APRESENTAÇÃO E TEMA DO EVENTO
O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFMT) em parceria com o Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia (Musear/UFMT) e o Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus/ICHS/UFMT) convidam a todas, todos e todes a participar do VI Colóquio de Antropologia (VI Coantro), a ser realizado de 29 a 31 de outubro de 2025, presencialmente.
O evento tem como tema "Capitalismo em Colapso? Antropologia da vida em tempos de neoliberalismo", buscamos abordar a crise contemporânea do capitalismo, evidenciando como o neoliberalismo, além de uma política econômica, reestrutura as subjetividades, o trabalho, o cotidiano das pessoas e das coletividades. Neste contexto, a antropologia examina as experiências vividas, destacando tanto o sofrimento gerado pela precarização quanto as formas de resistência e criatividade em comunidades e agrupamentos sociais que se adaptam ou resistem a essas condições. Embora a narrativa do colapso não signifique necessariamente o fim do capitalismo, acentua uma transformação profunda e indispensável, onde a dinâmica entre poder, vida e resistência se reconfigura, exigindo uma crítica decolonial, LGBTQIA+, feminista para abarcar múltiplas epistemologias e experiências fora do eixo ocidental.
Neste evento também comemoraremos a criação do curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Mato Grosso, dando continuidade a trajetória de nossos Colóquios que sempre tiveram como objetivo fomentar os debates sobre o conhecimento antropológico produzido nestes anos de existência do programa promovendo o diálogo, o fortalecimento e o incremento das pesquisas antropológicas na UFMT.
Durante os dias do evento, serão apresentadas as pesquisas, estudos e parcerias desenvolvidas pelos discentes e docentes do PPGAS da UFMT promovendo o diálogo com outras áreas do saber, a visibilidade e o reconhecimento da produção deste Programa de Pós-Graduação.
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
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PROGRAMAÇÃO |
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29/10 |
30/10 |
31/10 |
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08h00- 9h30 |
Credenciamento Sala Multiuso do Musear |
08h30-11h30 |
Mesa Redonda
Auditório do Musear |
08h30-11h30 |
Mesa Redonda
Auditório do Musear |
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10h00 – 11h30 |
Palestra
Auditório do Musear |
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14h00-17h00 |
Grupos de Trabalho
Salas de Aula do ICHS |
14h00-17h00 |
Grupos de
Trabalho
Salas de Aula do ICHS |
11h30 |
Apresentação Cultural
Deck do Musear |
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17h00- 19h00 |
Oficina I: Elaboração de Projeto de Pesquisa
Sala Didática do Musear |
17h00- 19h00 |
Oficina III: Direito à
consulta e consentimento prévio, liver e informado a partir da Convenção 169
OIT e outras legislações internacionais
Sala Didática
do Musear |
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17h00- 19h00 |
Oficina II: Uso de imagens em etnografias e trabalhos acadêmicos
Sala de Reuniões do Musear |
17h00- 19h00 |
Oficina IV: Preenchimento do Currículo Lattes
Sala de
Reuniões do Musear |
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19h00 |
Apresentação Cultural
Deck do Musear |
17h00- 20h00 |
Lançamento e
Feirinha de Livros
Sala Multiuso
do Musear |
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19h30 |
III Prêmio Denise Maldi
Auditório do Musear |
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20h00- 21h30 |
Conferência I
Auditório do Musear |
20h00-21h30 |
Conferência II
Auditório do
Musear |
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CRONOGRAMA
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Atividades |
Prazos |
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Abertura
das inscrições no site |
01/09
a 29/10 |
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Envio
de propostas de Comunicação Oral para apresentação nos GTs |
15/09
a 12/10 |
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Resultado
dos trabalhos aprovados para GTs |
20/10 |
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Inscrições
nas Oficinas |
15/09
a 24/10 |
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Lista Final de inscritos nas Oficinas |
28/10 |
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LISTA DE COMUNICAÇÕES E OFICINAS APROVADAS
ENSALAMENTO - ORDEM DE APRESENTAÇÃO
>>>>> LISTA DE INSCRIÇÕES APROVADAS NAS OFICINAS
Orientações sobre as Apresentações:
- No dia do evento terão monitores disponíveis em cada GT.
