XIII CONINTER - Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades

XIII CONINTER - Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades

presencial Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes - Montes Claros - Minas Gerais - Brasil

XIII CONINTER CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES

Desenvolvimentos, mitos, ideias e projetos para um mundo em conflito




 

Vivemos em um mundo marcado por conflitos de diversas naturezas: sejam eles sociais, políticos, econômicos ou culturais. Estes conflitos muitas vezes parecem intransponíveis, perpetuando um ciclo de tensões que afetam a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. A partir desse cenário desafiador, torna-se essencial promover um espaço de reflexão e debate que busque não apenas compreender as origens e dinâmicas dos conflitos, mas também apresentar caminhos e horizontes para superá-los.

 

O XIII CONINTER, cujo tema é "Desenvolvimentos, mitos, ideias e projetos para um mundo em conflito" surge como uma resposta necessária a esse contexto complexo e dinâmico. Por meio deste evento, buscamos reunir acadêmicos, pesquisadores, profissionais e agentes de mudança de diversas áreas do conhecimento e atuação, vinculados ou não ao campo interdisciplinar, com o intuito de compartilhar experiências, insights e propostas que possam contribuir para a construção de um mundo socialmente justo, diverso e democrático.


Portanto, o XIII CONINTER, através Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (ANINTER-SH) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) convida a comunidade acadêmica a participar e contribuir com os debates promovidos no evento.


Período de realização do evento:

12 a 16 de agosto de 2024


Organização

Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES).

 

Apoio

Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (ANINTER-SH).

 

Local

Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, campus universitário Prof. Darcy Ribeiro, na cidade de Montes Claros - Minas Gerais.


 - EDITAL COMPLETO RETIFICADO (Retificação nº 05, de 18/06/2024): ACESSE AQUI

- RETIFICAÇÃO Nº 05 DO EDITAL - prorrogação do prazo para submissão de Resumos Expandidos (18/06/2024): ACESSE AQUI

 - EDITAL COMPLETO RETIFICADO (Retificação nº 04, de 10/06/2024): ACESSE AQUI

- RETIFICAÇÃO Nº 04 DO EDITAL - prorrogação do prazo para submissão de Resumos Expandidos (10/06/2024): ACESSE AQUI

 - EDITAL COMPLETO RETIFICADO (Retificação nº 03, de 29/05/2024): ACESSE AQUI

- RETIFICAÇÃO Nº 03 DO EDITAL - prorrogação do prazo para submissão de Resumos Expandidos (29/05/2024): ACESSE AQUI

- RESULTADO DOS GRUPOS DE TRABALHO APROVADOS - CLIQUE AQUI
- EDITAL COMPLETO RETIFICADO (Retificação nº 02, de 05/04/2024): ACESSE AQUI

- RETIFICAÇÃO Nº 02 DO EDITAL (05/04/2024): ACESSE AQUI
- EDITAL COMPLETO RETIFICADO (Retificação nº 01, de 14/03/2024): ACESSE AQUI.
- RETIFICAÇÃO Nº 01 DO EDITAL (14/03/2024): ACESSE AQUI.
- CLIQUE AQUI para acessar o EDITAL COMPLETO do evento (12/03/2024).



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GRUPOS DE TRABALHO

                                            EMENTAS DOS GRUPOS DE TRABALHO -     ACESSE AQUI              


Submissões

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Atividades

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Convidados Confirmados

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Local do Evento

EMENTAS DOS GRUPOS DE TRABALHO

GTS APROVADOS/OFERTADOS PARA O XIII CONINTER 2024                                                 


 GT  01  -  Fronteiras e migrações                                                                                                                  

Eric Gustavo Cardin

Max André de Araújo Ferreira

Marco Aurélio Machado de Oliveira

Gustavo de Souza Preussler


Ementa: O Grupo de Trabalho tem como finalidade criar um ambiente de diálogo sobre as diferentes dimensões sociais que marcam os processos migratórios nas regiões de fronteiras no mundo contemporâneo. Neste sentido, serão acolhidas pesquisas sobre o impacto das migrações nas dinâmicas das fronteiras internacionais; estudos de casos específicos que examinem como a migração influencia as políticas fronteiriças, a segurança nacional e as relações internacionais; analises dos desafios e oportunidades da migração transfronteiriça; investigações sobre o papel estratégico das fronteiras nos processos migratórios; estudos sobre a influência da migração na construção de identidades culturais em regiões de fronteira, observado como os processos migratórios afetam a cultura, os costumes e as tradições das comunidades locais e examinando como as interações moldam as identidades individuais e coletivas. Também serão recebidas propostas referentes aos desafios humanitários e as questões de segurança: pesquisa sobre as complexidades associadas à migração forçada e seu impacto nas fronteiras; enfrentados pelos migrantes forçados e pelas autoridades fronteiriças. Por fim, os estudos sobre como a migração pode influenciar o desenvolvimento econômico em áreas fronteiriças; análises de como os fluxos migratórios afetam o comércio, o mercado de trabalho, o turismo e outros aspectos econômicos nas regiões fronteiriças também serão recebidos.




 GT 02  - Conflitos Socioambientais                                                                                                              
Napoleão Miranda
Wilson Madeira Filho
May Waddington

 

Ementa: Os conflitos socioambientais permeiam os usos e processos de decisão (planejamento, legislação e gestão) sobre os territórios urbanos e rurais. Em  sociedades economicamente desiguais, instituições e mecanismos jurídico-políticos tanto são arenas democráticas de gestão e solução de conflitos e de compensação de danos, quanto são instrumentos operantes da desigualdade. Os conflitos socioambientais enfocam não apenas as disputas sobre usos, posse, propriedade, planejamento e gestão de territórios urbanos e rurais, como também as implicações sobre a qualidade e os modos de vida de seus habitantes. As políticas de desenvolvimento econômico efetivadas no Brasil têm direcionado a maior parte dos danos sociais, econômicos e ambientais a grupos sociais vulneráveis (trabalhadores urbanos e rurais, populações de baixa renda, comunidades tradicionais, segmentos raciais discriminados) e os compelido a deslocarem-se do seu território, enquanto que os danos ambientais sistêmicos também não são previstos nem remediados. Esses são os temas que permeiam a proposta de organização deste GT o qual, a partir de uma abordagem interdisciplinar e voltada para estudos de caso, busca analisar a contribuição de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas para a compreensão dos conflitos socioambientais no país.



