"tudo que nóis tem é nóis" terceira edição.

"tudo que nóis tem é nóis" terceira edição.

presencial Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará | Campus Fortaleza - Fortaleza - Ceará - Brasil

"tudo que nóis tem é nóis"terceira edição.

O que é o encontro?


O Encontro Tudo que nóis tem é nóis” é um encontro político, (po)ético e técnico, e especialmente cheio de “nóis”, escrito assim mesmo no pretuguês para diferenciar do plural de “nó”. “Nóis” é tal qual o laço que envolve e abraça sem ser nó, que nos faz sentir inquietações e dores diversas. É URGENTE ocuparmos esses espaços e estarmos JUNTES.


O encontro iniciou sua trajetória em 2023, em Fortaleza, com a participação de figuras notáveis como Nego Bispo (PI), Paulo Amarante (RJ), Jeane Tavares (BA) e o Pajé Roberto (Comunidade Anacé-Fortaleza). Em sua segunda edição, em 2024, o evento recebeu Geni Nuñez (MS), Ivani Oliveira (SP), Deivison Faustino (SP), Luma Andrade (CE), Letícia Nascimento a Cacique Pequena (Comunidade Jenipapo Kanindé-Ceará) e muitos outros talentos. Agora, vamos para nossa terceira edição, que será logo menos, de 9 a 12 de julho de 2026.



Partiu Fortaleza?

Te espero pra dar esse cheiro quentinho no coração

Laroye.

Dani campelo

Cuidadora do Parentes e todes que o constroem.

#somostodesparentes



Conheça quem produz esse evento: Conheça o instituto parentes



Objetivos do encontro:


  • Sentir-pensar a Saúde Integrativa: Conectar pessoas de todo o país, especialmente do Ceará, incluindo grupos pluriversos para construir uma rede de atores comprometidos com o técnico, o (po)etico e político.

  • Construir Redes de Cuidado e Reflexão Contínua: Estabelecer redes de apoio, fomentando discussões e novas perspectivas para manter um ciclo de "Começo-meio-começo", como nos ensinou Nego Bispo.

  • Inspirar Aprendizado em Saberes Ancestrais: Reconhecer saberes, metodologias e artesanias que possam vestir o mundo com a ancestralidade e as cosmologias mundanas.




Qual o público de interesse?


1 - Pessoas de todo país que desejem viver em um mundo melhor abrindo um diálogo a partir do técnico, do (po)ético e do político, especialmente alunes e ex alunes do parentes

2 - Estudantes, professores, cuidadores, indígenas, mulheres, negres, periféricos, quilombolas, trabalhadores do sistema institucionalizado, subversives e apaixonades esperançoses do bem viver.

3 - Cearenses, pesquisadores, estudantes e parceiros/a/e que partilham narrativas e dialogam com a relação construída entre universidades, sistemas do governo estadual e municipal, negócios de impacto, ONGs, institutos do terceiro setor que movem a periferia da cidade. 



Vem ver como foi a segunda edição

ps://www.instagram.com/reel/C9YpfHquXy8/?igsh=dXVoNDJxM2Z0MDY5



IMPACTOS SOCIAIS (2023/2024)


  • 450 pessoas participantes
  • 130 bolsas do sistema de cotas 
  • 35 convidados como oralistas
  • 20 minicursos
  • 4 trabalhos performances(2 do Ceará, 1 de Pernambuco e 1 de São Paulo)
  • 45 trabalhos apresentados
  • 10 grupos culturais e artistas do forró, do coco, do samba, dos ritmos como caravana cultural
  • 10 visitas em territórios tradicionais e ancestrais: Comunidade dos povos Anacés em Caucaia, Comunidade tradicional dos povos Pitaguarys em Maracanaú, Terreiro Ilê Asé Oba Oladeji em Maracanaú, Vivência das águas no passeio cultural fluvial no Rio Ceará, Vivência no Movimento de Saúde mental do Bom Jardim, Trilha no território da Sabiaguaba, participação na quarta da Iansã, Vivência com os artesãos  na Feira Negra
  • 5 parcerias apoiadoras do evento: IFCE (Instituto Federal do Ceará), CFP (Conselho Federal de Psicologia).


