X JUBRA – Simpósio Internacional sobre as Juventudes Brasileiras - Juventudes, inovação e transformação social
O X JUBRA – Simpósio Internacional sobre as Juventudes Brasileiras se consolida como o principal evento científico do Brasil dedicado aos estudos sobre juventude, reunindo pesquisadores, estudantes, gestores públicos e movimentos juvenis. Em sua décima edição, será realizado pela RedeJUBRA em Salvador (BA), entre 19 e 21 de agosto de 2026, com o tema “Juventudes, inovação e transformação social”. O evento promove debates interdisciplinares sobre desigualdades, educação, trabalho, cultura, saúde, sustentabilidade e políticas públicas, articulando produção científica, inovação social e participação juvenil, com atividades presenciais e transmissão on-line.
O tema do X JUBRA - “Juventudes, inovação e transformação social” -busca contribuir de forma substantiva para que o campo de estudos em Juventude. A partir deste tema geral se estrutura em 10 (dez) eixos temáticos:
1 - Juventudes, Interseccionalidade e Identidades
Análise da interseccionalidade de múltiplas desigualdades (classe, raça, gênero, território, geração) que estruturam as trajetórias juvenis e suas implicações para a formação de identidades sociais, a democracia, os direitos e a justiça social.
2 - Juventudes, Educação e Produção do Conhecimento
Desafios contemporâneos da escolarização, das reformas educacionais, do acesso ao ensino superior, da permanência estudantil qualificada, do papel dos estudantes na construção do conhecimento e formação científica das juventudes.
3 - Juventudes, Trabalho, e Inovação tecnológicas
Presença dos jovens no mundo do trabalho em transformação, precarização, empreendedorismo, economia digital, inovação tecnológica e suas repercussões sobre as trajetórias laborais juvenis.
4 - Juventudes, Tecnologias Digitais e Subjetividades Juvenis
Impactos das tecnologias digitais, da inteligência artificial, das redes sociais e das plataformas digitais na sociabilidade, na cultura, na participação política e na produção de subjetividades juvenis.
5 - Juventudes, Políticas Públicas e Governança Democrática
Formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de juventude, com ênfase em evidências científicas, inovação institucional e participação social.
6 - Juventudes, Territórios e Sustentabilidade
Experiências juvenis em contextos urbanos, rurais, periféricos, indígenas e tradicionais, articulando juventude, meio ambiente, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.
7 - Juventudes e Saúde: entre o mal-estar neoliberal e o cuidadoSaúde mental, sexualidade, uso de substâncias, violências, acesso a políticas de saúde e estratégias inovadoras de cuidado voltadas às juventudes.
8 - Juventudes, Culturas, Artes e Expressões Criativas
Produções culturais juvenis, economia criativa, artes, comunicação e inovação cultural como formas de resistência, identidade e transformação social.
9 - Juventudes, Participação Política e Ativismos Contemporâneos
Novas formas de engajamento político, movimentos juvenis, ativismos digitais, juventudes e democracia em contextos de crise.
10 - Juventudes, Ciência, Tecnologia e Inovação Social
Contribuições das juventudes para a produção científica e tecnológica do país, a condição do estudante de pós-graduação, o desenvolvimento de tecnologias sociais e soluções inovadoras para problemas sociais complexos, Políticas, ações e programa de CT&I para jovens.
Ao articular esses eixos temáticos, o X JUBRA fortalece a Sociologia da Juventude como sub área central do campo sociológico, ao mesmo tempo em que promove diálogos qualificados com áreas correlatas como Antropologia, Ciências Políticas, Demografia, Direito, Educação, Geografia, História, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social.O enfoque nas práticas inovadoras, nas formas de participação social e nas experiências juvenis em distintos territórios permite avançar teoricamente na análise das mediações entre estrutura social e ação coletiva, ampliando a capacidade explicativa sobre os processos de mudança social no Brasil.
