PROGRAMAÇÃO
Simpósio 80 anos + 1: a ONU e a nova (des)ordem mundial
22 a 25 de setembro no ICH/UFJF
e de 28/09 a 01/10 (Pós-evento) no Alameda e no Museu de Arte Murilo Mendes
Pré-evento
Pint of science: um brinde ao conhecimento
O Simpósio 80+1 também ocupará outros espaços da cidade. O Pint of Science é um convite para conversar sobre ONU, democracia e direitos humanos em um ambiente mais leve, próximo e descontraído.
No dia 13/08, às 19h, a Casa Capri Trattoria, tradicional restaurante italiano de Juiz de Fora, receberá pesquisadores, professores e o público em geral para uma noite de troca de ideias, boa conversa e reflexão sobre os desafios da ordem mundial contemporânea.
A conversa será mediada por Leonardo Rosa, mestre em História pela UFJF e contará com a participação dos debatedores Prof. Dr. Filipe Queiroz, professor do Departamento de História da UFJF e Wagner Alcides, doutorando em História Política pela UERJ.
Conferência de Abertura
Terça-feira – 22/09 às 19h – ICH-UFJF
O Judaísmo, a Shoah e Gaza/Palestina: outros novos genocídios?
Michel Gherman
Debatedor: Marcos Olender
A conferência inaugural propõe uma reflexão crítica sobre memória, violência, genocídio e disputas narrativas no contexto contemporâneo, articulando o legado da Shoah às tensões atuais envolvendo Gaza e Palestina.
Mesa 1
Quarta-feira – 23/09 às 19h – ICH-UFJF
A UNESCO e as instituições de preservação da cultura e do patrimônio internacional
Raul Amaro de Oliveira Lanari
Marcos Olender
Fernando Cesar Sossai
Luciana Carvalho de Menezes
Debatedor: Rodrigo Christofoletti
Discussão sobre patrimônio cultural, políticas de preservação, memória coletiva e o papel das instituições internacionais diante das crises contemporâneas.
Mesa 2
Quinta-feira – 24/09 às 9h – ICH-UFJF
A ONU e o Direito Internacional: balanço de uma entidade enfraquecida
Gilberto Marcos Antonio Rodrigues
Fernando Fernandes da Silva
Debatedor: Federico Trebuc
Análise crítica das transformações do sistema internacional, dos limites contemporâneos do multilateralismo e dos desafios políticos enfrentados pela ONU no século XXI.
Mesa 3
Sexta-feira – 25/09 às 9h – ICH-UFJF
Transformações no campo econômico: de Bretton Woods à crise do neoliberalismo
Anderson Martins Silva
Lourival Batista de Oliveira Junior
Cid de Oliva Botelho Junior
Debatedor: Fernando Gaudereto Lamas
Debates sobre economia internacional, globalização, financeirização e os impactos das crises contemporâneas sobre o sistema mundial.
Mesa 4
Sexta-feira – 25/09 às 17h – ICH-UFJF
A desordem do mundo: espaços de crise humanitária
Laurindo Tchinhama
Ahmad Serieh
Debatedor: Rodrigo Christofoletti
Debates sobre crises humanitárias, deslocamentos forçados, conflitos contemporâneos e os impactos da atual desordem internacional sobre populações em situação de vulnerabilidade.
Conferência 2
Quinta-feira – 24/09 – 19h – ICH-UFJF
A nova (des)ordem mundial: entre as novas políticas e as velhas ideologias – o meio ambiente e os “novos outros” no mapa: a mulher, as “minorias” e os silenciados ressurgentes
Tânia Gerbi Veiga
Francisco Carlos Teixeira
Debatedor: Leonardo Rosa Maricato Santos
Reflexões sobre meio ambiente, gênero, alteridade, direitos humanos e os silenciamentos históricos nas disputas contemporâneas da política internacional.
Conferência 3
Quinta-feira – 24/09 às 19h - ICH-UFJF
Trump e a Ordem Multilateral: ruptura, adaptação ou reforma da ONU?
Análise do enfraquecimento do multilateralismo e da perda de protagonismo da ONU na última década. A conferência discute o governo Trump como vetor desse processo no cenário geopolítico contemporâneo.
Denilde Holzhacker
Debatedora: Kênia Guimarães
Minicursos
Quarta, quinta e sexta: 23, 24 e 25/09 – 14h às 17h, no ICH-UFJF
Os participantes poderão escolher entre diferentes minicursos temáticos voltados à formação crítica interdisciplinar.
