XII ENAPEGS

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V Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia

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Evento online

II Simpósio Brasileiro de Biogeografia

Terça-Feira, 27 de Fevereiro de 2024

XIV REIAD 2024 - Congresso de Redes, Empreendedorismo e Inovação em Administração

Terça-Feira, 4 de Junho de 2024

São Paulo, SP

20º Congresso Brasileiro de Bioinformática: X-Meeting 2024

Terça-Feira, 11 de Junho de 2024

Salvador, BA

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Programação do XII ENAPEGS

Confira a programação das Sessões Temáticas: https://bit.ly/st_enapegs23

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Calendar

XII ENAPEGS

Interdisciplinaridade, inclusão, e extensão: por um conexão de saberes entre teoria e prática

O XII ENAPEGS, tem como objetivo ampliar os ideais democráticos e de participação social e, portanto, aproximar pesquisadores, estudantes, sociedade civil, poder público, e demais interessados que aplicam o conceito de gestão social e desenvolvimento sustentável em suas atividades, visando a criação e fortalecimento de redes, assim como a promoção de conhecimento e a proposição de soluções no entorno destas temáticas.

Palestrantes

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Regras e Templates de Submissão de Trabalhos

Confira as regras de submissão de trabalhos:

Regras de Submissão


Baixe as templates diretamente nos links abaixo:

Resumo Expandido 

Artigo 

Relato de Experiência

Quando submeter seus trabalhos, de resumo expandido e artigo, lembre de inserir também a versão de arquivo sem nome e informações de autores.



Eixos Temáticos do XII ENAPEGS

A definição dos eixos temáticos no ENAPEGS de 2023, seguiu o estabelecido nas reuniões de organização do evento, abertas à RGS, realizadas entre abril e setembro de 2022, delineando-se 10 eixos temáticos, coerentes com temas recorrentes apresentados nas 11 edições anteriores do evento, e mais 4 novos eixos temáticos, selecionados através de edital de chamada, que buscou  evidenciar temas de caráter transdisciplinar, ainda não sistematizados ou recentemente associados às discussões do campo da gestão social, como a interface da gestão social com estudos críticos em políticas públicas; estudos sobre gênero e interseccionalidade; estudos sobre as agriculturas de bases ecológicas e as práticas de pescas artesanais sustentáveis; estudos sobre decolonialidade, feminismos negros, culturas e identidades, disabilty studies, fat studies, teoria queer, teoria crip, entre outros.

Estes 14 eixos temáticos guiarão as discussões e a submissão de trabalhos no evento, orientando a realização de atividades como mesas redondas, palestras, resumos, artigos, relatos de práticas e experiências, assim como filmes, vídeos, minicursos e oficinas do XII Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social. Estes eixos, expostos a seguir, serão organizados em até 2 mesas redondas, debatendo a temática principal e uma possível temática secundária, e ao menos 2 sessões de apresentação de trabalhos, dependendo da quantidade de submissões aceitas.

Os eixos temáticos têm o propósito de refletir e debater sobre as atuais questões que envolvem pesquisa, ensino, extensão e a realidade prática da gestão social no cenário brasileiro, da América Latina e de demais regiões do mundo, que discutem a organização, participação e o controle social a partir de pressupostos de uma governança e cidadania deliberativa, na sinalização para o futuro das democracias. Neste sentido, cada eixo temático deverá apresentar, ao final do evento, um texto de síntese das discussões do tema, a partir do debate gerado pelas atividades e painéis apresentados. Destas contribuições será produzido o documento final do XII ENAPEGS, como manifesto por uma conexão de saberes entre teoria e prática da gestão social.

Eixo 1: Gestão Social - Sociedade Civil e Movimentos Sociais

Neste eixo procura-se reunir trabalhos que tratam sobre modos e formas de gestão social nas práticas ou ações gerenciais dos movimentos sociais (ação direta, gestão interna, comunicação externa, engajamento de membros, estruturas formais ou informais de organização) e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos - OSC. Procura-se ainda compreender as relações entre OSC e movimentos sociais, bem como sua incidência em espaços institucionais políticos, econômicos, ambientais, culturais, além de espaços de ação coletiva virtuais (notadamente redes sociais). Este eixo contempla, ainda, trabalhos que explorem condições regulatórias, legais e administrativas que limitem ou incentivem a atuação de OSC e movimentos sociais, considerando suas atuações em agendas progressistas de fortalecimento democrático, defesa de direitos, bem como crescentes manifestações que advogam por agendas conservadoras.

