Em 2001, um grupo de pesquisadoras e pesquisadores da educação ambiental da USP de Ribeirão Preto, da UFSCar e da UNESP de Rio Claro criava um espaço acadêmico para apresentação e discussão de pesquisas em educação ambiental. Deu-se assim o início a uma trajetória importante da formação e diálogos do campo interdisciplinar da EA, passando a constituir um espaço de encontro da comunidade de pessoas pesquisadoras.
Considerando que o EPEA completa 25 anos em 2026, e que essa comemoração poderia inspirar uma ideia de “futuro ancestral” (Krenak), bem como de nos considerarmos "compartilhantes" (termo do Nego Bispo que traz a ideia de conexão e codependência entre todos os seres) nessa história, o tema geral do evento será “25 anos de EPEA: “compartilhantes” tecendo o “futuro ancestral” pela pesquisa em educação ambiental”.
Sua organização é realizada por uma comissão local, em parceria com grupos de pesquisa em educação ambiental de todo o país, constituintes da Rede EPEA. O evento ocorrerá no formato presencial entre os dias 5 a 7 de julho de 2027, na Universidade de São Paulo, em parceria entre o Instituto de Biociências, o Instituto de Geociências e a Escola de Comunicação e Artes, no campus da Capital. Também estão previstas atividades pré e pós evento, ampliando as possibilidades formativas de nossa comunidade.
Desta forma, convidamos todas e todos para construírem e estarem conosco nessa caminhada!
Mais informações sobre o XIII EPEA você encontra no site do evento: https://sites.usp.br/xiiiepea/. Acompanhe as novidades também no Instagram da Rede EPEA: https://www.instagram.com/redeepea/.
Os temas dos GDPs do EPEA são:
1. Pesquisa em EA e Ecologia Política
Pesquisas em Educação Ambiental:
que dialoguem com o referencial teórico do campo da
Ecologia Política, sobre processos formativos em contextos escolares ou não escolares, a
partir das seguintes categorias: movimento social; injustiça ambiental, conflito ambiental,
desigualdade ambiental, racismo ambiental; território e territorialidade; relações de poder;
feminismos e ecofeminismo.
2. Pesquisa em EA e Contextos Escolares
Pesquisas em Educação Ambiental: realizadas no/sobre o contexto escolar em seus mais
diferentes níveis e modalidades educativas, desde a Educação Básica até o Ensino Superior.
Pesquisas que abordam temas socioambientais contemporâneos e suas implicações para o
currículo, a gestão escolar, as práticas pedagógicas, a avaliação, o planejamento pedagógico e
o processo de ensino e aprendizagem. Investigações relacionadas às diferentes identidades e
abordagens da Educação Ambiental no chão da escola e da universidade, que reflitam sobre
documentos curriculares e sua (re)construção na comunidade escolar e/ou que investiguem
concepções e práticas de variados atores escolares que participam, direta ou indiretamente, do
cotidiano e da dinâmica escolar, como gestores, secretários, professores, estudantes, analistas,
técnicos e auxiliares administrativos, conselheiros, porteiros e merendeiras, dentre outros.
3. Pesquisa em EA e Contextos Não Escolares
Pesquisas:
que se voltam para a chamada educação não formal, informal e popular, previstas
na Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), tanto em ambientes presenciais quanto
virtuais; Investigações sobre teorias e práticas relacionadas à ações decorrentes de políticas
públicas, programas e projetos de EA em nível federal, regional, estadual, municipal e local;
Investigações sobre a educação ambiental realizada no âmbito da gestão de unidades de
conservação, em áreas verdes, praias ou outros ambientes públicos e privados; Investigações
sobre experiências de articulação de educadores(as) ambientais em coletivos e redes;
Investigações sobre Educação Ambiental em processos de licenciamento ambiental;
Investigações sobre processos de educação ambiental comunitários, sobre a educação
ambiental realizada em cursos, e etc.
4. Pesquisa em EA e a Formação de educadores e professores
Pesquisas em Educação Ambiental:
que investigam processos de formação inicial e
continuada de professores e educadores ambientais em diferentes contextos educativos.