- Orientamos que, dada às possíveis instabilidades de rede, a apresentação seja levada em pen drive.
- Nas salas dos GTs não há disponibilidade de som e microfone, para apresentação de conteúdo audiovisual (como filmes, documentários, vídeos curtos e etc).
- As apresentações podem ser orais (textos escritos e lidos) ou em powerpoint/slide (não tem modelo de slide) .
- A dinâmica de tempo de apresentação, perguntas e demais organizações de tempo no GT será de responsabilidade de cada um dos coordenadores e coordenadoras (as apresentações costumam variar entre 10 a 20 minutos).
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GRUPOS DE TRABALHO APROVADOS
PARA O VI COLÓQUIO
(As ementas de cada GT estão disponibilizadas abaixo)
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GT |
TÍTULO |
PROPONENTES |
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1 |
Errâncias
estéticas e fulgurações artísticas diante das crises do capitalismo |
Prof.
Dr. Ryanddre Ferreira Sampaio Profª
Drª Thais Fernanda Rocha Magalhães |
|
2 |
Warao,
Haitianos e outros: expulsão e/ou acolhida dos e-migrantes |
Prof.
Dr. Aloir Pacini Prof.
Dr. Jorge Eremites de Oliveira Ms. Gleisson
Roger de Paula Coêlho |
|
3 |
Confluências,
ecologias de saberes e cosmopolíticas afro-indígenas |
Prof.
Dr. Ozaias da Silva Rodrigues Profa.
Dra. Sonia Regina Lourenço |
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4 |
Lembrar
e esquecer: antropologia, patrimônio e os efeitos da globalização neoliberal |
Profa.
Dra. Flávia Carolina da Costa Profa.
Dra. Heloísa Afonso Ariano |
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5 |
Subjetividades,
Corporalidades e Saúde em Tempos de Neoliberalismo |
Prof.
Dr. Marcos Aurélio da Silva Prof.
Dr. Moisés Lopes |
DIRETRIZES PARA INSCRIÇÕES DE GRUPOS DE TRABALHOS
· As inscrições para apresentação de trabalhos deverão ser realizadas exclusivamente através do email coantro.ufmt@gmail.com, indicando no assunto o “Inscrição GT VI Colóquio”;
· Os GTs serão realizados nos dias 29 e 30 de outubro no horário da tarde, em ambiente presencial;
· Os Grupos de Trabalho acontecerão de modo simultâneo. O número de apresentações fica a critério da coordenação do GT com limite mínimo de 5 (cinco e máximo de 18 (dezoito);
· As apresentações poderão ser de três tipos: artigos de pesquisa, discussões teóricas e relatos de experiência;
· As apresentações poderão ser feitas por estudantes de graduação, pós-graduação, cursos técnicos, docentes, profissionais da área, gestores/as e integrantes de coletivos que trabalham com a temática do GT;
· Interessados/as deverão enviar um resumo de até 20 linhas, constando 3 palavras-chave;
· No corpo do e-mail deverão apresentar o nome completo, com filiação institucional do proponente. No “assunto” do e-mail deverá constar “Inscrição GT VI Colóquio” e o resumo deverá ser enviado como anexo (título, autora, instituição, resumo e palavras-chave);
· Se algum trabalho não puder ser aceito pelo GT escolhido em razão do elevado número de propostas enviadas, o/a coordenador/a pode sugerir o redirecionamento do mesmo para outro GT, que também dialogue com a temática;
· Prazo para envio do resumo: 15/09/2025 a 06/10/2025;
· Resultado dos resumos aprovados: 20/10/2025;
· Os resultados e as cartas de aceite serão encaminhados por e-mail;
· Os certificados dos trabalhos apresentados estarão disponíveis em PDF no site do evento depois de sua realização.