Coordenação do Eixo: Eloisa Helena de Souza Cabral (UFLA), Iranilde de Oliveira Silva (MST), Naldeir dos Santos Vieira (UFVJM), Patricia Maria Emerenciano de Mendonça (USP).


Eixo 2: Gestão Social e o Campo de Públicas


O objetivo deste eixo é contribuir para a reflexão multidisciplinar do ensino, pesquisa e extensão no Campo de Públicas no Brasil, com foco na Gestão Social, que foi inserida nas DCNs de Administração Pública (Resolução CNE nº 1/2014) como uma das formações possíveis além da Administração Pública, Políticas Públicas, Gestão Pública e congêneres. A partir dos perfis dos cursos existentes, suas respectivas áreas de concentração, práticas interdisciplinares, experiências inovadoras e acompanhamento de egressos buscamos refletir sobre os lugares da Gestão Social no Campo de Públicas, seja como cursos, como disciplinas, como objeto de práticas e de pesquisas.  Quais as contribuições do ensino, pesquisa e extensão de gestão social para a Administração e Gestão Pública? O que se ensina e pesquisa sobre gestão social no Campo de Públicas? Quais as identidades do campo da gestão social e do Campo de Públicas, suas intersecções e complementaridades? Como os cursos e pesquisadores/as de gestão social se reconhecem no Campo de Públicas e vice-versa? Espera-se receber propostas relacionadas às diversas realidades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo relatos de experiência, a fim de contribuir com a troca de conhecimentos voltados à formação dos futuros egressos do Campo de Públicas.

Coordenação do Eixo: Doraliza Auxiliadora Abranches Monteiro (UFRB), Lindijane Almeida (UFRN), Maria Isabel Araújo Rodrigues (FJP), Renato Emerson Nascimento dos Santos (UFRJ).

 

Eixo 3: Gestão Social - Ensino, Pesquisa e Extensão


Este eixo constitui um espaço para reunir trabalhos que debatem sobre a formação em gestão social através do ensino e/ou extensão, bem como projetos, programas, ações de extensão que envolvam as relações universidade-sociedade, que demonstrem contribuições e/ou aplicações conceituais e metodológicas para a gestão social. Este eixo também recebe trabalhos que versem sobre questões relacionadas a currículo, avaliação de aprendizagem e curricularização da extensão em torno das temáticas ligadas à gestão social. 

Na continuidade das edições anteriores do ENAPEGS são também bem vindos trabalhos que tratam de Incubadoras, Redes de pesquisa e extensão - nacionais e internacionais como a RELAGS, Observatórios, Cursos livres de Gestão social inclusive para públicos específicos como integrantes de conselhos de políticas públicas (municipais, unidades de conservação e comités de bacias hidrográficas), Colegiados e outras instâncias de participação social, Cartografia social e georreferenciada, Blogs, Podcasts, Editoras, Rádios comunitárias e Empresas júnior. Para este eixo são aceitos banners universitários, uma seção especial de apresentação dos trabalhos será organizada para este formato.

Coordenação do Eixo: Betty Nogueira Rocha (UFRRJ), Lamounier Erthal Villela (UFRRJ), Patrick Maurice Maury (UFRRJ), Pedro Javier Aguerre Hughes (PUC SP), Ricélia Maria Marinho Sales (UFCG), Waléria Maria Menezes de Morais Alencar (UFCA).

 

Eixo 4: Gestão Social no Contexto de Empresas e Mercado 


Nesse eixo são bem-vindos trabalhos que tratam da gestão social no contexto organizacional, da responsabilidade social, de políticas de aplicação de medidas de compensação, ESG, Agenda 2030, além de manifestações da gestão social em espaços híbridos como negócios sociais. Também engloba o financiamento privado a causas e políticas sociais, com a atuação do Investimento Social privado (ISP) e filantropia, que visam fortalecer, complementar e influenciar a gestão pública e as políticas públicas.

Coordenação do Eixo: Andrea Leite Rodrigues (USP), Carla Regina Pasa Gómez (UFPE), Edson Sadao Iizuka (USP), Graziella Maria Comini (USP), Patricia Maria Emerenciano de Mendonça (USP).

