A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelas Nações Unidas, estabelece um compromisso global com a promoção do bem-estar, da equidade, da sustentabilidade e da redução das desigualdades. Objetivos como o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, o ODS 4 – Educação de Qualidade, o ODS 9 – Inovação e Infraestrutura, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 16 – Instituições Eficazes e Inclusivas colocam a ciência, a educação, a tecnologia e as políticas públicas no centro das estratégias para o futuro.
Nesse contexto, organismos internacionais como a UNESCO, a OCDE e o Fórum Econômico Mundial têm reiterado a necessidade de reimaginar os sistemas educacionais e de saúde diante das transformações digitais, ambientais e sociais em curso. O relatório Reimaginar nossos futuros juntos, da UNESCO, destaca a educação como um bem comum global, fundamental para o fortalecimento da democracia, da cooperação e do desenvolvimento sustentável em sociedades cada vez mais mediadas por tecnologias digitais.
De forma convergente, a OCDE e o Fórum Econômico Mundial apontam que a transformação digital, a inteligência artificial responsável e o uso ético de dados são elementos-chave para a sustentabilidade dos sistemas públicos, desde que orientados por valores como equidade, transparência, cuidado e justiça social. Assim, educação e saúde digital deixam de ser apenas instrumentos tecnológicos e passam a configurar-se como políticas estruturantes de cuidado com as pessoas, os territórios e o futuro.
No Brasil, esse alinhamento global se materializa em políticas como a BNCC em Computação, que reconhece a formação digital como parte essencial da educação básica, promovendo pensamento computacional, cultura digital e cidadania crítica. Essa base é estratégica para o cumprimento da Agenda 2030, ao preparar estudantes, profissionais da educação e da saúde, gestores públicos e a sociedade para atuar de forma ética, inovadora e informada por evidências científicas.
O II Congresso Internacional SPES 2026 insere-se explicitamente nesse compromisso, constituindo-se como um produto acadêmico, científico e institucional alinhado à Agenda 2030. Ao articular ciência aberta, inteligência artificial, educação e saúde digital, o congresso contribui diretamente para:
o fortalecimento de políticas públicas baseadas em evidências (ODS 16);
a promoção da educação de qualidade e da formação digital ao longo da vida (ODS 4);
o desenvolvimento de sistemas de saúde mais equitativos, inteligentes e sustentáveis (ODS 3);
o estímulo à inovação responsável e inclusiva no setor público (ODS 9);
a redução de desigualdades no acesso ao conhecimento, à tecnologia e ao cuidado (ODS 10).
Mais do que um espaço de debate, o SPES 2026 se propõe como um instrumento de cooperação interinstitucional, reunindo academia, redes públicas de educação e saúde, gestores e profissionais para construir caminhos concretos de implementação das metas da Agenda 2030. Ao colocar a educação e a saúde digital como políticas de cuidado e inovação, o congresso reafirma seu compromisso com o bem comum, a sustentabilidade e a centralidade da vida nas decisões públicas.