  O que te espera no nosso 

terceiro encontro?


A terceira edição do Tudo que Nóis Tem é Nóis chega mais madura, mais enraizada e ainda mais comprometida com a construção de saberes contracoloniais, com as ancestralidades e com os territórios que nos formam. Seguimos fortalecendo esse espaço como chão de partilha entre produções acadêmicas, experiências vividas, práticas comunitárias e insurgências políticas.


Serão quatro dias de imersão em mesas temáticas, apresentações de trabalhos, vivências, oficinas, rodas de conversa e momentos culturais que articulam ciência, arte, memória e território. A programação foi construída com cuidado para garantir circularidade entre reflexão crítica, experiência sensível e encontro coletivo.


Abaixo, você confere a programação completa do nosso III TUDO QUE NÓIS TEM É NÓIS - “Porque cantar parece com não morrer e, desesperadamente, eu grito em pretuguês”.


Parente, esse é um convite aberto, para você viver conosco essa travessia, afinal, tudo que nóis tem é nóis. 🌻✨

Guia de Estadia e Alimentação

Parente, para que sua experiência em Fortaleza seja tranquila e potente, organizamos este guia com carinho, focando em proximidade e viabilidade.


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PROGRAMAÇÃO COMPLETA


 III TUDO QUE NÓIS TEM É NÓIS

09 a 12 de Julho de 2026 – IFCE - Fortaleza/CE

“Porque cantar parece com não morrer e, desesperadamente,

eu grito em pretuguês”


09/07/2026 - QUINTA-FEIRA - DIA PRIMEIRO


MANHÃ

9h às 11h – Rota Ancestral
“Caminhos Ancestrais: Lugares de Memória do Povo Negro”

Local: Praça dos Leões, Passeio Público e Barraca FOI SOL – Leste Oeste

Importante: essa é uma atividade gratuita e opcional.
Cada participante pode levar 1 convidado, mesmo que ele não esteja inscrito no evento. Atenção: As vagas são LIMITADAS

A Rota Ancestral – Caminhos Ancestrais: Lugares de Memória do Povo Negro é uma ação realizada em parceria com o MIS (Museu da Imagem e do Som) , que propõe refletir sobre o direito à memória e as histórias de luta e resistência da população negra em Fortaleza.

O percurso inclui a Igreja Nossa Senhora do Rosário, importante espaço de sociabilidade da população negra escravizada e liberta no século XVIII; o Passeio Público, marco do período pós-abolicionista e símbolo das contradições sociais da cidade; e finaliza na Praia, evocando os caminhos de retorno e os encontros dos povos negros transatlânticos.

11h  – Credenciamento   -  (o dia todo)

12h até às 13h -  Almoço por livre demanda

13h30m até às 14h30m - Vivência de chegança  -  Local: Pátio Piscina- IFCE

14h45m às 17h30m  –  Pororoca de Saberes: Apresentação de trabalhos - Bloco Central  -  Andar 1.


Pororoca de Saberes é um espaço de partilha e troca, com apresentação de trabalhos, promovendo o encontro de ideias, experiências e saberes diversos.




NOITE


18h30 – “PORQUE CANTAR PARECE COM NÃO MORRER”


Feira Cultural -  um espaço de celebração da economia criativa, valorizando os saberes e as criações do nosso Ceará. Vamos reunir artistas, artesãos, coletivos e iniciativas locais, fortalecendo o fazer cultural, a circulação de produções autorais e o encontro entre quem cria e quem partilha cultura no território.


Forró de Chegança: Juruviara - no show “Pessoal do Ceará”;

Local: Casa de Artes  -  IFCE.