Minicurso 1
23, 24 e 25/09 – 14h às 17h
1945-2025: Direitos Humanos para quem?
Tânia Gerbi Veiga
Francisco Carlos Teixeira
Este curso visa discutir a criação do conceito direitos humanos a partir do final da
Segunda Guerra Mundial, em 1945. O final deste conflito internacional expôs os horrores da guerra que resultou em cerca de 60 milhões de mortos, originando a Organização das Nações Unidas, que pretendia ser uma mediadora entre as demandas entre países, portanto promover a paz e a cooperação entre as nações. Criou-se, também, um tribunal penal militar internacional para responsabilizar os perpetuadores de graves crimes de guerra e contra a Humanidade na Europa, o conhecido Tribunal de Nuremberg (1945-1946).
Concomitantemente, era elaborada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU, em 10 de dezembro de 1948. A partir deste contexto, o curso pretende abordar os 81 anos do final da II Grande Guerra e da instauração do Tribunal de Nuremberg, além dos 78 anos da Declaração dos Direitos Humanos para perguntarmos: os Direitos Humanos são para todos? Pois, nestas oito décadas, fica evidente que os direitos humanos foram evocados para defender as vítimas de atrocidades implantadas por regimes autoritários, mas também para permitir – nem sempre com sucesso - a intervenção política, econômica e militar de territórios cobiçados pelas potências hegemônicas.
Elaboraram-se módulos em que serão analisadas as oito décadas em diversos continentes, para tentarmos responder esta questão fundamental e, porque não dizer, urgente.
Aula 1 – Final da década de 1940 e a década de 1950 – a montagem de um cenário de vigilância e controle: a Guerra Fria, as intervenções militares e as guerras anticoloniais.
1. O Tribunal de Nuremberg: o que constituiu este julgamento, sua importância, seus resultados.
2. O surgimento da Guerra Fria. (excertos do filme 1964 – um golpe contra o Brasil)
3. Um panorama do mundo pós-guerra:
a. A criação da ONU e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
b. A criação do Estado de Israel e a situação do Médio Oriente.
c. A América Latina e a hegemonia estadunidense. A criação da Escola das Américas (1946) e o surgimento da Doutrina de Segurança Nacional.
d. A situação das colônias europeias na Ásia e na África após a Segunda Guerra Mundial (apenas um breve comentário, pois a próxima aula será focada neste tema).
e. O apartheid na África do Sul.
4. As guerras coloniais e as práticas das forças de segurança ocidentais diante das reivindicações das populações autóctones.
5. Ásia e na África: em especial a da Coreia, do Vietnã e da Argélia.
6. As intervenções estadunidenses nas Américas e os movimentos revolucionários.
7. A década de 1960 – introdução – os rumos da política ocidental após o final da Guerra da Argélia e com a Revolução Cubana: autoritarismo e resistência.
Aula 2 – As décadas de 1960, 1970 e 1980 – os rumos da política ocidental após o final da Guerra da Argélia e com a Revolução Cubana: autoritarismo e resistência.
1. Os conflitos da década da contracultura: América Latina, os golpes de Estado e a resistência, armada ou não. (excertos do filme Utopia e Barbárie).
2. A África das guerras coloniais, das guerras civis e da política sul-africana: o impacto dessas guerras na Europa.
3. A Guerra do Vietnã e seu novo capítulo: EUA na Indochina. O estabelecimento dos governos neoliberais nos países centrais do capitalismo.
4. As duas versões do Tribunal Russell – 1965/1966 e 1974/1975.
5. A década de 1980 - Políticas econômicas que sufocam o movimento sindical e o surgimento das políticas identitárias. (colocar excertos do filme The Old Oak).
6. O declínio do socialismo real e a euforia do consumo capitalista.
7. O legado das ditaduras na América Latina.
8. As guerras civis na Ásia e na África.
Aula 3 – A década de 1990 – consolidação do neoliberalismo: a História acabou? A
década de 1980 – consolidação do neoliberalismo: a História acabou?
