Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social 2026 Tendo encontrado um caminho de comunhão (At 15, 25a)

Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social 2026 Tendo encontrado um caminho de comunhão (At 15, 25a)

online Brasil
presencial Com transmissão online

Sobre o evento

EMENTA

 

Em sintonia e na sequência do “Simpósio Internacional 10 Anos da Laudato Si’ (2015-2025)”, realizado nos dias 27-29 de maio de 2025, com a temática “Mundo: Mistério gozoso e tarefa desafiadora”, o “Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social”, de outubro de 2026, visa promover um espaço de reflexão acadêmica, de diálogo e partilha sobre o tema “Sinodalidade Eclesial e Social”, aprofundando seus fundamentos bíblicos, teológicos, pastorais e sociais e incentivando a participação corresponsável de todos os sujeitos na vida da Igreja e na construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária, corresponsável e comprometida com o bem comum. A partir dos fundamentos bíblicos, teológicos, eclesiológicos e históricos e sociais. busca-se compreender a participação dos fiéis na vida eclesial, os processos de escuta, discernimento e corresponsabilidade, bem como os desafios e as possibilidades de uma Igreja marcada pela comunhão, participação e missão.

Busca-se promover o diálogo interdisciplinar entre teologia, ciências da religião, filosofia, ciências humanas e sociais, considerando as transformações contemporâneas da sociedade e suas implicações para a experiência eclesial. Serão abordadas questões relacionadas à participação do laicato, aos ministérios e carismas, à autoridade eclesial, à cultura do diálogo, à escuta das diferentes vozes da comunidade social e humana e à presença da Igreja na sociedade. Visa favorecer a produção de conhecimento, o debate crítico e a construção de perspectivas para uma compreensão renovada da sinodalidade e de suas contribuições para a vida eclesial e social. A reflexão contempla a relação entre os diferentes sujeitos eclesiais (ministros ordenados, vida consagrada e fiéis leigos), considerando seus carismas, vocações e responsabilidades na construção da comunidade cristã e do bem comum. O simpósio também aborda a sinodalidade em sua dimensão social, examinando como práticas de escuta, diálogo, participação e corresponsabilidade podem contribuir para a presença da Igreja na sociedade contemporânea e para o compromisso com a justiça, a solidariedade e o bem comum.

 

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Promover uma reflexão acadêmica, bíblica e teológica sobre a “sinodalidade eclesial e social”, aprofundando seus fundamentos, sentidos, práticas e implicações, especialmente no que se refere à participação, à escuta, ao discernimento, à corresponsabilidade e ao protagonismo dos fiéis na vida e na missão da Igreja e da Sociedade.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

ü  Analisar os fundamentos bíblicos da sinodalidade e suas expressões nas primeiras comunidades cristãs.

ü  Aprofundar os fundamentos teológicos e eclesiológicos da sinodalidade enquanto dimensão da vida da Igreja.

ü  Refletir sobre a participação dos fiéis nos processos de escuta, discernimento e tomada de decisões na comunidade eclesial.

ü  Investigar a relação entre sinodalidade, comunhão, participação e missão.

ü  Examinar o papel do laicato, dos ministérios e dos diferentes carismas na construção de uma Igreja sinodal.

ü  Aprofundar a dimensão sinodal dos processos de maior visibilidade das mulheres na vida eclesial e na vida social assim como os novos desafios da área de estudos de gênero.

ü  Promover o diálogo entre teologia, ciências da religião e outras áreas do conhecimento acerca dos desafios contemporâneos da sinodalidade.

ü  Discutir os desafios culturais, sociais e institucionais para a efetivação de práticas eclesiais participativas.

ü  Estimular a pesquisa acadêmica e a produção de conhecimento sobre a sinodalidade em suas dimensões eclesial e social.

ü  Favorecer o intercâmbio de pesquisas, experiências e perspectivas entre pesquisadores, docentes, estudantes e demais participantes da comunidade acadêmica.

