XII Congresso Regional de História - UESPI/Oeiras - Vozes da Terra e da Diáspora: Ensino de História e Compromisso Antirracista & I Simpósio de Práticas Pedagógicas Antirracistas da UESPI

XII Congresso Regional de História - UESPI/Oeiras - Vozes da Terra e da Diáspora: Ensino de História e Compromisso Antirracista & I Simpósio de Práticas Pedagógicas Antirracistas da UESPI

presencial Brasil

Sobre o evento

O XII Congresso Regional de História da UESPI/Oeiras & I Simpósio de Práticas Antirracistas é um espaço de debate científico, acadêmico e pedagógico promovido pelo Campus Professor Possidônio Queiroz (UESPI) que se consolida no Vale do Canindé. Com o tema "Vozes da Terra e da Diáspora: Ensino de História e Compromisso", o evento reafirma uma tradição de mais de 12 anos de diálogo entre a Universidade e a comunidade escolar, articulando o ensino de História ao compromisso antirracista e à defesa da cidadania democrática com base nas Leis nº 10.639/03 e 11.645/08, promovendo a integração entre a Educação Básica e o Ensino Superior.

Convidamos todas e todos a conferirem a programação completa abaixo e a participarem ativamente das nossas atividades.

Cronograma

·  07 a 18 de setembro: Abertura das inscrições exclusivas para minicursos.

·  19 de setembro a 05 de novembro: inscrição de comunicações orais.

Normas para submissão de trabalho em STs:
https://docs.google.com/document/d/10d1P0S-y0ehuDNJMDq9v3lRHqjC3pXYA/edit?usp=sharing&ouid=116555570289179933455&rtpof=true&sd=true

·  21 de setembro a 10 de novembro: Período de inscrição geral com direito a minicurso, apresentação de Comunicação Oral e participação no evento.


ATENÇÃO: Ao se inscrever em sua modalidade (graduando(a), pós graduando(a), Professor(a) da educaçaõ básica, Professor(a) ou Pesquisador(a) da Educação Superior você terá direito a participar de todas as modalidades de atividades do evento - ouvinte, apresentação de trabalho e minicursos.


Prorrogadas até 25/09 as inscrições para proposição de minicurso via e-mail congressohistoria@ors.uespi.br . Instruções:

Estrutura para Proposição de Minicurso

• Título do Minicurso: Claro, conciso e alinhado ao tema do evento.

• Proponente(s): Nome completo (com indicação do maior grau acadêmico, se exigido pelo evento).

• Filiação Institucional: Nome completo da instituição de origem (ex.: Universidade Federal de ... / Programa de Pós-Graduação em ...).

• Resumo: Texto corrido contendo entre 150 e 250 palavras (ou de 1.000 a 2.000 caracteres com espaços, a depender do edital). Deve apresentar:

o Tema e justificativa da proposta.

o Objetivos centrais do minicurso.

o Recorte cronológico/espacial ou abordagem teórica/metodológica.

o Síntese do conteúdo dos encontros ou tópicos a serem abordados.

• Palavras-chave: Exatamente 3 termos representativos do conteúdo, separados por ponto e com iniciais maiúsculas

Siga as instruções e envie a proposta para o e-mail do evento: congressohistoria@ors.uespi.br

Inscrições

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Minicursos ofertados e Instruções para Inscrição

Minicurso 1: Luta de Classes e a Questão Racial no Brasil. 

Ministrante: Prof. Dr. Ivo dos Santos Farias – UESPI / Campus São Raimundo Nonato

Resumo: O seguinte minicurso propõe fazer reflexões sobre as relações entre desigualdade social, estrutura de classes e relações raciais na formação histórica da sociedade brasileira. A partir de uma abordagem direcionada pelo materialismo histórico e dialético, serão discutidos aspectos relacionados à escravidão, ao processo de abolição, à inserção da população negra na sociedade brasileira e à permanência de desigualdades sociais e raciais ao longo do tempo dentro do capitalismo periférico brasileiro. O minicurso também abordará as contribuições de diferentes perspectivas teóricas para a compreensão das relações entre classe, raça e poder, destacando como esses elementos se articulam na produção e reprodução das desigualdades. 


Minicurso 2: Educação Biocêntrica na prática pedagógica: inteligência afetiva para aprender a ensinar sobre as relações raciais. 