GRUPOS DE TRABALHO
Eixo 1. Juventudes, Interseccionalidade e Identidades
GT 1: AQUILOMBAMENTOS DAS JUVENTUDES NEGRAS
Coordenação:
Roseane Amorim da Silva (UFRPE); Antonio César de Holanda Santos (UFAL); Thaize de Souza Reis (UFMS)
Ementa:
As desigualdades e opressões vivenciadas pelos/as jovens negros/as em diferentes dimensões da vida, exigem modos de olhar, agir e produzir conhecimento decolonizantes quanto as práticas e a produção de saberes na sociedade. Discussões que abordem a juventude negra e as narrativas que visibilizem as opressões e as ações insurgentes de construção de aquilombamentos, são importantes ferramentas para a ampliação das reflexões e práticas nas diversas áreas das ciências humanas e sociais. É urgente que os/as jovens negros/as tenham seus direitos garantidos, a preservação da vida, e a construção de suas trajetórias. Partindo da noção de aquilombamento, processo baseado no acolhimento, no fortalecimento e na organização das coletividades negras com processos de resistências à opressão, apresentamos este grupo de trabalho visando reunir experiências de ativismos e insurgências juvenis negras mobilizadoras para o enfrentamento ao racismo, ao genocídio e ao epistemicídio dessa população. Nossa proposta é discutir trabalhos que dialogam com o eixo temático 1 sobre juventudes e interseccionalidades, pois buscamos receber trabalhos que abordem a intersecção de raça, etnia, gênero, classe e território com as juventudes.
Eixo 2. Juventudes, Educação e Produção do Conhecimento
GT 2: JUVENTUDES, EDUCAÇÃO E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO
Coordenação:
Antônio Mateus Soares Carvalho (UFRB); Fabiana Souza (UFSB); Maria da Conceição da Silva Freitas (UNB)
Ementa:
O Grupo de Trabalho “Juventudes, Educação e Produção do Conhecimento” propõe reunir pesquisas, experiências e reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos da educação das juventudes em diferentes contextos sociais. O GT busca debater os impactos das reformas educacionais, das desigualdades sociais e territoriais, das transformações tecnológicas e das políticas públicas sobre os processos de escolarização, acesso ao ensino superior e permanência estudantil qualificada. Interessa compreender as juventudes não apenas como sujeitos da aprendizagem, mas também como protagonistas da produção do conhecimento científico, cultural e político. Serão acolhidos trabalhos que abordem temas como trajetórias escolares, participação estudantil, ciência e tecnologia, inclusão educacional, ensino médio, universidade, ações afirmativas, cultura digital, formação científica e práticas educativas emancipatórias. O objetivo é fomentar o diálogo interdisciplinar entre pesquisadores(as), estudantes e educadores(as), fortalecendo a produção de conhecimento comprometida com os direitos das juventudes e a democratização da educação.
Eixo 3. Juventudes, Trabalho e Inovação Tecnológicas
GT 3: JUVENTUDE E TRABALHO EM TEMPOS DE PLATAFORMIZAÇÃODA VIDA
Coordenação:
Sandra Maria de Oliveira (UniAraguaia/SEDUC-GO); Miguel Rodrigues Netto (UNEMAT); Daniela Medeiros de Azevedo Prates (IFSul); Davi Silva Costa (IFBaiano); Leonardo Rangel dos Reis (IFBA)
Ementa:
O Grupo de Trabalho propõe discutir os impactos das transformações tecnológicas, da plataformização da vida e das mudanças no mundo do trabalho sobre as trajetórias juvenis de escolarização, formação e produção do conhecimento. O GT compreende as juventudes como construções sociais e históricas atravessadas por classe, raça, gênero, território e geração. Busca-se refletir sobre os desafios contemporâneos relacionados ao acesso e permanência na Educação Básica e Superior, às reformas educacionais, à formação científica, à precarização do trabalho juvenil e aos efeitos das plataformas digitais e da inteligência artificial na sociabilidade e nos projetos de vida das juventudes. O GT acolherá pesquisas e experiências sobre cultura digital, informatização do trabalho, ensino médio integrado, práticas pedagógicas, subjetividades juvenis e desigualdades sociais, fortalecendo análises críticas sobre juventudes e transformações contemporâneas.
