QUADRINHOS E POLÍTICA: DO HUMOR À CRÍTICA

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Sobre o evento

O Simpósio Quadrinhos e política: do humor à crítica visa discutir as interfaces entre os estudos políticos, sociológicos e da linguagem, tendo como objeto de aproximação as histórias em quadrinhos. O evento conta com pesquisadores de várias regiões do país.

Inscrições

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Atividades

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Presenças confirmadas

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Resumos

A CHARGE E A GUERRA: CHARGES POLÍTICAS NA II GUERRA MUNDIAL


Natania Aparecida da Silva Nogueira


A charge é umas formas de expressão gráficas mais antigas e juntamente com a caricatura deixou sua marca ao longo do tempo, notadamente nos séculos XIX e XX. Por meio dela, chargistas denunciavam e criticavam indivíduos, grupos e mesmo governos. A charge foi por exemplo, utilizada para denunciar a censura, a corrupção, as atrocidades cometidas por governos. Eles foram, também, um termômetro social, entoando críticas à família, ao casamento, à igreja e às relações de gênero, por exemplo. No presente caso, iremos analisar a charge como uma fonte política ligada a um evento de proporção mundial, a II Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre os anos de 1939 e 1945. Usaremos como base teórica Roger Chartier, buscando analisar a crítica política contida nessas charges, suas representações do nazismo e fascismo, assim como o discurso político é apropriado e usado como arma para se combater o ideário dissimilado pela extrema direita. Para tanto iremos recorrer ao estudo de charges publicadas no Brasil, em particular as charges produzidas por Belmonte, na França, nos Estados Unidos e na Finlândia.


A INDEPENDENTE ANARQUIA LIBERTÁRIA RESISTENTE SEM CENSURA DOS FANZINES E SUA VERSATILIDADE TEMÁTICA


Gazy Andraus

 

Fanzines e quadrinhos têm uma estreita ligação, embora os também chamados zines versem por diversos temas com textos, resenhas e entrevistas críticas, nas temáticas literárias, musicais, anárquicas e contos de ficção científica, poesias, histórias em quadrinhos (HQs) e outras expressividades artísticas. Em realidade, os fanzines surgiram nos EUA como meio paralelo de publicação aos fãs e amadores da literatura de ficção-científica (FC) desde 1929, que queriam criar seus contos e travar comunicação via boletins mimeografados, até avançar pelo mundo por outros temas ampliando seu alcance a partir dos anos de 1950, 1960 e 1970, como o punk e rock e os quadrinhos underground, graças também ao advento das fotocopiadoras e barateamento tecnológico. O mote principal do fanzinato é sua verve anárquica, no sentido de liberdade irrestrita autoral, em que não há censura e nem atrelamento ao sistema de consumo com base em lucro. Por isto, politicamente (no sentido da polis), os fanzines se tornam o esteio da liberdade e resistência dos ideários autorais, independente de seus temas e expressões artísticas, ainda que aqui se elenquem também zines com algumas HQs, mas não só, trazendo outros temas a que se possa perceber sua fluidez paratópica no seio social humano, em paralelo ao sistema oficial vigente das publicações em geral. As bases teóricas vêm por Henrique Magalhães, pioneiro da pesquisa zineira no Brasil, Andraus, Santos Neto e outros autores que conceituam e utilizam o fanzine como parte de suas exposições.


A NEW REPÚBLICA NA CHICLETE COM BANANA: CONTRACULTURAL E NEOLIBERALISMO NA REDEMOCRATIZAÇÃO (1985-1990)

Iberê Barros

A Chiclete com Banana se tornou sintoma e agente em um período político ímpar na sociedade brasileira: o processo de redemocratização (1985-1990). Pela sua abrangência (tendo edições com mais de 100.000 cópias vendidas) e especificidade (um discurso humorístico próprio acompanhado da linguagem contracultural), a revista ajuda a compreender as mudanças e as permanências políticas brasileiras. Mostra representações dos mais diversos grupos políticos e sociais que povoaram aquele período, criando personagens que podem ajudar a compreender como esse grupo interagiu com seu recorte temporal.

