🌿 O Projeto de Extensão Observatório Digital Kijemi-Casa de Memória Pataxó do Grupo de Pesquisa EDUTICAM do IFBA e Universidades Parceiras realiza:
AGOSTO INDÍGENA
TEMA: RACISMO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL, TECNOLOGIAS E DIREITO DOS POVOS INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA
WORKSHOP I - Pesquisas com Povos Indígenas - Ecologia de Saberes e o Epistemicídio Socioambiental
Vem aí um evento incrível e necessário sobre pesquisas, direitos e ecologia de saberes com grandes especialistas e lideranças indígenas!
📌 I WORKSHOP - Tema: Pesquisas com Povos Indígenas: Ecologia de Saberes e o Epistemicídio Socioambiental
📅 Data: 11/08 Terça-feira
⏰ Horário: 18h (Horário do Amazonas) E 19h (Horário de Brasília)
📍 Presencial: UEA - ENS
💻 Online: YouTube @GPEDUTICAM
O Encontro Agosto Indígena reflete sobre o RACISMO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL, TECNOLOGIAS E DIREITO DOS POVOS INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA - a partir do conceito de racismo socioambiental como uma negligência estatal e seus impactos nas mudanças climáticas que recaem desproporcionalmente sobre populações racializadas, marginalizando comunidades indígenas para territórios de risco e vulnerabilidade socioambiental. No contexto educacional, torna-se urgente integrar esse debate às salas de aula para romper com discursos hegemônicos e eurocêntricos que naturalizam e discriminam desigualdades sociais históricas. É necessário o desenvolvimento de educação socioambiental crítica para identificar as lacunas nas políticas públicas e fortalecer a conscientização sobre como a preservação da natureza é indissociável da luta dos Povos Indígenas contra o racismo estrutural.
Deste modo a valorização das tecnologias digitais e sociais e da diversidade de epistemologias dos Povos Indígenas é fundamental para a garantia dos direitos humanos desses povos na América Latina. Desde a era pré-colombiana, o desenvolvimento de técnicas complexas, como o processamento da mandioca, permitiu a sedentarização e a ocupação soberana do continente, servindo inclusive de base para a subsistência dos colonizadores. Reconhecer a contribuição dessas tecnologias inovadoras não apenas como herança cultural, mas como ciência legítima, é fundamental para o diálogo intercultural neste Agosto Indígena, reafirmando que o direito ao território está intrinsecamente ligado ao direito de exercer a própria identidade e soberania tecnológica.
Os direitos dos povos indígenas enfrentam novos desafios com a expansão imobiliária e o uso de tecnologias de vigilância, que muitas vezes ameaçam a privacidade e a segurança dessas comunidades em contextos urbanos e em seus territórios ancestrais. No caso de migrações forçadas, como ocorre com as etnias na Amazônia, a negação de direitos básicos e o impacto na saúde mental evidenciam a necessidade de políticas de acolhimento que respeitem as especificidades culturais. O enfrentamento ao racismo na América Latina exige, portanto, um olhar atento às novas formas de controle tecnológico e à proteção jurídica dos territórios ancestrais contra a exploração sistemática e toda relação de racismo estrutural.