 GT 03  - Desenvolvimentos da Autocomposição no Brasil                                                                    

Rafael Soares Duarte de Moura

Richardson Xavier Brant

 

Ementa: Este Grupo de Trabalho (GT) se propõe a realizar uma exploração abrangente e crítica da autocomposição como um método vital para a resolução de conflitos no Brasil, com o objetivo de desvendar mitos, compreender desenvolvimentos recentes e inovar nas práticas e teorias subjacentes. A autocomposição, que engloba a mediação, a conciliação e a justiça restaurativa, tem se mostrado como uma abordagem eficiente para o tratamento de conflitos em diversos níveis da sociedade, desde disputas individuais até questões coletivas e estruturais. O GT investigará como essas práticas estão sendo desenvolvidas e implementadas em todo o território nacional, analisando o papel das políticas públicas, das legislações e das instituições na promoção e sustentação da autocomposição. Serão examinadas as experiências regionais e locais para identificar os sucessos, os desafios e as oportunidades de melhoria, com uma atenção particular às inovações que podem ser escaladas ou adaptadas para diferentes contextos. Além disso, o GT abordará as implicações sociais, políticas e culturais da autocomposição, questionando como esses métodos podem contribuir para a pacificação social e a construção de uma justiça mais acessível e democrática. Será dada especial atenção ao modo como a autocomposição pode ser uma ferramenta para superar os mitos que limitam seu uso e compreensão, e como pode ser projetada para enfrentar os complexos desafios de um mundo em constante conflito. O debate se estenderá para as dimensões interdisciplinares da autocomposição, incorporando perspectivas da sociologia, da política, do direito e da psicologia, entre outras, para fornecer uma visão holística e integrada. Este enfoque multifacetado permitirá ao GT propor não apenas estratégias legais e políticas, mas também promover um entendimento mais profundo das dinâmicas humanas e sociais que fundamentam os conflitos e sua resolução. Assim, a ementa do GT reflete o compromisso com a exploração de novas ideias e projetos que possam influenciar positivamente o campo da autocomposição no Brasil, alinhando-se com o tema central do CONINTER e contribuindo para um diálogo construtivo sobre o futuro da resolução de conflitos em um cenário globalizado e diversificado.



GT 04  -  ODS e Universidades: desafios e perspectivas                                                                          

Silvio Roberto Stefani

Anderson Teixeira Renzcherchen

Carlos Alberto Marçal Gonzaga

 

Ementa: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram estabelecidos pelas Nações Unidas (ONU) em 2015 como um plano abrangente para alcançar um futuro mais sustentável e equitativo para todos. Os ODS foram lançados para alcançar estas metas futuras, a partir das quais várias iniciativas foram propostas, como a Agenda 2030, onde estabeleceram-se os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável criado pela ONU (Silva, 2018). Esses objetivos são inter-relacionados e abordam uma ampla gama de desafios sociais, econômicos e ambientais que o mundo enfrenta. Seguindo a tradição iniciada pela Recomendação 96 da “Declaração de Estocolmo” (UN, 1972), e da “Carta de Belgrado” (UNESCO, 1975), seguidas pela “Declaração de Tbilisi” (UNESCO, 1978), Declaração de Talloires (TALLOIRES REPORT, 1990), e a “Declaração de Halifax” (IAU, 1992), busca-se discutir a responsabilidade e as ações das Instituições de Ensino Superior em ajudar as sociedades no presente e no futuro, a moldar as suas políticas e ações em busca de justiça social e desenvolvimento para a sustentabilidade. Com a perspectiva da importância das Universidades na formação de sujeitos aptos ao auxílio de implementação dos ODS, este Grupo de Trabalho tem como objetivo discutir, as investigações de ensino, pesquisa, extensão e governança que realizadas em âmbito nacional e internacional relacionando os ODS e as Universidades e se ocorrem ações para que esses objetivos sejam alcançados. A área interdisciplinar envolve conhecimentos e práticas relacionadas aos diversos ODS e pode contribuir de forma crítica no seu atingimento.


  


GT 05 -  Planejamento, Gestão e Avaliação de Políticas Públicas                                                        


Lobelia da Silva Faceira

Moisés Waismann

Alex Medeiros Kornalewski


Ementa: Planejamento, implantação, gestão e avaliação de políticas públicas. O debate teórico metodológico no campo da monitoria e avaliação das políticas públicas. O estado da arte no campo da avaliação. Formulação e aplicação de modelos teórico metodológicos de avaliação da eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas. As determinações conceituais de plano, programa e projeto. Diferentes paradigmas e tendências contemporâneas da análise avaliativa e pesquisa avaliativa. Aspectos políticos e éticos na condução da avaliação. A construção de indicadores sociais de políticas públicas. A relação da memória social, economia e política no desenvolvimento e avaliação das políticas públicas. A avaliação de política setorial da assistência social, de diversidades culturais e étnicas, da cultura, da educação, de gênero, geracional (juventude e idosos), do meio ambiente, da memória, do trabalho, da saúde, da habitação, de cidades e regiões (urbana), e segurança pública. Memória e Violência: a produção de análises qualitativas e avaliações da política de segurança pública. Memória e Violência: a produção de análises qualitativas e avaliações da política de segurança pública e execução penal. 



 GT 06 - Sistemas Socioecológicos e Políticas Públicas                                                                          

Marcelo Vianna

Maria Eugênia Totti

 


Ementa: Esse GT propõe-se a tratar de questões imbricadas entre sistemas socioecológicos e incidência de políticas públicas. A centralidade das discussões é nas temáticas que envolvem a gestão e a governança da água e do pescado e as populações locais. O grupo visa promover uma abordagem interdisciplinar a fim de compreender os desafios emergentes relacionados à água e ao pescado, considerando os aspectos sociais, ecológicos, econômicos e políticos envolvidos. São bem vindos trabalhos que promovam reflexões sobre as possibilidades e limites das políticas públicas como caminhos para uma sociedade menos desigual e para a conservação ambiental. Propostas de discussão: 1) Análise dos sistemas socioecológicos relacionados à água e aos recursos pesqueiros, identificando interações e interdependências entre elementos naturais e sociais; 2)Estudo das mudanças e adaptações socioambientais decorrentes de pressões antropogênicas, como urbanização, poluição, mudanças climáticas e práticas de pesca instustentáveis; 3) Avaliação da eficácia das políticas públicas existentes relacionadas à gestão da água e dos recursos pesqueiros, identificando lacunas e áreas de melhoria; 4) Desenvolvimento de estratégias e soluções inovadoras para promover a gestão sustentável da água e dos recursos pesqueiros, considerando as necessidades das comunidades locais e a conservação dos ecossistemas aquáticos, e; 5) Estudos que busquem o diálogo e colaboração entre diferentes atores, incluindo acadêmicos, tomadores de decisão, organizações da sociedade civil e comunidades locais, visando a construção de consenso.



