V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina - III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina - III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

presencial Universidade de São Paulo - São Paulo - São Paulo - Brasil

V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina - III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina

Apresentação

O V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e o III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina são eventos realizados pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades “Integração da América Latina” - PROLAM/USP. Propõe-se a articular pensadores brasileiros/as/es com intelectuais provenientes de países da região e do mundo que desejem estabelecer diálogos interdisciplinares e científicos sobre temáticas centrais da América Latina e do Caribe.

Em 2014, o Programa Interunidades de Pós-graduação Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (PROLAM/USP) realizou o I Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina com o objetivo de difundir a produção de conhecimento sobre a região nos campos da política, da economia, da sociologia, da comunicação, da cultura, da educação, dos direitos e das relações internacionais. O evento também articula estudantes de pós-graduação e pesquisadores/as do Brasil e de países interessados nas temáticas latino-americanas, versando sobre problemáticas da região a partir de perspectivas teóricas sensíveis para a especificidade regional.

A grande adesão de pesquisadores/as, estudantes de Pós-Graduação, Graduação e latino-americanistas ao I Simpósio, propiciou suas edições seguintes, entusiasmando o PROLAM - USP a reunir e ampliar a organização e participação de diversos grupos de pesquisa, de maneira a constituir um espaço de diálogo que apresente críticas, discussões e proposições para os grandes desafios postos aos povos e às nações que compõem o continente latino-americano e caribenho.

A experiência dos Simpósios anteriores permitiu verificar que no Brasil há uma demanda crescente de pesquisadores/as e estudiosos/as/es sobre a América Latina, que cada vez buscam espaços ou interlocutores para debater suas preocupações intelectuais.

Essa necessidade de espaços específicos para pensar a América Latina a partir do Brasil destoa da tradição de pensadores que, desde meados do século passado e principalmente nas décadas de 1960 e 1970, contribuíram de modo muito profícuo com projetos intelectuais sobre a América Latina. Desta semente emanou, por exemplo, uma rica tradição de leituras sobre dependência econômica e política regional em cujo núcleo se concentram pensadores como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, Francisco Weffort, Theotonio dos Santos, Vânia Bambirra, Rui Mauro Marini, entre muitos outros autores de renome internacional.

O V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e o III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina trazem Conferencistas em Painéis e Mesas Redondas de reconhecido nome e destaque nacional e internacional por suas pesquisas ou produção de conhecimento sobre a região. O objetivo principal é conhecer e debater o pensamento social e em humanidades produzido sobre a América Latina. Os eventos criaram o cenário para as apresentações das pesquisas dos participantes latino-americanistas brasileiros e estrangeiros que trarão seus trabalhos e reflexões em temáticas heterogêneas sobre a região.

Serão realizadas, ainda no espaço do Congresso, atividades de formação nos Minicursos, Seminários de Pesquisas, Lançamentos de Títulos Novos de autores sobre a América Latina e Apresentações Culturais. Finalmente, a Feira de Livros terá editoras brasileiras e de outros países com títulos de obras clássicas e contemporâneas sobre a região.

Também acontecerá o Fórum Permanente de Programas de Pós-Graduação em América Latina, atividade itinerante incentivada pela equipe do PROLAM/USP e que reunirá a cada dois anos os pesquisadores dos Programas de Pós-graduação em estudos sobre a América Latina e Caribe, existentes no Brasil.

 

 

Confira a nossa programação, participe do evento e da nossa comemoração!



Inscrições

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Calendar

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Comissão Organizadora

    Júlio César Suzuki (Coordenação)

    Alayde Maria Pinto Digiovanni

    André Chaves de Melo Silva

    Déborah de Oliveira

    Fábio Luis Barbosa dos Santos

    Fabrício H. Chagas-Bastos

    Felipe Chibás Ortiz

    Gustavo Menon

    Humberto Bersani

    Jéssica Gomes do Nascimento

    José Tiago Cardoso

    Lisbeth Rebollo Gonçalves

    Luciana Romano Morilas

    Marciel Aparecido Consani

    Margarida Nepomuceno

    Marilene Proença Rebello de Souza

    Mirian Alves de Carvalho

    Rita de Cássia Marques Lima  de Castro

    Ronilda Ribeiro

    Salvador Schavelzon

    Suzana Maria Loureiro Silveira

    Thais de Souza Gomes

    Wagner Iglesias






     

    Atividades

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    Calendar

    Comissão Científica


    Marilene Proença Rebello de Souza (Coordenação)

    Alayde Maria Pinto Digiovanni

    Amaury Gremaud

    Déborah de Oliveira

    Edgard Merlo Monforte

    Fabrício H. Chagas-Bastos

    Flávia Cristina Silveira Lemos

    Felipe Chibás Ortiz

    Gisele Cardoso Costa

    Humberto Bersani

    José Alejandro Tasat

    Maria Cristina Cacciamali

    Marina Gusmão de Mendonça

    Margarida Nepomuceno

    Mario Tito  Barros Almeida

    Marcio Bobik

    Pedro Barros

    Rita de Cássia Marques Lima  de Castro

    Ronilda Ribeiro

    Salvador Schavelzon

    Vivian Grace Fernández-Dávila Urquidi

    Wagner Iglecias

    Convidados

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    Inscrições para o evento

    As inscrições são para o evento. Para os Seminários de Pesquisa, por favor, verifique o item "submissões".

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    Campus USP Butantã e Memorial da América Latina (São Paulo, Brasil)

    Datas importantes

    10 de agosto: Divulgação da Chamada

    10/08 a 10/10: Chamada para envio de propostas de Seminários de Pesquisa e de Minicursos

    30 de novembro: Data limite de inscrição  para lançamento de livros

    18 de outubro: Divulgação dos resultados sobre as propostas de Seminários de Pesquisa e Minicursos pela Comissão Científica

    18 de outubro –  30 de outubro: Chamada para trabalhos submissão de trabalhos aos Seminários de Pesquisa.

    10 de outubro – 30 de novembro: Chamada para inscrição nos Minicursos (ou até alcançar o limite de vagas)

    07 de novembro: Divulgação dos resultados sobre trabalhos aprovados para apresentação nos Seminários de Pesquisa

    15 de novembro: Data limite para inscrição de participantes com trabalhos selecionados

    30 de novembro: Divulgação da programação completa na Internet

    07 a 11 de dezembro: Realização do evento

    Programação

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    Calendar

    Atividades

    Painel/ Mesa-Redonda: exposições que buscam polemizar sobre uma dada questão, porém, sob diferentes perspectivas, de modo a se oferecer uma visão mais ampliada e diversificada da questão em debate. Duração: 1h30. A convite da Comissões Científica e Organizadora do Evento.

    Seminários de Pesquisa: espaços de discussão de pesquisas, experiências profissionais, de estágio ou extensão, apresentados sob a forma de textos acadêmicos em comunicações orais feitas pelos interessados na temática. Os trabalhos são submetidos pelos interessados e aprovados pela coordenação dos Seminários. Eles estão organizados conforme os eixos temáticos do evento. Duração: até 12h, distribuídas em 4 sessões de 3h.

    Minicursos e Oficinas: apresentação de um tema por um ou mais profissionais, versando sobre assunto de sua especialidade, conforme a temática do evento. Duração: 3h a 6h.

    Fórum Internacional Latino-americano e Caribenho: articulação internacional visando intercâmbios de instituições e ações políticas conjuntas sobre a América Latina. Serão convidadas entidades Latino-americanas e Caribenhas, Programas de Pós-Graduação e Instituições de Estudos Latino-americanos. Duração: 1 hora e meia.

    Lançamentos de Livros ou Coletâneas: divulgação de produções recentes nacionais e internacionais sobre temas latino-americanos e caribenhos. A submissão de propostas de lançamento de livro ou coletânea será aberta aos inscritos e passará por avaliação da Comissão Científica.

    Atividades Culturais: apresentações de grupos musicais, de poesias, de artes plásticas, audiovisuais, dentre outras, de tradições latino-americanas e caribenhas.


     

    07.dez

    08. dez

    09.dez

    10.dez

    11.dez

     

    Seg

    Ter

    Qua

    Qui

    Sex

    9h-

    10h30

    Minicurso/

    Oficina

    Mesa de Abertura Oficial

    Seminários

    de Pesquisa

    Seminários

    de Pesquisa

    Mesa Redonda

    10h30-11h

    Minicurso/

    Oficina

    Intervalo

    Intervalo

    Intervalo

    Intervalo

    11h-

    12h30

    Minicurso/Oficina

    Painel de Abertura

    Seminários

    de Pesquisa

    Seminários de Pesquisa

    Fórum latinoamericano

    12h30-14h 30

    Almoço

    Almoço

    Almoço

    Almoço

    Almoço

    14h-30

    16h

    Minicurso/

    Oficina

    Mesa Redonda

    Mesa Redonda

    Mesa Redonda

    Painel de  encerramento

    16h - 16h30

    Minicurso/

    Oficina

    Intervalo

    Intervalo

    Intervalo

    Mesa de Encerramento

     

    16h30

    às 18h

    Minicurso/ Oficina (até as 17h)

     

     

    Mesa Redonda

    Grupos de trabalho CLACSO

    Mesa Redonda

    Atividade Cultural

     

    18h às 19h30

    Atividade Cultural

     

    Lançamento de livros



    Convidados (a confirmar)

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    Chamada para Inscrição de Trabalhos nos Seminários de Pesquisa



    Chamada para Inscrição de Trabalhos nos Seminários de  Pesquisa 





    A Comissão Organizadora do V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América  Latina e do III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina  tem a satisfação de convidar pesquisadoras e pesquisadores, estudantes de pós graduação e demais pessoas interessadas a submeterem Resumos para apresentação  de Comunicação Oral no evento que será realizado na cidade de São Paulo, no período  de 07 a 11 de dezembro de 2026  na Universidade de São Paulo, campus Butantã e no Memorial da América Latina, Barra Funda, São Paulo, Capital. A submissão de trabalhos a serem apresentados nos Seminários de Pesquisa (SP) deverá ocorrer até as  23h59 do dia 30 de outubro de 2026.

    1 Da submissão de resumos para os SP 

    1.1 Serão aceitas apresentações de trabalhos científicos que tenham aderência a um dos SP (conforme as opções listadas no Anexo I deste Edital), na modalidade de  Comunicação Oral.

    1.2 Podem apresentar propostas pesquisadores(as), vinculados(as) ou não a instituições  de ensino e centros de pesquisa, estudantes de graduação e/ou pós-graduação e demais  pessoas interessadas que lidem com a temática da América Latina (desde que com  trabalhos relacionados aos SPs).

    1.3 O número máximo permitido de coautores é 4. Portanto, o número máximo de  participantes é 5 (1 autor + 4 coautores).

    1.4 Serão aceitas propostas em português ou espanhol.

    1.5 A proposta deve ser submetida no formato de resumo até às 23h59 do dia 30 de  outubro de 2026,, no site oficial do evento https://www.even3.com.br/v-simposio-internacional-pensar-e-repensar-a-america-latina-iii-congresso-internacional-pensamento-e-pesquisa-sobre-a-america-latina-744629/

    com identificação do SP escolhido.

    1.6 A submissão deve ser feita a partir do botão “submissão” na página do evento no campo Resumo para Seminário de Pesquisa, que  levará ao pagamento de uma taxa de R$16,98, diretamente ao site para o  gerenciamento automático dos Anais do Evento. 

    1.7 Os resumos devem ser submetidos diretamente na plataforma em somente um SP,  dentre os propostos. Recomenda-se que o texto seja feito em algum editor e colado  diretamente na plataforma para evitar perdas. Os resumos devem respeitar as seguintes  especificações:  

    • Definição do SP escolhido. 

    • Título: no máximo 100 caracteres, com espaços, em letras maiúsculas.
    • Autor(a) e coautor(a)(es)(as) com afiliação institucional. 

    • Texto do resumo: com 1200 a 1500 caracteres, com espaços, contendo:  

    • introdução: incluir aspectos da literatura que ressaltem a relevância  científica do trabalho, definir conceitos principais, descrever os objetivos;

    • método empregado: descrever participantes (se for o caso),  ambiente/campo, instrumentos/materiais e procedimentos utilizados na  intervenção/coleta dos dados (conforme o caso); 

    • resultados finais ou parciais alcançados: descrever a síntese do que foi  obtido    com o estudo/intervenção; 

    • discussão.



    • O resumo não poderá conter tabelas, figuras, imagens, caracteres especiais,  notas de rodapé, citações, referências ou os títulos das partes (ex: introdução,  objetivos etc.)  

    • Palavras-chave: três, em letras minúsculas. 

    • Financiamento: quando houver, especificar fonte de financiamento ou agência  financiadora para a realização do estudo.

    1.8 Os(as) Coordenadores(as) de cada SP avaliarão os resumos submetidos ao seu respectivo Grupo, decidindo pela aprovação, reprovação ou alterações, com base na  adequação da proposta, aderência ao tema e compreensão do texto.

    1.9 Cada SP terá no mínimo 8 e no máximo 32 trabalhos a serem apresentados. 

    1.10 Caso um SP seja cancelado por não atingir um número mínimo de submissões, a  critério da Comissão Organizadora, os resumos poderão ser redirecionados para outro  SP.

    1.11 A lista dos resumos selecionados para apresentação será divulgada pela Comissão  Organizadora até o dia 07 de novembro de 2026, na página oficial do evento e por meio  de correspondência eletrônica para os endereços informados na submissão.

    1.12 A carta de aceite para apresentação de trabalho será enviada para os(as)  autores(as) dos trabalhos selecionados, mediante correspondência eletrônica, até o dia  07 de novembro de 2026.


    1.13 A apresentação do trabalho está vinculada ao pagamento da taxa de inscrição, nos  seguintes termos:


    Datas

    Discentes 

    Profissionais 

    Profissionais da  educação básica

    Até 30 de novembro

    R$100,00 

    R$300,00 

    Isento

    A partir de 01/12/2026

    R$140,00

    R$350,00 

    Isento



    1.14 Os resumos apresentados serão publicados online no Anais de Resumos do Evento. 

    2 Dos trabalhos aprovados para apresentação  


    2.1 Os(as) autores(as) dos trabalhos selecionados para apresentação oral terão tempo  entre 15 minutos e 30 minutos, a depender da quantidade de trabalhos no seu SP.
    2.2 O(a) participante deverá estar presente nas sessões organizadas para o SP possibilitando, desta forma, aprofundamento das discussões sobre o tema proposto.


    3 Disposições gerais 

    3.1 A Comissão Organizadora se reserva o direito de resolver os casos omissos e de criar  ou complementar as regras acima, conforme os critérios mais adequados para promover  os melhores resultados científicos do Simpósio. 

    3.2 A Comissão Organizadora não se responsabiliza pelos custos referentes à hospedagem e ao deslocamento dos(as) autores(as) que tiverem seus trabalhos aprovados. Logo, sugere-se que seja solicitado apoio financeiro em suas respectivas  instituições de origem e/ou junto aos órgãos de fomento.

    3.3 Mais esclarecimentos podem ser solicitados por meio do e-mail pensarerepensar2026@gmail.com. 




    São Paulo, 12 de outubro de 2026

    A Comissão Organizadora 

    ANEXO I – RESULTADO FINAL DA CHAMADA DE SEMINÁRIOS DE  PESQUISA 

    A Comissão Organizadora do V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América  Latina e do III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina  torna pública a relação dos Seminários de Pesquisa (SP). 

    Sumário dos Seminários de Pesquisa 



    Eixo Temático - Arte , Literatura e Cultura na América Latina


    SP1 - Arte Moderna e Contemporânea no Brasil e na América Latina: Crítica, Curadoria, Identidades e Perspectivas

    Autores: Ana Hoffmann,Paulo Henrique Duarte Feitoza,Ana Avelar

    Resumo: O presente Seminário de Pesquisa tem como objetivo central investigar as relações entre a arte moderna e contemporânea no Brasil e na América Latina, a historiografia, a crítica e a curadoria, considerando seus papéis nos processos de construção, disputa e ressignificação das identidades culturais, sociais e políticas. Busca-se promover um espaço de debate interdisciplinar que articule a produção artística aos diferentes modos de interpretá-la, historicizá-la, exibi-la e produzir discursos sobre ela, em diálogo com o pensamento social, político e estético brasileiro e latino-americano.

