Cosmologias indígenas, luta por direitos e pensamento cartográfico
O grupo de trabalho Cosmologias indígenas, luta por direitos e pensamento cartográfico um espaço de análise crítica sobre a pluralidade dos mundos ameríndios e seus diálogos com a filosofia contemporânea. A partir do perspectivismo ameríndio, busca-se compreender as múltiplas formas de existência, a centralidade do xamanismo, as relações entre humanos e não-humanos e a produção de saberes que atravessam fronteiras ontológicas. Simultaneamente, pretende-se refletir sobre as lutas por direitos dos povos indígenas — territoriais, culturais, linguísticos e ambientais — enquanto expressões de resistência à colonialidade ainda vigente. Metodologicamente, o GT se abre a diferentes abordagens investigativas, destacando-se o pensamento cartográfico como via de mapeamento dos encontros, tensões e atravessamentos entre cosmologias indígenas, práticas de resistência e horizontes de justiça social, ecológica e epistêmica.
Coordenação: Profº Dr. Iziquel Antonio Radvanskei.
Comunicação Antirracista
O Grupo de Trabalho de Comunicação Antirracista tem como objetivo discutir, produzir e fomentar práticas comunicacionais comprometidas com o enfrentamento ao racismo em suas múltiplas dimensões. O GT busca analisar criticamente como a mídia, como narrativas públicas e como estratégias de comunicação podem tanto promover estereótipos quanto promover visibilidade, reconhecimento e justiça social para populações negras e outros grupos racializados. Inspirado por perspectivas críticas e pelo diálogo com experiências de resistência, o grupo procura construir metodologias e práticas que fortaleçam uma comunicação ética, diversa e inclusiva, capaz de transformar imaginários sociais e contribuir para a consolidação de uma cultura antirracista.
Coordenação: Doutoranda Ana Martins, Dr. Marcos José Zablonsky e Prof. Dr. Roberth Miniguine Tavanti
Descolonizando o Saber: Epistemologias Negras, Tecnologias e Crítica à Branquitude Hegemônica
Propõe uma reflexão crítica sobre os mecanismos que sustentam o privilégio racial branco e o epistemicídio nas instituições acadêmicas, científicas e tecnológicas. Inspirado em autoras como Lélia Gonzalez, que denuncia o epistemicídio como violência estruturante do colonialismo e do racismo, Lia Vainer Schucman, que problematiza a branquitude como estrutura de poder, e Cida Bento, com a noção do “pacto narcísico da branquitude”, o GT busca tensionar os modos como o racismo organiza o conhecimento e sustenta desigualdades históricas. Partindo da centralidade das epistemologias negras, indígenas, periféricas e populares, serão analisadas práticas pedagógicas, tecnologias e políticas institucionais que contribuem para uma mentalidade crítica frente à branquitude e para a promoção da justiça racial. O debate incluirá: o papel das tecnologias digitais no enfrentamento ao racismo e na afirmação de narrativas contra-hegemônicas; a relevância das ações afirmativas como estratégias de reparação; e as experiências coletivas de resistência e invenção de alternativas dentro e fora do espaço acadêmico. A perspectiva é interseccional, considerando como raça, gênero, classe, território, sexualidade e geração se entrelaçam na produção das desigualdades, mas também das resistências. O objetivo é fortalecer o antirracismo como prática epistemológica, política e metodológica, criando espaços para a emergência de novas formas de saber e de transformação social.
Coordenação: Doutoranda Ana Carolina Dartora, Doutoranda Lourrayne Dias Pereira e Mestra Sofia Castro Teixeira.
Direitos Humanos, Saúde Mental, Políticas Públicas e População em Situação de Rua
O Grupo de Trabalho propõe-se a reunir estudos e pesquisas que abordem de maneira crítica e interdisciplinar as interseções entre direitos humanos, saúde mental e políticas públicas, em suas múltiplas dimensões. Serão acolhidas produções que problematizem desde experiências de cuidado e práticas institucionais até reflexões teóricas e análises de conjuntura social, política e histórica. A proposta é constituir um espaço plural de debate que contemple investigações sobre a reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial, bem como sobre os impasses contemporâneos trazidos pela questão das drogas e pela chamada guerra às drogas, com seus efeitos de criminalização, encarceramento e violação de direitos. Nesse percurso, destaca-se também a necessidade de analisar como o racismo de estado, a biopolítica e a necropolítica atravessam as políticas públicas e impactam a vida de sujeitos e coletividades em situação de vulnerabilidade, incluindo à população em situação de rua. O GT acolhe pesquisas empíricas, reflexões teóricas, relatos de experiências e trabalhos interdisciplinares que contribuam para o fortalecimento da produção acadêmica crítica, comprometida com a defesa dos direitos humanos, a promoção da dignidade, a democratização do cuidado em saúde mental e a construção de políticas públicas mais inclusivas e emancipadoras.