1. A queda do Muro de Berlim e o fim da URSS: seus impactos no Ocidente.
2. As políticas neoliberais e o aumento da pobreza no mundo. Oriente Médio e Israel: um balanço da convivência até 1994.
3. Ruanda: o genocídio que escancarou as políticas coloniais ocidentais.
4. O século XXI – as crises estruturais do sistema capitalista e a chamada “Guerra ao Terror”.
5. A onda de esquerda na América Latina, o Lawfare e os golpes de Estado para garantir o hegemon.
6. A África e a Ásia com novos protagonistas: a China e a Índia.
7. O surgimento dos BRICS.
8. A crise dos EUA – como sobreviver diante da crise econômica presente?
9. Direitos humanos para quem? (Balanço final).
Minicurso 2
23, 24 e 25/09 – 14h às 17h
Direito Internacional dos Direitos Humanos
Fernando Fernandes da Silva
Primeira Parte: 1. A Declaração de Moscou (1943). 2. A instituição do Tribunal de Nuremberg (1945). 3. O Sistema das Nações Unidas (1945). 4. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). Segunda Parte: 1. O Sistema Global de Direitos Humanos. 2. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. 3. Os Tribunais Internacionais Penais ad hoc para a ex-Yugoslávia e para Ruanda. 4. O Tribunal Penal Internacional Permanente, instituído pelo Estatuto de Roma (1998). Terceira Parte: 1. A Organização dos Estados Americanos (OEA) (1948). 2. O Sistema Interamericano de Direitos Humanos, criado pelo Pacto de San Jose (1969). Quarta Parte. Estudo, análise e debates sobre casos.
Desenvolvimento do curso
Nota: Na primeira aula após a consulta aos alunos será escolhido um caso relativo à matéria para ser estudado e analisado no final do curso.
Aula 1:
1. A codificação do Direito Internacional em torno dos usos e costumes de guerra no século XIX.
2. As convenções de Haia de 1899 e 1907.
3. A relevância da Declaração de Moscou (1943).
4. O Tribunal de Nuremberg (1945), criado pelo Estatuto do Tribunal Militar de Internacional de Nuremberg e as categorias de crimes: a) crimes contra a paz; b) crimes de guerra; e c) crimes contra a humanidade.
Aula 2:
1. O Sistema das Nações Unidas (1945).
2. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).
3. O Sistema Global de Direito Humanos: Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
4. Os tratados de direitos humanos e os meios de monitoramento.
5. Os tribunais internacionais penais ad hoc para a ex-Yugoslávia e para Ruanda.
6. O Tribunal Penal Internacional Permanente, criado pelo Estado de Roma (1998) e as categorias de crimes.
Aula 3:
1. A criação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
2. O Sistema Interamericano de Direitos Humanos, criado pelo Pacto de San Jose (1969): a) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos; b) a Corte Interamericana de Direitos Humanos (a competência litigiosa e a competência consultiva).
Minicurso 3
23, 24 e 25/09 – 14h às 17h
Rock ’n’ Roll e Relações Internacionais: entre a contestação cultural e o soft power ocidental
Raul Amaro de Oliveira Lanari
O minicurso procurará analisar o rock`n roll como fenômeno social e político associado à emergência e consolidação de um mercado de bens culturais de massas no Ocidente atravessado por questões comportamentais e políticas específicas do pós-II Guerra Mundial. Buscaremos analisar como o final da II Guerra Mundial abriu portas para novas manifestações culturais ocidentais que tomaram de assalto o mundo, ecoando questões relacionadas às pautas internacionais. Guerra, Paz, Liberdade e Poder foram elementos largamente abordados pelos artistas associados ao Rock`n Roll, participando dos debates sobre os rumos do mundo durante a Guerra Fria. Analisaremos, por fim, como o Rock`n Roll, gênero musical geralmente associado à rebeldia e à contestação de valores tradicionais, esteve associado à difusão do ideário liberal no contexto da Guerra Fria, se tornando uma importante ferramenta do soft power ocidental.
Aulas:
Aula 1: O Rock`n Roll como fenômeno sócio-político: cultura de massas, cultura pop e juventudes nos anos 1950/60
Aula 2: O Rock`n Roll e a contestação das Guerras nos anos 1960: pacifismo, festivais e ativismo
Aula 3: O Rock`n Roll como instrumento de soft power ocidental: a exportação do rock como comportamento anti-ditatorial e pró-EUA no contexto da Guerra do Vietnã.