Eixo 4. Juventudes, Tecnologias Digitais e Subjetividades Juvenis
GT 4: JUVENTUDES, TECNOLOGIAS DIGITAIS, SAÚDE E SUBJETIVIDADESJUVENIS
O Grupo de Trabalho “Juventudes, Tecnologias Digitais, Saúde e Subjetividades Juvenis” propõe reunir pesquisas, projetos de extensão e relatos de experiência sobre os impactos das tecnologias digitais, das redes sociais, da inteligência artificial e das plataformas digitais na vida das juventudes contemporâneas. Partindo de perspectivas críticas da Sociologia e da Psicologia Social, o GT compreende juventudes, corpo e subjetividades como construções sociais e históricas atravessadas por classe, gênero, raça/etnia e território. Busca-se discutir como as plataformas digitais atuam como aparelhos privados de hegemonia, difundindo valores, padrões culturais e formas de controle social, além de reproduzirem mecanismos de violência simbólica relacionados à sexualidade, estética, saúde mental e participação social. O GT acolherá trabalhos sobre cultura digital, sofrimento psíquico, práticas de cuidado, corpo, gênero e sexualidade, ativismo digital, desinformação e juventudes periféricas. O objetivo é fortalecer análises críticas sobre os desafios contemporâneos das juventudes na sociedade digital e seus impactos na produção das subjetividades juvenis.
Eixo 5. Juventudes, Políticas Públicas e Governança Democrática
GT 5: JUVENTUDES, POLÍTICAS PÚBLICAS E GOVERNANÇA DEMOCRÁTICA
O Grupo de Trabalho Juventudes e Políticas Públicas está vinculado ao eixo “Juventudes, Políticas Públicas e Governança Democrática” com o objetivo de agregar pesquisas que se debruçam analiticamente sobre as experiências das políticas públicas para a condição juvenil brasileira, seus limites e alcances, a partir do ciclo da política pública - formação da agenda, formulação, implementação, monitoramento e avaliação - considerando os diversos referenciais do campo multidisciplinar das políticas públicas. Busca, ainda, observar as formas de participação social na construção, planejamento e monitoramento dessas políticas, bem como as questões relacionadas à estruturação e regulamentação dos direitos juvenis nas realidades nacionais e subnacionais. A Política Pública de Juventude (PPJ) é um fenômeno complexo, influenciado por diferentes atores sociais e problemas públicos, que decorrem de desigualdades e vulnerabilidades sociais, envolvendo a necessidade de novos arranjos políticos e abordagens intersetoriais e transversais. Compreende-se que sua institucionalização no Brasil teve início de forma sistemática a partir dos anos 2000, culminando na sanção do Estatuto da Juventude, em 2013. Em 2016, ocorreu o golpe, seguido da ascensão da extrema direita, com diversas tentativas de desmonte dessas políticas. Recentemente, observa-se uma retomada da pauta pelo Governo Federal, caracterizando um período de (re)construção das PPJs.
Eixo 6. Juventudes, Territórios e Sustentabilidade
GT 6: PESQUISAS PARTICIPATIVAS COM CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS EM TERRITÓRIOS VULNERABILIZADOS
Este GT tem como objetivos: 1) viabilizar espaço de trocas científicas entre pesquisadoras das infâncias, adolescências e juventudes; 2) refletir sobre a posição de pesquisadoras em contextos intergeracionais de pesquisa; 3) possibilitar trocas metodológicas para pesquisas relacionadas ao território. Partimos de experiências de pesquisa-extensão com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade, sejam eles migrantes, indígenas ou moradores de periferias urbanas - onde o território também marca a experiência geracional. Tais experiências apontam para a necessária leitura ético-política das relações de alteridade ali desenroladas, incluindo nos processos de pesquisa e na produção do conhecimento as intervenções dos mais jovens/velhos com quem estamos em campo. O GT busca receber trabalhos - de pesquisa, extensão, práticas profissionais - executados em diversos territórios, espaços de produção comunitária de vida e cultura, sejam em contextos rurais, urbanos, de comunidades tradicionais, periféricas etc., onde pesquisas participativas produzem saberes relacionais. Privilegiamos experiências que escutem as novas gerações e que tragam tais sujeitos como centro de suas análises. Trazemos, então, algumas questões que podem ser instigadoras para submissões ao GT: como o território aparece em seu trabalho? Como a pesquisa foi atravessada pelas relações intergeracionais? Que diálogos emergiram das experiências com crianças, adolescentes e jovens?
