“ACESSO
ÀS SEQUÊNCIAS DIGITAIS DE RECURSOS GENÉTICOS (DSI): O QUE MUDA, NA PRÁTICA,
PARA PESQUISADORES E EMPRESAS BRASILEIRAS?”
Contexto
As informações de sequência digital sobre
recursos genéticos, conhecidas como DSI (do inglês "Digital Sequence
Information"), referem-se a dados digitais e seus metadados, como
sequências de nucleotídeos ou proteínas de plantas, animais e microrganismos.
Tais informações são geradas por sequenciamento genético, essenciais para a
pesquisa em técnicas de síntese, biotecnologia e conservação da biodiversidade.
Contudo, DSI também engloba informações sobre a origem dos recursos genéticos,
suas características e o contexto em que foram coletados, se tornando cada vez
mais importante para a inovação científica e o desenvolvimento de novos
produtos, como medicamentos e insumos para culturas agrícolas.
É importante ressaltar que a utilização de DSI
também acende o debate sobre questões éticas e legais, especialmente em relação
ao acesso e à repartição justa dos benefícios derivados do uso desses recursos,
conforme estabelecido em acordos internacionais como o Protocolo de Nagoya.
Assim, a gestão adequada das DSI é fundamental para promover a pesquisa
responsável, a conservação dos recursos genéticos e estabelecer orientações
para a governança das bases de dados.
Desde a COP13 em 2016, os países envolvidos discutem
questões éticas e legais em relação aos benefícios derivados do uso dessas
informações, ao mesmo tempo que buscam resolver o “dilema DSI”, i.e., como
incentivar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico mediante o acesso aberto
aos dados de recursos genéticos. O
Brasil foi pioneiro neste cenário ao lançar seu instrumento bilateral de Acesso
e Repartição de Benefícios sobre patrimônio genético e conhecimento tradicional
associado, a Lei nº 13.123/2015 (Lei de acesso à Biodiversidade Brasileira), e
quando instituiu o Fundo Nacional de Repartição de Benefícios, FNRB.
Futuramente, este será justamente um dos maiores desafios das Partes: como
conciliar o mecanismo multilateral da COP sem prejuízo da legislação nacional.
Fica a dúvida: como tudo pode afetar empresas e pesquisadores brasileiros?
Objetivos
esperados
ü Oferecer maior
compreensão à comunidade acadêmica e empresarial sobre a definição de DSI, e as
implicações em suas pesquisas, com relação aos mecanismos de acesso e
repartição de benefícios, nacional e internacional.
ü Esclarecer o que
permanece e o que muda após a COP16 e o Fundo Cali para os pesquisadores do
setor acadêmico envolvidos com DSI.
ü Envolver a comunidade
acadêmica da UNICAMP nas discussões sobre DSI para garantir que as decisões em
fóruns internacionais apoiem, e não dificultem, a pesquisa, o desenvolvimento e
a inovação, respeitando a soberania nacional e os direitos dos detentores de
conhecimento tradicional associado ao patrimônio genético.
Programa
| Horário | Título e Palestrante |
| 08:30 – 09:00h | Credenciamento |
| 09:00 – 09:15h | Boas-vindas e apresentação do tema: Profa. Dra. Ana Maria Frattini Fileti, Pró-reitora de Pesquisa da Unicamp |
| 09:15 – 10:00h | “Da
COP13 aos dias atuais:
a linha do tempo da DSI que devemos conhecer” – Dra. Manuela da
Silva (pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, membro do Digital Sequence Information
Scientific Network e coordenadora da Câmara Setorial da Academia do Conselho de
Gestão do Patrimônio Genético - CGen/MMA). |
| 10:00 – 10:30h | Abertura para perguntas |
| 10:30 – 10:45h | Coffee-break |
10:45 – 11:30h | “Abordagens Nacionais de ABS para
DSI” – Dra. Letícia Piancastelli
Siqueira Brina (Coordenadora Geral do Departamento de Patrimônio Genético
do MMA-DPG, Gabinete Nacional de Bioeconomia). |
| 11:30 – 12:00h | Abertura para perguntas |
| 12:00 – 13:45h | Almoço |
13:45
– 15:15h |
“Digital
Sequence Information e seus impactos na biotecnologia agrícola nacional”
Dr. Luis Gustavo Asp Pacheco (Auditor Fiscal Federal Agropecuário
e Coordenador Geral da área de Recursos
Genéticos para a Alimentação e Agricultura – CORGEN, MAPA).
Dr. Felipe Rodrigues da Silva (Pesquisador do Grupo de Pesquisa em
Bioinformática e Biotecnologia, Embrapa Agricultura Digital)
Dr. Ricardo Harakava (Pró-reitor do Programa de Pós-Graduação em
Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio, Instituto Biológico
de SP) |
| 15h15-15h30 | Abertura para perguntas |
15:30
– 16:15h | “A Gestão das Informações Digitais (DSI) para Pesquisas genéticas sobre a biodiversidade” - Dr. Guilherme Oliveira - (Gerente de Conhecimento Científico e Diretor Científico, Instituto Tecnológico Vale). |
| 16:15 – 16:30h | Abertura para perguntas |
| 16h30-17h00 | Encerramento e Coffee-break. |