GT 07 - Informação, Educação e Tecnologias                                                                                         

Carlos Henrique Medeiros de Souza

Cleonice Puggian

Fabio Machado de Oliveira

Cristiana Barcelos da Silva

 

Ementa: O Grupo de Trabalho - GT tem como objetivo promover um espaço interdisciplinar de interlocução acadêmica para pesquisadores das seguintes temáticas: epistemologias emergentes, tecnologias e educação; ciberespaço, ciberespaço, cibercultura e sociedade em rede; linguagens tecnológicas e redes sociais digitais; inteligências artificiais (IAs); educação, tecnologias e processos de formação humana; hipertextualidade, leitura e escrita; docência, discência e cibercultura; tecnologias, saberes e métodos; acesso à informação, igualdade e diferença; políticas públicas, educação e informação. Busca agregar conhecimentos e articular o diálogo entre as diversas áreas à luz das transformações tecnológicas, sociais e culturais. Examina a complexa interface entre as diversas esferas da ação humana, observando os impactos das tecnologias digitais na educação, informação e ciência.


GT 08 - Ruralidades e Dinâmicas Regionais na Amazônia Legal: abordagens interdisciplinares


Renata Rauta Petarly

Cleiton Silva Ferreira Milagres

 

 Ementa: A diversidade regional do Brasil se manifesta de maneira intensa na Amazônia Legal, uma área de importância crucial para a biodiversidade global e para a regulação climática. As comunidades rurais nessa região enfrentam desafios relacionados à preservação ambiental, à garantia de direitos territoriais e ao desenvolvimento regional sustentável.  A sessão buscará estabelecer  um diálogo interdisciplinar com evidências entre diferentes atores, incluindo pesquisadores, gestores públicos, organizações da sociedade civil e comunidades locais. Espera-se contribuir para a construção de um conhecimento amplo e integrado sobre a sustentabilidade ambiental, as ruralidades e o bem-estar das gerações presentes e futuras em escala global.


GT 09 - Acessibilidade, Inclusão Escolar e Social para um mundo em conflito: Desenvolvimentos, Mitos, Ideias e Projetos         

Haydéa Maria Marino de Sant’Anna Reis

Ediclea Mascarenhas Fernandes

 

Ementa: Estudos interdisciplinares acerca das ideias e mitos existentes nos processos culturais e nos contextos de convivência social. Desenvolvimentos e Projetos de aceitação e recusas em espaços e tempos na relação humana sob a perspectiva da diferença e da diversidade. Acessibilidade programática, atitudinal, arquitetônica, metodológica/pedagógica, de comunicação, instrumental, tecnológica e digital nas instituições/cidades em tempos de conflitos. Inclusão social, laboral e escolar de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em contextos mediados pela utilização de tecnologias digitais e/ou tecnologias assistivas com vistas a adaptações curriculares, didáticas e de metodologias de ensino. Os desafios interdisciplinares acerca das tensões oriundas do cenário vigente: a vida em sociedade, a formação acadêmica, a empregabilidade e as condições de atuação profissional com vistas a apresentar caminhos e horizontes para superá-los.


 GT 10 - Diversidade Sexual e de Gênero: conflitos e propostas                                                         

Leandro Colling

Carlos Henrique de Lucas 

Miguel Rodrigues de Sousa Neto

Aguinaldo Rodrigues Gomes

 

Ementa: Entre os diversos conflitos registrados nos últimos anos no Brasil e em vários outros países, a exemplo da Espanha, Portugal, Hungria, Argentina e Estados Unidos, os relativos ao respeito à diversidade sexual e de gênero têm ocupado um lugar central, em especial nas principais campanhas eleitorais. Em torno da “ideologia de gênero”, setores conservadores e religiosos cristãos se aliaram em escala internacional para proibir qualquer menção a gênero e sexualidade no debate público e nas políticas de educação, saúde, cultura e direitos humanos (ver Junqueira, 2022 e Butler, 2024). Enquanto isso, crescem as denúncias de casos de violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ e a qualquer pessoa que questione de alguma forma as normas de gênero e sexualidade (Benevides, 2024). Além disso, setores tidos como progressistas também têm atacado as políticas identitárias LGBTQIAPN+. A proposta deste Grupo de Trabalho será a de refletir sobre as origens e dinâmicas desses conflitos e sobre as estratégias utilizadas por governos, movimentos sociais, artistas e demais pessoas, grupos e coletivos para construir um mundo que respeite e aprenda com a diversidade sexual e de gênero. Por isso, serão aceitos trabalhos de perspectiva interdisciplinar que reflitam sobre essas problemáticas em diferentes  perspectivas epistemológicas, conceituais e metodológicas.

 


 GT 11  - Políticas Culturais                                                                                                                             

Maria de Fátima Rodrigues Makiuchi 

José Roberto Severino

 

Ementa: O GT promove um espaço de reflexão para pesquisadores que se dedicam à temática das políticas culturais. Acolhe estudos e pesquisas teórico-conceituais e/ou analíticas que possam contribuir para a compreensão das políticas culturais em geral, do desenvolvimento e da gestão das políticas públicas de cultura frente aos desafios da contemporaneidade. Entre esses estudos destacamos aquelas dimensões que tratam do patrimônio material e imaterial, da diversidade cultural, dos processos de formulação, implementação e monitoramento das políticas culturais, da participação social, do financiamento público, e dos sistemas e indicadores da cultura.