Ministrante: Prof. Dr. Solimar Oliveira Lima – UFPI

Resumo: A oficina  utilizará  música, movimento e o grupo para potencializar a percepção, o vinculo, o cuidado  e a construção de relação equitativa dentro e fora da sala-de-aula.


Minicurso 3: População negra nos jornais: métodos e técnicas de pesquisa com a Hemeroteca Digital

Ministrante: Chrigor Liberio - Universidade Estadual do Piauí/Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo: O presente minicurso objetiva apresentar aos partícipes formas de se pesquisar a população negra no Brasil através dos jornais. Como fontes de potencial quase ilimitado, os documentos hemerográficos constituem um vasto leque para a escrutinação do passado, além de viabilizarem diferentes metodologias a serem empregadas com os dados nelas angariados. De forma prática, exploraremos através do site da Hemeroteca Digital os muitos registros sobre a população negra nos jornais: os pensadores negros que publicavam nos século XIX; os abolicionistas negros; os intelectuais e artistas que apareciam nas páginas hemerográficas; as populações africanas; os registros dos escravizados; os discursos proferidos à população negra; como alguns intelectuais brancos se referiam às populações marginais através dos jornais; e etc.. O minicurso objetivará demonstrar as múltiplas utilizações da enorme biblioteca de jornais da Biblioteca Nacional Digital, evidenciando como a ferramenta pode auxiliar a pesquisa histórica a visibilizar populações marginais e, sobretudo, a negra. Além disso, a atividade visa sistematizar ferramentas metodológicas, apresentando abordagens como amostragem, análise de conteúdo e análise de discurso — características de um estudo multimétodo viabilizado pelas fontes hemerográficas —, bem como processos de organização de dados por meio de ferramentas digitais e das normas da ABNT (6023:2025).

Palavras-chave: Hemeroteca Digital. Jornal. População negra.


Minicurso 4: A CONQUISTA DO TERRITÓRIO COMO MECANISMO DE ENFRENTAMENTO ANTIRRACISTA NOS QUILOMBOS DO SEMIÁRIDO PIAUIENSE.

Ministrantes: Adauto Neto Fonseca Duque - Doutor em História; Universidade Estadual do Piauí – UESPI; Jucilane de Sousa Carlos - Doutora em História; Instituto

Resumo: A luta antirracista se desenvolve a partir de reconhecimentos e embates que se diversificam por questões educacionais, políticas, culturais e ações daqueles indivíduos afetados. O minicurso discute experiências de pesquisa e ação de quilombolas no Território de Desenvolvimento Vale do Rio Guaribas (TD vale do Guaribas), contextualizando o reconhecimento do direito aos territórios e a regularidade de eventos culturais como mecanismos que embasam a luta antirracista. Entre os objetivos trataremos sobre história, memória de quilombolas que vivem, trabalham em territórios identificados como pertencentes a antigos fazendeiros e seus herdeiros no TD vale do Guaribas. O reconhecimento da posse de terras aparece nesse território como uma estratégia para romper com o preconceito étnico racial e manter viva os costumes e modos de viver no semiárido. O período entre 2003 e 2023 é base para ao entendimento de que os enfrentamentos e a organização em entidades equilibraram forças entre antigos senhores de terras e os atuais moradores de terras tituladas e reconhecidas como direito dos quilombolas. Terra, direito, memória, ancestralidade e reconhecimento da luta dos negros do Piauí serão tratados como mecanismo de resistência e contra qualquer forma de racismo, velado ou estrutural.


Minicurso 5: RUAS DO MOCHA E AS ENCRUZILHADAS DO ROSÁRIO: VISÕES COSMOPOLÍTICAS EM RESISTÊNCIA - VISITA POR OEIRAS SOB A ROTA DOS ESQUECIDOS.

Ministrantes: Ismael Gonçalves - Graduando em História (UESPI); Nayana Ribeiro - Graduanda em História (UESPI); Samuel Carvalho (UESPI) - Graduando em História.