A hegemonia cultural estava em disputa e o que foi percebido pela contracultura era que as lideranças neoliberais e neoconservadoras estavam entrando em um acordo para redemocratizar sem romper com as estruturas sociais. Por isso a revista se torna um retrato do período, sendo a sua própria existência parte dessa disputa cultural. A partir dessa preocupação a presente apresentação visa discutir os métodos de análise de quadrinhos de humor político brasileiros assim como sua aplicação.


A PRISÃO DE LULA EM QUADRINHOS E A CLASSIFICAÇÃO DE HERÓIS E VILÕES NA POLÍTICA BRASILEIRA

 

Nelson Lellis

 

Em 2022 foi lançado pela secretaria de comunicação do Partido dos Trabalhadores, em comemoração aos 42 anos do PT, a História em Quadrinhos "Lula: da perseguição à esperança renovada". Trata-se de uma narrativa em que se busca articular ficção e realidade a partir da vida de trabalhadores da periferia, além de discutir o processo que levou o ex-presidente à prisão com todos os seus desdobramentos. O objetivo da apresentação é refletir sobre o conteúdo dessa HQ a partir da análise do discurso político (P. Charaudeau) e de como as ilustrações e roteiro (também propagandista) ajudam a reforçar as imagens de heróis e vilões na política brasileira. Mediante tal configuração, observar como o conceito de popu[lu]limo (como tenho defendido) pode ser confirmado na história desse personagem.


A REPRESENTAÇÃO DOS SUPER-HERÓIS EM POLÍTICAS PÚBLICAS

 

Gelson Weschenfelder

 

As HQs de super-heróis, além de promover entretenimento, atuam sobre o leitor, pois apresentam questões que todo ser humano enfrenta no cotidiano. Suas temáticas estão relacionadas à superação de adversidades, à construção de identidade pessoal e de gênero, à ética, entre tantos outros. Defende-se, neste estudo, sua inserção em ambientes escolares visto que elas se constituem em importante fonte de reflexão acerca da superação e do enfrentamento de situações difíceis. Para a realização do trabalho, contextualiza-se, preliminarmente, a juventude no Brasil e se discute, com base em autores diversos, a importância de intervenções positivas no âmbito escolar, como criações de políticas públicas no sentido de fortalecer o desenvolvimento do discente. Estudos demonstram que é possível realizar paralelos entre as adversidades da vida real de crianças e jovens desfavorecidos (por abandono, abuso, etc.), por exemplo, e as histórias de vida ficcionais vividas pelos super-heróis, especialmente no estágio anterior à transformação desses personagens heroicos, ou seja, antes de usarem suas “capas e/ou máscaras e fantasias”. Tal fato leva a questionar e investigar quais seriam as implicações clínicas, sociais, educacionais e políticas dessas semelhanças para a construção de programas de apoio e promoção de resiliência em diferentes ambientes educativos.


A SUTILEZA DE TEMAS POLÍTICOS EM MANGÁ E ANIMÊ

 

Sônia Maria Bibe Luyten

 

Mangás e animê são políticos, mas passam desapercebidos aos olhos ocidentais. Um olhar mais atento desde a modernização do Japão, os periódicos já adotavam a alfabetização gráfica por meio de caricaturas e charges para atrair um público mais amplo. Rakuten Kitazawa é o fundador do mangá moderno produzindo caricaturas políticas para o periódico Jiji Shimpo. No nosso milênio encontramos vários exemplos de material político até mesmo em práticas de adoção da promoção da cultura pop japonesa.



O PERCURSO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM JORNAIS DE CAXIAS DO SUL, RS


Roberto Rossi Menegotto


Iniciada em 1951, a publicação de histórias em quadrinhos em jornais de Caxias do Sul, RS, atendeu a uma demanda política dos jornais da época. Ao longo de grande parte do século XX, tal panorama manteve-se intacto, colocando as HQs como participantes dos debates promovidos no campo social mundial, nacional e estadual.