    O seminário propõe problematizar narrativas hegemônicas da história da arte e examinar as especificidades, tensões e intercâmbios que constituem a produção artística brasileira e latino-americana, evitando compreendê-las como campos homogêneos ou isolados. Interessa discutir as assimetrias, fricções, deslocamentos e convergências entre diferentes contextos, bem como os modos pelos quais artistas, críticos, historiadores e curadores participam da construção e revisão das narrativas sobre a arte produzida no Brasil e nos diferentes contextos da América Latina. 


    SP2 - Arte na América Latina: para quê?

    Autores: Fernando Scherer,Tatiane de Oliveira Elias,Ana Gillies

    Resumo: O Seminário de Pesquisa propõe discutir criticamente as categorias, narrativas e práticas institucionais que contribuíram para definir, estudar, apresentar e legitimar a chamada “arte latino-americana”. O objetivo é problematizar os modos pelos quais a produção artística da região é construída e narrada pela História da Arte, considerando sua diversidade histórica, cultural, étnico-racial e territorial, bem como processos de colonização, disputas políticas, deslocamentos populacionais e circulação cultural. O que significa pensar a arte na América Latina? Se a própria ideia de “América Latina” é historicamente construída e atravessada por diferentes processos de colonização, disputas políticas, deslocamentos populacionais e formas de circulação cultural, como pensar a produção artística de seus diferentes territórios sem reproduzir uma imagem homogênea da região?

    A partir dessas questões, o SP propõe discutir criticamente a construção das narrativas sobre a arte na América Latina. Nesse debate, o conceito de Amefricanidade, formulado por Lélia Gonzalez, constitui uma importante chave para deslocar perspectivas tradicionais e evidenciar a centralidade das experiências negras na formação histórica e cultural da região. A proposta considera, ainda, a pluralidade de povos, territórios e experiências que a constituem, incluindo as produções dos povos originários, as culturas afro-latino-americanas, as experiências de mulheres e de outros grupos historicamente sub-representados, assim como os processos de migração e circulação de populações judaicas, árabes e asiáticas.

    Serão acolhidos trabalhos que contribuam para problematizar as narrativas da História da Arte na América Latina, seus critérios de seleção, classificação e legitimação, assim como pesquisas que, por meio de diferentes metodologias, referenciais teóricos,arquivos, acervos e fontes documentais, contribuam para a construção de outras narrativas sobre a produção artística da região.

    Interessa discutir quem foi incorporado às narrativas da História da Arte e quem permaneceu à margem delas, recuperando produções e trajetórias historicamente invisibilizadas. As relações entre arte, política e sociedade constituem outro eixo fundamental. As experiências artísticas desenvolvidas durante as ditaduras latino- americanas das décadas de 1960 e 1970 evidenciam diferentes formas de experimentação, crítica e resistência. Artistas e coletivos como Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Jesús Rafael Soto, Cecilia Vicuña e Tucumán Arde constituem referências importantes para pensar essas relações. Ao mesmo tempo, a revisão das histórias desse período tem possibilitado recuperar a atuação de mulheres e de outros artistas e coletivos que participaram desses processos, mas que foram posteriormente invisibilizados ou tiveram suas contribuições secundarizadas.

    A proposta busca reunir diferentes perspectivas e pesquisas que contribuam para repensar não apenas quais histórias da arte latino-americana são contadas, mas também como essas histórias são construídas, legitimadas e transformadas 


    SP3 - Cartografias no Feminino: Artes, Literatura e Educação na América Latina e Caribe

    Autores: Jacicarla Souza da Silva,Joana de Fátima rodrigues,Simone Rocha de Abreu

    Resumo: Ao questionar as estruturas hegemônicas de poder, o feminismo, como movimento social, segue contribuindo para diferentes campos do conhecimento. Atualmente, pode-se afirmar que, diante da quarta onda das manifestações lideradas por mulheres, na qual se aprofundam as produções voltadas para a interseccionalidade e as corporalidades, renovam-se as abordagens críticas e as formas de (re)existência intelectual na América Latina. Vale lembrar que, já em 1992, Heloísa Teixeira, em "¿Y nosotras latinoamericanas? Estudos de raça e gênero", ao reunir os resultados do "I Encontro Latino-Americano sobre Gênero e Raça" (promovido pelo Memorial da América Latina em colaboração com o CIEC/UFRJ), apontava para a urgência de epistemologias a partir da experiência latino-americana, destacando a especificidade dos estudos nos países em desenvolvimento na América Latina e Caribe, bem como a necessidade de diálogo entre pesquisadores e pesquisadoras desse cenário sociopolítico. Decorridos mais de trinta anos, a permanência dessas indagações convoca este Seminário de Pesquisa a repensar a produção de mulheres latino-americanas, abrindo espaço para reflexões a respeito da produção intelectual e artística historicamente invisibilizada pela tradição masculina eurocentrada. Diante dessa proposta, este Seminário de Pesquisa, em consonância com o tema “Utopias da integração”, tem como objetivo principal promover e reunir trabalhos que estabeleçam trocas/intercâmbios sobre a representatividade das mulheres nas artes e nos demais campos do saber, com base nos seguintes eixos de análise:


    1) problematização das formas de representação femininas construídas de acordo com as normas sociopolítico-culturais predominantes;


    2) diálogos entre Arte, Literatura e Educação, com ênfase na participação das mulheres no processo político latino-americano, evidenciando as contribuições intelectuais femininas para a articulação cultural da América Latina;


    3) debates sobre as tendências e fundamentos teóricos dos estudos de Gênero nas Ciências Humanas, com ênfase na Educação, enquanto campo epistêmico e estratégico, como formas de discussões críticas e reflexivas no sentido do combate e da prevenção junto às diversas manifestações de violência de gênero; e


    4) formação de redes de criação artística e literária que permitem a interlocução intelectual de mulheres na América Latina e no Caribe. 


    SP4 - Imagens em Disputa: Produção Audiovisual Latino Americana, Memória, Política e Estéticas da Resistência

    Autores: Márcia Valéria Alves Gomes,André Chaves de Melo Silva,Sílvia Lúcia Pereira Duarte

    Resumo: A produção audiovisual latino americana tem desempenhado, ao longo das últimas décadas, um papel central na construção de narrativas críticas sobre os processos sociais, políticos e culturais da região. Em diálogo com o tema geral do evento — Utopias da integração latino americana — este Seminário de Pesquisa propõe discutir como filmes, séries, documentários, vídeos comunitários, produções independentes e práticas audiovisuais emergentes constituem espaços de elaboração de utopias, disputas simbólicas e projetos de integração regional.

    O objetivo do SP é reunir pesquisadoras(es) interessadas(os) em analisar o audiovisual como campo de produção de conhecimento, memória e imaginação política na América Latina. Busca-se compreender como diferentes obras e práticas audiovisuais articulam debates sobre identidade, território, direitos humanos, movimentos sociais, desigualdades, colonialidade, migração, gênero, raça e meio ambiente. Pretende-se, ainda, explorar como a circulação regional de conteúdos, as políticas públicas de cultura, os festivais latino americanos e as redes de produção colaborativa contribuem para fortalecer vínculos entre países e comunidades, ampliando horizontes de integração cultural.

    A proposta se vincula diretamente aos eixos temáticos do evento ao abordar o audiovisual como linguagem capaz de refletir e tensionar os grandes desafios latino americanos. O SP acolherá trabalhos que investiguem obras específicas, trajetórias de cineastas, coletivos e movimentos, bem como análises teóricas sobre estética, recepção, políticas culturais, plataformas digitais, novas tecnologias, fotografias, literatura, jornais, revistas como conjuntos documentais passíveis de análise, bem como temas diversos. Serão bem-vindas pesquisas que tratem de cinema político, documentário social, ficção crítica, cinema indígena, produções afro-latino-americanas, audiovisual comunitário, videoativismo, além de estudos sobre memória e direitos humanos no cinema.

    O SP pretende promover discussões que articulem perspectivas interdisciplinares, comunicação, antropologia, sociologia, história, estudos culturais, artes e políticas públicas, favorecendo o diálogo entre pesquisadoras(es) de diferentes instituições. Ao reunir trabalhos que analisam o audiovisual como ferramenta de reflexão e transformação social, o seminário busca contribuir para o fortalecimento de redes de pesquisa e para a construção de uma visão integrada sobre a América Latina, suas utopias e seus desafios contemporâneos. 


    SP5 - FRONTEIRAS INTERDISCIPLINARES: ONDE A VIDA SE MOSTRA E OS SABERES SE ENCONTRAM

    Autores: Benedito Dielcio Moreira,Denise Rosana da Silva Moraes,Carla Juliana Galvão Alves

    Resumo: O Seminário de Pesquisa, com o tema “Fronteiras Interdisciplinares: Onde a Vida se Mostra e os saberes se encontram”, propõe construir um espaço de diálogo e vivências entre diferentes áreas do conhecimento. Parte-se da concepção de que a realidade social, cultural e humana não se esgota nos limites disciplinares, mas se constitui nas relações, experiências, diferentes manifestações que atravessam a vida. Pensar as fronteiras na perspectiva interdisciplinar significa reconhecê-las não apenas como linhas que separam territórios, culturas e conhecimentos, mas, sobretudo, como espaços vivos de encontros, deslocamentos, contradições e possibilidades. Nesses lugares as identidades se constroem e se reinventam, culturas dialogam e se tensionam, saberes se entrecruzam e novas formas de compreender o mundo emergem. Investigar as fronteiras é, portanto, compreender que a vida não se deixa aprisionar por categorias rígidas ou limites disciplinares, pois se revela justamente nos encontros, nas travessias e nas experiências que desafiam nossas formas de pensar, sentir e produzir conhecimento. É nas fronteiras, portanto, que a vida se mostra não apenas naquilo que nos separa, mas, fundamentalmente, naquilo que nos atravessa, nos transforma e nos constitui. Neste sentido, o nosso objetivo é reunir nesse Seminário trabalhos de diferentes áreas do conhecimento que reconhecem a importância das fronteiras interdisciplinares, aproximando pesquisas, relatos de experiências, trabalhos de extensão e produções acadêmicas textuais ou em formatos multimodais: podcast, ensaios audiovisuais acadêmicos, fotografia, que tem como horizonte valorizar a ciência, a arte, a literatura e a cultura como dimensões fundamentais da produção do conhecimento. Com isso, reafirma o compromisso com uma investigação crítica, sensível e socialmente comprometida. 


    SP6 - Vozes, imagens e territórios: mulheres e cânones em disputa na América Latina

    Autores: Kelen Cristiane dos Santos Chacon, Miranilde Oliveira Neves,Christina Bielinski Ramalho

    Resumo: Este seminário propõe um debate crítico sobre as relações entre arte, literatura e cultura na América Latina nos séculos XX e XXI, a partir de perspectivas feministas e decoloniais. O objetivo é reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados em repensar a história da arte e da literatura, examinar obras e manifestações culturais em sua forma e em suas condições de produção, circulação e reconhecimento, com a finalidade de questionar narrativas eurocêntricas, androcêntricas e coloniais, dando visibilidade às produções de mulheres latino-americanas e às suas intervenções nos cânones.

    A proposta parte do pensamento de Rita Segato, em diálogo com Lélia Gonzalez e María Lugones, cujas obras permitem examinar as relações entre gênero, raça, classe, colonialidade e território. Nesse horizonte, pretende-se acolher as experiências plurais de mulheres cis e trans, sobretudo negras, indígenas, periféricas e situadas em diferentes contextos culturais e territoriais. Incorporam-se também as contribuições de Linda Nochlin, Griselda Pollock e o panorama de Katy Hessel, na teoria da arte. O estudo de Cristina Costa sobre a imagem da mulher na arte brasileira e as abordagens de Andrea Giunta, Nelly Richard, Ana Paula Cavalcanti Simioni e Silvia Rivera Cusicanqui permitem articular cânone, regimes de visibilidade, corpo, memória, instituições e colonialidade. No âmbito literário, Ana Pizarro, Rita Terezinha Schmidt e Eurídice Figueiredo contribuem para a revisão da historiografia, das relações entre autoria e poder e dos processos de exclusão e consagração de escritoras.

    Busca-se, também, o diálogo com as abordagens crítico-feministas brasileiras desenvolvidas desde 1985 pelo Grupo de Trabalho da ANPOLL “A Mulher na Literatura – Crítica Feminista e Estudos de Gênero” e com iniciativas de mapeamento e difusão, como o Instituto Artistas Latinas. Serão acolhidos trabalhos de pesquisa, relatos de extensão e experiências profissionais dedicados à literatura, às artes visuais, ao audiovisual, à performance e a outras práticas culturais, incluindo estudos sobre arquivos, tradução, edição, crítica, curadoria, ensino, recepção e circulação. As discussões poderão abranger a contestação dos cânones, as relações entre forma estética e experiência histórica, os regimes de representação dos corpos e territórios, o ecofeminismo e as condições materiais de preservação das obras.

    O seminário objetiva, assim, promover leituras plurais, comparadas e historicamente situadas, fortalecendo a reflexão crítica sobre as formas de criação, circulação, memória, resistência e resiliência na cultura latino-americana.

    Referências selecionadas

    COSTA, Cristina. A imagem da mulher: um estudo de arte brasileira. Rio de Janeiro: Senac Rio, 2002.

    FERREIRA, Edilane; BRANDÃO, Izabel. Apresentação do dossiê: Ecofeminismo(s) e territorialidades. Revista Ártemis, v. 41, n. 1, 2026.

    FIGUEIREDO, Eurídice. Por uma crítica feminista: leituras transversais de escritoras brasileiras. Porto Alegre: Zouk, 2020.

    GIUNTA, Andrea. Feminismo y arte latinoamericano: historias de artistas que emanciparon el cuerpo. Buenos Aires: Siglo XXI, 2018.

    HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.

    PIZARRO, Ana (Org.). América Latina: palavra, literatura e cultura. Campinas: Editora da Unicamp, 1993–1995.

    POLLOCK, Griselda. Visión y diferencia: feminismo, feminidad e historias del arte. Buenos Aires: Fiordo, 2013.

    SEGATO, Rita Laura. Crítica da colonialidade em oito ensaios: e uma antropologia por demanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021. 



    SP7 - 8º Congresso Latino-Americano de Literatura, Ecologia e Direitos Humanos

    Autores: Guilherme José Purvin de Figueiredo,Flavia D’Urso,Marcos Alcyr Brito de Oliveira,Dina Santana Santos,Audrey Ramos Quast

    Resumo: O Seminário de Pesquisa “8º Congresso Latino-Americano de Literatura, Ecologia e Direitos Humanos” propõe constituir um espaço de diálogo interdisciplinar sobre conflitos territoriais, formas de apropriação da natureza, produção cultural, tecnologias sociais, atuação do Estado e direitos humanos na América Latina. A proposta resulta de uma trajetória de iniciativas promovidas ou apoiadas pelo Instituto Brasileiro de Advocacia Pública – IBAP, muitas delas em parceria com a APRODAB, entre as quais os Congressos Sul-Americanos de Direito do Estado, os Diálogos Interdisciplinares, as Narrativas em Confinamento, o Congresso Internacional da ALADA e, em 2024, o Seminário Literatura e Ecologia na América Latina, realizado no âmbito do IV Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina.

    O objetivo do SP é reunir pesquisas que examinem, por diferentes perspectivas, os modos pelos quais território, natureza, poder, memória e direitos humanos se articulam na experiência latino-americana. Sua vinculação principal se dá com o eixo “Arte, Literatura e Cultura na América Latina”, em diálogo transversal com “Desenvolvimento, ambiente e América Latina”, “Direitos Humanos na América Latina”, “Campesinato latino-americano nos mundos das águas, das florestas e dos campos” e “Ciência e Tecnologia na América Latina”.