Minicurso 4
23, 24 e 25/09 – 14h às 17h
Refúgio na nova ordem mundial: contextos e dinâmicas na América do Sul
Rafael Alberto González González
O curso visa, no contexto do contemporâneo (des)ordem global, aproximar os participantes do marco estabelecido pela recente Declaração e Plano de Ação do Chile 2024–2034, buscando não apenas examinar a tradição regional de proteção que remonta à Declaração de Cartagena (1984), mas também aproveitar esse exercício para analisar os contextos, desafios e dinâmicas que caracterizam o refúgio no Brasil/América do Sul.
Programação Pós-Evento
Cine Debates
Segunda à quinta, de 28/09 a 01/10 às 19h
Locais das exibições e debates: Cine Alameda (terça-feira, 29 de setembro); demais dias no Museu de Arte Murilo Mendes — MAMM.
Os Cine Debates integram a programação expandida do Simpósio 80 anos + 1, propondo reflexões sobre guerra, memória, propaganda, cultura visual e violência política através do cinema.
28/09 – 19h – Nações Unidas: soluções urgentes para tempos urgentes
Direção: Richard Curtis, 2020
Debatedor: Rodrigo Christofoletti
29/09 – 19h – Condor, o filme
Direção: Roberto Mader - 2007
Debatedora: Jussamar da Silva
30/09 – 19h – Uma Verdade Inconveniente
Direção: Davis Guggenheim, 2006
Debatedor: Leonardo Maricato Rosa
01/10 – 19h – O Triunfo da Vontade
Direção: Leni Riefenstahl, 1935
Debatedor: Marcos Olender
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LANÇAMENTOS DE LIVROS
Quinta-feira, 13/08/2026 - 19h
Local:
Casa Capri Trattoria — Av. Sete de Setembro, 64, Costa Carvalho, Juiz de Fora/MG.
Lançamento do livro:
Os informantes de Getúlio Vargas e a política externa brasileira (1930-1945)
Autor:
Filipe Queiroz de Campos.
Editora:
Afra Editora.
Ano:
2024.
Link para acesso:
https://www.amazon.com.br/dp/B0DH3SH1NC
Resumo da obra:
A obra investiga como a rede de informantes de Getúlio Vargas influenciou a formulação da política externa brasileira entre 1930 e 1945. Formada por jornalistas, diplomatas, políticos e pessoas próximas ao presidente, essa rede produzia informações e participava de negociações que, muitas vezes, ultrapassavam os canais oficiais do Itamaraty e o conhecimento dos próprios ministros.
Adaptado da tese de doutorado defendida por Filipe Queiroz de Campos na Universidade Federal de Juiz de Fora, o livro reúne descobertas realizadas em importantes acervos do Brasil e dos Estados Unidos. Ao examinar os circuitos informais de informação e as estratégias de bastidores utilizadas por Vargas, o estudo oferece novas interpretações sobre as relações entre o Poder Executivo, a diplomacia e a política externa durante a Era Vargas e a Segunda Guerra Mundial. A obra também permite compreender como decisões relevantes para o país foram influenciadas por agentes que atuavam paralelamente às estruturas oficiais do Estado.
Terça-feira, 22/09/2026 - 19h
Lançamento do livro:
Diálogos em tempos difíceis: decifrando a gramática da nova extrema direita
Autores:
Michel
Gherman; Ronilso Pacheco.
Editora:
Fósforo
Editora.
Ano:
2026.
Link para acesso:
https://www.amazon.com.br/dp/6560001814?ref=cm_sw_r_ffobk_cp_ud_dp_4D6TWXZ5BXWFSTSHPNVB&ref_=cm_sw_r_ffobk_cp_ud_dp_4D6TWXZ5BXWFSTSHPNVB&social_share=cm_sw_r_ffobk_cp_ud_dp_4D6TWXZ5BXWFSTSHPNVB&bestFormat=true
Resumo da obra:
A obra nasce da urgência de
compreender como lideranças autoritárias vêm instrumentalizando a religião para
mobilizar bases sociais e fragilizar estruturas democráticas. Em formato de
diálogo, Michel Gherman e Ronilso Pacheco analisam o avanço da chamada
“pedagogia do ódio”, discutindo como conceitos como liberdade e direitos
humanos são ressignificados por setores da extrema direita em favor de
interesses de uma elite financeira, religiosa e branca.