Juruviara é músico, cantor, compositor e instrumentista brasileiro, natural de Fortaleza (CE), autodidata, com trajetória iniciada em 1999, marcada por apresentações solo e por uma formação atravessada pelas vivências no Sertão dos Inhamuns, pelo forró raiz, pelo rock e por fortes referências da música nordestina e brasileira.A partir de 2005, passa a se dedicar à composição autoral, lançando o álbum Me Perder Me Faz Andar (2012) e os EPs Cantiga (2021) e PreAmar. Atualmente, trabalha a circulação do show Do mar ao Sertão, lançado no Cineteatro São Luiz em agosto de 2023, no qual apresenta canções autorais, releituras e parcerias, além de integrar projetos coletivos como Pra Se Misturar – Outros Nordestes Musicais, Tributo a Cazuza, Juru canta Gil e o duo Juruviara e Freitas Filho cantam Fausto, promovendo intercâmbios artísticos entre o Nordeste e o Brasil.


10/07/2026 - SEXTA-FEIRA -  DIA SEGUNDO


MANHÃ


09h - Abrindo os caminhos…

Dispositivos da racialidade num baião que resiste e num forró que nunca acaba

Ponto nó da conversadora: Racialidade | Ancestralidade | Poesia | Corpo | Resistência


Conversadora: Dandara Suburbana (RJ)

Mediadora: Cícera Barbosa (Ce)

Local: Auditório IFCE




Dandara Suburbama (RJ)

Carolina Rocha, também conhecida como Dandara Suburbana, é uma mulher preta, de Xangô, cria do subúrbio do Rio de Janeiro (BR). Escritora, historiadora e ativista, suas criações poéticas e políticas percorrem as encruzilhadas entre as espiritualidades de matriz africana, a literatura — acadêmica e ficcional — e o antirracismo, em projetos de memória e cuidado coletivo. Na comunidade Ataré Palavra Terapia, fábula e provoca imaginários onde a escrita é tecnologia ancestral de encantamento, mobilização e resistência.





Cícera Barbosa (Ce)

Cicera Rozizângela Barbosa Ribeiro- Mestre em História pela Universidade Federal do Ceará; Professora de Historia da Rede Estadual do Ceará desde 2010;  Pesquisadora, educadora, Membro da Rede Nacional de Historiadores Negros; Curadora de exposições  Museológicas e coordenadora da Galera da Liberdade - Museu da Imagem e do Som (MIS)


11h - Sobre aquilo que escreveram… 

Lançamento de Livros/Local: Auditório Lançamento da Revista Parentada- Conclusão da turma de Pós Graduação de Psicologia da Descolonização 1


12h - “MINHA MÃE ME CHAMA: É HORA DO ALMOÇO”.

 Almoço coletivo no IFCE - Refeitório


TARDE


13.30h até as 15h  -  Pororocas de Saberes: Minicursos  e Oficinas.

Local: Bloco Central -  Andar 1


15h30 até 17h – Ponto nó: Encruza améfrico-ladina, artesanias de encantamento e a descolonização da Psicologia enquanto engomo a calça

Territórios da conversa: Encruzilhada | Encantamento | Descolonização | Psicologia viva | Viver bem | Ancestralidade | Povos Indígenas| 


Conversador: Bruno Simões (SP)

Conversadora: Vanessa Terena (MS)

Mediação: José Maria Nogueira Neto (CE)

Local: Auditório IFCE.




Prof. Dr. Bruno Simões Gonçalves (SP) Psicólogo (CRP 109975), Doutor em Serviço Social pela PUC-SP. Atua com Psicologia da descolonização e América Latina, povos indígenas e tradicionais e movimentos de luta pela terra. Atualmente faz pós-doutorado e é professor convidado na Universidade de São Paulo. Realiza trabalho de extensão e pesquisa junto aos indígenas e aos movimentos em luta por terra. Criou a Rede de Psicologia e Povos da Terra e é autor da obra Nos caminhos da dupla consciência – América Latina, psicologia e descolonização (2019).

Profa. Vanessa Terena (MS)

Vanessa Terena, CRP 14/07450-9, psicóloga indígena, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Mato Grosso do Sul, integrante da ABIPSI (Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogas), trabalha questões de racismo e identidade indígena. Conselheira eleita para o  Conselho Federal de Psicologia-CFP do 20º plenário.