    O SP acolherá trabalhos organizados em quatro núcleos temáticos. O primeiro, “Muros e Cercas”, abordará cercamentos materiais e simbólicos, fronteiras, concentração fundiária, segregação, expulsões territoriais, bens comuns, migrações, colonialidade e resistência, inclusive suas representações literárias e artísticas. O segundo será dedicado a Manuel Scorza, especialmente ao ciclo La guerra silenciosa, acolhendo estudos sobre literatura, território, mineração, latifúndio, memória, violência estatal e resistência camponesa, com participação de pesquisadores estrangeiros vinculados aos estudos sobre Scorza e ao projeto desenvolvido em Poitiers.


    O terceiro núcleo, “Tecnologia Social, Uso da Terra e Latifúndio”, reunirá trabalhos sobre conhecimentos indígenas, saberes tradicionais, manejo comunitário do território, agricultura, água e biodiversidade, colocando-os em diálogo com concentração fundiária, monocultura, extrativismo, mineração e expansão das fronteiras econômicas. O quarto, “Estado, Direitos Humanos e Meio Ambiente”, discutirá responsabilidades estatais, políticas públicas, conflitos socioambientais, mudanças climáticas, povos indígenas e comunidades tradicionais, racismo ambiental, licenciamento, energia, biodiversidade, direitos da natureza e mecanismos de proteção dos direitos humanos.

    Pretende-se fortalecer uma rede latino-americana de pesquisadores capaz de aproximar produção acadêmica, experiência institucional e diferentes formas de conhecimento. Mais do que justapor disciplinas, o SP busca compreender como a literatura e outras formas culturais registram e interrogam processos históricos de apropriação da terra e da natureza e como o Direito, as ciências humanas e os saberes sociais podem contribuir para pensar alternativas democráticas, socioambientais e de integração latino-americana. 






    Eixo Temático - Campesinato latino-americano nos mundos das águas, das florestas e dos campos


    SP8 - Desenvolvimento rural e democracia na América Latina: fronteiras e horizontes

    Autores: Mucio Tosta Gonçalves,Diego Eymard,Márcio Carneiro dos Reis

    Resumo: A proposta do Simpósio de Pesquisa tem por objetivo discutir a inter-relação entre formas de organização do trabalho e de uso da terra no campo e dinâmicas da produção agroalimentar na América Latina na constituição dos processos de desenvolvimento rural, centrando a atenção nos processos de construção da democracia. Considerando que desde meados do século XX o debate clássico sobre o desenvolvimento do (e no) mundo rural tomou como ponto de partida a questão agrária e o lugar dos sujeitos subalternos na sua formulação e implantação, enfatizando os conflitos e o processo de modernização capitalista como constitutivo da formação das classes sociais na América Latina e que tem transformado os espaços agrário e agropecuários do continente e que, recentemente, este debate vem se orientando para compreender as novas formas de organização da produção e das representações subjetivas e das agências individuais e coletivas no contexto de expansão capitalista no mundo rural latino-americano, entende-se que a proposta tem relação direta com a área temática. Esta relação é também explicitada pela articulação que a literatura do desenvolvimento latino-americano dá ao tema da modernização conservadora do mundo rural, especialmente no que concerne à análise das questões das transformações territoriais socioambientais e das novas formas de organização coletiva desde abaixo em torno da produção agroalimentar, especialmente agroecológica. Por outro lado, exatamente pelas transformações dos debates relativos ao desenvolvimento estarem se ocupando de sujeitos que se constituíram ao longo da modernização agrária e agropecuária, como a agricultura familiar, e de novos sujeitos (re)emergentes os (povos tradicionais), menor tem sido a atenção dada aos assalariados, os quais compõem uma parcela gigantesca da população rural latino-americana. Nesse sentido, discutir o desenvolvimento rural implica pensar as múltiplas articulações entre sujeitos, territórios e vida, de forma a imaginar quais eixos analíticos e de luta podem ser explicitados como sustentadores de formas democráticas de existência, organização e desenvolvimento. Partindo dessas considerações, o Seminário de Pesquisa pretende acolher trabalhos de pesquisa teórica e/ou empírica, concluídos e/ou em andamento, que tenham como objeto principal os princípios, mecanismos e instrumentos que sujeitos subalternos rurais produzem e utilizam para sua organização social e política em torno das questões do trabalho, da relação com a terra e com a produção alimentar, visando produzir democracia no e para o campo. Estudos comparativos sobre experiências de desenvolvimento rural na América Latina são estimulados, sobretudo quando puderem colocar em relevo a relação entre trabalho, terra e experimentos democráticos. Adicionalmente, reflexões sobre as formas organizativas rurais e suas contribuições para pensar projetos alternativos de desenvolvimento (especialmente, mas não exclusivamente, o rural) serão bem vindos, uma vez que podem contribuir para pensar o papel dos sujeitos subalternos rurais na produção de democracia. 



    Eixo Temático - Ciência e Tecnologia na América Latina


    SP9 -AS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS IMPULSIONADAS PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 

    Autores: Sabrina Rodrigues, Maria Lúcia Menezes Gadotti, Devanildo Souza 

    Resumo: Os setores financeiros, comércio, tecnologia, serviços e saúde mostraram-se como os que mais se desenvolveram as aplicações para dar conta às suas necessidades (Relatório da KPMG Thriving in an AI World realizado em Janeiro de 2021 com 950 tomadores de decisão de grandes negócios e divulgado em Maio de 2021.

    Diariamente nos deparamos com propostas de intervenção da Inteligência Artificial no modo de produção e as projeções de desmantelamento do mercado de trabalho como conhecemos. E também na governança das organizações como um todo, através de modelagem de cenários, dentre outros. E o mais intrigante: a massificação dessa tecnologia nos celulares de qualquer pessoa, oferecendo respostas prontas para questões de saúde, relacionamento, comportamento, etc.

    Uma pesquisa de 2023 da KPMG International, apontou em seu relatório global que, em doze meses, triplicou o interesse das empresas entrevistadas em inteligência artificial. E seus líderes realçaram que além dela, outras tecnologias são alvo de investimentos, como a de análise de dados e a computação em nuvem, tudo para enfrentar os desafios organizacionais imediatos.

    As empresas jornalísticas enfrentam crescente desafio das grandes empresas desenvolvedoras de tecnologias baseadas em inteligência artificial, que usam seus algoritimos para identificar e capturar conteúdos sem pagar por isso. Além disso, essa empresas compram livros novos e usados e digitalizam seu conteúdo para “treinar” seus programas, como no Projeto Panamá de 2024.

    E antevendo desafios futuros, em 2023 foi publicada uma carta aberta pelo Future of Life Institute pedindo as organizações em geral, uma “Pausa nos experimentos gigantes de IA: Uma carta aberta - Pedimos a todos os laboratórios de IA que interrompam imediatamente, por pelo menos 6 meses, o treinamento de sistemas de IA mais poderosos que o GPT-4”. Signatários dos expoentes das tecnologias são unânimes no entendimento que a aceleração da pesquisa e desenvolvimento das tecnologias de inteligência artificial sem qualquer limite cheguem ao ponto de sistemas demasiadamente poderosos sem que os indivíduos e organizações criadoras sejam capazes de predição e controle de suas invenções.

    Em vão essa carta, porque o desenvolvimento da Inteligência Artificial não foi suspenso, ao contrário, recebe investimentos bilionários de personalidades muito comprometidas com a geopolítica internacional, como se vê dos discursos de empresários e governantes.

    Essas tecnologias agregadas a Inteligência Artificial se concentram no norte global, onde as disputas de geopolítica estão acirradas. Ao sul global – América Latina e Caribe, urge a educação dos indivíduos para usarem a inteligência artificial em favor de seus povos, as organizações para usá-la com parcimônia em em prol da sociedade, assim como urge a sua regulação.

    Diante dessas considerações, o presente Seminário de Pesquisa propõe aos participantes 1) a oportunidade de refletir sobre as intervenções da Inteligência Artificial e demais tecnologias na vida do indivíduo e da sociedade latinoamericana e caribenha, 2) a partir das perspectivas individuais sobre o cenário social e refletir sobre as interferências dessas tecnologias na forma de pesquisar e propor soluções para problemas comuns.

    A proposta guarda estreita relação com o eixo “Ciência e Tecnologia na América Latina”, pois oferece aos participantes a abordagem transdisciplinar em seus trabalhos, desde a perspectiva das ciências sociais e os impactos, desafios, riscos e benefícios na vida humana e na vida em sociedade.

    Está-se diante de transformações significativas na sociedade advindas das tecnologias, cumuladas com ataques a democracia e as consequências das mudanças climáticas em curso, e que demandam que as investigações e resultados obtidos pelos pesquisadores sobre esses temas sejam compartilhados e levados à reflexão em fóruns para pensarmos soluções para o futuro próximo.




    SP10 - Competitividade dos vinhos brasileiros diante dos vinhos importados de países da União Européia, Argentina e Chile 

    Autores: Silvia Cristina Limberger,Janaina Oliveira Pamplona da Costa,Marlon Clovis Medeiros

    Resumo: A cadeia produtiva da agroindústria do vinho no Brasil apresentou nos últimos trinta anos, um processo de reestruturação produtiva com fortes investimentos na produção de vinhos finos. A produção está concentrada na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e expandiu-se para outras localidades como a Campanha Gaúcha, no sul do estado, e a Serra Catarinense, onde estão os Vinhos de Altitude. Novas experiências produtivas são realizadas no Vale do São Francisco no nordeste brasileiro, com destaque para o espumante. No Sudeste e em toda área do Brasil Central, as pesquisas avançam na introdução de novas variedades de uvas vitis viníferas a partir da técnica da dupla poda da videira que dá origem aos Vinhos de Inverno. Por outro lado, os vinhos importados atendem mais de 40% do mercado nacional, apresentando uma evolução de cerca de 430%, passando de 31.248 toneladas para 160.271, de 2000 a 2024, segundo dados da FAO, 2026. Desse modo, a pesquisa trata de analisar as possibilidades do vinho nacional diante da concorrência dos vinhos importados de países de tradição vinícola, como Portugal, Espanha, Itália e França, e dos países vizinhos, Chile e Argentina, nossos principais parceiros comerciais nesse setor. Atualmente esses vinhos são comercializados nos supermercados em grandes quantidades e bons preços, além de restaurantes, bares e casas especializadas, enquanto que, as vinícolas nacionais aderem fortemente ao enoturismo e a venda do vinho no próprio estabelecimento. A hipótese central desta pesquisa é de que a produção nacional de vinhos tem se desenvolvido a ponto de competir com os produtos importados, visto as diversas possibilidades de combinações de fatores de produção do território nacional. Queremos saber a evolução histórica das relações comerciais do país com o Mercosul e com os países da União Europeia no que tange a importação de vinhos, tendo em vista o cenário mundial (DICKEN, 2010). Trataremos das estratégias competitivas das vinícolas nacionais, a partir do Sistema de Inovação e sua rede de atores, que derivam da teoria evolucionista (NELSON, 2006). O trabalho está em confluência com os eixos temáticos: Relações Internacionais da América Latina, Ciência e Tecnologia na América Latina e Integração e Desenvolvimento da América Latina.


    SP11 - Inteligência artificial e dependência na América Latina no cenário internacional: Impactos sobre a soberania dos Estados-nação. 

    Autores: Monica Silva Dias,Maria Cristina Cacciamali,Marcos Antonio Favaro Martins

    Resumo: A expansão da inteligência artificial introduz novas dimensões nas disputas contemporâneas por capacidade produtiva, conhecimento, infraestrutura, poder econômico e poder militar. O domínio de tecnologias de fronteira, dos recursos computacionais e das cadeias associadas à produção de semicondutores, infraestrutura, dados e plataformas digitais encontra-se concentrado em empresas e Estados situados nos principais centros da economia mundial. Para a América Latina, esse processo recoloca uma questão que atravessa o pensamento econômico e social latino-americano: como as transformações do progresso técnico e da divisão internacional do trabalho incidem sobre as possibilidades de desenvolvimento de economias cuja inserção internacional foi historicamente constituída de forma subordinada e quais as mudanças nas relações internacionais? Em que medida a América Latina está preparada para essa transformação? Existem polos de dinamismo?

    A partir dessa problemática, o Seminário propõe discutir de que maneira a inteligência artificial reconfigura as relações de dependência no cenário internacional contemporâneo. A questão não consiste em pressupor a emergência de uma “nova dependência”, mas investigar se e como a concentração das capacidades estratégicas associadas à IA modifica as condições de apropriação dos ganhos de produtividade, de organização da produção e de inserção internacional dos países latino-americanos. Interessa, nesse sentido, compreender as continuidades e alterações produzidas pela transformação tecnológica sobre estruturas econômicas e relações internacionais historicamente assimétricas.

    A proposta dialoga com a tradição latino-americana de interpretação do desenvolvimento e da dependência, incorporando ao debate contemporâneo questões relativas à divisão internacional do trabalho, à heterogeneidade produtiva, à transferência e apropriação desigual dos resultados do progresso técnico e aos limites da autonomia econômica e política. Essa perspectiva permite interrogar a inteligência artificial para além de seus efeitos tecnológicos imediatos, situando-a nas disputas pela produção e pelo controle de conhecimento, infraestrutura, dados, capital e capacidades estratégicas. A dimensão geopolítica é, portanto, inseparável da discussão sobre desenvolvimento: as relações entre Estados Unidos, China e demais centros de poder econômico e tecnológico constituem parte das condições nas quais os países latino-americanos formulam suas estratégias de inserção internacional.

    O Seminário acolherá pesquisas concluídas ou em desenvolvimento que contribuam para essa problemática, incluindo estudos de economia política, estudos políticos, relações internacionais, geopolítica, ciência, tecnologia e sociedade. Serão pertinentes análises sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação, transformação produtiva, cadeias globais de valor, infraestrutura computacional, semicondutores, plataformas e dados, assim como estudos sobre trabalho, desigualdades, desenvolvimento e reprodução social relacionados à expansão da IA. E, por último mas não menos importante, análises sobre indústria e poder militar, pois há contendas em andamento como a disputa das ilhas Malvinas e a região rica de petróleo e minerais da Guiana. Também serão acolhidos estudos comparativos e análises de experiências nacionais que examinem as relações da América Latina com os principais centros econômicos e tecnológicos mundiais.

    Pretende-se, assim, constituir um espaço de discussão sobre as transformações contemporâneas do capitalismo e da ordem internacional investigando em que medida a inteligência artificial altera as condições sob as quais se reproduzem, se aprofundam ou se transformam as relações de dependência e as possibilidades de autonomia da região. 



    Eixo Temático - Desenvolvimento Ambiente e América Latina


    SP12 -Território, Ruralidades e Dinâmicas Socioambientais na América Latina: diálogos entre Questão Agrária e Planejamento Territorial

    Autores: Cristina Maria Macedo de Alencar, Rosa Maria Vieira Medeiros

    Resumo: Este seminário de pesquisas propõe reunir, em diálogo interdisciplinar, reflexões teóricas e empíricas sobre os processos territoriais que atravessam as ruralidades latino-americanas contemporâneas. O eixo articulador é a tensão produtiva entre a Questão Agrária, compreendida em sua dimensão histórica, política e de classe, e o Planejamento Territorial, entendido como campo de disputa entre projetos de desenvolvimento, ordenamento do uso da terra e gestão dos recursos naturais.

    A proposta parte da premissa de que a América Latina é um laboratório privilegiado para compreender as dinâmicas socioambientais e territoriais do capitalismo periférico, dado o peso histórico da estrutura fundiária concentrada, a persistência de conflitos por terra e território e a emergência de novas ruralidades. Essas ruralidades são marcadas pela multifuncionalidade do espaço agrário, que hoje abriga, simultaneamente, produção agropecuária, conservação ambiental, práticas turísticas, reivindicações identitárias e disputas por patrimônio cultural e natural.

    O seminário organiza-se em seis eixos temáticos interconectados, que expressam a diversidade de abordagens e a convergência analítica em torno da categoria território como chave de leitura do social, do político e do ambiental.