 

JUSTIFICATIVA

 

O “Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social” justifica-se pela necessidade de aprofundar, em perspectiva acadêmica e interdisciplinar, os fundamentos e as implicações da sinodalidade. A participação efetiva dos fiéis, a escuta das diferentes experiências e vocações, o discernimento comunitário e a corresponsabilidade na missão constituem temas que desafiam a reflexão teológica e eclesiológica contemporânea.

A sinodalidade ocupa lugar central na reflexão contemporânea sobre a identidade, a organização e a missão da Igreja e da Sociedade. Mais do que uma metodologia de participação ou um processo circunstancial, ela suscita questões fundamentais acerca da maneira como a comunidade eclesial compreende a comunhão, exerce a corresponsabilidade e reconhece a contribuição dos diferentes sujeitos que a constituem.

Pensar a Igreja como uma comunidade que caminha conjuntamente implica recuperar suas raízes bíblicas, patrísticas e teológicas e, ao mesmo tempo, analisar criticamente as estruturas, práticas e relações que configuram sua vida institucional, a fim de continuar lendo os “sinais dos tempos” (GS 4) e sendo “um Igreja em saída” (EG 24.)

A proposta também se mostra relevante por possibilitar o diálogo entre a tradição cristã e as questões emergentes da sociedade. A sinodalidade não se limita a uma metodologia de organização interna da Igreja, mas pode ser compreendida como uma forma de viver a comunhão, o diálogo, a escuta e a responsabilidade compartilhada, com possíveis repercussões na presença da Igreja no mundo e em sua relação com a sociedade.

Ao reunir pesquisadores e membros da comunidade acadêmica, o “Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social” pretende contribuir para o aprofundamento crítico do tema, estimular novas pesquisas e favorecer o intercâmbio de perspectivas bíblicas, teológicas, religiosas, filosóficas e das ciências humanas e sociais. Dessa maneira, busca-se criar um espaço qualificado de diálogo e produção de conhecimento, capaz de colaborar para a compreensão da sinodalidade e para o desenvolvimento de práticas eclesiais mais participativas, corresponsáveis e comprometidas com a missão da Igreja na sociedade.

Nesse contexto, torna-se particularmente relevante aprofundar academicamente o papel e a participação de todos os fiéis (ministros ordenados, vida consagrada e leigos) nos processos de escuta, discernimento e construção da vida eclesial. A superação de modelos excessivamente centralizados e a valorização dos diversos carismas, vocações e experiências podem favorecer uma compreensão mais ampla da Igreja como comunidade de sujeitos corresponsáveis pela missão.

A dimensão social da sinodalidade amplia ainda mais esse horizonte. Uma Igreja que aprende a escutar, dialogar e discernir comunitariamente é chamada também a estabelecer relações qualificadas com a sociedade, reconhecendo os desafios contemporâneos e contribuindo para a construção de uma cultura de diálogo, participação, solidariedade e busca do bem comum.

O “Simpósio Internacional Sinodalidade Eclesial e Social” justifica-se, portanto, pela necessidade de criar um espaço de reflexão acadêmica interdisciplinar capaz de reunir diferentes perspectivas sobre a sinodalidade, seus fundamentos e suas práticas. Pretende-se favorecer o aprofundamento crítico do tema, articulando teoria e experiência eclesial, e contribuindo para o desenvolvimento de novas perspectivas sobre a participação dos fiéis e a missão da Igreja no mundo contemporâneo.