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Mediação: Prof. Me. José Maria Nogueira Neto (Ce)
Psicólogo (CRP 11/10673), professor mestre dos cursos de Psicologia e Odontologia da Faculdade Luciano Feijão, em Sobral/CE. Curador Acadêmico do Instituto Parentes, responsável pela concepção pedagógica das matrizes curriculares de pós-graduação e da programação do encontro “Tudo que nois tem é nois”. É conselheiro do Conselho Regional de Psicologia do Ceará, sócio da ABEP, realiza pesquisas junto aos povos e comunidades tradicionais e é organizador da obra Psicologia, Colonialidade e os Povos Tradicionais (CRV).



17:15h  -  Travessia para a vivência da noite (INSCRIÇÕES PRÉVIAS)

RITUAL DO AMOR no Terreiro Ilê Asé Oba Oladeji;



NOITE


19h às 21h - “Ainda somos os mesmos, mas dançamos diferente porque no fundo do peito mora um tambor”.

Vivência Ancestral - Gira Aberta para Inscritos.

Cuidador: Babalorixá Linconly Ty Ayrá(CE)

Local: Terreiro Ilê Asé Oba Oladeji


RITUAL DO AMOR COM POMBOGIRA CIGANA DAMA DO OURO

Investimento: R$60,00 (pagamento realizado somente no ato do credenciamento).

A inscrição deve ser feita com antecedência, mesmo que o pagamento seja efetuado apenas no momento do credenciamento.

Sob a força encantadora da Pombagira Cigana Dama do Ouro, este ritual se apresenta como um chamado sagrado ao amor que nasce em si. É um tempo de acender o brilho adormecido, de ativar o encanto pessoal e de alinhar o coração com a alegria de viver. Em um campo de magia, beleza e intenção, o ritual promove o amor-próprio como base da felicidade, abrindo caminhos para relações mais verdadeiras, conscientes e luminosas.


Com apenas trinta vagas, cada pessoa participante receberá dois sachês preparados ritualisticamente: um banho de descarrego, para liberar dores, bloqueios e histórias que já cumpriram seu ciclo, e um banho de brilho para o amor, destinado a despertar magnetismo, autoestima e poder de atração. No momento do ritual, cada participante levará sua carta escrita à mão, declarando à Pombagira a construção do amor que deseja viver. É um ritual de encantamento, entrega e renascimento emocional, que fortalece o amor-próprio e conduz à conexão com o amor verdadeiro.


Observação:

Neste dia será realizado um city tour pelo terreiro. Também estarão disponíveis magias para venda, voltadas para equilíbrio, amor, atração amorosa, descarrego, abertura de caminhos e encantamento para ser visto/a com bons olhos.




Babalorixá e Professor Linconly de Jesus Pereira (Ce)

Babalorixá e Professor Linconly de Jesus Pereira, Pós-Doutor na Universidade Federal Rural de Pernambuco, vinculado ao programa de pós-graduação em educação, cultura e identidades (PPGECI). Doutor em Educação pela Universidade Federal da Paraíba e professor da Unilab. Pesquisador das manifestações culturais e religiosas africanas e afro-brasileiras no terreiro e na escola, especialista em Exu e escritor do livro Exu nas Escolas (Editora Parentes, 2021).



11/07/2026 - SÁBADO -  DIA TERCEIRO


MANHÃ



09h -  Ponto nó: Quando eu não tinha o olhar lacrimoso e não falava de amor, mas das profundanças que gritam sob a pele 

Dor histórica | Terra | Profundanças | Afeto |Corpo marcado| Corpos Dissidentes| Travestis| Diversidades 


Conversadoras: Andreone Medrado (SP)

                          Letícia Carolina (PI)




Profa. Dra. Letícia Carolina Nascimento (PI)
Letícia Carolina Nascimento é mulher travesti, negra, gorda e piauiense. Filha de Xangô e Oya. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). É professora do curso de Pedagogia na UFPI e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPAr. Autora do livro Transfeminismo e Leca. É ativista social atuando junto a coordenação executiva nacional do FONATRANS. Pesquisadora filiada ao NEPEGECI/UFPI e a ABPN. Atualmente 2ª Vice-presidenta do ANDES Sindicato Nacional. Gosta de poesia e de dançar, ama o mar mas, não sabe nadar.