    2. Eixos temáticos

    Eixo 1 — Processos de desterritorialização e reterritorialização


    Eixo 2 — Alternativas de reprodução social, política e econômica no mundo rural


    Eixo 3 — O espaço agrário e suas relações com natureza, cultura e turismo


    Eixo 4 — Identidade, território, paisagem, memória e patrimônio


    Eixo 5 — Dinâmicas socioambientais e territoriais


    Eixo 6 — Relações sociedade e natureza, conhecimento científico e realidade social, relações rural-urbanas


    Justificativa e relevância

    O seminário situa-se no campo do pensamento social latino-americano, dialogando com a geografia agrária crítica, os estudos rurais, a ecologia política, a sociologia dos conflitos ambientais e os estudos sobre patrimônio e cultura territorial. A proposta busca favorecer um diálogo Sul-Sul interno ao próprio Brasil, capaz de iluminar tanto as singularidades regionais quanto os padrões estruturais da questão agrária e territorial em escala latino-americana.



    Objetivos

    Objetivo geral: promover um espaço de debate qualificado sobre as dinâmicas territoriais, agrárias e socioambientais na América Latina, a partir de pesquisas que articulem teoria e realidade empírica.


    Objetivos específicos:

    Fomentar o diálogo entre pesquisadoras e pesquisadores de diferentes instituições, regiões e campos disciplinares em torno da categoria território.

    Discutir criticamente os processos de desterritorialização e reterritorialização vivenciados por populações camponesas, tradicionais e assentadas.

    Problematizar as alternativas de reprodução social e econômica construídas em assentamentos de reforma agrária.

    Analisar as relações entre espaço agrário, natureza, cultura e turismo.

    Debater os processos de patrimonialização e construção identitária vinculados a paisagens e territórios.

    Examinar as dinâmicas e conflitos socioambientais e territoriais, incluindo sua dimensão jurídico-institucional.

    Discutir criticamente as relações entre conhecimento científico e realidade social, bem como as transformações contemporâneas nas relações rural-urbanas.


    Considerações finais

    Ao propor o diálogo entre Questão Agrária e Planejamento Territorial como fio condutor da discussão sobre território, ruralidades e dinâmicas socioambientais, o seminário busca contribuir para a consolidação de uma agenda de pesquisa latino-americana que articule rigor teórico, sensibilidade às particularidades regionais e compromisso com a compreensão crítica dos conflitos e das alternativas que atravessam os territórios rurais do continente. 


    Eixo Temático - Dimensões históricas da América Latina


    SP13 - Luta Armada, Guerrilhas e Foquismo na América do Sul (1960-1985): O CONVIDADO DE PEDRA. 

    Autores: Salvador Schavelzon,Osvaldo Coggiola,Luis Francisco Bonilla Molina

    Resumo: No Seminário de Pesquisa "Luta Armada, Guerrilhas e Foquismo na América do Sul (1960-1985): O CONVIDADO DE PEDRA" temos como objetivo analisar o papel das organizações armadas irregulares na história política e cultural latino-americana durante o ciclo das ditaduras militares e na transição democrática subsequente. Buscamos compreender como tais movimentos, apesar de derrotados militarmente, permaneceram como atores simbólicos e influenciaram processos políticos, culturais e sociais até o presente.

    Nos encontramos num momento de resignificação com novos temas e uma distância generacional e histórica que traz novas perspectivas, como expressado na literatura e no cinema, nos revisionismos, reaproximações políticas e, também, na pesquisa acadêmica. O Seminário, relacionado com pesquisas em andamento, busca contribuir para o debate sobre memória e democracia na América Latina, explorando como o "convidado de pedra" da luta armada permanece presente nas disputas políticas e culturais atuais.

    A emergência das guerrilhas latino-americanas no contexto da Guerra Fria, da intervenção dos EUA e da militarização dos Estados nacionais, foi impactada pela Revolução Cubana e a influência do foquismo guevarista, mas contou com muitas expressões de dezenas de organizações com influências diversas e trabalho em frentes de massas, frentes sindicais, agrupações estudantis, publicações e organização partidária. As divergências não pararam por aí entre os defensores da “via armada”, linhas “insurrecionalistas” (defensores da preparação de uma insurreição popular armada) e partidários da “guerra popular prolongada”, que defendiam os exemplos da Revolução Chinesa e da guerra em curso no Vietnã; encontramos também guerrilhas rurais e urbanas; linhas mais militaristas ou voltadas para propaganda e agitação nas fábricas e vínculos com movimento nas minas, nas universidades ou até no exército.

    Nos interessa particularmente o contato e articulação de experiências guerrilheiras, como na formação da Junta de Coordenação Revolucionária (JCR), entre 1973 e 1974, ou as conferências de 1966 e 1967 em La Habana, buscando consolidar a cooperação entre movimentos revolucionários, guerrilheiros e partidos de esquerda.

    Na relação entre guerrilhas e regimes militares, nos interessa entender tanto a repressão violenta, com instâncias de articulação das ditaduras militares -como no chamado plano Condor- assim como os efeitos indiretos sobre a radicalização da esquerda e a formação de culturas políticas alternativas, com influência ou dimensões internacionais, inclusive em relação a movimentos da Ásia, Oriente Médio e Europa, bem como sua inserção em redes transnacionais de solidariedade.

    Nesta proposta para o V Simpósio do PROLAM, buscamos também examinar a transição democrática dos anos 1980, na região e nos diferentes países, avaliando como crises econômicas, geopolíticas e sociais, somadas à mudança da política externa dos EUA, abriram espaço para a recomposição institucional e para a presença indireta de ex-guerrilheiros em sistemas democráticos.

    Convidamos para o envio de trabalhos sem restrição disciplinar e metodológica, buscando criar um fórum amplo de discussão e troca entre pesquisadores e estudiosos, inclusive não académicos. Nos interessa uma perspectiva comparativa e regional, assim como orientada a entender casos de cada estado nação latinoamericano.

    Nesta chamada encorajamos o envio de trabalhos que nos permitam discutir a "vitória cultural póstuma" da luta armada, por meio da circulação de memórias, biografias, filmes e narrativas que transformaram antigos "subversivos" em personagens legitimados, e discutir os embates contemporâneos em torno dessa memória frente à ascensão da extrema direita. Para isso propomos confrontar interpretações historiográficas divergentes, desde as que veem a luta armada como fracasso político até aquelas que a consideram elemento fundamental na democratização e na resistência ao imperialismo. 


    Eixo Temático -  Direitos Humanos na América Latina


    SP14 - Direito ao diagnóstico genético, planejamento familiar e à inclusão de pessoas com doenças raras na América Latina 

    Autores: Roberto H Herai,Luz María Romero,Sonia IBK

    Resumo: A efetivação dos direitos humanos e da justiça social na América Latina exige a superação de barreiras estruturais para garantir que as populações tenham pleno acesso aos avanços científicos e à proteção integral. Sob o sistema internacional de proteção, ancorada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), nos princípios fundamentais da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o direito ao mais alto padrão de saúde, no Protocolo de San Salvador, e no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais reconhece-se globalmente a grande importância da acessibilidade aos meios de saúde, da autonomia individual e do respeito à liberdade de fazer escolhas com base no consentimento prévio, livre e esclarecido, mediante informação adequada. Em conformidade com esses princípios e com os marcos globais de inclusão, como as Declarações da UNESCO sobre o Genoma Humano e Bioética, estabelece-se como dever imprescindível assegurar, com prioridade, o pleno exercício de direitos fundamentais que englobam a vida, a saúde e o acesso aos avanços científicos e tecnológicos. Partindo desse alicerce normativo, o objetivo principal deste Seminário de Pesquisa é debater e consolidar o direito fundamental das pessoas com doenças raras e hereditárias na América Latina ao diagnóstico genético, ao rastreamento e ao planejamento familiar e reprodutivo, instrumentalizando a inovação biotecnológica por meio da articulação estratégica entre o poder público e a sociedade civil organizada. A proposta alinha-se diretamente aos eixos temáticos de "Direitos Humanos na América Latina" e "Ciência e Tecnologia na América Latina", investigando como a ciência e a saúde de precisão podem atuar como ferramentas de emancipação. Para isso, o seminário acolherá trabalhos empíricos, revisões teóricas e relatos de experiências profissionais, acadêmicas ou de extensão que abordem o mapeamento de famílias afetadas por condições genéticas, a bioética, as barreiras de acesso aos serviços de saúde e a transposição de marcos legais para a realidade prática da região. Pretende-se, com isso, promover discussões críticas e propositivas que posicionem a genética e o diagnóstico como elementos indispensáveis para a equidade e a inclusão social na América Latina. 


    SP15 - DIREITO HUMANO À SAÚDE E VULNERABILIDADES NA AMÉRICA LATINA: PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E PESSOAS MIGRANTES EM PERSPECTIVA

    Autores: Gabrielle Scola Dutra,Janaína Machado Sturza

    Resumo: O Seminário Temático propõe um espaço de reflexão crítica e interdisciplinar sobre o direito humano à saúde na América Latina, dando ênfase às experiências e vivências de pessoas com deficiência e pessoas migrantes diante de diferentes formas de vulnerabilização, desigualdade e barreiras de acesso aos sistemas e serviços de saúde. Parte-se da premissa de que o direito à saúde constitui um direito humano fundamental e um bem comum da humanidade, cuja efetivação pressupõe políticas públicas inclusivas, não discriminatórias, acessíveis e orientadas pela interseccionalidade, principalmente diante de contextos marcados por vulnerabilidades e precariedades de vida. A proposta articula o eixo temático às discussões contemporâneas sobre Direitos Humanos, diversidade, inclusão e vulnerabilidades, buscando compreender como marcadores sociais e condições de vida podem produzir ou intensificar obstáculos ao exercício do direito à saúde. Nesse sentido, interessa problematizar as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência e pessoas migrantes, considerando dimensões como acessibilidade física, comunicacional e informacional, barreiras linguísticas e culturais, discriminação, capacitismo, xenofobia, desigualdade socioeconômica, regularização documental, acesso aos serviços públicos, continuidade do cuidado e reconhecimento das especificidades individuais e coletivas. No campo das migrações, o Seminário de Pesquisa acolhe discussões sobre as condições de acesso de migrantes, refugiados e outras pessoas em mobilidade humana aos sistemas de saúde, considerando os desafios decorrentes dos processos de deslocamento, acolhimento e integração social. No campo da deficiência, interessa promover debates sobre a superação de perspectivas exclusivamente biomédicas, assistencialistas e capacitistas, valorizando o modelo social da deficiência, a acessibilidade, a autonomia, a participação social e a eliminação de barreiras. De modo transversal, busca-se compreender as situações em que essas dimensões se entrecruzam, como no caso de pessoas migrantes com deficiência, cujas experiências podem revelar formas específicas e sobrepostas de vulnerabilização. Serão acolhidos trabalhos teóricos, empíricos, estudos de caso, relatos de experiências, pesquisas qualitativas, quantitativas ou de abordagem interdisciplinar, análises de políticas públicas, instrumentos normativos e práticas institucionais relacionadas ao direito humano à saúde, às migrações, à deficiência e à inclusão. Também serão pertinentes trabalhos que discutam experiências locais, nacionais ou comparadas no contexto latino-americano, bem como pesquisas que articulem Direito, Direitos Humanos, Saúde Coletiva, Políticas Públicas, Serviço Social, Educação, Sociologia, Antropologia e demais campos do conhecimento. As discussões do Seminário buscarão problematizar, entre outras questões: quais são as principais barreiras que dificultam a efetivação do direito à saúde de pessoas com deficiência e pessoas migrantes na América Latina? Como os sistemas e políticas públicas de saúde respondem às diferentes formas de vulnerabilidade? De que maneira capacitismo, xenofobia, racismo, desigualdade socioeconômica, barreiras linguísticas e territoriais podem interferir no acesso e na qualidade do cuidado? Quais estratégias jurídicas, institucionais e políticas podem contribuir para sistemas de saúde mais acessíveis, inclusivos e interculturais? Como construir respostas baseadas em Direitos Humanos capazes de reconhecer diferenças, promover autonomia e enfrentar desigualdades? Assim, o Seminário pretende potencializar o diálogo entre pesquisas e experiências que contribuam para a construção de respostas jurídicas, políticas e sociais comprometidas com a universalidade, a equidade, a acessibilidade e a não discriminação, fortalecendo uma perspectiva de proteção integral do direito humano à saúde e de promoção da diversidade e da inclusão no contexto latino-americano. 



    SP16 - Direitos Humanos e Bem-Viver na América Latina e no Caribe

    Autores: Humberto Bersani,Jessica Gomes do Nascimento,Giovana Labigalini Martins

    Resumo: O Seminário de Pesquisa "Direitos Humanos e Bem-Viver na América Latina e no Caribe" tem por objetivo construir um espaço de diálogo crítico e interdisciplinar sobre as trajetórias, os desafios e as disputas em torno da efetivação dos direitos humanos na região, com ênfase na perspectiva antidiscriminatória e a partir de epistemologias dissidentes, entre as quais se destaca o Bem-Viver (Buen Vivir/Sumak Kawsay) como horizonte ético-político alternativo às matrizes desenvolvimentistas e eurocêntricas hegemônicas. A região é marcada por desigualdades estruturais - de classe, raça, gênero, etnia, geração, território e diversidade sexual - que produziram, ao mesmo tempo, um repertório singular de lutas, resistências e outros modos de habitar e viver o mundo. Propõe-se refletir, ainda, sobre o direito à vida e o Bem-Viver a partir da pluralidade de cosmopercepções da região, interrogando as condições que permitem a sujeitos e comunidades existir, permanecer e ser reconhecidos em seus próprios modos de vida, já que certas concepções de humanidade e desenvolvimento historicamente violentaram outros modos de existir, negando-lhes vínculos com a natureza, a comunidade e o território que sustentam a experiência de viver bem.

    Nesse sentido, o Seminário de Pesquisa busca reunir pesquisas que discutam como a região elabora sua própria gramática de direitos humanos, bem como refletir sobre possibilidades de articulação entre ensino, pesquisa e extensão como instrumentos de afirmação desse gênero de direitos e do Bem-Viver.

    A proposta dialoga diretamente com o eixo temático "Direitos Humanos na América Latina". Entende-se que não há integração regional efetiva sem uma agenda compartilhada de direitos humanos e de Bem-Viver, capaz de romper com desigualdades herdadas da colonialidade e de projetar horizontes utópicos entre os povos da região. Pretende-se pensar a integração regional não apenas em termos econômicos ou geopolíticos, mas como projeto ético-político fundado na garantia de direitos, na valorização da diversidade e em horizontes coletivamente construídos, dialogando com marcos normativos nacionais e internacionais, inclusive o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

    Serão acolhidos trabalhos de pesquisadoras/es, docentes, estudantes e relatos de experiências que discutam o direito à vida e o Bem-Viver a partir de cosmopercepções plurais; movimentos sociais e resistências populares; educação em direitos humanos; interseccionalidade entre raça, gênero, classe e outros marcadores sociais da diferença. Serão aceitos, ainda, trabalhos que evidenciem a dimensão prática da reflexão sobre direitos humanos e Bem-Viver na região.

    O Seminário de Pesquisa pretende promover discussões que superem abordagens meramente normativas dos direitos humanos, privilegiando análises que evidenciem tensões e potências emancipatórias na experiência latino-americana e caribenha concreta: os limites e possibilidades da transversalidade dos direitos humanos nos currículos escolares e universitários, os desafios da implementação de políticas antidiscriminatórias em contextos de desigualdade estrutural, as diferentes formas de conceber o direito à vida e o Bem-Viver a partir de cosmovisões não hegemônicas, bem como o papel da universidade pública na construção de pontes entre conhecimento acadêmico e comunidades vulnerabilizadas. Ao final, propõe-se um debate coletivo voltado à identificação de convergências entre os trabalhos, subsidiando futuras publicações e redes de colaboração. 


    SP17 - Feminismos e utopias da Integração: Corpo, Território e Direitos Humanos na América Latina

    Autores: Monique Santana de Oliveira Sousa,Thais de Souza Gomes

    Resumo: Esse Seminário de Pesquisa tem como objetivo reunir e debater trabalhos que discutam o pensamento feminista latino-americano como uma matriz própria, e historicamente pouco reconhecida, de utopia integracionista continental. As narrativas hegemônicas sobre a integração da América Latina, do bolivarianismo aos blocos econômicos contemporâneos, privilegiam sujeitos, instituições e escalas estatais, deixando em segundo plano outras formas de articulação regional construídas a partir dos corpos, dos territórios, das redes de solidariedade entre mulheres e dissidência de gênero. Propomos, assim, deslocar o eixo da discussão sobre integração latino-americana: de um projeto pensado prioritariamente entre Estados para um projeto também tecido desde abaixo, por movimentos sociais, redes de mulheres e epistemologias situadas.