Pensada socialmente, a concepção de Sinodalidade é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito e rejeita qualquer concepção autoritária e excludente de poder. A Sinodalidade Social implica também que a Sociedade e o Estado têm o dever de incluir os pobres em suas políticas não só como objeto, mas também como sujeitos participativos. Aqui, o conceito de Sinodalidade Social se articula ao conceito de subsidiariedade, tão central na DSI, conforme desenvolvido pelo Papa Francisco em uma das Catequeses “Curar o Mundo”. Nestas Catequeses sobre a Pandemia de COVID-19, pronunciadas nas Audiências de Quarta-feira, entre 5 agosto e 30 de setembro de 2020, Francisco afirmou que a pandemia nos ofereceu uma grande oportunidade de mudar a realidade e que para mudar esta realidade é necessário instaurar novas estruturas em que o princípio da fraternidade seja a base, e que os que hoje são excluídos e descartados tenham lugar como sujeitos.

O princípio da Opção pelos Pobres, da identificação entre os Pobres e Cristo e da Destinação Universal dos Bens foi fortemente sublinhado por Francisco. Neste contexto, na Catequese pronunciada no dia 23 de setembro, ele fez uma interpretação nova do princípio da subsidiariedade. Para Francisco, este princípio inclui tornar os membros mais vulneráveis de nossa sociedade sujeitos de seus destinos. Trata-se de torná-los protagonistas. Os que detêm o poder quando se voltam para os pobres não podem pretender apenas ser a voz do que não tem voz, mas buscar dar voz aos que não têm voz. A sociedade deve ser construída de baixo para cima. Neste sentido a Sinodalidade Social exige a construção de mecanismos que permitam aos pobres se tornarem sujeitos e protagonistas sociais para que possamos realmente construir um outro mundo possível onde a economia não seja promotora de morte e destruição, mas de vida para todos e todas, onde se concretize a justiça social e ambiental.

 

ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO SIMPÓSIO

 

Presidentes de honra

Cardeal Orani João Tempesta, O.Cist. (Rio de Janeiro) 


 

 

Comissão científica

Dr. Abimar Oliveira de Moraes (PUC-Rio) 

Dr. Antonio Luiz Catelan (PUC-Rio)

Dr. Boris Agustín Nef Ulloa (PUC-SP) 

Drª. Francilaide de Queiroz Ronsi (PUC-Rio) 

Dr. Marcelo Motta de Freitas (PUC-Rio) 

Dr. Marcelo Maçaneiro (PUCPR) 

Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade (PUC-Rio)

Dr. Tiago de Fraga Comes (PUC-RS) 

Dr. Valmor da Silva (PUC-GO) 

 

Comissão organizadora

Dr. Waldecir Gonzaga (PUC-Rio) – Coordenador 

Drª. Maria Clara Lucchetti Bingemer (PUC-Rio) – Coordenadora 

Drª. Eva Aparecida Rezende de Moraes (PUC-Rio) 

Dr. Fabio da Silveira Siqueira (PUC-Rio) 

Dr. Heitor Carlos Santos Utrini (PUC-Rio) 

Dra. Maria Teresa de Freitas Cardoso (PUC-Rio) 

Dra. Patrícia Cristina Rodrigues (PUC-Rio)

Dr. Washington da Silva Paranhos, S.J. (PUC-Rio) 

Ms. Valdir Moreira (PUC-Rio)

 

Universidades parceiras

Universidad Católica Argentina (Argentina)

Pontificia Universidad Bolivariana Cochabamba “San Pablo” (Bolívia)

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Brasil)

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil)

Pontifícia Universidade Católica de Goiás (Brasil)

Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Brasil)

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil)

Faculdade Católica de Belém (Brasil)

Faculdade Católica do Maranhão (Brasil)

Pontificia Universidad Católica de Chile (Chile)

Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (Chile)

Universidad Humberto Hurtado (Chile)

Universidad Pontificia Bolivariana (Colômbia)

Pontificia Universidad Javeriana (Colômbia)

Universidad Católica de Costa Rica (Costa Rica)

Pontificia Universidad Católica del Ecuador (Equador)

Universidad Salesiana Mesoamericana de Guatemala (Guatemala)

Universidad Iberoamericana (México)

Universidad Pontificia de México (México)

Universidad Católica Andrés Sbello (Venezuela)

 

Inscrições

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