Coordenação: Dr. Rodrigo Alvarenga.
Educação das Relações Étnico-Raciais
Propõe-se a reunir pesquisas, experiências pedagógicas e reflexões críticas que contribuam para a consolidação de uma educação antirracista, decolonial e comprometida com a justiça social. O espaço busca fomentar o debate sobre práticas educativas que valorizem a diversidade cultural, reconheçam e combatam as desigualdades estruturais e promovam o respeito às identidades étnico-raciais. Entre os temas contemplados, destacam-se: políticas públicas inclusivas; implementação da Lei 10.639/2003 e da Lei 11.645/2008; letramento racial.
Coordenação: Dr. Sergio Luis do Nascimento
Migrações, Saúde e Racismo ambiental
mpactos dos processos migratórios na saúde de populações imigrantes e refugiadas, com destaque para interseccionalidades de raça, gênero e classe, e os desafios ético-políticos relacionados ao racismo, acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos. Impactos socioambientais e minorias atingidas. Zona de sacrifício ambiental. Agenda de organização societária na busca pela justiça ambiental.
Coordenação: Dra. Izabella Barison Matos
Raça e Gênero
O Grupo de Trabalho de Raça e Gênero constitui um espaço de reflexão, debate e produção de conhecimento voltado para a análise das dinâmicas sociais que atravessam as relações raciais e de gênero. Fundamentado no conceito de interseccionalidade, o GT busca compreender como diferentes marcadores sociais, como classe, sexualidade, território e geração, se entrecruzam e diversas experiências específicas de desigualdade e opressão. Além de promover diálogos críticos, o grupo valoriza a contribuição de intelectuais e movimentos sociais que têm historicamente pautado essas questões, ampliando o reconhecimento das experiências, saberes e práticas. A proposta é criar um ambiente de troca e construção coletiva capaz de fortalecer estratégias de enfrentamento ao racismo e ao sexismo e de fomentar novas perspectivas epistemológicas.
Coordenação: Dra. Halina Leal e Doutoranda Ana Martins.
Relações étnico-raciais no Brasil e pensamento decolonial
O grupo de trabalho “Relações étnico-raciais no Brasil e pensamento decolonial” propõe um espaço de análise crítica e reflexiva sobre os desafios contemporâneos das relações raciais no país, situando-os no marco mais amplo da colonialidade que estrutura a sociedade brasileira. A partir da perspectiva decolonial, busca-se compreender a co-constituição entre modernidade e colonialidade e desvelar seus efeitos persistentes – como o racismo estrutural, branquitude, desigualdades de gênero e de classe, bem como as violências históricas que impactam a efetividade dos direitos humanos.
Coordenação: Dr. Sergio Luis do Nascimento
Sistema de Proteção, Direitos Humanos e Inovação Social
O grupo de estudos realiza e pesquisas que abordem os efeitos da desigualdade social, étnico-racial e de gênero em sociedade, das opressões e violações de direitos, bem como as repostas do Estado e da Sociedade Civil no âmbito da formulação de políticas públicas em perspectiva decolonial. Abrange, ainda, a análise e a formulação teórica sobre Sistemas de Proteção Social; governança e controle democrático; inovação social e novas tecnologias de cuidado e de proteção social em territórios vulneráveis; e relação entre sistema de justiça e políticas sociais setoriais e de defesa de direitos.
Coordenação: Profª Drª Jucimeri Isolda Silveira
Violência, Direitos Humanos e Resolução de Conflitos: Perspectiva Interdisciplinar
O GT propõe pensar e abrigar, de forma interdisciplinar, reflexões e abordagens teórico-empíricas que reconheçam e enfatizem a compreensão das múltiplas faces da violência, os princípios de indivisibilidade dos Direitos Humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais) e o desenvolvimento de estudos e iniciativas de resolução não violência dos conflitos. Em especial, estudos e pesquisas Inter e multidisciplinares, com foco na Justiça Restaurativa, orientadas na modalidade da pesquisa-ação em instituições educacionais e/ou territórios correlatos que buscam identificar, compreender e oferecer subsídios teórico-metodológicos inovadores para a indução de políticas púbicas participativas, democráticas e deliberativas de manejo e prevenção de conflitos.
Coordenação: Dr. Cezar Bueno, Dra. Juliana Rodrigues, Dra. Ana Paula Abreu Moura