    A proposta dialoga diretamente com o eixo temático Direitos Humanos na América

    Latina na medida em que toma o corpo e o território como categorias centrais de análise dos direitos humanos na região, articulando questões como a violência de gênero, o feminicídio, a autonomia reprodutiva e as desigualdades interseccionais (de raça, classe e gênero) como problemas de alcance continental que exigem respostas e solidariedades regionais. Interessa-nos sobretudo compreender como redes transnacionais de enfrentamento à violência de gênero, como os Encontros Feministas Latino-americanos e do Caribe, realizados desde 1981, e mobilizações contemporâneas como o Ni Una Menos e o Coletivo Las Tesis, com a performance “Un violador en tu camino”, constituíram, na prática, uma forma concreta e historicamente situada de integração regional, paralela e muitas vezes crítica aos projetos oficiais de integração econômica e política.

    Partindo do ponto que não existe uma experiência feminista única ou homogênea,

    este seminário de pesquisa acolherá propostas que contemplem a pluralidade dos feminismos latino-americanos. Feminismos indígenas, negros, comunitários, populares, camponeses, decoloniais e outras experiências situadas constroem diferentes formas de compreender o corpo, o território, a autonomia, a memória e os direitos humanos. Interessa-nos, portanto, colocar em diálogo essas diferentes experiências, reconhecendo suas particularidades, diferenças e possibilidades de articulação para além das fronteiras.

    O Seminário de pesquisa também pretende discutir a dimensão histórica e contínua

    da luta pelos direitos das mulheres. Direitos conquistados por meio de longos processos de mobilização social não devem ser compreendidos como conquistas definitivas ou irreversíveis, uma vez que sua existência e efetividade permanecem atravessadas por disputas, resistências e tentativas de restrição. A defesa de direitos já conquistados constitui, portanto, parte fundamental das lutas feministas contemporâneas, assim como a reivindicação de novos direitos e a ampliação daqueles já existentes. Nesse sentido, pensar os feminismos latino-americanos também significa compreender a integração regional como um processo construído por redes de solidariedade, memória, resistência e defesa permanente da dignidade e dos direitos humanos.

    Ao deslocar o olhar para as experiências construídas desde abaixo, este Seminário convida a imaginar outras Américas Latinas; aquelas que nascem dos corpos que resistem, dos territórios que se defendem e das redes de mulheres e dissidências que, há mais de quatro décadas, integram o continente sem esperar autorização dos Estados. Se a integração regional é também uma utopia feminista, onde se encontram as pessoas que a pesquisa? Este Seminário quer ser esse lugar? Este Seminário quer esse lugar.
    Convidamos pesquisadoras, pesquisadores e ativistas de diferentes campos e trajetórias a submeter trabalhos que ampliem, tensionem e reinventem o que entendemos por integração latino-americana. Venha compartilhar sua pesquisa e ajudar a construir, coletivamente, os mapas dessa outra integração. 



    SP18- Lo rural, lo urbano y la naturaleza como forma de vida: su relación con los derechos humanos en contextos de conflicto en América Latina 

    Autores: Diana Marcela Hincapie Cetina,Maria Aparecida Martins de Paula,Vinnie Mayana Lima Ramos

    Resumo: El Seminario de Investigación propone discutir las relaciones entre lo rural, lo urbano y la naturaleza como formas de vida y de producción de territorialidades en América Latina, preservando como eje central la problematización formulada a partir de la experiencia colombiana. En contextos marcados por conflictos armados y sociales, desigualdades históricas y disputas territoriales, las dinámicas rurales y urbanas no pueden comprenderse de manera disociada de la naturaleza, de los modos de vida y de los sujetos humanos y no humanos que conforman los territorios. Colombia, especialmente en el escenario posterior al Acuerdo de Paz de 2016, ofrece una referencia privilegiada para reflexionar sobre nuevas espacialidades y subjetividades, reconocimiento como víctimas, justicia transicional, memorias, reparación, garantías de no repetición y la incorporación de la naturaleza y de los animales en el horizonte de la protección jurídica y de la construcción de paz. A partir de este núcleo, el Seminario amplía el debate hacia otros contextos latinoamericanos, acogiendo investigaciones sobre ruralidades, ciudades pequeñas y medianas, relaciones rural-urbanas, comunidades tradicionales, campesinado, pueblos indígenas, derechos humanos, derechos de la naturaleza, conflictos socioambientales, justicia climática, otras justicias, políticas públicas y planificación territorial.

    El objetivo es promover un diálogo interdisciplinario y comparado sobre los modos en que los conflictos, las violencias estructurales, el extractivismo, las crisis ambientales y los cambios climáticos afectan territorios y comunidades, así como sobre las respuestas institucionales, jurídicas y comunitarias orientadas a la justicia, la participación y la protección de la vida.

    Se Vincula al eje “Derechos Humanos en América Latina”, el Seminario comprende los derechos humanos en articulación con territorio, naturaleza, memoria y justicia socioambiental, sin perder de vista las interfaces con desarrollo, ambiente, campesinado y ciudades latinoamericanas.

    Se acogerán artículos, ensayos teóricos, estudios de caso, investigaciones comparadas y empíricas, resultados de investigaciones de maestría y doctorado y relatos de investigación o extension, con el fin de promover discusiones sobre: relaciones rural-urbanas y formas de vida; conflictos y posacuerdo; justicia transicional; derechos de la naturaleza y protección de los animales; ontologías relacionales y críticas a la zooantroponormatividad; planificación territorial y participación social; justicia climática, extractivismo, pasivos ambientales y reparación; y cultura y memorias desde los territorios. La propuesta dialoga con “Utopías de la Integración Latinoamericana” al pensar la integración regional como construcción de horizontes comunes de paz, derechos, diversidad territorial, justicia socioambiental y otras justicias.
    Las temáticas del seminario. 1. Ruralidades, urbanidades, naturaleza y formas de vida. 2. Conflictos, posacuerdo, derechos humanos y justicia transicional. 3. Verdades, memorias, reparación y no repetición. 4. Naturaleza, animales y ontologías relacionales. 5. Planificación territorial, políticas públicas y participación. 6. Justicia socioambiental, climática y otras justicias. 7. Cultura, memorias y producción de sentidos sobre los territorios. 



    SP19 - Movimentos sociais do campo, transição energética e direitos humanos na América Latina 

    Autores: José Antonio Lobo dos Santos,Jenny Marcela Moreno Socha,Daniel Alfonso León

    Resumo: Este Seminário de Pesquisa tem como objetivo promover um espaço de discussão sobre temáticas relevantes dos nossos tempos na América Latina, com destaque para: os movimentos sociais do campo e suas formas de organização, luta, resistência e permanência; a transição energética no contexto das mudanças climáticas e como esta transição está impactando no ordenamento e acesso à terra, renda, mão de obra e organização das comunidades rurais e povos tradicionais; os direitos humanos como garantias básicas, universais, inalienáveis e indivisíveis dos povos. Direitos individuais e coletivos como: acesso à terra, renda, saúde, segurança, educação, liberdade de expressão, participação política e outros.


    Essa proposta dialoga com o eixo temático “Direitos Humanos na América Latina”, na medida em que propõe articular pesquisas e reflexões sobre os direitos humanos na região, a partir das formas de organização e atuação dos movimentos sociais do campo, das mudanças climáticas e dos processos de transição energética no campo, destacando os desafios e as transformações que incidem sobre os territórios, os modos de vida e os direitos das populações do campo e dos povos tradicionais.

    Na América Latina, o desenvolvimento de projetos energéticos frequentemente irrompe nas comunidades rurais, gerando consequências sobre o território, o sentido comunitário e os direitos humanos. No plano territorial, destacam-se o acaparamento de terras, a limitação do acesso aos recursos naturais, os conflitos pelo uso da água e a degradação do meio ambiente. No plano comunitário, esses projetos geram conflitos relacionados às relações de trabalho, pelas alternativas de renda oferecidas aos diretamente afetados, pelas transformações na vocação agrícola e/ou pesqueira e pelas negociações em torno das medidas de mitigação de impacto. Já no plano dos direitos humanos, sobressaem o assassinato de lideranças ambientais e sociais, a estigmatização das comunidades e organizações que se opõem aos projetos, e a militarização da vida cotidiana.

    O seminário acolherá trabalhos que dialoguem com as relações entre questão agrária, direitos humanos, mudanças climáticas e transição energética no campo latino-americano, contemplando pesquisas que abordem as seguintes temáticas:


    •Direitos humanos e populações do campo: situações de violação e processos de garantia de direitos individuais e coletivos, incluindo acesso à terra, renda, saúde, segurança, educação, liberdade de expressão e participação política, considerando a diversidade dos sujeitos e territórios rurais;

    •Movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais: formas de organização, mobilização, luta, resistência e permanência nos territórios, bem como estratégias de defesa dos modos de vida e dos direitos territoriais;

    •Terra, território e conflitos agrários: acesso e permanência na terra, especulação e concentração fundiária, latifúndio, conflitos pelo acesso à terra e aos recursos naturais e diferentes formas de apropriação e uso do território;

    •Natureza e mudanças climáticas: uso, apropriação e gestão dos recursos naturais; impactos das mudanças climáticas sobre os territórios, as atividades produtivas, a organização comunitária e os modos de vida das populações do campo;

    •Transição energética e grandes projetos: implantação de empreendimentos e projetos energéticos, especialmente de energia eólica, solar e produção de biocombustíveis, considerando seus impactos sociais, territoriais e ambientais e suas implicações para a questão agrária e a produção do espaço rural;

    •O papel das mulheres rurais na resistência aos megaprojetos;

    •Justiça ambiental e povos do campo: os conflitos pelo uso e acesso à água e à terra entre comunidades, agronegócio e empreendimentos energéticos ou extrativos; e os deslocamentos forçados e as migrações ambientais provocadas por barragens, mineração ou expansão das fronteiras energéticas. 



    Eixo Temático - Educação, políticas públicas e justiça social na América Latina 


    SP20 - Horizontes de integração, equidade e justiça social para redesenhar as políticas públicas educacionais latino-americanas e caribenhas - Utopias em movimento

    Autores: Rita de Cássia Marques Lima de Castro, Luis Enrique Aguilar, Ivandro Gomes da Silva

    Resumo: Os estudos comparados na perspectiva decolonial, têm apresentado, para as políticas públicas educacionais, horizontes que evidenciam diversas iniciativas em prol de integração, equidade e alcance da justiça social nos países da América Latina e do Caribe. Tais iniciativas demonstram a capacidade de se englobar um eixo de desenvolvimento sólido e duradouro, nas quais pontos que de início pareçam conflitantes e ambíguos tornem-se modelos conjuntos de unidade e alcance de uma região social e economicamente mais equânime e capaz de reparar caminhos tortuosos construídos pela história de cada nação. Em tempos nos quais se amplia o interesse por pesquisas envolvendo situações regionais e teóricos como Paulo Freire, Orlando Fals Borda, Catherine Walsh, Enrique Dussel, Darcy Ribeiro, Adriana Puiggrós, Frantz Fanon, dentre outros, é oportuno e importante discutir abordagens que tratem de emancipação, transformação social, cidadania e descolonização latino-americana e caribenha. América Latina e o Caribe são objeto de especulações geopolíticas e de um tratamento homogêneo ao se analisar toda a sua trajetória histórica. Motiva-nos encontrar, na comparação, homogeneidades e diferenciações que a própria leitura decolonial nos mostra como uma estratégia fértil para explicar a realidade educacional, social, política e econômica da região.

    Desse modo, este seminário se propõe a analisar, de modo interdisciplinar e comparativo, como as políticas públicas educacionais podem construir horizontes de integração, equidade e justiça social dos países latino-americanos e caribenhos, além de abrir importante espaço de discussão acerca de como diferentes perspectivas podem caminhar de modo a respeitar a culturalidade local e manter espaços que favoreçam o desenvolvimento e uma maior aproximação entre cada país.

    O foco de investigação abrange desde a Educação Básica e Superior, seja ela de ordem pública ou privada, englobando também suas esferas de pesquisa e extensão na área. Nos sistemas educacionais, em cada um dos níveis e interfaces sociais, econômicas e culturais, o seminário propicia espaços de discussão envolvendo pesquisas e estudos comparativos em âmbito urbano e rural, políticas públicas educacionais voltadas para segmentos indígenas, quilombolas, afrodescendentes, análises territoriais, regionais, inter-regionais, nacionais e internacionais, bem como estudos comparativos de indicadores, investimentos e avaliação externa em escala, ações de fomento à permanência estudantil, debates educacionais sobre política de governo e política de estado, formação profissional, participação e incremento social nos processos de educação, relações familiares e ambiente escolar.

    Ademais, o seminário se configura como oportunidade para apresentação e debate de trabalhos de pesquisa como os promovidos pelo Observatório Ibero-americano de Estudos Comparativos em Educação (OIECE), ou do Centro Latinoamericano de Estudios em Epistemología Pedagógica (CESPE), reunindo pesquisadores e a comunidade científica para discutir proposições e realizar análises de políticas públicas que visam combater a desigualdade socioeducativa, promover inovação, cidadania digital, formação docente, avaliação, dentre outros pontos igualmente relevantes, que levem as utopias em movimento a verdadeiros horizontes de integração, equidade e justiça social por meio da educação.



    SP21 - Utopia às avessas: estudos da dominação empresarial sobre a educação estatal na América Latina 

    Autores: Carolina de Roig Catini,João Francisco Migliari Branco,Stephanie Fenselau

    Resumo: O Seminário de Pesquisa, intitulado “Utopia às avessas: estudos da dominação empresarial sobre a educação estatal na América Latina”, tem por objetivo promover a socialização de pesquisas acerca das profundas transformações que vêm ocorrendo nas relações educativas no contexto latino-americano, em articulação com o eixo temático “Educação, políticas públicas e justiça social na América Latina”.

    A proposta parte da compreensão de que as transformações contemporâneas na área educacional relacionam-se com um projeto de dominação empresarial das políticas educacionais, incidindo em diferentes formas de privatização e financeirização da educação básica estatal. Tais movimentos articulam-se com as “inovações” da educação do “século XXI”, que tensionam a incorporação massiva de novas tecnologias digitais, mediada por startups, chamadas de Edtechs, conjuntamente com o Estado, reorganizando em diferentes escalas o trabalho educativo.

    Nesse sentido, o Seminário de Pesquisa propõe reunir e articular análises críticas voltadas às relações entre trabalho e educação, bem como investigações acerca das transformações decorrentes das atuais políticas educacionais, incluindo as alterações no trabalho docente e os processos de resistência que se constituem diante desse cenário na América Latina. Busca-se fomentar o debate crítico sobre as diferentes dimensões desses processos e suas implicações para o trabalho docente e para a formação da juventude, socializando também pesquisas que apontam formas de resistência dos professores e da juventude que emergem nos diferentes contextos.

    Serão aceitos trabalhos em andamento ou concluídos, inseridos no seguinte escopo: (1) processos de empresariamento, mercantilização, privatização e financeirização da educação no contexto latino-americano; (2) tecnologias digitais educacionais, Edtechs, digitalização e plataformização do trabalho docente na América Latina; (3) relações entre trabalho e educação, educação profissional e formação da juventude; e (4) formas de resistência, educação popular, articulações e lutas contra a mercantilização da educação na América Latina.

    Desse modo, o Seminário de Pesquisa pretende constituir-se como espaço de interlocução e debate entre diferentes pesquisas, possibilitando a análise crítica das transformações em curso e das formas de resistência que emergem no campo educacional latino-americano. 


    SP22 - Psicologia, Sociedade e Educação na América Latina: desafios, movimentos e proposições

    Autores: Marilene Proença Rebello de Souza,Alayde Maria Pinto Digiovanni, Gisele Cardoso Costa. Participação especial: Profa. Emérita Ruth Mercado Maldonado.