GT 12 - Transição Ecológica, Mudanças Climáticas e Disputas Ambientais nos Territórios Rurais     

André Rodrigo Rech 

Gustavo Rovetta Pereira

Camila Alvez Islas

Alice Morais


Ementa: Este grupo de trabalho é aberto a submissão de pesquisas que versem sobre as formas de defesa, proteção, conservação e reconfiguração socioambiental dos territórios rurais brasileiros, no contexto dos efeitos das mudanças climáticas e da acentuação das consequências do neoextrativismo vinculados a produção de commodities e a reflexão sobre a busca de soluções baseadas em natureza com repercussão social. De modo convergente, também almejamos a discussão de pesquisas sobre os efeitos do neoextrativismo nos territórios, sua vinculação com os efeitos das mudanças climáticas e a construção de modelos alternativos de envolvimento. Nessa lógica, serão discutidos trabalhos que mobilizam, preferencialmente, de modo interdisciplinar os campos da ecologia política, etnoecologia, geografia, ecologia, conservação da biodiversidade, serviços ecossistêmicos e benefícios da natureza, agroecologia, economia ecológica, socioantropologia da questão ambiental, história ambiental e áreas afins.



GT 13  -  Cercamentos, Desenvolvimento(s) e Violências Históricas Silenciadas no Mundo Rural  

Andrey Lopes de Souza

Joselia Barroso Queiroz 

Lima Renata Santos Maia

 

Ementa: Tem por objetivo receber, divulgar e discutir pesquisas concluídas ou em andamento que abranjam a complexidade dos conflitos sociais, econômicos, etcnico-raciais e de gênero que constituem a sociedade brasileira e a ruralidade. A persistência de conflitos das desigualdades extremas que implicam a sociedade brasileira, sobretudo após período de retrocesso de polítcas públicas por equidade e, portanto, afirmativa de direitos, nos leva a abrir um espaço de reflexão no qual possamos problematizar, ainda na atualidade, o impacto do mito da democracia social no Brasil. Os coordenadores do GT, vinculados a diferentes grupos de pesquisa, a programas de pós-graduação da UFVJM e da UNIMONTES que promovem diálogos interdisciplinares e que orientam pesquisas advindas das diferentes regiões do país detectam os atravessamentos sociais, políticos e epistêmicos que o mito da democracia racial, o patriarcalismo e o desenvolvimento econômico capitalista neoliberal de saberes, de territórios e de corpos, evidenciando o que  Federici (2017) nomeou como cercamentos. Ressalta-se que para promover a democracia plena no Brasil é necessário reconhecer e reverter os quatro pecados capitais da República: latifúndio, patrimonialismo, patriarcalismo e escravidão (CARVALHO, 2017).

 


GT 14 - Políticas Públicas e Mudança Social                                           

Cristiane Kerches da Silva Leite

Ana Paula Fracalanza

Camila Gonçalves De Mario,

 

Ementa: Este grupo de trabalho objetiva receber trabalhos que desenvolvam reflexões sobre as possibilidades e limites das políticas públicas como campo de efetiva mudança social no Brasil e na América Latina no atual momento histórico. Propomos debates entre trabalhos multi e intersetoriais (saúde, educação assistência social, meio ambiente, segurança pública etc.), diversos teórico e metodologicamente, que articulem perspectivas interseccionais (classe, gênero e raça), dialogando com as questões de fundo: políticas públicas são espaço de mudança social, no sentido da redução das desigualdades e vulnerabilidades sociais? Quais são as dinâmicas de resistência às mudanças inclusivas sócio e economicamente? Como as forças sociais democráticas atuam politicamente, dentro e fora das instituições, para a construção de uma sociedade menos desigual? Trabalhos sobre casos de avanços (e dilemas) sociais oriundos de processos que envolvem disputas entre coalizões, corporações, organizações, movimentos sociais, think tanks, institutos de pesquisas e afins são bem-vindos, que transitem no campo da interdisciplinaridade e problematizem a mudança social a partir das políticas públicas no século XXI.



  GT 15 - Políticas Públicas , Ações Afirmativas e Relações Étnico-Raciais em Contextos Políticos e Organizacionais    

Dyego de Oliveira Arruda

Vinícius Ferreira Natal

Talita de Oliveira 




Ementa: O presente GT tem como propósito recepcionar trabalhos, ensaios teórico-analíticos e relatos de experiências que se debrucem no tema central das políticas públicas e demais movimentos ético- políticos que objetivam promover direitos e, portanto, reparar contextos históricos e estruturais de violências e subalternizações que acometem as populações negras, indígenas e periféricas no contexto brasileiro e da América Latina, de uma maneira geral. Entendemos as ações afirmativas enquanto iniciativas que perpassam as políticas públicas (mas não somente elas) e que pretendem resgatar e (re)afirmar potências e agências de grupos historicamente subalternizados, conferindo direitos a esses sujeitos e estimulando processos que resultam na igualdade de oportunidades entre os diversos segmentos étnico-raciais que compõem a sociedade brasileira e latino-americana. De maneira mais específica, esperamos que sejam enviados ao presente GT trabalhos, mesmo que ainda em processo de lapidação e desenvolvimento, que explorem as seguintes perspectivas: (i) características, potências e contradições dos processos de implementação das políticas de ações afirmativas no contexto brasileiro e da América Latina, com ênfase para as políticas de cotas que, no Brasil, se materializaram a partir das leis nº 12.711/2012 (cotas sociorraciais no acesso ao ensino técnico e superior das instituições federais de ensino) e nº 12.990/2014 (cotas raciais em concursos públicos); (ii) potências, agências, violências e barreiras que emergem em torno das presenças de populações negras, indígenas e periféricas nas organizações, sejam elas públicas, privadas (empresas), ou mesmo nas organizações que se originaram a partir dos movimentos sociais e coletivos, tais como os sindicatos, associações, agremiações e escolas de samba; (iii) discursos que emergem em torno das políticas públicas de ações afirmativas e dos demais movimentos de agenciamento das populações negras, indígenas e periféricas e; (iv) agenciamentos, burlas e barreiras provocadas pela branquitude ao ser confrontada com a potência em torno das políticas públicas e movimentos ético-políticas de ação afirmativa. Em termos metodológicos e epistemológicos, serão aceitos neste GT pesquisas e reflexões decorrentes dos mais diversos campos do saber, que possuem perspectivas teórico-analíticas marcadamente interdisciplinares e que estejam efetivamente comprometidas com práticas antirracistas, coletivas e emancipatórias.



