O XI Encontro Paulista de Psicologia Política (XI EPPP) será realizado
nos dias 9, 10 e 11 de dezembro de 2026, consolidando-se como um importante
espaço de intercâmbio científico, formação acadêmica e reflexão crítica sobre
os desafios contemporâneos da sociedade. O evento terá como tema a Democracia
em xeque: polarizações e violências políticas na era da (des)informação.
Congregando pesquisadores e profissionais dedicados ao estudo interdisciplinar
da Psicologia Política, o encontro originou-se do Grupo de Estudos e Pesquisas
em Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo (GEPSIPOLIM) da
Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo,
coordenado pelo Prof. Alessandro Soares da Silva. Tem como objetivo disseminar
conhecimentos nesta área, promovendo um espaço para a troca de saberes e o
fortalecimento de redes científicas. Além disso, busca fomentar diálogos entre
a academia e os movimentos sociais, contribuindo para a transformação social e
a consolidação da democracia.
Site oficial: https://encontropaulistaps.wixsite.com/encontro-paulista-de
EVENTO HÍBRIDO
No ato de inscrição o participante escolhe como será sua
participação. Não há pagamento de inscrição! Links para participações virtuais serão disponibilizados posteriormente. Acesse o link que estará disponível na programação durante
o evento. Participação presencial: Local: USP LESTE, situada na Rua
Arlindo Béttio n. 1000, Vila Guaraciaba, São Paulo/SP. Certificados - Modalidade ouvinte: mínimo 70% de
participação. Modalidade resumos: o Certificado de Apresentação e a
publicação nos Anais estão condicionados à apresentação do resumo selecionado
por, no mínimo, um dos autores.
Inscrições em: https://forms.gle/85BGxJbVXFWkiL4r5
Submissões de Trabalhos Acadêmicos/Científicos
Resumo Expandido: No momento da inscrição os trabalhos
deverão ser identificados com o grupo de trabalho selecionado (ver ementa no
site), contendo entre 500 e 1500 palavras, estruturados no seguinte formato:
título, introdução, objetivos, referencial teórico, metodologia, resultados,
considerações finais e 5 palavras-chave. Podem apresentar propostas
pesquisadores(as), estudantes de graduação, mestres(as), doutores(as), desde
que os resumos estejam relacionados ao GT selecionado. Serão aceitas propostas
em Português e Espanhol. Trabalhos com no máximo 6 autores. Cada autor poderá submeter até 2 resumos. Ao submeter o resumo, os autores cedem os direitos autorais
em caráter irrevogável e gratuito, sem qualquer remuneração, bem como autorizam
sua publicação nos Anais do Evento. As avaliações serão realizadas por dois avaliadores, através
do método double blind review. Não caberá recurso do resultado dos resumos selecionados. Para garantir a viabilidade operacional e a qualidade
acadêmica do evento, considerando o número de submissões de resumos, a
organização do evento poderá fundir os GTs. Apresentação dos trabalhos: Cada expositor disporá de até 15
minutos para apresentação oral. Cada GT terá um coordenador que será o
responsável por realizar a abertura do
grupo, administrar o tempo de apresentação e liderar a discussão (perguntas ou
comentários do público) no final de cada apresentação. Publicação nos Anais do Evento: somente serão publicados nos
Anais os resumos selecionados e apresentados por, no mínimo, um dos autores. O
certificado de apresentação será encaminhado por e-mail. Prazo para submissão de resumos expandidos: 15/09/2026. Em breve, divulgação da lista dos resumos expandidos
selecionados: 15/10/2026.
Submissão de trabalho acadêmico em: https://forms.gle/VzyNgjeyZtkQzWY4A
Submissões de Produções Culturais e Artístico-Estéticas
As pessoas interessadas em apresentar produções culturais e artístico-estéticas deverão realizar sua inscrição por meio do formulário disponibilizado pela organização do evento. Esta chamada versa exclusivamente sobre o envio de produções culturais e produções artístico-estéticas que dialoguem com os campos da Psicologia Política e com o tema do XI EPPP. Serão aceitas obras, intervenções, performances, ensaios visuais, produções audiovisuais, produções sonoras, narrativas artísticas, expressões literárias, exposições, produções digitais, manifestações culturais, experiências comunitárias, práticas de memória, linguagens híbridas e demais formas de criação artística e cultural com viabilidade de execução. Não serão aceitos trabalhos que não tenham viabilidade de execução, que não dialoguem com o tema do evento ou com psicologia política e não serão aceitos nesta modalidade artigos científicos, resumos expandidos, trabalhos completos, relatórios de pesquisa ou quaisquer modalidades de produção acadêmica convencional. Prazo para envio de produções: até dia 15/09/2026.