 

Eixo 5: Gestão Social de Políticas Públicas


Este eixo tem como objetivo reunir trabalhos sobre gestão social de políticas públicas, a partir de diferentes abordagens teórico-metodológicas que envolvam atores socias, da esfera pública e do mercado (Executivo, o Legislativo, Judiciário, a Sociedade Civil, Imprensa, Mercado entre outros), e que apontem a possibilidade objetiva de a sociedade pensar e agir como protagonista no desenho, implementação e avaliação de políticas públicas em diversos níveis de governo (federal, estadual, municipal). São bem-vindos trabalhos que debatam experiências relacionadas ao enfrentamento de problemas públicos, governança, instrumentos, aspectos normativos e financeiros, controle social, entre outros temas, mesmo considerando as relações assimétricas entre Estado, mercado e sociedade.

Coordenação do Eixo: Ana Maria de Albuquerque Vasconcellos (UNAMA), Josevana de Lucena Rodrigues (UEA), Júnia Fátima do Carmo Guerra (UEMG), Marcelo Fernando Lopez Parra (UASB - Equador), Suzana Gilioli da Costa Nunes (UFT), Tamara Lima Martins Faria (UFPA), Sérgio Luís Allebrandt (UNIJUI).

 

Eixo 6: Gestão Social e Território - Povos Originários e Comunidades Tradicionais.


Este eixo temático objetiva reunir reflexões acerca dos diálogos existentes entre povos originários e comunidades tradicionais, dotadas de significativo patrimônio cultural (imaterial e/ou material) e os aparatos de gestão social (in)existentes nos territórios que ocupam. Procura-se assim, apresentar e discutir os processos, planejamento e gestão do desenvolvimento local e territorial, dentro das perspectivas da construção social, nos municípios, nas comunidades locais, nas unidades de conservação e reservas extrativistas, nos assentamentos rurais, nas terras indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais. O eixo Contempla trabalhos que reflitam as relações estabelecidas entre povos originários e comunidades tradicionais e o contexto da gestão social, organização social, patrimônio cultural material e imaterial, território, democracia e responsabilidade social, que possam fornecer elementos para discutir políticas públicas transversais às demandas de comunidades tradicionais e povos originários, que promovam a manutenção de seus territórios, de sua territorialidade, da geração de renda e da sustentabilidade de grupos comunitários e/ou atores culturais de tradições locais. Tais trabalhos podem abordar estratégias para o fortalecimento de sentimentos de identidade e continuidade, de promoção do respeito à diversidade cultural e à criatividade humana, de disseminação e divulgação do significado simbólico do patrimônio cultural desses grupos e atores. Em adição, podem discutir experiências e mecanismos de inclusão social, de difusão do empreendedorismo social e do cooperativismo, de valorização das culturas locais e de fortalecimento da autoestima. Os temas prioritários são: Gestão social em territórios tradicionais e de povos originários; gestão do patrimônio cultural em comunidades tradicionais, de povos originários e de grupos culturais de tradições locais; participação de comunidades tradicionais e povos originários em entidades representativas, organizações sociais, conselhos locais e entidades colegiadas; organização e gestão social frente a conflitos socioambientais em comunidades tradicionais e de povos originários; desenvolvimento territorial em comunidades tradicionais e de povos originários; experiências de empreendedorismo social e/ou de cooperativismos em comunidades tradicionais, de povos originários e de grupos de culturais de tradições locais; estratégias de gestão e/ou de políticas públicas direcionadas à comunidades tradicionais, povos originários e grupos comunitários culturais de tradições locais.

Coordenação do Eixo: Alexandre Gollo (UFRRJ), Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ), Eliane Maria Ribeiro da Silva (EMBRAPA), Izabel Missagia de Mattos (UFRRJ), Nelson Russo de Moraes (UNIFESP).

 

Eixo 7: Gestão Social da Economia Popular, Social e Solidária


O objetivo deste eixo é reunir os trabalhos de pesquisa que tratam da gestão social das diversas formas de organização da economia social e solidária (associações, cooperativas, organizações e movimentos sociais, ações coletivas), entendida como modo de produção, de consumo e de organização do trabalho direcionado para a superação da pobreza e da exclusão social com base em processos de cooperação e solidariedade.

Coordenação do Eixo: Genauto Carvalho de França Filho (UFBA), Ives Romero Tavares do Nascimento (UFCA), Klever Efraín Naranjo Borja (EPN - Equador), Newton José Rodrigues da Silva (SEAESP), Sandro Pereira Silva (IPEA), Susana Iglesias Webering (UFRRJ), Suzana Melissa de Moura Mafra da Silva (IFCE), Washington Jose de Sousa (UFRN).