GT 16 - Neodesenvolvimentismo e o direito dos povos indígenas, comunidades locais urbanas e rurais    Cora Higino

Ana Claudia Diogo Tavares

Erika Macedo Moreira

Roberta Lima

 

 Ementa: O avanço do neodesenvolvimentismo associado à mercantilização da natureza e aos projetos de expansão das fronteiras agrícolas sobre áreas de preservação ambiental, territórios indígenas e comunidades tradicionais, urbanas e rurais, configura um cenário de intensos conflitos socioambientais e culturais. Este Grupo de Trabalho (GT) propõe-se a construir um diálogo interdisciplinar, com base em diferentes aportes teóricos e metodológicos, a fim de colocar em evidência as diferentes formas de mobilização e atuação política estabelecidas entre os sujeitos, grupos e instituições, seja na luta pela manutenção dos seus territórios e contra a usurpação de suas riquezas naturais e conhecimentos tradicionais, seja na luta contra o avanço do capital sobre as terras. O GT receberá trabalhos que abordem os seguintes temas: 1. Impacto do capitalismo de guerra; 2. Pilhagem do Estado de direito contra a violência e usurpação dos conhecimentos e da natureza; 3. Neocolonialismos e estratégias de oligarquias rurais e empresas extrativistas, incluindo mineradoras; 4. Desafios do capitalismo verde e da bioeconomia; 5. Modelos de desenvolvimento e autoritarismos; 6. Conservação ambiental e unidades de conservação; 7. Direitos indígenas e de povos e comunidades tradicionais; 8. Ecofeminismo 9.Segurança e soberania alimentar entre outros temas correlatos à análise crítica do modelo de desenvolvimento hegemônico e suas repercussões sociais e ambientais. o GT é destinado a acadêmicos, pesquisadores, profissionais e ativistas interessados em debater as relações de poder e ressignificar a efetivação de direitos das comunidades tradicionais e locais urbanas e rurais.



GT 17 - Movimentos Sociais e o Contexto Econômico, Social e Político na América Latina      

Fernando José Martins 

Monica Maria Teixeira Amorim

Gaudêncio Frigotto

Gustavo Henrique Cepolini Ferreira

 

Ementa: Os condicionantes do contexto econômico, social e político dos movimentos sociais na América Latina, na sua formação histórica, quanto embasamento teórico que se pauta em uma análise materialista, histórica e dialética do pensamento latino-americano. Teorias dos e sobre os movimentos sociais latino-americanos, com ênfase nos autores do próprio espaço da América Latina. Características e práticas dos movimentos sociais da América Latina e também referências aos movimentos localizados em tal espaço social, visto que há, aqui, movimentos emblemáticos como os Zapatistas no México, movimentos dos povos originários no Peru, Equador e Bolívia, bem como na América Central, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil, os Piqueteiros na Argentina, Movimento Estudantil no Chile, entre outros processos de vulto internacional. O caráter educativo dos movimentos sociais. Movimentos Sociais, integração e fronteiras, entendidas em seu amplo significado, não como limite territorial. As propostas de formação humana e identidade coletiva contidas nas práticas dos movimentos sociais. Mobilizações sociais, protestos, ações coletivas e projetos societários emancipatórios.



GT 18 - O Mundo do Trabalho e da Justiça: entre retóricas, mitos e dados               

Carolina Pereira Lins Mesquita 

Joaquim Leonel de Rezende Alvim

Carla Appolinário de Castro

 

Ementa: Atribuindo um sentido de continuidade aos Grupos de Trabalho que coordenamos em edições anteriores do

CONINTER, nosso objetivo geral consiste em refletir sobre o mundo do trabalho, as instituições correlatas, os sistemas éticos e de acesso  à Justiça do Trabalho, por intermédio de pesquisas empíricas, contextualizadas, com viés interdisciplinar e crítico. Consistem em temas de nosso interesse as atividades laborativas (formais, informais e profissionais),  as medidas de flexibilização e  desregulamentação dos contratos de trabalho, as dinâmicas de precarização das relações individuais e coletivas de trabalho, os mecanismos de resistências, lutas e seus desafios. Investigações que abarquem os marcadores sociais da diferença (e.g., classe, raça, gênero, sexualidade, parentalidade e deficiência), questões de subjetividade e identidades, sejam como foco central ou transversal da análise, serão privilegiadas, especialmente aquelas que produzam dados primários       contrastivos às retóricas e aos mitos midiáticos, políticos, econômicos e da dogmática jurídica.



GT 19 - Políticas pelo Direito à Permanência de Povos e Comunidades Tradicionais em seus Territórios de Origem: avanços, retrocessos e novas perspectivas  

Ana Maria Motta Ribeiro

Jean Tible 

Alba Simon


Ementa: O GT pretende reunir pesquisas, resumos acadêmicos escritos e outras formas narrativas como vídeos e imagens para relatos de casos sobre conflitos decorrentes de sobreposição (dupla    afetação)    de    territórios    de comunidades tradicionais e unidades de conservação, experiências de retomadas de terras indígenas por povos originários, conflitos pelo direito de permanência ou pelo direito histórico de titulação envolvendo liberdade identitária de manejo e de reprodução cultural econômica de povos e comunidades tradicionais em seus territórios tradicionaisIniciativas inovadoras e ações estruturantes de consolidação de áreas protegidas e de conquista de direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais

 


 GT 20 - Gênero, Violências, Cultura: interseccionalidade e(m) Direitos Humanos                      

Verônica Teixeira Marques 

Djalma Thürler

Claudiene Santos

 

Ementa: Este Grupo de Trabalho lança o desafio de repensar a naturalização da cultura da violência de gênero, de modo a compreender a chamada discriminação interseccional e a garantia (ou não) de direitos humanos na contemporaneidade, sob diferentes olhares teórico-metodológicos interdisciplinares. São esperados trabalhos científicos que tenham como ponto de partida a relação entre gênero, violências, cultura e direitos humanos, levando em conta os diversos marcadores sociais em populações vulnerabilizadas e que versem sobre temas como: a)  Raça/etnia e classe; b)  discursos de/sobre masculinidades; c)  sistema prisional e violência institucional; d)  corpos dissidentes; e)  LGTBQI; f)  violências contra mulheres (doméstica, sexual, tráfico de mulheres; exploração sexual); g) representações e pedagogias culturais de mídias, audiovisual, cinema e artes; h) educação em h)  educação em direitos humanos, dentre outros. Funcionando desde 2018 o GT Gênero, Violências, Cultura – Interseccionalidade e(m) Direitos Humanos tem congregado pesquisadores de todo o Brasil estabelecendo um diálogo profícuo e interdisciplinar.