GT 7: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO COM JOVENS DO CAMPO, DAS ÁGUAS E DAS FLORESTAS
Este GT reúne pesquisas, experiências de extensão e relatos desenvolvidos em universidades, escolas, movimentos sociais, comunidades e organizações sociais sobre jovens da agricultura familiar, indígenas e quilombolas, considerando suas relações com a questão agrária, a educação do campo, a sucessão geracional, território, sustentabilidade e modos de vida. Interessa discutir processos de socialização no trabalho e na educação formal e não formal, produção de conhecimentos, acesso e permanência na educação básica e superior, e formação política, organizações e lutas coletivas das juventudes do campo, das águas e das florestas. O GT acolhe estudos sobre educação do campo, sucessão geracional na agricultura familiar, trabalho, identidade, movimentos juvenis no campo, territorialidades, conflitos socioambientais e resistências juvenis. Também contempla debates sobre mudanças climáticas, preservação ambiental, saberes tradicionais e desenvolvimento sustentável, valorizando as epistemologias próprias das juventudes camponesas, indígenas e quilombolas e suas experiências de vida, como espaços legítimos de saber.
Eixo 7. Juventudes e Saúde: entre o mal-estar neoliberal e o cuidado
GT 8: JUVENICÍDIO, NECROPOLÍTICA E A PRECARIZAÇÃO DA VIDA DOS JOVENS
Coordenação:
Marisa Feffermann (Instituto de Saúde/SP); Giovane Antonio Scherer (UFRGS)
Ementa:
Esta proposta visa analisar a precarização da vida das juventudes brasileiras e seus impactos na saúde mental sob o prisma do Juvenicídio. Pretende discutir trabalhos e investigações que versão sobre a violência estatal e faccional, o mercado do tráfico e as respostas criminalizadoras do Estado Penal, via socioeducação. A justificativa reside na urgência de compreender a precarização da vida dos jovens, em especial, a letalidade sistemática impulsionada pela: lógica proibicionista, o punitivismo policial e a omissão da proteção social nos territórios violentados pela lógica do capital. A relevância deste debate fundamenta-se na produção de conhecimento crítico e interseccional, articulando raça/ etnia, classe e gênero para evidenciar os alvos prioritários do extermínio: majoritariamente jovens negros, embora o fenômeno atinja mulheres transversalmente. O objetivo é fomentar o diálogo nacional e internacional sobre as engrenagens do necrocapitalismo e as resistências frente ao extermínio juvenil. Busca-se reunir investigações que apresentem a realidade/ vozes dos jovens e grupos juvenis, que articulem as violações de direitos e estratégias inovadoras de cuidado e saúde mental, visando o fortalecimento de políticas públicas (referenciadas no ECA e no Estatuto da Juventude) e a garantia do direito à vida em cenários de profundo sofrimento psicossocial em meio ao avanço ultraneoliberal.
