V Colóquio de Pesquisa em Design e Artes

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Cosmopolíticas do Design e das Artes

Inspirado pelo conceito de cosmopolítica produzido pela filósofa e historiadora belga Isabelle Stengers, o V Colóquio de Pesquisa em Design e Artes busca criar um espaço de reflexão transdisciplinar sobre o papel do Design e das Artes na construção de formas de coexistência que reconheça a multiplicidade de entidades, saberes e modos de existência em jogo em oposição à pressuposição de um mundo único e previamente dado. O encontro busca ampliar o debate sobre práticas criativas que desafiem hierarquias antropocêntricas e promovam a coexistência entre múltiplas entidades — humanas e não humanas — diante das crises ambientais e sociopolíticas contemporâneas. Nesse contexto, práticas artísticas e projetuais tornam-se inscrições políticas, ao visibilizar conflitos, modos de resistência e possibilidades de regeneração. O evento propõe discutir como essas práticas podem reconfigurar nossa relação com o meio ambiente, com os saberes tradicionais e com as materialidades envolvidas nos processos criativos (no design e nas artes), buscando imaginar futuros mais justos e habitáveis.

O Colóquio será estruturado a partir de três eixos:


1. Criação e Experimentação para Futuros Compartilhados

Explora como práticas do design e das artes podem ampliar formas de percepção e promover novas relações com a complexa rede de interações que compõem a existência, reconhecendo a interdependência entre humanos, materiais, ecossistemas e entidades não humanas nas práticas poéticas e projetuais. Considera-se que a criação não ocorre em um ambiente neutro ou passivo, mas dentro de um tecido relacional dinâmico, no qual forças heterogêneas – biológicas, técnicas, políticas e afetivas – se entrelaçam e se transformam mutuamente. Como práticas artísticas e projetuais podem ampliar formas de percepção, promovendo uma ética de cuidado e regeneração? Como as práticas artísticas e projetuais podem contribuir para o enfrentamento  das crises socioambientais e a construção de futuros compartilhados?

Palavras-chave: Poéticas Materiais. Processos de Criação. Estética da Experiência. Narrativas Multiespécies. Materialidades Ativas. Ficções Especulativas.


2. Mediações, Saberes, Ecologias e Práticas

Investiga o papel do design e das artes como práticas de mediação em conflitos ecológicos e sociais, destacando sua capacidade de articular saberes diversos e promover a diversidade ontológica. A mediação, aqui, não é apenas um meio de negociação entre perspectivas, mas um processo ativo de transformação das relações entre seres humanos, outros seres vivos e os ambientes que habitam. Ao explorar a interseção entre estética e política, este eixo busca compreender como as práticas artísticas e projetuais operam como formas de inscrição política e mediação cosmopolítica, ampliando os modos de perceber e habitar um mundo em constante disputa. Como diferentes saberes — científicos, ancestrais, empíricos e tecnológicos — podem ser mobilizados nos processos do design e das artes para fortalecer debates sobre justiça ambiental, uralidade ontológica e novas formas de coexistência?

Palavras-chave: Práticas Engajadas. Design Social. Políticas da Estética. Arte e Ativismo. Inscrição Territorial. Dispositivos Poéticos. Design de Transição. Narrativas Contra-hegemônicas. 

 

3. Saberes Situados, Tecnologias e Modos de Produção 

Explora como epistemologias contra-hegemônicas e formas de reapropriação tecnológica podem contribuir para a construção de mundos habitáveis, articulando tradição e inovação de maneira crítica e ética. Discute-se a relação entre design, arte e conhecimento, problematizando epistemologias hegemônicas e destacando práticas que ressignificam os modos de produção e ensino. Além disso, este eixo investiga como o design e as artes podem integrar abordagens críticas que reconheçam as tecnologias não apenas como ferramentas, mas como entidades ativas na configuração dos coletivos e das ecologias em que se inserem. Como as metodologias do design e das artes podem integrar saberes locais e empíricos em diálogo com as inovações tecnológicas? De que maneira o design e as artes podem atuar como tecnologias do comum, promovendo articulações entre tradição e experimentação na construção de futuros habitáveis? Como pensar práticas criativas que levem em conta os impactos sociais e ambientais das inovações tecnológicas, contribuindo para a continuidade da vida em suas múltiplas dimensões?

Palavras-chave: Vigilância Digital. Colonialismo Digital. Subjetividade em Rede. Software Livre. Inclusão Tecnológica. Soberania Digital. Filosofia da Técnica.

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