O evento aborda a educação em perspectiva intercultural, decolonial e antirracista, reunindo diferentes sujeitos e epistemes em debates transdisciplinares, diálogos de saberes, vivências e intercâmbios de experiências. Com foco nas relações étnico-raciais, nos saberes e práticas educativas de povos e comunidades tradicionais, bem como em temas como justiça climática, bem viver, ações afirmativas, decolonização do conhecimento, justiça epistêmica e equidade de gênero, configura-se como um espaço de encontro, diálogo e criação coletiva.
Por meio de conferências, conversatórios, oficinas, narrativas multimodais, exposições e atividades culturais, o evento fortalece a cooperação acadêmica Sul-Sul e a construção compartilhada de conhecimentos, contribuindo para a qualificação da educação pública e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas comprometidas com a justiça social, racial e climática.
Período de realização: 2 a 5 de dezembro de 2026
Local de realização: Universidade de Brasília, Faculdade de Educação
Conversatórios (Resumo Expandido)
O que é uma sessão Conversatório?
As Sessões Conversatórios constituem espaços decoloniais e interculturais para o intercâmbio de experiências e debates teóricos transdisciplinares em torno de grandes temas correlatos à temática geral do evento. Assim, os Conversatórios são conduzidos a partir de metodologias participativas e dialógicas, de modo a assegurar a circularidade da palavra e a horizontalidade das trocas. Diferentemente dos formatos comumente adotados em eventos acadêmicos, aqui as autoras e os autores serão convidadas/os a compartilharem suas experiências, pesquisas e reflexões teóricas em uma grande roda de conversa.
Quais as áreas temáticas dos Conversatórios?
- Conversatório 1 - Educação indígena, educação escolar indígena e interculturalidade: narrativas, experiências e caminhos de transformação
- Conversatório 2 - Vivenciando a Educação na Matriz Africana
- Conversatório 3 - Etnocenologia, educação e o século XXI: novos léxicos, locais de fala e suas relações decoloniais
- Conversatório 4 - Educação e saberes do campo, das águas e das florestas: imaginar-construir a escola a partir do popular e do próprio
- Conversatório 5 – Decolonizar e interculturalizar as universidades: ações afirmativas, justiça epistêmica e outros modos de conhecer
- Conversatório 6 - Decolonizar as infâncias: as vozes das crianças como perspectivas outras
- Conversatório 7 - Educação antirracista na Educação Básica: educando para as relações étnico-raciais
- Conversatório 8 - Narrativas Autobiográficas de estudantes indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais
- Conversatório 9 - Educação quilombola: território de (re)existência
- Conversatório 10 - Autoria criativa, educação e consciência linguística: estudos críticos do discurso
- Conversatório 11 - Clima, gênero e pedagogias ecofeministas comunitárias: cuidado, cura e afeto para tecer outras educações e outros futuros
- Conversatório 12 - Educação Decolonial e o Ensino de Ciências Naturais e Matemática
- Conversatório 13 - O bem comum como prática e horizonte político de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais
- Conversatório 14 - Encontro de Saberes: diálogos interculturais e interepistêmicos entre a academia e os Povos e Comunidades Tradicionais
- Conversatório 15 - Gênero, raça e sexualidade na educação: interseccionalidades, territórios de (re)existência e pedagogias desobedientes
Para acessar as descrições das áreas temáticas dos conversatórios:
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Narrativas Multimodais de Experiência
O que são Narrativas Multimodais de Experiência?
As Narrativas Multimodais de Experiências constituem formas de produção de conhecimento que deslocam a centralidade da escrita acadêmica, articulando múltiplas linguagens — como podcast, vídeo e fotografia — na elaboração de relatos situados. Ancoradas em perspectivas decoloniais, partem do reconhecimento da experiência vivida como locus epistemológico legítimo e das linguagens multimodais como dispositivos de enunciação capazes de expressar dimensões sensíveis, corporais, territoriais e coletivas do conhecimento. Nesse sentido, operam como práticas de sistematização que tensionam hierarquias epistêmicas, ampliando as formas de narrar, refletir e validar saberes. Podem contemplar práticas educativas, ações comunitárias e de extensão, trajetórias individuais e coletivas, bem como experiências de diálogo de saberes, desde que alinhadas às temáticas do evento. Serão aceitos trabalhos em língua portuguesa e espanhola.