 

Eixo 8: Gestão Social - Epistemologias e Metodologias


Este eixo propõe apresentar os resultados de pesquisas focadas na construção epistemológica da gestão social, explorando seus fundamentos teóricos e filosóficos, bem como as metodologias de pesquisa utilizadas, envolvendo a discussão sobre métodos e técnicas participativas das práticas de gestão social.

Coordenação do Eixo: Airton Cardoso Cançado (UFT), Ana Paula Paes de Paula (UFMG), Fernando Guilherme Tenório (FGV), José Roberto Pereira (UFLA).

 

Eixo 9: Gestão Social e Sustentabilidade


São temas desse eixo: Sustentabilidade, Desenvolvimento, Pós-Desenvolvimento e De-Crescimento;  Desenvolvimento Humano, Bens Comuns, Bem Viver, Cultura e Modos de Vida na Sustentabilidade; Organizações, gestão e crise/mutação ecológica; ecologia política e questões ambientais emergentes (relações sociedade - natureza em formatos multiespécie, abordagens cosmopolíticas); Sociedade Civil e Governança Global Ambiental; Colonialismo, De-Colonialismo e Epistemologias do Sul na Sustentabilidade; Interações entre Sociedade Civil, Estado e Atores Empresarias na Sustentabilidade; Pobreza, Desigualdades e Racismo Ambiental; Conflitos Ambientais e Justiça Ambiental; justiça climática; Participação, Ativismo Social e Movimentos Ambientais; Participação, Políticas Públicas e Sustentabilidade; Consumo, Pós-Consumo, Circularidade e Reciclagem; Produção de Conhecimento para a Sustentabilidade;  Sustentabilidade no Ensino, Pesquisa e Extensão Universitárias; Pesquisa Engajada, Implicada e Pesquisa-Ação na Sustentabilidade. Podem ser submetidos trabalhos com diferentes formatos de sistematização de conhecimento: trabalhos científicos teóricos, trabalhos científicos teórico-práticos; casos de ensino; trabalhos produzidos por não acadêmicos e por praticantes da gestão social. São bem-vindos trabalhos que tratam de temas como gestão social dos atingidos em conflitos agrários e minerários; gestão social da água; gestão social de unidades de conservação;  gestão social de organizações e negacionismo ambiental;  empreendimentos de comunidades tradicionais e ancestrais; turismo de base comunitária; crimes corporativos ambientais e lutas por justiça ambiental ou justiça climática dentre outros.

Coordenação do Eixo: Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (PUC Minas), Mário Alcantara Vasconcellos (UFPA), Rosinha da Silva Machado Carrion (UFRGS), Sylmara Lopes Francelino Gonçalves Dias (USP), Valderí de Castro Alcântara (UFMG).

 

Eixo 10: Gestão Social - Inovação e Tecnologia Social


Neste eixo, busca-se reunir trabalhos que relacionem os princípios da gestão social, suas características, metodologias e práticas, considerando como os processos participativos de coletividades procuram promover o desenvolvimento nos territórios em sua perspectiva multidimensional (social, econômica, ambiental, cultural e política) ao incluir a sociedade no enfrentamento de problemáticas públicas pela tecnologia social frente aos interesses do mercado e do Estado. Neste sentido, são bem-vindos trabalhos que discutam o tema da tecnologia social, compreendida como um conjunto de técnicas, produtos, processos e/ou metodologias reaplicáveis desenvolvidas em conjunto com a população local e que sejam por ela apropriadas tendo na autogestão, na cooperação e na sustentabilidade suas principais diretrizes, no sentido de buscar o bem comum e alcançar a emancipação social. São considerados temas de interesse deste eixo: experiências territoriais que articulem conhecimentos e tecnologias visando a inovação social em diversas áreas (segurança alimentar e nutricional, habitação, energia, renda, saúde, educação, meio ambiente, recursos hídricos); arranjos de organização e gestão cooperativa e coletiva relacionados à construção e a reaplicação de tecnologias sociais na promoção de direitos; iniciativas de geração de trabalho e renda pela autogestão e pelo cooperativismo na produção de bens e prestação de serviços; projetos sociais, de pesquisa, desenvolvimento e inovação que pela gestão social visem contribuir para a solução de problemas que atingem a sociedade.

Coordenação do Eixo: Carlos Frederico Bom Kraemer (UFF), Felipe Addor (UFRJ), Luís Henrique Abegão (UFF), Rubia Cristina Wegner (UFRRJ), Thais Soares Kronemberguer (UFF).

