O Conselho Federal de Economia realiza, no dia 14 de maio de 2025 (quarta-feira), o webinário “O papel do Brasil diante dos desafios climáticos contemporâneos”, com transmissão ao vivo pelo canal do Cofecon no YouTube. O evento é promovido pela Comissão de Sustentabilidade Econômica e Ambiental, coordenada pela conselheira Elis Braga Licks (que atuará como mediadora), e contará com a presença da economista Beatriz Macchione Saes. Será emitido certificado de participação aos inscritos (increva-se AQUI).
Com a realização da COP30 na cidade de Belém, o Brasil assume uma posição estratégica nas negociações climáticas internacionais. Em um cenário marcado por crises ambientais e desigualdades históricas, o país terá a responsabilidade de liderar os esforços globais para a implementação efetiva dos compromissos assumidos no Acordo de Paris. O evento da ONU, conhecido como a “COP da Implementação”, ocorrerá em um contexto de enfraquecimento da governança global, avanços ainda insuficientes do Acordo de paris e desafios significativos para a construção de uma transição energética justa.
Durante o webinário, Beatriz discutirá como o Brasil pode atuar de forma proativa para fortalecer a cooperação internacional, viabilizar mecanismos de financiamento climático e incentivar a transferência de tecnologias, sobretudo para países em desenvolvimento e mais vulneráveis à emergência climática. A palestrante também abordará criticamente os limites dos atuais modelos de transição energética, que muitas vezes mantêm — ou até aprofundam — padrões insustentáveis de produção e consumo.
A transição energética, como destacará Beatriz, não se resume à substituição de fontes fósseis por fontes renováveis: ela exige uma revisão profunda dos modelos de mobilidade, da lógica extrativista e do papel que países da periferia global, como o Brasil, exercem na cadeia produtiva internacional. Será discutida a crescente pressão por “extrativismo verde” e o risco de que políticas climáticas reforcem velhas desigualdades sob uma nova roupagem.
Além disso, o debate destacará o papel da sociobioeconomia e dos saberes tradicionais na proteção dos ecossistemas — especialmente na Amazônia —, bem como a urgência de políticas que articulem preservação ambiental, bem-estar social e redução das desigualdades.