Pensar a natureza com direito, ou mais ainda, reconhecer a natureza como sujeita de direitos significa admiti-la não como um recurso que se pode apropriar ou explorar, mas que pode existir e manter seus próprios ciclos. Se trata de pensar relações de equilíbrio entre espécies, ecossistemas e ciclos naturais, significa pensar que as comunidades podem se beneficiar do ambiente e da natureza permitindo-lhes o bem viver.
Este novo paradigma ressignifica a atual economia desenvolvimentista hegemônica e critica as formas atenuadas de desenvolvimento sustentável ou descarbonizado que apenas mitigam o modo de produção capitalista.
Reconhecer a essencialidade da natureza rompe com a ideia de hierarquia superior da humanidade e com a ideia de que o meio ambiente deve ser protegido até o limite necessário para o bem-estar humano. Assim, a economia e cultura devem se relacionar à ecologia, se conectando aos limites e alcances da natureza e sua capacidade de renovação.