 


 GT 21 - Memória e Patrimônio: deslocamentos e transformações nas práticas e representações

Regina Abreu 

Renata Oliveira 

Bianca Rihan 

Sabrina Dinola

 

Ementa:    A    proposta   deste    GT    tem    por    objetivo    tecer    diálogos   entre    pesquisas que denotem configurações de patrimônios e de políticas patrimoniais como resultados de dinâmicas de lembranças e esquecimentos em diferentes contextos de disputas entre grupos sociais. É substancial o debate sobre experiências de pesquisas presenciais e em rede que tenham por objetivo contribuir de forma alargada na construção de conhecimentos e inovações no campo do patrimônio cultural. Esta proposta busca abrir espaço para trabalhos que explorem construções de conhecimento em rede e interlocuções colaborativas, que já não são temporárias nem provisórias, entre pesquisadores e os chamados “detentores”, em processos cada vez mais permeados por ações de engajamento de ambas as partes. Em suma, buscamos reunir trabalhos que se debruçam sobre relatos e experiências de pesquisas permeados por “memórias de resistência”, “territórios instáveis”, “museus sociais e participativos”, “processos de patrimonialização em tempos extremos” e construção de “territórios de memoração".


GT 22 - Outros olhares sobre o turismo: resistências possíveis a práticas hegemônicas    

Marcelo Vilela de Almeida

Patrícia Zaczuk Bassinello

 

Ementa: Fenômeno sociocultural apropriado pelo capitalismo, o turismo passou a merecer atenção da academia sob diversos diversos prismas teórico-analíticos. As complexidades que permeia tal fenômeno na contemporaneidade têm suscitado a busca por recursos analíticos  de viés contra hegemônico, pós- colonial e emancipatório  que possibilitem outros olhares sobre as práticas turísticas, (re)significando as inter-relações entre visitantes, meio ambiente e culturas locais. Espera-se que este grupo de trabalho (GT) contribua, como em edições anteriores do evento, para trazer à tona a diversidade de vozes de atores de diferentes representatividades, invisibilizados nos territórios e espaços de governança turística. Outro propósito deste GT é o de compreender as vivências e movimentos de resistências de sujeitos subalternizados, bem como possibilitar a ressignificação de saberes e fazeres representativos das práticas turísticas, de modo a permitir a abertura de uma construção diversa e humana no turismo. Trazer à luz outros olhares (teórico-metodológicos e empíricos) sobre o turismo, bem como discutir de que forma certas práticas turísticas têm se convertido em resistências possíveis às suas manifestações hegemônicas são, também, objetivos deste GT, em consonância com o tema central do evento. De forma mais objetiva, esperamos, no âmbito deste GT, acolher trabalhos que versem sobre as seguintes perspectivas: (a) manifestações contra hegemônicas no âmbito do turismo; (b) perspectivas críticas e pós-coloniais de “leitura” e análise do fenômeno do turismo; (c) sujeitos subalternizados e as dinâmicas a partir das quais tais indivíduos “produzem” práticas turísticas; (d) os marcadores sociais da diferença (raça, gênero, sexualidade e afins) no âmbito da organização do fenômeno do turismo, a partir de um viés contra hegemônico; (e) territórios de resistência e práticas de turismo contra hegemônico.

 


GT 23 - Memória, Narrativas e Discursos                                          

Diana Pinto 

Tamara Campos

Ronaldo Oliveira de Castro

  

Ementa: Discursos e narrativas no processo de construção de memória. Práticas discursivas institucionais no contexto da interdisciplinaridade. As narrativas como significações engendradas pela ação conjunta de atores sociais no processo de construção de memória. A produção de narrativas e o enquadramento de experiências na dinâmica social da memória e do esquecimento. Abordagens de análise do discurso e de narrativas: perspectivas teórico-metodológicas para o estudo do campo da memória social. As noções de micro e macro contextos nos discursos que compõem a memória. Memória, esquecimento e narrativas como atividades sociais. Vozes institucionais e sistemas de representação na construção de narrativas e memória: identidades situadas engendradas nos discursos concebidos como resultado de negociações locais de sentido entre os participantes. A relação discurso, poder, memória e instituições. Vínculos entre as relações de poder, narrativas e emoções nas práticas cotidianas de dominação, exclusão e formas de resistência social. Narrativas de memórias traumáticas.



GT 24 - Sentido e Experiências: desafios para  interdições necessárias nas relações hedonistas da sociedade do desempenho 

Crisóstomo Lima do Nascimento

Adriano Furtado Holanda

André Vinícius Dias Senra

 

Ementa: Seja numa perspectiva mais ampla, inter-social através dos diferentes grupos sociais, comunidades, nações, seja inter-pessoal, nas relações cotidianas, ou até mesmo num âmbito de foro intra-pessoal nos modos de relações com que os sujeitos se relacionam consigo mesmos, é facilmente constatável que vivemos num mundo de conflitos cada vez mais explícito. O filósofo Sul Coreano Biyung Chul Han propõe que o sujeito de desempenho pós-moderno é livre na medida em que não está exposto a qualquer tipo de repressão por instâncias de domínio externas a ele. Mas, na realidade, ele não é livre do mesmo modo que o sujeito da obediência. Quando a repressão externa é superada surge a pressão interna. Desse modo, o sujeito de desempenho desenvolve uma depressão e a violência continua se propagando a passos largos, apenas em seu interior. A decapitação na sociedade da soberania, a deformação na sociedade disciplinar e a depressão na sociedade de desempenho são estágios da mudança topológica da violência, que é sempre mais internalizada, psicologizada e, assim, acaba se tornando invisível. Ela vai se livrando mais e mais da negatividade do outro ou do inimigo, tornando-se autorreferente. O presente Grupo de Trabalho se propõe a acolher trabalhos e pesquisas que tragam a um campo de enunciação mais clara os fenômenos constitutivos deste tempo de permanentes conflitos em que vivemos, trazendo possibilidades emergentes de suas indiossincrasias e paradoxos intrínsecos que possam explicitar experiências e possibilidades menos hedonistas de sentidos para novos devires socialmente mais inclusivos e estruturantes de ideias e projetos mais comprometidos com as diversidades e alteridades individuais e sociais.