GT 9: JUVENTUDE E SAÚDE MENTAL: entre o mal-estar neoliberal e a política de acolhimento e cuidados em contextos educativos
Coordenação:
Maria Isabel S. B. Linhares (UEVA); Shara J. H. C. Adad (UFPI); Cláudia M. M. Tavares (UFF)
Ementa:
Este Grupo de Trabalho (GT) investiga o hiato entre a crescente demanda por saúde mental e a oferta de cuidado para jovens de 15 a 29 anos. Com base no Informe II da Fiocruz (2025), observa-se que, apesar das altas taxas de internação psiquiátrica nessa faixa etária — chegando a 719,7 casos por 100 mil habitantes entre 25 e 29 anos —, apenas 11,3% dos atendimentos na Atenção Primária são voltados à saúde mental. Esse índice, significativamente inferior à média geral de 24,3%, denuncia uma negligência institucional e sistêmica, frente às necessidades juvenis. Diante do mal-estar neoliberal, o GT propõe um espaço de análise sobre como o silenciamento, estigmas, epistemicídios e juvenicídios impactam as subjetividades contemporâneas. O objetivo é reunir pesquisas e relatos de experiência que explorem o papel da escola e de outros territórios educativos como promotores de bem-estar e saúde mental, destacando estratégias de acolhimento que considerem as reexistências juvenis sob uma perspectiva interseccional, englobando diversidades étnico-raciais, de gênero, sexualidade e territoriais. Busca-se, fundamentalmente, construir políticas de cuidado que operem por meio do afeto e do aprendizado coletivo, visando o enfrentamento das vulnerabilidades e a promoção da saúde em contextos educativos diversos.
Eixo 8. Juventudes, Participação Política e Ativismos Contemporâneos
O objetivo deste GT é reunir trabalhos resultantes de pesquisas teóricas, projetos de extensão, relatos de experiência ou ações desenvolvidas em escolas, universidades, comunidades, espaços da saúde, movimentos sociais/coletivos ou Internet. Em uma perspectiva interseccional, nos estudos, nas ações e nas políticas relativas à população infanto-juvenil, pretende-se priorizar temáticas que versam sobre: educação generificada; saúde e direitos reprodutivos; relações afetivo-sexuais e gênero; masculinidades e feminilidades; desigualdades e violências de gênero; feminicídio; movimentos masculinistas; ativismos e redes sociais; movimentos feministas; direitos da mulher e políticas públicas; gênero, relações étnico-raciais e decolonialidade. Em um contexto de lutas feministas, antirracistas, LGBTQIA+, periféricas e indígenas que desafiam modelos tradicionais de participação política e produção do conhecimento, o GT pretende contribuir para a compreensão das tensões e disputas políticas, culturais e digitais de forma situada e crítica. No cenário de disputas por direitos, cortes em políticas públicas e reconfigurações democráticas, investigar como jovens se organizam, resistem e produzem alternativas é fundamental para informar debates públicos e políticas mais inclusivas e equânimes. Assim, em um diálogo multidisciplinar, o GT visa funcionar como um recorte mais específico dentro do eixo temático “Juventudes, Participação Política e Ativismos Contemporâneos” aprofundando dimensões que o eixo apenas delimita.
Então atenção ao cronograma e não deixe para depois.
As submissões de propostas seguem até 30 de junho de 2026, com divulgação dos resultados em 15 de julho. Já as inscrições ficam abertas até 19 de agosto, mas esperar até o limite pode significar perder prazos importantes dentro da programação. O evento acontece de 19 a 21 de agosto de 2026, reunindo pesquisadoras(es), ativistas e profissionais de todo o país.
Este é um evento acadêmico reconhecido como espaço estratégico de diálogo, produção de conhecimento e articulação política em torno das juventudes.
Quanto antes você se inscrever, mais preparado estará para viver plenamente o X JUBRA , acompanhar as etapas e garantir seu lugar nesse encontro histórico.
Não deixe para a última hora. Faça sua inscrição agora e venha construir o X JUBRA conosco.
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
O X Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira (JUBRA) chega com uma programação intensa, diversa e profundamente conectada com os desafios e as potências das juventudes contemporâneas.
O que te espera no JUBRA 2026?
🔹 Dia 19/08 (quarta-feira)
A abertura do evento marca o início de uma experiência coletiva com credenciamento, montagem de espaços colaborativos como a Feira de Economia Solidária e o coworking, além da Sessão Solene de Abertura e da Conferência de Abertura.
A noite segue com sessão especial de lançamento de livros, fortalecendo a produção intelectual no campo das juventudes.
🔹 Dia 20/08 (quinta-feira)
Um dia dedicado à circulação de ideias e trocas intensas: acontecem as sessões dos Grupos de Trabalho, exposição de pôsteres, rodas de diálogo com organizações juvenis e mesas redondas ao longo do dia.