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OFICINAS APROVADAS NO VI COLÓQUIO
(As ementas de cada oficina estão disponibilizadas abaixo)
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Oficina |
Nome |
Responsável(is) |
Data
e horário |
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I |
(VAGAS ESGOTADAS) Elaboração de Projeto de Pesquisa |
Sonia Regina Lourenço (PPGAS/ UFMT) |
29/10 17h00 às 19h00 |
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II |
Uso de
Imagens em etnografias e trabalhos acadêmicos |
Ryanddre
Ferreira Sampaio de Souza (PPGAS/UFMT) |
29/10 17h00
às 19h00 |
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III |
Direito
à consulta e consentimento prévio, liver e informado a partir da Convenção
169 OIT e outras legislações internacionais |
Fernanda
O. Silva (PPGAS/ UFMT) Brisa
Libardi de Souza (Opan/
UnB) |
30/10 17h00
às 19h00 |
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III |
Preenchimento
do Currículo Lattes |
Moisés
Lopes (PPGAS/
UFMT |
30/10 17h00
às 19h00 |
DIRETRIZES PARA INSCRIÇÕES NAS OFICINAS
· As inscrições para as oficinas deverão ser realizadas exclusivamente através do email coantro.ufmt@gmail.com, indicando no assunto o “Inscrição Oficina VI Colóquio” e no corpo do texto o nome da Oficina escolhida;
- Serão aceitas inscrições até o período final de inscrições, ou, até preencherem todas as vagas.
· As Oficinas serão realizadas em ambiente presencial nos dias 29 e 30 de outubro nos horários previstos na programação;
· Prazo para envio das inscrições: 15/09/2025 a 24/10/2025;
· Resultado das inscrições aprovadas e da lista de espera: 28/10/2025;
· Os certificados da participação nas oficinas estarão disponíveis em PDF no site do evento depois de sua realização.
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EMENTAS GTS
GT 1 - Errâncias estéticas e fulgurações artísticas diante das crises do capitalismo
Coordenadores: Prof. Dr. Ryanddre Ferreira Sampaio (PPGAS/UFMT) e Profª Drª Thais Fernanda Rocha Magalhães
Este Grupo de Trabalho propõe refletir sobre os modos como a arte e as práticas estéticas se configuram como errâncias (desvios que abrem outros percursos) e fulgurações (lampejos que irrompem de forma inesperada) em meio às crises e ruínas provocadas pelas políticas predatórias do capitalismo tardio e do neoliberalismo. Partindo do pressuposto da arte enquanto agência, em diálogo com Alfred Gell, e como forma de redistribuição do sensível, a partir de Jacques Rancière, compreendemos que arte, política e estética constituem campos interligados e tensionados na contemporaneidade, capazes de nos apresentar propostas de deslocamento, invenção e resistência. Artes, imagens, performances, manifestações e estéticas social e politicamente engajadas são entendidas aqui como lampejos que emergem nas brechas do comum, permitindo investigar como experiências artísticas e sensíveis tornam possível imaginar e habitar mundos em constante inacabamento, a partir de novos regimes de visibilidade. O GT acolhe pesquisas que tratem as artes como forças criativas e mundificantes, produtoras de sociabilidades e de cosmopolíticas, capazes de tensionar o presente e abrir caminhos para um mundo mais plural, dialógico e democrático, em consonância com as reflexões de Isabelle Stengers. Interessa-nos reunir trabalhos que dialoguem com práticas visuais, performativas e sonoras, com a produção de imagens estáticas ou em movimento, bem como com reflexões etnográficas, teóricas e experimentais, que problematizem a relação entre antropologia, arte e neoliberalismo, ressaltando a potência estética e cosmopo(i)ética da vida diante das investidas do capitalismo.
GT2 - Warao, Haitianos e outros: expulsão e/ou acolhida dos e-migrantes
Coordenador: Prof. Dr. Aloir Pacini (PPGAS/UFMT)
Coordenador: Prof. Dr. Jorge Eremites de Oliveira (PPGAS/UFMT)
Coordenador: Ms. Gleisson Roger de Paula Coêlho
Cuiabá tem uma tradição de acolhida dos pau-rodados que é herança dos Bóe (Bororo), dos Guató e dos escravizados que aqui suportaram tempos difíceis. Ultimamente uma rede de janokos Warao estabeleceu-se em Cuiabá/MT, com um grupo interinstitucional de solidariedade para aparar as arestas de resistência a esta população que veio da Venezuela. A cidadania/permanência dos Warao em Cuiabá/MT está em questão, o que não é muito diferente nos demais lugares do Brasil, afinal trata-se da migração de uma etnia indígena para o nosso país. Os povos indígenas daqui também manifestam um estranhamento diante dessa nova realidade. O que dizer e fazer, pois o território tradicional deles ficou na Venezuela. Será possível criar uma tradicionalidade de usufruto dos territórios que eles vão ocupando no Brasil? Os serviços e políticas públicas destinados aos indígenas brasileiros que vivem aldeados podem ser destinados também para essa etnia? Este Grupo de Trabalho quer ser uma oportunidade para refletir, debater e buscar compreender o caso da etnia Warao e outros migrantes por aqui e mostrar os meandros dessa complexidade do mundo atual que desterritorializa as pessoas, produz dramas pessoais nas migrações e muitos ensinamentos e aprendizados.