 

Eixo 11: Articulação Crítica em Políticas Públicas e Gestão Social


Os caminhos possíveis de criticidade entre os estudos em políticas públicas e os estudos em gestão social vêm ganhando cada vez mais força teórica e metodológica com trabalhos que assumem a não-neutralidade dos processos de políticas públicas e de gestão social, particularmente no que concerne suas relações com os fluxos políticos mais amplos, bem como com específicos biopolíticos. São trabalhos que assumem a centralidade da linguagem, do discurso e das emoções, mas não se limitam e eles, interpretando dinâmicas de construção de sentidos e significados como disputas epistemológicas, atravessadas por argumentos e valores, que se realizam em conturbadas arenas públicas discursivas ou em percursos/ instrumentos/ experiências/ fluxos de deliberação pública. Assim, este Eixo se constitui como um espaço de articulação crítica entre os estudos em políticas públicas e os estudos em gestão social, particularmente como acontece com a chamada escola de estudos críticos em políticas públicas (critical policy studies), com ancoragens epistemológicas em estudos feministas e estudos decoloniais. Desta forma, a ideia é receber somente trabalhos dentro dos estudos críticos, tendo como referência autores críticos como, por exemplo, Frank Fischer, Deborah Stone, Anna Durvoná, Jennifer Dodge, Giadomenico Majone, bell hooks, Lélia Gonzalez e Achille Mbembe. A ideia é retomarmos um pouco a tradição do pensamento críticos latino-americano, buscando novos percursos de articulação e avanços teóricos para a gestão social a partir da sua aproximação com o campo de estudos (críticos) em políticas públicas.  Este eixo busca reunir estes esforços de articulação crítica, sobretudo quando ancorados nos estudos críticos em políticas públicas, nos estudos feministas e/ou nos estudos decoloniais, com o objetivo de reforçá-los e ampliá-los. São dois os principais campos de aproximação que buscamos: a) Trabalhos que problematizem axiologicamente a articulação entre os estudos em gestão social e os estudos em políticas públicas; b) Trabalhos que explorem percursos cruzados de investigação crítica, com foco sobre as múltiplas racionalidades dos processos/fluxos/experiências de políticas públicas. Ressaltamos que buscamos trabalhos que assumam uma atuação implicada no fazer pesquisa, o que para este Eixo significa antes de mais nada a defesa e atuação de/ por/ com um projeto de sociedade democrática, inclusivista, crítica, feminista, decolonial, antirracista, antissexista, antiLGBTQ+fóbica e anticapacitista. Só a partir daí, os esforços podem tomar algumas dos dois campos de aproximação propostos.

Coordenação do Eixo: André Luis Nascimento dos Santos (UFBA), Gustavo Costa de Souza (UFRJ), Janaina Lopes Pereira Peres (UNB), Rosana Boullosa (UNB).

 

Eixo 12: Corpos, emoções, artes e culturas na gestão social de experiências públicas


A gestão social de experiências públicas depende do reconhecimento e valorização das diversidades de sujeitos, suas múltiplas identidades, linguagens, subjetividades, corporalidades, emoções e espiritualidades, nos contextos de construc¸a~o participativa. As múltiplas racionalidades e formas de existência vão muito ale´m das que a academia tradicionalmente reconhece e pratica. O privilégio assegurado à lo´gica anali´tica, às linguagens te´cnicas e à visa~o objetivizante dos problemas se desvela como dispositivo capaz de selecionar inclui´dos e exclui´dos. Entendemos a gestão social como um conceito e prática interdisciplinar em constante construção, por meio das experiências públicas que envolvem diferentes sujeitos, suas tensões, conflitos, corporalidades, emoções, modos de ser e estar nos territórios. Para além das lógicas da deliberação participativa e dos princípios habermasianos, este Eixo pretende dialogar e construir referenciais mais abrangentes e uma base epistemológica para a gestão social que seja plural, complexa e situada e que inclua os apectos teórico-metodológicos da decolonialidade, dos feminismos negros, das teorias sobre culturas e identidades, dos disabilty studies, dos fat studies, teoria queer, teoria crip, entre outros. Pretende-se (re)pensar as múltiplas formas de definir e fazer a gestão social, de modo que a ênfase que ela traz à participação seja qualificada pela valorização dos saberes, ativismos e fazeres das periferias, com suas múltiplas, mutáveis e novas identidades emergentes e leituras de mundo. O Eixo visa acolher reflexões sobre metodologias integrativas em processos de ensino-aprendizagem, construção, gestão e avaliação de ações públicas que envolvam mulheres, jovens, negros/as/es, povos indígenas e comunidades tradicionais, pessoas trans, LGBTQIAP+, pessoas com deficiência, entre outros/as/es, que utilizem experimentações e práticas criativas, artísticas e culturais (dança, teatro, brincadeiras, jogos, audiovisual etc.) como mediadoras das experiências públicas. São bem-vindos trabalhos em curso ou finalizados, que tragam reflexões epistemológicas e metodológicas para uma gestão social radicalmente inclusiva. Precisamos enegrecer, mulherizar, “aleijar”, “engordar”, homossexualizar a gestão social e, para tanto, é fundamental dar centralidade às categorias corpo, emoções, arte e cultura dessas múltiplas identidades, como pilares da própria possibilidade da gestão social de experiências públicas.  

