XIII Semana da Geografia:  Geografia em tempos de crise e solidariedade

XIII Semana da Geografia: Geografia em tempos de crise e solidariedade

presencial Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas - Campinas - São Paulo - Brasil

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Sobre o evento

A Semana da Geografia da Unicamp é um evento acadêmico organizado pelos alunos do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especificamente pelos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia. Este evento tem como objetivo promover discussões, debates e apresentações de trabalhos relacionados ao campo da Geografia, além de integrar estudantes, professores, pesquisadores e a comunidade externa de áreas afins.

O tema da XIII Semana da Geografia da Unicamp (SEGEO) será “Geografia em Tempos de Crise e Solidariedade”. Com cinco dias de duração, A XIII SEGEO ocorrerá entre 15 e 19 de outubro, com a proposta de promover um espaço de diálogo e trocas a fim de salientar a importância da Geografia para se compreender as dinâmicas sociais, econômicas e espaciais dos dias atuais e criar um espaço de debate e de divulgação dos trabalhos elaborados pelos discentes  do curso (Graduação e Pós-Graduação).

As atividades que serão realizadas buscam passar por diversas propostas, objetivando o engajamento daqueles que constroem a ciência geográfica, com o intuito de propiciar o intercâmbio entre diversas concepções teóricas,  metodológicas e práticas em prol de conectar os discentes, docentes, profissionais e demais interessados. Para isso, contará, além de mesas e palestras com especialistas na área, com apresentações de trabalhos e discussões de pesquisas finalizadas ou em andamento, oficinas, roda de conversa com movimentos sociais e trabalhos de campo. O evento se organizará a partir de 4 eixos temáticos, onde cada eixo temático será subdividido em Grupos de Trabalho (GTs), a partir dos quais as atividades serão organizadas.

Com isso, convidamos a comunidade acadêmica do Instituto de Geociências e da  Unicamp, professores, estudantes, pesquisadores da rede de ensino pública e privada, profissionais da área e demais interessados a repensar os limites da solidariedade e da crise, fortalecendo nossos espaços coletivos, para que, juntos, consigamos imaginar novas realidades possíveis e enfrentar os desafios da contemporaneidade.


EIXOS TEMÁTICOS


1. Espaços de Resistência e Solidariedade: Eixo temático inédito na história da Semana da Geografia da Unicamp, propõe-se a dialogar diretamente com o tema de 2024, “Geografia em tempos de crise e solidariedade”. Na sua décima terceira edição, a semana, além de instigar debates para que identifiquemos todas as dimensões da crise, incentiva a construção de resistências e contra-hegemonias. Isto posto, trata-se de um eixo amplo, englobando toda e qualquer pesquisa que visa pensar e apresentar alternativas diante da globalização neoliberal e de suas perversidades. Nas mais diversas escalas geográficas, não deixa de destacar, em seu âmago, que uma outra globalização somente emergirá por meio da solidariedade e da força coletiva.

2. Ensino de Geografia: Estabelecendo nexos entre a Geografia Escolar e a Geografia Acadêmica, reflete-se qual o papel do Ensino de Geografia frente a um período que é uma crise. Mobilizando questões como “quando?”, “onde?”, “como?” e “por quê?”, o raciocínio geográfico, potencial gerador de práticas espaciais insurgentes, apresenta-se como central. Paralelamente, fazendo a devida crítica ao ensino mnemônico que por tantas décadas permeou - e continua a influenciar - a Geografia, o eixo temático traz tópicos referentes às novas e alternativas linguagens na educação (para além da primazia da linguagem cartográfica), às políticas educacionais e às intencionalidades inerentes à montagem de currículos.

3. Campo e Cidade: Interações Espaciais: O espaço geográfico, objeto de estudo da Geografia, deve ser entendido como uma totalidade em totalização e, consequentemente, caracterizado por seu dinamismo e por suas metamorfoses. Com o tempo, a gritante disjunção entre o campo e a cidade ou, ainda, entre o rural e o urbano foi eliminada. Na realidade, imbricando aspectos urbanos, agrários, rurais, econômicos, políticos e de planejamento territorial, há a gestação de uma unidade dialética. Em suma, o campo e a cidade não podem ser estudados separadamente, pois resultam em uma unidade contraditória. As lutas do campo são feitas na cidade; as disputas da cidade são sentidas no campo. Com a queda de tão frágil desagregação, as interações espaciais, que emergem da dissolução dessa barreira pretérita, são investigadas.

4. Mudanças Ambientais e Crise Climática: Capitaloceno ou Antropoceno? Não é um simples debate por nomenclaturas. A discussão vai além: uma crise climática, já emergencial, transparece como um desafio do presente. Como o espaço geográfico é social, a ação humana não pode ser desconsiderada. O fator antrópico não deve ser ignorado para levantar explicações acerca das mudanças ambientais. Sabe-se, porém, que as intervenções não são iguais e na mesma proporção entre os mais diversos indivíduos. Por trás, ocultam-se a questão e a luta de classes. O Sistema Terra é sim afetado pela ação antrópica. Com o desenvolvimento do modo de produção capitalista e sua voracidade, a exploração não se restringe à dominação do homem pelo homem. A destruição da natureza - primeira ou segunda, natural/original ou modificada/artificial - é um fato. Como as geotecnologias a lerão é um caminho de reflexões. No cerne, está a desigualdade da produção de resíduos, seja pelo consumo, pela poluição, pelo abastecimento, etc. A interrogação é como a Geografia vem para apresentar alternativas e delinear o papel do homem - ou dos capitalistas - nas mudanças ambientais e na crise climática. A investigação dos padrões de transformações do relevo, do solo e do clima emergem como uma questão prioritária.



ANAIS DO EVENTO:  https://drive.google.com/file/d/1k5qfi-Tz9YUPyZ3EpjLezQBmEDUwG0-W/view?usp=sharing

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