A partir de trajetórias
intelectuais distintas, os autores examinam a construção de uma linguagem
política fundada no medo, no ressentimento e na idealização de um passado
perdido. O livro apresenta conceitos como “antissemitismo filossemita”,
trabalhado por Gherman, e “política da opacidade”, discutido por Pacheco, para
compreender formas contemporâneas de exclusão, racismo, instrumentalização
religiosa e ataque à democracia. Trata-se de uma contribuição importante para
pensar o Brasil contemporâneo, os riscos da radicalização política e os
desafios de reconstrução de uma cultura democrática.
Quarta-feira, 23/09/2026 - 9h
Lançamento do livro:
Heritage and Human Rights: Laws, Institutions, Actions
Organizadores:
Inês
de Carvalho Costa; Maria Leonor Botelho; Rodrigo Christofoletti.
Editora:
Springer.
Ano:
2026.
Link para acesso:
https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-032-16754-5
Resumo da obra:
A
obra explora as relações entre patrimônio cultural e direitos humanos,
demonstrando que essa conexão não é apenas teórica, mas atravessa leis,
instituições e ações concretas. Reunindo autores de diferentes áreas e
contextos geográficos, o livro apresenta perspectivas que vão das Relações
Internacionais à História da Arte, com estudos sobre Europa, América Latina e
Oriente Médio.
A primeira parte conecta
patrimônio cultural a temas como manutenção da paz, justiça transicional,
mudanças climáticas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A segunda
discute iniciativas cívicas e comunitárias, avaliando seus desafios,
oportunidades e contornos políticos. A parte final aborda memórias
subalternizadas, patrimônios invisibilizados, construção da história e
processos de negação ou reconhecimento de direitos.
Ao propor uma leitura crítica
das relações entre patrimônio e direitos humanos, a coletânea demonstra como
essas agendas podem ser complementares, limitadas ou mesmo tensionadas. O livro
amplia o debate sobre patrimônio cultural ao considerar experiências, grupos e
práticas frequentemente excluídos dos discursos patrimoniais tradicionais.
Lançamento do livro:
Atlas del Patrimonio Latinoamericano
Organização e edição:
Yoselin Rodríguez; Rodrigo Christofoletti.
Publicação institucional / realização:
Delegação
Permanente do Brasil junto à UNESCO, com apoio do Programa de Diplomacia
Cultural do Instituto Guimarães Rosa / Ministério das Relações Exteriores do
Brasil.
Ano:
2025.
Link para acesso:
https://www2.ufjf.br/noticias/wp-content/uploads/sites/2/2025/12/atlas-del-patrimonio-latinoamericano_-web-book-1.pdf
Resumo da obra:
A obra reúne 38 pesquisadores
de 13 países em uma publicação coletiva dedicada a pensar o patrimônio
latino-americano a partir de uma perspectiva crítica, plural e
georreferenciada. Estruturado em 29 verbetes, o Atlas del Patrimonio
Latinoamericano propõe deslocar o olhar eurocêntrico que historicamente marcou
o campo da preservação cultural, colocando a América Latina no centro das
reflexões sobre memória, território, identidade, paisagem, cooperação e
salvaguarda patrimonial.
Organizado por Yoselin
Rodríguez e Rodrigo Christofoletti, o Atlas articula pesquisa acadêmica,
cartografia crítica e debates decoloniais para compreender o patrimônio como
campo vivo de disputa, pertencimento e criação coletiva. A publicação se
organiza em cinco eixos — memórias e monumentos; identidades em movimento;
espaços e paisagens; desafios contemporâneos; e redes de cooperação patrimonial
— e disponibiliza ao público centenas de patrimônios inventariados e
georreferenciados. Trata-se de uma contribuição relevante para afirmar o
protagonismo latino-americano nas discussões internacionais sobre preservação
cultural, valorizando saberes locais, memórias subalternizadas e novas formas
de pensar o Sul Global.
Quarta-feira, 23/09/2026 - 19h
Lançamento do livro:
Dicionário Crítico dos Fascismos (1922–2024)
Organizadores:
Francisco
Carlos Teixeira da Silva; Edgar da Silva Gomes; Felipe Azevedo Cazetta; Karl
Schurster; Márcia Carneiro.
Editora:
Editora
da Universidade de Pernambuco — EDUPE.
Ano:
2026.
Link para acesso:
https://www.edupe.upe.br/index.php/dicionario-critico-dos-fascismos-1922-2024
Observação sobre o download:
Para baixar o livro, é necessário estar registrado e logado no site da EDUPE.