Incluem-se estudos sobre análise de modelos, políticas e práticas formativas voltadas à
Educação Ambiental em distintos níveis e modalidades de ensino, bem como investigações
sobre desenvolvimento profissional em Educação Ambiental, construção de saberes e práticas
pedagógicas de professores e educadores ambientais, didática ambiental e ecopedagogias na
formação de professores e educadores ambientais.
5. Pesquisa em EA e Políticas Públicas
Pesquisas:
de caráter analítico acerca de políticas públicas de educação ambiental nas esferas
federal, estadual e/ou municipal, suas interfaces (ou ausência) com políticas educacionais
e/ou ambientais, bem como ensaios de cunho teórico acerca de questões relativas às políticas
públicas de EA e às categorias e conceitos correlatos (política pública, caráteres público,
privado e estatal, Estado, sociedade civil, classes sociais, movimentos sociais,
sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, democracia, participação, etc).
6. Pesquisa em EA culturas, interculturalidade e decolonialidade
Este Grupo de Discussão de Pesquisa acolhe investigações em Educação Ambiental que
problematizam:
questões teóricas, metodológicas e práticas pedagógicas relacionadas à
diversidade cultural, aos saberes locais e às múltiplas formas de relação sociedade-natureza.
Reúne pesquisas que dialogam com a interculturalidade, valorizando as interações entre
diferentes matrizes culturais e questionando perspectivas únicas e hegemonicamente
instituídas sobre as questões socioambientais. Acolhe, igualmente, estudos fundamentados
em perspectivas decoloniais, voltados à crítica dos modelos dominantes de produção do
conhecimento e à valorização das vivências, territorialidades, cosmovisões e modos de vida
de povos originários, comunidades tradicionais, tais como quilombolas, ribeirinhos e outros
sujeitos historicamente subalternizados. Desse modo, o grupo busca constituir um espaço
plural de debate, capaz de congregar diferentes enfoques da Educação Ambiental
comprometidos com a justiça socioambiental e epistêmica, bem como o reconhecimento da
diversidade de saberes e práticas para buscar a superação da colonialidade.
7. Pesquisa em EA e Questões Metodológicas
Pesquisas que caracterizam e analisam as perspectivas metodológicas dos trabalhos do campo
da educação ambiental:
Para além dos trabalhos com esse foco submetidos ao evento, o GDP
assumirá uma perspectiva transversal, analisando e discutindo de forma colaborativa a
multirreferencialidade de perspectivas metodológicas dos trabalhos apresentados no EPEA,
buscando discutir a articulação das propostas críticas e transformadoras e suas metodologias
de investigação.
8. Pesquisas em EA e Questões Epistemológicas
O GDP "Pesquisas em Educação Ambiental e Questões Epistemológicas":
acolhe pesquisas
que buscam investigar, direta ou indiretamente, os diferentes pressupostos epistemológicos
do campo da Educação e da Educação Ambiental e sua materialização nas pesquisas em
Educação Ambiental. Dito de outra forma, trata-se, mais especificamente, de pesquisas que
buscam investigar as diferentes matrizes epistemológicas sobre as quais as pesquisas em
Educação Ambiental se ancoram. Além de buscar explicitar o “solo epistemológico” sobre o
qual se desenvolvem as pesquisas em Educação Ambiental, o GDP em questão, busca, ainda,
explicitar os condicionantes ético-políticos constitutivos das diferentes epistemologias
adotadas pelas pesquisas inscritas no GDP.
9. Pesquisa em EA e Educomunicação
O GDP Pesquisas em EA e Educomunicação:
acolhe pesquisas sobre as aproximações entre
educação ambiental e educomunicação do ponto de vista epistemológico, metodológico,
empírico e nas políticas públicas. Constituem problemáticas-chave, não exaustivas, para a
pesquisa em educomunicação socioambiental as tensões entre: a) complexidade e redução; b)
estratégia e tática; c) territorialização e virtualidade; d) limites e aceleração. Mas elas não são
as únicas, e são bem-vindas também outras temáticas que ajudem a refletir sobre como a
superação das concepções economicistas de desenvolvimento caminha junto com a superação
da visão instrumental da comunicação.