Andreone T. Medrado (SP)

É bióloga (UNIFIEO), psicóloga (USP), mestre em Fisiologia Humana (IB-USP) e doutora em Psicologia (IP-USP). Sua pesquisa investiga as relações entre nojo, desejo, gênero e sexualidade, com foco nas dinâmicas de poder e nos marcadores sociais da diferença, articulando Psicologia Crítica, teorias anticoloniais e estudos de gênero. É co-autora de Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade (2023) e autora de Ensaios Sobre o Colonialismo: higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa (2025), ambos pela editora Telha. É docente, palestrante e escritora, e fundadora do Podcast Devaneios Filosóficos.



11:00H MINHA MÃE ME CHAMA: É HORA DO ALMOÇO”.(LIVRE)



TARDE



13H -  Travessia para a Vivência Ancestral Tradicional no Quilombo do Balbina (Cascavel/CE)- Ônibus Incluso.



A Praia do Balbino é uma comunidade tradicional localizada no município de Cascavel, no litoral do Ceará, inserida em uma Área de Proteção Ambiental, sendo reconhecida como a primeira comunidade tradicional titulada do estado, em 1997. A vida comunitária está profundamente ligada ao território, ao mar e aos ecossistemas locais, com atividades como a pesca artesanal, agricultura familiar e turismo de base comunitária, desenvolvidas de forma coletiva e sustentável. A comunidade se organiza por meio da Associação dos Moradores da Praia do Balbino (AMPB), fortalecendo a defesa do território, a valorização dos saberes tradicionais e a preservação ambiental, além de manter vivas práticas culturais   que expressam sua identidade e história.





14h - OS ANCESTRAIS MANDARAM AVISAR: Meu caminho não cabe nos mapas.

-Território Quilombo da Balbina


Este momento é um convite à escuta do território e de quem o habita. Na comunidade, abriremos espaço para ouvir as mestras e mestres do lugar, reconhecendo saberes que caminham pela oralidade, pelo corpo e pela experiência. Depois da escuta e troca de experiências pela fala, o encontro se banha de noite e se  transforma em rito: banho, rezo, canto, coco, tambores, fogueira e celebração coletiva, afirmando que o cuidado, a memória e a ancestralidade seguem vivos no chão onde pisamos. 






    Mestra Francisca (Ce)

    Dona Francisca Pires é referência na renda de bilros, saber tradicional transmitido entre gerações e profundamente ligado à identidade cultural da Praia do Balbino. Mestra da cultura, diplomada pelo Governo do Estado do Ceará (Brasil). É nativa da Praia do Balbino (Cascavel).  Seu trabalho expressa a memória, a resistência e o modo de vida da comunidade, contribuindo para a preservação dos saberes ancestrais do litoral cearense. Sua trajetória representa o reconhecimento do valor das mulheres rendeiras e da cultura popular como patrimônio vivo.





    Mestre Miguel Ferreira (Ce)

    É pescador aposentado e uma importante liderança cultural da Praia do Balbino, no município de Cascavel – Ceará. Reconhecido por sua dedicação à cultura popular, é referência na preservação e continuidade da dança do coco do Balbino, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações na comunidade. À frente de apresentações culturais, Mestre Miguel possui registros de participação desde 2007, incluindo apresentações no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, além de presença constante em todas as edições do encontro Povos do Mar, onde representa com orgulho a identidade, a memória e a resistência cultural do seu território. Seu trabalho fortalece a valorização dos saberes tradicionais, reafirmando a dança do coco como expressão cultural, histórica e comunitária do povo do Balbino.