Resumo da obra:
O Dicionário Crítico dos
Fascismos (1922–2024) é uma obra coletiva que oferece um panorama amplo,
analítico e multidisciplinar sobre os fascismos históricos e suas
reconfigurações contemporâneas. Reunindo especialistas nacionais e estrangeiros
das áreas de História, Ciências Sociais, Ciência Política e Filosofia, o livro
percorre quase um século de experiências autoritárias, desde o fascismo
italiano e o nacional-socialismo alemão até manifestações recentes de
neofascismo e extrema direita no século XXI.
Estruturado em verbetes, o
dicionário apresenta conceitos, movimentos, lideranças, organizações, práticas
políticas, experiências históricas e fenômenos sociais relacionados aos
fascismos em diferentes contextos nacionais e temporais. A obra constitui uma
importante referência para pesquisadores, estudantes e leitores interessados em
História, Ciência Política, Sociologia, Relações Internacionais, Comunicação,
Direitos Humanos e estudos sobre extremismos políticos.
Apresentação do livro:
O povo está com o MFA! A Revolução dos Cravos, 50 anos depois
Organizadores:
Maria Inácia Rezola; Lisandro Cañón.
Autores:
David
Castaño; Francisco Bairrão Ruivo; Gil Gonçalves; Juan Andrés García Martín;
Pâmela Peres Cabreira; Reinaldo Lindolfo Lohn; Tânia Gerbi Veiga; Tiago
Fernandes.
Editora:
Editora
Brava Gente, Niterói/RJ.
Ano:
2023.
Link para aquisição:
https://clubedeautores.com.br/livro/o-povo-esta-com-o-mfa
Resumo da obra:
A obra revisita a Revolução
Portuguesa de 1974, conhecida como Revolução dos Cravos, a partir de uma
perspectiva histórica, política e social, analisando um dos acontecimentos mais
significativos do século XX. Organizado por Maria Inácia Rezola e Lisandro
Cañón, o livro reúne diferentes pesquisadores para refletir sobre as raízes do
processo revolucionário, seus protagonistas e os impactos produzidos na
sociedade portuguesa e em seu lugar no mundo.
Ao abordar os cinquenta anos
da Revolução dos Cravos, a coletânea combina análises históricas e
interpretações críticas sobre o Movimento das Forças Armadas, a queda do regime
salazarista, os processos de democratização e as disputas políticas abertas em
Portugal após 1974. Os textos discutem não apenas o acontecimento
revolucionário em si, mas também suas memórias, permanências e ressonâncias
contemporâneas.
Com contribuições de autores
como David Castaño, Francisco Bairrão Ruivo, Gil Gonçalves, Juan Andrés García
Martín, Pâmela Peres Cabreira, Reinaldo Lindolfo Lohn, Tânia Gerbi Veiga e
Tiago Fernandes, o livro oferece uma leitura plural sobre a Revolução dos
Cravos e sua relevância para a história política contemporânea. A obra está
disponível para aquisição no Clube de Autores.
Apresentação do capítulo:
Polycam and the Power of Heritage Registration in the Palm of Your Hand: UNESCO
Strategy to Safeguard Memory in Ukraine War
Autores:
Alexandre
Augusto da Costa; Leonardo Rosa Maricato Santos.
Livro:
Soft
Power and Heritage.
Organizador do livro:
Rodrigo
Christofoletti.
Editora:
Springer.
Ano:
2023.
Link para acesso:
https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-41207-3
Resumo do capítulo:
O capítulo analisa como a
guerra na Ucrânia recolocou a proteção do patrimônio cultural no centro do
debate internacional, articulando esse cenário às convenções da UNESCO voltadas
à salvaguarda de bens e memórias em contextos de conflito. A partir da experiência
ucraniana, o texto discute como a preservação patrimonial passa a envolver não
apenas Estados e instituições especializadas, mas também cidadãos comuns,
capazes de registrar e compartilhar digitalmente objetos, monumentos e práticas
de memória ameaçadas pela guerra.
Com foco no projeto Backup
Ukraine e no uso do aplicativo Polycam, o capítulo examina como tecnologias
digitais, geolocalização e modelos em realidade aumentada permitem documentar
patrimônios materiais e experiências cotidianas em cidades como Kiev, Lviv e
Kalynivka. Ao relacionar patrimônio, identidade, tradição e soft power, o
estudo mostra como a tecnologia amplia a participação social na preservação da
memória e transforma o registro cultural em uma forma de resistência simbólica
diante da destruição provocada pelo conflito.