GT 3 - Confluências, ecologias de saberes e cosmopolíticas afro-indígenas
Coordenador: Prof. Dr. Ozaias da Silva Rodrigues (PPGAS/UFMT)
Coordenadora: Profa. Dra. Sonia Regina Lourenço (PPGAS/UFMT)
Este Grupo de Trabalho objetiva explorar os modos de existência dos quilombos, rurais ou urbanos, e comunidades indígenas a partir de seus saberes, ontologias e ecologias que desestabilizam os saberes sintéticos a partir de saberes orgânicos e biointerativos como pensou Nêgo Bispo. Nesse contexto, queremos ressaltar as estratégias cosmopolíticas afro-indígenas, que articulam espiritualidade, terapias e saberes tradicionais, xamanismo, catolicismo popular e religiões de matrizes africanas em suas lutas por território, autonomia e direito à vida. Interessa ao GT, trabalhos etnográficos com análises que explicitem as singularidades e as multiplicidades constitutivas dos modos de existência indígena, quilombola e dos povos de terreiro no Centro-Oeste e Amazônia. Objetiva-se explorar as particularidades de cada contexto, bem como as confluências e diferenças, pensando realidades rurais e urbanas, migrações, encruzilhadas epistemológicas, entre outras ações para garantir a continuidade das vidas quilombolas, negras, afrorreligiosas, caboclas e indígenas, frente a invasão capitalista de territórios e as consequências disso como a intrusão de Gaia, os eventos climáticos extremos que têm atingido os territórios indígenas e quilombolas.
GT 4 - Lembrar e esquecer: antropologia, patrimônio e os efeitos da globalização neoliberal
Coordenadora: Profa. Dra. Flávia Carolina da Costa (PPGAS/ UFMT)
Coordenadora: Profa. Dra. Heloísa Afonso Ariano (PPGAS/ UFMT)
Há algumas décadas, o patrimônio tornou-se objeto de reflexão antropológica e serviu para desnaturalizar as políticas de Estado que moldavam memórias e identidades nacionais voltadas a expressar “certa ilusão de homogeneidade e coesão dos Estados-nações” (LIMA FILHO & ABREU, 2007). A problematização do patrimônio nacional possibilitou análises críticas sobre a memória social, os museus, as coleções, a diversidade cultural e os diferentes modos de conceber o mundo e participar da formação do país. Nesse processo, antropologia e patrimônio se articularam no estudo de como os grupos sociais produzem, disputam, transmitem e ressignificam suas memórias coletivas, frequentemente em tensão com a mercantilização e a gestão neoliberal da cultura. Entendido em sua dimensão material e imaterial, o patrimônio não se restringe a monumentos e objetos, mas também inclui práticas, saberes, festividades e modos de vida que expressam identidades. E a antropologia, por sua vez, contribui com a compreensão sobre como esses bens culturais são construídos socialmente e como se relacionam com processos de poder, pertencimentos e resistências. Observando, assim, o patrimônio como um campo de disputas em torno do que deve ou não ser preservado, o objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir pesquisas etnográficas e reflexões que no contexto contemporâneo de globalização e homogeneização cultural evidenciem: a) as formas de elaboração política para preservação do patrimônio cultural, b) continuidades e rupturas nas trajetórias históricas de grupos e comunidades, c) dinâmicas e reinterpretações sociais capazes de ampliar o entendimento das múltiplas formas de viver e de lembrar. d) como a mercantilização da cultura e a gestão neoliberal tem reconfigurado o campo do patrimônio e como a racionalidade do mercado incide sobre as memórias coletivas, as identidades e as resistências.