    Resumo: Este Seminário de Pesquisa intitulado Psicologia, Sociedade e Educação na América Latina tem por objetivo conhecer as pesquisas em andamento ou concluídas em Programas de Pós-Graduação e Instituições de Pesquisa que analisem questões que envolvam a Psicologia, Sociedade e a Educação no subcontinente. As mudanças na América Latina no campo econômico configuram o avanço da condição de dependência da região na divisão internacional do trabalho, se desdobrando no ascenso organizado da extrema-direita, dos grupos nazifacistas e na reorganização do Estado a partir de novos blocos históricos no poder; a transformar as subjetividades, a sociabilidade, as formas de convivências e as políticas de Estado. Tais mudanças se expressam no aumento da pobreza e aprofundamento das desigualdade entre as classes sociais; no racismo ambiental; no subfinanciamento e nas reformas da educação, como a Reforma do Ensino Médio; na violência nas escolas e nas respostas institucionais para o seu enfrentamento; no avanço do transcurso migratório intracontinental; e expressam-se, em especial, no avanço de grupos econômicos e paramilitares em territórios dos povos tradicionais latino-americanos (indígena, quilombola, ribeirinho, etc.). Em tal contexto se observa ainda um avanço ideológico que representa as mudanças supracitadas, se destacam projetos de lei e ações de grupos e sujeitos políticos que visam inibir o debate de gênero, etnico-racial e limitar a liberdade de cátedra. Este Seminário visa contribuir com o debate do Eixo temático Educação, políticas públicas e justiça social na América Latina ao possibilitar a apresentação de pesquisas que coloquem em relevo as múltiplas determinações das relações entre Psicologia, Sociedade e Educação na América Latina. Neste Seminário de Pesquisa serão aceitos trabalhos de investigação concluídos ou em andamento que apresentem discussões sobre as dimensões históricas, sociais, econômicas, políticas e subjetivas que se relacionem com o tema proposto por este Seminário de Pesquisa, como também destacam possibilidades de enfrentamento/superação que envolvam processos de mudança na América Latina. Contaremos com a participação especial da Professora Emérita Ruth Mercado Maldonado (DIE/CINVESTAV/IPN, México). 




    Eixo Temático - Epistemologias e Pensamento latino-americanos 


    SP23 - Conhecimento Científico em diálogo com Saberes Tradicionais e Populares no Território Acadêmico Latino-americano  

    Autores: Ronilda Ribeiro,Luiz Eduardo Valiengo Berni,Amanda Tavares Borges 

    Resumo: Morin (2003, 2005), para quem mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça bem-cheia, afirma que as novas ciências “sistêmicas” rompem o dogma reducionista de explicação pelo elementar e passam a tratar de sistemas complexos. Enquanto nas cabeças bem cheias os conhecimentos são acumulados sem um princípio de seleção e de organização que lhes dê sentido, em cabeças bem-feitas eles são organizados para poderem ser relacionados, o que favorece a colocação e o tratamento de questões. Para ele o enfrentamento da incerteza demanda admitir que conhecer e pensar não implicam em obter verdades absolutas. Implicam, sim, em dialogar com a incerteza. Uma vez constatado, no século XX, que há limites para o conhecimento, a maior certeza a ser obtida é a de que incertezas são indestrutíveis, tanto no conhecimento quanto na ação. Cientes da necessidade imperiosa de questionar a hegemonia de epistemes ocidentocêntricas e predomínio dos métodos de pesquisa por elas determinados, nos vemos na obrigação de integrar redes de estudiosos e pesquisadores empenhados no enfrentamento da colonialidade, do racismo estrutural e da intolerância à diversidade na América Latina e no Caribe. Reformar o pensamento implica na adoção de um modo de pensar capaz de unir e solidarizar conhecimentos separados, capaz de se desdobrar em uma ética da união e da solidariedade entre humanos; capaz de não se fechar no local e no particular, mas de conceber os conjuntos para favorecer o senso de responsabilidade e de cidadania: as consequências da reforma do pensamento são de ordem existencial, ética e cívica. Em A cabeça bem-feita (2003) e Ciência com consciência (2005) Morin reúne elementos indispensáveis à reflexão sobre “reforma do pensamento” e sobre a necessidade de produzirmos uma ciência que se interrogue sobre as próprias estruturas ideológicas e o próprio enraizamento sociocultural. Para atingir esse objetivo a autonomia do pensamento e a desenvoltura para lidar com a complexidade são pontos de extrema relevância. Para Morin, o pensamento complexo reconhece a multidimensionalidade e pluriversalidade dos fenômenos e, ao reconhecêlas pode tratar de realidades simultaneamente solidárias e conflitantes, respeitando diferenças e identificando unicidades possíveis. Sommerman, por sua vez, em Inter ou transdisciplinaridade? Da fragmentação disciplinar a um novo diálogo entre os saberes (2006), ponderou: a busca de compreensão da complexidade exige articulação dos saberes das ciências, das artes, da filosofia, de antigas tradições e da experiência cotidiana por haver distintos modos de perceber e descrever a realidade. Ao propormos a realização deste Seminário de Pesquisa, temos como objetivo principal promover o debate sobre epistemologias e metodologias de pesquisa não hegemônicas comprometidas com o encontro de saberes no território acadêmico latino-americano. Em consonância com o Eixo Temático 12, dedicado a estudos e pesquisas sobre epistemologias e pensamento latino-americanos, e com a temática deste Seminário de Pesquisa, serão bem-vindas apresentações de estudos concluídos ou em andamento que privilegiam temas relativos ao pensamento analógico, às racionalidades não hegemônicas, a fenômenos da sincronicidade, a abordagens metodológicas próprias do pensamento complexo e da transdisciplinaridade, a sistemas oraculares, práticas médico-mágico-religiosas, crenças e manifestações de religiosidade. Serão acolhidos pesquisadores e estudiosos cujos objetos de interesse priorizem o encontro de saberes no território acadêmico latino-americano e cuja práxis esteja apoiada no compromisso ético com a expansão de consciências e no inconformismo com a hegemonia de epistemes ocidentocêntricas, da colonialidade e do racismo estrutural na América Latina e no Caribe.


    SP24 - Epistemologias em diálogo: estudos comparativos, sujeitos conectados e emoções em pesquisas na América Latina  

    Autores: Beatriz Leal, Thais Gomes, Raíssa Gouveia Ferreira Lazarini

    Resumo: O Seminário de Pesquisa (SP) proposto, vinculado ao eixo temático "Epistemologias e Pensamento Latino-Americano", tem como objetivo constituir um espaço fecundo de debate e articulação entre pesquisadoras/es, estudantes e profissionais dedicadas/os às metodologias qualitativas aplicadas a estudos comparativos e análises regionais. Em especial, acolhe trabalhos desenvolvidos a partir do entrelaçamento com sujeitos coletivos e populares na produção do conhecimento científico.


    A justificativa central desta proposta se alinha com a urgência de problematizar criticamente a função social da universidade e os rumos da investigação científica contemporânea. Historicamente, a persistência de modelos de pesquisa distanciados da realidade concreta — orientados a falar sobre pessoas e comunidades — consolidou uma cisão profunda entre o saber acadêmico e as lutas sociais cotidianas. Contrapondo-se à redução desses grupos à condição de meros "objetos de pesquisa", destituídos de sua humanidade, alteridade e contradições, o presente seminário busca avançar na compreensão ético-epistêmica e metodológica de práticas que posicionem as coletividades e movimentos na condição de protagonistas e coprodutoras do saber.


    Para enfrentar essas assimetrias e alargar os horizontes da pesquisa na extensão da América Latina, o seminário convida reflexões situadas na confluência com sujeitos coletivos e populares, orientando-se em torno de eixos interrogativos fundamentais:


    - O que confere ao fazer qualitativo o estatuto de uma epistemologia crítica e não instrumentalizada?


    - Quais caminhos e horizontes metodológicos emergem quando movimentos e coletividades populares assumem o protagonismo na coprodução do saber?


    - Quais são as responsabilidades éticas, políticas e afetivas da pesquisa qualitativa crítica no contexto latino-americano contemporâneo?


    Por meio da socialização de experiências e vivências investigativo-afetivas entre as pessoas participantes, a iniciativa pretende publicizar e aprofundar investigações dessa natureza. Almeja-se, assim, impulsionar sínteses coletivas, alianças metodológicas e soluções emancipatórias fortalecidas pela integração regional 


    SP25 - FIAR O INVISÍVEL, VIVER À MARGEM O VITALISMO RELACIONAL E AS TRAMAS SUBVERSIVAS DE GÊNERO E LINGUAGENS NA AMÉRICA LATINA 

    Autores: Ana Carla Barros Sobreira,Carlos Elias Barros Sobreira Rodrigues,Celineide Camões dos Santos

    Resumo: Este Seminário de Pesquisas (SP) propõe um deslocamento epistemológico crucial no campo dos estudos latino-americanos. Trata-se da transição de uma crítica decolonial puramente reativa e ortodoxa que ainda orbita em torno do pensamento hegemônico para combatê-lo, em direção ao vitalismo relacional e à vivência de culturas híbridas em paralelo. Inspirados pelo princípio andino do ayni (reciprocidade, interdependência e fluxos de troca simétricos), buscamos investigar como a vida e a resistência se organizam de forma autônoma aos sistemas modernos/coloniais de opressão. Centramos nossa análise na práxis das mujeres tejedoras do altiplano boliviano, sujeitos subversivos que utilizam o tecer não apenas como fazer manual, mas como linguagem, memória corporificada e tecnologia política capaz de produzir mundos alternos sob as mais severas fraturas de gênero e opressão estrutural. Interessa-nos acolher trabalhos que tensionam as fronteiras da linguagem, da literatura, da cultura e do gênero a partir de perspectivas teóricas e práticas que não peçam licença à hegemonia, mas que operem na potência vital do paralelo, tecendo redes de saberes indomesticável. Acolhemos pesquisadores das grandes áreas da Literatura, Antropologia, Sociologia, Linguística, Gênero e Artes.


    1. EPISTEMOLOGIAS OUTRAS E VITALISMO RELACIONAL

    • Cosmovisões indígenas e afrodiaspóricas como formas de existência em paralelo (Bem Viver, Ayni, Ubuntu, etc.).

    • Críticas à ortodoxia decolonial e superação do binarismo 'colonizador vs. colonizado'.

    • Práticas de reciprocidade, redes de afeto e solidariedade comunitária na América Latina.

    • O conceito de vida e agência em oposição à teorização da dor e da subalternidade.


    2. TECELAGEM, CORPORALIDADE E MEMÓRIA COMO RESISTÊNCIA

    • A práxis das mulheres tecedoras, bordadeiras e artesãs como escrita e tecnologia política.

    • O tear e o artesanato como espaços de autonomia econômica e cura coletiva de mulheres.

    • Corpo, performance e memória corporificada na produção cultural latino-americana.

    • Arte têxtil e visualidades como arquivos históricos alternativos à história oficial.


    3. LINGUAGENS SUBVERSIVAS, LITERATURA E TRADUÇÃO

    • A costura, o bordado e o tecido como metáforas literárias na prosa e na poesia de autoria feminina.

    • Linguagens não-verbais, hibridismos linguísticos e estéticas da oralidade.

    • Práticas de tradução cultural, poéticas da tradução e rasuras na linguagem hegemônica.

    • Escrevivências e narrativas autobiográficas de mulheres à margem.


    4. GÊNERO, INTERSECÇÕES E FEMINISMOS COMUNITÁRIOS

    • Feminismos comunitários, indígenas e negros na América Latina e suas críticas ao feminismo eurocêntrico.

    • Estratégias de sobrevivência e subversão de mulheres e dissidências sob opressões coloniais/patriarcais.

    • Relações de gênero mediadas por economias solidárias e saberes ancestrais.

    • Maternidades coletivas e redes de cuidado como práticas vitalistas paralelas.


    5. CULTURAS HÍBRIDAS, FRONTEIRAS E PRÁTICAS ESPACIAIS

    • O cotidiano urbano e rural como espaço de criação de culturas híbridas paralelas.

    • Rachaduras no sistema moderno/colonial envolvendo territorialidades, espaços geográficos e simbólicos onde a hegemonia não consegue entrar.

    • Movimentos sociais, coletivos artísticos e ativismo de base sob a lógica da relacionalidade.

    • Pedagogias da resistência e transmissão de saberes intergeracionais. 



    SP26 - Pensar desde a América Latina: epistemologias, educação e formação humana em diálogo 

    Autores:Alonso Bezerra de Carvalho,José Alejandro Tasat,Flavia Cristina Silveira Lemos

    Resumo: Este Seminário de Pesquisa propõe reunir estudos, pesquisas e experiências que tomem o pensamento latino-americano como campo de produção de conhecimento, reflexão crítica e criação de outros modos de compreender a educação, a cultura e a formação humana. A proposta parte do reconhecimento de que pensar a América Latina implica interrogar as formas históricas de produção e legitimação do conhecimento e, simultaneamente, abrir espaço para saberes, autores, experiências e práticas produzidos desde o próprio continente. Nesse sentido, o Seminário pretende constituir um espaço de diálogo entre pesquisadores de diferentes instituições e países, favorecendo o encontro entre pensamento, educação e experiência latino-americana.

    O objetivo central é promover a discussão sobre as possibilidades de pensar a América Latina a partir de suas próprias experiências, problematizando a permanência de referências eurocêntricas na produção do conhecimento. Interessa discutir como o pensamento latino-americano pode deslocar perspectivas universalizantes e favorecer outras formas de compreender sujeitos, territórios, culturas, educação e relações sociais. A proposta dialoga com a perspectiva decolonial ao considerar que a colonialidade não se restringe ao domínio político do passado, mas alcança as formas de conhecer, interpretar o mundo e produzir subjetividades. Busca-se, assim, questionar a subalternização de conhecimentos e reconhecer perspectivas epistemológicas construídas a partir das experiências históricas e culturais latino-americanas. Ao mesmo tempo, pretende-se problematizar transformações contemporâneas que atravessam o continente, considerando questões como o avanço do extrativismo e seus impactos sobre a natureza, as desigualdades e a contaminação nas grandes cidades, a medicalização da vida cotidiana e os efeitos do isolamento tecnológico sobre as formas de convivência e de construção da vida comum. Essas questões permitem aproximar reflexão teórica e experiência social, articulando pensamento, educação e práxis. A relação com o eixo é direta, uma vez que o Seminário toma como questão central a produção de conhecimentos desde a América Latina e a pluralidade de seus modos de pensar. Nesse horizonte, interessa colocar em diálogo diferentes vertentes, incluindo a filosofia da libertação, a educação popular e o pensamento decolonial e, de modo especial, as contribuições de Rodolfo Kusch e Paulo Freire, sem restringir as discussões a esses autores. O pensamento latino-americano é compreendido, portanto, como um campo vivo de problematização, no qual diferentes perspectivas, saberes e experiências podem encontrar-se, tensionar-se e produzir novos sentidos. Serão acolhidos trabalhos decorrentes de pesquisas concluídas ou em andamento, ensaios teóricos, estudos interdisciplinares, relatos de experiências de ensino, extensão ou formação e investigações que articulem essas perspectivas a problemas contemporâneos da educação, da cultura e da sociedade. Serão especialmente bem-vindas propostas que abordem epistemologias, práticas educativas, formação humana, interculturalidade, decolonialidade, saberes populares e indígenas, cultura e território, relações entre pensamento e práxis, bem como autores, conceitos e experiências latino-americanas ainda pouco incorporados aos circuitos hegemônicos de produção acadêmica. O Seminário pretende, assim, promover não apenas a apresentação de resultados de pesquisa, mas um exercício coletivo de leitura, escuta e diálogo. Busca-se discutir de que maneira os conhecimentos produzidos desde a América Latina podem interpelar nossas categorias habituais de análise e contribuir para a criação de outros sentidos para a educação, a cultura e a formação humana. Enfim, a proposta pretende colocar em movimento diferentes perspectivas, perguntas e experiências, compreendendo o pensamento como prática situada, aberta ao diálogo e vinculada às realidades históricas e contemporâneas do continente. 