GT 25 - Instituições, Atores e Ideias em Tempos de Conflito: perspectivas pluridimensionais para a participação, inclusão e democratização no campo das políticas públicas

Felipe Fróes Couto

Geraldo Antônio dos Reis

Ana  Claudia Farranha



Ementa: Este Grupo de Trabalho propõe suscitar debates interdisciplinares sobre a formulação, execução e avaliação/monitoramento de políticas públicas em tempos de conflito, abordando de forma ampla os principais elementos que compõem o policy cycle. O foco de interesse estará em debater questões críticas acerca da participação e inclusão cidadã no processo de construção e efetivação de políticas públicas. Nesse sentido, busca-se compreender como a democratização na formação da agenda pública, na tomada de decisão, na implementação e no monitoramento de resultados pode contribuir para a criação de novos desenhos institucionais e normativos, potencializando a geração de ideias e a articulação de atores em prol da solução de conflitos. Os objetivos serão analisar as contribuições de novas abordagens teóricas para o campo de políticas públicas, especialmente no que tange a boa governança, participação popular e transparência em políticas públicas; explorar as contribuições de experiências participativas que envolvam a inclusão e/ou o ativismo de grupos sociais de interesse normalmente excluídos da concepção/execução/avaliação de políticas públicas; e examinar contribuições de estudos de casos que apresentem inovações democráticas para a solução de conflitos entre grupos de interesse no âmbito das políticas públicas. 


GT 26 - Hip Hop no Brasil: um diálogo com estudos sobre a produção de sentidos e as transformações da cultura    
William de Goes Ribeiro

Denílson Oliveira

Bruna Gabriela Marques

  

Ementa: Já há alguns anos no Brasil, em meio a outras produções sobre o tema, o livro de Marc Hill (2014), intitulado Batidas, rimas e vida escolar, inspira o debate sobre a Pedagogia Hip Hop. O pesquisador norte-americano empenha-se no estudo etnográfico a partir de uma disciplina escolar: “Literatura Hip Hop”. A proposta salienta questões e dilemas naquele país, ao passo que expõe motivações e experiências diversas. Como na obra citada, não pretendemos buscar receitas, tampouco fórmulas para lidar com “jovens problemas”. Diferentemente, nossos estudos expõem a falência de concepções pedagógicas e políticas planejadas de antemão, as quais ignoram o contexto e as relações cotidianas imprevisíveis. Em outras áreas, produções acadêmicas e vida cotidiana, o Hip Hop se reedita como resistência, a partir de uma população potente; e como reexistência, em meio a conflitos sociais, raciais, de gênero, interseccionais e outros, promovendo a política “periférica”, sustentando subjetividades. No caso do Brasil, a referida cultura permanece viva em uma dinâmica singular, em virtude de ressignificações e de criativas produções, tornando o Hip Hop mais plural e local. Os estudos de Ricardo Teperman (2015) com o rap no país é um exemplo do exposto: Se liga no som. Em suma, com tais inspirações em mente e tantas outras mobilizadas pela cultura Hip Hop, o objetivo deste GT visa ampliar o diálogo interdisciplinar com a aludida cultura de modo a discutir alternativas a respeito de demandas sociais e enfocar as produções de sentido aliadas a lutas históricas, como as da população negra e indígena no Brasil.




GT 27 - Criminologia e Direitos Humanos: autos de resistência ao autoritarismo penal    

Alexandre Miguel França

Nadine Monteiro Borges

 

Ementa: O presente GT, estruturado a partir de discussões e estudos realizados em disciplina eletiva ministrada no PPGSD, pretende priorizar discussões e análises sobre o autoritarismo penal brasileiro, buscando pesquisas e trabalhos que se estruturem a partir de autores que trabalham de maneira crítica com temas como violência, Criminologia e Direitos Humanos, confrontando as diferenças entre as razões declaradas da Política Criminal e a prática efetiva de violências cotidianas direcionadas especialmente à população negra e pobre. A partir dessa perspectiva crítica serão recebidos trabalhos que realizem estudos teóricos e possam articular estas perspectivas com análise de casos sobre violências recentes praticadas pelos agentes do Estado em nome do enfrentamento à criminalidade que identificam as amarras de um sistema penal opressor.


 

GT 28 - Alteridades na Universidade: saberes locais e diálogos críticos                  

Carla Susana Alem Abrantes 

Carla da Costa Dias

Maria Raílma Alves

 

Ementa: As universidades brasileiras vêm sendo, nas últimas décadas, o palco de profundas transformações sociais resultantes de políticas de ampliação do ensino superior e de ações afirmativas. Muitos sujeitos, outrora excluídos, chegam com histórias ativas, com experiências interculturais e com novas pautas acionadas e tensionadas na construção cotidiana e intercientífica do ensino. Essas manifestações representam grupos que sobreviveram às invasões coloniais, à assimilação forçada e ao racismo e hoje lutam por agendas decoloniais e um diálogo crítico e historicamente sensível aos modelos hegemônicos e às relações de poder. Os alicerces para esse novo ensino são o protagonismo juvenil, a emergência de identidades raciais, étnicas, tradicionais e a interação com territórios, redes e cotidianos comunitários. Os pesquisadores têm sido, portanto, provocados a se aproximar dessas arenas de conhecimento emergentes nas universidades e mediar posições e estratégias que respeitem os saberes locais e ancestrais. Em parceria com o Observatório das Desigualdades e Discriminações Étnico-Raciais na Unimontes (MG), esperamos receber trabalhos de pesquisa, ensino e extensão sobre a temática em tela. As formas de conhecer, sentir e agir no mundo, ao serem partilhadas, promovem Ciências Sociais e Humanas abertas à construção de espaços mais democráticos e a permanência dos jovens na universidade.




GT 29 - Crise Civilizatória e Horizontes em Perspectivas                               

Diamantino Pereira 

Silvia Helena Zanirato

André Felipe Simões

Marcos Bernardino de Carvalho

  

Ementa: A crise socioambiental pela qual passa o planeta tem nos obrigado a refletir sobre a dinâmica que a embasa e que a agravado de forma acentuada. A manifestação concreta dessa crise tem se feito sentir através das mudanças climáticas e seus efeitos. Isso tem ensejado respostas geralmente imediatistas que apontam como perspectiva alterar alguns procedimentos, mas que não caminham no sentido de entender a real dimensão do processo pelo qual o planeta está passando.Aa mudanças climáticas só poderão ser enfrentadas na medida em que ataquemos a dinâmica socioambiental que a tem produzido em um sistema que se rege pelo desempenho da economia através da extrema concentração de riqueza, de um lado, e de outro, a pobreza, injustiça e precarização impostos à grande maioria da população mundial. Nossa perspectiva vai pelo caminho de buscar desvendar a dinâmica atual da sociedade, considerando que se trata de uma crise civilizacional e, nessa medida, impõe-se o estabelecimento da vida base para o vislumbre de outros horizontes possíveis, a biocivilização nas palavras de Ignacy Sachs.