GT 5 - Subjetividades, Corporalidades e Saúde em Tempos de Neoliberalismo
Coordenador: Prof. Dr. Marcos Aurélio da Silva (PPGAS/UFMT)
Coordenador: Prof. Dr. Moisés Lopes (PPGAS/UFMT)
Este Grupo de Trabalho explora como o capitalismo neoliberal molda subjetividades e corporalidades através do poder e da governamentalidade, conforme assinala Michel Foucault, e aponta a crítica desenvolvida à fase farmacopornográfica do capitalismo descrita por Paul Preciado. Busca-se analisar criticamente, de forma interdisciplinar, como gênero, sexualidade e poder interagem nas dinâmicas contemporâneas. Discutiremos a governamentalidade no neoliberalismo, o papel da máquina farmacopornográfica na modulação das sexualidades e dos corpos, e a transformação das identidades de gênero e sexualidades. Um outro eixo relevante será o debate sobre saúde e cuidado, investigando como práticas de saúde contemporâneas são influenciadas por estruturas de poder e mercado. Serão debatidos os impactos das tecnologias capitalistas no corpo e examinados movimentos de resistência que desafiem normas estabelecidas, propondo novas formas de existência. Nosso interesse é a partir das apresentações de pesquisas e trabalhos com perspectivas interdisciplinares, promover discussões que fomentem a troca de ideias, com o objetivo de gerar reflexões que iluminem o papel do capitalismo na conformação das subjetividades, inspirando novas formas de resistência e (re)imaginação da governança do corpo, do gênero e das sexualidades.
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EMENTAS OFICINAS
OFICINA I - ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA
Coordenadora: Sonia Regina Lourenço (PPGAS/UFMT)
A oficina pretende trabalhar questões conceituais e metodológicas fundamentais para a construção de um projeto de pesquisa em Antropologia: como aprender com os outros; como aprender a perguntar; a diferença entre, sujeito, objeto e objetivos da pesquisa antropológica; a escala e a viabilidade de um projeto de pesquisa; levantamento bibliográfico; a etnografia como projeto de conhecimento antropológico. Questões éticas da pesquisa antropológica.
OFICINA II - USO DE IMAGENS EM ETNOGRAFIAS E TRABALHOS ACADÊMICOS
Coordenador: Ryanddre F. Sampaio (PPGAS/UFMT)
Esta oficina busca qualificar estudantes e pesquisadores no uso apropriado de imagens em suas produções acadêmicas, em particular na antropologia. Partiremos de orientações técnicas sobre formatação e adequação às normas, avançando para debates sobre as funções das imagens na produção de conhecimento antropológico e importância das imagens no diálogo com o texto escrito. A oficina também busca dialogar com fundamentos da antropologia visual, incentivando os participantes a desenvolver um olhar crítico e criativo para integrar fotografias, ilustrações, mapas e outros recursos visuais em suas pesquisas e publicações.
OFICINA III - DIREITO À CONSULTA E CONSENTIMENTO PRÉVIO, LIVRE E INFORMADO A PARTIR DA CONVENÇÃO 169 OIT E OUTRAS LEGISLAÇÕES INTERNACIONAIS
Coordenadoras: Fernanda O. Silva (PPGAS/UFMT) e Brisa Libardi de Souza (Opan/UNB)
Os projetos desenvolvimentistas que têm sido realizados no Brasil, por meio do Estado brasileiro ou de empreendimentos privados, que visam os territórios de povos indígenas e populações tradicionais como locus de exploração, via de regra não respeitam o direito à consulta e consentimento prévio, livre e informado. Esse direito está previsto em legislações como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Declaração das Nações Unidas sobre o direito dos povos indígenas e a Declaração Americana sobre os direitos dos povos indígenas. Diante desse contexto, os povos indígenas e tradicionais enfrentam desafios para serem ouvidos e terem respeitadas as suas especificidades e modos de vida, situação que se complexifica com o chamado PL da devastação, o qual flexibiliza a legislação que trata do licenciamento ambiental. Esta oficina propõe refletir sobre os marcos legais e as barreiras para sua implementação, levando em conta situações concretas em Mato Grosso e em outras localidades.