Proposta Cultural ou Artística em: https://forms.gle/dkziq48HJHjn5ZfKA
GRUPO ORGANIZADOR:
GEPSIPOLIM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo) da EACH-USP - Coordenador: Alessandro Soares da Silva.
COMISSÃO ORGANIZADORA
PRESIDENTES: Bárbara Cardoso da Costa Santos - USP, Priscilla Claúdia Pavan de Freitas - USP.
COMISSÃO COMUNICAÇÃO E ARTÍSTICO: Evandro Carlos Nicolau - USP; Carlos Alberto Cinquegrana Junior - USP; Lorena Pellegrini - UFF; Larissa Pacifico Homem Turco - USP; Jéssica Campos - USP.
AVALIADORES:
Doutores e Doutorandos: Alex André Vargem (PUC-SP); Alex Espinoza Verdejo (UTA-CHILE); Alessandra Turini Bolsoni-Silva (UNESP); Alessandro Soares da Silva (USP); Aline Reis Calvo Hernandez (UFRGS); Aluísio Ferreira de Lima (UFC); Antonio Euzébios Filho (USP); Bárbara Cardoso da Costa Santos (USP); Beatriz Borges Bambrilla (PUC-SP); Bibiana Graeff (USP); Bruna Suruagy do Amaral Dantas (MACKENZIE); Caio Monteiro Silva (PUC-PR); Caio Penko Teixeira (USP); Cândida Maria Bezerra Dantas (UFRN); Carla Aparecida Ventura (USP); Carla Moura de Paulo (SENAC SP); Carolina Moll Cerizola (UDELAR-URUGUAI); Cecília Pescatore Alves (PUC-SP); Domenico Uhng Hur (UFG); Eduardo Caldas de Lima (USP); Dr. Elio Rodolfo Parisi (UNSL-ARGENTINA); Dra. Elizabeth dos Santos Braga (FEUSP); Dr. Ernesto Pacheco Richter (PREFEITURA-SP); Dr. Fábio Ortolano (SENAC-SP); Dra. Graziela Serroni Perosa (USP); Dr. Guilherme Borges da Costa (ESPM-RJ); Dr. Gustavo Menon (UCB); Dra. Heloiza Tozato (USP); Dr. Ivan Omar Godoy Flores (UTA-CHILE); Dr. José Alves Filho (UFPA); Dr. José Fernando Andrade Costa (UEFS); Dr. Juan Carlos Romero (UTA); Dr. Juracy Armando Mariano de Almeida (PUC-SP); Dra. Lara Brum de Calais (UFES); Dr. Leandro do Amorim Rosa (UFAC); Dr. Luis Fernando de Oliveira Saraiva (USP); Dra. Maria Aparecida Cunha Malagrino Veiga (GEPSIPOLIM); Dr. Marlécio Maknara (UFPB); Dra. Márcia Prezotti Palassi (UFES); Dr. Martin Jayo (USP); Dra. Maria Laís dos Santos Leite (UFCA); Dra. Priscilla Cláudia Pavan de Freitas (USP); Dr. Paulo Roberto da Cunha Cavalcanti de Almeida (UNICEUB); Dr. Pedro Daniel Ferreira (UPORTO); Dr. Renato Barboza (ISAUDE); Dr. Renan Rocha (UNIFESP-SANTOS); Dr. Ricardo Santhiago Corrêa (UNIFESP); Dr. Rodrigo Toledo (USCS); Dra. Rosângela Araújo Darwich (UNAMA); Dr. Salvador Antonio Mireles Sandoval (PUC-SP); Dr. Samuel Cabanha (UNIOESTE); Dr. Sílvio José Benelli (UNESP); Dra. Soraia Ansara (USP); Dra. Telma Regina de Paula Souza (USP); Dra. Valéria Nanci Silva (UNIP); Dr. Vinicius Furlan (UFOL).
Grupos de trabalho - Apresentações no turno da tarde
GT 1: Leituras sociopolíticas das resistências democráticas. COORDENADORAS: Patrícia Karchiloff e Fernanda Lima - O grupo tem como objetivo refletir acerca das emoções que estruturam as ações coletivas e fortalecem as memórias coletivas, configurando articulações de resistência que produzem narrativas de justiça, espaços de voz, proposições de políticas públicas e identidade grupal. Considerando que a Psicologia Política permite analisar esses fatores nos movimentos sociais de resistência, seja como resposta a ameaças autoritárias, seja como resistência ancorada na própria memória coletiva dos grupos afetados, serão aceitos trabalhos com essa temática.
