A estrutura, originalmente uma tulha de café pertencente à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, foi desmontada de sua fazenda de origem e remontada na UEM, preservando suas características arquitetônicas externas e sendo adaptada para atividades de pesquisa.

Com área aproximada de 265 m², o espaço abriga laboratório, depósito de materiais arqueológicos, biblioteca, salas de pesquisadores, secretaria e sala de reuniões e aulas.

O LAEE desenvolve pesquisas voltadas às relações socioculturais entre populações indígenas do Sul do Brasil e as sociedades envolventes, reunindo pesquisadores de diferentes áreas em torno de uma proposta efetivamente interdisciplinar. O laboratório busca promover o diálogo entre arqueologia, etnologia, história e outras áreas afins, fortalecendo abordagens coletivas de investigação e contribuindo para a produção e difusão do conhecimento sobre as populações e suas histórias.

Fonte: https://cpr.uem.br/pite/index.php/infraestrutura-tecnologica/laboratorios/2275-laboratorio-de-arqueologia-etnologia-e-etno-historia

Crédito das imagens: Marcio Augusto Uliana Macella e Assessoria de Comunicação da UEM. 

 


Circulares

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