    SP27 - Pensar sobre, com e desde a Bolívia hoje: autonomias, imaginações sensíveis e mundos cosmopolíticos 

    Autores: Chryslen Mayra Barbosa Gonçalves,Pabel Lopez Flores,Beatriz Toledo

    Resumo: Este Simpósio Temático tem como objetivo colocar em diálogo diferentes pesquisas e perspectivas que abordam a produção de autonomias, as lutas sociais, territoriais e comunitárias, as imaginações sensíveis e a construção de relações e de mundos cosmopolíticos na Bolívia contemporânea. Propomos reunir trabalhos que reflitam sobre as relações entre povos, comunidades e organizações sociais e políticas com o Estado Plurinacional da Bolívia, mas também sobre formas de organização, ação política e produção de mundos que excedem os marcos institucionais e territoriais do Estado.

    Nesse sentido, o Simpósio busca acolher pesquisas sobre diferentes experiências de lutas autonômicas e formas de organização política nas terras altas e terras baixas bolivianas, bem como sobre lutas pela defesa e transformação dos territórios, processos de reexistência e formas comunitárias de fazer política. Buscamos, ainda, explorar como essas experiências produzem imaginações sensíveis de mundo por meio da arte, das oralidades, das práticas de escuta, da circulação de saberes e da ocupação e transformação das cidades e dos territórios. Além disso, queremos dar espaço, também, para trabalhos sobre as relações cosmopolíticas entre humanos e outros-que-humanos que são presentes em muitos âmbitos da sociedade boliviana.

    Serão especialmente bem-vindos trabalhos que problematizem as relações entre humanos e outros-que-humanos, as diferentes formas de territorialidade e pertencimento, as práticas de cuidado e reprodução da vida, as economias comunitárias e populares, os modos indígenas de conhecer e habitar o mundo e as formas sensíveis, afetivas, de produção dos territórios e das urbanidades. Um aspecto central deste Simpósio é pensar a Bolívia como um espaço de produção epistêmica e ontológica contemporânea em diálogo com os debates que atravessam a América Latina. Procuramos reconhecer a coetaneidade das experiências bolivianas e sua potência para produzir contribuições epistêmicas e teóricas para além de suas fronteiras nacionais. Nesse sentido, buscamos reunir trabalhos produzidos sobre, com e desde a Bolívia, valorizando diferentes formas de conhecimento e experiências situadas nos territórios das terras altas e terras baixas.

    Eixos temáticos:

    1. Autonomias, organização política e Estado

    2. Territórios, territorialidades e lutas pela vida

    3. Imaginações sensíveis, memória e produção de mundos

    4. Cosmopolíticas e relações entre humanos e outros-que-humanos

    5. Economias populares, cuidados e reprodução da vida

    6. Gênero, corpos, afetos e reexistências

    7. Arte e resistências

    8. Oralidades, escutas, memória e circulação de saberes 



    SP28 - Pensadores/as e trajetórias intelectuais latino-americanas 

    Autores: Dario Negreiros,Filipe Cordeiro de Souza Algatão, Maria Margarida Cintra Nepomuceno,Stella Ferreira Gontijo

    Resumo: Descrição: o Seminário Temático: Pensadores/as e trajetórias Intelectuais latino-americanas tem por objetivo reunir pesquisas com interesses em torno dessa temática oriundos da História Cultural, da História Intelectual ou de demais áreas que coloquem em diálogo pensadores da América Latina e Caribe, em uma tentativa de estabelecer conexões entre intelectuais que se dedicaram e que ainda se dedicam aos estudos da formação e da cultura das sociedades latino-americanas, bem como aos debates políticos de sua época, em suas várias dimensões.

    Muito se tem estudado sobre os diálogos estabelecidos entre pensadores latino-americanos, por meio de suas contribuições teóricas, debates públicos, ou encontros, correspondências e vivências, presenciais ou à distância, promovidos por Instituições, por organizações sociais e políticas, através de encontros, revistas, editoriais, ou por iniciativas personalizadas, desde tempos memoráveis, em inúmeros contextos, mundiais e regionais. Nesse sentido, interessa-nos perceber a diversidade de sujeitos intelectuais, com especial atenção às mulheres e intelectuais negros/as.

    Podemos citar alguns desses momentos históricos de proximidade entre pensadores na América Latina: durante os processos das Independências, da formação dos Estados Nacionais, de formação dos Impérios Modernos, em momentos de ameaça mundial do fascismo, no contexto da Guerra Fria e das Ditaduras Militares na América Latina, da recorrência do militarismo, nos embates entre autoritarismo X democracia e modelos de governo, durante as revoltas sociais contra o sistema escravista; das revoluções-nacionais e conflitos mundiais e mais recentemente com as ameaças à democracia, as crises ambientais, a articulação de novos concertos geopolíticos e a desconstrução da colonialidade do nosso viver.

    Importante nos referenciarmos em alguns pensadores/as que estiveram em diálogo com demais intelectuais e com a construção de redes e que contribuíram muito com a formação do nosso pensamento. Falamos de autores como José Carlos Mariátegui e Anibal Quijano (Peru), Simón Bolívar (Venezuela), José Martí (Cuba), José Henrique Rodó e Ángel Rama (Uruguai), Ruben Dario (Nicarágua), Leopoldo Zea e Glória Anzaldúa (México), Maria Lugones (Argentina), Gabriela Mistral (Chile), Domitila Barrios (Bolívia), Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Antônio Candido, Celso Furtado, Florestan Fernandes, Clóvis Moura, Darcy Ribeiro, Lélia González e Sueli Carneiro (Brasil), além de pensadores do Caribe como Franz Fanon, Aimé Césaire, Eric Williams e C.L.R. James, dentre muitos outros/as intelectuais.

    Quem se inscreve: esse Seminário está aberto para receber trabalhos de professores, pesquisadores ou estudantes que se interessem por essa temática partindo da premissa de que o pensamento se desenvolve em diálogo, oposição ou continuidade com outros trabalhos e produções intelectuais.

    Sugestões de leitura:

    ALTAMIRANO, Carlos. Notas de investigación sobre una tribo inquieta. Editora Siglo Veinteuno. Buenos Aires, 2013.

    BRANDÃO, Gildo Marçal. Linhagens do pensamento político brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2007.

    CARDOSO, Fernando Henrique. Pensadores que inventaram o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

    COSTA, Adriane Vidal; MAI´Z, Cla´udio. Nas tramas da “cidade letrada”: sociabilidade dos intelectuais latino-americanos e as redes transnacionais. Belo Horizonte: Fino Trac¸o, 2018.

    FURTADO, Celso. A economia latino-americana; formação histórica e problemas contemporâneos. 3. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1986.

    RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. 



    Eixo Temático -  Extensão Universitária na América Latina


    SP29 - Realidades Latino-Americanas 

    Autores: Fabiana Rita Dessotti ,Gislaine Amaral Silva,Rafael Teixeira de Lima

    Resumo: O objetivo do V Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e do III Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina é “conhecer e debater o pensamento social e em humanidades produzido sobre a América Latina” (https://www.even3.com.br/pensar-e-repensar/).

    Entendendo-se que o Realidades Latino-Americanas, programa de extensão e pesquisa do Departamento de Relações Internacionais da EPPEN/UNIFESP, pode contribuir com este objetivo, propõe-se o Seminário Realidades Latino-Americanas.

    O programa de extensão e pesquisa Realidades Latino-Americanas existe desde 2014 e, nestes doze anos, tem desenvolvido diversas atividades com a intenção de aprofundar, desde abajo, conhecimentos e vivências sobre a América Latina. Um dos eixos principais do programa são os projetos de formação anuais, em torno dos quais se desenvolvem diferentes atividades, voltadas à aproximação entre universidade e sociedade. Dentre as principais temáticas discutidas estão a do (sub)desenvolvimento econômico e social, das relações de trabalho, da inserção internacional, segurança e violências, direitos humanos, dos extrativismos, das lutas em defesa dos territórios e dos bens comuns e das conjunturas política, econômica e social dos países latino-americanos.

    O programa, representado aqui por sua coordenadora e colaboradoras(es), propõe este seminário de pesquisa com o objetivo de aprofundar o debate sobre estes temas, no eixo temático Extensão Universitária na América Latina, recebendo resumos com relatos que resultem de atividades de extensão, elaborados por graduandos(as) e pós-graduandos(as), entre outros(as) pesquisadores(as) dedicados(as) aos estudos da América Latina. Com este seminário, pretende-se reunir pesquisadoras(es) e extensionistas da América Latina com propostas alinhadas às temáticas acima e experiências iniciantes ou consolidadas na extensão universitária, cujos trabalhos permitam discutir um ou mais dos seguintes aspectos:

    - relatos a partir das próprias experiências de extensão;

    - experiências de curricularização da extensão;

    - desafios e possibilidades na experiência extensionista;

    - abordagens teóricas e empíricas que orientam os trabalhos;

    - relatos sobre as ferramentas e linguagens utilizadas na difusão;

    - experiências que articulem a relação entre universidade e comunidade;

    - experiências de difusão de projetos de pesquisa.

    Serão bem-vindas propostas baseadas em diversas linguagens, tais como: podcasts; cursos de extensão; fotografias; intervenções; relatos de história oral; arquivos populares; educação comunitária; hortas comunitárias; cursinhos populares; uso de tecnologias; mapeamentos e cartografias; dança e outras linguagens corporais; etc.

    Ao fim, pretendemos que circulem narrativas sobre como universidade e sociedade dialogam, criam, lutam e se articulam na superação de desafios contemporâneos.

    Fabiana Rita Dessotti (EPPEN/UNIFESP)

    Rafael Teixeira de Lima (PPGICAL/UNILA)

    Gislaine Amaral Silva (FFLCH/DCP-USP) 


    Eixo Temático -  Geopolítica Mundial e a inserção da América Latina


    SP30 - Inserção internacional e desenvolvimento na América Latina: dilemas e estratégias no século XXI

    Autores: Alessandra Cavalcante de Oliveira, Jose Alex Rego Soares

    Resumo: As transformações da economia mundial nas últimas décadas colocaram novos desafios para a inserção internacional e para as perspectivas de desenvolvimento da América Latina. Ao longo do século XX, diversos países da região buscaram alterar estruturas historicamente primário-exportadoras por meio de processos de industrialização por substituição de importações (ISI). A partir dos anos 1990, a hegemonização da agenda neoliberal produziu uma ruptura com agenda desenvolvimentista, impondo reformas liberalizantes, maior abertura comercial e financeira e mudanças nas políticas econômicas contribuíram, em diferentes graus, para uma desindustrialização, rompendo as cadeias de produção na qual recolocou o problema da reprimarização e aumento da dependência externa.

    No século XXI, a ascensão da China tornou-se elemento central dessa discussão. A elevada demanda chinesa por commodities agrícolas, minerais e energéticas ampliou as exportações latino-americanas e trouxe importantes oportunidades econômicas para a região. Ao mesmo tempo, o fortalecimento de uma pauta exportadora concentrada em produtos primários e a crescente presença de manufaturas chinesas suscitam questões sobre os efeitos dessa relação para as estruturas produtivas latino-americanas e os limites que se apresentam para o desenvolvimento autônomo.

    O objetivo deste Seminário de Pesquisa (SP) é promover o debate sobre a inserção da América Latina na economia mundial no século XXI, considerando as transformações de sua estrutura produtiva, a crescente importância da China e os desafios para o desenvolvimento da região. Interessa discutir tanto os problemas e condicionantes da atual forma de inserção internacional quanto as possibilidades de construção de estratégias capazes de ampliar a diversificação produtiva e reduzir vulnerabilidades decorrentes da concentração em produtos e parceiros comerciais.

    A proposta relaciona-se ao eixo “Geopolítica mundial e a inserção da América Latina” ao problematizar a posição da região diante das mudanças na economia mundial e da ascensão de novos polos de poder econômico. Nesse cenário, cabe indagar em que medida a crescente demanda por recursos naturais reforça uma inserção baseada em commodities e quais são seus efeitos sobre as possibilidades de transformação produtiva das economias latino-americanas.

    O SP acolherá trabalhos teóricos e empíricos que discutam essas questões a partir de diferentes perspectivas. Serão contemplados estudos sobre relações econômicas entre China e América Latina; comércio e investimento; commodities; reprimarização e desindustrialização; estrutura produtiva; dependência externa; diversificação de mercados e parceiros comerciais; políticas industriais e tecnológicas; cadeias globais de valor; recursos naturais; inovação e agregação de valor. Serão igualmente relevantes trabalhos voltados ao diagnóstico desses processos e pesquisas que discutam respostas, alternativas e estratégias de desenvolvimento.

    O Seminário pretende, assim, organizar o debate em torno de questões que permanecem abertas: os esforços históricos de industrialização da América Latina foram insuficientes para alterar sua posição na divisão internacional do trabalho? A crescente demanda chinesa por commodities reforça uma trajetória de especialização primário-exportadora? A região estaria condicionada a permanecer como plataforma exportadora de produtos primários ou existem caminhos para uma inserção internacional distinta? Quais estratégias podem impulsionar suas economias para além dessa base exportadora? Entre a permanência de uma inserção historicamente associada ao subdesenvolvimento e as possibilidades de adaptação e transformação diante da nova configuração da economia mundial, o SP busca reunir pesquisas que contribuam para compreender os dilemas e discutir os caminhos da América Latina no século XXI.


    Eixo Temático - Migrações e Pobreza na América Latina


    SP31 - Mobilidade humana, fluxos migratórios e direitos na América Latina e no Caribe: governança migratória, proteção e integração local 

    Autores: Gustavo Menon,Mateus Catunda Marques

    Resumo: O Seminário de Pesquisa tem como objetivo reunir e debater pesquisas, experiências profissionais, de estágio e de extensão sobre os processos migratórios contemporâneos na América Latina e no Caribe, examinando suas relações com a pobreza, a desigualdade e o acesso a direitos. Parte-se da constatação de que a região vive um momento de grande complexidade migratória: segundo a OIM (2026), cerca de 78,7 milhões de migrantes internacionais residem na região, que registrou 14,5 milhões de deslocamentos internos em 2024; o ACNUR (2026) indica que, nas Américas, o deslocamento forçado cresceu para 22,8 milhões de pessoas em 2025. No Brasil, o OBMigra (2026) aponta pouco mais de 2 milhões de imigrantes e 75.599 solicitações de refúgio em 2025. A vinculação ao eixo Migrações e Pobreza na América Latina decorre da compreensão de que a mobilidade humana é, simultaneamente, resposta e exposição à vulnerabilidade socioeconômica: migrantes, refugiados e deslocados enfrentam barreiras de documentação, trabalho, renda, moradia, saúde, educação e proteção social, ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento das sociedades de origem e de acolhida. O Seminário dialoga ainda com os eixos Direitos Humanos na América Latina e Órgãos Internacionais Latino-americanos e sua participação nas políticas sociais. Serão acolhidos trabalhos concluídos ou em andamento, de natureza teórica, empírica, normativa ou aplicada, provenientes de diferentes áreas, como Direito, Relações Internacionais, Ciência Política, Sociologia, Economia, Geografia, Serviço Social, Educação e Saúde Coletiva, além de relatos de experiências de gestão pública, sociedade civil e organismos internacionais. As discussões serão organizadas em quatro sessões: (1) dinâmicas, rotas e dados dos fluxos migratórios regionais, incluindo os fluxos venezuelano, haitiano e cubano, a migração de trânsito, os fluxos inversos e o deslocamento associado a desastres e à mudança do clima; (2) securitização das migrações, controle de fronteiras, deportações, xenofobia e violações de direitos humanos; (3) proteção internacional e governança migratória regional, abrangendo a Declaração de Cartagena e o processo Cartagena+40, o Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, o Mercosul e o Foro Especializado Migratório, bem como as legislações nacionais; e (4) pobreza, trabalho, integração local e políticas públicas, com atenção às dimensões de gênero, raça, etnia, idade e deficiência e ao papel dos municípios. O Seminário pretende promover o diálogo entre academia, gestão pública, sociedade civil e organismos internacionais, estimulando abordagens interdisciplinares, críticas e baseadas em evidências, capazes de subsidiar a formulação de políticas de acolhimento, proteção e integração e de contribuir para pensar e repensar a América Latina a partir da mobilidade humana.


