A evolução das celebrações do Dia do Químico na Universidade do Estado do Pará (UEPA) reflete um processo contínuo de adaptação e resposta às demandas da sociedade amazônica. Nos últimos anos, o evento deixou de ser apenas uma data protocolar para se transformar em um movimento de integração, unindo ensino, pesquisa e extensão com a identidade da nossa região1. Em 2023, a instituição priorizou o "olhar para a origem", mergulhando na base da formação docente ao debater a História da Química e os Livros Didáticos. Esse alicerce teórico-pedagógico permitiu que, em 2024, ocorresse um ponto de inflexão com a 1ª Semana do Químico - Conexões. A transição para o modelo interinstitucional promoveu uma descentralização necessária, integrando os campi de Belém, Marabá, Paragominas, Cametá e Salvaterra. A programação capilarizou debates sobre Química Sustentável e Inovação Verde, preparando o terreno para o protagonismo regional frente aos desafios climáticos globais e demonstrando a aplicação prática da ciência em contextos amazônicos, desde a ludicidade da química mágica até a inserção qualificada de egressos no mercado. A maturidade desse ciclo foi atingida em 2025, com a 2ª SEQUI2. Sob o tema "Educação, Ciência e Inovação", o evento materializou tecnologias educacionais avançadas, como escape rooms temáticos e o foco estratégico em bioprodutos. Essa evolução evidenciou a capacidade da UEPA em responder às novas diretrizes curriculares, formando profissionais aptos à inovação tecnológica sem perder o senso de pertencimento regional. Diante desse histórico de crescimento, o ano de 2026 apresenta-se como o momento de converter o conhecimento acumulado em impacto socioeconômico direto. Sob o tema "Educação Química para a Bioeconomia: Transformando Recursos Regionais em Ciência e Renda", a UEPA propõe um fechamento de ciclo e uma abertura de novos horizontes. A escolha deste tema justifica-se pela urgência em alinhar a formação química às potencialidades da biodiversidade paraense. Não se trata mais apenas de entender a química da floresta ou de ensiná-la de forma inovadora, mas de capacitar o futuro profissional para ser o agente transformador que converte recursos naturais em bioprodutos de alto valor agregado. Assim, a Semana do Químico 2026 consolida a missão da universidade: fomentar uma ciência que educa, inova e, acima de tudo, gera desenvolvimento sustentável e dignidade para o povo da Amazônia. O projeto enquadra-se como um projeto “guarda-chuva” pois a convocatória3 da comunidade acadêmica para a apresentação de oficinas temáticas e projetos para atividades de extensão em alusão o dia do Químico possibilita a integração dos estudantes de Belém e demais campi de interiorização, onde são ofertados a Licenciatura em Química.