PEANUTS E A RESPOSTA AO DISCURSO RACIAL: INEDITISMO E PROFETISMO NOS QUADRINHOS

 

Leonardo Gonçalves Alvarenga

 

A personagem de Peanuts ‘Franklin’ foi criada após o assassinato de Martin Luther King Jr. Charles Schulz esperava reprimir parte do discurso racial da época com a inclusão do único personagem afro-americano da história em quadrinhos. À primeira vista pode parecer que as tiras de quadrinhos “Peanuts” teriam pouco a ver com o Rev. Dr. Martin Luther King Jr. e o movimento pelos direitos civis dos anos 1960. No entanto, uma nova exposição no museu Charles M. Schulz intitulada “50 anos de Franklin” mostra um colega de classe afro-americano pouco conhecido de Patty Pimentinha e Marcie chamado Franklin. Após o trágico assassinato do Rev. Dr. Martin Luther King Jr., Schulz recebeu uma carta de uma professora de Los Angeles chamada Harriet Glickman, que instou o criador de “Peanuts” a integrar a história em quadrinhos com a esperança de ajudar a influenciar as atitudes raciais da América na época. O resultado de sua correspondência foi um garoto confiante, trabalhador e quieto que foi apresentado à história em quadrinhos em 31 de julho de 1968. O personagem de Franklin rapidamente se tornaria um favorito dos fãs e um personagem regular da série. A inclusão de Franklin na tira não foi nada fácil - foi um passo significativo para o movimento dos direitos civis, como evidenciado pela reação dos leitores na época. “Eu queria apresentar um personagem negro há algum tempo… a reação foi tremenda. Recebemos uma pilha de cartas dizendo 'obrigado'”, disse Charles M. Schulz em 1970. Por outro lado, teve quem pedisse para não incluir a personagem junto com os demais na escola, um editor sulista. No entanto, Schulz ignorou o pedido e tratou Franklin como nenhum outro personagem da história em quadrinhos.


SOCIALISMO X CAPITALISMO NAS HQS: UMA ANÁLISE NARRATOLÓGICA DE SUPERMAN: ENTRE A FOICE E O MARTELO


Adriano Braga Bressan


Contar histórias é uma habilidade do ser humano para metaforizar acontecimentos e gerar elementos catárticos que permitem às pessoas, com acesso a essas histórias (ou estórias), tirarem conclusões para si mesmas. As Histórias em Quadrinhos (HQs), gênero conhecido por ser um mass cult, toma para si inúmeras problemáticas ao longo dos anos e as representa de maneira que a mensagem acerca das temáticas abordadas ressoe através dos tempos. Em Superman: Entre a foice e o martelo, há uma representação dos acalorados debates que tangem mesmo as rodas de conversas mundo afora quando se aponta para uma saída que acolha a todos os seres humanos da Terra. Fica nas entrelinhas e nas vinhetas a reflexão acerca de alternativas ao capitalismo e uma hipótese é lançada, apontando para o Superman não mais de azul e vermelho, mas sim de cinza e um vermelho technicolor, que rechaça os ideais do liberalismo e busca a igualdade nos ideais do socialismo stalinista. Uma análise dessa obra é necessária para que busquemos de que maneira sua narração alcança os objetivos propostos e como demonstra suas agnições e revelações. Serão utilizados como base teórica os escritos de Umberto Eco sobre a narratologia e suas análises da estética artística. A premissa consta, inicialmente, na Obra Aberta, e a partir da ideia de que a obra de arte não encerra suas compreensões em si mesma, assumimos que o Homem de Aço, agora demoninado Camarada de Aço, merece uma análise de sua construção e das escolhas narrativas do autor.