OFICINA IV - PREENCHIMENTO DO CURRÍCULO LATTES
Coordenador: Moisés Lopes (PPGAS/UFMT)
Esta atividade é uma Oficina que tem como objetivo conhecer a Plataforma do CNPq e cadastrar o currículo Lattes. A oficina é destinada aos estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação que precisam elaborar seu Currículo Lattes para diversos fins e, especialmente, aos candidatos aos cursos de Pós-graduação e demais processos seletivos. Na oficina será apresentada a Plataforma Lattes e explicada a importância da criação do Currículo. Serão apresentadas as etapas necessárias para o cadastramento do Lattes e dicas iniciais para o seu preenchimento.
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COMISSÃO ORGANIZADORA
Ozaias Rodrigues (PPGAS/UFMT) - Presidente da Comissão Organizadora
Moisés Lopes (NAPlus/PPGAS/UFMT)
Sonia Lourenço (NAPlus/PPGAS/UFMT)
Alexandre de Arruda Peixoto (discente mestrado PPGAS)
Bárbara Albues (discente mestrado PPGAS)
Bruno Sol Ferreira (discente mestrado PPGAS)
Denize S. Mesquita (discente mestrado PPGAS)
Estela Ceregatti (discente mestrado PPGAS)
Ivone Rodrigues dos Santos (discente mestrado PPGAS)
Juliana Arruda Arcanjo (discente mestrado PPGAS)
Julianne de Quadros Moura (discente mestrado PPGAS)
Leonardo Yamamura (discente doutorado PPGAS)
Viviane Oliveira (discente mestrado PPGAS)
Watila Fernando Bispo da Silva (discente mestrado PPGAS)
- Comissão de Comunicação -
Bárbara Albues (discente mestrado PPGAS)
Juliana Arruda Arcanjo (discente mestrado PPGAS)
Viviane Oliveira (discente mestrado PPGAS)
- Comissão de Monitoria -
Bruno Sol Ferreira (discente mestrado PPGAS)
Leonardo Yamamura (discente doutorado PPGAS)
- Comissão Artístico-Cultural -
Estela Ceregatti (discente mestrado PPGAS)
Watila Fernando Bispo da Silva (discente mestrado PPGAS)
- Comissão Logística e Financeira -
Denize S. Mesquita (discente mestrado PPGAS)
Moisés Lopes (NAPlus/PPGAS/UFMT)
Sonia Lourenço (NAPlus/PPGAS/UFMT)
- Secretaria Geral do Evento -
Ozaias Rodrigues (PPGAS/UFMT)
Denize S. Mesquita (discente mestrado PPGAS)
Ivone Rodrigues dos Santos (discente mestrado PPGAS)
COMITÊ CIENTÍFICO
Aloir Pacini (PPGAS/UFMT)
Fernanda Oliveira Silva (PPGAS/UFMT)
Flávio Luiz Tarnovski (PPGAS/UFMT)
Flávia Caroline Costa (PPGAS/UFMT)
Helena Moreira Schiel (PPGAS/UFMT)
Heloísa Afonso Ariano (PPGAS/UFMT)
Jorge Eremites de Oliveira (PPGAS/UFMT)
Luis Antonio Bitante Fernandes (PPGAS/UFMT)
Marcos Aurélio da Silva (PPGAS/UFMT)
Moisés Lopes (PPGAS/UFMT)
Ozaias da Silva Rodrigues (PPGAS/UFMT)
Patricia Silva Osorio (PPGAS/UFMT)
Rogério Vicente Ferreira (PPGAS/UFMT)
Ryanddre Sampaio de Souza (PPGAS/UFMT)
Sonia Regina Lourenço (PPGAS/UFMT)
REALIZAÇÃO E APOIO
PPGAS – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (ICHS/UFMT)
NAPLUS – Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (ICHS/UFMT)
IBP – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (UFSC/UFAM/UFMT/UnB/Udesc)
ICHS – Instituto de Ciências Humanas e Sociais (UFMT)
UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso