VI Novembro Negro: 10 anos do Coletivo Negres

VI Novembro Negro: 10 anos do Coletivo Negres

online PUCPR - Curitiba - Paraná - Brasil
presencial Com transmissão online

Sobre o evento

O Novembro Negro da PUCPR chega à sua sexta edição, consolidando-se como um espaço de diálogo, reflexão, produção de conhecimento e valorização das experiências negras no ambiente universitário. Em 2026, a edição é especialmente significativa por celebrar os 10 anos do Coletivo NEGRES (Negritude e Resistência), reconhecendo sua trajetória de mobilização, resistência, formação e protagonismo estudantil na construção de uma universidade mais plural e comprometida com a equidade racial.

Com a temática “10 anos do Coletivo NEGRES”, o VI Novembro Negro propõe um olhar para essa trajetória, suas conquistas, desafios e contribuições para o debate sobre as relações étnico-raciais na universidade e na sociedade. A programação busca fortalecer o diálogo entre diferentes saberes e experiências, promovendo espaços de escuta, formação e reflexão sobre racismo, identidade, pertencimento, representatividade e valorização das culturas e epistemologias negras.

Ao longo do evento, serão realizadas apresentações de trabalhos acadêmicos de modo híbrido, possibilitando o compartilhamento de pesquisas, projetos e experiências; apresentações culturais, celebrando diferentes expressões artísticas e culturais negras; além de atividades que convidam a comunidade acadêmica a participar ativamente das discussões propostas e da nossa querida Feira Afro.

Nesta sexta edição, celebrar os 10 anos do Coletivo NEGRES é também reconhecer a importância do protagonismo estudantil e da construção coletiva de caminhos para uma universidade que valorize diferentes histórias, corpos, saberes e perspectivas.

Inscrições

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Eixos Temáticos

Arte e Performance Negra

Descrição: Este Grupo de Trabalho pretende reunir pesquisadores e pesquisadoras interessados no potencial das performances negro descendentes e em trabalhos artísticos afro-referenciados. A partir de perspectivas decoloniais e tendo em mente o rico universo das artes visuais, cinema, teatro e outras visualidades, materialidades e narrativas, propomos discussões que explorem criações artísticas em diálogo com perspectivas estéticas africanas e afrodiaspóricas.

Coordenação: Profa. Dra. Ana Maria Rufino Gillies, (UNESPAR/FAP) e Prof. Dr. Cauê Kruger (PUCPR / PPGARTES-Unespar)


Descolonizando o Saber: Epistemologias Negras, Tecnologias e Crítica à Branquitude Hegemônica

Propõe uma reflexão crítica sobre os mecanismos que sustentam o privilégio racial branco e o epistemicídio nas instituições acadêmicas, científicas e tecnológicas. Inspirado em autoras como Lélia Gonzalez, que denuncia o epistemicídio como violência estruturante do colonialismo e do racismo, Lia Vainer Schucman, que problematiza a branquitude como estrutura de poder, e Cida Bento, com a noção do “pacto narcísico da branquitude”, o GT busca tensionar os modos como o racismo organiza o conhecimento e sustenta desigualdades históricas. Partindo da centralidade das epistemologias negras, indígenas, periféricas e populares, serão analisadas práticas pedagógicas, tecnologias e políticas institucionais que contribuem para uma mentalidade crítica frente à branquitude e para a promoção da justiça racial. O debate incluirá: o papel das tecnologias digitais no enfrentamento ao racismo e na afirmação de narrativas contra-hegemônicas; a relevância das ações afirmativas como estratégias de reparação; e as experiências coletivas de resistência e invenção de alternativas dentro e fora do espaço acadêmico. A perspectiva é interseccional, considerando como raça, gênero, classe, território, sexualidade e geração se entrelaçam na produção das desigualdades, mas também das resistências. O objetivo é fortalecer o antirracismo como prática epistemológica, política e metodológica, criando espaços para a emergência de novas formas de saber e de transformação social.

Coordenação: Doutoranda Lourrayne Dias Pereira (UTFPR) e Doutoranda Sofia Castro Teixeira (PUCPR)


Educação das Relações Étnico-Raciais

Este grupo de trabalho busca reunir pesquisadoras/es, das diferentes áreas do conhecimento, interessadas/os nas proposições relacionadas à aplicação da Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Tem por objetivo discutir os impactos da lei na formação docente, nas práticas pedagógicas da educação básica e nas políticas públicas educacionais. Entre as possibilidades de discussão, estimulamos o envio de trabalhos que compartilhem e/ou analisem propostas teórico-metodológicas para a educação das questões étnico-raciais: a) no ensino de línguas (materna, estrangeiras e literaturas), em uma perspectiva da educação linguística crítica e decolonial; b) no Ensino de História, vinculado à interculturalidade e à educação das relações étnico-raciais.Coordenação: Dr. Sergio Luis do Nascimento.