Coordenação do Eixo: Altemar Felberg (UNEB), Danielle Ferreira Medeiro da Silva de Araújo (UNB), Edgilson Tavares de Araújo (UFBA), Maria Amélia Jundirian Corá (UFAL), Valeria Giannella (UFSB).


Eixo 13: Gestão Social, Agroecologia e Pesca Artesanal


Agroecologia e Pesca Artesanal Sustentável se pautam como categorias conceituais, elaboradas para orientar processos de compreensão das epistemologias que guiam as ações dos sujeitos implicados nessas categorias, em atividades ligadas à produção de alimentos. Estes apresentam sistemas diversificados e complexos de organização e expressão cultural, que, no entanto, convergem quanto à prática da Gestão Social no contexto da realização de suas atividades coletivas e autogestionárias. Apesar de o recorte da Gestão Social sobre esses conceitos/temas terem pautado vários estudos, publicações, cursos, fóruns, capacitações e discussões, até então, nunca foram apresentados de forma objetiva no campo da Gestão Social. O enfoque amplo e transversal destas temáticas, até onde foi possível de se averiguar, nunca estiveram reunidas de forma coesa em nenhuma outra edição dos ENAPEGS. Este eixo abriga reflexões teórico-empíricas, pautadas na interface da investigação e prática da Gestão Social sobre as agriculturas de bases ecológicas e as práticas de pescas artesanais sustentáveis. Tem como um de seus objetivos uma abordagem transdisciplinar sobre estes conceitos, a fim de se contribuir com o debate sobre as diferentes epistemologias - aspectos cognitivos e práticos - que orientam o modo de interação de grupos humanos com seus ambientes, como no fomento aos processos de organização coletiva de sistemas agroalimentares e pesqueiros autogestionários, de base agroecológica, sustentável e solidária. Assim, considera-se que o enfoque da Agroecologia e da Pesca Artesanal Sustentável compreendem uma análise necessária nos estudos em Gestão Social em temas como: a acessibilidade aos recursos naturais, serviços ecossistêmicos e políticas públicas; a organização social, governança e invisibilidade de atores ligadas a estas práticas; as estruturas econômicas e formas de resiliência, como circuitos curtos de comercialização e sistemas participativos de garantia; os sistemas sócio agroecológicos como alternativas locais e/ou modelos de gestão de recursos naturais; as condições de trabalho e acesso a mercado; fatores de ameaças aos territórios pesqueiros, aos ambientes marinhos, costeiros, fluviais e lacustres; à sua condição de vida, segurança alimentar; o impacto da crise ambiental e das mudanças climáticas sobre as atividades agroecológicas e de pesca; e as ameaças dos diferentes agentes externos. O campo da Gestão Social é o escopo principal a ser considerado nos trabalhos acolhidos por este eixo, sendo bem-vindas reflexões sobre o cenário atual da atividade pesqueira artesanal e da atividade agroecológica, principalmente ligada a agricultura familiar, em áreas terrestres, que explicitem caminhos e alternativas em agroecossistemas. Os temas de investigações, devem abordar os fatores que afetam as atividades agroecológicas e de pesca artesanal sustentável. Também acolhe propostas que dialoguem sobre o tema da segurança e soberania alimentar e nutricional, as redes solidárias de produção e consumo crítico, e a educação popular socioambiental, em suas interfaces com a Gestão Social.

Coordenação do Eixo: Ana Cristina Siewert Garofolo (EMBRAPA), Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ), Edna Ferreira Alencar (UFPA), Eliane Maria Ribeiro da Silva (EMBRAPA), Laeticia Medeiros Jalil (UFRPE).