À noite, destaque para a Assembleia da REDEJUBRA e uma potente programação artística e cultural.
🔹 Dia 21/08 (sexta-feira)
O último dia consolida os debates com novas sessões de Grupos de Trabalho, rodas de diálogo e mesas redondas, culminando na Conferência de Encerramento.
O evento se encerra com a entrega do Prêmio REDEJUBRA de Teses e atividades culturais que celebram a produção acadêmica e a diversidade das juventudes.
Ao longo de todo o evento, estarão ativos espaços permanentes como:
✔ Feira de Economia Solidária
✔ Exposição de pôsteres
✔ Espaço de coworking
CHAMADA GRUPOS DE TRABALHO
X JUBRA – Simpósio Internacional sobre a Juventude Brasileira
Juventudes, Inovação e Transformação Social
19-21/ago./2026 | UFBA - Salvador – BA
Chamada Pública para Propostas de Grupos de Trabalho (GTs)
1. Apresentação
A Comissão Científica do X JUBRA – Simpósio Internacional sobre as Juventudes Brasileiras torna pública a presente chamada para submissão de propostas de Grupos de Trabalho (GTs), que constituem o principal espaço de organização da programação científica do evento.
Os GTs têm como objetivo promover o debate qualificado, a socialização de pesquisas e o intercâmbio científico entre pesquisadoras(es), estudantes, profissionais, gestores públicos e representantes de movimentos juvenis, contribuindo para o avanço teórico, metodológico e empírico do campo dos estudos sobre juventudes.
2. Eixos Temáticos
As propostas de GT deverão, obrigatoriamente, estar vinculadas a um dos Eixos Temáticos do X JUBRA, conforme descrito a seguir:
1.Juventudes, Interseccionalidade e Identidades Análise da interseccionalidade de múltiplas desigualdades (classe, raça, gênero, território, geração) que estruturam as trajetórias juvenis e suas implicações para a formação de identidades sociais, a democracia, os direitos e a justiça social.
2.Juventudes, Educação e Produção do Conhecimento
Desafios contemporâneos da escolarização, das reformas educacionais, do acesso ao ensino superior, da permanência estudantil qualificada, do papel dos estudantes na construção do conhecimento e formação científica das juventudes.
3.Juventudes, Trabalho, e Inovação tecnológicas
Presença dos jovens no mundo do trabalho em transformação, precarização, empreendedorismo, economia digital, inovação tecnológica e suas repercussões sobre as trajetórias laborais juvenis.
4.Juventudes, Tecnologias Digitais e Subjetividades Juvenis
Impactos das tecnologias digitais, da inteligência artificial, das redes sociais e das plataformas digitais na sociabilidade, na cultura, na participação política e na produção de subjetividades juvenis.
5.Juventudes, Políticas Públicas e Governança Democrática
Formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de juventude, com ênfase em evidências científicas, inovação institucional e participação social.
6.Juventudes, Territórios e Sustentabilidade
Experiências juvenis em contextos urbanos, rurais, periféricos, indígenas e tradicionais, articulando juventude, meio ambiente, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.
7.Juventudes e Saúde: entre o mal-estar neoliberal e o cuidado
Saúde mental, sexualidade, uso de substâncias, violências, acesso a políticas de saúde e estratégias inovadoras de cuidado voltadas às juventudes.
8.Juventudes, Culturas, Artes e Expressões Criativas
Produções culturais juvenis, economia criativa, artes, comunicação e inovação cultural como formas de resistência, identidade e transformação social.
9.Juventudes, Participação Política e Ativismos Contemporâneos
Novas formas de engajamento político, movimentos juvenis, ativismos digitais, juventudes e democracia em contextos de crise.
10.Juventudes, Ciência, Tecnologia e Inovação Social
Contribuições das juventudes para a produção científica e tecnológica do país, a condição do estudante de pós-graduação, o desenvolvimento de tecnologias sociais e soluções inovadoras para problemas sociais complexos, Políticas, ações e programa de CT&I para jovens.
3. Número de Propostas
Serão selecionadas até 10 (dez) propostas de Grupos de Trabalho, preferencialmente uma por eixo temático, podendo haver ajustes conforme avaliação da Comissão Científica.
4. Composição das Propostas
As propostas de GT deverão observar os seguintes critérios:
Cada GT poderá ter até 3 (três) proponentes/coordenadores;
Todos proponentes devem estar inscritos no X Jubra,
Dentre os proponentes/coordenadores, no mínimo 2 (dois) devem ser associadas(os) à RedeJubra, adimplentes com anuidade de 2026.
Os proponentes devem estar vinculados a instituições distintas, promovendo articulação interinstitucional;
As(os) proponentes assumem os custos de sua participação no evento.
5. Conteúdo da Proposta
As propostas deverão ser apresentadas contendo:
Nome completo das(os) proponentes;
Titulação e filiação institucional (ou representatividade juvenil);
Comprovante de inscrição no X Jubra dos proponentes (anexo),
Resumo da proposta (de até 200 palavras) contendo:
Objetivos;
Justificativa;
Relevância científica;
Aderência ao eixo temático.
6. Submissão
As propostas deverão ser submetidas em formato Word e PDF, para o e-mail xjubra@gmail.com, dentro do prazo estabelecido no cronograma.
7. Processo de Avaliação
As propostas serão avaliadas pela Comissão Científica do X JUBRA, com base nos seguintes critérios:
Coerência com o eixo temático indicado;
Consistência teórico-metodológica;
Relevância científica e atualidade do tema;
Articulação interinstitucional e diversidade regional;
Potencial de mobilização e contribuição ao campo dos estudos sobre juventudes.
8. Responsabilidades das Coordenações de GT
As(os) coordenadoras(es) dos GTs selecionados serão responsáveis por:
Participar do processo de avaliação dos trabalhos submetidos ao GT;
Organizar a programação interna do GT;
Coordenar as sessões durante o evento;
Contribuir para a sistematização dos resultados científicos.
9. Cronograma
Etapa
Período
Submissão de propostas de GTs
01 a 30 de abril de 2026
Divulgação do resultado
até 15 de maio de 2026
Realização do X JUBRA
19 a 21 de agosto de 2026
PRÊMIO JUBRA DE TESES
O X Simpósio Internacional da Juventude Brasileira (X JUBRA) segue fortalecendo o campo de estudos sobre juventudes no Brasil e convida a comunidade acadêmica a participar do Prêmio Teses JUBRA – Edição 2026, promovido pela REDEJUBRA.
A iniciativa reconhece teses de doutorado de destaque defendidas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, contribuindo para dar visibilidade à produção científica que dialoga com os desafios contemporâneos das juventudes. As submissões devem ser realizadas no período de 6 de abril a 20 de maio de 2026, exclusivamente por e-mail, e precisam ser encaminhadas pela pessoa orientadora da tese, que deve estar filiada e adimplente à REDEJUBRA.
Para a inscrição, é necessário enviar: (1) carta de solicitação assinada pela autoria e orientação; (2) documento comprobatório da defesa/aprovação da tese; e (3) o trabalho completo em formato PDF. A seleção será conduzida por comissão especializada, com base em critérios como relevância do tema, consistência teórica, rigor metodológico, qualidade da escrita e potencial de contribuição ao campo.
O cronograma prevê a conferência das inscrições entre 21 e 29 de maio, avaliação das teses ao longo do mês de junho e divulgação dos resultados até 10 de julho de 2026. A premiação será realizada durante a programação do X JUBRA, reunindo pesquisadoras, pesquisadores e estudantes de todo o país.
A tese vencedora receberá certificação e poderá ser publicada em formato de livro ou e-book, ampliando o alcance do trabalho. Também serão concedidas menções honrosas, a depender da avaliação da comissão.
O edital completo, com todas as orientações para submissão, critérios e documentos exigidos, está disponível no site oficial: www.redejubra.com.br.
Participe e contribua para o fortalecimento da pesquisa sobre juventudes no Brasil!