Coordenação: Profa. Dra. Adriana Mocelim (PUCPR); Profa. Me. Caroline Kretzmann (PUCPR / UFPR); Profa. Me. Karina Pacheco dos Santos Vander Broock (PUCPR / UFPR); Prof. Dr. Ewerton de Sá Kaviski (PUCPR)


Filosofias Africanas e Afro-diaspóricas

Descrição: Propõe-se como um espaço interdisciplinar de debate, acolhimento e difusão de pesquisas dedicadas av problematizar, analisar e evidenciar as contribuições teóricas, ontológicas, epistemológicas e metodológicas das filosofias africanas, afro-brasileiras e afrodiaspóricas para a produção do conhecimento nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Partindo do enfrentamento crítico ao monologismo eurocêntrico e ao racismo epistêmico que historicamente relegaram esses saberes à condição de mito, folclore ou ausência, o GT busca reunir investigações que afirmem a pluriversalidade e a legitimidade dos sistemas de pensamento gestados tanto no continente africano quanto em suas diásporas. Nesse sentido, são bem-vindas submissões teóricas, empíricas e ensaísticas oriundas de campos como Filosofia, Educação, História, Antropologia, Sociologia, Geografia, Letras e Artes que dialoguem com as cosmopercepções ancestrais — tais como a filosofia kemética, a ontologia banto e as tradições de matriz africana —, com as críticas à etnofilosofia e com as formulações teóricas do Pan-Africanismo e da Negritude

Coordenação: Doutoranda Janaína Souza de Queiroz (PUCPR), Dr. Jeferson Costa (PUCPR) e Me. Elias Araujo e Silva Junior.


Gênero e Raça

O Grupo de Trabalho de Raça e Gênero constitui um espaço de reflexão, debate e produção de conhecimento voltado para a análise das dinâmicas sociais que atravessam as relações raciais e de gênero. Fundamentado no conceito de interseccionalidade, o GT busca compreender como diferentes marcadores sociais, como classe, sexualidade, território e geração, se entrecruzam e diversas experiências específicas de desigualdade e opressão. Além de promover diálogos críticos, o grupo valoriza a contribuição de intelectuais e movimentos sociais que têm historicamente pautado essas questões, ampliando o reconhecimento das experiências, saberes e práticas. A proposta é criar um ambiente de troca e construção coletiva capaz de fortalecer estratégias de enfrentamento ao racismo e ao sexismo e de fomentar novas perspectivas epistemológicas.

Coordenação: Dra. Halina Leal (PUCPR/FURB) e Doutoranda Ana Martins (PUCPR/Herrero)


Relações étnico-raciais no Brasil e pensamento decolonial

O grupo de trabalho “Relações étnico-raciais no Brasil e pensamento decolonial” propõe um espaço de análise crítica e reflexiva sobre os desafios contemporâneos das relações raciais no país, situando-os no marco mais amplo da colonialidade que estrutura a sociedade brasileira. A partir da perspectiva decolonial, busca-se compreender a co-constituição entre modernidade e colonialidade e desvelar seus efeitos persistentes – como o racismo estrutural, branquitude, desigualdades de gênero e de classe, bem como as violências históricas que impactam a efetividade dos direitos humanos.

Coordenação: Dr. Sergio Luis do Nascimento (PUCPR)


Organização popular e solidariedade negra

O eixo propõe reflexões sobre as diferentes formas de organização política, econômica e comunitária constituídas pela solidariedade negra. Interessa-nos discutir como essas experiências produzem vínculos, cuidado, autonomia e formas coletivas de resistência às desigualdades engendradas pelo racismo, em articulação com o capitalismo, a cisheteronorma, a manicolonialidade, a destruição da natureza e a precarização do trabalho. Em diálogo com Lia Vainer Schucman, compreendemos a solidariedade negra como uma tecnologia relacional ancestral que produz saberes e práticas territorialmente situadas e orientadas para a transformação de problemas sociais, econômicos e ambientais. Nessa perspectiva, as experiências de organização popular nos campos da educação, cultura, trabalho, movimentos sociais e comunidades, como a Economia Solidária e o aquilombaSUS, definido por Emiliano de Camargo David como uma tecnologia de cuidado e produção de saúde, constituem exemplos importantes para essa discussão. O eixo busca, ainda, debater os processos de institucionalização dessas experiências, bem como seus desafios e possibilidades de incidência nas políticas públicas, disputando agendas governamentais e recursos. Serão acolhidas submissões em múltiplos formatos, incluindo ensaios teóricos, pesquisas, relatos de experiência e relatos de atuação profissional em diferentes contextos. Essas contribuições poderão ampliar a reflexão sobre a solidariedade negra como tecnologia de resistência às opressões e, sobretudo, como produção ativa de outros mundos possíveis.

Coordenação: Me. Gabriel Martignago Soares (PUCPR), Dra. Thainara Granero de Melo (UTFPR) e Doutorando Caique Lima Sette Franzoloso (UFPR/FPP)

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