 

Eixo 14: Gestão Social, Gênero e Interseccionalidade


Gênero e interseccionalidade tratam-se de temas recentes na abordagem da Gestão Social, mas que têm mobilizado grande número de estudos, encontros, dossiês, cursos, periódicos e fóruns de discussão. Reúnem categorias que, isoladas ou abordadas de uma perspectiva interseccional, têm tensionado cânones até mesmo nos espaços como o das teorias críticas e de estudos decoloniais. Essa abordagem atrai um número crescente de investigadoras e investigadores. A Gestão Social ganha novas lentes, ou um novo frame com esse enfoque, mesmo que os objetos (organizacionais, territoriais, políticas públicas, etc) dos estudos empíricos pudessem ser reconhecidos nos demais eixos do ENAPEGS. É preciso, contudo, ter presente que as propostas de estudos comumente apresentadas em outros eixos ficam quase sempre restritas à categoria “classe”, sem incorporar os demais recortes aqui propostos, segundo a abordagem da interseccionalidade e, enfaticamente, a de gênero. O eixo acolhe reflexões teóricas e teórico-empíricas cujos vetores teórico, epistemológico e metodológico sejam dados por categorias biológicas, políticas, sociais e culturais, tais como gênero, raça, classe, orientação sexual, idade, capacidade, geolocalização, religião, casta entre outros marcadores de identidade e diferenças, que possam ou não interagir em níveis múltiplos e/ou simultâneos nas suas dinâmicas interseccionais. Os campos e objetos dos estudos e reflexões devem ser os mesmos considerados no escopo das investigações em Gestão Social, tendo, contudo, sua abordagem focada em tais marcadores. Pretende-se ampliar o número de perspectivas pelas quais as práticas e as teorias em Gestão Social possam ser lidas, em especial as subjetividades e intersubjetividades que se movem e que são dialeticamente constituídas nesse processo. São bem-vindos os trabalhos que enfatizem a invisibilidade na aplicação de políticas públicas, os direitos sociais, as estratégias de resistência, as ações de governança, os desafios para construção da equidade de gênero, entre outras propostas que relacionam gênero, interseccionalidade e Gestão Social. Assim, busca-se neste eixo uma renovação metodológica e epistemológica dessas abordagens, fomentando a discussão sobre o potencial de renovar as leituras das dinâmicas subjetivas e intersubjetivas que são tradicionalmente analisadas nos estudos em Gestão Social.

Coordenação do Eixo: Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ), Edna Ferreira Alencar (UFPA), Laeticia Medeiros Jalil (UFRPE), Mariana Lima Bandeira (UASB - Equador), Patricia Carvalho Rosa (IDSM), Pedro de Almeida Costa (UFRGS). 

Comissões do XII ENAPEGS

COMITÊ CIENTÍFICO

Equipe Colegiada de Planejamento e Organização da Comissão Científica:
Airton Cardoso Cançado (UFT)
Ana Cristina siewert Garofolo (EMBRAPA Agrobiologia)
Betty Nogueira Rocha (UFRRJ)
Carla Regina Pasa Gómez (UFPE)
Carlos Frederico Bom Kraemer (UFF)
Edgilson Tavares de Araújo (UFBA)
Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ)
Eliane Maria Ribeiro da Silva (EMBRAPA Agrobiologia)
Fernando Guilherme Tenório (FGV)
Iranilde de Oliveira Silva (MST-RJ)
Jeová Torres Silva Júnior (UFCA)
José Roberto Pereira (UFLA)
Lamounier Erthal Villela (UFRRJ)
Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN)
Maria Amelia Jundurian Corá (UFAL)
Mariana Lima Bandeira (UASB - Equador)
Mário Alcantara Vasconcellos (UFPA e UNAMA)
Paula Chies Schommer (UDESC)
Patrick Maurice Maury (UFRRJ)
Rafaela Rosa Chaves Cardoso (UFRRJ)
Ricélia Maria Marinho Sales (UFCG)
Rosana de Freitas Boullosa (UNB)
Rosinha Carrion (UFRGS)
Tamara Lima Martins Faria (UFPA)
Thais Soares Kronemberger (UFF)
Valderí de Castro Alcântara (UFMG)
Valeria Giannella (UFSB)

Coordenação dos Eixos Temáticos, Avaliação de Trabalhos e Construção da Programação Cientifica:
Airton Cardoso Cançado (UFT)
Alexandre Magno Lopes Gollo (UFRRJ)
Altemar Felberg (UNEB)
Ana Cristina siewert Garofolo (Embrapa Agrobiologia)
Ana Maria de Albuquerque Vasconcellos (UNAMA)
Ana Paula Paes de Paula (UFMG)
André Luis Nascimento dos Santos (UFBA)
Andrea Leite Rodrigues (USP)
Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (PUC Minas)
Betty Nogueira Rocha (UFRRJ)
Carla Regina Pasa Gómez (UFPE)
Carlos Frederico Bom Kraemer (UFF)
Danielle Ferreira Medeiro da Silva de Araújo (UNB)
Doraliza Auxiliadora Abranches Monteiro (UFRB)
Edgilson Tavares de Araújo (UFBA)
Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ)
Edna Ferreira Alencar (UFPA)
Edson Sadao Iizuka (FEI)
Eliane Maria Ribeiro da Silva (Embrapa Agrobiologia)
Eloisa Helena de Souza Cabral (UFLA)
Felipe Addor (UFRJ)
Fernando Guilherme Tenório (FGV)
Genauto Carvalho de França Filho (UFBA)
Graziella Maria Comini (USP)
Gustavo Costa de Souza (UFRJ)
Iranilde de Oliveira Silva (MST-RJ)
Ives Romero Tavares do Nascimento (UFCA)
Izabel Missagia de Mattos (UFRRJ)
Janaina Lopes Pereira Peres (UNB)
Jeová Torres Silva Júnior (UFCA)
José Roberto Pereira (UFLA)
Josevana de Lucena Rodrigues (UEA)
Júnia Fátima do Carmo Guerra (UEMG)
Klever Efraín Naranjo Borja (EPN - Equador)
Laeticia Medeiros Jalil (UFRPE)
Lamounier Erthal Villela (UFRRJ)
Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN)
Luís Henrique Abegão (UFF)
Marcelo Fernando Lopez Parra (UASB - Equador)
Maria Amelia Jundurian Corá (UFAL)
Maria Isabel Araújo Rodrigues (FJP)
Mariana Lima Bandeira (UASB - Equador)
Mário Alcantara Vasconcellos (UFPA e UNAMA)
Naldeir dos Santos Vieira (UFVJM)
Nelson Russo de Moraes (UNIFESP)
Patricia Carvalho Rosa (IDSM AM)
Patricia Maria Emerenciano de Mendonça (USP)
Patrick Maurice Maury (UFRRJ)
Paula Chies Schommer (UDESC)
Pedro de Almeida Costa (UFRGS)
Pedro Javier Aguerre Hughes (PUC SP)
Renato Emerson Nascimento dos Santos (UFRJ)
Ricélia Maria Marinho Sales (UFCG)
Rosana de Freitas Boullosa (UNB)
Rosinha da Silva Machado Carrion (UFRGS)
Rubia Cristina Wegner (UFRRJ)
Sandro Pereira Silva (IPEA)
Sérgio Luís Allebrandt (UNIJUI)
Susana Iglesias Webering (UFRRJ)
Suzana Gilioli da Costa Nunes (UFT)
Suzana Melissa de Moura Mafra da Silva (IFCE)
Sylmara Lopes Francelino Gonçalves Dias (USP)
Tamara Lima Martins Faria (UFPA)
Thais Soares Kronemberger (UFF)
Valderí de Castro Alcântara (UFMG)
Valeria Giannella (UFSB)
Waléria Maria Menezes de Morais Alencar (UFCA)
Washington Jose de Sousa (UFRN)

COMITÊ ORGANIZADOR

Equipe PEPEDT e UFRRJ de Organização:
Andreia Pereira Ramos (UFRRJ)
Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ)
Iranilde de Oliveira Silva (MST-RJ e UFRRJ)
Isabella Dias de Carvalho (UFRRJ)
Jaime Andocilla Cabrera (UNEMI-Equador e UFRRJ)
Lamounier Erthal Villela (UFRRJ)
Nicholas Augusto Mendes da Rocha Lima (UFRRJ)
Patrick Maurice Maury (UFRRJ)
Rafaela Rosa Chaves Cardoso (UFRRJ)

Secretaria Executiva e Gestão da plataforma on-line:
Edmir Amanajás Celestino (UFRRJ)
Rafaela Rosa Chaves Cardoso (UFRRJ)

Coordenação Geral:


Lamounier Erthal Villela (UFRRJ)

Apoio

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