Resumo: Este minicurso visa contribuir para a percepção da cidade de Oeiras sob outra perspectiva. É certo que todas as rotas da cidade buscam explorá-la partindo sempre de seu centro político religioso, fortificando assiduamente as narrativas de exclusão social e apagamento histórico vivido pelos povos subalternizados. Neste sentido compreende-se que as formas de viver a cidade de Oeiras é uma extensão das mãos que construíram a identidade da comunidade oeirense, com as visões que moldaram o território piauiense e que principalmente reverberaram nas identidades religiosas e culturais do local. Assim preconiza Cida BENTO (2019) ao afirmar que o racismo é estrutural, que as violências percorrem dentro de espaços sociais e afetam diretamente e violentamente o corpo negro, que permeados de desigualdade luta contra um pacto social branco. Pode neste sentido o corpo negro, subalternizado, imaginar a cidade sem a violência das estruturas locais de poder? Busca-se levar ao centro do debate esta pergunta reimaginando criticamente as estruturas coloniais sobre uma nova rota de passeio, ponderando a perspectiva imaginária de uma vivencia negra, como Saiydia Hartmann pensa ao descrever a metodologia de fabulação crítica ao reconstruir a perspectiva da vivência entre o corpo negro e as possibilidades de resistência dos grupos marginalizados possibilitando a estas outras narrativas fontes produzidas pelos centros de poder.


Minicurso 6: ENSINO DE HISTÓRIA PARA TODOS: PRÁTICAS INCLUSIVAS PARA ESTUDANTES COM TEA E TDAH

Ministrante: Elieth Vitória Santos – Mestra (SEMED-Oeiras/PI)

Resumo: A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) apresenta desafios concretos ao trabalho docente, especialmente no planejamento das aulas, na elaboração de atividades, nos processos avaliativos e no diálogo com as famílias. Diante disso, esta oficina tem como objetivo proporcionar uma experiência formativa essencialmente prática, voltada à construção de estratégias inclusivas aplicáveis ao ensino de História. A proposta será desenvolvida a partir de situações reais e simuladas do cotidiano escolar, nas quais os participantes serão convidados a identificar barreiras à aprendizagem, analisar perfis de estudantes, discutir dificuldades de participação e propor intervenções pedagógicas possíveis. A formação incluirá atividades em grupos para adaptação de tarefas e avaliações de História, reorganização de comandos, uso de recursos visuais, fragmentação de atividades, elaboração de apoios pedagógicos e construção de diferentes formas de expressão da aprendizagem. Também serão realizadas simulações de situações de sala de aula envolvendo estudantes com TEA e TDAH, permitindo aos participantes discutir como agir diante de dificuldades de atenção, organização, comunicação, compreensão de comandos e realização das atividades. Outro momento prático será destinado ao diálogo com as famílias, por meio da análise e simulação de conversas entre professores e responsáveis, com foco na escuta, no acolhimento e na construção conjunta de estratégias de  acompanhamento. Ao final, os participantes elaborarão uma proposta pedagógica inclusiva aplicável à sua realidade escolar, contemplando objetivos de aprendizagem, identificação de barreiras, estratégias de mediação, adaptação de atividades e formas de avaliação. A oficina busca, assim, aproximar a discussão sobre inclusão da prática efetiva do professor, oferecendo ferramentas que possam ser utilizadas diretamente no planejamento e na condução das aulas de História.


Minicurso 7: Ensino de História e relações étnico-raciais: uma análise das representações da população negra nos livros didáticos.

Ministrantes: José Felipe de Lima – Graduando em História - UFPI / Campus Picos; Quezia da Costa Gabriel – Graduanda em História - UFPI / Campus Picos.

Resumo: O presente minicurso tem como objetivo analisar a construção da identidade da população negra nos livros didáticos, bem como discutir possíveis metodologias a serem utilizadas na promoção de debates acerca dessas representações e na compreensão das relações étnico-raciais na educação básica, tendo como documento norteador a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente no que se refere às competências e habilidades a serem desenvolvidas. A metodologia a ser utilizada fundamenta-se na análise do livro didático, considerando que esse recurso desempenha um papel significativo como instrumento norteador e acessível aos alunos. Para isso, será proposta a construção de uma ficha analítica, que posteriormente será discutida e apresentada, possibilitando o levantamento de questionamentos e reflexões sobre as representações identificadas no material. Assim, a atividade proposta busca contribuir para a formação dos futuros docentes da disciplina de História, enfatizando a importância de analisar criticamente os materiais utilizados nas aulas e de promover uma abordagem voltada à interpretação das lutas e resistências da população negra, bem como à compreensão de como essas narrativas foram construídas e apresentadas nos livros didáticos disponibilizados às escolas.

Atividades

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