Quinta-feira, 24/09/2026 - 9h
Lançamento do livro:
Protagonismo em tempos de instabilidade: a política externa no contexto do G20,
Cúpula dos BRICS e COP30
Organizadores:
Bruna
Muriel; Bruno F. Alcebino da Silva; Gilberto Marcos Antonio Rodrigues; Olympio
Barbanti Jr.
Publicação:
Observatório
de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil — OPEB.
Ano:
2025.
Link para acesso:
https://opeb.org/livros/
Resumo da obra:
A obra analisa a política
externa brasileira em um contexto de fragmentação geopolítica global,
destacando os esforços recentes do país para retomar um perfil protagonista no
cenário internacional. O livro examina iniciativas vinculadas ao G20, à Cúpula dos
BRICS e à preparação da COP30, situando a atuação brasileira diante de temas
estratégicos como comércio internacional, transição energética,
sustentabilidade, relações Sul-Sul, direitos humanos, segurança internacional,
imprensa e migrações.
Reunindo dez capítulos, o
livro discute as relações Brasil-China, a agenda econômico-comercial
brasileira, os dilemas do Sul Global, os desafios da transição energética, o
realinhamento com o continente africano, as percepções da imprensa sobre a
política externa brasileira, as dinâmicas de segurança em 2024, os direitos
humanos na agenda internacional do Brasil, debates sobre genocídio, racismo,
machismo e negacionismo climático, além das migrações internacionais
contemporâneas. A publicação está disponível para download gratuito no site do
OPEB.
Lançamento do livro:
A prevenção e a repressão do tráfico internacional dos bens culturais: uma
análise da Convenção da UNESCO de 1970
Autor:
Fernando
Fernandes da Silva.
Editora:
Editora
Max Limonad.
Ano:
2021.
Link para acesso:
https://www.livrariamaxlimonad.com.br/direito/a-prevencao-e-a-repressao-do-trafico-internacional-dos-bens-culturaisuma-analise-da-convencao-da-unesco-de-1970fernando-fernandes-da-silva
Resumo da obra:
A obra examina os instrumentos
jurídicos de prevenção e repressão ao tráfico internacional de bens culturais,
tomando como eixo analítico a Convenção da UNESCO de 1970. O livro discute a
circulação ilícita de bens culturais, os mecanismos de proteção do patrimônio e
os desafios enfrentados pelo direito internacional diante de práticas de
importação, exportação e transferência ilegal de propriedade cultural.
Resultado da pesquisa de
doutorado do autor na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o
trabalho contribui para preencher uma lacuna na literatura jurídica sobre o
tema. Ao articular patrimônio cultural, cooperação internacional, instrumentos
normativos e políticas de repressão ao tráfico ilícito, a obra oferece uma
contribuição relevante para pesquisadores, juristas, gestores culturais e
interessados na proteção internacional dos bens culturais.
Sexta-feira, 25/09/2026 - 9h
Tese:
Marx, os marxismos e a crise: a lei tendencial
da queda da taxa de lucro e as determinações subjacentes da crise do capital na
contemporaneidade.
Autor:
Anderson Martins Silva.
Instituição:
Faculdade
de Serviço Social / Programa de Pós-Graduação em Serviço Social — Universidade
Federal de Juiz de Fora.
Ano:
2025.
Link para acesso:
https://www2.ufjf.br/ppgservicosocial/wp-content/uploads/sites/131/2025/08/Tese_And_final_envio_faculdade__1_.docx_compressed.pdf
Resumo da tese:
A tese de Anderson Martins
Silva investiga, a partir de Marx e dos marxismos contemporâneos, as causas
estruturais das crises capitalistas, com foco na crise de 2008. O estudo
analisa a lei tendencial da queda da taxa de lucro e suas determinações subjacentes,
buscando compreender a crise do capital na contemporaneidade para além de
explicações centradas apenas em fenômenos conjunturais.
O trabalho argumenta que
neoliberalismo e financeirização não são causas isoladas da crise, mas
respostas à queda da taxa de lucro e à estagnação relativa da economia dos
Estados Unidos desde os anos 1970. Ao evidenciar os limites históricos do
capital como forma de organização social, a tese contribui para o debate
marxista sobre crise, capitalismo contemporâneo, financeirização e reprodução
das contradições estruturais do sistema.