O Núcleo de Estudos e Pesquisa em Etnicidade e Cultura (NEPEC), do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Sumé, promoverá no dia 13 de dezembro de 2025 o V Seminário Novembro Negro no Cariri Paraibano, que traz como tema “Equidade é Caminho: Educação, Território e Ancestralidade na Luta Antirracista”.
O evento integra as ações do Projeto Escola Quilombo, da Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, e do Centro de Formação em Educação Escolar Quilombola Ilê Imo Baba: ensino, educação básica e bem-viver. Será realizado no CDSA/UFCG – Campus Sumé/PB, no horário das 08h às 16h, reunindo estudantes, docentes, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais comprometidos com a justiça racial e a valorização das ancestralidades negras.
O Seminário Novembro Negro consolida-se como um espaço de diálogo, formação e fortalecimento das práticas antirracistas no Cariri Paraibano, aproximando universidade e comunidade. A edição deste ano reafirma a importância da equidade como caminho para a construção de políticas educacionais, territoriais e culturais que respeitem as múltiplas formas de existência e os saberes forjados nas lutas dos povos negros e quilombolas.
O evento também contará com o Prêmio Acotirene, honraria que reconhece personalidades que têm contribuído significativamente para a promoção da equidade racial, da educação antirracista e do fortalecimento das memórias e ancestralidades negras no Brasil.
O Prêmio homenageia Acotirene, uma das primeiras mulheres a habitar o Quilombo dos Palmares. Líder de um importante mocambo situado entre Pernambuco e Alagoas, foi conselheira, estrategista e referência política-militar para seu povo. Considerada a matriarca de Palmares, articulou alianças entre negros e indígenas e guiou decisões fundamentais para a resistência quilombola contra o colonialismo. Seu legado permanece como símbolo da força, coragem e liderança das mulheres negras na luta pela liberdade.
Assim, o Seminário reafirma seu compromisso com a promoção da justiça racial, a garantia de direitos e o bem viver dos povos do Semiárido, fortalecendo a centralidade da ancestralidade e da educação como pilares para um futuro mais equânime.