    OBJETIVOS

    Objetivo geral

    Constituir um espaço de apresentação e debate de pesquisas, experiências profissionais, de estágio e de extensão sobre os processos migratórios na América Latina e no Caribe, analisando suas relações com a pobreza, a desigualdade e a garantia de direitos.

    Objetivos específicos

    1. Reunir pesquisas que analisem, com base em dados atualizados, as dinâmicas, rotas e transformações dos fluxos migratórios e do deslocamento forçado na região.

    2. Discutir criticamente as práticas de securitização das migrações e seus efeitos sobre os direitos e as condições de vida das pessoas migrantes, refugiadas e deslocadas.

    3. Examinar os marcos normativos e institucionais de proteção e de governança migratória nos planos internacional, regional e nacional.

    4. Debater as relações entre mobilidade humana, pobreza e integração local, considerando o papel das políticas públicas e dos governos locais.

    5. Promover o diálogo entre academia, gestão pública, sociedade civil e organismos internacionais, estimulando a formação de redes de pesquisa e cooperação. 


    Eixo Temático -  Questões étnico-raciais, de gênero e religiosidade na América Latina


    SP32 - Entre a casa e a escola: sociabilidade, lugar e patrimônio em uma geografia negra da educação 

    Autores: Aline Soares Rangel,Alexander Soares Magalhães,Jonathan da Silva Araujo 

    Resumo: Este Seminário de Pesquisa reúne trabalhos que investigam como a escola se torna ou deixa de se tornar lugar para quem a habita, em especial para estudantes negros, e como a branquitude e a colonialidade do saber organizam esses espaços. O ponto de partida é a sociabilidade: as amizades, os encontros e os vínculos que se formam entre a casa e a escola, em espaços intermediários onde grupos se reconhecem e se sentem em casa. O objetivo é debater como currículos, regras de circulação e políticas de patrimônio abrem ou interditam esses lugares, em comparação entre experiências latino-americanas e em diálogo com a África.

    O seminário se vincula ao eixo Questões étnico-raciais, de gênero e religiosidade na América Latina e dialoga com o eixo Educação, políticas públicas e justiça social na América Latina. Com Lélia Gonzalez, partimos da Améfrica Ladina, território formado por presenças africanas e indígenas que o discurso da democracia racial procurou apagar. Com Sueli Carneiro, tomamos o epistemicídio como categoria para entender por que o acesso de pessoas negras à escola e à universidade, embora decisivo, não garante o reconhecimento de suas epistemologias. Com Nilma Lino Gomes, perguntamos o que muda quando a presença negra deixa de ser exceção. Com Geny Ferreira Guimarães, lemos o lugar desde dentro das relações étnico-raciais, atentando para as marcas negras que a política de patrimônio deixou na sombra.

    Serão acolhidos trabalhos concluídos ou em andamento, relatos de experiência docente e de extensão e análises documentais, em torno de cinco questões: a presença e a ausência de autoras e autores negros e africanos em ementas e bibliografias, e se as relações acadêmicas entre Brasil e África, em especial Moçambique, partem de uma lógica entre iguais ou reproduzem assimetrias; a branquitude como pacto e relação de poder, a partir de Cida Bento; a sociabilidade como produção de lugar, isto é, como estudantes constroem amizades e pertencimento entre a casa, a escola e outros espaços de convívio, como o bairro, a igreja e o terreiro, e o que a regulação do espaço escolar faz com esses vínculos; a língua e as formas de expressão como critério de legitimidade científica, com Ngugi wa Thiong'o; e o patrimônio e o espaço escolar, perguntando quem pode se sentir em casa nos lugares que a sociedade declara dignos de memória, com Beatriz Nascimento e Abdias Nascimento.

    Interessam também metodologias que assumam o lugar racializado de quem pesquisa, como a escrevivência de Conceição Evaristo e a geografia desde dentro.



    Eixo Temático -   Relações Internacionais da América Latina


    SP33 - Extensão Universitária como mediação epistemológica para a Integração latino-americana

    Autores: Júlio César Suzuki,LUIZ Daniel Jatoba França,André Santos da Rocha, Adriana Carvalho Silva

    Resumo: A América Latina e o Caribe são regiões caracterizadas pelo embate entre projetos de integração e dinâmicas de fragmentação. Há uma rica história de iniciativas de cooperação regional que remontam ao Congresso Anfictiônico do Panamá (1826) e alcançam experiências contemporâneas, como o MERCOSUL, a UNASUL e a CELAC; no entanto, apesar dessa relativa longevidade e riqueza de experiências práticas, o campo de estudos sobre o tema consolidou-se teoricamente a partir do processo europeu pós-Segunda Guerra Mundial, calcado no federalismo, neofuncionalismo e intergovernamentalismo liberal. Essa transposição acrítica universaliza a União Europeia como "tipo-ideal", aprisionando o debate regional em "jaulas de ferro conceituais" que avaliam as dinâmicas do Sul Global como processos incompletos por meio de métricas comerciais lineares.

    Este seminário debate a superação desse eurocentrismo epistêmico a partir da experiência transnacional de uma rede de estudos interdisciplinares em Integração Regional da América Latina e Caribe. Para tanto, associa-se o pensamento crítico latino-americano (teorias da autonomia e da dependência) com o exame multidimensional da realidade regional, investigando as capacidades de resiliência e autonomia dos acordos locais diante de assimetrias globais e pressões geoeconômicas de potências extrarregionais

    O foco temático central recairá sobre a extensão universitária em sua dimensão epistemológica de mediação e o seminário debaterá a extensão como um elo dialógico indispensável entre a elaboração teórica acadêmica e a práxis dos atores territoriais. Discutir-se-á como a construção dialógica com a sociedade civil, movimentos sociais e gestores valida empírica e criticamente os conceitos teóricos.

    É importante destacar que é por essa mediação extensionista que os saberes locais, decoloniais, tradicionais e de populações marginalizadas são reincorporados à pesquisa acadêmica, superando dogmas abstratos e promovendo uma academia plural que integra as dimensões de gênero, raça e natureza

    A reflexão se organizará em torno de quatro dimensões da integração: 1) Educação e Cidadania: o papel da universidade na construção de uma cidadania regional emancipada e integrada; 2) Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I): alternativas cooperativas frente à fragmentação de políticas nacionais e dependência tecnológica; 3) Ambiente e Território: governança de recursos e justiça socioambiental no recorte andino-amazônico (OTCA); e 4) Gênero e Interseccionalidade: o direito à cidade e o planejamento urbano sob lentes feministas e decoloniais.

    Por fim, debater-se-á como transformar o acúmulo teórico em subsídio técnico para formular políticas públicas que robusteçam a soberania regional em fóruns multilaterais como o MERCOSUL, a CELAC e o Consenso de Brasília, ampliando sua capacidade de incidência nos debates globais sobre justiça social e sustentabilidade. 


    SP34 - Formação de Interesses nas Políticas Externas e no Regionalismo Latino-Americanos

    Autores: André Leite Araujo, Flavia Loss de Araujo, Bárbara Carvalho Neves

    Resumo: O Seminário de Pesquisa tem como objetivo debater os processos de formulação das políticas externas no contexto latino-americano mais recente, especialmente diante das mudanças provocadas pelo governo Trump no sistema internacional. O SP tem como objetivo discutir de maneira ampla como as políticas externas dos Estados da região estão reagindo diante da ruptura da ordem mundial e dos desafios do multilateralismo. Entende-se que a política externa é resultado de múltiplos interesses e pressões, tanto de distintos interesses de atores estatais quanto de não-estatais. A diversidade das realidades contidas na região da América Latina impulsiona estudos comparados, visando encontrar padrões e diferenças que contribuam para explicações gerais no campo de Análise de Política Externa (APE). Os debates dentro do SP contribuem também para os estudos no campo do Regionalismo Latino-americano e comparado, na medida em que a participação em organizações regionais tem ocasionado múltiplas clivagens entre os atores com poder decisório, refletindo projetos divergentes de inserção internacional. Isso posto, o SP dialoga diretamente com o eixo de Relações Internacionais da América Latina, abordando temas específicos da área de Relações Internacionais e compreendendo as especificidades da região, assim como as possibilidades de avançar teórica e conceitualmente em explicações válidas para além das especificidades de cada caso. O SP está estruturado para receber trabalhos que abordam temas vinculados à Política Externa e ao Regionalismo, com recorte empírico em casos latino-americanos, e contribuam para explicar a formulação de política externa. A esse respeito, análises de órgãos estatais, parlamentos nacionais, grupos de interesse de setores econômicos privados e movimentos sociais, entre outros atores, manifestando preferências e compondo o processo de formulação de política externa são esperadas para o SP. A partir do conjunto de trabalhos apresentados, pretende-se promover discussões sobre características comuns na formação de interesses das políticas externas latino-americanas.


    SP35 - Relações Internacionais da América Latina: disputas geopolíticas e estratégias de autonomia em uma ordem global em reconfiguração 

    Autores: Fabiana de Oliveira,Mayra Coan Lago,Wagner Iglecias

    Resumo: A ordem internacional contemporânea atravessa um período de profundas transformações, marcado pela intensificação das disputas geopolíticas e geoeconômicas, pela crescente rivalidade entre Estados Unidos e China, pela reconfiguração das relações comerciais e produtivas e pelo esvaziamento das instituições e dos mecanismos de governança global. Essas mudanças colocam novos desafios à inserção internacional dos países latino-americanos e caribenhos, ao mesmo tempo em que indicam a necessidade de que debates históricos sobre dependência, desenvolvimento, soberania e autonomia sejam revisitados. Nesse contexto, compreender o lugar ocupado pela América Latina na ordem global exige examinar tanto os condicionantes estruturais que delimitam suas possibilidades de atuação em um mundo cada vez mais fragmentado quanto as estratégias formuladas pelos diferentes atores da região diante das transformações em curso.

    Assim, o presente Seminário de Pesquisa tem como objetivo promover um espaço de reflexão e debate sobre as Relações Internacionais da América Latina e do Caribe, privilegiando as formas pelas quais os países da região interpretam e respondem às mudanças na distribuição internacional de poder, às disputas hegemônicas e à emergência de novos desafios globais.

    O seminário propõe reunir pesquisas desenvolvidas a partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas que abordem as estratégias de inserção internacional da América Latina, bem como as relações políticas, econômicas e diplomáticas com os Estados Unidos, a China, a União Europeia e outros atores extrarregionais. Terão igualmente espaço investigações sobre a atuação internacional da região em temas como multilateralismo, governança global e segurança internacional, assim como agendas emergentes como mudanças climáticas, transição energética e transformações tecnológicas.

    Ao reunir estudos de caso, análises comparativas, abordagens históricas e reflexões teóricas, o seminário pretende fomentar o diálogo entre diferentes interpretações sobre a posição da América Latina no sistema internacional. Interessa particularmente discutir as tensões entre alinhamento e autonomia, competição e cooperação, fragmentação e integração regional, considerando a heterogeneidade das experiências nacionais e as possibilidades de articulação coletiva da região. Busca-se, assim, contribuir para uma compreensão crítica das continuidades e rupturas que caracterizam a inserção internacional latino-americana, articulando os debates contemporâneos às tradições do pensamento político, econômico e social produzido na região. 



    Eixo Temático -Política e extremas-direitas na América Latina


    SP36 - Realidades Latino-Americanas: extrativismo, direitas e resistências 

    Autores: Renato Campioni de Silos Ortega,Fábio Luis Barbosa dos Santos,Yamila Goldfarb

    Resumo: Como coloca Rodrigo Nunes (2026), tornou-se rotineiro analisar a ascensão das direitas contemporâneas por todo o globo a partir de casos paradigmáticos ocorridos no Norte Global, sobretudo a primeira vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos (EUA) e a decisão favorável à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), ambos em 2016. Em que pese a importância dos eventos mencionados, adotar tais casos como os "padrões normativos" pelos quais os acontecimentos em paisagens periféricas, tal como a América Latina, devem ser interpretados e catalogados não só implica em desconsiderar aspectos específicos da história política e social de tais localidades, bem como acarreta no risco de prejudicar uma análise mais apurada sobre as condições políticas, econômicas e sociais globais que possibilitaram a ascensão das formações direitistas contemporâneas. Deste modo, cabe refletir sobre como também as dinâmicas econômicas características da América Latina - em especial a intensificação do extrativismo, atividade integrada à economia global- se relacionam com a ascensão de formações políticas e sociais da extrema-direita na região, seja com respeito a conflitos distributivos e do mundo do trabalho, seja no referente a preocupações ecológicas e distintas cosmovisões. Nesse sentido, indispensável citar ainda as diversas resistências que florescem na região (indígenas, campesinos, antirracistas, trabalhadores, feministas, ambientais, LGBTQIA+, dentre tantos outros) os quais colocam em primeiro plano o combate às várias hierarquias sociais ainda existentes na América Latina. Assim sendo, a proposta deste seminário de pesquisa é reunir análises diversas sobre a ascensão das forças de extrema-direita contemporâneas na América Latina, procurando articular o tema não só, mas também com questões relacionadas às dinâmicas extrativistas e aos movimentos de resistência que se insurgem em oposição aos novos autoritarismos. Procura-se, assim, proporcionar um espaço de reflexão conjunta, qualificada e solidária sobre temas contemporâneos candentes no debate acadêmico e social. 



    Chamada para Inscrição em Minicursos

    Chamada para Inscrição de Minicurso ou Oficina

    Os Minicursos e Oficinas são um espaço de apresentação ou de aprofundamento de temáticas relativas à América Latina e Caribe, considerando os Eixos Temáticos do Evento.

     

    1. Os minicursos e oficinas serão propostos por até 3 pessoas, sendo, no mínimo, um de seus proponentes um(a) pesquisador(a) doutor(a);

     

    1. Cada proponente do Minicurso ou Oficina deverá efetuar sua inscrição no encontro individualmente e efetuar o pagamento nas datas previstas no cronograma. Apenas um dos proponentes deve realizar a inscrição do Minicurso ou Oficina, de acordo com as diretrizes a seguir.

     

    1. Os proponentes poderão propor somente um minicurso no evento.

     

    1. Todas as inscrições devem ser feitas por via eletrônica no endereço https://www.even3.com.br/v-simposio-internacional-pensar-e-repensar-a-america-latina-iii-congresso-internacional-pensamento-e-pesquisa-sobre-a-america-latina-744629

     

    1. O resumo da proposta do Minicurso ou Oficina deve ser inscrito de acordo com os eixos temáticos.

     

    1. O resumo da proposta do Minicurso ou Oficina deve ser incluído diretamente no campo do formulário (sem formatação) e devem ter entre 2000 e 4000 caracteres.

     

    1. A proposta do Minicurso ou Oficina deverá orientar-se pelas seguintes questões:
      1. qual o objetivo do Minicurso proposto?
      2. qual a relação do Minicurso com o tema do encontro?
      3. qual a relação com o eixo temático escolhido?
      4. qual a metodologia empregada?
      5. resultados a serem alcançados.

     

    1. A seleção das propostas de Minicurso e Oficina será realizada pela Comissão Científica do evento. As propostas serão avaliadas pela sua consistência, relevância, clareza, vinculação à temática do evento e a um ou mais dos eixos temáticos propostos. Caberá à comissão científica deliberar sobre propostas que não atendam a estas orientações.

     

    1. O Minicurso e Oficina terão duração de três horas em uma sessão ou de seis horas em duas sessões, e ocorrerão no dia 07 de dezembro de 2026,  das 9h às 12h e/ou das 14h às 17h. Poderão acolher de 10 a 40 participantes.

     

    1. Para se efetivar, o Minicurso deverá contar com o mínimo de 10 participantes inscritos.

     

    1. São responsabilidades do Ministrante do Minicurso ou Oficina:
      1. Organizar as atividades a serem realizadas no Minicurso ou Oficina;

    Informar previamente à Comissão Organizadora sob a utilização de equipamentos necessários para sua realização

    Local do Evento

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    Submissões (confira o cronograma para cada modalidade)

    SUBMISSÃO DE TRABALHOS NOS SEMINÁRIOS DE PEQUISA, MINICURSOS E LANÇAMENTOS DE LIVROS ESTÃO ABERTAS

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