GT 4: Psicologia Política eleitoral, conservadorismos e polarizações. COORDENADOR: Carlos Alberto Cinquegrana Junior. - Grupo de trabalho que se propõe a reunir estudos qualificados para a discussão das causas e, principalmente, dos efeitos sobre as dinâmicas eleitorais da cristalização das posições individuais e coletivas sobre os mais variados aspectos que regem o cotidiano social e a crescente intolerância ao contraditório, sob a ótica da psicologia política.
GT 6: História e métodos em Psicologia Política. COORDENADORES: Alessandro Soares da Silva e Maria Aparecida Cunha Malagrino Veiga. - Neste GT são aceitos trabalhos que discutam a produção histórica da Psicologia Política, seu capital social e cultural, assim como os antecedentes que possam ter sido parte de sua origem e desenvolvimento. No tocante aos aspectos metodológicos interessam discussões sobre metodologias para estudos de fenômenos políticos e sobre as teorias que os sustentam. Estudos psicobiográficos políticos, análises de conjuntura política ou de obras históricas, aplicações de métodos quantitativos e qualitativos, modelagens de dados são algumas das possibilidades de trabalhos aceitos.
GT 7: Memória Política, Violência e (des)informação nas Crises Democráticas Contemporâneas. COORDENADORAS: Semíramis Chicareli e Sandra Ramos. - O objetivo deste GT é promover debates sobre como a (des)informação estrutural e a polarização afetam a construção de uma memória política crítica e a estabilidade das democracias. Esperamos trabalhos que abordem os mecanismos psicopolíticos da violência política contemporânea, as políticas de esquecimento, o revisionismo histórico e a manipulação dos afetos que são utilizados para desestabilizar o tecido social, assim como movimentos de resistência que atuam na defesa dos direitos humanos e para a construção de uma memória contra-hegemônica, com especial atenção ao contexto latino-americano. Buscamos, assim, contribuir para atualizar os debates da Psicologia Política, respondendo aos desafios impostos pelas tecnologias digitais de massa e pela nova extrema direita.
GT 9: Psicologia Política dos Direitos Humanos. Urá - O GT tem como objetivo fomentar o debate sobre a Psicologia Política e os Direitos Humanos, utilizando a interseccionalidade para analisar as múltiplas opressões que incidem sobre fenômenos sociopolíticos. Serão aceitas pesquisas cuja temática esteja relacionada a grupos vulneráveis, desigualdades de gênero, políticas afirmativas, racismo, xenofobia, discriminações e outras violações de direitos humanos. Também serão aceitos estudos sobre a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) nos casos envolvendo o Brasil, bem como a análise de sua repercussão, com ênfase na implementação de políticas públicas para a efetivação desses direitos. Nesse sentido, o GT pretende promover uma reflexão crítica sobre o papel da Psicologia Política em prol dos Direitos Humanos, a partir de uma ótica que considere os atravessamentos das opressões estruturais.
GT 10: Estudos Culturais Ambientais, Crise Climática e Transição para a Sustentabilidade. COORDENADORES: Heloisa Tozato, Jéssica Campos e Marlécio Maknamara. - Os Estudos Culturais Ambientais compreendem a crise climática como fenômeno ecológico, cultural e político, produzido por relações históricas de poder, desigualdades socioambientais e modelos de desenvolvimento que exploram territórios e sentidos. A partir dessa perspectiva, as diferentes formas de habitar o mundo são entendidas como processos situados, constituídos por relações de interdependência, pertencimento, vínculos, conflito e resistência, nos quais ambiente, cultura, conhecimento e justiça socioambiental se articulam na produção de alternativas à racionalidade dominante do desenvolvimento. Em diálogo com este campo de estudos, a Psicologia Política oferece instrumentos para compreender os processos de construção da consciência política, bem como os impactos psicossociais da crise civilizatória. Por conseguinte, este Grupo de Trabalho acolhe trabalhos que investigam provocações, posicionamentos e respostas rumo à transição para a sustentabilidade, fomentando e fortalecendo alternativas de futuro. Interessa compreender os processos de significação, participação, mobilização, decisão, pertencimento, resistência e governança ambiental, bem como impactos psicossociais das injustiças socioambientais. Como exemplo, serão bem-vindas contribuições sobre justiça climática, conflitos socioambientais, racismo ambiental, governança territorial, políticas públicas, juventudes, educação ambiental crítica, cidadania planetária, transição justa e pluralidade de saberes. O objetivo é fortalecer o diálogo interdisciplinar sobre os desafios colocados pelas mudanças climáticas, contribuindo para o fortalecimento de territórios democráticos e sustentáveis.