GT 30 - A Produção do Espaço Urbano e Meio Ambiente: estudos interdisciplinares         

Marcos Esdras Leite

Narciso Ferreira dos Santos Neto

 

Ementa: A análise da cidade e meio ambiente denota a compressão e estudos que integram a complexidade do social, urbano e espaço. Desse modo, o presente grupo de trabalho visa debater sobre as dinâmicas sócio-espaciais que compreendem a produção do espaço urbano e meio ambiente, fomentando reflexões e assimilações técnicao-científicas. Assim, o presente Grupo de Trabalho pretende reunir diferentes contributos em campos e áreas diversos, que articulem uma perspectiva interdisciplinar para concatenar e unir estudos correlatos às questões urbanas, direito à cidade, socialidades urbanas, política urbana, sustentabilidade, degradação ambiental, modelagem Ambiental, Geotecnologias aplicadas ao estudos das cidades e processos de intervenções urbana, social e ambiental.


 GT 31 - Pensar o Brasil em Texto/Imagem: Darcy Ribeiro, Glauber Rocha e as contradições de um país dependente               

Ildenilson Meireles

João Batista de Almeida Costa 



Ementa: O texto de Darcy é uma viagem vertiginosa pelo Brasil profundo, aquele que nos foi negado no material didático do ensino básico e que continua sendo negligenciado no ensino superior. Glauber Rocha defendeu em imagens uma originalidade trágica do Cinema Novo frente ao cinema hegemônico mundial na adoção da fome como cerne de sua estética. Uma estética da fome que seria, ainda, uma estética da violência. A partir dessa narrativa texto/imagem pretendemos abrir espaço para o debate acerca das contradições características do “Brasil profundo” tematizado pelos dois autores em suas obras. A utopia de Darcy, que era também a de Glauber Rocha, em que o país pudesse prosperar a partir das suas próprias virtudes culturais e econômicas, exigiu de ambos uma crítica radical das contradições de um país dependente. Além de trabalhos em texto, trabalhos audiovisuais e em chave literária que tangenciam essa articulação texto/imagens do Brasil serão muito bem vindos.

 


GT 32 - Direitos Humanos, Diversidade e Ações Afirmativas                                                            Shirlena Campos de Souza Amaral 

Décio Nascimento Guimarães 

Patricia Teles Alvaro Salgado

 

Ementa: Esse GT propõe-se a tratar a questão da Diversidade, discorrendo sobre as bases culturais e mentais de práticas discursivas e sociais que (1) alicerçam preconceitos e exclusão e, na contramão disso, (2) contribuem para a promoção da igualdade e desenvolvimento da democracia, da justiça social e cultural. A reprodução de memórias histórico-culturais da metáfora da supremacia do “eu” em detrimento ao “outro” forma um lastro que sustenta padrões colonizadores de exclusão e de violência. Propondo uma ruptura com este paradigma, estudos, saberes e manifestações contra-hegemônicas mostram que práticas inclusivas, como as políticas afirmativas, representam oportunidades de desconstrução desse lastro. Propiciam a ressignificação das relações de poder, provocando reflexões relativas ao protagonismo das identidades e diversidades étnico-raciais, de gênero, de orientação sexual e outras que dos cenários escolar e sócio-humano. Esse GT constitui-se como espaço de debates sobre essas práticas e ajuda-nos a enfrentar a violência do silenciamento e da exclusão das diversidades, ao passo que pode promover o fortalecimento de ações afirmativas de empoderamento dos grupos autodeclarados minorias sociais. E, da mesma forma, propicia-nos fomentar reflexões sobre o papel da educação para a construção de uma cultura de direitos humanos.




GT 33 - Sociedade, Cultura e Educação: processos formativos e políticas públicas para superação das desigualdades sociais no contexto amazônico e nacional     
José Gil Vicente

Carlos Alberto Lima de Almeida

  

Ementa: O Grupo de Trabalho (GT) SOCIEDADE, CULTURA E EDUCAÇÃO: Processos Formativos e Políticas Públicas para Superação das Desigualdades Sociais no Contexto Amazônico e Nacional, estabelece uma interligação entre natureza, sociedade e cultura na região amazônica. O grupo aborda a formação da sociedade regional, destacando sua constituição intercultural e interétnica, incluindo diferentes povos, culturas e nacionalidades. O grupo também investiga a historicidade da região no contexto continental da Pan-Amazônia, abordando espaços, territórios, linguagens, expressões artísticas e outras manifestações simbólicas. Além disso, são analisadas as relações de poder, Estado e políticas públicas, entre outros temas pertinentes, dentro de um diálogo interdisciplinar e interinstitucional que promova a formação crítica de professores e pesquisadores. O foco dos trabalhos deverá envolver a compreensão dos processos formativos e das políticas públicas como instrumentos para enfrentar e superar as desigualdades sociais em um mundo marcado por conflitos de diversas naturezas (sociais, políticos, econômicos ou culturais), tal como proposto para o XIII CONINTER - Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades - evento da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociais e Humanidades (ANINTER-SH), que terá como tema "Desenvolvimentos, mitos, ideias e projetos para um mundo em conflito".


GT 34 - Utopia e Distopia na Teoria e no Pensamento Social: movências interdisciplinares pela arte, filosofia, história, literatura e psicanálise

Elton Dias Xavier

Rafael Baioni do Nasciento

Leila de Cássia Faria Alves

 

Ementa: A teoria e o pensamento social clássico têm sido, por vezes, permeado por narrativas de lugares ideais, fórmulas de bem viver na sociedade e no Estado a que chamamos utopia. Por outro lado, tem havido um crescente número de obras e manifestações distópicas a contrastar e a representar uma espécie de dissolução e/ou reconstrução desse ideário, numa espécie de crítica autofágica. O objetivo do Grupo de Trabalho (GT) é, por intermédio de algumas obras ficcionais utópicas/distópicas, de maneira interdisciplinar, apresentar, discutir, estudar, analisar e interpretar fenômenos sociais bem como os diversos paradigmas utilizados para representá-los e as ferramentas utilizadas nesta tarefa na teoria e no pensamento social.

 

 

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