SÓ DOÍA QUANDO RÍAMOS – UM RETROSPECTO DA HISTÓRIA DO HUMOR GRÁFICO BRASILEIRO, NO MOMENTO MAIS TRISTE DA NOSSA HISTÓRIA, DE 1964 A 1985

Rubinho Pirola

Os anos de grandes instabilidades sociais e que produziram rebeliões na Europa (rebeliões estudantis na França, em 1968, a Primavera de Praga) também não estavam assim tão distantes da efervescência política no Brasil do início dos anos 1960, especialmente, na madrugada do dia 10 de abril de 1964, quando o humor parece desaparecer como fumaça, na deflagração do golpe militar, que acabou por suprimir os direitos civis e implantar uma rigorosa censura à mídia, à produção cultural e até promover a barbárie, na forma de prisões e à uma rigorosa repressão. À medida que o golpe de 1964 avançava, vimos surgir toda uma carga de violações do regime democrático e dos direitos humanos, que durou até os idos de 1985. Entretanto e paradoxalmente, foram estes, os melhores tempos do humor nacional, com o surgimento de uma nova geração de cartunistas, chargistas e escritores que fizeram no humor, muito da sua trincheira, de onde lutaram até à queda do regime. Nesta nossa participação, iremos destacar o trabalho de artistas como Henfil, Ziraldo, Millôr Fernandes e, mais tarde, Laerte, Glauco Villas-Boas, Angeli e tantos outros. Neste momento da vida nacional, o humor da sociedade, como crítica, refinou-se ao máximo para escapar da censura que a tudo selecionava, num esforço sacerdotal para descobrir-se e impedir que os ‘hereges’, ou ‘profetas’, questionassem a sua “versão oficial da vida”, o que bem faziam esses, na marginalidade e bem como afirmou o sociólogo Peter Berger, “a marginalidade inspira uma perspectiva cômica”. O nosso grande Millôr, jornalista, cartunista e escritor, chegou a zombar deste esforço de controle do pensamento e da expressão, numa afirmação amplamente conhecida: “Um ditador pode bem retocar uma versão oficial, mas não consegue evitar uma caricatura”. Há aí, justamente no humor, algum tipo de compreensão acerca do mundo social que escapa ao poder. Este, precisamente, que teme e odeia, ao mesmo tempo, esta capacidade inata do ser, a de rir. Até das tragédias.  


SUPERMAN: IMAGINÁRIO, HISTÓRIA E POLÍTICA


Bruno Andreotti


O personagem Superman, criado por Jerry Siegil e Joe Shuster, tem sua primeira aparição em 1938, estampando as páginas da Action Comics n.1. Considerado o primeiro super-heróis e fundador do gênero da superaventura, não seria exagero afirmar que é um ícone da cultura americana e, como tal, uma importância fundamental para o imaginário heróico americano e, pelos seus mais de oitenta anos de publicação ininterrupta, um objeto de análise privilegiado para a apreensão de permanências e mudanças da sociedade americana.

A partir das análises dos quadrinhos do personagem entre 1938 e 1943 e 1986 e 1987 pretende-se demonstrar como a ideologia política americana é tributária desse imaginário nesses dois contextos distintos, a saber, a iminência e concretização da 2ª Guerra Mundial e a guinada conservadora republicana na política dos Estados Unidos na década de 80, por vezes chamada de Era Reagan. Nesse esforço toma-se como inspiração metodológica a mitocrítica e mitanálise de Gilbert Durand, em que se identifica temas recorrentes como significativos para a sociedade na qual as histórias estão localizadas para, em seguida, demarcar núcleos simbólicos importantes para aquela sociedade.

Desse modo seria possível notar que o Superman passa por transformações importantes ao longo de sua história, indo de vigilante e herói da classe proletária em suas origens, a um herói patriota às vésperas e durante a 2ª Guerra Mundial, e um yuppie integrado à ordem capitalista e neoliberal na década de 80, captando fervores, esperanças e necessidades da sociedade americana.

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