    Flávia Pereira  (Ce)

    Flávia Pereira Pires Silva, 33 anos, é natural da Praia do Balbino, em Cascavel (CE). Neta da Mestra Francisca e filha de Diassis, cresceu conectada à história, à cultura e às lutas sociais de sua comunidade. Desde cedo participa da resistência pelo reconhecimento do território e pela preservação das tradições locais. A dança do coco, presente em sua trajetória desde a infância, é uma das expressões culturais que hoje ajuda a fortalecer junto às novas gerações. Casada e líder comunitária, Flávia também desenvolve o projeto Balbino Mar de Experiências, voltado à valorização cultural, social e territorial da comunidade.






    Ricardo César Carvalho Nascimento (Ce)

    Dr. em Antropologia. Professor efetivo da Unilab. Professor do programa de pós-graduação em Sociologia da Uece. Mestre de capoeira.



    NOITE


    17h – Segundo momento vivencial - Balbino -  “O mar se deitou na areia, ouvindo a canção nagô chamando os filhos de toda cor.”


    Pôr do sol na Lagoa Seca com fogueira, vivência coletiva sobre a terra transcendente, pois entre o céu e a terra existem muitos mundos e assombros.


    “Avia… vem encontrar com o povo do mar: Vivência do banho: banho do rio, banho do vento, banho de sol, banho de amor. Com afeto e rezo abriremos um corredor de cuidado, adentrando esse momento de forma fluida, para  depois saudar o avô fogo. E ao redor da fogueira, dançar o coco, tambor e celebrar o existir.”


    Obs.: trazer toalha, canga e biquíni. 


    Curadora: Mestra Carla (CE)

    Sarah Jorge (CE)

    Alana Alencar (CE/RN)




    Mestra Carla (Ce)

    Carla Mara Henrique Silva, conhecida como Mestra Carla da Capoeira, é Mestra da Cultura – Tesouro Vivo da Cultura do Estado do Ceará. Preside o Instituto AZC – Ponto de Cultura e o Centro Cultural Mestre Lula, onde desenvolve ações de valorização da capoeira e das culturas afro-brasileiras no Grande Bom Jardim, em Fortaleza. Coordena o Coletivo de Mulheres AZC e o Coletivo da Diversidade LGBTQ+ AZC. Integra o GT de Salvaguarda da Capoeira no IPHAN, a Comissão dos Mestres e Mestras Tesouro Vivo da Cultura do Ceará e o Comitê de Expressões Culturais Afro-brasileiras da Secult CE. É aluna da pós-graduação em Psicologia Social e Comunidade pelo Instituto Parentes



    Sarah Jorge (Ce)

    Artista, colaboradora do Parentes, terapeuta de pessoas com útero, mestranda em Artes pelo IFCE e graduada em Licenciatura em Teatro também pelo IFCE. Facilitadora do Círculo de Mulheres há mais de dez anos, formada pela Gaya Circle de Portugal, especialista em Terapias Integrativas e Complementares (UNIAMERICAS) e em Ginecologia Natural pela Escola SHEN. Mestre Reiki tradicional Mikao Usui e facilitadora de Biodança pela Escola Comunitária de Biodança do Ceará. Terapeuta integrativa com mais de doze anos de experiência, atua com práticas de cuidado que articulam corpo, arte, espiritualidade e saberes ancestrais. É umbandista, mãe de santo de Umbanda, mãe do Theo e feminista.





    Profa. Dra. Alana Alencar (CE/RN)

    Doutoranda em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRN. Mestre em Psicologia e graduada em Psicologia pela UFC. Atualmente cursa especialização em Psicologia da Descolonização. Atuou junto ao Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM/UFC), com ênfase em Psicologia Social e Comunitária. É facilitadora de Biodança formada pela Escola de Biodança do Ceará (2016) e compõe o comitê coordenador da Alianza Continental de Parteras Tradicionales y Indígenas de las Américas. Tem experiência em Psicologia Social, Psicologia Comunitária, Psicologia da Descolonização e práticas de cuidado com base em saberes ancestrais.




    12/07/2026 - DOMINGO -   DIA QUARTO



    MANHÃ


    10h – “Se avexe não! A lagarta rasteja até o dia em que cria asas"

    - Mesa Pessoal do Ceará


    Ponto nó dos conversadores: Tempo | Resistência | Caminhada |Território|Ceará | Povos Originários |Diversidade| Saúde| Quilombolas

    Local: Auditório IFCE


    Mediação: Renê Dinelli (CE)

    Conversadores:

    Dary Bezerra (CE)

    Vinícius Bernardo (CE)

    James Moura (CE)

    Thiago Anacé(CE)

    Joseli Cordeiro (Ce)






    Renê Vieira Dinelli, psicólogo CRP 11/4773. 

    Criador do Projeto Lugar do Sentir, conversas honestas e inadiáveis sobre a Saúde Mental da classe trabalhadora em Educação. Desenvolve ações como a Sala de Afetos, saúde coletiva no chão da escola/instituições de educação  básica à universitária  com trabalhadoras/es. Realiza serviços de Plantão Psicológico, urgência no cuidar sem pressa no acolher. Facilitador de grupo de apoio às vítimas de assédio moral no ambiente de trabalho. Coordenação da Pós graduação em Psicologia e Educação pelo Instituto Parentes. Assessorias em Saúde Mental junto à Sindicatos e instituições que buscam criar e fortalecer A.S.A.S. - Ambientes Seguros de Acolhimento Solidário. Especialista em Psicologia Humanista e Existencial. Como me encontrar:  Instagram:  @lugardosentir 




    Dáry Bezerra (Ce)

    Defensora dos Direitos Humanos, Ativista LGBTI+ e dos povos de Terreiro. É Presidenta do Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB, Coordenadora da Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. Tem formação em Pedagogia (URCA) e Mestrado em Antropologia (UFC/UNILAB). Atua nas discussões de identidades de gênero e diversidade sexual, prevenção e saúde das populações LGBTI+, defesa de direitos dos povos de terreiro e educação para os direitos humanos.





    Vinícius Bernardo (CE)

    Professor e psicólogo clínico (CRP 11/19544), doutorando em Psicologia (UFC). Mestre em Psicologia e Políticas Públicas (UFC). Fundador do Instituto Psicologia para os 99%. Desenvolve pesquisas sobre interseccionalidade, vulnerabilidades e desigualdades sociais.



    James Moura (Ce)

    Quilombista, psicólogo comunitário e Professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará. Doutor em Psicologia Social pela UFRGS e Mestre em Psicologia pela UFC. Pós-doutorado em Ecologia pela Universidade de Bristol, Inglaterra.





    Thiago Anacé (Ce)

    Prof. Ms. Thiago Halley Santos de Lima; Pedagogo e Mestre em Sociologia - UECE; Prof. Indígena e Liderança da Reserva Indígena Taba dos Anacé; Coordenador Regional Nordeste II da FUNAI (RN, CE e PI); Professor Efetivo da Rede Municipal de Caucaia ; Integrante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena - FNEEI; Desenvolve pesquisas sobre Educação Indígena e Educação Escolar Indígena, identidade Indígena, Perfil dos Professores Indígenas, Currículo Escolar Indígena, Saberes, ciência e conhecimento dos Povos Indígenas





    Joseli Cordeiro (Ce)

    Mulher negra e quilombola, professora e pesquisadora em História, doutoranda pela Universidade Federal do Ceará (UFC).Desenvolvo pesquisas sobre memória, territórios, África e Genero.



    12h às 14h– Ritual da Despedida: Enquanto a gira gira, despedir também é encanto, porque eles são muitos, mas não sabem voar.

    Local: Pátio próximo a piscina-IFCE 



      O encontro se despede em ritual, reafirmando que o fim também é a passagem. A gira continua, mesmo quando os corpos se afastam. Este momento celebra os vínculos criados, os saberes compartilhados e a certeza de que seguimos juntes, porque “tudo que nóis tem é nóis”.


      “Começo

      Meio e

      Começo”

      (Nego Bispo)









      Realizadoras: Mestra Francisca ( Ce )

      Mestre Miguel (Ce)

      Flávia Pereira (Ce)

      Ricardo César Carvalho Nascimento (Ce)


      Avaliação Biocêntrica coletiva 

      Vivência de Despedida- Biodança



      Inscrições

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